História Unfeeling heart - A história do monstro e do anjo - Capítulo 25


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adeus, Amizade, Colegial, Escolar, Feels, Fic Original, Não Sente, Original, Unfeelíng
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Palavras 2.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


É o primeiro dia depois das pazes de Jack e Rainbow na escola, ele e ela começam a socializar.

Capítulo 25 - Socializando...


    Segunda feira, nunca vou entender o motivo de tanta gente odiar um dia no calendário que se repete 4 vezes no mês e que é só um dia qualquer no calendário, as pessoas são estranhas... Aqui estou eu, na escola, andando pelos corredores indo para a sala de história, que é a minha primeira aula, quando do nada, alguma coisa grita atrás de mim:

- Oi!

Eu me assusto na hora, e quando eu olho para quem me assustou, vejo que foi a Stella, olho para ela, que agora parece meio sem graça por ter me assustado, e pergunta:

     - Você... Não vai me mandar ir embora, vai?

Continuei olhando para ela, com nós dois parados no corredor, e então eu respondi:
     - Só não faça isso de novo.

Ela abriu um sorriso depois que respondi isso, e nós dois fomos andando juntos até a primeira aula, sem um falar uma palavra para o outro, e então, depois de alguns segundos de silêncio, ela o quebra, perguntando para mim enquanto aponta para um pôster na parede:
     - Ficou sabendo dele?

Eu olho para o pôster, falava de uma tal festa de Halloween que ia acontecer na escola no início de novembro, uma festa a fantasia basicamente, não gosto de festas, e sinceramente, não vejo o porque as pessoas gostam de festas assim. Eu então respondi para ela:

     - Não, as únicas festas que vou são de parentes.
     - Sério? Você nunca foi a uma festa sem ser de parentes?
     - Só quando era mais novo, não gosto de festas.
     - Então, você também não faz festas de aniversário?
     - Não.

Ela olha para mim, com um olhar confuso, é compreensível, normalmente as pessoas da minha idade só querem saber de se divertir de todas as formas possíveis, e a Stella não me conhece direito ainda. Alguém em seguida me cutucou por trás e disse:
     - Com licença, Jack Whitefield?
     - Sim. - Eu respondi, o olhando bem, alto, robusto, com um curativo no nariz, esse é mais um para eu traçar o perfil, espero que não seja um causador de problemas, se for, ele que se cuide quando fizer algo errado e eu ficar sabendo.
     - Meu nome é Jason Ford, sou o líder do clube de artes marciais da escola e...

Clube de artes marciais... Bem, explica algumas coisas, e pelo jeito, ele quer que eu entre no clube, a briga contra o ex-chifrado me fez ganhar fãs...
     - Já sei onde quer chegar - Eu disse o interrompendo -, se eu entrar, esse clube vai me dar alguma ajuda nas notas de qualquer matéria?
     - Bem... Não, mas...

Mais uma coisa a meu respeito, nunca faço nada que não esteja relacionado às minhas obrigações principais, como escola e casa, nem mesmo atividades extracurriculares, não quero que nada me atrapalhe na vida, evito tudo que não preciso fazer.
     - Então, agradeço a oferta - eu respondo -, mas não me interesso por qualquer tipo de atividade que esteja fora das minhas obrigações principais a não ser que elas me ajudem de qualquer forma. Além do mais, não luto por esporte e nem prático, eu apenas luto quando sou obrigado por lutar.E

le ficou me olhando depois que eu disse isso, e então voltei a falar:

     - Agora, se me der licença, preciso ir para a aula. 

Eu então dei as costas e fui embora, até a sala de história, a Stella ficou pra trás por um momento, e quando chegou até mim, ela disse:
     - Isso sim que é ser direto.
     - Sou assim quando quero me livrar de alguém - eu respondi -, geralmente.
     - Aliás, você não pode responder a pergunta que fiz ontem.

Pergunta? Mas que... Ah, sim, aquela que ela me fez no domingo pouco antes de um cara tentar nos assaltar com uma arma de paintball. Eu respondi:
     - Aprendi sozinho com o tempo.
     - Uou - ela disse -, como se aprende a lutar assim com o tempo?
     - Já enfrentei tantas pessoas que acabei aprendendo onde acertar, como acertar e quando acertar alguém em uma briga,  - Como eu disse antes, atividades extracurriculares inúteis, se fosse outra pessoa que fizesse alguma arte marcial, aposto que teria se ferrado na briga contra o drogado -, ganhei agilidade e força com o tempo.

Depois de passarmos por mais alguns corredores, chegamos na sala de história, que aliás, quando chegamos, a Stella emburrou a cara na hora, pelo jeito ela não gosta de história. O professor então disse para a sala depois que todos se sentaram e ficaram quietos:
     - Hoje eu vou passar uma atividade em dupla para vocês fazerem, é para finalizar a matéria de guerra fria deste bimestre, vão organizando suas duplas e sentando juntos que eu vou explicar como será.

Ótimo! Trabalho em dupla, odeio isso, sou obrigado a fazer algo que poderia fazer sozinho, mas com alguém, agora a questão é, quem vai querer fazer isso comigo? Bem, acho que sei a resposta, escuto algo sendo jogado na carteira perto da minha, eu olho, e vejo que jogaram uma mala, e então, a Stella pula na cadeira da carteira, que vem deslizando até mim por causa do impacto. A carteira dela encostou com a minha, e ela ficou olhando para mim com um sorriso com cara de: "Oi, amiguinho", fico olhando para ela e pergunto:
     - Você faz isso sempre?
     - Pode apostar que sim - ela respondeu -, então, você escreve ou eu escrevo?

Eu e ela ficamos fazendo o trabalho o resto da aula, quero dizer, eu fiz o trabalho todo quase que sozinho, ela só deu uma ajuda em algumas poucas coisas, pelo jeito, ela não sabia nada da matéria. Andamos juntos quase o dia inteiro, até na saída. Quando saímos, ela é eu acabamos seguindo o mesmo caminho acidentalmente, fomos andando juntos, então nós paramos, e eu perguntei a ela:
     - Você mora a quantas quadras da escola?
     - Duas - ela respondeu -, e normalmente venho por essa direção.

Ela mora a duas quadras da escola, que nem eu, bem, Coincidências acontecem, eu falo para ela:
     - Bem... Eu também moro a duas quadras e sigo esse caminho para minha casa...
     - Então, faz mal se eu te acompanhar até sua casa? 

Não que eu ache que ela vai invadir minha casa à noite, matar os meus pais e roubar as coisas valiosas, mas eu não quero que ela saiba o caminho para ela, mal nos conhecemos direito, então eu falo:
     - Bem... Você pode até me acompanhar, mas prefiro ir pra casa sozinho, podemos passar na sua casa primeiro, se quiser, já sei o caminho mesmo.
     - Bom, por mim tudo bem.

Nós dois fomos juntos até a casa dela, ficamos boa parte do caminho em silêncio, acho que ela não tinha nada para falar comigo, e eu também não, quero dizer, até queria fazer algumas perguntas sobre ela e a escola, mas não quero que ela pense que quero ter essa intimidade assim do nada. Ela decidiu quebrar o gelo e disse:
     - Então...
     - Então? - Eu perguntei.
     - Nós fizemos as pazes ontem, e eu queria ir em um passo de cada vez para nós nos conhecermos, e...

Ótimo, já sei o que ela quer fazer, ela quer fazer uma pergunta delicada, uma que talvez eu não gostaria de responder, aposto... Mas, ainda devo respostas à ela, e ia ter que responder elas uma hora ou outra mesmo, se não ela não ia parar de perguntar ou iria querer se afastar de mim sem eu ter descoberto muito sobre ela. Eu então disse:
     - Já entendi... Quer fazer uma pergunta que não é nada "um passo de cada vez"?
     - Bem... Sim.
     - Manda.
     - Sério? Sem mais nem menos? Sem especificações ou sei lá?
     - Só faz a pergunta, vou tentar me esforçar para responder.
     - Tá bom... Eu já tinha feito ela antes, mas você disse que vai se esforçar, então... Por que você é tão anti - social?
     Essa pergunta, eu sei que eu disse que eu ia me esforçar para responder essa é outras perguntas, mas não tem como eu responder essa pergunta e elaentender, então eu respiro fundo, e falo:
     - Olha, eu queria responder, mas você não entenderia.
     - Tá bom... Quando você se tornou tão anti - social?
     - Aos meus 12 anos - Aí está uma pergunta que dá pra responder.

Ela olha para mim surpresa, e diz:
     - Foi nessa época que você começou a tirar 10 na nota direto, tem alguma coisa haver?
     - Não diretamente - E isso é verdade, isso não fez eu me concentrar nos estudos como ninguém, foi o fato de eu ver que isso poderia facilitar minha vida quanto a escola e o meu futuro profissional .
     - Diretamente - Ela pergunta, confusa?
     - O motivo foi o mesmo de eu ter me tornado tão anti - social.
     - Mas como aconteceu?

Eu não sei responder de uma forma que ela entenda, nem eu entendo o porque fiquei assim, quanto mais ela, fico em silêncio por alguns instantes, pensando se realmente não tem como responder, e então eu falo:
     - É complicado.
     - Olha - Ela disse enquanto vai um pouco mais para frente. Começa a andar de costas -, eu não sou psicóloga nem nada, mas tô achando que foi algum tipo de trauma...
     - O que?
     - Bulling! Você sofria Bulling, certo?
     - Como qualquer pessoa na escola, mas não, não foi trauma, e por favor, anda virada para frente.
     - Relaxa, já estou acostumada a fazer isso, mas se não foi trauma, então o qu...

Ela tropeça em algo, e quando ela ia cair de costas, eu seguro a mão drla, a levanto e viro ela para frente, então voltamos a andar, e eu pergunto à ela, para ver se tenho outra opção de acabar com essas perguntas que ela fica fazendo:
     - Se eu falar o por que sou tão anti social, você vai parar de fazer perguntas delicadas?
     - Bem... Sim.
     - Muito bem... - Ela não vai entender Absolutamente nada, mas se ela quer respostas, mesmo que ela não entenda elas, então ela vai ter - Eu comecei a mudar.

Ela olha pra mim com um olhar de confusão (como já esperado) e pergunta:
     - Como assim?
     - Exatamente, - Eu respondo - eu comecei a mudar, eu era normal até meus 10 anos de idade, daí em diante comecei a mudar, fiquei frio, sem vontade de fazer nada, não ter amigos, fazer aquilo que eu gostava, eu me tornei o que sou hoje.

Ela olha para mim com o mesmo.olhar, e diz:
     - Mas isso não faz sentido!
     - É - eu respondi -, eu sei que não faz, e sabia que você não ia entender, na verdade, nem eu nem ninguém sabe porque fiquei assim, simplesmente aconteceu, sem causas biológicas ou psicológicas. Por isso eu disse que eu sou estranho até entre os estranhos.

Ela não falou mais nada o resto do caminho, até que chegamos na casa dela, ela se despediu e eu fiz um gesto com a cabeça indicando que era uma despedida. Volto para casa, e quando chego, eu abro a porta com as minhas chaves, e falo na esperança de que tinha alguém na sala:

- Mãe, pai, desculpe o atraso, errei o caminho é acabei me perdendo.

Não tinha ninguém na sala, chamo pelos meus pais de novo, e minha mãe responde lá do fundo, na cozinha, estava preparando a comida:

- Estou na cozinha, filho.

Vou até lá, e pergunto:

- Cadê o papai?

- Ele teve que sair mais cedo hoje - ela respondeu -, o que aconteceu que você se atrasou?

Odeio mentir pra ela, mas não dá pra falar que acompanhei uma garota que conheci até a casa dela, minha mãe sabe o filho que têm, e eu respondi:

- Me perdi no meio do caminho, ainda estou me acostumando com caminho da nova escola.

Quando eu estava saindo pela porta da cozinha, minha mãe me chamou, e então perguntou:

- Você não brigou com ninguém, brigou?

Como disse antes, ela sabe o filho que tem, e suspeita de mim quando algo assim acontece, afinal, já cheguei com roxos pelo corpo todo depois que cheguei atrasado em casa, e eu então respondo bem calmamente:

- Não, mãe, não briguei.

- Você Jura?

- Sim, mãe, eu juro que não briguei com ninguém, quer ver se acha algum hematoma nas minhas costas também?

- Não - Ela responde mais calma -, pode sair agora.

Eu sou um fardo pra eles, só pelo fato de ser frio como sou, faço de tudo para ser o melhor filho possível, mas não consigo ser tão bom quanto gostaria de ser, eu sinto a tristeza dos meus pais quando estou perto, e isso me destrói por dentro... Eu queria que não fosse assim, mas eu não controlo minha personalidade, e há coisas que não posso me recusar a fazer, como entrar em uma briga com vários valentões de uma vez, porque se eu não fizer isso,muita coisa ruim pode acontecer. Como disse antes, minha vida não melhorou, mas também não piorou quando eu mudei, e uma das coisas que são o principal ponto negativo de eu ter mudado, foi o que EU fiz com os meus pais, quando tem visitas em casa, sou obrigado, assim como eles, a sorrir e fingir que está tudo bem quando não está, as vezrs, eu queria sumir para parar de causar tal sofrimento aos meus pais, mas sei que se acontecer, eles vão sofrer ainda mais, porque de um jeito ou de outro, eles me amam... Infelizmente... 


Notas Finais


Bem, voltei (eu acho), e vou tentar postar mais caps hoje, desculpe se não ficou tão bom assim, é que a minha cabeça está meio cheia hoje e acabou que não tive muitas idéias boas, mas espero que tenham gostado, comentem o que acharam.


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