História U.N.I (you and i) - Capítulo 52


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Visualizações 403
Palavras 3.184
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


GENTE, É BLACK FRIDAY EM U.N.I
3 CAPÍTULOS PELO PREÇO DE UM ahsiudhuiasdh
Aproveitem enquanto tem!!! ;D

Música: Basket Case – Green Day

Capítulo 52 - Basket Case


Fanfic / Fanfiction U.N.I (you and i) - Capítulo 52 - Basket Case

Você tem um tempinho pra me ouvir reclamar

Sobre tudo e nada de uma vez só?

Eu sou um daqueles tolos melodramáticos

Neurótico ao extremo, pode ter certeza

LOS ANGELES, ABRIL DE 2014

ASHTON

Esse é o nosso primeiro dia de folga em um longo período de tempo e oficialmente o primeiro dia de folga da Zoe desde que ela se juntou à banda. Nem preciso dizer que os caras estão curtindo as poucas horas de liberdade como se não houvesse amanhã, bebendo todas e perseguindo garotas. Estamos em uma festa na casa dos caras da All Time Low e, ainda que seja fácil se perder nas distrações, não consigo sair do modo trabalho, vendo em cada convidado chapado uma parceria em potencial.

É cansativo e estressante estar em uma festa com tanta gente famosa e tentar se fazer notado, tentar conseguir a validação de músicos mais velhos e experientes, mas eu estou tentando. Eu quero conhecer o maior número de pessoas possível e fazer meu melhor pra que eles gostem da gente e, com um pouco de sorte, da nossa música também.

Pra ser honesto, até agora eu só cruzei com meia dúzia de gente da música, os convidados na sua maioria são youtubers e bloggers com os quais eu não poderia me importar menos, mas como eles têm uma boa quantidade de seguidores e a banda se beneficiaria de uma menção nos seus canais, dedico boa parte do meu tempo a ouvir suas histórias intermináveis e piadas clichês sobre o fato de eu ser australiano.

Após rir de todas as referências que não faziam o menor sentido pra mim e bater todo tipo de selfie em grupo, dou um jeito de deixar o círculo sem ser notado.

– E aí Ash, se divertindo? – um muito bêbado Jack Barakat aparece do nada, me abraçando pelos ombros.

– Você não faz ideia.

– Beba mais e tudo ficará mais divertido. – ele ri, me oferecendo um copo de conteúdo duvidoso.

– Valeu cara... Espera ai, aquele é o baterista do Yellowcard?!

– O primeiro e único Longineu Parsons.

– Você tem que me apresentar a ele, é sério Jack, eu nunca te pedi nada.

– Cara, você precisa relaxar e parar de importunar meus convidados. – ele fala de um jeito arrastado, tropeçando no caminho e eu o seguro – Siga o exemplo do Luke, ele está se divertindo pra caralho!

Sigo a direção na qual ele está apontando, onde um cara alto e loiro dança em cima da mesa, cercado de garotas e faço careta.

– Aquele não é o Luke.

– Cacete, não brinca! – ele grita estreitando os olhos e logo começa a rir descontroladamente – Puta merda, eu podia jurar que aquele era o Luke. Que vacilo o meu.

– Olha só, ele está indo embora. – gemo inconformado enquanto Parsons desaparece na multidão.

– Sabe quem vai ser uma boa conexão entre você e o Parsons? A Janine aqui. – ele diz, arrancando uma garota loira do seu pequeno círculo de amigas.

Olho para ela com um sorriso absolutamente constrangido, querendo me desculpar de antemão pelo comportamento bêbado e exagerado de Jack, mas ela é toda sorrisos para cada palavra que sai da boca dele.

– Janine, esse é o Ashton. Ashton essa é a Janine.

– Janie. – ela corrige com uma risada aguda – Você sempre está confundindo meu nome, seu bobão.

– Me desculpe, princesa. Eu não vou esquecer da próxima vez. – ele promete, então se vira para mim – Ela foi pra casa com o Parsons semana passada então marque alguns pontos com a Janie e você terá feito uma conexão profunda com o cara. Janie, você pode fazer companhia ao meu amigo Ashton?

– Claro que posso, ele é bem bonitinho.

– Ele é um pedaço de mau caminho! E ainda está em uma banda, 5 Seconds of Summer!

– 5 Seconds do quê?

– Ele abriu shows pro One Direction. – Jack explica rapidamente, parecendo cansado.

– Uau! Que incrível! Tua banda deve ser muito boa. – ela me sorri boba.

Jesus Cristo, onde eu fui me meter.

Jack me dá uma batidinha no ombro e vai embora, nos deixando a sós. Bem, não tecnicamente, uma vez que estamos no meio de uma festa. Ainda assim, o vácuo que se instala entre nós é quase palpável.

– Então, você é cantor?

– Baterista.

– Hum... Que sexy.

Eu rio sem graça.

– Nem tanto.

– Claro que sim, olha só esses braços.

Ela desliza os dedos pelo meu ante-braço e me permito dar uma checada nos seus peitos que estão saltando do decote.

– Ei, Janie, está meio quente aqui.  Você não quer dar uma volta lá fora?

– Claro.

Ela dá um pulo agarrando meu braço.

– Então, você é amiga do Parsons?

– É, a gente saiu algumas vezes, ele é bem divertido.

– Bom saber, a gente deveria chama-lo pra sentar e bater um papo, o que você acha?

– Por mim tudo bem. Devo trazer algumas amigas junto?

– Claro. – concordo alegremente, terminando minha bebida. – Quanto mais gente melhor.

Forço um sorriso e ela balança meu braço bobamente antes de sair.

De alguma forma, meia hora depois eu estou sentado no jardim, cercado de garotas e nem sinal do Parsons. Eu culpo Jack Barakat.

– Então, é verdade que o Harry tem manias esquisitas? – a loira baixinha sugere.

– Não, fala mais sobre o Zayn, ele prefere loiras ou morenas? – a loira de cabelos curtos pergunta.

– Eu não sei, gente. – digo em meio a uma risada embargada, tentando não me irritar. – Nós não estamos na mesma banda, vocês entenderam isso não é?

– Claro que entendemos, mas vocês viajaram tanto tempo juntos. – Janie geme, fazendo desenhos no meu peito – Tenho certeza que você tem muita história pra contar.

– É, com certeza tenho, mas a maioria delas envolve os membros da minha banda. – solto, ficando impaciente com tudo isso.

– Ouvi dizer que o guitarrista do Simple Plan está por aqui em algum lugar, meninas, porque vocês não vão falar com ele? – Janie sugere, percebendo minha crescente irritação.

Tão rápido como um enxame de abelhas procurando mel, elas desaparecem com seus risinhos deslumbrados.

– Obrigado. – desabo na cadeira, virando meu copo de vodca com energético.

Eu me sinto mais cansado do que aliviado, encarando as garotas bêbadas e os caras chapados pelo jardim. Olho para o celular, vendo que ainda é cedo e de alguma forma vou ter que aguentar mais duas horas disso antes de arrastar minha banda pra casa. Mais que saco.

– Você quer que eu pegue outro pra você? – Janie oferece, se inclinando sobre mim.

– Yeah, seria bacana.

Em pouco tempo ela volta com mais duas bebidas e eu estou amargurado o suficiente pra começar a criticar toda e qualquer coisa a minha volta.

– Aquele cara, por exemplo, ele pensa que está fazendo algo relevante, mas só conseguiu chegar aonde está porque os pais dele têm dinheiro. Duvido que se ele tivesse crescido na puta que pariu, tendo que colocar comida dentro de casa todo santo dia ele estaria aí agora. Esse é o problema dessa geração. – reclamo, falando cada vez mais alto graças à bebida – O talento não importa, seu trabalho não importa... Quem dá a palavra final é o dinheiro e isso é injusto pra caramba. Se eu fosse rico, eu compraria minha própria banda e daria dinheiro pra eles fazerem quantas turnês eles quisessem. Era isso. Eu ia pegar todas as bandas por aí, bandas de rock, bandas de verdade e ia investir pra eles fazerem quantos shows eles quisessem...

Sou interrompido pelos lábios de Janie cobrindo os meus.

– Por que você não investe em mim? – ela geme, voltando a me beijar, uma mão já espalmada nas minhas calças.

Me deixo levar por alguns segundos e a puxo pela nuca, me satisfazendo com o seu toque, com a pressão de um corpo feminino sobre o meu. Já faz tanto tempo...

– Er... Espera, espera. – digo, segurando-a pelos ombros.

– Você é gay?

– O quê? Não!

– Então qual o problema?

– Eu meio que estou saindo com outra pessoa...

– Eu não tenho ciúmes.

Ela não espera uma reação, selando nossos lábios outra vez, deslizando em beijos pelo meu pescoço. Argh, que inferno. Fecho os olhos, imaginando que são os lábios de Sophia trabalhando na minha pele e me empolgo, puxando a garota para o meu colo, estranhando o quadril estreito ao qual me agarro agora.

Me sinto travado ficando com outra pessoa depois de tanto tempo, levando uns bons minutos pra me acostumar com a forma como a língua dessa garota se move contra a minha. Eu não gosto do jeito suave como ela toca meu cabelo.

Considero afastá-la e ir embora, mas isso me tornaria um fracassado e uma piada ainda maior. A essa altura Sophia deve ter uma fila de caras batendo na sua porta, prontos pra tocar o corpo dela como só eu deveria ser capaz de fazer. O pensamento me deixa irritado e eu agarro Jenie com mais força, mordendo seu pescoço.

– Oh, isso, isso, me morde todinha, meu baterista gostoso.

– Por favor, pare de falar. – gemo, descendo pelo colo dela, imaginando outra pessoa. – Merda, eu deveria ter te mandando pro inferno com aquele maldito livro de regras.

– Oi?

– Nada, não foi nada. – balbucio rápido, voltando a beijá-la.

Talvez eu devesse ter ligado pra Sophia, mas hey, ela também não me ligou. Ela provavelmente está se saindo muito bem sem mim. Ela sempre se sai.

As últimas semanas têm sido incrivelmente puxadas e fere meu orgulho saber que tudo isso é apenas preparação pra sair em turnê como banda de abertura outra vez. Eu não consigo olhar pra Sophia, para aqueles olhos intensos que estão sempre vasculhando minha alma e fingir que está tudo bem. Fingir que não dói nas minhas entranhas aceitar o papel de fantoche em um jogo de cartas marcadas. Ela é tão livre e corajosa que eu me sinto um lixo ao perceber que nesse momento sou exatamente o oposto.

Eu queria estar à altura dela, eu queria ter todo o dinheiro do mundo pra comprar as melhores coisas e levá-la aos melhores lugares. Eu a trataria como uma rainha e nós nunca teríamos que passar outro dia longe um do outro. Ela me admiraria pelo músico relevante que eu sou e eu poderia apresenta-la ao mundo como minha incrivelmente sexy e espirituosa namorada.

Mas é claro, tudo isso fica no lindo mundo da imaginação.

Na vida real eu tenho uma fama de solteiro a defender, milhares de garotas adolescentes pra conquistar, nenhum tostão no bolso e uns cinquenta shows do One Direction pra abrir.

Eu sou ou não sou um partidão e tanto?

– Você quer ir lá pra cima? – Janie pergunta em meu ouvido.

– Bem, eu ainda tenho uma hora pra matar e essa festa está uma merda. – provoco lhe mostrando meu melhor sorriso.

Não requer muito tempo ou muito esforço pra fazê-la gritar meu nome contra a parede de um dos quartos da casa. Eu me atreveria a dizer que levou mais tempo pra encontrar um cômodo vazio do que pra efetivamente entrar nas calças dela.

Assim que consigo trazê-la ao clímax, saio de dentro de Jenie e me livro da camisinha, finalizando por conta própria. A loira fica de joelhos eu fecho os olhos me apoiando na parede enquanto ela retribui o favor. Estou fazendo um esforço sobrehumano pra não abrir a boca e acabar falando alguma besteira, como o nome de outra pessoa.

A adrenalina e o prazer crescem, mas não chego ao ápice com a mesma intensidade que eu gostaria e logo o pico de euforia se converte em decepção.

– Merda, isso foi bom. – digo com um meio sorriso, ajudando-a a se levantar.

– Qualquer coisa pra você, gatinho.

Janie me oferece seus lábios e eu a beijo e ajeito minhas calças simultaneamente, mal vendo a hora de desaparecer daqui. É por isso que eu evito transas de uma noite, na maioria das vezes eu acabo me sentindo péssimo logo depois.

– Você precisa de algo? Um banho, água, uma carona pra casa?

– Teu número já é o suficiente. – ela arrisca com um sorriso malino.

– Foi mal, não vai rolar.

Estou pronto pra dizer que não posso dar meu número pra ninguém por causa da assessoria de imprensa, mas Janie parece mais do que consciente de como as coisas funcionam por aqui.

– Só me siga no Twitter então. – ela sorri, pegando uma caneta só Deus sabe de onde e escrevendo o nome de usuário no meu antebraço.

– Certo, isso eu posso fazer. – me inclino, beijando-a brevemente nos lábios – Se cuida.

 – Você também. Te vejo por aí, Ash.

Janie ajeita o decote profundo e me sopra um beijo, saindo do quarto.

Vou ao banheiro e me sinto um merda ao encarar meu reflexo no espelho, o rosto vermelho pelo esforço físico e pelo álcool, minha bandana completamente fora do lugar. Tiro o pedaço de pano da cabeça e o uso pra enxugar meu rosto depois de lavá-lo.

Me pergunto onde Michael, Calum e Luke estão, não querendo sair desse quarto a menos que eu possa ir direto pra casa.

Mando uma mensagem pra cada um deles e então me pego encarando o número dela.

Estou abatido o suficiente pra não medir palavras.

Eu: Então, você vai mesmo me abandonar?

Sento na cama, cansado. Que horas são em Londres agora?

Deito, fechando os olhos e o celular vibra em minhas mãos. Desbloqueio a tela, torcendo pra ser um dos caras dizendo que já podemos ir embora.

Sophie: Hahaha, até parece.

Eu: ?

Sophie: Eu continuo onde sempre estive, você quem foi embora.

Eu: Não por vontade própria.

Eu: Que horas são aí? Nem acredito que você está respondendo minhas mensagens sem me fazer esperar horas por isso lol

Sophie: Dez da manhã... Então aí deve ser umas duas da madrugada?

Eu: Yep. Por aí.

Sophie: E o que você está fazendo acordado? Zoe não te colocou pra dormir?

Eu: hahahaa, que engraçadinha.

Sophie: Vai dizer que eu estou exagerando? Calum disse que ela até usa um apito pra colocar vocês pra fora da cama pela manhã rs

Me sento encarando a tela.

Então ela tem conversado com o Calum?

Eu: É, isso aconteceu algumas vezes, mas não vai rolar hoje. Estamos de folga :D

Sophie: Vou escolher acreditar que ela tinha confiscado teu celular e só te devolveu agora então.

Eu: Sinto muito, eu tenho andado ocupado ;(

Sophie: Eu sei. Calum me disse.

Tudo bem, eu já entendi que fui um idiota em desaparecer. Não precisa mencionar o Hood tantas vezes.

Sophie: Então, aproveitando a folga na balada com os meninos?

Eu: Na verdade estou jogado na cama sozinho.

Tecnicamente nem era uma mentira.

Sophie: Uau! É sério? Que trágico.

Eu: HAHAHA Por quê?

Sophie: É tua folga. Vá curtir uma festa, teus amigos do mundo da música, as gatinhas que piram num baterista com sotaque lol

Eu: Já tenho minha gatinha que pira no meu sotaque.

Sophia: .......

Sophia: Sério? E quem é essa?

Eu: Espero que seja você!!!

Ela demora a responder e eu encaro a foto na tela, lembrando o quão adorável ela fica quando revira os olhos e sorri para o chão, sem querer admitir que eu falei exatamente o que ela queria ouvir.

Eu: Eu sinto a tua falta, Sophie. Não tem ideia do quanto eu gostaria que você estivesse aqui agora. As coisas seriam bem diferentes, bem melhores.

Sophie: É, eu sinto falta de vocês também. Meus dias eram muito mais divertidos com a banda por perto.

Vocês.

Eu: O que você tá fazendo agora?

Sophie: Assistindo a um documentário que o Martin indicou. Acho que tu ia gostar!

Puta merda, agora estou imaginando Sophia assistindo filmes inteligentes agarrada naquele babaca metido a sabe tudo. Resolvo engolir meu ciúme e brincar com a situação.

Eu: Tem muita gente morta?

Sophie: HAHAHAHAHAH Milagrosamente não!

Sophie: Mas de um jeito muito mais profundo, sim.

Eu: ???

Sophie: É um documentário sobre um músico que todo mundo achava que estava morto, mas na verdade estava vivendo uma vida humilde no anonimato enquanto a música dele revolucionava um continente do outro lado do mundo.

Eu: UAU

Me ajeito no colchão, ficando curioso com a história.

Sophie: Poderoso não é?

Eu: Nem me fale! Impossível acreditar que algo assim aconteceu na vida real. O pobre cara deve ter sofrido pra caralho.

Sophie: Sabe que nem parece? Certo, é meio trágico que ele não tenha desfrutado do próprio sucesso, mas se você parar pra pensar também é um pouco mágico que, enquanto ele vivia uma vida normal, centenas de pessoas idolatravam a música dele. Na África o cara era mais famoso que o Elvis! A música dele até inspirou o movimento contra o Apartheid! Difícil pensar em uma definição de sucesso melhor do que essa.

Sophie: Faz todo o resto parecer pura vaidade.

Fecho os olhos e quase sou capaz de vê-la gesticulando no ar, falando cada vez mais rápido e com cada vez mais empolgação. A imagem me faz sorrir.

Eu: Qual o nome do documentário?

Sophie: Searching for Sugar Man.

Eu: Maneiro, vou tentar assistir ;)

Sophie: Nãaaao! Eu estava planejando te mostrar eu mesma quando tu voltasse... Eu gosto de ver a reação das pessoas assistindo as coisas que eu aprovo, você sabe.

Estou digitando a resposta quando um casal entra no quarto, se agarrando desesperadamente.

– Opa.

– Cacete! Foi mal cara, a gente achou que o quarto estava vazio.

– Sem problemas, já estou de saída. – lhes digo com genuína boa vontade.

Atravesso o corredor e desço as escadas com pressa, procurando um lugar isolado no jardim.

Eu: Você deveria vir assistir comigo então.

Sophie: Hahahaha ta certo. Prepara a pipoca que daqui a pouco eu chego aí.

Eu: Estou falando sério. Eu pago a passagem.

Se eu tinha dinheiro sobrando? Não. Se eu estava disposto a mexer nas minhas economias pra trazer a Sophia pra passar alguns dias comigo? Pode apostar que sim. Eu nem quero saber o que a Zoe vai dizer, se Sophia concordar eu compro as passagens agora mesmo.

Mas é claro, esse é um tiro no escuro e pra lá de distante. Ela provavelmente tem mil coisas mais importantes pra fazer.

Sophie: Você está brincando?

Eu: Nope. Nunca falei mais sério. Nós temos uma semana no estúdio com o Feldy antes da turnê começar, então vai ser bem tranquilo até lá. Você até pode ir ao primeiro show aqui em Los Angeles.

Eu: Mas só se você quiser, é claro. Eu vou entender se você tiver aula ou coisa do tipo.

Aperto a unha do polegar contra o dedo indicador, ansioso e me pego verdadeiramente empolgado com a ideia de tê-la por perto por uma mísera semana que fosse.

Sophie: É claro que eu quero, ficou louco?! Se você me der as passagens estou aí amanhã mesmo!

Eu: hahahahah É sério?

Sophie: Seríssimo!

Sophie: Olha Ashton, eu juro por Deus, já estou tirando meu casaco rosa do guarda roupa. Se você estiver me trollando, Deus me ajude, eu vou jogar querosene em tudo o que você ama!

A mensagem me faz rir feito um idiota e eu jogo a cabeça pra trás, enxergando o céu pela primeira vez essa noite, antes de responder.

Eu: Pode pegar o casaco rosa. Eu nunca falei tão sério em toda a minha vida.


Notas Finais


FALEM, FALEM QUE EU ESCUTO muahahahhaha


Música: https://www.youtube.com/watch?v=NUTGr5t3MoY


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