História Unfair - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Exibições 42
Palavras 1.993
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi oi <3
A capa foi feita pela maravilhosa ~GabiBCS1D e o capítulo de hoje é dedicado à ela, essa maravilhosa revisou o capítulo e falou que eu tinha que expôr isso para vocês e bem, aqui estou eu.
Não tenho muito o que dizer, apenas que eu tive a ideia de escrever essa fanfic quando tava lavando a louça e tentando performar uma música qualquer.
Espero que gostem, hihihi!
Boa leitura

Capítulo 1 - 1


Eu estava deitado, minha cabeça explodia de dor, eu sentia o cheiro de sangue fresco e ouvia o barulho das ambulâncias. Sentei-me lentamente e massageei o local dolorido, sentindo minha mão úmida, levando a mesma ao meu campo de visão e vendo que ela se encontrava suja com o líquido de cor vermelho escuro característico e de cheiro que me fazia embrulhar o estômago.

Coloquei-me de pé e fui, com dificuldade, ao local em que vários paramédicos estavam e pude ver um corpo ensanguentado e ao longe, mais alguns paramédicos colocando um corpo aparentemente sem vida em um saco para cadáveres. O corpo à minha frente era o de minha mãe e o cadáver que era levado no saco pelos paramédicos era o de meu pai. Minhas pernas falharam e caí no chão, chorando freneticamente e juntando meus joelhos à minha cabeça.

-Baek? Baek, querido, acorde – disse alguém me sacudindo levemente e, ao abrir meus olhos, vi se tratar de meu pai, Junmyeon – Está tudo bem? Vim acordar você e os meninos para a aula e você parecia estar sonhando com algo perturbador, o que era?

Suspirei, abracei-o com força segurando o choro e me afastei em seguida, passando as mãos pelo meu cabelo e vendo meu pai tentando me decifrar com seu olhar astuto.

-O mesmo sonho... O mesmo sonho de sempre, pai... – falei com pesar e vi uma expressão de compreensão tomar sua face - Pai?

-Sim, querido? – ele perguntou enquanto acariciava minha mão direita.

-Quando isso vai parar? Digo, quando esses sonhos vão parar? – perguntei, suplicante, afinal, já faziam 7 anos que eu havia perdido meus pais biológicos em um acidente grave de carro, onde, por algum motivo, eu havia sido o único sobrevivente e, alguns meses depois, eu fui adotado por meus atuais pais.

Meu pai suspirou e soltou minha mão, trazendo sua mão para junto de meu rosto, acariciando minha bochecha e dando um sorriso triste.

-Isso só o tempo poderá nos dizer Baek... Eu e seu pai já pensamos em colocá-lo na terapia, mas você não quis, então respeitamos sua decisão, mas se quiser ter as sessões, podemos falar com um bom profissional para lhe atender e para desvendar o que se passa nessa sua cabecinha, é você quem sabe – disse e tocou lentamente minha testa, levantando-se em seguida e pegando minha cabeça com as duas mãos enquanto beijava minha testa e se afastava – Depois conversamos sobre isso, certo? Agora acorde seus amigos se não quiserem chegar atrasados para o primeiro dia de aula. Vou indo fazer o café da manhã e acordar seu pai.

Assenti enquanto meu pai saía do meu quarto e fechava a porta para que pudéssemos nos arrumar para ir pra escola. Pus-me de pé e me espreguicei, indo em direção aos 3 colchões que estavam espalhados pelo chão de meu quarto. Chamei Luhan, Tao e Kyungsoo por seus nomes mas eles nem moveram, dei de ombros e fui até a cozinha pegar algo para comer, encontrando meu pai arrumando o café da manhã.

-Bom dia filho – disse meu pai, Yixing, todo sorridente, enquanto vinha me abraçar e acariciar meus cabelos.

-Bom dia pai – falei, retribuindo o abraço e me afastando – Poderia fazer um pequeno favor para mim?

-Que tipo de favor? – disse com o olhar estreito.

-Do tipo bem pequenininho assim – mostrei, quase encostando meu dedo indicador ao meu polegar – Tenho certeza de que irá gostar do que é – ele fez sinal para que prosseguisse – Acorde os garotos, por favor? Pode ser daquele jeito que você acordou o pai Jun na semana passada.

Ele abriu um sorriso de orelha a orelha, quase me assustei, foi até a sala e pediu-me ajuda para levar a caixa de som e sua guitarra para o meu quarto, prontamente ajudei-o e desci de fininho para a cozinha para comer alguma coisa. Olhei desinteressado para o café que estava quase por ficar pronto enquanto comia algumas uvas  e fiquei esperando o tão esperado berro de cada um de meus amigos.

Dito e feito, ouvi o som alto da guitarra e os gritos agudos de Tao e Luhan, enquanto Kyungsoo ameaçava vender a alma do meu pai para Satã se ele continuasse com aquele barulho infernal. Meu pai parou ao ouvir o argumento de Kyungsoo e desceu com os equipamentos, guardando-os novamente enquanto meus amigos desciam as escadas, sonolentos e quase derrubando um ao outro. O primeiro a se manifestar foi Tao.

-MAS QUE PORRA TÁ ACONTECENDO? NÃO SE PODE NEM MAIS DORMIR MAIS NESSA CASA? – disse, com uma feição de indignação e com a mão apoiada em sua cintura enquanto a outra gesticulava furiosamente.

Não consegui responder pela minha crise histérica de risos, então deixei que meu pai Jun respondesse.

-Não se pode dormir quando se é o primeiro dia de aula do tão complicado 3º ano do ensino médio, vocês tem que ser responsáveis a essa altura, não acham? – comentou, enquanto descia as escadas e passava a mão pelos fios molhados, pois havia acabado de sair do banho.

-Concordo com o senhor, senhor Junmyeon, mas não aprovei o jeito que seu marido nos acordou – disse Kyungsoo, enquanto Luhan dormia abraçado às suas costas.

-Também não concordei com esse método inovador do senhor Yixing. Meu namorado, Yifan, vai processá-lo se isso ocorrer novamente – disse Tao, de modo ameaçador que não convencia ninguém.

Todos nós caímos na gargalhada, acordando o pobre Luhan, que soltou Kyungsoo e veio me abraçar e quase dormiu apoiado em mim, enquanto eu afagava seu cabelo e acariciava suas costas. Meu pai Jun se aproximou de nós e abraçou seu marido por trás, beijando sua nuca enquanto o pai Xing se empinava todo sorridente para ele, isso mesmo, na nossa frente. Eu, Luhan, Tao e Kyungsoo encaramos a cena, boquiabertos.

-Que pouca vergonha é essa, senhores Junmyeon e Yixing? Temos crianças na cozinha – Tao disse e gesticulou para Kyungsoo por causa de sua altura, esse por sua vez, deu um tapa nas costas de Tao e foi para meu quarto, dizendo ir se arrumar.

-Pais, vamos nos arrumar e daqui a pouco descemos para comermos, certo? – perguntei e soou mais como uma afirmação.

Eles assentiram e, antes de entrar em meu quarto com meus amigos, juro que vi meu pai Junmyeon colocando meu pai Yixing na bancada e os dois quase se engolindo. Fiquei horrorizado e fechei a porta do meu quarto rapidamente e voltei minha atenção para os que estavam presentes no meu quarto.

-Bem, hora de se arrumar – falei, batendo palmas, ansioso por ser o primeiro dia de aula.

Kyungsoo e Luhan foram banhar primeiro, o último citado ainda estava meio que dormindo em pé ou algo do tipo, enquanto separávamos nossas roupas e agradeci mentalmente por nossa escola não nos obrigar a usar uniformes. Separei uma camisa branca mais folgada, minha calça jeans preta justa favorita e meus coturnos pretos. Ao saírem do banho, eu e Tao fomos juntos, pois estávamos atrasados e tínhamos que poupar tempo se quiséssemos chegar a tempo. Fomos rápidos e quando terminei de me arrumar, Tao deu um tapinha em minha bunda e mordeu os lábios com uma expressão maliciosa, que mais parecia a expressão de um assassino, e eu fiquei boquiaberto.

-O que o Yifan pensaria de você se te visse assim? Meu Deus Huang Zitao, você é muito tarado – falei.

-Meu querido Yifan sabe que você é passivo e eu também sou, então ele não se preocupa com isso  - ele falou desinteressado.

-Como vocês tem tanta certeza de que sou passivo? – perguntei indignado, com a mão na cintura.

-Quer os fatos que comprovam isso em ordem alfabética ou cronológica? – falou com deboche.

-De qualquer forma – comecei, tentando desconversar e virei-me para todos os outros 2 presentes – Quais são os alvos de vocês nesse ano?

-N-não tenho alvo nenhum  – disse Kyungsoo, todo corado – P-prefiro focar nos estudos.

-MENTIRA! – berrou Tao – Eu vi você todo sorridente olhando para a tela do seu celular ontem à noite enquanto conversava com alguém. Abre o jogo Kyunggie, somos seus amigos – Tao disse com uma expressão maléfica.

-C-certo, eu falo – disse Kyungsoo, enquanto olhava para seus pés e chutava o ar – Sabem o JongIn? Aquele que agora é do 2º ano, sabem? É ele mesmo.

-O moreno sedução? – perguntou Luhan e Kyungsoo o fuzilou com o olhar – Não está mais aqui quem disse isso – falou erguendo as mãos em sinal de rendição – Mas, respondendo a sua pergunta Baekhyun, vou ver se tento algo com o auxiliar da biblioteca sabe? O Sehun...

-O cara de paisagem? – Tao perguntou com cara de nojo e Luhan assentiu – Prefiro meu FanFan – falou, todo meloso – Mas e você Baekkie? Tem planos futuros com alguém?

Arregalei meus olhos e neguei freneticamente, fazendo os 3 rirem e eu ficar emburrado e com um biquinho.

-Tão fofinho – Luhan falou enquanto apertava minhas bochechas – Mas pode ir falando, mocinho, porque até o Kyunggie falou.

Suspirei derrotado e olhei para Tao.

-Sabe o melhor amigo do seu namorado? Ele mesmo.

-Park Chanyeol? O das orelhonas? – perguntou gesticulando e eu assenti –Ainda é ele? Nada mal... Mas acho que você devia começar a demonstrar que quer que ele te pegue de jeito sabe? Você gosta dele desde o ano passado e só falam “Oi” um para o outro e só de vez em quando; vocês tem que se conhecer melhor... – falou e levou sua mão ao queixo, pensando em algo – JÁ SEI! Vou pedir para o FanFan apresentar vocês dois um ao outro.

-Vai dar merda – Kyungsoo sussurrou e Luhan concordou com ele.

-Desde quando alguém duvida das habilidades de Huang Zitao? Eu hein, seus desaforados. Vou falar com meu macho hoje depois da aula e amanhã, seus problemas serão resolvidos – falou, apontando para mim.

-MENINOS! DESÇAM PARA EU LEVÁ-LOS PARA A ESCOLA! – meu pai Junmyeon gritou lá de baixo.

-JÁ VAMOS – gritei em resposta e depois olhei para eles – Estão prontos? Depois terminamos o assunto.

Eles assentiram, pegaram suas mochilas e descemos para irmos para a escola.

-Tchau tio Yixing – falaram os três e se reverenciaram antes de saírem apressados, pois meu pai vinha da cozinha com uma faca em mãos.

-Tchau, queridos. Queridos? – disse ele confuso ao ver que só eu estava na sala – Cadê eles? Nem me despedi... – disse fazendo  biquinho e eu ri.

-Já foram porque eles tinham que guardar o que haviam trazido no carro – ele assentiu sem entender muita coisa e eu sorri – Tchau pai, até mais tarde – falei, abraçando-o e ele retribuiu.

Já ia passando pela porta de casa quando ouvi meu nome ser chamado por alguém meio distante, era Chanyeol, na porta de sua casa, ele também estava indo para a escola e éramos vizinhos. Acenei em resposta e vi que meu pai Yixing observava tudo da porta, com um olhar curioso.

-Esse é o Park Chanyeol? O das orelhonas que Tao comentou? – falou e eu arregalei meus olhos e ele riu, dei um riso forçado em seguida e concordei.

-É ele sim pai... – falei e meu pai acenou para Chanyeol, com a faca em mãos e parece que o Park se assustou um pouco, pois entrou rapidamente no carro de sua mãe.

-Por que está com essa carinha triste, filho? – perguntou, apreensivo.

-Porque não é todo mundo que consegue encontrar alguém que te ame como o pai Jun te ama... – falei, meio cabisbaixo.

-Não fique assim filho, fale pra ele que você o ama e fiquem juntos para sempre – falou com simplicidade.

Ri fraco da sua ingenuidade e o abracei.

-Obrigado por ser um pai tão amoroso, eu te amo muito pai.

Ele sorriu e nos separou do abraço:

-Também te amo, Baekkie. Agora vá lá com o Junmyeon, se não vai se atrasar.

-Certo, até mais tarde, pai – falei e ele acenou.

Saí de casa, respirei fundo antes de entrar no carro de meu pai e rezei para que hoje nada desse errado, afinal era o primeiro dia de aula e não queria começar o ano com o pé esquerdo.


Notas Finais


Se manifestem! Gosto de saber o que vocês estão achando da fic.
Bem, acho que nos vemos na quinta, pois amanhã darei continuidade ao segundo capítulo, que já foi iniciado.
Beijinhos '3' da Isa e até mais <3


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