História Undertale - Human Mode - Capítulo 2


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Categorias Undertale
Personagens Frisk, Papyrus, Personagens Originais, Sans
Tags Frisk, Frisk X Sans (human), Humantale, Papyrus, Romance, Sans
Exibições 50
Palavras 1.826
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Fantasia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Super Power, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpem a demora, tenho andado ocupada esses dias e eu estou com um vírus muito chato no pc ;u;
Desculpe tamém o capítulo curto T^T
Sem mais enrolações, vamos ao capítulo \õ/

Capítulo 2 - Wellcome to Snowdin


Fanfic / Fanfiction Undertale - Human Mode - Capítulo 2 - Wellcome to Snowdin

Uma linha.

Foi essa a sensação que tive quando olhei para aquele rapaz, como se no momento que eu o vi algo esquisito me fez sentir como se uma linha nos tivesse ligado.

-Você está bem, pirralha? - perguntou o rapaz de cabelos brancos e de barba mal feita e de olhos azuis, um pouco maior que Clara, me colocando de pé novamente.

A sensação foi embora, e eu fiz uma careta para ele.

-Não sou pirralha! - falei irritada. 

Sério, que bullying é esse que  galera tem com a minha altura?!

-Calma, foi mal moça - falou o estranho rindo, colocando as mãos para cima em sinal de redenção

Olhei em volta, procurando a minha irmã, mas já a tinha perdido de vista completamente. Caramba, ela corre rápido pra cacete quando quer em...

-Se está procurando a garota de antes, não se preocupe, ela deve ter esbarrado com o meu irmão mais novo.

-Nossa, muito reconfortante saber que a minha irmã está com o irmão de uma pessoa desconhecida cujo nem o nome eu nem sei - falei sarcástica, e isso pareceu divertir o estranho.

-Não seja por isso - ele colocou a mão nos bolsos do casaco azul - Me chamo Sans, Sans o Esqueleto - ele tirou uma das mãos do bolso e estendeu na minha direção.

-Frisk... - respondi desconfiada, doida para correr na direção de Clara, e apertei a mão dele.

Um som semelhante a um pum soou no ar, e eu pisquei várias vezes sem entender, até que a ficha caiu quando me dei conta que tinha algo na mão que eu apertei e me dei conta que ele me olhava com um  sorriso ansioso, esperando a minha reação.

Eu comecei a rir.

Sério, foi algo tão besta e inesperado que eu não aguentei e tive que rir.

-A velha pegadinha da almofada de pum na mão - ele riu - sempre funciona.

-Bota velha nisso... - falei me recompondo - Vai me ajudar a procurar a minha irmã ou tem mais uma piada dessas ai no seu arsenal, comediante? - levantei uma das sobrancelhas.

-Olha... - ele coçou a nuca com um sorriso preguiçoso nos lábios - Tenho um estoque de onde essa veio, mas acho que você quer procurar a sua irmã primeiro.

-De fato - suspirei um pouco cansada, sentindo o peso que antes estava nas minhas costas diminuir um pouco.

-Vamos, sei um atalho - ele me estendeu a mão, e eu apenas ergui as sobrancelhas, como se dissesse "Sério, vai fazer isso mais uma vez ?", fazendo-o rir novamente - sem almofadas de pum, prometo.

Meio exitante eu segurei a mão dele - estranhamente fria e cálida, mas gentil -, e antes que eu pudesse ter qualquer reação ele me puxou para perto e eu vi a paisagem mudar de repente em meio a um brilho azul e branco.

Pisquei os olhos algumas vezes, tentando entender o que tinha acontecido enquanto Sans se afastava um pouco de mim. Não parecia que havíamos saído de lá - a não ser por conta da falta da entrada das ruínas que não estava muito longe antes -, já que ali era cheio de neve e árvores, mas nós com certeza não estávamos no mesmo lugar.

Teleportamos?

-Nossa, humana! Você é realmente boa em resolver puzzles!! - ouvi uma voz masculina um pouco infantil empolgada ali perto, me fazendo franzir a testa.

-Nem tanto... - respondeu uma voz feminina familiar meio constrangida, e eu demorei meio segundo para entender a quem pertencia aquela voz.

-Clara.. - murmurei meio incrédula, começando a andar e direção as duas vozes, com Sans ao meu lado

-Será que você é capaz e resolver mais um dos puzzles do Grande Papyrus?! - perguntou o garoto animado, sendo seguido por uma risadinha baixa de minha irmã.

-Não sei, posso tentar? - a voz estava mais perto, provavelmente veríamos eles na próxima esquina.

-Claro! - quase pude sentir a empolgação do garoto, e percebi que Sans parecia bem feliz com a empolgação do garoto - Me siga humana!

Comecei a escutar o som de passos na neve, enquanto os dois continuava conversando, e assim que viramos na esquina eu me deparei  com Clara caminhando junto com um garoto alto e de rosto inocente - diferente do Sans que parecia, de certa forma, cansado -, cujo o cabelo era branco assim como o do Sans, seus olhos eram vermelhos, porém não eram nem um pouco assustadores. E...
Caramba... Que roupas mais... Incomuns?..

Ele usava calças pretas e a blusa que ele usava por baixo de uma branca de detalhes dourados mais curta possuía a mesma cor. Tanto as botas quanto as luvas, o cachecol e a capa - Meu Deus ele tem uma capa! - eram vermelhas, destacando-se apenas o cinto azul naquele conjunto de preto das calças e da blusa.

-Clara! - chamei minha irmã, que se virou meio espantada para mim, assim como o garoto.

-Frisk? Como chegou aqui tão rápido com essas suas pernas tão curtas e seu fôlego ruim? - perguntou Clara franzindo a sobrancelha,  e eu senti uma veia pulsar na minha testa.

-Foi mal se eu sou uma anã!! - reclamei irritada. 

Por que todo mundo tá de zoas com a minha altura hoje?!

-Sans!! - gritou o outro garoto assim que reparou no outro ao me lado - Onde você estava seu preguiçoso?!

-Por aí mano... - respondeu Sans tranquilo, e me olhou de canto de olho - Tava evitando que as pessoas caíssem de cara na neve - ele sorriu, e eu senti o meu rosto arder.

Eu acho que vou esfregar a cara dele na neve...

-Conhecido seu? - perguntou Clara curiosa, nem parecendo a garota triste de antes. Eu falo que ela é bipolar e ninguém acredita em mim....

-Ele é meu irmão mais velho preguiçoso!

Pera.

Ele é mais novo e é mais alto que ele?

Me virei para o Sans e coloquei a mão no seu ombro com uma cara de "Eu entendo a sua dor". Ele me olhou, e como se tivesse lido a minha expressão ele riu e sacudiu a cabeça levemente.

-Pensou que era a única no mundo que enfrenta essa tristeza? 

-Sim, meu amigo - falei assentindo e fingindo uma expressão triste.

-Bem, não está mais - ele riu novamente e bagunçou os meus cabelos.

-Hey! - reclamei, mas não pude evitar de sorrir.

Ouvi uma tosse forçada, e quando olhei para ver quem era eu vi Clara e encarando com um olhar sugestivo.

-Eu saio por alguns instantes e a minha irmã já arruma um boy magia pra ela - falou Clara estalando a língua e balançando a cabeça.

-Um o que? - perguntou os dois sem entender.

-Nada não! - respondi rapidamente, fazendo Clara rir - Clara, abafa o caso.

-Tá, tá... - ela assentiu, e eu acabei por suspirar.

-Você conhece essa humana, humana? - perguntou o garoto alto, me fazendo franzir a testa. Que maneira estranha de se chamar alguém...

-Ela é minha irmã mais velha, Frisk - ela fez uma pausa -. Frisk, esse é o Papyrus, Papyrus essa é a Frisk. Sua vez de me apresentar! - ela sorriu para mim, e logo entendi o que ela quis dizer, na verdade, o por quê ela queria ser apresentada e porque queria saber quem era o garoto ao meu lado.

-Clara Sans, Sans Clara - apontei para cada um dos dois, meio irritada com o fato de que ela provavelmente já está imaginando um futuro completo pra mim junto com ele, que nem ela faz todas as vezes que me vê junto de um garoto.

-Que apresentação mais empolgada, até me emocionei... - Sans fingiu secar uma lágrima dos olhos, me fazendo rir de leve.

-Quer um lencinho? - falei debochando, e ele apenas negou com a cabeça.

-Estou bem assim, mas obrigado My Lady - ele fingiu um pequena reverência, me fazendo rir.

-Enfim! - Clara falou alto o suficiente para chamar a nossa atenção - Estávamos indo resolver uns puzzles e depois iríamos para a cidade, vocês querem vir?

-Ir para a cidade eu até topo, mas eu tô com preguiça de resolver puzzles... - resmunguei. - Mas não posso deixar você sozinha....

Eis o dilema da preguiça e do dever...

-Ah Frisk! Eu já tô com 15 anos nas costas, pelo amor de Deus né!? - ela cruzou os braços e revirou os olhos.

-Mas ainda é minha irmã mais nova! - rebati, fazendo-a bufar.

-Tô nem ai! Vamos lá Papyrus! - ela saiu arrastando o garoto, que parecia não estar entendendo nada do que estava acontecendo ali.

E os passos gigantes da Clara atacam novamente...

-Fase rebelde? - perguntou Sans, parecendo achar graça de tudo.

-Nem me fala.. - suspirei colocando a mão na testa - Por aqui não tem perigo nenhum não né? 

-Para os monstros não, agora humanos só se ela topar com um mostro por ai. Mas fica tranquila, ela está com o Papyrus, e embora ele tente parecer perigoso, ele é muito bonzinho, e não vai deixar eles machucarem ela.

-Vocês não parecem muito diferentes dos humanos, tirando é claro o lance de magia, teleporte e tals...

-É porque a maioria usa uma forma "humana", mas mesmo nela temos características diferentes dos humanos, como isso - ele me mostrou a língua, que ao invés de ser avermelhada como normalmente é, era um azul claro brilhante.

-Caraca mané... - arregalei os olhos - Tá parecendo aqueles cachorros de língua azul, só que a sua brilha! - ele riu

-Que raio de comparação é essa? - acabei por rir também.

Uma comparação horrível, de fato.

-Tem como me dar uma carona para onde está a minha irmã não, senhor do teleporte?

-Eu pensei que não queria resolver puzzles... - ele ergueu uma sobrancelha.

-Eu não quero, mas eu não tenho nada melhor para fazer mesmo - dei de ombros.

-Se você quiser - ele falou meio exitante -, eu posso te mostrar a cidade.

Eu o encarei, e quando eu olhei nos seus olhos senti como se estivesse presa a ele, e novamente senti aquela pequena linha me ligando a ele. 

Por que eu não sinto nenhum receio em deixar a minha irmã sozinha com esses desconhecidos, e nem de seguir um?

Isso é realente muito estranho. Tudo isso é.

-Sim - me ouvi dizer, e ele estendeu a mão para mim, que logo a peguei.

Novamente ele me puxou para perto, só que dessa vez eu fechei os olhos antes de teletransportarmos. Ficamos alguns segundos parados, até que o Sans finalmente falou:

-Chegamos... - ele sussurrou no meu ouvido, fazendo todos os pelos do meu corpo se arrepiarem.

Meio exitante, eu abri os olhos, e logo me deparei com uma cidade pequena, com poucas construções e por algum motivo que eu não sei qual, uma árvore de Natal estava praticamente no centro do lugar.

-Bem vinda a Snowdin, Frisk.

 


Notas Finais


Continua?
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