História Unexpected - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Blake Lively, Dianna Agron, McFly
Personagens Blake Lively, Dianna Agron, Dougie Poynter, Harry Judd, Personagens Originais
Tags Casamente - Aliança Criminal - Romance - Dianna Agron - Dougie Poynter -
Exibições 2
Palavras 2.064
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 20 - Meu corpo dói, mas meu coração principalmente.


Dianna

Acordei quando senti água completamente fria bateu contra meu corpo e um grito saiu de meus lábios antes mesmo de eu conseguir abrir os olhos. Ai porra, quando foi que ficou tão frio assim? Abri meus olhos rapidamente, e tentei trazer minhas mãos para o rosto de modo a poder tirar a água que estava escorrendo por meu rosto, e pingando de meus cílios, fazendo cair dentro de meus olhos deixando uma sensação incômoda, porém minhas mãos estavam presas a algo. Ah não! E eu achando que não poderia ficar pior. Observei a minha volta e dei um gritinho quando vi alguns homens ao redor, espalhados pelo galpão, e eu estava seminua apenas com minha calcinha preta e sutiã rosinha. Tentei livrar minhas mãos que estavam presas com uma espécie de algema, mas isso fez com que um avermelhado se espalhasse ainda mais por minha pele. Eu não tinha saída pulsos e tornozelos presos. O que eu iria fazer? Mas não tive muito tempo para pensar antes que o senhor Harmonys aparecesse em minha frente com um sorriso malicioso.

- Acho que posso entender porque Jonathan é tão fascinado por você, menina. – O sorriso dele estava me enojando, a voz dele me fez querer vomitar e... Puta merda, minha mãe... Rorie.

Rapidamente lágrimas se acumularam em meus olhos quando me lembrei delas, mas por sorte elas estariam longe daqui e seguras, eu precisava acreditar nisso. Elas precisavam estar seguras, porra. Eu não me importava com o que aconteceria comigo contanto que elas estivessem seguras.

- Oras, Dianna, não seja mal educada, diga “oi” ao seu marido, aposto que ele continua te vendo. – O quê? Como assim Jonathan estava me vendo? Ele era o mandante de tudo... Ai meu Deus, se minhas mãos estivessem soltas eu provavelmente teria me batido, eu sabia que Jonathan era um cara frio, mas ele nunca faria isso comigo, eu tinha certeza. Mas então, o que diabos ele quis dizer com isso? Outro grito me escapou quando puxaram meu cabelo com força para trás. Ai, desgraçado.

- Eu disse para você não ser mal educada, menina. – Ele parecia bravo agora. Foda-se eu estava furiosa.

- Vai pro inferno. – Minha voz saiu mais baixa do que eu pretendia.

Ele resolveu que era aceitável me ignorar agora, porém eu não podia ignorar ele? Que filho da puta. Harmonys olhou ao redor como se procurasse algo e aquele sorriso de escárnio voltou aos seus lábios. Eu já odiava esse sorriso com todas as minhas forças, porra.

- Acho que está faltando alguém pra ficar mais legal, vocês não acham? – Alguns murmúrios de concordância foram ouvidos. – A Rorie precisa estar aqui, ligue pra Rachel eu sei que ela está com a menina.

O quê? Desgraçado a minha filha não. Comecei a tentar me soltar, debatendo-me e puxando meus braços incontrolavelmente. Ele não podia sequer pensar na Rorie, eu faria qualquer coisa que ele quisesse desde que deixasse a minha filha e minha mãe em paz.

- Você não precisa dela, seu filho da puta. Deixe-as em paz. – Eu rosnei, e logo eu senti um forte tapa contra minha bochecha que pegou em meu lábio, deixando-me saber que o maldito havia realmente machucado. Quando ele se aproximou e puxou meu rosto com força em sua direção, eu cuspi e pude ver o meu sangue misturado com a saliva escorrer em sua face agora avermelhada de tanta raiva.

Antes que eu pudesse pensar ele fechou a mão em punho e acertou meu maxilar, fazendo minha cabeça virar com tanta força para o outro lado que achei impressionante não ter quebrado meu pescoço. Oh merda! Isso havia doido. Fechei meus olhos para administrar a dor, mas isso não ajudou em nada. Quando abri os olhos novamente ele já havia limpado seu rosto e estava com um telefone na mão. Eu ouvi apenas um toque e logo a voz de mamãe encheu meus ouvidos. Ai meu Deus, não!

- Alô? – Sua voz estava meio hesitante.

- Oh, olá, senhorita Mc Laughlin. – Pude ouvir a respiração de minha mãe acelerar e ela ofegar. Rorie parecia ter sentido o clima de tensão e começou a chorar do outro lado da linha. – Ah sim, era quem eu queria.

Meus olhos se encheram de lágrimas que inevitavelmente escorreram por minha face. Eu me sentia tão fraca agora, ouvindo minha bebê chorar sem poder fazer nada. Isso estava doendo mais o que meu maxilar.

- As deixe em paz, seu merda. – Eu gritei furiosa, mas no momento seguinte me arrependi, pois Rorie começou a chorar mais forte. Ai meu Deus. Rapidamente o desgraçado apareceu em minha frente e acertou a minha bochecha que estava intacta com um tapa estridente. Minha cabeça virou, mas eu segurei o gemido de dor que queria me escapar, eu não daria esse gostinho a ele.

- Cale a boca que eu não falei com você. – Ele rosnou.

- Seu pedaço de merda desgraçado, não encoste mais um dedo em minha filha, porque tenho certeza que você vai pagar. E porra, eu juro que estou rezando para que Jonathan mostre a você metade da dor que minha menina está sentindo. – Minha mãe rosnou de volta para ele.

- Oh, posso entender a quem puxou a língua afiada, Dianna. – E pronto, lá estava novamente aquele sorriso horrendo de escárnio dele. – Se eu fosse você, Rachel, seria uma boa mãe e traria Rorie aqui para eu não ter que ensinar Dianna a como se comportar com uma verdadeira dama da maneira mais difícil.

Minha mãe ficou em silêncio, mas pude ouvir um soluço sobre o choro de Rorie. Ela não poderia sequer estar cogitando essa idéia absurda, pelo amor de Deus.

- O tempo está passando, Rachel. Tic Tac, tic Tac... – Passaram-se alguns minutos antes de ele partir pra ação e acertar um soco na lateral de meu corpo, fazendo-me perder completamente o ar.

Minha mãe pareceu ter ouvido o barulho do soco, pois ela gritou e logo ouvimos o barulho de pneus raspando o asfalto. Ah não, ela havia freado. Ele havia conseguido o que queria.

- Tudo bem, tudo bem, pare de machucá-la. O que você quer, merda? – Ela gritou furiosa, fazendo Rorie imitá-la e gritar tão alto que o desgraçado afastou o celular de seu rosto.

- Cale a boca dessa fodida menina. – Ele disse irritado. – A cada grito que ela der, eu vou fazer Dianna sentir na pele.

Rorie gritou outra vez e isso pareceu enfurecê-lo mais ainda, pois seus olhos brilhavam em brasas quando ele entregou o telefone a alguém e veio em minha direção como um touro na direção do pano vermelho. A cada soco que ele me deu eu sentia como se não fosse agüentar mais, meus braços queimavam tanto quanto minhas pernas. E meus pulsos ardiam onde a algema rasgava a cada movimento que eu fazia quando ele me batia. Quando por fim ele se deu por satisfeito, eu senti minha cabeça tombar para frente. Minhas costelas doíam como o inferno. Senti agarrarem meu rosto e levantá-lo. Mas eu não conseguia prestar atenção em mais nada, minha cabeça girava apenas ao redor de toda a dor que eu estava sentindo. O Harmonys falou algo para mim, porém a única coisa que eu consegui captar foi o nome Jonathan em seus lábios. O que isso tinha haver com ele. Espere! Era isso, não tinha absolutamente nada haver com os caras que estavam atrás de mamãe, o Harmonys queria algo do Jonathan e estava me usando para obter isso, mas ele nem sabia onde eu estava ou será que sabia? Em algum momento eu apaguei, mas acho que não fiquei desacordada por muito tempo, pois logo senti um tapa contra minha bochecha, fazendo-me meio que pular de um jeito totalmente estranho por estar presa, e isso fez com que eu voltasse a sentir toda a dor que parecia ter aumentado de um momento para o outro... Mas, espere. Eu conhecia esse choro, era Rorie.

- Diga “olá” para as visitas, Dianna. Oras, vamos, não seja mal educada. – Ele disse sorridente.

Olhei ao redor procurando minha mãe e filha, e chorei quando vi num canto com braços e pernas amarrados minha mãe, enquanto Rorie estava nos braços de um brutamonte que parecia pensar que minha filha era um ET. Idiota, ela estava assustada, seu rostinho estava todo vermelho e seu rosto molhado e sujo por conta do muco que escorria de seu nariz, assim como sua roupinha também estava. Meu coração doeu tanto que parecia que estava se rasgando ao meio.

- Eu disse para não ser mal educada, Dianna. Que feio! – Ele deslizou a ponta do indicador por minha barriga e subiu até o vale de meus seios, fazendo-me rosnar. Agora eu estava com nojo de mim mesma, porra.

- Tire sua fodida mão de mim, seu desgraçado. – Rosnei e tentei me afastar, porém obviamente não foi possível. Ele me olhou sorridente e apertou de leve minha costela com o mesmo dedo que estava me tocando. Fazendo meu mundo explodir em um milhão de estrelinhas de tanta dor. Fechei meus olhos com forças quando se encheram de lágrimas. Maldito Harmonys.

No instante seguinte em que ele apertou com mais força ainda, eu gritei. Porra, eu não queria, porque eu sabia que ele estava sorrindo agora e por saber que Rorie iria gritar e foi exatamente isso que ela fez. Abri meus olhos quando senti ele afastar-se de mim e vi-o indo em direção a Rorie.

- Não, por favor, deixe-a em paz. – Eu choraminguei, e caralho eu juro que nunca vi alguém tão feliz por isso. Harmonys me olhou com os olhos brilhantes, ele era doente, pelo amor de Deus. Mas, pelo menos funcionou.

Ele pegou algo no bolso e veio em minha direção com mais um homem, Harmonys se aproximou de minhas algemas e soltou-as enquanto o outro homem me segurava, porque eu juro se ele não estivesse me segurando eu teria caído feio no chão. Mas, de um momento para o outro foi exatamente isso que aconteceu um barulho de tiro foi ouvido e então eu estava no chão lutando para manter meus olhos abertos, e então começaram os disparos. Havia alguém atirando de fora e os caras do Harmonys atiravam em qualquer lugar.  Eu olhei ao redor e meu coração se despedaçou mais uma vez ao ver minha filha do chão gritando. Porra! Eu me arrastei até ela, não sei de onde tirei forças, mas eu fui. A dor estava me matando, mas ver minha filha desse jeito estava mais ainda. Então quando eu consegui a alcançar senti um pequeno alivio em meu coração, ela estava em meus braços novamente, arrastei-me mais um pouco até eu conseguir me colocar atrás de uma mesa que estava caída. Apertei-a contra meu peito e me balancei para frente e para trás de modo a tentar acalmá-la, não funcionou por conta dos tiros, mas eu precisava fazer alguma coisa, além de chorar junto a ela. Foi então que eu senti alguém me agarrar por trás, e a única coisa que eu tive tempo foi de deixar Rorie no chão e essa foi a melhor coisa que eu poderia ter feito, pois quando eu senti uma coisa metálica e fria contra minha têmpora eu chorei mais ainda, e então ele apertou seu braço ao redor de meu pescoço fazendo-me perder o ar. Eu tive um rápido vislumbre de várias armas apontadas para nós, e meu coração parou por outro motivo agora. Eu reconheceria aquele cabelo em qualquer lugar até mesmo no meu momento mais fodido.

- Solte-a e eu penso se te deixo viver. – Era a voz dele, um pouco diferente, mas ainda sim. Eu sabia que ele estava blefando, Harmonys nunca sairia dessa vivo. E ele sabia disso.

- Eu acho que não, Jonathan. Sabe, eu até que gosto desse corpinho dela colado ao meu. Essa bundinha quase nua roçando meu pau é uma delicia. – A voz de Harmonys saiu meio divertida, mas eu consegui detectar o medo por trás de tudo. Nojento! Eu queria que Jonathan me tirasse logo daqui. Eu queria ver qual era sua expressão, mas meus olhos não queriam permanecer abertos, eu me sentia esgotada.

Eu senti quando ele foi indo para trás lentamente, mas também senti a tensão em seus braços e a força que ele estava fazendo para me manter em pé. E então eu não senti mais nada.



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