História Undisclosed Desires - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Avenged Sevenfold
Personagens Johnny Christ, M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates, The Rev, Zacky Vengeance
Exibições 19
Palavras 1.301
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Capítulo novo pra vocês, sumi mas voltei cheia de ideais! :D
Espero que gostem, boa leitura!

Capítulo 14 - Capítulo 14 - In Too Deep


 

Brick by brick
The walls are building all around my feet
Consequences fencing in the truth
They beg and plead

Hush,
What is done is done
Don't say a word
Keep the secret from your tongue

Oh, oh, I'm in too deep
What I did is killing me

Release me, let me start over again,
and bury it away
Down this coven every moment 
Its my dept to pay

(In Too Deep - The Sweeplings)

 

 

 

O inverno chegou mais rigoroso que o normal naquele ano, a ensolarada Califórnia nem parecia mais a mesma. Casais se abraçavam nas ruas usando suéteres iguais, Matt riu e debochou disso enquanto dirigia até a casa de seus pais, passando por aquele bairro tão conhecido por ele, apesar da ansiedade e nervosismo que sentia só de pensar em rever Val e as crianças, ele estava feliz por voltar à Califórnia.

            -Meu filho, como é bom vê-lo novamente!  - Kim abriu um sorriso e abraçou Matt, ao vê-lo descer do carro.

            - Como a senhora está, mãe?

            - Estou bem, estou fazendo um lanche para você. Entre, traga suas malas.

 

            Como era bom estar de volta, o cheiro de torta de limão enchia a casa, os porta retratos em cima da lareira guardavam as recordações da família, a decoração aconchegante o lembrava de que ele era parte daquele lugar. Matt colocou as malas no canto da sala e foi até a cozinha, onde sua mãe colocava a torta sob a mesa já repleta de outras comidas.

 

            -Seu pai foi buscar Amy, daqui a pouco estarão aqui.

 

Kim sentou-se ao lado do filho e acariciou seu rosto.

 

            -Está preparado para ver Valary?

            -Não muito, mas estou com muita saudade das crianças.

            -Espero que vocês se acertem filho.

 

Matt deu de ombros e sorriu para a mãe, não tinha muitas esperanças quanto a ter Valary de volta em sua vida, mas queria saber realmente o que aconteceu para que ela se afastasse assim. A tarde fora agradável, lanchou junto de seus familiares, depois apanhou as malas e subiu em direção ao quarto que um dia foi seu. Sorriu ao ver que tudo estava no mesmo lugar, os pôsteres na parede atrás da cama, os cd’s organizados na estante, tudo estava ali. Deitou-se para descansar um pouco, afinal, os próximos dias seriam longos.

...

   No dia seguinte Matt acordou disposto, ia encontrar seus filhos depois de meses. Tomou um banho rápido, vestiu-se e não quis tomar café, apenas pegou as chaves do carro e partiu e direção à casa dos DiBenedetto, que não era muito longe dali.

            Valary sentiu seu coração palpitar ao ouvir a campainha, as crianças saíram correndo em direção à sala na expectativa de verem o pai. Emma destrancou a porta e se jogou nos braços de Matt, o qual não conseguia tirar o sorriso do rosto, a sensação de estar com seus filhos novamente era indescritível.

 

            -Olha mãe, ganhamos presentes! –Emma gritou sacudindo algumas sacolas.

            -Que bom, filha, por que não vão até o sofá para abri-los? Nós já vamos ajuda-los.

 

            Os pequenos correram em direção ao sofá, Valary respirou fundo e finalmente olhou para Matt, que a encarava com uma expressão estranha, uma mistura de raiva e saudade.

 

            -Vamos conversar na cozinha. –Valary sugeriu e Matt a seguiu até lá.

            -Acho que temos muito a resolver...

            -Não agora, Mattie, por favor. –Ela o interrompeu. –Quer tomar alguma coisa?

            -Não, só quero entender de uma vez por todas como chegamos até aqui, eu mudei tanta coisa por você, eu te dei a vida que sempre quis, por que isso, Val?

            -O problema é mais comigo do que com você, eu não via mais o amor que sentíamos antes. Depois que fomos pra Washington muita coisa mudou, você mudou.

            -No início não foi fácil pra mim, eu admito que ter um emprego e pouco tempo depois uma filha para criar me deixaram perdido, e além disso...

 

            Matt fez uma pausa ao perceber o que ia dizer.

 

            -Além disso tinha a minha irmã, não é mesmo? Ela chegou em Washington com Brian e tudo desmoronou pra nós.

            -Val, eu já não amava mais a Michelle naquela época, por favor, eu... mas que merda!

 

            Ele não sabia mais como conduzir aquela conversa, sua maior ferida estava ali exposta, Valary tinha total razão, mas ele não podia admitir para ela. Por mais que tivesse construído uma vida junto de Valary não conseguia apagar as marcas do passado.

 

            -Eu tenho coisas pra te falar, muitas coisas, mas não agora. Vamos parar por aqui, por favor. –Valary disse enxugando as lágrimas.

 

            Matt respirou fundo e pensou que seria melhor assim, levantou-se e voltou até a sala, queria passar o máximo de tempo possível com seus filhos, colocou um sorriso no rosto e brincou com as crianças até anoitecer.

            Já em casa, durante o jantar, tentou demonstrar tranquilidade enquanto contava aos pais sobre a visita que fizera a seus filhos mais cedo, mas sua mente vagava entre as questões do passado e o beijo de Layla, ele desejava mais que tudo que aquele momento se repetisse, mas não queria atrair mais problemas para si. Os pensamentos que o assombravam não o deixaram dormir naquela noite, pegou o carro e partiu para o local onde sabia que encontraria um pouco de calma.

 

...

            Brian estava exausto, seu chefe estava passando os casos mais difíceis a ele, seus dias e noites estavam sendo totalmente sugados pelo trabalho, mas sentia-se extremamente recompensado a cada caso que conseguia solucionar. Estava prestes a deixar o prédio quando Tenente Abell o chamou em sua sala.

 

            -Mandou me chamar, tenente?

            -Oh sim, entre, por favor.

           

            Ele fechou a porta e sentou-se na cadeira de frente para seu superior.

 

            -Bom, devo começar lhe dando os parabéns por tantos casos difíceis que ajudou a solucionar nos últimos dias, Haner.

            -Obrigado, só faço o meu trabalho.

         -E o faz muito bem, por isso eu venho lhe observando e tenho uma notícia para você. No próximo ano eu serei nomeado Capitão, e naturalmente preciso de alguém que assuma meu cargo como Tenente, e eu quero que seja você, Brian.

            -Isso é sério?

            -Sim. - O Tenente Abell sorriu.

            -Eu sempre quis isso, não consigo nem descrever o que estou sentindo agora.

          -Eu imagino, sei o quanto quer isso e o quanto merece, somos amigos faz tempo, conheço sua capacidade de assumir este cargo, mas tem um prolema.

            -Qual? –Brian perguntou assustado.

           -Soube que você está se relacionando com uma testemunha, Brian, e isso é muito errado, você sabe. Por isso vim alertá-lo, como amigo, antes que caia nos ouvidos de outras pessoas. Você precisa se afastar dela, meu caro, precisa ser muito cauteloso.

            -Eu sei o quanto fui descuidado com isso, mas... as coisas foram acontecendo e quando vi já estava envolvido demais.

            -Eu entendo, por isso não vou mais deixar que cuide do caso de Melissa Buckley.

            -Mas... eu posso seguir com esse caso...

            -É melhor não, por favor, escute meus conselhos.

 

            Brian apenas assentiu, a felicidade que surgira em seu peito segundos atrás fora devastada, suspirou e encolheu-se na poltrona enquanto ouvia os últimos informes dados por Abell.

...

            As luzes estavam todas apagadas, tudo o que se ouvia era o som baixo da televisão, vindo da outra sala, Brian caminhou lentamente até lá e viu Layla adormecida no tapete ao lado de Pinkly, sorriu ao vê-la tão encolhida debaixo do cobertor. Tomou a jovem em seus braços com muito cuidado e subiu com ela até seu quarto, depositando-a com o mesmo zelo sob a cama. Sua cabeça estava explodindo de preocupação, sua mente trabalhava numa forma de contar a Layla que deveriam se distanciar por um tempo, seria doloroso demais para ambos. Tomou um analgésico e seguiu para o banho, tudo o que mais queria era que aquele dia acabasse logo.



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