História Unholy - Capítulo 5


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente, voltei.
Bem estou com sérias dúvidas sobre a fisionomia da Emma (ou Emilly) então pretendo mudar apenas a pessoa que representará ela.
Espero que gostem do capítulo, beijos.

Capítulo 5 - Thanksgiving Day


Fanfic / Fanfiction Unholy - Capítulo 5 - Thanksgiving Day

Depois de duas semanas, Emma conseguia se sentir um pouco mais confortável perto de Bruno. Eles conversavam normalmente sobre coisas relacionadas ao trabalho ou lugares onde o cantor teria que ir. O desconforto só se fazia presente nos momentos em que ele resolvia começar com as cantadas ou conversas íntimas demais, coisa tal que acontecia ao menos duas a três vezes por dia. Nessas horas a garota usava de toda sua ignorância para desvencilhar-se dos assuntos inconvenientes. 

Graças a alguns contatos, Emma conseguira subtrair algumas coisas sobre o caso. Não sobre Bruno, mas sobre todos os antecedentes de Dre, os quais nem mesmo Samwell sabia sobre. Não era um grande passo, mas o suficiente para que ela pudesse finalmente ir ao prédio do FBI sem chegar de mãos abanando. 
Como fazia uma semana que não ia a casa em Downtown, usou a desculpa de que precisava verificar as contas para conseguir sair da mansão sem deixar pairar no ar nenhuma desconfiança sobre ela. Então, exatamente às duas da tarde ela estava em frente ao prédio com a mochila cheia de papéis pronta para mostrar o seu melhor. 

O cartão de identificação não havia ficado com ela para que não correr nenhum risco de que alguém pudesse encontrar, então apenas dez minutos depois foi quando perceberam presença dela lá e liberaram a passagem. Então, Emma seguiu diretamente para a sala de Samwell, mas sem sucesso, deu de cara com o lugar vazio. Sem alternativas, ela decidiu ir até a sua antiga sala, que agora temporariamente pertencia a Dexter, e pedir que o colega passasse as informações para o superior quando chegasse, pois não poderia demorar mais que uma hora ali.

Dexter estava na sala, cercado por duas garotas do seu antigo departamento, rindo como duas gazelas em ritual de acasalamento. Provavelmente a promoção teria o dado alguns pontos a mais com as mulheres, mais dinheiro então consequentemente mais delas. Emma pigarreou em tom alto o suficiente para que a atenção dele fosse voltada a pequena figura parada na porta com as mãos na cintura.

- Estou atrapalhando? Volto depois de não quiserem trabalhar - Emma falou em tom irônico.

- Garotas, conversamos depois - Dexter anunciou com a intenção que elas fossem embora.

Quando os dois finalmente ficaram sozinhos. Emma encostou a porta, passando a chave na tranca para que ficassem mais tranquilos sobre outras pessoas estarem ouvindo. Nunca se sabe quando alguém de dentro da própria corporação pode estar envolvido nos casos. Principalmente quando eram de extrema importância e nunca apareciam provas concretas, nessas horas sempre havia pessoas de dentro do próprio FBI acobertando os suspeitos.

- Estava com saudade desse seu mau-humor Emmie - Dexter comentou.

- Eu não senti nem um pouco de falta de você - Emma sorriu. Tenho novidades sobre o caso.

- Uh - o colega pigarreou. Quais?

Emma retirou toda a papelada da mochila e pôs sob a mesa, empurrando para o lado algumas coisas de Dexter. O espaço pareceu mais curto naquele momento do que se recordava, mas com toda aquela tranqueira e bagunça seria quase impossível não parecer. Por isso ela sempre fora organizada, para que tudo estivesse sempre nos conformes e sempre a mesa parecesse mais espaçosa.

- Em que turno está trabalhando Emmie? - Dexter perguntou curioso. 

- Sempre à noite e à tarde. Durmo durante a manhã e às vezes quando me eles me solicitam eu tenho que acompanhá-lo em suas saídas. Principalmente a boates - Emma revirou os olhos. Às vezes o Dre também vai.

- Dre? 

- Sim - Emma pegou uma das fichas. Olha a ficha dele. O que você vê?

Dexter olhou a ficha do cara, nada. Simplesmente estava vazia. Nenhum roubo, nenhum porte ilegal de armas, nenhuma bebedeira seguida de direção. 

- Nada - Dexter respondeu de acordo com o que estava vendo. Ficha limpa.

- Exato – a garota respondeu. Agora olha essa aqui.

Outra pasta possuía a da ficha da mesma pessoa, mas agora completamente lotada de acusações. Roubos, assaltos e tudo que não havia na outra, mas principalmente um aviso de que ele era o chefão do narcotráfico no Laurel Canyon. Dexter assustou-se pela diferença das duas fichas. 

- Laurel Canyon? O bairro dos ricos? – ele perguntou.

- Sim – Emma arqueou uma das sobrancelhas. Como você acha que os rappers dão aquelas festas cheios de drogas? Eles entregam até em domicílio Dex.

- Ok, mas como o Bruno o contratou mesmo com tudo isso? E aquela outra ficha?

- Ficha limpa. A ficha dele foi limpa depois que ele entregou três dos maiores traficantes de metanfetamina de Los Angeles – ela colocou outras três fichas na mesa. Los Henriquez, os irmãos hispânicos presos há seis anos e Mister Q.

Dexter estava completamente por fora de todas aquelas informações. Isso o causava até um sentimento como uma queimação no estomago e um nó na garganta, vulgarmente conhecido como inveja. Emma era boa demais e ele esperava ansiosamente pela sua queda. Ele tinha certeza de que mais cedo ou mais tarde ela cometeria uma burrada e poria tudo a perder. Pelo que vira nos últimos sete anos que trabalharam juntos o seu maior defeito fora se envolver com os piores caras que podia. Mesmo que nunca tivesse visto qualquer um deles, as conversas rastejavam rapidamente como najas pelas salas do FBI.

- Brian Quinn – ela apontou para a foto. Ele praticamente mandava em Burbank antes do Dre entrega-lo. Você sabe, a tal delação premiada... E um bom punhado de dinheiro – a expressão concentrada dela se tornou algo ranzinza. O dinheiro move o mundo não é mesmo?

- Então o Bruno provavelmente sabe sobre isso, certo?

- É isso que estou tentando descobrir aqui, Dex.

Emma suspirou profundamente por alguns segundos. Lembrou-se de todos os empecilhos que tinha na casa. Não conseguiria entrar tão cedo, sua relação era muito pequena com Bruno e a garota não fazia a mínima questão de amplia-la para algo mais pessoal.

- Você podia tentar fazer amizade com ele, sabe... Ganhar confiança. Usar o seu charme – Dexter opinou.

- Não, de jeito nenhum. Aquele cara é um saco – Emma lembrou-se da vez em que eles estiveram tão próximos que ela pode sentir o hálito de pasta roçar suas narinas. Eu encontro outro jeito. Nos dias em que eu ficar sozinha.

Os dois permaneceram em silêncio perdidos em seus próprios pensamentos, bons ou não, até que a garota decidiu que estava em sua hora de voltar. Tudo que ela pediu foi que Dexter entregasse tudo a Samwell quando ele chegasse e que avisasse que o ligaria quando pudesse. 

O caminho para a mansão um pouco conturbado. Era véspera de ação de graças e as pessoas corriam para conseguir comprar os preparativos, já que no dia nenhum mercado ou restaurante abria. Emma lembrou-se que costumava sempre passar o dia com o pai, mas que desta vez não poderia, então resolveu ligar para ele e desejar logo um bom dia de ação de graças.

- Oi meu bem, como está indo a investigação? – Carl perguntou assim que atendeu no segundo toque.

- Está tudo correndo bem, acabei de sair do prédio. Vamos falar sobre outra coisa, preciso te pedir desculpas antecipadas por não passar o dia de ação de graças com você – Emma falou em tom triste.

- Não se preocupe, eu entendo que não é por que você quer. Ficarei bem, meu anjo.

Carl sempre estava dizendo que ficaria bem, mas ela sabia que no fundo aquilo o magoaria. Sempre estava junto a ele. Emma sempre se esforçava para que pudesse passar todos os feriados possíveis ao lado do pai. Desde que a esposa se fora, ele andava sempre muito solitário e triste. Afinal, trinta anos de casados é uma dádiva conquistada por poucos. Uma pena que de trinta, apenas cinco anos foram passados ao lado da mãe. 

- Sinto muito papai – Emma falou.

- Ei, ei... Não fique triste – Carl respondeu. Temos muitos feriados ainda pela frente. Quero que você vá lá e arrase, mostre a eles a sua capacidade e se torne quem você quer ser. Só assim ficarei feliz, sabendo que você conquistou todos os seus sonhos.

- Obrigada papai – ela sorriu os comentários do pai sempre a deixava feliz. Estou chegando ao trabalho, terei que desligar. Amo você.  Tenha um ótimo dia de ação de graças.

- Eu também amo você, até logo.

Mal a ligação fora finalizada e Emma parou o carro em frente à mansão, suspirando fundo ao pensar que teria que passar o próximo dia inteiro aguentando as visitas do Bruno, que provavelmente seriam mulheres e outros idiotas como ele.  Max abriu o portão para que ela entrasse, cumprimentando-a com um aceno de cabeça quando passou em sua reta. 

Ryan a esperava no escritório e Emma imaginou que Bruno houvesse feito alguma reclamação. Assim como o esperado para um cara tão arrogante que não aguentava que o tratassem no mesmo tom. Ela via tantos defeitos nele que poderia listar em ordem alfabética, com exceção da aparência, o cantor parecia impecável até mesmo quando nem ao menos houvesse penteado o cabelo. 

- Olá Ryan – Emma sorriu cumprimentando-o assim que chegou. Em que posso ser útil?

- Na verdade, tenho que conversar com você sobre algumas coisas – Ryan parecia incomodado com o rumo da conversa. Especificamente, sobre o Bruno.

- Olha... Eu sei que fui rude com ele algumas vezes. Acontece que...  – Emma hesitou ao dizer o restante da frase – Às vezes é insuportável. Não aguento a marra dele e aquele jeito “não me toque” - ela falou gesticulando com as mãos e careteando em uma tentativa de imitar a voz de Bruno.

Ryan riu, por que fora exatamente o que Bruno havia dito sobre ela a uma semana atrás quando os dois conversaram nos corredores da mansão.  Os dois possuíam personalidades bem parecidas. Fortes e determinados quando queriam, mas algumas vezes insuportavelmente cheios de si. Talvez por isso as faíscas saiam quando os dois ficavam muito próximos. Poderia ser uma convivência difícil, mas os dois dariam um jeito de se entenderem e respeitarem o espaço e limites um do outro. Ele não desejava que aquela garota saísse dali tão cedo. Não pelo Bruno...

- Eu sei que o Bruno é difícil e que tem um ego gigantesco, mas tenta ser um pouco mais... Como posso dizer sem que soe errado? Tente ser um pouco mais aberta, no fim das contas, tudo que ele diz na maioria das vezes são brincadeiras – Ryan respondeu educadamente. Quero que fique aqui, sabe... Eu gostei de você garota.

- Ao menos tenho você para conversar – Emma comentou. 

- Pode me ligar quando quiser – Ryan mordeu os lábios como alguém que acaba de dizer uma besteira.  Tenho que te passar as informações sobre amanhã também. A família do Bruno vai vir aqui amanhã para um almoço em família, precisamos que você fique aqui... Se você quiser passar o dia de ação de graças fora tenho conversar com o Bruno.

- Não precisa, já liguei para o meu pai. Ele é a única pessoa que tenho na minha vida. Posso cobrir o Dre e o Max, se quiserem.

Ryan admirava cada vez mais aquela garota. Sua primeira impressão fora ótima e continuava crescendo cada vez mais. Emma era sempre tão esforçada e com toda certeza merecia aquela vaga. Ele apenas esperava que Bruno enxergasse isso e não resolvesse demiti-la sem ao menos se dar a chance de conhecê-la melhor, ou dar esta chance ao Ryan. Por conta de toda a situação em que estava envolvido, o cantor sempre fora bastante desconfiado com as pessoas que frequentavam a casa.

- Vou conversar com eles – Ryan sorriu. Obrigada por entender.

- Disponha de mim sempre que precisar – Emma respondeu educada. Vou voltar para a extensão.   

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Novembro, 24 de 2015.

O dia de ação de graças começara cedo na mansão do cantor. Os familiares de Bruno haviam chegado à noite do dia anterior e dormiram nos quartos de hospedes, depois de conversarem quase a madruga inteira dando boas gargalhadas. Aquele ambiente de felicidade familiar deprimia um pouco a pobre Emma, que perdeu a mãe muito nova, e tinha apenas seu pai como única base. Ele era a força invisível que a mantinha em pé nos dias mais difíceis, fora ele quem nunca desistira dos sonhos dela quando a própria pensava em desistir, enxugara suas lágrimas quando o mundo parecia ter virado as costas e não dava à mínima. Carl era a melhor pessoa do mundo, nada o substituiria na vida dela.

Emma entrara na mansão uma ou duas vezes para resolver alguns problemas e notou que, as portas continuavam trancadas, sempre as mesmas.  Duas portas ao lado de um dos banheiros comuns e outra ao final do corredor, ao lado do quarto principal, o quarto que pertencia ao chefe. Ela não houvera visto as irmãs de Bruno, pois sempre preferia tratar com ele em particular para não correr o risco de ninguém olhá-la com aquela cara torta que faziam quando percebiam que o novo segurança do cantor, na verdade, era uma mulher de um metro e sessenta e dois centímetros.

Ryan passou alguns minutos com ela durante a noite contando sobre a amizade dele com Bruno. Ele dormiria lá para passar o dia de ação de graças com os Hernandez, afinal, crescera junto com o cantor no Havaí e acompanhou cada passo e cada parte do caminho que percorreu. Uma amizade como a dos dois era quase impossível de se encontrar nos dias atuais e Emma os admirava por isso, pois ela mesma não possuía nenhuma amiga com a qual pudesse contar em todas as horas e que torcesse para que tudo desse certo na vida dela. Seu único amigo sempre fora o seu pai.

As comemorações tiveram inicio de manhã com um churrasco a beira da piscina e como Max e Dre foram passar o dia com suas respectivas famílias, Emma ficou responsável pela segurança de Bruno. Ela se pôs o mais longe possível que podia para não atrapalhar a família, mas de vez em quando observava o cantor encarando-a como quem gostaria de dizer algo. Estava sozinha lá, mesmo a casa estando repleta de pessoas, afinal não conhecia ninguém. Quando menos esperava, passos vindos atrás dela chamaram atenção o suficiente para que seu primeiro reflexo fosse virar-se com a mão por cima da cintura a fim de proteger-se do que lá fosse.

- Bom dia – uma mulher de cabelos cacheados a cumprimentou risonha. Você então é a garota de quem Ryan havia falado.

- Bom dia, desculpe pela reação. Achei que os convidados estavam passando pela porta lateral.

- Não precisa se desculpar. Eu vi você aqui sozinha e... - a garota hesitou - Só não gosto de ver pessoas como se estivessem excluídas, sabe? O Dre e o Max sempre participam das comemorações.

Emma sentiu-se um pouco estranha perante aquela afirmação, mas não deixara transparecer em seu semblante. Ela podia compreender perfeitamente, não era bem vinda ali. Em poucos dias provavelmente seria demitida e a investigação completamente perdida pela sua falta de competência. Isso a deixava extremamente preocupada, mas não abriria mão de sua dignidade a ponto de rebaixar-se a Bruno e suas conversas ridiculamente ofensivas.

- Eles estão aqui a mais tempo - Emma sorriu. Não me chateio por isso, gosto de ficar sozinha.

- Entendi. A propósito sou a Presley, Irma do Bruno. Você é a Emilly, certo?

- Sim. É um prazer conhecê-la. 

- O prazer é todo meu, você é quem cuida do meu maninho - Presley brincou. Tem tudo na cabeça dele, menos juízo. Cuide dele por mim.

- Pode deixar - Emma respondeu.

Presley despediu-se e caminhou em direção à piscina, juntando-se a todos outros. Pelo que Ryan havia dito, ali estavam todas as irmãs do Bruno, seus maridos, filhos das quais os tinham, alguns dos membros da banda e suas parceiras. Ela não saberia dizer quem eram, pois nem ao menos tinha visto os seus rostos.

Quando a noite caiu e todos foram para dentro, Emma se deu o prazer de se sentar próximo à piscina para fumar um cigarro. O hábito havia aumentado com o estresse, mesmo que não o pudesse fazer a todo momento. Nunca havia questionado a Bruno se poderia ou não fumar ali, por isso sempre fazia isso escondida, mas não tinha certeza sobre essa restrição. 

A noite estava bonita, por algum milagre aquele dia houvera sido completamente ensolarado. As estrelas se faziam presentes no céu azul-marinho e a lua iluminava o ambiente, deixando-o em penumbra. O vento tocava suavemente a pele dela, o que fazia aquele canto parecer o paraíso comparado a qualquer outro lugar. O momento estava perfeito, até aquela voz rouca surgir em meio à escuridão e causar um arrepio dos pés à cabeça de Emma.

- Posso acompanhá-la? - perguntou Bruno tirando um cigarro do maço semi-amassado.

A garota apenas deu de ombros e ouviu atentamente o barulho do corpo de Bruno esgueirando-se até ela. Sentado ao seu lado no chão, ele acendeu o cigarro e soltou a fumaça em direção aos lábios dela. Emma arqueou uma das sobrancelhas e o encarou da mesma forma que ele a olhava.

- Sua mãe não te deu educação não? - perguntou. 

- Deu, mas agora ela não está mais aqui para me vigiar - Bruno respondeu com a voz um pouco embargada.

Emma engoliu a seco quando percebeu a besteira que houvera acabado de dizer. Provavelmente a mãe dele já não estava presente, não naquele mundo. Ela lembrou-se de sua própria mãe e sentiu-se tão triste quanto Bruno se sentia todas as vezes que lembrava-se do abraço caloroso que já não recebia há dois anos.

- Desculpe - ela respondeu arrependida. 

- Tudo bem, já faz dois anos. Não dói mais tanto, mas cutucar a ferida também não ajuda.]

- Eu não sabia - o tom de voz dela mudou para algo mais arrogante. 

-  Nossa, eu não mordo. Não precisa agir assim toda vez que falo com você - Bruno revirou os olhos.

- Minha mãe morreu quando eu tinha cinco anos e nem por isso culpo os outros pela minha dor - ela disse quase em um grito.

Bruno pensou em si próprio e no tempo que tivera com a mãe para aproveitar, a garota nem houvera tido tal luxo. Provavelmente, mal se lembrava da mãe ou de seus traços. Talvez as duas eram bem parecidas, mas como ela saberia? Não tinha tido tempo de brincar, ouvir a risada ou sentir os braços acolhedores da mãe quando se sentia triste. Não ouviu histórias de ninas nem ganhou beijos na bochechas e marcas de batom. Não teve a mãe para lhe dar bronca quando aprontou na escola e provavelmente não a homenageou no dia das mães. Se sentiu sortudo por ter tido direito a passar por tudo aquilo com a sua própria.

Os dois permaneceram se encarando por alguns segundos. Os olhos de Bruno desceram lentamente até os lábios dela e ele mordiscou os próprios ao imaginar como seria toca-los. Mesmo com raiva do jeito marrento dela, não podia negar que isso a fazia parecer mais sexy ainda. Sua língua percorreu toda extensão da boca hipnotizando a garota parada em sua frente, um misto de desejo e luxuria fez com que o resultado fosse imediato em meio as pernas dela e as do cantor também. Ele se aproximou a ponto de quase roçarem suas peles e sorriu, um sorriso cafajeste de quem sabia se a beijasse naquele momento seria correspondido, mas não o fez. Não queria partir pra cima daquela vez, queria que a garota rastejasse até os seus pés e implorasse para senti-lo dentro de si.

-  Foi uma boa conversa - Bruno disse com ironia e se levantou, jogando a guimba de cigarro na grama. Opa, pode pegar pra mim? Sabe como é, pode pegar fogo e eu morrer - piscou e virou-se para dentro da casa.

Emma mordeu os lábios para não gritar. Não suportava joguinhos mentais e era exatamente isso que o cantor estava tentando fazer com ela. Enlouquecê-la a ponto de conseguir levá-la para sua cama assim como com toda certeza fazia com todas outras garotas que passavam por aquela casa. Não cairia naquilo, não seria tão burra a ponto de, mas naquela noite houvera tido um sonho com ele. Os dois estavam em um quarto, ela conseguia identificá-lo apenas pela penumbra do ambiente, mas sabia que seus corpos possuíam uma distância muito curta um do outro para quem não possuía nenhuma intimidade. As mãos dele tocavam-na com força, friccionando algumas partes de sua pele e intimidade. Emma rolou na cama aquela noite, sentindo o fervor percorrer o seu corpo e a respiração se tornar mais pesada e acordou com o corpo repleto de suor.


Notas Finais


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