História Undertale: O Ultimo Humano - Capítulo 27


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Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asriel Dreemurr, Chara, Flowey, Frisk, Mettaton, Papyrus, Sans, Toriel, Undyne
Tags Goat-mom, Não É Au, Pacifista, Undertale
Exibições 64
Palavras 1.326
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem pela demora... Estive viajando esses últimos dias... Enfim, esse capítulo conta a historia de Chara e Frisk, alem de alguns detalhes da vida de Chara no Subterrâneo... Espero que gostem! PS: Essa versão da historia foi criada por mim, não é canônica com o jogo...

Capítulo 27 - Chara e Frisk, a origem


Fanfic / Fanfiction Undertale: O Ultimo Humano - Capítulo 27 - Chara e Frisk, a origem

Chara flutuou para perto de nós e pousou na minha frente, Asriel se aproximou e falou:

- Chara? É você mesma?

- Sim Rey, sou eu! – ela olhou para mim – Então Frisk, o que quer saber?

- Tudo! – respondi – Nós somos realmente irmãs? Qual é a nossa historia? Eu não me lembro de nada!

Ela suspirou e sorriu:

- Bem... Não é uma historia muito feliz... Mas você merece conhece-la! Se Asriel quiser ouvi, ele pode... Sente-se, que lá vem historia!

Eu e Asriel nos sentamos e ela começou a falar:

“Tudo começou há muito tempo, eu vivia em um vilarejo muito distante do Monte Ebott, sendo a filha do casal mais rico e importante da vila, porém eu era maltratada e odiada por todas as pessoas na vila: As crianças me atiravam pedras se eu chegasse perto delas, os adultos me batiam e me chamavam de Demônio, até os cães e gatos rosnavam para mim se eu passasse por eles na rua. E o motivo de tudo isso, era por que eu tinha nascido com os olhos vermelhos, o que eles chamavam de “Olhos do Demônio”...”

Encarei seus olhos: Eram lindos! Brilhavam como escarlate! Como alguém iria os achar feios?

“Meus pais me amavam, mas não podiam deixar que eu estragasse a reputação deles, então me proibiram de sair de casa, eu ficava trancada 24 horas por dia, e minha vida virou um tédio só...”

“Mas minha vida mudou completamente aos meus 5 anos, Mamãe e Papai chegaram em casa dizendo que tiveram outra filha, eles a tinham batizado de Frisk – senti meu rosto corar – Era o bebê mais fofo que eu já tinha visto, e você foi o motivo da minha felicidade nos próximos anos... Eu cuidava de você quando nossos pais estavam fora, fui eu que te ensinei a falar e a andar, você era a única pessoa com que eu me importava...’

“Mas nada que é bom dura para sempre: Quando você tinha 2 anos, eu acordei de madrugada com o seu choro, e notei que a casa estava em chamas, sem saber o que fazer eu te agarrei e corri para fora da casa, no momento em que pusemos os pés para fora do incêndio, a casa desabou.”

“Eu fiquei sem reação, só acordei quando te ouvi chorando, e então ouvi alguém gritando:”

“- Olhem! A criança do Demônio incendiou a própria casa e matou os próprios pais!”

“- Meu Deus! Ela sequestrou uma garotinha!”

“- Pegue ela!”

“Eu corri com você na direção da floresta, despistando os malditos perseguidores, eu sentei no chão e chorei. Minha vida estava destruída, não havia mais nada com que eu me importasse, mas então eu ouvi:”

“- Chara, você está bem?”

“Olhei para você e respondi que sim. Lembrei que você tinha feito a minha felicidade nesses últimos anos, eu não podia ser tão egoísta a ponto de te abandonar, então me levantei e disse:”

“- Não se preocupe Frisk, vamos encontrar um lugar bom para morar!”

Chara soltou um grande suspiro:

“Os próximos anos foram tempo de altos e baixos: Eu e você viajávamos de cidade em cidade, eu roubava comida para nós duas, nos defendia de pessoas más que nos atacavam, e você sempre me apoiava com seus sorrisos e brincadeiras. Você era a única pessoa com quem eu me importava... E a única pessoa que se importava comigo...”

As palavras dela me atingiram fortemente... Ela havia cuidado de mim durante um bom tempo? Eu me sentia realmente mal por tê-la esquecido...

“Em um tempo de 3 anos, nós duas acabamos chegando à vila Ebott, lá eu fui pega por um policial enquanto roubava comida, ele nos levou para um orfanato, que estranhamente nos aceitou. Foi um curto período de tranquilidade, uma semana? Mais? Não me lembro... Mas foi depois desse tempo que aconteceu:”

“Nós duas estávamos voltando do mercado, tínhamos ido fazer compras para o orfanato, quando fomos paradas por uma gangue na rua; eram quatro brutamontes e uma mulher provocante, o que parecia o líder se aproximou:”

“- Ora ora... Duas garotinhas sozinhas na rua? Tão levando o que ai? – ele apontou uma faca para nós”

“- Não é da sua conta! - respondi – Saia da frente!”

“Ele fechou a cara e me segurou pelo colarinho, você tentou impedir, mas ele te chutou e você voou para trás.”

“Nessa hora uma fúria despertou em mim, eu mordi a mão dele, o fazendo largar a faca, eu a peguei e a cravei em seu peito e ele caiu no chão, morto.”

“Agarrei sua mão e corri para longe, em direção da montanha, mas quando estávamos chegando fomos encurraladas a beira de uma gigantesca cratera, os valentões nos cercaram: Os brutamontes te agarraram e a mulher me segurou.”

“- O que vão fazer conosco? – perguntei”

“- Vamos nos divertir um pouco com a sua irmã – respondeu ela – Mas você, pequena psicopata, não tem nenhuma utilidade para nós! Então vá para o buraco!”

“Ela me empurrou no buraco, a última coisa que eu ouvi foi você gritando o meu nome... Eu acordei no chão, sentindo muita dor, mas eu me recusei a morrer, eu tinha Determinação. Gritei por ajuda... Então Asriel apareceu e me ajudou...”

Olhei para Asriel, ele parecia fascinado com tudo aquilo.

- Chara... Eu não sabia... Você nunca quis me contar o seu passado...

- Agora você sabe o porquê... – ela respondeu – Meu passado é horrível...

“Continuando, eu fui adotada por Toriel e Asgore, que me criaram como se fosse sua própria filha... E foi a melhor época da minha vida! Finalmente eu tinha uma família que se importava comigo, ninguém me olhava estranho quando eu passava na rua, e tinha o Asriel... No começo eu não gostava muito dele, mas depois de um tempo minhas opiniões mudaram por que... Ele me lembrava de você!”

Senti meu rosto corar... Seria outro motivo de Toriel ter me acolhido?

“Ele era tão curioso, tão bondoso, tão fofo... – Asriel corou – Vocês eram muito parecidos... E a única preocupação que eu tinha era essa: O que tinha acontecido com você.”

“Então... No aniversario de um ano de eu ter chego ao Subterrâneo, uma festa gigante aconteceu para celebrar, foi incrível... Mas uma semana depois, eu fiquei muito doente... Deve ter sido algo que eu comi na festa, não sei... Mas não tinha mais volta, eu sabia que iria morrer em breve...”

Ela soltou uma risada fraca:

- E pensar que eu ouvi um boato dizendo que eu tinha me envenenado... Posso ser estranha, mas não sou burra!

“Nos meus últimos dias, eu pensei: Os monstros tinham me acolhido e ajudado, eu tinha de fazer algo em troca... Então montei um plano com Asriel: Quando eu morresse, queria que ele absorvesse a minha alma e atravessasse a Barreira, matasse 6 humanos e voltasse, libertando os monstros do subterrâneo...”

- Me desculpe Chara – falou Asriel – O plano falhou... Eu não consegui matar os humanos...

- Não se desculpe... Parte do fracasso foi meu também...

- Como assim? - perguntei

“Depois de a minha Alma ser absorvida, eu passei a controlar parte do corpo. Quando chegarmos ao vilarejo, eu te vi de longe, você estava aterrorizada... Vendo um monstro carregar o corpo morto da sua irmã, você gritou de terror, eu tentei me aproximar de você... Mas os humanos atacaram primeiro...”

- Chara, eu não fazia ideia que nós duas tínhamos passado por tudo isso... – uma duvida surgiu na minha cabeça – Mas se você gostava tanto assim dos monstros, por que você queria tanto que eu matasse todos?

- Eu tinha de escolher entre o povo que me acolheu e a minha irmã... – ela flutuou até mim – E depois de ver o que aconteceu com os outros 6 humanos, eu tinha de fazer você sair daqui de algum modo...

- Você viu os outros humanos?

- Sim... Toda vez que um humano caiu aqui, sua Determinação me acordava da morte... E todos eles tiveram o mesmo destino...


Notas Finais


Espero que não tenha ficado confuso... No próximo capítulo terá o relato de Chara sobre os 6 humanos... Alem do retorno a superfície... Aguardo os comentários de vocês! Gostaram da origem das irmãs?


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