História UNDERTALE - No Mercy /Sans/ - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Undertale
Personagens Papyrus, Personagens Originais, Sans, W. D. Gaster
Tags Game, Jogo, Origens, Sans, Superfície, Undertale
Visualizações 54
Palavras 857
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OPA!

Mais um capítulo para vocês :D
Espero que gostem!

Capítulo 23 - Desculpas


Meu corpo jazia deitado na cama do meu quarto, no laboratório. Eu observava o teto, entediado, somente sentindo a dor que afligia todo meu corpo com sofrimento. Gaster e Papyrus conversavam em outra sala, alto o bastante para eu ter consentimento disso, mas baixo demais para alguma palavra ser inteligível ao chegar em meus ouvidos. Os minutos passavam lentamente. Os ponteiros pareciam se arrastar pela face do relógio posicionado estrategicamente na parede. O movimento do compasso era hipnotizante. Meus olhos começaram a fechar enquanto eu acompanhava o tempo passar lentamente.

Já estava com os olhos completamente fechados, quase dormindo, quando senti uma mão em meu ombro e alguém sentou na cama. Imaginei ser Gaster, mas me surpreendi ao abrir os olhos e observar um Papyrus de semblante um tanto triste e arrependido.

— Hey Dylan...

— Oi Papyrus — respondi levantando as sobrancelhas brevemente.

— Como vai?

— Doloroso.

— Quanto?

— Até os ossos — e pisquei um olho. Havia pensado nessa piada sem graça nessa noite, quando não tinha nada para fazer. Ela felizmente tirou uma risadinha descontraída de Papyrus.

— Sabe, Dylan... acho que lhe devo desculpas.

— Não, que isso — respondi sarcasticamente, passando a mão pela cabeça dolorosa. Senti um pequeno baixo-relevo — o lugar onde meu crânio havia rachado.

— É... Eu vacilei. Me deixei levar pelas emoções e acabei usando você como um bode expiatório — lembrei de Chara falando exatamente isso no dia anterior — Você não imagina como é perder um irmão...

Isso me fez pensar algo... Eu não tenho irmãos — sou filho único — porém... Simon é como um irmão para mim. Estava imaginando... Se eu perdesse ele, como eu me sentiria. Apesar de não vê-lo a alguns meses, eu sabia que ele estava bem; ele pode se virar sozinho. Mas se eu o perdesse...

— Não, mas sei como é perder uma mãe. — respondi, triste. Papyrus arregalou os olhos e logo encarou os próprios pés.

— Bom... talvez você não seja tão diferente de mim quanto pensei. — essa frase me surpreendeu.

— Você acha mesmo?

— Claro. No final das contas, acho que somos até parecidos.

— Então que tal nós sermos amigos?

— Meh, por enquanto não. — disse o esqueleto, um pouco debochado. Não esperava uma resposta positiva dele tão cedo. — Mas acho que não há necessidade de ficar trocando farpas. Podemos nos manter colegas.

Algum tempo de silêncio se passou. Eu observava o quarto e Papyrus os próprios pés, reflexivo. O esqueleto foi quem quebrou o silêncio, levantando da cama e me observando.

— Acho que é isso. Agora que já estamos desculpados, devemos voltar a trabalhar assim que você se recuperar completamente. Meu pai parece bastante animado com as descobertas que fez enquanto nós... discutíamos.

— Certo. Mãos à obra! — eu disse levantando da cama determinado pelas pazes feitas com Papyrus.

— Você não está machucado?

— Meh, dá pra aguentar — retruquei enquanto girava os ombros a fim de me alongar. — Agora estou curioso para sabe o que Gaster descobriu. — Vamos lá, Papyrus?

— Claro. — ele parecia feliz. — Ah, e pode me chamar de Paps — ele piscou o olho.

Fomos até a sala onde Gaster se encontrava. A mesa estava coberta de papéis com formulas, contas e anotações escritas à caneta. Gaster tinha uma página em cada mão e olhava para uma e então para a outra, com o semblante confuso, porém animado.

— Oh, Dylan! — exclamou o pesquisador ao me ver parado na porta do cômodo. — Você já está bem?

— O bastante para trabalhar — disse, sentando ao lado do esqueleto. Papyrus me acompanhou e sentou ao outro lado do pai.

— Vocês... estão desculpados?

— As pazes feitas. — eu disse, piscando para Papyrus.

— Então tudo bem. Vamos lá, tenho coisas a explicar — disse Gaster, começando sua explicação sobre o que descobriu na visita à barreira. — Eu descobri várias coisas sobre a barreira, mas a principal foi a quantidade de força que ela tem. — o pesquisador puxou uma folha e me mostrou.

350.000.000 PM

— Trezentos e cinquenta milhões... PM? — disse, confuso.

— Sim. PM quer dizer Potência Mágica.

— E quanto é 350 milhões de Potência Mágica? — perguntou Paps, tão confuso quanto eu.

— Muito. E quando eu digo muito, quero dizer muito. Para vocês terem uma ideia, quando eu criei essa medida de poder mágico, eu usei a alma de um monstro como base. Isso significa que uma alma de monstro equivale a 1 PM.

— 1 PM? — perguntei, abismado — Isso significa que precisaríamos de...

— Trezentos e cinquenta milhões de monstros reunidos e usando o máximo de sua força mágica para quebrar a barreira. As estimativas mostram que temos por volta de 50 milhões de monstros vivos. Precisaríamos de 7 vezes isso para conseguir quebrar a barreira. Isso mostra que nós não vamos ser libertos tão cedo.

Encostei na cadeira, decepcionado. Eu realmente achava que Gaster encontraria uma maneira de destruir a barreira, assim os monstros estariam livres. Mas parece que os humanos são realmente muito mais fortes que os monstros...

— Mas espera aí... Quanto PM tem uma alma humana? — perguntei, curioso.

— Boa pergunta — disse Gaster, levantando e indo até sua maleta de ferramentas que estava estacionada num canto da sala. Ele agacha e pega alguns medidores que havia usado para examinar a barreira. O esqueleto se virou para mim com um enorme sorriso — Quer descobrir? 


Notas Finais


Eaí, gostou? Deixe um comentário :3

Até a próxima, pessoas!


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