História Unfinished Sentences - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Jyanniekn, Taegi, Vsuga
Visualizações 41
Palavras 1.869
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oioi finalmente a tão esperada atualização (ou nem tanto)
Seeya até as notas finais, enjoy it :)

Capítulo 7 - Sentence Seven


— Vamos, andem! Não temos o dia todo para isso. — Um homem alto e bem equipado gritava para que todos se apressassem. As pessoas não sabiam para onde estavam indo, mas não tinha outra forma a não ser obedecê-los, já que eles não tinham armas como estes soldados.

Ao que parece, estavam à caminho de um lugar parecido com uma prisão, escondido em algum lugar de Veneza que ninguém sabia. Os soldados explicaram que estavam fazendo isso para ajudá-los, cada dia selecionando alguns para o Paraíso quando, na verdade, um por um estava sendo levado à morte. Todos aqueles que estão presos são moradores de rua. Fazia alguns meses que o governo italiano tinha decidido que iria tirar os moradores de rua que existiam pelos cantos, mesmo eles sem fazerem nada. Malditos ricos que se achavam superiores. Já os pobres, coitados, nem sabiam disso e foram levados assim, do nada, ao som de gritos e tiros. Desespero e horror, era isso o que estava acontecendo.

Um homem de idade com o rosto repleto de barba que estava sentado em algum canto com seu filho, suspirou. Ele não sabia o que estava acontecendo, mas tinha certeza de que não era para paraíso nenhum que as pessoas estavam sendo levadas.       A qualquer momento ele poderia ser o próximo e, a única coisa que desejava, era proteger seu filho pequeno e inocente. Por isso, quando fossem levados, ele daria a oportunidade de seu filho fugir. E esse dia não tardou a chegar.

Um dos soldados puxou o homem pelo cabelo, sem ligar muito para a dor que ele estava a sentir pela violência.

— Vamos, criança! Ande, você e o seu pai estarão indo para o paraíso agora. — O soldado gritou, fazendo algumas pessoas que estavam ao redor se encolherem nos cantos.

— Vamos, Taehyung. — O pai segurou sua mão e lhe deu um sorriso fraco. Estava na hora.

No meio daquele corredor extenso tinha um outro caminho para fora no qual o homem tinha descobrido quando estavam sendo levados para dentro. Não tinha certeza para onde ia, mas era uma única chance de libertar seu filho.

Ao chegarem perto, o homem puxou Taehyung e começou a correr em direção ao lugar, não demorou muito para que para os soldados começassem a correr atrás e atirar em sua direção. Mesmo sentindo a bala do fúzil perfurar e rasgar a sua pele nas costas causando uma dor agoniante, isso não o impediu de parar. O garoto começara a chorar, desesperado, enquanto gritava pelo pai.

— Escute, Taehyung. Siga este corredor até o fim. Não importa o que aconteça, não vire para trás. — O homem disse simplista e direto enquanto ofegava.

— Mas pai... — Chorava como se não houvesse o amanhã. — E você?

— Papai está bem. — Afirmou para que desse mais segurança ao garotinho. — Só continue andando, estarei sempre atrás de você. — Afagou seus cabelos e lhe abraçou forte ao mesmo tempo que lutava para que as suas lágrimas recém formadas não caíssem pelo rosto. — Te amo, filho, sei que você me fará orgulhoso. — Virou o filho de costas e o empurrou de leve.

Mesmo sendo apenas uma criança, ele sabia o que aconteceria depois consigo e por isso correu, como o pai pediu, correu como se sua vida dependesse daquilo — e que de fato dependia. O pequeno Taehyung engoliu o soluço, tentando lutar contra o enjôo que sentia no momento e logo depois fechando de leve os seus olhos. A última coisa que preenchera seus ouvidos lhe causando uma extrema dor de cabeça foi: o som alarmante de um tiro.

De súbito, Taehyung acordou com seus olhos arregalados e respiração descompassada, suando frio. De novo, esse mesmo pesadelo. Não entendia porque essa memória tinha que ficar repetindo milhares e milhares de vezes pela sua cabeça como se quisesse lembrá-lo de que sobreviveu de uma tragédia em troca da vida de seu pai. Fechou os olhos novamente massageando suas têmporas, tentando se livrar da tensão que sentia.

Seguiu até o banheiro e se despiu, entrando para a pequena box para tomar um banho. Diferente do normal, optou pela água de baixa temperatura, não era de um banho quente que precisava e sim, um banho frio para esfriar um pouco e relaxar a cabeça.

Você volta amanhã?

Acho que sim. Até lá.Um garoto pequeno saiu acenando.

Quem...?

— Taehyung-ah! Você está aí? — Taehyung despertou do transe com sua avó gritando do outro lado da porta e batendo nela repetidamente.

— Estou sim, vó! — Gritou de volta.

   Desligou o chuveiro rapidamente e pegou a toalha, se secando e enrolando-a ao redor da cintura. Abriu a porta e viu sua avó preocupada, perto da porta.

— Eu achei que você tinha desmaiado aí dentro, querido. O que aconteceu?

— Só estava pensando em algumas coisas, estou bem. — Sorriu para a avó.

— Tipo o que? Há algo que possa lhe fazer pensar tão profundamente assim?

— Sim... Futuramente, quem sabe, eu conte para a senhora.

— Aigoo, de novo. Você sempre diz isso. Já lhe disse, você sabe que a vovó está aqui para a-ju-dar. — A senhora de idade enfatizou cada sílaba logo depois mostrando uma careta.

— Desculpa, mas eu não posso agora, ainda não é a hora. — Deu um abraço apertado na avó, que retribuiu fazendo carinho de leve nas costas do neto. O garoto parecia tão triste às vezes, não só isso como também fraco e cansado.

Depois do café ele decidiu ir até a cafeteria para sentar e “brincar” com os waffles, gostava de pedir um prato de waffles e tentar montar uma casa com eles mesmo arrancando broncas do amigo que trabalhava na cafeteria. Riu consigo mesmo, imaginando Seungho bufar e reclamar que não devia brincar com alimento. E foi exatamente o que aconteceu, ele fez o pedido e levou sermão do amigo.

Olhou as horas no celular, talvez eu devesse passar em casa e trocar de roupa. Taehyung trajava algo bem simplista, não tinha se importado tanto na hora de sair já que ia só pra tomar um café. Em meio a bagunça que fazia quando chegara em casa, sentiu seu celular vibrar no bolso. Era uma mensagem da senhora Han pedindo para ele ir ao parque — que não ficava muito longe de onde estava — para ficar com as crianças ao invés de ir até a casa que trabalhava como babá. Parece que a mãe deles tinha decidido levá-los para passear, mas que acabou tendo um compromisso de última hora e precisava deixar as crianças com alguém urgentemente. Trocou de roupas rapidamente e saiu de casa novamente. Taehyung sorriu de leve andando pela rua pouco movimentada que vez ou outra passava um vento frio fazendo-o se encolher um pouco. Faz um tempo que não vou em parques.

Encontrou a senhora Han um pouco inquieta, andando de um lado pro outro. Ela praticamente se atirou em direção à Taehyung e o agradeceu repetidamente falando que o compensaria depois, esse apenas sorriu dizendo que já era o suficiente o que ganhava. Passeou os olhos pelo playground e encontrou as crianças brincando no escorregador correndo uma atrás da outra. Apenas passou a observar, não queria que as crianças começassem com o escândalo que fazem normalmente dentro de casa, porém algo — ou um alguém — o chamou a atenção. Era Jaehun novamente sozinho num canto. Vez ou outra alguma criança desconhecida chegava perto e perguntava se ele queria brincar, mas todos eles foram recusados. Aquilo de certa forma fazia algumas memórias passarem pela sua cabeça, de novo.

Depois de ter fugido do inferno, teve que passar dias sem comer e beber enquanto tentava pedir ajuda para alguém. Mas naquela maldita cidade, nenhum quis ajudar o pobre garoto. Suas lágrimas nem saíam mais depois de tanto chorar. Não sabia exatamente quanto tempo tinha se passado, mas quando havia desistido de procurar ajuda e começado a esperar pela sua morte, alguém acabou levando ele para um orfanato sem-nome. Sim, o incrível era que o orfanato não tinha um nome, mas havia muitas crianças nela. Só Deus sabe de onde veio toda aquela criançada.

Taehyung não conhecia ninguém naquele lugar e se recusava a se comunicar. Nenhuma palavra era arrancada de sua boca, era como se ele tivesse perdido a sua voz. Portanto comia pouco, muito pouco, a sua fome já havia ido embora depois de tanto tempo sem comer, tampouco sentia vontade de se mexer. Era como um boneco, um boneco com vida. Passou um ano inteiro desse jeito naquele lugar, as outras crianças já haviam perdido as esperanças de falar com ele. Tinha apenas um garoto que nunca desistia de puxar conversa com ele, suas características mais marcantes eram a alegria e a positividade que possuía, sem contar o grande sorriso que mantinha no rosto. Falava sozinho, fazia perguntas para Taehyung e quando via que este não queria responder respondia sozinho e ficava sentado ao lado dele brincando com alguma coisa. Era o oposto do novato — que já não tão novo no orfanato assim. Ele era rodeado de amigos como também era era extrovertido, sorridente e falante, muito falante. Não se lembrava mais qual fora a última vez que tinha sido tão extrovertido deste jeito, era estranho, era retardado, mas era feliz pelo menos.

Taehyung não deseja que Jaehun seja a mesma coisa que ele foi na infância. O Kim sabia que, se deixasse assim, a criança se tornaria um adulto depressivo e infeliz, quase do jeito que ele está. Quer dizer, ele não era um adulto depressivo, mas era preso às lembranças, ou melhor, mágoas e tristezas do passado. Isso era como um pesadelo, é como se sua vida não seguisse para frente e mesmo sabendo disso não tem a mínima coragem de compartilhar com os outros.

— Olá, Jaehun-ah. — Se abaixou do lado do garotinho e sorriu, cumprimentando-o, mas não sendo cumprimentado de volta. — Por que você não brinca com as outras crianças?

— Porque não quero. — Uma resposta seca e curta. Os lábios de Taehyung se formaram numa linha e ele pensou um pouco no que dizer.

— Mas há tanta coisa que você não consegue brincar sozinho. Tipo pega-pega, ou esconde-esconde.

— Eu não gosto de correr.

— Hmm... Tem brincadeiras que se brincam sentados também. Tipo...

— Aonde quer chegar com isso? — Jaehun acabou cortando-o friamente.

— Sabe, eu era exatamente como você é agora, só que um pouco mais... mudo? Eu não falava pra recusar, simplesmente era calado. Eu fico aliviado que você ainda fale para recusar as pessoas. — Tomou um ar antes de prosseguir. — Jaehun-ah, eu não sei o que aconteceu pra você odiar tanto brincar ou falar com os outros, mas eu realmente espero que possa aceitar um pouco as coisas de fora, porque não quero que você seja um segundo eu. Não vai ser legal. — O pequeno fitou o Kim, sem entender muito bem, mas de alguma forma ter sido motivado a pensar de uma forma diferente. — Entendeu? Seja um cara bacana, feliz, converse mais com seus pais, até mesmo Chaerin e Chaeyoung. Promete mudar? — Olhou nos olhos de Jaehun, mostrando sua sinceridade misturada com um pouco de tristeza.

— Eu... irei tentar. — O mais novo virou o rosto para o lado, parecendo um pouco envergonhado. Taehyung sorriu e bagunçou os fios negros do pequeno.

Se eu não consigo me ajudar, ao menos eu devo ajudar os outros.


Notas Finais


Entãooooo, como expliquei, não escrevo mais tão bem quanto antes e tal, já me mudei pra fora do país faz tempo e uso pouco o português agora. E a partir de agora pretendo levar a história direto ao rumo, mais focado nas memórias do nosso protagonista Taehyung, não esquecendo do Taegi.
Espero que quem leu tenha gostado e irei tentar atualizar assim que possível, acho que por enquanto é só isso que queria falar XD
Desculpa a aqueles leitores que esperavam tanto por uma atualização e eu simplesmente evaporei.

Vlw flw até a próxima <3 se puderem deixem comentários sobre o que acharam do capítulo e tals. E recomendo lerem a fic novamente pra dar um gostinho, apesar de que não tem tanto nexo assim os capítulos a seguir.


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