História Undertale - The True Reset - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Undertale
Tags Frans, Undertale
Visualizações 35
Palavras 1.641
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - A Soul


Fanfic / Fanfiction Undertale - The True Reset - Capítulo 4 - A Soul

~Frisk

Fiquei caminhando por Snowdin por dias, fugindo de monstros, evitando Papyrus, tudo pra não chamar atenção, não queria fazer nada errado... Não queria fazer mais nada... Tudo estava perdido. As memórias dos seus amigos, todos os bons momentos juntos, todas as promessas... Apenas cinzas ao vento...

Já era noite e eu estava sentada como uma mendiga ao lado do Grillby's, tremendo de frio. Os monstros passavam com pena e alguns jogavam uns trocados, eu tentava explicar que não era necessário, mas eles insistiam. A madrugada havia chegado, eu não tinha lugar pra ir, as ruas estavam vazias, apenas o letreiro do bar iluminava a neve branca. Me encolhi na parede e chorei até dormir.

Flashback

Naquele dia eu estava meio cabisbaixa, meio solitária, ele percebeu. Estava caminhando pela cidade quando encontrei com Alphys e Undyne passeando.

- Frisk! - Alphys falou com voz fina e fofa de sempre - Que bom te ver aqui! Eu e Undyne íamos até sua casa perguntar a Toriel se você poderia sair com a gente. Gostaria?

- Ah... - Eu tentei forçar um sorriso e animação, mas estava um pouco difícil - Eu adoraria sair com vocês, mas o que vocês vão fazer?

- Então, é que eu e a Alphys- - Undyne ia falando levemente corada quando Alphys sai falando na frente 

- É que a gente vai se casar em alguns meses então nós íamos na cidade dos humanos ver itens de casamento tipo roupas, decoração, flores, comida, música, salão, essas coisas bobas que... - Ele falou disparadamente quando parou pra pensar - Desculpe... Eu fiz de novo.

- Relaxa, Alphy. Você fica extremamente fofa quando está animada - Undyne diz de forma carinhosa e eu solto um risinho - Enfim, nós vamos nos encontrar com a Mettaton na nova loja que ela abriu

- Outra? - Eu perguntei surpresa - E agora, é de que?

- Noivas... - Undyne falou derrotada.

- E eu também queria te convidar pra ser nossa daminha e o Asriel nosso pajem. O que acha? - Alphys perguntou esperançosa

- Seria uma honra! - Eu respondi com um grande sorriso

- Vamos logo, vamos perder a hora - Undyne falou já nos empurrando pra ir.

A viagem de ônibus foi rápida. Undyne sabia que se fosse de moto ia gastar uma fortuna. Encontramos Mettaton e pra nossa "surpresa" a loja era enorme. Tinha tudo sobre casamentos lá. Vestidos, ternos, buffet, DJ(claramente o Naps), enfim, tudo. Pra falar a verdade foi bem divertido. Tivemos de dividir as meninas pra que uma não visse as roupas da outra. Experimentamos os quitutes pra festa, tudo extremamente delicioso (onde Mettaton conseguira aquilo tudo?). Finalmente chegara a hora de ir procurar os salões. Naquele momento senti a pontada na nuca que sentira pela manhã. Aquela presença... Saindo da loja do Mettaton (ele[a] é transgênero então eu vou me referir a tal de todas as formas) vi Sans de carro com Papyrus  na frente da loja.

- Oi meninas, que coincidência. Vim levar Paps pra ir no Shopping e ver a nova loja, mas parece q o dono já está de saída. - Sans falou divertido.

- Na verdade, querido, eu e minhas adoráveis clientes estamos cuidando dos preparativos do casamento delas e eu, como sua planejadora, preciso acompanha-las. - Mettaton falava, orgulhosa como sempre - Como tudo que eu poderia oferecer da minha loja nova, criada especialmente para elas, eu já ofereci, agora vamos ver os salões da rua mais chique da cidade!

- Espero que possamos pagar... - Undyne sussurrou

- Isso parece extremamente divertido! Eu posso acompanhá-las? - Papyrus perguntou impressionado

- Claro, Paps, sua companhia vai animar ainda mais o grupo e se quiser, depois podemos ir no shopping se quiser - Alphys disse com um sorriso.

- Eu dou uma carona - Sans falou apontando os bancos traseiros.

Nos acomodamos de forma apertada na parte de trás do carro e fomos. Fiquei pensativa. Aquela pontada continuava, aquela presença... Era difícil ficar bem, não demorou pra alguém perceber.

- Ei, Frisk - Undyne me olhava preocupada - Ta tudo bem? Você parece meio pálida.

-Eu to bem... Só um pouco cansada. - O carro parou, havíamos chegado.

- Vocês já fizeram bastante coisa hoje, por que não deixam eu leva-la pra casa? - Sans disse com um tom divertido disfarçando sua preocupação.

- Não precisa, eu realmente estou bem...

- Hey, Frisk, pode ir, está tudo bem. eu imagino que esteja cansada, vai pra casa, descansa. - Alphys insistiu

- Tudo bem então... - Todos saíram do carro e eu passei pro banco da frente.

- Mais tarde venho buscar você ok? - Sans avisou

- Não precisa, querido. - Mettaton falou pegando o telefone - Eu chamo meu motorista, pode ir tranquilo

- Ok. - E fomos.

Estávamos na longa rodovia que conecta a cidade mais próxima a cidade dos monstros quando ele falou algo.

- O que está acontecendo, Frisk? - Ele falou claramente preocupado - eu percebi você diferente desde o momento em que te vi

- É só cansaço, juro - Falei tentando parecer convincente

- Você quer mandar essa pra mim? Logo eu? Que te conheço melhor que ninguém? - Ele falou dando uma olhadela pra mim, eu dei uma risadinha

- Tem razão, você fica de "órbita aberta" por mim já faz uns 3 anos - Mostrei a língua

- Não é hora pra piadinhas, Frisk - ele murmura

- Sempre é hora pra piadinhas - Dou uma ombrada nele - Palavras sábias de um bom amigo - ele riu

- Ok, ok, você me pegou - Ele tirou a mão da marcha e bagunçou meus cabelos, agora já não curtos como na época que nos conhecemos - Mas sério, o que está acontecendo?

- É que... - Meu rosto ficou nublado e ele percebeu - bem... você lembra, não lembra? Dos últimos resets - Ele ficou tenso - De como me convenceu a desistir daquilo, do que você viu em mim...

- Chara... - Ele falou rispidamente - Sim, me lembro, o que tem?

- Ela sempre esteve ali do meu lado, desde que caí em Underground, falando no meu ouvido, o que eu deveria fazer o que eu sentia, o que eu via, o que eu fazia. - Minha voz falhou e eu hesitei - Ontem a noite eu dormi com ela falando ao meu ouvido, eu tive pesadelos horríveis, de estar passando aquilo tudo de novo... os sussurros dela no meu ouvido, me dizendo o que fazer, me trazendo pensamentos horríveis. Eu não quero fazer essas coisas, mas ela não vai embora... eu não sei o que fazer...

- Frisk, eu... - Ele parou quando viu as lágrimas escorrendo pelo meu rosto, ele suspirou - Você não pode deixa-la fazer isso, ok? Você lembra dos bons momentos em underground? Você lembra como você passou por isso? Você não dava a ela forças, ela não pode te forçar a nada e ela só vai continuar se souber que está te afetando. Você é o ser de maior determinação que já passou em Underground, só você pode resetar, então, a não ser que te aconteça algo, ela não pode fazer nada. E acredite em mim, eu nunca vou deixar nada de mal te acontecer. - Depois dessa última frase ele me olhava nos olhos, determinado. Eu sorri. Passamos o resto da viagem em silêncio. O carro parou na entrada da casa dele.

- Ué, você não ia me deixar em casa? - Perguntei saindo do carro

-Mudei de ideia. – ele falou andando na frente e trancando o carro com as chaves – Vou avisar a Toriel, você vai dormir aqui essa noite.

- Ok, mas por que? – Falei já andando junto com ele

- Por que, eu melhor do que ninguém, sei como é precisar de espaço. Você ta mal, precisa de um tempo e a Tori vai ficar preocupada e vai ficar te perguntando de 5 em 5 minutos se está tudo bem e como você não consegue falar disso com mais ninguém, sua melhor opção é ficar aqui. – Ele se sentou confortavelmente no sofá e ligou a tv – Não se preocupe, pode ficar na minha cama, não é das melhores, mas...

- É perfeita, obrigada Sans... – eu sorri delicadamente pra ele o fazendo corar levemente.

O dia passou, chegou a noite, Papyrus foi pra cama e eu fui pra do Sans que ficou na sala vendo tv. Depois de horas sem dormir, desci usando uma camisa que Sans me emprestou como camisola e com seu cobertor velho azul piscina enrolado no corpo. Ele estava sentado, da mesma forma de que quando chegou, dormindo com o rosto apoiado em sua mão e a tv ligada o iluminando. Me sentei ao seu lado e me apoiei nele para dormir. Ele abriu apenas um olho para ver o que estava acontecendo. Ao ver a cena, sorriu, me fez um carinho na cabeça e assim dormimos.

End Flashback

Eu acordei enrolada numa espécie de manto cor piscina, relativamente novo. Olhei em volta, ninguém por perto. Achei estranho, mas deixei pra lá. Aquele sonho veio a me ajudar a pensar. Chara poderia ter feito aquilo e se Sans não for ajudar, eu sei que pode. A ideia de que Chara tivesse feito tudo aquilo me tirou do sério. Eu estava definitivamente irada. Fui até o Grillby e perguntei se o manto era seu, ele disse que não, mas que poderia devolver se o dono viesse buscar. Assim que entreguei o manto fui correndo em direção a Waterfall atrás da pessoa que poderia me ajudar, mas não conseguia parar de pensar em Chara. Era tanta raiva que eu sentia agora. Eu perdi tudo por culpa dela! Eu só queria chegar lá e resolver tudo, eu só tinha me esquecido de quem me esperava no caminho.

 

End



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