História Unexpected Events - Romanogers Fanfic - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Clint Barton, James Buchanan "Bucky" Barnes, Laura Barton, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Sam Wilson (Falcão), Steve Rogers
Tags Avengers, James Rogers, Natasha Romanoff, Romanogers, Steve Rogers, Stevenat, Vingadores
Visualizações 355
Palavras 4.183
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem a demora, tinha batido um desânimo e uma falta de inspiração incríveis. Mas decidi continuar, obrigada a quem está acompanhando ♥

Capítulo 15 - Capítulo 15


Fanfic / Fanfiction Unexpected Events - Romanogers Fanfic - Capítulo 15 - Capítulo 15

James ainda estava no impasse do que devia fazer, parecia que ele estava há mais de dez minutos pensando no que fazer, quando na verdade, durou menos de um minuto.

James se aproximou do colega de quarto e ele já não estava pedindo por ajuda, mas seu braço ainda estava esticado no chão. James segurou na mão dele e agora estava certo do que deveria fazer, ele não hesitou mais, começou a puxar o menino para tira-lo debaixo do corpo do outro em chamas.

Apesar de estar sendo consumido pelas chamas, o garoto que estava por cima, ainda estava vivo e sua última tentativa de sobreviver era ter a ajuda de James também, então ele usou suas últimas forças para agarrar o pulso de James, numa tentativa desesperada de aliviar a sensação de queimadura no corpo.

James gritou ao sentir a pele sendo queimada, ele soltou a mão do menino e estava tentando agora puxar o braço de volta e ele só conseguiu se soltar depois de muito esforço.

James acabou caindo no chão depois de fazer força para se soltar, ele estava sentindo uma dor insuportável na pele, mas nada disso importava agora, aqueles garotos estavam com o corpo já mesclados e não havia nada que ele pudesse fazer para ajudar, sem que ele mesmo se ferisse.

James se arrastou para trás, se afastando dos meninos, ele começou a chorar e fez negativo com a cabeça.

J: Me desculpe, Johnny, me desculpe Mark.

James finalmente se levantou e começou a correr de volta para os corredores escuros. James sabia que precisava achar o caminho mais rápido para a saída do bunker, e a única saída que ele conhece é a do refeitório.

Apesar daquele breu todo, James chegou na escada que dá acesso ao pátio de recreação, ele desceu as escadas e alguns funcionários e pessoas que ele nunca vira antes, estavam correndo, outras estavam desmaiadas, mas todos pareciam baratas tontas, presas dentro de um labirinto da morte.

Ninguém iria impedir James de ir até o refeitório e sair pelo caminho que ele conhece, já que todos estão preocupados demais em salvar suas próprias vidas.

James pensou em correr até o refeitório, afinal o refeitório estava bem de frente para ele, ele só tinha que atravessar o pátio, e aí ele teria chance de sobreviver. Mas James olhou para o corredor da ala das meninas e Rose veio na mente dele. Ela estaria morta? Lá está pegando fogo também? Poderia salvar ela? O que fazer?

James não sabia a resposta, ele viu fumaça vindo da ala das meninas, mas não tinha sinal de chamas, como tinha na ala dos meninos. James teve que parar pra pensar de novo, no que devia fazer, afinal, fugir sozinho, valeria a pena? Seria resgatado e trazido de volta? Sozinho? Para viver ali dentro de novo, sem a única amiga que tem? Quem garante que dessa vez ele vai conseguir atravessar aquele alambrado sem ser eletrocutado?

James não gostou da ideia de escapar sozinho e correu para o corredor da ala das meninas.

- JAMES!

James olhou brevemente para trás e viu o coordenador olhando para ele, assustado e confuso. James não entende como ele não morreu queimado se ficou naquele quarto que estava em chamas.

James continuou a correr e da ala das meninas, ele só conhece as salas de aula, ele ainda teve que subir um lance de escada para chegar na área dos dormitórios.

James ouviu batidas em uma das portas do corredor, ele correu até a porta e tentou abrir, e agora James podia ouvir o pedido de socorro das meninas dentro do quarto.

J: Abram a porta!

- Não podemos, está trancada!

J: Por que está trancada?

- Sempre trancam!

J: Aonde consigo a chave?

- A coordenadora!

James olhou para os lados e os corredores estavam desertos.

J: Rose está aí?

- Rose? Não.

J: Como não? Onde ela está??

- Não sabemos, ela não dorme sempre aqui. Por favor, abra!

- Não conseguimos respirar! Ajuda!

James ainda tentava abrir a maçaneta, ele chutou e esmurrou a porta, sem nenhum sucesso.

J: Eu vou pedir ajuda!

- Não nos deixe!

J: Eu voltarei.

James se virou para descer as escadas, ele até chegou a encostar a mão no corrimão, mas ouviu uma tosse vindo do outro corredor.

James caminhou na direção do som e ao se aproximar da sala de onde estava vindo o som da tosse, ele abriu a porta e viu Rose encolhida no chão, perto de um aquário.

J: Rose! Eu te achei!

James se aproximou de Rose, ele agachou e encostou a mão no braço dela.

J: Rose?

Rose apenas tossiu bastante.

J: Você vai ficar bem. Vamos sair daqui, está tudo pegando fogo.

R: Não temos pra onde ir.

J: Temos sim, eu sei o caminho. Você me ensinou.

R: Você disse que não ia mais fugir.

J: Mas não temos outra escolha, vamos morrer se ficarmos aqui.

James segurou nos braços de Rose e a ajudou a ficar de pé.

R: Eu acho que ele morreu.

James franziu a testa confuso, sem entender do que Rose está falando, mas depois James olhou para onde Rose estava olhando.

James viu o corpo do psiquiatra de Rose, deitado de bruços no chão. James achou estranho ele estar morto, sendo que o fogo mesmo está na outra ala e ali só chegou as fumaças do incêndio.

Não dava tempo de fazer perguntas agora.

J: Temos que ir e ajudar as meninas.

R: Não podemos ajudar elas, temos que ir!

J: Nós temos que tentar.

R: Nós temos que ir!

J: Não posso deixar elas morrerem assim, Rose. O que há com você?

Rose franziu a testa e depois mudou de expressão.

R: Como faremos isso?

J: Precisamos das chaves, achar alguém que tenha as chaves.

R: Eles têm cópia de todas as chaves na diretoria, perto do lugar que te levei uma vez.

J: Vamos, então.

Rose concordou com a cabeça.

James segurou a mão de Rose e a puxou para fora da sala, e assim que os dois chegaram no corredor, se depararam com a Dra. Beatriz, a Sharon no caso, parada perto da escada.

Sharon olhou para James e Rose. James observou que Beatriz tinha ajudado as meninas, abrindo a porta do dormitório para elas fugirem. A última das meninas estava passando por detrás da Dra. Beatriz agora e descendo as escadas correndo.

James ficou segurando a mão da Rose, enquanto olhava para a Dra. Beatriz Olsen.

DO: James... Nós temos que ir.

R: Não vá com ela.

Sharon olhou para Rose e em seguida para James.

J: Eu não vou com você.

DO: Sim, você virá comigo. Eu posso te ajudar.

R: Ela trouxe você de volta.

DO: Você quem denunciou a fuga dele.

James olhou para Rose e ela fez negativo com a cabeça.

R: Foi ela quem fez isso, James! Você sabe. Diga a ela que você confia em mim.

James ficou em silêncio e ele sabe que não pode duvidar de Rose, porque da última vez, quase que ele perdeu a amizade dela, mas tem essa pulguinha atrás da orelha dele que ainda faz ele duvidar de tudo e de todo mundo.

DO: James, ela não é quem você pensa.

J: Cala boca!

DO: James, você sabe que eu posso ajudar você. Aquelas visões eram reais, eram seus pais, sua irmã.

Os olhos de Rose brilharam diferente ao ouvir Sharon.

DO: Eu estou ajudando você a se lembrar...

R: Traidora...

Rose sussurrou. James ouviu mas não entendeu porque Rose estava chamando Sharon de traidora, ele olhou pra ela e depois para Sharon de novo.

DO: James, eles bagunçaram sua mente aqui dentro, eles querem fazer de você uma arma. Mas não é seguro para você lá fora também, você precisa entender.

R: Viu? Ela quer manter você preso aqui! Pra sempre!

DO: James, escuta! O mundo lá fora, eles não sabem que você existe, eles acreditam que você está morto.

J: O que?

DO: Mas se souberem que está vivo, vão fazer de tudo para que você morra. James você está em perigo, mais lá fora do que aqui dentro.

J: Está pegando fogo!

DO: Eu sei, mas eu posso levar você agora e você não terá que voltar. Eu prometo a você.

R: Não acredite nela.

DO: James... Você sabe que estou sendo sincera. Eu sei que você sabe que estou do seu lado, eu sempre estive. Eu conheço sua mãe e eu conheço seu pai.

James olhou para Beatriz e seu coração acelerou.

J: Meus pais...

DO: Sim, James. Eles te amam tanto.

J: Eles me deixaram aqui.

DO: Eles não sabem que você está vivo, eles não te deixaram aqui, James. Eles não tinham escolha, você vai entender um dia, mas... Agora, você precisa confiar em mim, eu vou ajudar você e você verá seus pais, mas você tem que vir comigo.

R: Mentirosa!

Rose franziu a testa e percebeu que o discurso de Sharon estava tendo efeito em James, e o único jeito de cortar isso, era fazendo Sharon se calar, não importa como.

Rose soltou a mão de James e correu na direção de Sharon.

James estava chocado com a cena que se seguiu, Rose atacou Sharon, como se fosse uma ninja desses filmes de ação. Ele não sabia se estava mais chocado por Rose saber lutar daquele jeito ou pelo fato de que Sharon também sabe lutar e estava tentando se defender de Rose.

Como a Rose sabe lutar assim? Por que ela nunca comentou com ele? Era o que James questionava e o pior é que Rose, conseguiu derrotar Sharon.

R: James, vamos!

James ficou para olhando para Rose, ainda chocado.

R: James!

Rose teve que ir até James e segurar no pulso dele. Enquanto James era puxado até a escada, ele observava Sharon caída no chão.

J: Ela está morta??

R: O que importa? Vamos!

James puxou o braço e tentou ir até Sharon, ele se agachou perto dela.

J: Beatriz!

James segurou no rosto de Sharon.

R: James!

J: Me desculpa.

Rose era tão forte que quase conseguiu erguer James do chão, ela o afastou de Beatriz e bem nesse momento Rose foi agarrada por trás, pelo coordenador de James que estava procurando por ele.

Rose se debateu e tentou chutar Nick Fury, mas ele a pegou quando estava distraída, então Fury conseguiu imobilizar ela de imediato.

R: James!!! Me ajuda!

NF: James! Não seja burro.

J: Solta ela!

R: Ele está me machucando! Aiii! Jameees!

NF: Ela está apenas tentando te enganar.

J: Solta ela!

NF: Não posso fazer isso. Você precisa ir embora! Agora!

R: James...

Rose apenas olhou para James em desespero e James não sabe lutar como Rose, Nick era enorme e ele não tinha ideia de como fazer Fury soltar Rose.

Rose notou a hesitação de James e ela resolveu ajudar, usando o peso do corpo para criar um espaço entre ela e Fury, logo em seguida, ela dobrou o joelho com força, fazendo o pé acertar o saco de Fury com força.

Fury sentiu dor na hora, mas isso não fez ele soltar Rose e ela não conseguiria se soltar sozinha, Fury apenas agachou o corpo com a dor e se Rose não fosse criança, ele estaria dando uma surra nela agora.

James ficou horrorizado em ver Rose dominada por um homem daquele tamanho, ele olhou em volta e se lembrou que na sala aonde ele achou Rose, tinha um espeto longo de ferro, usado para mexer na lenha da lareira.

James correu até a sala e agarrou o espeto, ainda estava quente, mas James não quis saber, ele ia acertar Fury com aquilo, até ele soltar Rose.

Quando James chegou no corredor, Rose tinha conseguido ir para o chão e Fury estava tentando imobilizar ela por completo, tentando forçar ela a se deitar no chão.

Fury golpeou a dobra do joelho de Rose, o que fez ela cair de joelhos no chão, logo em seguida, ele apoiou um joelho no chão e fez Rose deitar com a cara no chão, agora ele estava imobilizando ela melhor, ele manteve os braços dela torcidos para trás.

James respirou fundo três vezes, ele gritou e correu na direção de Fury.

NF: James!!

Fury ia tentar fazer James parar, mas James já tinha levantado o espeto de ferro. James acertou a cara dele com tudo.

Fury tinha esquecido que James é muito forte, por conta do soro herdado dos pais, então o espeto rasgou metade do rosto dele e fez ele soltar Rose.

James ergueu o espeto de novo, ele estava tomado pela adrenalina, mas ao mesmo tempo horrorizado em ver o que fez, só tinha sangue no rosto de Fury.

Rose ainda estava no chão e olhou para James, ela estava orgulhosa dele.

R: Acerta ele de novo, James! Acerta!

James trincou os dentes, ainda segurando o espeto.

NF: Seu pai não gostaria disso, James.

Nick declarou, com a mão tampando o lado do rosto, atingido.

R: Ele está mentindo.

NF: Ele sabe que não estou mentindo. Seu pai é um homem bom, James, por isso você está hesitando.

R: Acerta ele!!!

Rose tomou o espeto da mão de James e se preparou para golpear Fury na cabeça, mas James empurrou ela, fazendo ela errar o golpe.

J: Não!

R: O que está fazendo????

Rose ficou furiosa por ser interrompida, ela olhou para James com ódio e isso fez James dar um passo pra trás, parecia que ele era o alvo dela agora e ele nunca viu ela daquele jeito.

 J: Nós precisamos ir. Vamos embora!

Rose também estava dominada pela adrenalina e ter lutado contra Sharon e ver James ferir Fury daquele jeito, deixou ela com um brilho maléfico nos olhos, ela queria mais, queria muito mais sangue que aquilo.

J: ROSE!

Rose piscou os olhos algumas vezes, até finalmente voltar a si e seguir James pelas escadas.

Ao chegarem no pátio, James e Rose notaram que as chamas já estavam chegando no refeitório.

R: Se a cozinha explodir, nós todos morreremos. Temos que ir.

Rose e James correram para o refeitório e em seguida fizeram o caminho que James fez ao fugir da última vez, ninguém impediu os dois e quase ninguém estava no caminho, a maioria tinha fugido.

Quando James chegou na sala branca, aonde tinham diversas crianças dopadas pelas medicações, ele parou de correr.

R: James! Não podemos ajudar eles.

J: Eles vão morrer. Não é certo.

R: E daí? Morreremos também se não corrermos, esse lugar vai explodir. Vamos!!!

Rose fez James prosseguir e eles subiram até a superfície, o dia ainda estava escuro, mas já estava começando a clarear.

J: Eu fui naquela direção e eu cheguei numa cerca, mas está eletrificada. Não tem pra onde ir.

R: Não importa, temos que nos afastar daqui. Eu sei aonde ir.

Você sabe? Mais uma surpresa para James, mas ele não questionou, apenas seguiu Rose que começou a correr pela estradinha de terra.

Apenas quinze minutos depois, de terem saído daquele orfanato subterrâneo, James e Rose pararam ao ouvir um grande estrondo, eles olharam para trás e viram uma grande explosão.

...

Às oito horas da manhã, Hill estacionou o carro no estacionamento da penitenciária especial em que Natasha estava presa. Hill saiu do carro, usando óculos escuros, ela estava de roupa executiva e salto alto, ela caminhou até a entrada de visitantes e se aproximou do balcão de atendimento.

H: Agente Hill, da SHIELD, para ver Natasha Romanoff.

- Identidade.

Hill olhou para a guarda, por cima dos óculos, ela já esteve outras vezes lá, nunca precisou apresentar documentação nenhuma, todos sabem quem ela é.

Hill achou que era alguma retaliação de Amanda Cartier e pelo bem de Natasha, ela resolveu não criar confusão. Hill pegou seu distintivo no bolso do terninho e colocou sobre o balcão.

- Aguarde um momento, por favor.

Hill olhou para a guarda de novo e riu baixo por ela estar querendo fazer Hill esperar.

A guarda pegou o documento de Hill e se afastou, ela voltou quase dez minutos depois, o que fez Hill perder a paciência com o tratamento que estava recebendo.

H: O que está acontecendo?

- Entrada não autorizada.

H: Entrada não autorizada?

Hill franziu a testa.

H: Você sabe quem eu sou? Eu sou braço direito do diretor da SHIELD, você já me viu com a Amanda diversas vezes aqui.

- Entrada não autorizada, minha senhora.

H: Não sou sua.

- Isso significa que não pode entrar. Próximo!

Outra pessoa tentou chegar no balcão, mas Hill entrou na frente e bateu a mão no balcão com força, o que fez os guardas que estavam por perto, ficarem alertas e botarem as mãos em suas armas.

- Senhora, é melhor que se retire.

H: Há algo de errado, eu quero falar com a Amanda, agora mesmo.

- Ela não está aqui.

H: Quem me proibiu de entrar?

- A diretora.

H: Pois eu quero falar com a diretora.

- Ela está ocupada no momento.

Hill parou para respirar fundo e recuperar a paciência para não arrancar os olhos dessa guarda insolente com as próprias mãos. Hill também usou esse curto espaço de tempo para pensar num motivo para impedirem a entrada dela e só um motivo faria sentido.

H: O que vocês fizeram com ela?

- Senhora, por favor, se retire ou eu posso prendê-la agora mesmo. Recue, ou você vai conseguir entrar aqui dentro e não vai sair mais.

Hill olhou para a mulher e depois para os guardas em volta, se ela for presa, não pode ajudar Natasha e nem aos filhos dela. Mas se Amanda acha que pode esconder Natasha dela, ela está muito enganada.

Hill deu um pequeno sorriso para a guarda e se afastou, com muita calma, até.

Hill foi até a saída da penitenciária e efetuou uma ligação.

H: Canal 4? Eu falo daqui da nova penitenciária especial de Nova York. Sim, a que pode prender até pessoas com super poderes. Essa mesma da OMS. Eu tenho informações de interesse público sobre prisioneiros que estão sofrendo punições sem terem ido a julgamento. Você vai mandar um repórter aqui? Ótimo! Obrigada. Meu nome?

Hill encerrou a chamada e pegou outro aparelho de celular.

Hill discou para o telefone de Amanda Cartier de um aparelho e ligou para outro canal de TV do outro.

H: Alô? CNN?

Hill falou com a CNN, mantendo Amanda na outra linha, ouvindo ela falar com a imprensa de propósito.

H: ...Eu falo daqui da nova penitenciária especial de Nova York. Essa da OMS. Eu tenho informações de interesse público sobre prisioneiros que estão sofrendo punições sem terem ido a julgamento e estão sendo impedidos de receber visitas. O canal 4 já está a caminho, eu não perderia tempo se fosse vocês.

Hill encerrou a chamada e botou o outro telefone na orelha.

H: Amandinha, querida.

AC: O que está fazendo, Maria?

H: Nada, só chamando a imprensa para ver o trabalho sujo que anda acontecendo nessa penitenciária, comandada por você.

AC: Eu não sou a diretora da penitenciária.

H: Mas você é a única que pode proibir a minha entrada aqui.

AC: Eu não proibi.

H: Não importa, você pode fazer umas ligações e resolver esse problema. Você tem dez minutos para autorizar minha entrada.

AC: Eu não serei pressionada a fazer nada.

H: Então lide com a imprensa, eu estou super pronta para dar uma entrevista coletiva, o meu cabelo está ótima nessa manhã e eu acredito que como representante da SHIELD, isso causará uma grande comoção da população e talvez a OMS fique com a imagem manchada pelo que está acontecendo aqui e...

Hill ouviu Amanda suspirar, irritada.

AC: Fique na linha.

Amanda colocou Hill na espera.

Hill estava contente com ela mesma e ficou aguardando ali na entrada da penitenciária, em poucos minutos, a mesma guarda que negou a entrada dela, foi até a porta, chamar ela.

- A senhora pode entrar.

Hill sorriu e encostou o celular no ouvido de novo.

H: Boa escolha, Amanda.

AC: A imprensa?

H: Eles vão pensar que é um trote.

AC: Escuta, Hill... Algo realmente aconteceu.

H: É. Está bem óbvio. Ela está sendo tratada por um médico, pelo menos?

Hill questionou enquanto entrava de novo na penitenciária e era conduzida direto ao elevador para subir até o andar de Natasha.

AC: Sim. Eu não tive nada a ver com isso, a diretora está sendo interrogada.

H: Oh... Eu preferiria eu mesma interrogar ela.

AC: Faça como achar melhor, a OMS é contra quebra de protocolos.

H: Sim, é contra sim. E eu cuidarei de todas as detentas que participaram disso. Eu aposto que você já tem os nomes de cada uma.

AC: Sim.

H: Ótimo, vocês realmente são uma organização impecável, eu estarei esperando a lista no meu e-mail. Dez minutos...

Hill foi sarcástica, ela sentiu seu outro celular vibrar.

Hill encerrou a chamada e pegou o outro aparelho, antes de ler a mensagem, Hill olhou para a porta da cela de Natasha, um guarda abriu a cela e Hill olhou para Natasha.

Natasha estava presa na cama ainda, ela ergueu um pouco a cabeça e olhou para Hill.

Hill não estava impressionada com todos os machucados de Natasha, sabe que ela já passou por coisa pior ou igual àquela antes, mas ainda assim, fingiu estar um pouco surpresa.

H: Realmente lhe deram uma boa surra. Isso deve estar doendo...

Hill entrou na cela e se aproximou da cama de Natasha, ela olhou para a bolsa de medicação de Natasha e reparou que era apenas soro.

H: Você irritou alguém aqui.

N: O que veio fazer aqui?

H: Eu vim ver você. Você precisa de analgésicos?

N: Você sabe do que eu preciso, mas você não vai me contar, então não perca seu tempo. Vai embora.

Hill olhou para Natasha e riu baixo, ela sentiu o celular vibrar com mais uma mensagem.

H: Você ainda está chateada...

N: É claro que estou chateada! Você está me traindo.

H: Eu estou protegendo você...

Hill olhou para a porta da cela e observou os guardas.

H: Estou protegendo o que você ama também.

Hill falou baixo, e ainda sentia o celular vibrar sequencialmente.

N: Eu aposto que você repete isso para si mesma todas as noites para conseguir dormir, mas você é uma pessoa horrível de qualquer jeito e eu não perdoo você. Eu acho até que eu odeio você mais do que todos eles e se eu não estivesse aqui presa, você seria a primeira pessoa que eu mataria.

Hill sorriu de novo.

H: Isso é uma pena, Natasha. Mas é como você vê as coisas e eu não vou me esforçar para mudar seu ponto de vista. Eu não ligo se me odeia, eu faço o que eu preciso fazer, eu só lamento que não veja isso.

Natasha apenas desviou o olhar.

Hill continuou olhando para Natasha, ela se aproximou um pouco mais da cama dela.

H: Eu vou punir elas pelo que fizeram.

Natasha foi quem riu dessa vez, de forma debochada.

N: Por que você não pune a si mesma? Você é a única que está realmente me fazendo mal.

Hill franziu a testa e suspirou, lidar com Natasha com esse humor é impossível para ela, ela quer fazer as pazes, mas também não tem paciência para lidar com birras.

O celular de Hill vibrou pela décima vez, ela finalmente resolveu checar as mensagens, e já a primeira mensagem deixou Hill com expressão de choque.

“Explosão registrada na mesma localidade das ex-indústrias Hammer”

Natasha não observou a mudança de expressão no rosto de Maria Hill porque estava fitando o teto de propósito para ignorar ela.

“Confirmada a explosão na localidade, operação 198 em risco”

Hill leu a segunda mensagem.

“Polícia e Corpo de Bombeiros estão a caminho”

Hill também leu a terceira mensagem.

“Poucas chances de sobreviventes”

Hill deu um suspiro de susto, o que fez Natasha olhar para ela e franzir a testa.

Hill estava pálida e isso fez Natasha se preocupar e apesar dela não querer mais falar com ela, ou demonstrar que se importa com qualquer coisa que a esteja incomodando, Natasha foi superada pela curiosidade.

N: O que?

Hill começou a respirar fundo e Natasha percebeu que era algo sério, porque as mãos de Hill começaram a tremer e ela não é de se abalar a esse ponto por pouca coisa.

N: Hill.

Hill manteve o polegar no ar, sem saber se deveria ler as seguintes mensagens ou não, ela está apavorada com a ideia de ter perdido James e todas aquelas crianças com essa explosão.

N: Hill!

Hill olhou para Natasha.

N: O que aconteceu?

Hill abriu a boca para responder, mas saiu apenas um suspiro.

Hill fez negativo com a cabeça.

H: Me desculpe.

N: O que?

H: Eu preciso ir.

N: Hill...

Hill apenas deixou a cela e Natasha tentou se levantar para ir atrás dela, mas ela estava presa a cama.

N: HILL!!!

Natasha apenas viu a porta da cela sendo fechada e trancada.


Notas Finais


Ah! Tem mais um gif desse capítulo, lá no meu twitter @ daredevilosa ♥


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