História Unexpected Connection - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~MaluBrochu

Postado
Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Cat Grant, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Maggie Sawyer, Personagens Originais, Winslow "Winn" Schott Jr.
Tags Lena Luthor, Reign, Reigncorp
Visualizações 314
Palavras 6.484
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


GENTE ESTAMOS MUITO LOUCAS ENTÃO NÃO VAMOS FALAR NADA DEMAIS AQUI FAOISJFOAISHUIAPSOJPOFKJDHGYIUOISAPOFJHUIYGFSAHUOAF

Ótima leitura!

Capítulo 5 - Nunca vi nenhum de vocês se apaixonarem de verdade


Hospital Infantil da L-CORP, 11:45 A.M.

- Mas como que eu vou derrubar o rei com tantas outras peças na frente?! Isso é impossível! - Ellie bateu os pequenos braços ao redor do corpo, tirando uma risada de Lena e de sua mãe.

- Não é impossível, Ellie, mas eu diria que é um pouco complicado.  -Lena ensinou outro movimento para a criança, rindo novamente com o seu jeito impaciente. - Também depende muito do seu oponente. - Lena completou, assim que derrubou um dos peões da garotinha.

- Você é muito boa nisso. É praticamente um gênio do xadrez! - Ellie disse, Lena não conteve a gargalhada dessa vez.

- Isso é um problema? - A empresária perguntou divertida.

- Não, desde que você me ensine a ser igualzinha a você.

- Agora eu estou com ciúmes. - Reign apareceu no leito de sua filha, tendo em mãos o que seria o seu almoço. Ela também possuía uma expressão divertida no rosto, mas a mesma estava levemente abalada desde que ela ouvira Lena gargalhar pela primeira vez. Reign não era muito de ficar ouvindo conversas alheias, mas sentiu que não queria atrapalhar a aula que a empresária oferecera para a sua criança. É claro que isso só durou até ela ouvir aquele som gostoso que Lena soltou, o que fez Reign se desequilibrar e quase derrubar a comida da filha, então ela teve que invadir o leito. - Pensei que você queria ser igualzinha a mim.

- Eu acho que ela pode ter o seu próprio jeito, não é mesmo, Ellie? - Lena perguntou, com um sorriso singelo em seu rosto enquanto encarava a criança.

Ellie assentiu.

- Mas se eu tivesse que ser igual a alguém, seria igual a você, mamãe. - Ellie garantiu com convicção. - Menos no xadrez, porque a tia Lena é a melhor.

- Tia? -Lena perguntou por puro reflexo. Reign riu nervosa e encarou a filha com uma certa repreensão. - Não, está tudo bem, Reign! - Lena garantiu para a mulher mais velha assim que presumiu que Reign repreenderia a filha.

-Tudo bem, mas pergunte antes da próxima vez, Ellie. - Reign disse, depositando a bandeja com o almoço de Ellie em uma mesa ao lado da cama. - Eu trouxe o seu almoço, então vocês vão ter que encerrar a aula de xadrez e remarcar para outro dia. - Ela completou, fazendo uma careta divertida para que Ellie risse. Reign estava fazendo muito isso ultimamente, na esperança de ouvir a risada de Ellie cada vez mais forte. Reign sabia que Ellie não sairia do hospital tão cedo, mas queria ter certeza de que ela estava forte a todo o momento.

- Não podemos jogar por mais dez minutos? - Ellie tentou argumentar com a mãe, que levantou uma das sobrancelhas para a filha, desafiando-a a continuar defendendo sua tese. - Eu consigo aprender e vencer o jogo em dez minutos!

- Seu argumento não foi bom, você vai ter que comer. - Reign riu convincente e ganhou um bico brincalhão de Ellie em troca. Lena riu da cena e ajudou Ellie a guardar todas as peças e também o tabuleiro.

- Nós podemos jogar depois de você almoçar e descansar um pouco. Quem sabe eu até convenço a sua mãe de aprender a jogar também depois que eu convencê-la a comer alguma coisa. - Lena encarou Reign com um semblante convencido, fazendo a mãe de Ellie revirar os olhos e rir da bobeira da empresária.

- Eu acho que não... - Lena e Reign voltaram suas atenções para Ellie, que encarava a porta do quarto com cara de poucos amigos. De pé, na entrada do quarto, Kara Danvers possuía um sorriso irônico nos lábios, enquanto seus braços estavam cruzados sobre o peito.

- Bom dia, família Reid. E ah, bom dia, Srta. Luthor. - A loira disse, ainda com o mesmo sorriso irônico enfeitando os lábios.

- É, talvez outro dia. - Reign suspirou descontente e afastou a caixa com o tabuleiro, depois depositou a bandeja com a comida de Ellie à frente da filha e começou a ajudá-la a comer. Lena pensou em pedir desculpas, mas apenas deu de ombros e foi até Kara.

Ela nunca pensou que ver o rosto da advogada fosse tão significante para si, mas ver Kara a lembrava da imensa responsabilidade que a empresária carregava nas costas. Ver Kara a lembrava da realidade que ela estava negando cada vez que entrava naquele hospital. Ver Kara mostrava a Lena o quão mentirosa ela poderia ser quando não tinha todo o controle da situação em suas mãos.

- Você está realmente levando a sério tudo o que eu venho te dizendo e estar com ela significa que você apenas esqueceu isso por um momento mas não vai acontecer novamente... - Kara disse para Lena, levemente irritada. - É isso, Srta. Luthor?

- O que você quer aqui? Há alguma novidade sobre o caso?

- Sobre o caso não haverá novidade alguma enquanto pudermos segurar as investidas de Winn, eu já deixei você ciente disso. - Kara parou por um segundo para analisar Lena e o quão fora dos padrões de uma grande CEO ela se comportava naquele momento. - Estou trabalhando para os Luthor há um grande tempo, Srta. Luthor, e nunca vi nenhum de vocês se apaixonarem de verdade. Eu esperava que um dia isso fosse acontecer, mas não esperava que isso fosse acontecer justamente quando não poderia. Dentre todas as pessoas pelas quais você já esteve em contato, você vai se apaixonar justamente pela mãe da pessoa que você quase matou por negligência? Arriscando o seu nome e a empresa desse jeito? Devo lembrá-la que a Srta. não é a única a perder caso alguém descubra o que aconteceu com aquele prédio?

- Eu te disse que não a pago para dar qualquer conselho sobre a minha vida pessoal, Kara.

- E eu disse que meus conselhos estão envolvidos com o meu trabalho em defender a L-Corp, Lena. - Kara analisou a chefe novamente e riu. - E outra coisa, você acabou de admitir que nutre sentimentos pela Srta. Reid?

- Eu nunca disse isso. - Lena rapidamente se pôs na defensiva. Ela nunca tinha parado para analisar sobre o assunto. É claro que todos os comentários que Kara fizera antes pipocavam intensamente em sua cabeça, não dando a mulher o descanso de que precisava. Mas ela não se importava muito com isso, não achava que era algo sério. Até agora. Porque ouvir Kara sendo tão direta a respeito do assunto, a fez refletir rapidamente sobre todas as suas últimas ações e o que elas significavam. Será que Lena estava se envolvendo demais?

- Nós vamos ter tempo para discutir isso depois. - Kara suspirou tediosa e fez um gesto com a mão, como se dissesse que aquele assunto não tinha importância. - Você tem um grande encontro hoje, Srta. Luthor. Visando o melhor para a sua empresa, coisa que você deveria estar fazendo mas não está, - Kara riu de desdenho. - eu conversei com Clark e o convenci a chamar Lois para a Catco, onde ambos encontrarão você e a própria Cat Grant. Lois tem tanta influência quanto Cat no Daily Planet, e eu quero que essas duas leoas da mídia possam estar do seu lado caso o Sr. Schott descubra o que aconteceu. É claro que elas vão ter de relatar os fatos, mas precisamos que isso aconteça da forma mais superficial possível, demonstrando que ambas estão ao seu lado e ao lado da L-CORP até que tudo seja resolvido.

- Clark concordou com isso? - Lena perguntou, surpresa.

- Clark pode ser apaixonado por Lois, mas ele também zela pelo nome da Zor-El Industry, Srta. Luthor. - Kara sorriu convincente, e Lena engoliu seco. Ela nunca imaginaria que Clark concordaria em mentir para Lois. Até aquele momento, ele não havia demonstrado em tempo algum que seria capaz de fazer algo do tipo.

- O que você quer que eu faça na Catco?

- Quero que faça o que vocês pessoas da alta elite fazem quando se reúnem. Falam um monte de bobagens do Governo, falam mal de pessoas que almejam alcançar o que vocês já são, falam sobre negócios tentando demonstrar o quão ricos vocês são... Coisas do tipo. Enrole-a, mas mostre que a L-CORP e a Zor-El Industry têm bastante interesse em ser parceiros da Catco WorldWide Media e também do Daily Planet.

Lena suspirou cansada. Ela não queria ter que começar a mentir para meio mundo, já estava difícil demais sustentar essa omissão de Reign. A empresária encarou Reign, que sorria brincalhona enquanto fazia Ellie se alimentar. A pequena não estava com tanta disposição para comer, principalmente aquela comida sem gosto do hospital, mas, mesmo sendo tão jovem, ela tinha uma pequena noção de que tudo o que estavam fazendo para ela, era para ajudá-la a se recuperar.

- Só um encontro, certo? - Lena perguntou enquanto encarava as duas. Gostava dessa aproximação com mãe e filha, mesmo sem saber explicar para si mesma o porquê. Ela voltou sua atenção apenas para Reign. Há quanto tempo a mulher não saía daquele hospital? O encontro da noite anterior fora rápido demais para Lena. Ela queria ter uma oportunidade melhor de ser agraciada pela companhia da mulher. - Reign?

- O que você pensa que está fazendo, Srta. Luthor? - Kara perguntou baixo, apenas para que Lena ouvisse. Mesmo assim, o tom de rispidez em sua voz era nítido.

- Cale a boca. - Lena ordenou, irritada com todo o assédio que Kara vinha fazendo ultimamente.

Reign ajudou Ellie a ajeitar melhor a bandeja em seu colo, e permitiu que a pequena comesse por contra própria por um tempo. Ela foi rapidamente de encontro a Lena, ignorando completamente a presença de Kara. Desde ontem havia percebido que a advogada não gostava dela. Se Reign pensava que Lena era uma mulher mesquinha que não se importava com os outros antes, e a empresária demonstrara que Reign estava errada, dessa vez, Kara deixara claro para Reign que o seu pré-julgamento sobre ela estava certo. A loira era completamente diferente de Lena, até mesmo a sua áurea. Poderiam compartilhar o mesmo ambiente a mesma gorda quantia financeira, mas não compartilhavam o mesmo caráter. A negatividade em torno de Kara poderia ser vista de longe.

- Diga, Srta. Luthor. - Reign disse, assim que chegou perto da empresária. Lena fechou a expressão por alguns segundos, repreendendo aquele tratamento formal. Reign riu. - Diga, Lena.

- Eu vou a um encontro hoje com algumas pessoas importantes e bem famosas. Você já pensou que poderia estar no mesmo lugar que Cat Grant, Lois Lane e Clark Kent?

- Oh, meu Deus. Jura?! Eu sou muito fã do trabalho da Lois! No lugar em que eu trabalho, ela é praticamente a nossa celebridade favorita em comum. - Reign disse animada com a pergunta de Lena.

- Então, você aceitaria ir comigo? - Lena perguntou esperançosa. Reign pensou por alguns segundos e deixou um pouco da expressão cair.

- Eu sinto muito, Lena, mas eu realmente não quero sair de perto dela agora. - Reign mencionou Ellie, e a empresária assentiu de forma gentil. - E também são tantas pessoas importantes, eu realmente não saberia como agir no meio de vocês. É um assunto de seus negócios e eu não quero interromper.

- Isso é uma pena. - Lena sorriu sem graça e Reign teve que ser forte para não mudar de ideia naquele momento. Era difícil estar entre suas vontades e suas obrigações. Embora ela soubesse que sempre escolheria Ellie quando estivesse em dúvidas. - Eu vou mandar um beijo para Lois de sua parte. - A empresária completou após se recompor.

- Isso seria muito gentil de sua parte. Obrigada, Lena. - Reign agradeceu rapidamente e logo foi até Ellie, para ajudá-la a terminar de comer.

- Pelo menos é sensata. - Kara disse em alto e bom som, para que Reign ouvisse, depois afastou-se do quarto. Reign encarou o local onde Kara esteve antes com uma expressão irritada. Lena fez um careta e um mudo pedido de desculpas, depois piscou um dos olhos em despedida e deixou o local.

Reign ruborizou instantaneamente após aquele gesto. Lena não parava de surpreendê-la, e ela mesma não parava de se surpreender cada vez que o seu corpo reagia aos gestos e palavras da Luthor mais jovem.

- Eu não sei porque ela não gosta de mim... - Reign pensou alto, agora referindo-se à Kara.

- Talvez ela esteja com ciúmes. – Ellie disse, com toda a sinceridade que qualquer criança tem. Reign tossiu algumas vezes após se engasgar com a própria saliva ouvindo aquilo, e depois voltou sua atenção para a pequena.

- Ciúmes? De onde você aprendeu essa palavra?

- TV. - Ellie respondeu rapidamente.

- Bom dia! - Alex Danvers adentrou o ambiente, mas Reign logo notou que ela não estava com a mesma animação que sempre carregava.

- Alex! - Ellie bateu palmas assim que a médica aproximou-se da cama. Alex retribuiu a hospitalidade com um sorriso singelo.

- Oi, pequena. Como você se sente hoje?

- Me sinto ótima! A Tia Lena veio aqui e me ensinou xadrez, agora eu sou tão boa quanto ela!

- Tia? - Alex questionou risonha enquanto encarava Reign, que apenas deu de ombros.

- Você não está com uma cara muito boa hoje, aconteceu algo? Brigou com a esposa? - Reign perguntou com cautela.

- Maggie e eu brigando? É praticamente impossível! - Alex riu fraco. - Não, não é nada disso. É que eu acabei de encontrar com a minha irmã nos corredores e isso sempre me trás uma série de lembranças e sentimentos, e eu apenas não consigo controlar... - Alex suspirou e balançou a cabeça rapidamente. - Não importa... Estou aqui para verificar essa pequena.

- Kara é sua irmã? - Reign perguntou, curiosa.

- Você a conhece? - Alex devolveu a pergunta, enquanto fazia os procedimentos rotineiros em Ellie.

- Ela é advogada da Lena, esteve aqui ontem e hoje, e parece que não foi muito com a minha cara.

- Ela nunca vai com a cara de ninguém, sério. - Alex sorriu fraco. - Tudo bem, terminei por aqui. Mas eu tenho uma surpresa! - A Danvers mais velha voltou-se para a porta. - Entrem!

- SURPRESA! - Winn apareceu no local com uma série de presentes em sua mão. Ao seu lado, estava uma mulher pequena e magra. Ela tinha cabelos negros longos, e olhos da mesma cor. Usava uma blusa de alça junto com uma jaqueta de couro negro, e também calças jeans e botas. Reign a reconheceu como a esposa de Alex. - Eu trouxe diversos presentes, jogos e também uma boneca da Mulher Maravilha! - O homem gesticulou animado para uma das sacolas que carregava.

- Você chegou tarde, tio Winn. A tia Lena já me comprou uma boneca da Mulher Maravilha! - Ellie disse com um sorriso sincero. - Mas obrigada mesmo assim! - Ela completou, usando da educação que Reign havia lhe ensinado.

- Tia Lena, hum? - Winn sorriu sem graça e abaixou as sacolas. - Bem, pelo menos eu trouxe jogos.

- Eu trouxe algumas coisas também! - Maggie falou pela primeira vez após entrar no quarto. - Espera. Antes, eu gostaria de me apresentar para a sua mãe. - Ela voltou-se para Reign e apertou sua mão consideravelmente. - Me chamo Maggie, Maggie Danvers-Sawyer. Sou policial e esposa da Alex e conheço a sua filha através do Winn.

- Eu espero que você não tenha trago sorvete! - Ellie brincou, fazendo um high-five com Alex logo em seguida.

- Filha! - Reign repreendeu, mas também sorria. - É um prazer finalmente conhecer a tão falada Maggie Sawyer. Me chamo Reign. Reid.

- O prazer é todo meu. - Maggie sorriu sincera, e depois focou em Ellie. - E eu não trouxe sorvete vegano, para a sua informação, pequena! Mas eu trouxe alguns tickets de fast-food para que você possa usar quando sair daqui e estiver saudável o suficiente para comer em algum desses estabelecimentos. - A policial colocou os tickets nas mãos de Reign.

- Muito obrigada, Maggie. - Mãe e filha disseram.

- Não precisam agradecer. - Maggie disse sorrindo. - Eu gostaria de passar mais tempo com vocês, mas vim buscar a minha esposa para ter o seu esperado dia de folga. Se eu não vir aqui buscá-la, ela acaba esquecendo e trabalha a semana inteira.

- Isso não é verdade. - Alex protestou com um sorriso travesso no rosto.

- Eu realmente não tenho visto você descansar em momento algum desde que cheguei aqui, Dra. Danvers. - Reign refletiu.

- É o dia de folga dela, se eu não venho, ela acaba passando aqui no hospital. - Maggie disse, aproximando-se de Alex. - Não é mesmo, Supergirl?

- Ela é exagerada. - Alex se defendeu, e depois plantou um beijo na testa da esposa. Reign suspirou fraco vendo a cena, inevitavelmente pensando em Lena. A morena não sabia o que estava acontecendo ultimamente, mas qualquer coisa a fazia lembrar-se de Lena. Ela queria não se sentir tão confortável com cada pensamento. - Ellie está se recuperando muito bem da primeira cirurgia. Se continuarmos assim, ela vai estar pronta para a segunda em apenas alguns dias.

- Não se pode ter uma previsão exata, doutora? - Winn perguntou.

- Infelizmente eu não posso te dizer como ela vai continuar respondendo à recuperação, por isso baseio minhas previsões nos pequenos fatos que venho constatando. Mas eu e toda a equipe estamos bem otimistas perante a situação. Cremos que não demorará muito até que possamos estar resolvendo o problema principal.

- Obrigada por tudo o que você tem feito, Alex, de verdade. - Reign agradeceu gentilmente e ganhou um aceno com a cabeça de Alex.

- Agora eu vou indo... - Alex avisou, dando uma ombrada de leve em Maggie apenas por implicância. Depois, voltou sua atenção para Ellie. - Você continue sendo forte, ouviu? - Alex disse antes de deixar o quarto para se trocar.

Winn desembrulhou alguns presentes e começou a brincar com Ellie, enquanto Reign aproximou-se cautelosamente de Maggie. Ela estava curiosa sobre o que a policial estava descobrindo sobre o caso, queria perguntar algo a respeito para Maggie desde que a tinha visto.

- Maggie, o Winn me disse que você tem o ajudado a solucionar o caso da Ellie... O que vocês descobriram até agora em relação ao prédio?

- Não muita coisa, infelizmente. - A policial colocou ambas as mãos no rosto e sorriu generosa para Reign. - Nós estamos vigiando a Cadmus em qualquer transição ou documentações que eles vêm adquirindo ultimamente, mas nenhuma delas têm relação com o prédio desabado.

- Eles não estão preparando qualquer defesa?

- É claro que estão, mas também agem com pouca importância. Como se não se preocupassem com o caso.

- Como se não fossem culpados, talvez?

- Eu não sei dizer ao certo, mas se fosse arriscar, diria que é basicamente isso. - Maggie suspirou. - Nós temos feito bastantes buscas, mas sempre damos de cara com uma porta fechada. É como se algo, ou alguém, estivesse bloqueando a gente.

- Acha que o culpado está tentando cegar a polícia e os advogados? - Reign perguntou, completamente preocupada.

- Se for isso, eu espero que ele seja mais rápido, pois estamos quase conseguindo furar esse bloqueio. - Maggie respondeu. Seu olhar transbordava determinação. Reign suspirou e procurou depositar suas esperanças em Maggie. Alguma coisa dizia para ela que a policial não iria falhar naquele caso.

Prédio da Catco WorldWide Media, 7:30 P.M.

Lena respirou fundo pela décima vez em apenas alguns minutos, o que fez o homem ao seu lado bufar impaciente e irritado com a situação em que eles estavam. Clark não acreditava que Lena havia feito uma coisa daquelas, ele conhecia a empresária o suficiente para confiar nela com todas as suas forças. Lena era muito diferente de Lex, com quem Clark havia trabalhado antes. Ela não transbordava qualquer desejo de poder ou dinheiro. Ela apenas seguia os trilhos e fazia a L-CORP permanecer sendo uma das grandes. Clark sabia que, quando Lena não estava fazendo isso, ela estava ajudando alguém.

- Lois já está chegando. - Clark disse, após finalizar a ligação com a noiva.

- Eu não acredito que a Kara está nos fazendo passar por isso. - Lena disse. A raiva em sua voz era evidente. Clark suspirou nervoso.

- Hm, Lena? - Ele chamou a empresária. - Eu contei a verdade para Lois.

Lena não esboçou qualquer reação de imediato. O único sentimento que passava por ela no momento era o de alívio. Ela não queria que Clark mentisse para a noiva, sabia o quanto ambos se amavam. Não precisava de mais um peso nas costas.

- E o que ela disse? - Lena perguntou, curiosa.

- Ela acredita em você. - Clark respondeu simplesmente. Lena virou seu rosto para encarar o belo perfil do homem.

- Ela não acha que eu sou culpada? - Lena perguntou. Clark balançou a cabeça negativamente, confirmando o que tinha dito antes. -  Eu não esperava isso dela.

- Lois não é de admirar muitas pessoas, falo sinceramente. - Clark suspirou antes de continuar, encarando o estacionamento pela sacada, esperando o carro de Lois aparecer. - Mas ela te admira, muito. E não é por qualquer tipo de superficialidade. Quando Lois gosta de alguém, ela gosta porque vê alguma característica positiva bem marcante nessa pessoa, e ela viu em você. É por isso que ela não acredita que você possa ter assinado aquele documento. Mas...

- Sempre um "mas"... - Lena riu sem humor.

- Lois vai se ater aos fatos. Ela disse que não vai se envolver no que estamos fazendo agora, vai tratar esse encontro como algum outro casual. Mas ela disse que, se algo vazar para a imprensa, ela não vai tentar esconder isso do Daily Planet.

- Ela vai noticiar, é claro. - Lena ajeitou o cabelo, nervosa.

- É o trabalho dela. - Clark disse. - Mas não creio que ela vai deixar de acreditar em você mesmo que isso vaze. Nós temos uma opinião parecida. Achamos que você deve ir fundo. Siga todos os passos de Kara, saiba o que ela descobriu até agora. Se ela disse que tem uma assinatura no documento, então veja se é realmente sua. Peça o documento a ela e tente descobrir se não é falsificado ou nada do tipo. Verifique com cautela.

- Eu acredito que Kara já tenha feito isso... - Lena tentou falar, mas Clark a interrompeu.

- Não, Lena. Eu quero que você verifique junto dela. É o seu nome e o nome da sua empresa, não é hora de deixar tudo para os advogados. Peça a Kara o documento. Faça isso logo. - Clark orientou. Lena assentiu, refletindo.

- Obrigada por acreditar em mim. - Ela disse. Clark apenas assentiu em resposta.

- Lá está Lois. - Ele apontou para um carro sofisticado que havia acabado de entrar no lugar. Clark desceu rapidamente e foi buscar Lois, enquanto Lena refletia sobre o que ele havia falado. Clark estava certo, Lena tinha que trabalhar junto de Kara dessa vez, sem deixar buracos. Se ela queria provar sua inocência, deveria por a cara a tapa também.

- Srta. Luthor. - Lena virou-se assim que ouviu uma voz suave chamá-la logo atrás dela. Era Lois. - Eu sinto muito pelo ocorrido.

- Está tudo bem, Srta. Lane. Vou dar o meu melhor para descobrir o que realmente aconteceu. - Lena garantiu, sorrindo em agradecimento a ambos por acreditarem nela. - A Srta. Grant já está nos esperando. Podemos subir?

- Sim, por favor. - Lois respondeu por ela e por Clark.

Eles chegaram ao grande escritório de Cat pouco tempo depois. A majestosa rainha da mídia estava acompanhada de uma mulher mais jovem que ela, loira e com um corpo muito bonito. Cat encarou os três que adentravam o seu escritório com uma expressão estudiosa, sua cabeça trabalhava em diversas possibilidades para aquele encontro estar acontecendo.

- Tchau, te vejo depois do trabalho. - A loira ao lado de Cat disse, baixo, e depois depositou um beijo significativo nos lábios da mulher antes de se retirar do escritório.

- Cat Grant acompanhada, essa é nova. - Clark disse com um sorriso imenso em seus lábios. Cat rapidamente desfez a expressão fechada de seu rosto e retribuiu o sorriso para Clark, depois voltou sua atenção para Lois.

- Como está se sentindo no escritório mais bonito em que você estará em toda a sua vida, Srta. Lane? - Ela cutucou, mantendo sua pose imponente.

- Até pensaria em discordar, Srta. Grant, mas não vejo mentiras no que você acabou de dizer. - Lois devolveu a cutucada. Lena e Clark se entreolharam, uma nervosa e o outro divertido.

- É claro que não, eu não minto. - Cat disse, saindo detrás de sua mesa. - Vamos até a sala ao lado, preparei um ótimo aperitivo para esse - Cat encarou os olhos dos três, lentamente. -... encontro.

Lena pensou que iria desmaiar a qualquer momento, jamais esteve tão nervosa na companhia de Cat. Talvez fosse a batalha silenciosa que rolava entre a mulher e Lois, que sempre davam um jeito de sobressair-se uma à outra. Ou talvez fosse somente a situação. Cat era uma das pessoas as quais Lena não mentia. Não somente porque não conseguia, mas porque não queria. Ela confiava em Cat, sabia o que a mulher já havia feito para a empresária. Lena odiou Kara por deixá-la em outra situação onde deveria escolher entre a razão e a emoção.

Eles foram até o local indicado por Cat, onde serviram-se de vinho branco e comeram coisa ou outra. Cat e Lois continuavam trocando cutucadas, aquilo parecia interminável. Clark se divertia com a cena, já Lena estremecia na própria cadeira.

- Depois que fizemos a matéria sobre o desmatamento e toda a questão ambientalista e global que o presidente ignorou em suas declarações, a audiência e circulação dos jornais do Daily Planet aumentaram em proporções inimagináveis. - Lois disse, logo após Cat vangloriar-se das últimas vendas da Catco Magazine.

- É claro que eu também simpatizo com a vida verde na natureza e  luto contra o aumento de calor, mas quando li a matéria, vi que faltava algo de essencial, Srta. Lane.

- E o que seria isso, Srta. Grant?

- A importância. - Cat bebericou um pouco do vinho de sua taça. - Somos mulheres incríveis e influentes, Srta. Lane, e eu não gosto de saber que mulheres assim estão apenas dizendo o que já é fato. Quando fazemos qualquer tipo de matéria, devemos ter certeza de que as pessoas lerão aquilo sabendo o quanto nós realmente nos importamos por cada palavra dita. Precisamos que eles sintam a paixão, a devoção e todos os sentimentos exacerbados com os quais usamos para redigir qualquer coisa. Uma característica marcante de nós mulheres; Quando nós focamos em alguma coisa, justamente por sermos multi-competentes, nós tratamos aquela coisa como o de maior importância do momento. Nós vamos afundo em sua essência e trazemos o que eles nos oferecem de melhor. Não noticie apenas, Srta. Lane, ensine. Esse é o nosso dever.

Lois sorriu com o canto da boca, o máximo que ela poderia oferecer a Cat, porém, era um gesto que mostrava o quanto a mulher respeitava e admirava Cat. Elas poderiam viver nessa intensa troca de farpas e nessa relação de gato e rato, mas não faltava respeito em ambas. Cat conhecia a grandiosidade de Lois, e por isso passava da melhor forma possível os seus ensinamentos para a mulher. Lois admirava e era uma devota fã de Cat, por isso sempre a tratava com respeito e absorvia todos os seus ensinamentos.

- Isso também encaixa em você, Srta. Luthor. - Cat completou. Ela sabia que Lena não estava ali apenas para jogar conversa fora e falar sobre estatísticas, mas perguntaria no momento certo qual era o real motivo da visita.

- É um prazer imenso estar cercado de mulheres grandiosas. - Clark disse, encarando as três mulheres. Todas assentiram em agradecimento.

Lena estava pronta para conversar sobre outro assunto, quando o celular de Lois tocou alto e ela teve que se apressar para atender. Pela sua expressão, não era notícia boa para o Daily Planet. Lois rapidamente pediu licença e retirou-se da sala. Vendo uma boa oportunidade, Cat focou toda a sua atenção em Clark, deixando-o pequeno perante ao seu olhar. O homem sorriu sem graça e encarou Lena, pedindo desculpas silenciosamente antes de anunciar que iria atrás de Lois.

- Está nervosa desde que chegou, Srta. Luthor. - Cat disse, assim que Clark fechou a porta atrás de si.

- Impressão sua. - Lena disse. Até mesmo ela ficou surpresa por sua voz ter saído firme.

- Não é não. - Cat afirmou, pegando duas taças e enchendo de vinho. - Pegue. - Ela ofereceu uma delas a Lena.

- Obrigada. - Lena agradeceu, mas aquilo não a deixava menos nervosa. Ela conhecia Cat o bastante para saber que seria bombardeada de perguntas depois, ou que então acabaria falando de um jeito ou de outro, sem saber como fugir do olhar penetrante da mulher.

Cat suspirou lentamente, depois saboreou o vinho, mantendo toda a paciência do mundo.

- Quem era a garota? - Lena perguntou, tentando se safar de todo aquele ambiente desfavorável.

- Ela se auto-intitula Psi, o que eu acho bizarro, mas não me incomodo. - Cat disse, seu tom de voz com uma calma que fazia Lena estremecer mais ainda. - Sabe, Lena? Vi você crescer ao lado dos Luthor. Ano após ano você estava lá, crescendo para ser o molde perfeito daquela família, uma cópia de sua mãe ou até mesmo de Lex. Mas você não fez isso. Você cresceu e se tornou independente. E não digo de dinheiro ou de posição social, mas sim de caráter.

Lena ouviu atentamente ao que Cat dizia. Até pensou em interromper, já tendo noção de que aquilo iria longe demais, mas não o fez. Ela era a errada da história, precisava ouvir calada o que Cat ou qualquer outra pessoa tinha para dizer.

- Não venha até mim junto de Clark, Lois, ou qualquer outra pessoa apenas com o intuito de jogar conversa fora ou tentar descobrir algo. - Cat continuou. - Eu a conheço, você é um poço de transparência para mim, não me engana nem se tentasse. Que é o que você está fazendo agora.

- Cat, eu não...

- Deixe-me terminar. - Cat disse, interrompendo-a. - Eu acredito em você. Acredito como não costumo acreditar em muitas pessoas que vêm até mim. Você me mostra propósito, força, humildade, vontade de trabalhar e de deixar as coisas um pouco melhores do que elas são hoje em dia. Eu prometi a mim mesma que permaneceria acreditando em você, desde que você permanecesse dessa forma, e eu vou. Estou relevando o que está acontecendo aqui nesse momento, porque não faço a mínima ideia do que se passa em sua cabeça, e eu sou alguém curiosa. Posso até mesmo ter um palpite de que seja a respeito do acidente.

- Talvez. - Lena deixou escapar, irritada consigo mesma e cansada de manter-se forte. Sua cabeça parecia querer explodir, e mesmo assim ela aceitara ir encontrar-se com a última mulher quem enganaria. Cat suspirou, refletindo. Depois voltou a focar sua atenção em Lena.

- Também confio em você. - Ela disse, atraindo ainda mais a atenção da empresária. - Não preciso nem mesmo usar as duas mãos para contar nos dedos as pessoas em quem confio, mas você é uma delas. Então, digo apenas isso: Se você quer permanecer com a minha confiança depositada em você, não tente me enganar nunca mais. Você é esperta, inteligente e tudo mais, mas você não é tanto quanto eu. Já te ensinei diversas coisas em nossos encontros, Lena, vejo-a como alguém por quem eu arriscaria a minha vida se estivesse em perigo. Você tem caráter, coisa que nenhum Luthor nunca teve. Esse mundo é imenso e sempre tentarão te corromper, mas se você lembrar apenas desse pequeno detalhe, se você lembrar que a sua essência é mais importante do que as coisas que ganha, você descobrirá que está ganhando muito mais. Não desista de si mesma, Lena, problemas e bens vêm e vão a todo o momento, mas só você fica. Se tiver que servir algo, será você ou o dinheiro? - Cat questionou, penetrando ainda mais o olhar na Luthor mais jovem, e assentindo imperceptivelmente assim que notou a escolha estampada em seus olhos. - Enquanto você se lembrar disso, eu permanecerei com minha confiança em você.

Hospital Infantil da L-CORP, 12:23 A.M.

Lena dirigiu sem rumo por algum tempo após deixar a Catco. As palavras de Cat estavam tão impregnadas em seu pensamento, que nem mesmo ouvindo música em último volume ou forçando-se a lembrar de qualquer coisa em específico ajudou Lena a esquecê-las. Depois de tanto dirigir sem rumo, Lena parou no único lugar que parecia mais como a sua casa ultimamente. E ela não estava pensando especificamente no hospital.

Ela estava pensando em Reign.

A mulher entrou no local como todas as outras vezes, exceto que estava cada vez mais difícil encobrir aquela mentira. Lena pensara muito sobre isso enquanto dirigia. Ela tentara enganar a si mesma dizendo que estava fazendo isso por Reign e Ellie, mas não era verdade. Ela também não se considerava egoísta, estava longe disso. A conclusão que chegou foi a de que omitia isso de Reign porque estava com medo. Tinha acabado de chegar na vida da mulher e na de Ellie, e em poucos dias já havia presenciado e experimentado um sentimento o qual ela não experimentava há muito tempo. O sentimento de pertencer a um lugar, de querer ficar e não ir embora mais. Lena pensou que poderia ter evitado isso se tivesse ouvido a razão e permanecido longe delas quando teve oportunidade. Mas como ela poderia silenciar de uma forma tão bruta a parte da sua emoção que pedia para que ela ficasse? Que a manteve importando-se e apegando-se a Ellie e Reign desde o primeiro momento? Se Lena pudesse colocar todas essas emoções em uma balança, ela conseguiria manter os dois lados em equilíbrio?

A empresária suspirou consigo quando chegou ao leito de Ellie. A criança dormia serenamente, quase como se estivesse em casa, e não tivesse passado por nenhuma situação extrema e quase mortal. Lena aproximou-se dela com cautela, cobrindo-a até o pescoço, para que ficasse aquecida. Reign estava dormindo desajeitada em uma poltrona ao lado da cama. Lena esboçou um sorriso de canto quando percebeu que mãe e filha tinham quase a mesma expressão serena, que seria a mesma se tivesse a mesma idade. Ellie era uma cópia linda de Reign, não que algo que fosse da mulher mais velha pudesse ser menos que perfeito.

Lena aproximou-se da poltrona onde Reign dormia, após dar uma última olhada em Ellie, e ficou apenas observando a maneira como o seu peito subia e descia de acordo com a respiração. Também percebeu as singelas mudanças de expressão que Reign fazia enquanto dormia, como se estivesse presa em um sono profundo. Lena culpou-se quando pensou nos pesadelos que Reign poderia ter consigo após descobrir a verdade. A empresária tocou ligeiramente o rosto de Reign, e quando teve certeza que a mãe de Ellie não acordaria com o toque, ela voltou a tocar o seu rosto, acariciando todas as linhas de expressão que fazia de Reign uma mulher única.

Talvez Lena tenha permanecido ali por tempo demais, ou talvez a sua presença era o suficiente para despertar Reign ou trazê-la para perto a qualquer momento. Os olhos cor de mel da morena abriram ao sentir a quentura confortável que os dedos de Lena proporcionavam ao seu rosto. As duas mulheres sentiram uma conexão imensa atravessar ambos os corpos como uma corrente elétrica assim que o verde e o castanho claro refugiaram-se um no outro. Reign poderia ter acabado de acordar, mas nunca se sentiu tão desperta antes. Esse era o efeito que Lena tinha sobre ela.

-Eu vim apenas ver como ela estava. -Lena disse, desconcertada. Ela afastou-se rapidamente de Reign e virou o corpo para a cama de Ellie, fechando os olhos rapidamente, repreendendo a si mesma. Reign pôs-se de pé rapidamente, logo ficando ao lado de Lena. Ambas permaneceram com os olhos em Ellie. Reign respirava com uma certa dificuldade, quase tão grande quanto Lena. Ela tentava fazer o seu coração parar de bater tão forte em seu peito, mas ele simplesmente não a obedecia. Buscando forças de algum lugar, ela conseguiu recuperar a voz.

- Ela dormiu há pouco tempo. Falou muito sobre você hoje. - Reign disse com a voz baixa. Lena permaneceu encarando Ellie, e esboçou o mesmo sorriso de canto de antes.

- Ela parece tão tranquila enquanto dorme. Serena... Nem parece que passou pelo que passou. - Ela disse, buscando o mesmo autocontrole de Reign.

- Ela é muito esforçada, eu a admiro muito por isso. - Reign disse, Lena encarou o seu perfil. - Ela é tão forte... e linda. Ela é linda demais.

- Como você. - Lena deixou escapar, mas não se arrependeu disso em momento algum. Já havia usado a razão o dia inteiro, o que custava deixar a emoção comandar por alguns segundos?

Reign engoliu seco, e desviou o olhar da filha para depositá-lo em Lena uma outra vez. Naquele momento, ela não sabia se já havia pensado em considerar Lena qualquer outra coisa que não fosse a mulher que a ajudava a salvar a sua filha. Reign não conseguia pensar direito, nem agir. Ela só estava paralisada naquele olhar e no conforto e emoção que ele trazia para ela. Quando foi a última vez que Reign esteve tão vulnerável a alguém dessa forma?

- Eu tenho que ir. - Lena disse, puxando uma força descomunal de autocontrole. Ela encarou rapidamente os lábios da outra, tendo certeza de que Reign havia feito o mesmo. - Eu tenho que ir para casa...

- Eu sei. - Reign sibilou, nervosa. Lena assentiu, atordoada. Ela fez menção em sair, mas Reign manteve-a parada por alguns segundos. A mãe de Ellie esperou um tempo, como se quisesse analisar Lena mais uma vez.

Sabendo que não poderiam ficar daquele jeito para sempre, Reign virou o rosto e parte do corpo, e então depositou um beijo casto na bochecha de  Lena, permanecendo com aquele contato por poucos segundos. Após isso, Lena deixou o quarto sem dizer mais nada, e sem dar a certeza de que voltaria no dia seguinte.


Notas Finais


Pronto Larissa, ta ai seu beijo, agora vamos maneiras nos pedidos que ninguém é obrigado não.

GENTE PREPARA AQUELE MEME DO NOW KISS PORQUE VAMOS PRECISAR BASTANTE!

Até o próximo capítulo <3


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