História Unexpected Events - Romanogers Fanfic - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Clint Barton, James Buchanan "Bucky" Barnes, Laura Barton, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Sam Wilson (Falcão), Steve Rogers
Tags Avengers, James Rogers, Natasha Romanoff, Romanogers, Steve Rogers, Stevenat, Vingadores
Visualizações 229
Palavras 6.473
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - Capítulo 20


Fanfic / Fanfiction Unexpected Events - Romanogers Fanfic - Capítulo 20 - Capítulo 20

Bobbi: Por Deus! Eu não posso olhar.

Bobbi disse e encostou o rosto no ombro de Mack, depois que os pneus do carro pararam de cantar, o que significava que o carro tinha finalmente parado, mas não se sabe se atropelou James ou não.

Mack estava aflito também, mas assistiu toda a cena. O carro ficou a poucos centímetros de James, mas conseguiu frear a tempo, apesar de ter detonado os pneus do carro.

James não estava sentindo medo, mesmo que ele morresse naquele acidente, só essa sensação de liberdade e adrenalina foram suficientes para fazê-lo se sentir bem.

B: Como ele está? Vai dar pra reconhecer o corpo?

Mack: Sim. Melhor você mesma olhar...

Bobbi abriu os olhos e desencostou o rosto da roupa de Mack, ela olhou na direção de onde James estava, o motorista do carro estava desembarcando agora e parecia mais furioso do que preocupado com uma criança no meio de uma estrada deserta como aquela.

- MAS QUE DIABOS! O QUE QUE VOCÊ TAVA FAZENDO NO MEIO DA ESTRADA, GAROTO? Eu podia ter te atropelado!

Uma segunda pessoa desceu do carro, uma mulher, muito nervosa também, mas era nervosismo de preocupação.

- Tenha calma, John, pelo amor de Deus. É só uma criança! Ele não teve culpa, você estava correndo feito um louco.

- Eu estava dentro do limite! Essa é uma estrada de alta velocidade!

O homem se aproximou de James.

- Você se machucou?

James ficou em silêncio.

- Qual seu nome?

O homem olhou em volta, procurando algum adulto que pudesse estar acompanhando ele, não teria sentido uma criança perdida nesse lugar tão deserto. É raro até mesmo ter carros passando por aquela estrada.

- O que está fazendo aqui, heim? Por que não diz nada??

A mulher também se aproximou de James e agachou para ficar na altura dele.

- Pobrezinho, deve estar em choque com o susto que levou.

A mulher tinha um sorriso bonito e um olhar gentil, que trouxe um pouco de conforto para James, ela acariciou as costas dele e aquilo era confortante para James, faz ele lembrar das sessões de terapia em que ele conseguia ver parte da mãe dele.

- Vai ficar tudo bem. Está aqui sozinho?

James resolveu ficar calado, mas fez positivo com a cabeça.

- Que bosta, que bosta! Eu tinha trocado os pneus há dois meses atrás!

O homem estava reclamando ainda, estava andando de um lado para o outro, muito irritado, ele colocou um cigarro na boca e demorou a conseguir acender o isqueiro de tão nervoso.

- Não ligue pra ele...

A mulher disse para James.

- Você está perdido?

- Ele deve ser mendigo.

- Ele não parece mendigo.

- Como não? Está imundo e com essas roupas cheias de fuligem.

- Sim, mas...

A mulher analisou James e as roupas dele.

- Mas são peças de qualidade.

- Vamos embora!

- Está louco? Não podemos deixar ele aqui.

- O que quer que eu faça, mulher?

- Ou chamamos a polícia ou levamos ele até a polícia. É o correto a se fazer, ainda mais que você quase atropelou o menino.

- Por acaso seu celular tem sinal? Eu nunca tenho sinal por essas bandas.

A mulher tirou o celular do bolso e viu que o sinal estava bem fraco, ela tentou efetuar uma ligação, mas não conseguiu.

- Eu também estou sem sinal.

- Vamos leva-lo conosco então, não vou ficar aqui, podemos virar alvo fácil de assaltantes. Vamos largar ele na primeira patrulha de polícia ou delegacia que encontrarmos.

- Venha, querido. Iremos te levar para um lugar seguro.

James não contestou quando a mulher o conduziu para o carro dela, ele ficou aliviado quando ela mencionou que o levariam pra polícia, e polícia significa ajuda... Ele precisa de ajuda.

James embarcou no carro e ao entrar, reparou que tinha uma menina dentro, parecia só um pouco mais velha que ele.

- Essa é a Melissa. Nossa filha.

Melissa olhou para James com curiosidade, eles apenas se olharam sem trocar nenhuma palavra.

O homem e a mulher entraram no carro e deram partida.

...

Bobbi: Merda! Merda, merda, merda!

Bobbi e Mack se agacharam no momento que o motorista desceu do carro e ficaram observando tudo de longe.

B: Vamos James, não vá com eles, não vá, não vá...

M: Fala mais alto e todos eles irão nos ouvir...

Mack chamou a atenção de Bobbi.

B: Ele vai entrar.... vai entrar!

M: Espera.

Assim que James entrou no carro, Mack se levantou e apontou uma espécie de pistola para o carro, ele disparou sem emitir nenhum som, mas não era uma bala, era um dispositivo de rastreamento.

M: Gravou o número da placa?

B: Claro. Meu Deus, ele estava tão perto, eu quase intervi.

M: Vestida assim? O que você diria? Que deixou ele ali para fazer xixi? Para dar uma rápida comigo no mato? Eles suspeitariam e iam alertar alguém sobre o ocorrido.

B: Mas tão perto!!!

M: Tão perto, eu sei. Mas não dá para arriscar com civis e estamos em modo sombra.

B: Eu sei. Mas é revoltante.

Bobbi deu de ombros.

B: Talvez tenha sido melhor pra ele.

M: Se ele entrar no sistema da polícia, Hill pode acha-lo mais fácil.

B: Tem razão.

M: Vamos voltar e reportar para a Hill.

B: Ela vai arrancar nosso couro.

M: Esteja preparada.

B: Impossível. Acho mais fácil eu desaparecer do que admitir que perdi o garoto.

M: Não perdemos, precisamos voltar na central e rastrear o GPS do carro.

B: E rezar para que não entreguem ele pra polícia.

M: Vamos.

Mack e Bobbi correram para avisar a equipe de busca o ocorrido e retornaram para o carro, em seguida foram até uma van, estacionada em um ponto estratégico fora das indústrias Hammer, aonde eles poderiam rastrear o carro que está com James.

...

- Qual é o seu nome?

A filha do casal perguntou a James.

Melissa: Você não fala?

James fez positivo com a cabeça.

Mel: Por que está tão sujo?

- Melissa!

Mel: Desculpe.

A mãe de Melissa olhou para a filha com repreensão, depois voltou a olhar pra frente.

James colocou a mão na barriga e fez uma careta. Melissa o observou.

Mel: Está com dor de barriga?

J: Não.

Mel: Aaah! Então você fala. Qual é o seu nome?

James ficou em silêncio por alguns segundos.

J: James...

James sussurrou e olhou para os pais de Melissa, que estavam conversando entre si.

Mel: Você parece com dor, tá com cara feia.

J: Eu... estou com muita fome.

Mel: Então você é mendigo...

Melissa sussurrou para a mãe não ouvir e brigar com ela.

J: Não sou.

Mel: Cadê seus pais?

J: Eu não sei.

James olhou pra baixo por um instante.

J: Acho que estão mortos.

Melissa tomou um leve susto, chocada com a informação.

Mel: Mesmo? Deve ser horrível não ter pais. Aqui...

Melissa mexeu na mochila dela e tirou um pacote de biscoito que estava pela metade e entregou pra James.

James segurou o pacote e abriu de forma apressada, rasgando o pacote e deixando um monte cair no banco, ele enfiou dois na boca de uma vez e Melissa começou a rir do desespero dele por comida.

- Meu Deus! Há quanto tempo não come?

A mãe de Melissa questionou. O pai também olhou pelo retrovisor e ficou revoltado com a sujeira que James fez no carro.

- Esse moleque tá sujando meu carro??

- Ele está com fome, não está vendo?

- Que tal um pouco de modos?

- Não sabemos quem ele é e se sabe o que são modos ou educação.

James já estava colocando os biscoitos que caíram no banco na boca e estava ouvindo a conversa, mas a fome era tanta que ele não conseguiu se controlar.

Ao terminar de comer, ele limpou os farelos do banco e ainda comeu os farelos que limpou.

Mel: Eu aposto que ele ainda está com fome, mamãe.

- Ainda está com fome, rapaz?

A mãe de Melissa perguntou.

James limpou a boca e fez positivo com a cabeça.

- Nós iremos parar para comprar um lanche pra você. Gostaria disso?

J: Sim, senhora. Obrigado.

A mulher ficou um pouco espantada pela resposta educada de James e sorriu.

- Muito bem...

A mulher virou pra frente e olhou para o marido que estava de cara amarrada.

- Não vou fazer parada nenhuma! Temos horário e ele não é problema nosso. Só vamos entrega-lo a polícia e pronto.

Mel: Mas pai eu quero fazer xixi.

- E eu também.

O pai de Melissa respirou fundo.

- Okay! Mas só vamos parar quando achar um posto de gasolina, preciso abastecer.

A mãe de Melissa sorriu e acariciou o rosto do marido ranzinza.

Melissa voltou a olhar para James

Mel: Você sabe brincar de Babbaloo?

James fez negativo com a cabeça.

Mel: Sério? E de adoleta?

James fez negativo com a cabeça.

Mel: E de adivinhar? Aquele do “vejo com meus olhinhos...”.

James ficou em silêncio por alguns segundos e ele teve a sensação de já ter brincado disso antes, mas não lembra de todas as regras. E algo sobre essa frase o fez pensar no pai dele.

Mel: Esse é fácil... eu vou te ensinar, é assim...

...

- Senhorita Sara. Por favor, acorde. Sara? Vamos... Acorde. Deixe de preguiça. Dormiu o suficiente.

Sara estava tentando acordar, ela respirou fundo algumas vezes até conseguir abrir os olhos e ela ainda teve que piscar diversas vezes, tentando ficar acordada, mas acabou fechando os olhos de novo.

- Srta. Sara!

Sara sentiu a coberta sendo tirada de cima dela, ela estava ouvindo, só estava com muito sono ainda.

- Vamos. Ande.

Sara agora sentiu sua mão sendo puxada e em seguida ela foi colocada sentada na cama, o que a fez despertar um pouco mais, ela ficou com os olhos semiabertos olhando para baixo.

- Eu não consigo levantar você, precisa se esforçar.

Sara estava muito sonolenta, ela ergueu os braços no ar, pedindo um abraço, já que era de manhã e Juliana sempre a acorda com mais jeito, a abraça e faz carinho nela.

- O que é isso? Juliana te acostumou mal. Não é à toa que foi mandada embora. Eu avisei aquela tola...

A babá Matilde reclamou e puxou a mão de Sara a fazendo descer da cama. Sara abriu mais os olhos ao ficar de pé, mas nem conseguiu entender o que Matilde estava dizendo, ela foi puxada pela mão até o banheiro.

- Eu não tenho idade para isso, então vamos nos ajudar... Remova a camisola. Seu banho está pronto.

Sara resmungou um pouco.

- Anda, Sara.

Sara retirou a camisola e como não se mexeu, Matilde a puxou de novo até a banheira.

- Entre.

Sara subiu no degrau e entrou na banheira.

Sara: Está um pouco fria.

Matilde: Eu sei. Melhor você entrar para se acostumar logo, se sente.

Sara se sentou e ficou imóvel, porque Juliana quem dava banho nela.

Ma: Sua mãe já está vindo.

Minha mãe? Sara ficou confusa e agora parecia estar acordada pra valer. Pra que a mãe estaria vindo? Pra dar banho nela? Mas é coisa que só a Juliana faz. Isso é estranho para Sara.

Após aguardar mais de quinze minutos, a babá Matilde foi até a porta do banheiro para checar se a condessa já estava entrando, e como não estava ela ficou dentro do banheiro com Sara.

Sara: Está ficando mais fria.

Sara comentou, sentindo o clima gelado que fazia no quarto todo e ainda da água que de morna passou pra fria em tão pouco tempo.

Matilde: Ela disse que já estava vindo, não se preocupe.

Sara olhou pra água e depois em volta do banheiro.

Sara: Cadê os patinhos?

Ma: Sua mãe mandou retirar. Hora do banho é hora do banho. Você se distrai com os brinquedos.

Sara não respondeu porque adultos devem saber mais do que ela e se é uma ordem da mãe, ela sabe que não pode argumentar.

O tempo passou e nada da condessa aparecer, a água já estava mais do que fria, estava gelada.

Sara: Vai demorar muito? Babá, estou ficando com muito frio. Chama a mamãe.

Matilde checou a hora e olhou para a porta do quarto.

Ma: Não sei dizer ao certo, senhorita. Ela disse que já estava vindo naquela hora.

Sara suspirou e esperou, e esperou e esperou... ela olhou para a babá e já estava com os lábios roxos e a pele enrugada.

Sara: Eu não quero mais ficar no banho.

Sara tentou se levantar.

Ma: Você tem que esperar a sua mãe, ela quer te dar banho.

Sara: Tá muito frio...

Sara disse com os lábios tremendo, ela ficou de pé e abraçou os próprios braços. A babá olhou para ela e estava preocupada, porque ela já estava há muito tempo na água e a condessa ainda disse, mais cedo, que ela não colocasse água quente de novo, pois banhos quentes, exigiriam mais esforço de Matilde.

Ma: Espera, eu vou até o corredor. Não saia.

Sara tentou concordar com a cabeça, mas estava só tremendo.

A babá saiu do quarto e já ia descer as escadas, mas a condessa estava subindo por ela.

Ma: Condessa.

CM: O que é, Matilde?

Ma: É que a menina está esperando há uma hora.

CM: Esperando o quê?

Ma: O banho... A senhora pediu que preparasse.

CM: Ah...

A condessa terminou de subir as escadas e não parecia incomodada por ter deixado Sara esperando.

CM: Eu estava tomando café da manhã.

Ma: Imaginei que tinha se esquecido.

CM: Eu não esqueci. Eu estava com fome.

A condessa respondeu sem nenhum remorso, ela começou a caminhar pelo corredor e a babá a seguiu, achando que ela iria para o quarto de Sara agora, mas a condessa passou direto dele.

Ma: Senhora condessa...

CM: O que é, Matilde?

Ma: A menina.

CM: Eu tenho umas coisas para fazer.

Ma: É que ela está lá há mais de uma hora, senhora.

CM: E?

A condessa voltou a caminha pelo corredor.

Ma: Perdão, condessa, mas ela não está acostumada com água tão fria e está muito frio hoje.

A condessa parou de caminhar e respirou fundo, demonstrando impaciência.

CM: Ela pode esperar.

A condessa tentou caminhar de novo.

Ma: Ela pode ficar doente, ela está tremendo...

A condessa suspirou e se virou para olhar Matilde.

CM: Eu sou a mãe dela, certo?

Ma: Sim, senhora.

CM: Sei o que é melhor pra ela e eu tenho que cuidar dessa casa, que é enorme e tem muitos incompetentes por aqui.

Ma: Sim, senhora.

CM: Então, se eu disse que ela pode esperar, ela pode esperar.

Matilde apenas fez positivo com a cabeça.

CM: Eu voltarei para cuidar do banho, e enquanto isso, ela fica na banheira. Você entende?

Ma: Sim, senhora...

A condessa seguiu o caminho dela pelo corredor e Matilde voltou para o quarto, em seguida para o banheiro. Sara ainda estava de pé e se tremendo.

Ma: Ela está vindo, você tem que esperar.

Sara fungou o nariz.

Sara: Frio...

Ma: Eu sei.

Sara: Posso ficar fora da água?

Ma: Não pode não.

Sara suspirou.

Sara: Cadê a Juliana? Chama ela pra mim?

Ma: Juliana não está mais aqui.

Sara: Onde ela foi?

Ma: Para a casa dela.

Sara estava confusa, porque Juliana estava lá todos os dias, exceto domingos, e ela ainda não sabe que Juliana não vai mais voltar.

Mais meia hora de espera e Sara já estava espirrando e tossindo sem parar, ela olhou para a babá que não voltou a olhar pra Sara, nem mesmo quando ela começou a chorar, pedindo pra sair da água. Ela se sentia mal por Sara, mas manter a obediência aos patrões é mais importante, então ela apenas ignorou Sara.

- O que está havendo aqui?

A babá Matilde já estava quase pegando no sono, mas despertou ao ouvir a voz da mãe da condessa.

Sara: Vovó Whitney...

Sara choramingou e espirrou logo em seguida.

W: O que a menina está fazendo nessa água? Ela está roxa!

Whitney olhou indignada para a babá e entrou no banheiro, ela encostou a mão na água e estava congelante até mesmo para ela.

W: Mas essa água está um gelo!

A Sra. Whitney olhou ultrajada para Matilde.

Ma: A mãe dela pediu que não esquentasse a água.

W: O que? Pra que?

Ma: Ela disse para esperar que ela viria dar banho.

W: Por quanto tempo essa menina está na água?

Ma: Desde antes do café da manhã.

W: Por Deus! Me passe uma toalha! Imediatamente! Anda!

A Sra. Whitney olhou para Sara e segurou a mão dela.

W: Vamos, vamos tirar você daí.

Sara mal conseguia se mexer de tanto frio, Sra. Whitney era tão idosa quanto a Matilde, foi necessário a força das duas para conseguir tirar Sara da banheira.

W: Enrole ela na toalha.

Matilde colocou a toalha nas costas de Sara e a Sra. Whitney secou Sara o máximo possível.

W: E esse cabelo molhado desse jeito. Olha pra ela... Se o conde ver isso...

A Sra. Whitney suspirou e enrolou Sara em outra toalha e depois em mais outra.

W: Venha.

Sra. Whitney conduziu Sara de volta para o quarto.

CM: Mamãe? O que está fazendo aqui?

A condessa perguntou ao entrar no quarto e ver um movimento grande no banheiro.

W: O que estou fazendo aqui? Você deixou essa criança na água gelada por quase duas horas, Mary!

CM: Eu estava vindo agora dar o banho, você não precisava se incomodar.

W: Eu vim saber da demora da menina se apresentar para as aulas, chego aqui e a encontro nesse estado.

CM: É só um banho!

Sra. Whitney lançou um olhar reprovador para a filha.

W: Se o conde chega em casa e...

CM: Ai, mas o Conde não está aqui, está? E ela está bem. Não foi nada demais.

W: É bom que não seja nada demais, ela poderia ter entrado em choque... ela vai voltar imediatamente para a cama. E você vai solicitar alguma coisa forte e quente para essa criança comer.

CM: O café da manhã dela foi enviado para o quarto. Não a estou matando de fome. O que acha que sou?

W: Aquele mingau de cedo? Deve estar mais do que frio agora.

CM: E daí?

W: Mary. Use sua cabeça. Ela tem que ser bem cuidada.

A condessa revirou os olhos.

CM: Eu não pedi por ela. Vocês me forçaram a ficar com ela.

Sara: Mamãe...

Sara chamou com a voz fraca e voltou a tossir.

Sara: Mamãe.

CM: O que??

Sara só resmungou, ela sempre ouve palavras de rejeição da Condessa, mas ela é a figura materna que Sara tem, além de Juliana, então ela tem esse apego pelo tempo de convivência e agora ela está resfriada, sem entender o que está acontecendo com o corpo dela, ela quer proteção e alguém para dizer que ela vai ficar bem.

W: Cadê a roupa dela, Matilde? Por que não está aqui já?

Ma: Vou providenciar.

CM: Eu pego!

A condessa revirou os olhos, ao notar que Matilde é muito lenta nos movimentos, mas ela sempre soube que Matilde não tem condições de cuidar de Sara devido a idade avançada.

W: Pegue algo que esquente. Essa garota está gripada e é sua culpa. Eu espero que ela não tenha febre.

CM: Ai, mamãe... você é tão dramática.

A condessa reclamou, enquanto pegava uma roupa no closet para Sara, ela retornou e ela mesma vestiu a roupa em Sara.

Sara: Mamãe.

CM: Por que está repetindo mamãe, mamãe, mamãe? Fala logo o que você quer.

Sara apenas tossiu e ergueu os braços, pedindo colo para a condessa.

CM: Você tá de brincadeira?

W: Sara, vamos para a cama. Você precisa se deitar para melhorar.

Sra. Whitney conduziu Sara até a cama e a ajudou a subir na cama.

Sara não estava interessada na avó, ou na outra babá, ela quer a mãe dela ou Juliana.

Sara: Mamãe?

Sara chamou, já voltando a chorar.

Sara: Fica comigo.

CM: Por Deus!

W: Sua mãe vai providenciar uma refeição pra você. Bem quentinha.

Sra. Whitney cobriu Sara, que continuou olhando para a condessa, a espera de alguma simpatia pelo que ela está sentindo, mas tudo que a condessa fez, foi se retirar do quarto para providenciar a tal refeição.

W: Pare de chorar. Lágrimas não te ajudam em nada. Ela é uma pessoa difícil, não é culpa sua.

Sara: Eu quero meu pai.

Sara tossiu de novo.

W: Ele não está em casa e você sabe disso.

Sara: Liga pra ele, vovó Whitney.

W: Não é prudente. Você precisa ficar melhor. Fecha os olhos e descanse mais um pouco.

Sara: Não quero dormir...

Sara reclamou, enquanto fungava o nariz e coçava o olho.

W: Você precisa descansar. Você ficará na cama até eu ter certeza que está bem. Ainda está sentindo frio?

Sara fez positivo com a cabeça.

W: Só posso cobrir a mais os seus pés, não é bom tanta variação de temperatura... agora seja uma boa menina e durma, você não quer deixar sua mãe chateada.

Sara apenas ficou quieta.

A Sra. Whitney se dirigiu para a porta do quarto, mas parou e olhou para Matilde.

W: Se ela dormir, deixe ela dormir até a hora que quiser. Não precisamos de uma criança com febre, já perdemos a babá, não terá quem cuide bem dela nessa casa e o conde não pode ter preocupação agora.

Ma: Sim, senhora.

...

Mack: Apenas respire fundo e ligue.

Mack repetia pela segunda vez para Bobbi, que só olhava para o celular.

Mack: Okay, eu ligo então.

B: Não. É a minha missão!

Bobbi discou para o celular de Hill.

H: Vocês estão com ele?

Bobbi nem precisou dizer alô, Hill já questionou assim que atendeu a ligação.

B: Quase.

Bobbi ouviu Hill respirar fundo pelo telefone e a demora dela em responder, fez Bobbi imaginar o quão irritada com isso ela está.

B: Nós o vimos e vimos a garota, ela atirou uma faca em Mack e fugiu em seguida, sumiu num piscar de olhos. Depois fomos atrás de James e quando o vimos ele já estava na estrada.

H: Na estrada? Ele atravessou a cerca, por acaso?

B: S-sim. Ele pulou a cerca.

H: Aquela cerca é muito alta, ele teria se quebrado todo na queda.

B: Ele não se machucou, ainda conseguiu correr para a estrada. Ficamos impressionados também.

H: E por que não estão com ele???

B: Um carro com civis quase o atropelou.

Bobbi ouviu o som de uma pancada, ela deduziu que Hill deve ter socado a parede ou a mesa em sinal de frustração.

H: Eles pararam para oferecer ajuda?

B: Sim. Não tinha como a gente intervir.

H: Eram mesmo civis? Vocês checaram?

B: Sim, já checamos a placa do carro. Identificamos o motorista como John Smith, executivo, casado com Lena Smith.

Hill ficou em silêncio novamente.

B: Mas acreditamos que eles vão leva-lo a polícia ou ao conselho tutelar mais próximo.

H: Isso não pode acontecer!

Bobbi franziu a testa de leve, confusa.

B: Mas Hill, se ele for, conseguimos capturar ele, ele entrará no sistema.

H: Se eu quisesse ele no sistema, eu não precisaria infiltrar vocês nessa missão.

B: Mas ele tem registro, ficará mais fácil se identificarem ele, poderemos intervir e...

H: Ele tem dois registros, Bobbi. Um de nascimento e um de...

Hill se calou, ela não pode dar essas informações para Bobbi e nem para ninguém, ainda mais por telefone, mas ela estava angustiada por ter perdido James de vista e mais nervosa agora com a possibilidade de ele ser entregue para a polícia, porque a polícia também responde a OMS. Assim como os hospitais.

B: De morte?

Hill ficou em silêncio.

B: É confidencial... eu entendo.

H: Vocês se deram o trabalho de rastrear o carro que levou James?

B: Sim, estamos nos movendo para um local com mais cobertura e iremos persegui-los assim que possível.

H: Bobbi, não podemos deixar testemunhas.

B: Eles têm uma filha de 8 anos.

H: Não estou falando de assassinato, estou falando de agir sem ser percebida.

B: James está ciente de que está sendo perseguido, ele parecia com medo da gente.

H: O que torna tudo mais difícil. Precisarei enviar diferentes agentes para abordar ele agora. Bobbi, apenas me envie as coordenadas dele assim que possível, eu já estarei enviando uma outra equipe para a região aonde estão.

B: Certo.

Hill encerrou a chamada e respirou fundo.

Alex: Vou chamar Skye agora mesmo.

A secretária pessoal de Hill, Alex, estava na sala, ouvindo a conversa.

H: Envie a Simmons com ela. Ela tem cara de professora do jardim de infância, talvez ele se sinta mais confortável com ela.

Alex: Sim, senhora.

H: Não teve um movimento ainda da OMS sobre o ocorrido... Isso é estranho.

Alex olhou para Maria Hill.

A: Talvez eles não estivessem no comando daquele orfanato, como presumimos.

H: Eu não estou errada quanto a isso. Tenho certeza que é a OMS. E eles devem estar executando a varredura deles agora. Eu só não tenho certeza o que eles farão quando não acharem ele. O melhor para James é que ele fuja e fique fora do radar.

Hill estava falando num tom mais baixo, ela olhou para Alex e franziu a testa.

H: Você ainda está aqui, Alex?

A: Ah... E-eu achei que estava falando comigo...

Hill continuou a encarando de forma séria e Alex apenas saiu da sala e fechou a porta.

...

Steve e Natasha ouviram batidas na porta do quarto.

C: Ei, posso entrar?

S: Sim, Barton.

C: Estão vestidos? Eu não preciso ver isso.

Barney: Eu preciso.

Clint olhou para o irmão.

Barney: O que? Eu tenho curiosidade sobre os dois, por sinal.

Clint olhou de forma estranha para o irmão.

S: Estamos vestidos.

Clint abriu a porta e olhou para Steve e depois para Natasha.

Clint sorriu ao ver Natasha.

C: Ótimo, você está acordada.

N: Ainda respirando.

C: Vai continuar desse jeito no que depender de mim.

Clint se aproximou da cama e beijou a testa de Natasha.

N: Eu odeio quando faz isso.

C: O que? Beijar você?

N: Na minha testa, fica parecendo que é meu pai ou coisa parecida.

Clint riu.

C: A intenção é essa.

Natasha fez uma expressão de nojo.

N: Barton, não... eu já fui pra cama com você, isso é nojento.

C: Ué... Mas somos amigos agora.

Clint olhou para Steve.

C: Apenas amigos.

N: Sim, mas é estranho do mesmo jeito. Eu vejo você mais como irmão.

C: Ah incesto com pai é nojento, mas com irmão...

N: Meu Deus, Barton, os dois são nojentos...

Natasha fez negativo com a cabeça.

N: Por que estou discutindo isso? Não faz nenhum sentido.

Barney: Só viemos chamar vocês para comer.

N: Já temos comida?

Barney: E vinho!

Barney ergueu um garrafão de 10 litros de vinho, sorrindo.

Barney: Talvez eu seja um padre quando me aposentar.

C: Nós vamos comer na sala, mas se quiser, mudamos pra cá...

N: Não, tudo bem. Eu já estou aqui há muito tempo. Preciso fazer meu sangue circular.

S: Tem certeza, Nat?

N: Sim, tenho. Só me ajude a levantar.

Steve se levantou e ajudou Natasha a se levantar com a ajuda de Barton.

Barney: Beleza, assim podemos assistir ao jogo todos juntos.

N: Jogo? Como?  Casa de padre não tem TV.

Barney: Verdade, por isso roubei a do vizinho daqui do lado.

C: Barney, pelo amor de Deus. Você vai acabar nos entregando.

B: Ah não se preocupe.

Barney foi para a sala.

Clint olhou para Natasha que estava caminhando com dificuldade para a porta do quarto.

C: Como está se sentindo?

N: Melhor do que antes. Amanhã eu serei outra pessoa.

Todos foram para a sala, e enquanto comiam, assistiam ao jogo na TV.

N: Precisamos de um plano. Não podemos ficar aqui por mais de uma noite.

S: Se a abordagem tivesse sido pacífica, talvez o padre nos ajudaria a ficar aqui escondidos.

C: Sinto muito, pessoal.

N: Uma igreja não funciona sozinha.

C: Não, já já alguma freira aparece.

S: E fiéis.

C: Fiéis não, a igreja está fechada para o público por conta de reformas, lembra?

S: Verdade, não lembrava.

B: É só abater quem aparecer.

Steve, Natasha e Clint olharam para Barney, completamente sérios.

B: Não? Não seria legal derrubar as freirinhas de uma em uma? Como um boliche

Barney riu de si mesmo.

B: Foi uma piada, galera.

Clint só riu depois que Barney afirmou ser piada.

B: Não precisam morrer, vamos apenas amarrá-las e sedá-las pelo tempo que precisarmos ficar aqui.

C: Barney, fica quieto pelo amor de Deus, presta atenção aí no seu jogo.

...

- Só o tempo de abastecer, heim.

- E de comer!

A mulher do pai de Melissa corrigiu ele. Todos desembarcaram do carro.

- Querido, você sabe ir ao banheiro sozinho?

A mãe de Melissa perguntou para James.

J: Sim.

- Ótimo. Então Melissa e eu iremos ao banheiro das meninas e você vai no dos meninos e nos encontramos ali dentro da lanchonete para comer.

A mãe de Melissa apontou para a lanchonete e James fez positivo com a cabeça.

James começou a caminhar para o banheiro.

- Ei!

James parou e olhou para a mãe de Melissa.

- Não fale com estranhos. Eu sei que sou uma, mas... tome cuidado aí no banheiro, não deixe ninguém se aproximar demais, tá legal?

James deu um pequeno sorriso e fez positivo com a cabeça.

James foi ao banheiro e ele nem estava com tanta vontade assim de ir, mas aproveitou para fazer xixi, ele lavou as mãos e saiu do banheiro, ele viu alguns brinquedos num parquinho ao lado da lanchonete e estavam em tão bom estado, que ele sentiu muita vontade de brincar neles.

Enquanto James caminhava para o parquinho, ele observou a lanchonete que tinha grandes janelões de vidro, permitindo ver quem estava dentro e ele não viu Melissa e nem a mãe dela, então deduziu que elas estavam ainda no banheiro.

James deu mais um passo para ir ao parquinho, mas novamente a atenção dele foi atraída para dentro da lanchonete, mais especificamente para a televisão.

...

C: Me passa um pouco desse vinho, Barney.

B: Aqui, irmão.

Steve e Natasha estavam conversando entre si, enquanto Barney e Clint estavam falando sobre o jogo, só de vez em quando que Natasha e Steve entravam na conversa de Barney e Clint, mas logo voltavam ao mundo particular deles.

B: EPA! É AGORA. VAI! VAI!

Barney se levantou, empolgado com o time prestes a marcar ponto. Clint se levantou também e botou o braço em volta da nuca do irmão para torcer junto.

C: VAI! VAI!

Natasha e Steve foram interrompidos pela empolgação dos irmãos Barton, eles sorriram, observando os dois.

B: É AGORA!

C: VAI!!!

No momento que o jogador estava prestes a marcar ponto, a transmissão foi cortada, entrou uma vinheta que eles estão acostumados a ouvir, porque é uma vinheta que toca quando a OMS costuma anunciar a lista do programa SIAM e é transmitido ao vivo para o mundo todo, todas as TVs e rádios exibiam os anúncios da OMS.

...

- O que está fazendo parado aí?

James olhou para o pai de Melissa, que terminou de abastecer e se aproximou para entrar na lanchonete.

- O que vai comer? Já escolheu?

Ele perguntou, enquanto abria a porta da lanchonete.

- Você só fala com meninas?

O homem sorriu e entrou na lanchonete, ele deixou a porta aberta, o que permitiu a James, ouvir sobre o anúncio que estava sendo dado nesse momento na TV.

...

Alex: Senhora!

Alex abriu a porta da sala de Hill de forma abrupta, ela estava esbaforida.

H: Alex!

Hill franziu a testa, reprovando toda essa entrada dramática de Alex.

Alex não disse nada, apenas pegou o controle e ligou a TV.

Hill olhou para a TV e viu a pessoa que ela menos gosta no mundo no momento: Amanda Cartier.

- Boa tarde senhoras e senhores de todo o mundo. Como vocês bem sabem, a OMS, foi criada com o objetivo de garantir que a paz e a ordem nunca mais fossem ameaçadas. Já temos cinco anos sem nenhum tipo de desastre ou ataque de qualquer espécie de escala mundial. O mundo está seguro. Graças ao programa de Sistema Identificador de Ameaças Mundiais, o SIAM, é claro.

Amanda pausou por um momento e prosseguiu.

AC: Senhoras e senhores, hoje eu venho aqui, em nome da OMS, para dizer cometemos um erro.

...

Barney: Você é um erro, sua cadela!

Barney xingou, ao observar o anúncio na TV.

N: Shhh!

C: Shhh!

S: Vamos ouvir!

AC: Nosso erro foi tentar aprender mais com as ameaças para prevenir futuros desastres de forma mais efetiva.

...

H: Eu não acredito nisso, essa filha de uma puta!!

Hill bateu a mão na mesa.

AC: Para que vocês possam entender melhor o que fizemos de errado, vou dar um exemplo de como a OMS agiu pensando no melhor para a população mundial... quando nós temos uma epidemia de qualquer tipo de doença, nós isolamos o vírus e fazemos estudos nele para encontrar possíveis curas e formas de prevenção. É uma prática feita há anos e todos sabem que é um método muito eficiente.

H: Vaca! Maldita! A hora que eu botar as mãos em você...

Hill estava respirando de forma ofegante, ela estava sentindo tanta raiva e tanta preocupação ao mesmo tempo, que mal conseguia deixar o som da TV sair, ela só esbravejava.

...

AC: Foi o que a OMS fez com o SIAM. Sei que estão confusos, pensando como. Vou esclarecer agora... para melhorar o sistema do SIAM, algumas das ameaças tiveram suas vidas preservadas, porém estavam sendo mantidas em local perfeitamente seguro e isolado. Apenas para efeito de pesquisa. E, não mantivemos ameaças adultas, por ser arriscado demais, crianças são mais fáceis de manter sob controle e todas as que serviram para pesquisa, foram eliminadas assim que terminaram de servir para esse propósito.

Amanda pausou novamente antes de prosseguir.

AC: O programa de pesquisa e estudo do SIAM sempre foi seguro e está desde o início do programa sem nenhum incidente, mas como eu disse antes, cometemos um erro. Há alguns dias, um incêndio criminal destruiu nosso centro de pesquisa e estudo SIAM. A maioria das ameaças faleceram durante o incêndio, assim como muitos bravos agentes que atuavam nesse centro.

Natasha parou de respirar ao ouvir sobre o incêndio. Steve ficou completamente gelado.

Barney e Clint estavam horrorizados com a notícia da morte de tantas crianças, de uma forma tão horrível. Se ele sente dor até com espirro de fritura que cai sem querer no braço, imagina sentir o corpo todo em chamas.

AC: Nem todos morreram no incêndio, nós fizemos uma varredura e reconhecimento de corpos através de DNA e constatamos que há três fugitivos. Os nomes deles são: Rosemary Montgomery, Margaret Lacey e...

Por favor, diz o nome dele. Diz o nome dele. Natasha estava sem ar, prestando atenção na lista.

AC: James Grant Rogers.

N: Bozhe moy, syn moy... (Meu Deus, meu filho)

Natasha soltou todo o ar que esteve prendendo e automaticamente começou a chorar.

AC: Não há motivo para pânico, mas eu devo lembra-los que eles são ameaças, apesar de crianças. As ameaças devem ser entregues para a OMS, e você pode fazer isso, os entregando para qualquer policial ou conselho tutelar e em último caso, se vocês se sentirem ameaçados, elimine a ameaça. Não hesite! Essas são imagens de como eles estão agora...

Foi exibido na tela as imagens de Rose, Margaret e James.

S: James...

Steve agora foi quem se emocionou, era o filho dele, está crescido, mas não mudou tanto. Com toda certeza era o James deles, vê-lo assim, aumentou a saudade que ele estava sentindo.

Natasha se levantou mesmo com dor e tocou a tela da TV, como se pudesse tocar James.

N: James...

Natasha sussurrou.

AC: Esse é o vídeo que mostra o momento da fuga de Rose e James. Eles são os mais perigosos.

Foi exibido um vídeo de James correndo antes da explosão, junto com Rose.

N: Meu filho... você está vivo! Eu sabia! Eu vou te encontrar.

Natasha desmaiou de dor e emoção, logo em seguida. O que fez Clint a amparar, com a ajuda de Steve, mas Steve estava ainda prestando atenção nas imagens de James na TV.

...

James ouviu toda a notícia sobre ele, ele tomou um susto quando alguém encostou a mão no ombro dele, ele achou que era alguém pronto para denunciar ele e entrega-lo a OMS, mas ele ficou aliviado de ver que era a Melissa e a mãe, que tinham finalmente saído do banheiro e estavam entrando na lanchonete agora.

- Ora, não fique parado aí, vamos entrar.

A mãe de Melissa disse, sorrindo para James.

Melissa estava com a bicicleta dela, ela deixou a bicicleta na frente de James.

Mel: Pode segurar minha bike um instante?

- Nós vamos comer.

Mel: Sim, mamãe. Entra e pede ao papai para encher o pneu pra mim.

- Ele já não encheu ontem?

Mel: Não, ele esqueceu.

- Não demore.

A mãe de Melissa entrou na lanchonete e James estava nervoso e ansioso, o pai de Melissa estava na lanchonete, então estava prestando atenção na notícia, fora que ele já tinha dito que entregaria ele pra polícia e agora James sabe que não pode pedir ajuda pra polícia.

O pai de Melissa olhou para a esposa que abraçou a cintura dele, mas ele estava sério, ele olhou para a esposa e depois olhou diretamente para James e enquanto olhava pra ele, ele estava contando alguma coisa para a esposa e James estava certo de que era sobre o que acabou de passar no informativo da TV.

Mel: Vai por ali, James.

James olhou para Melissa.

Mel: Você sabe pedalar?

J: Eu acho que sim.

Mel: Vai! Você não tem muito tempo. Eu vi você. Eu estava assistindo no meu tablet, a minha mãe não viu. Se você ficar, o papai vai entregar você. Você precisa ir...

James fez positivo com a cabeça e subiu na bicicleta de Melissa, em seguida para o pai dela na lanchonete que franziu a testa ao ver ele montando na bicicleta e tratou logo de vir na direção de James.

Mel: Vai!!!

- Ei! Você! Não saia daí!

O pai de Melissa chegou a correr para a entrada da lanchonete, James estava tão tomado pelo medo que não conseguiu pedalar.

Mel: O que está fazendo?

O pai de Melissa alcançou a porta da lanchonete.

Mel: Vai, James. Vai!


Notas Finais


Vai, James, vai.
Condessa do capeta


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...