História União - Capítulo 6


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá Sorteados!

Por favor não me matem, eu sei que eu demorei dessa vez, mas é que eu tinha entrado em semana de provas e ai logo depois tivemos duas semanas para fazer os trabalhos do Dia da Cultura lá do meu colégio, e tivemos também que arrumar o próprio colégio. E adivinhem, já tenho testes pra essas semana e as próximas, mas prometo não demorar tanto dessa vez.

Bem, chega de ler as lamentações dessa escritora, e tenha uma boa leitura!

P.S: LEIAM AS NOTAS FINAIS!!!!!!!!

Capítulo 6 - Capítulo 5 - Smoke On The Water


CAPÍTULO 5 

 

Astra precisou fechar os olhos pela quantidade de flashes que voaram na sua direção assim que a porta se abriu. Eram vários jornalistas e fotógrafos de diferentes imprensas de todos os países da União.

— Meu Deus! – Evan exclamou, esfregando os olhos.

Conolly tentou andar, enquanto dois guardas abriam passagem pelo mar de fotógrafos que cercavam os três sorteados. Após passarem pelo tumulto, puderam finalmente analisar o salão do palácio. As janelas iam do chão até o teto, e na outra ponta do salão, havia duas grandes portas que levavam até uma varanda. Os lustres dourados pendurados no teto bem trabalhado do salão davam uma iluminação amarelada ao cômodo. As paredes cor de creme eram muito bem trabalhadas com detalhes e pinturas em dourado. No teto, mais algumas pinturas coloridas envoltas com molduras douradas.

— Tá bem, a realeza ama um dourado. – Cassid apareceu ao lado de Astra. – O que mais podemos deduzir enquanto olhamos para esse lugar?

— Você sabe que a família real inglesa não existe mais né? – Astra perguntou olhando para ela. – Toda essa palhaçada acabou depois da guerra.

— Claro que sei, mas o que não dá para aprender em uma aula de história? – Ela riu.

Quando Astra finalmente pode reparar em seu vestido, notou que o modelo era o mesmo que o dela, como Filó havia dito. A única diferença era a cor; um azul tão claro quanto os olhos de Cassid. O cabelo dela estava escovado e ondulado, jogado sobre os ombros. Ela estava realmente estonteante. Mas, Astra só consegui formular uma pergunta:

— Cadê seus dreads? – Ela deu uma volta nela e levantou o seu cabelo.

— Me obrigaram a cortar. – Cassid torceu a boca, parecendo pouco animada com aquilo. – Mas eles já estavam velhos mesmo, então nem faz tanta diferença pra mim. Até que eu estava sentindo falta do meu cabelo normal.

Astra estranhou aquilo saindo da boca dela. Sem as roupas estranhas e o cabelo antigo, ela parecia tão... normal. Foi como se ela tivesse perdido sua essência, sua personalidade.

— Você já viu o pessoal novo? – A loira perguntou à Astra.

Ela olhou envolta. Muitos homens e mulheres vestidos formalmente, enquanto alguns garçons circulavam servindo taças de champagne. No canto do salão, havia uma mesa com algumas comidas estanhas que Astra nunca tinha visto.

— Hum... acho que não. Quando eu estava indo tomar banho, vi um garoto sendo escoltado. Ele provavelmente tinha acabado de chegar. – Disse Astra.

— Como ele era? – Perguntou Cassid, olhando envolta.

— Alto, branco, cabelos lo...

— NOSSA, SÓ PODE SER O DO CANADÁ! – Cassid falou, visivelmente animada. – Ele é muito lindo! Eu acho que se chama Marvin... sei lá, algo do tipo.

— Sério? Não achei nada e mais. – Astra torceu a boca. – Deve ser porque ele me lembrou meu irmão mais velho. Seria bem estranho.

— Argh! Tanto faz! – Cassid revirou os olhos. Astra então percebeu que a personalidade dela não havia mudado, e agradeceu à Deus por isso. – O Mexicano também tá aqui. Ele é moreno e quase não tem cabelo, mas, nossa, que sorriso encantador!

— Você tá fazendo algum tipo de mapeamento dos meninos, é isso? – Astra ergueu uma sobrancelha, enquanto pegava uma taça de água que um garçom havia servido.

— Minha natureza diz que eu tenho que transar com um deles durante a nossa estadia aqui.

Astra engasgou com a água e acabou cuspindo-a no chão, enquanto soltava uma risada alta, que atraiu vários olhares. Algumas mulheres olharam torto para ela, certamente repreendendo os modos da Sorteada. Astra também conseguiu ver Ivan e Gretta olhando de longe, com um olhar superior.

— Se a senhorita pudesse ser um pouco mais discreta... – Conolly se aproximou, com um meio sorriso travesso nos lábios. – Talvez todas essas pessoas de nariz empinado que ocupam este salão mudem suas opiniões sobre os C’s que foram sorteados.

Astra franziu as sobrancelhas, pronta para soltar um palavrão para Conolly, quando arregalou os olhos castanhos.

— Espera aí, você também é um C? – Ela perguntou, com a boca meio aberta pela surpresa.

— Porque o espanto? – Ele sorriu.

— Para falar a verdade, não sei. É estranho quando você conhece uma pessoa e pensa uma coisa dela, mas aí vê que não é verdade.

— Achou que eu fosse rico é? Nossa, é tudo que eu mais quero. – Ele deu uma risada divertida. — Vim de uma família de fazendeiros de quatro gerações e tenho oito outros irmãos.

— OITO? – Cassid perguntou espantada e assustou Conolly. – Não aguento nem meus três irmãos pequenos!

Astra riu

— Sou o quarto mais velho. – Conolly mexeu em seu bolso e tirou uma fotografia de lá. Na foto, havia oito meninos encostados em uma cerca de madeira fazendo pose enquanto um bebê tentava se manter em pé enquanto ria. Todos estavam descalços e usavam os mesmos modelos de macacões. Todos tinham o mesmo cabelo claro, mas cada um tinha seus próprios traços no rosto. – Esse aqui da ponta é o Christian, o mais velho, com vinte e dois anos. Depois vem o Cameron com vinte e o Cooper com dezenove. – Ele apontava para cada um na foto. – E aí tem eu, com dezessete e logo depois os gêmeos Casper e Connor, que, fizeram dezesseis semana passada. – Ele apontou para dois meninos que faziam careta enquanto tentavam subir na cerca. – E então tem o Clint de quatorze e o Clarence de doze. E a bebezinha sorridente aqui na ponta é a Claire, a caçula de um ano.

— Coitada. – Disse Cassid.

— Que? – Conolly franziu as sobrancelhas.

— N-nada. – Ela sacudiu a cabeça. – Você tem uma família muito bonita.

Conolly sorriu enquanto guardava a foto.

— É... eu tenho sim.

Nas portas do salão, os jornalistas se agitaram. Um novo mar de flashes e perguntas para quem quer que estivesse entrando. Logo viram Kenya em um vestido vermelho ao lado de dois jovens que ainda não tinha visto. O menino só poderia ser o Sorteado da China, tinha cabelos pretos e os olhos puxados que eram uma característica da região. Usava o mesmo modelo de smoking dos outros e sua gravata era amarela. A menina tinha cabelos pretos longos e usava um vestido também preto, que fazia um ótimo contraste com a pele branquíssima. Aquela era Agnes, a Sorteada da Alemanha.

— Ela é bem mais bonita de perto. – Disse Astra.

— Chegou mais gente? – Evan parou ao lado de Conolly, enquanto segurava uma taça em sua mão.

— Aham. – Confirmou Conolly, coçando a mão. – Acho que agora não falta mais ninguém. 

— Falta sim. O Americano. – Disse Evan. – Eu não aguento mais essa ‘’festa’’. – Fez aspas com os dedos.

— Ah, dá um tempo! – Disse Cassid, fazendo Evan arregalar os olhos. – Não está aqui a nem vinte minutos! Curte um pouco toda essa comida grátis!

Evan riu e concordou com a cabeça. Ao seu lado, Conolly respirava como se tivesse acabado de correr uma maratona, enquanto suava.

— Conolly, você tá bem? – Astra perguntou, olhando para o britânico.

— Estou. – Ele respondeu, coçando o pescoço. – Eu só... eu quero ir ao banheiro.

Ele saiu apressado e passou pelo mar de jornalistas até passar pelas portas e desaparecer nos corredores.

— O que deu nele? – Kenya se aproximou com uma expressão engraçada ao ver Conolly correndo.

— Maluquice aguda. – Disse Cassid, revirando os olhos. – Kenya, você está muito linda!

— Está mesmo. – Disse Evan.

Ela sorriu envergonhada.

— Obrigada.

— VOCÊS ESTÃO MARAVILHOSOS! – Filó passava pela multidão esbarrando em todo mundo para nos alcançar. — Eu disse que vocês iriam ficar fabulosos! Cassid, concerta essa postura! Você não é o corcunda de Notre Dame! Evan, querido! Seus olhos combinaram tanto com a sua gravata! Aposto que alguma moça já tentou a sorte hoje.

— Hoje eu só consigo olhar para uma em especial. – Ele piscou para Filó, que fez ele abaixar para apertar suas bochechas.

— Kenya, o que achou dos Sorteados que entraram com você? – Perguntou Cassid.

— Vocês provavelmente concordam que a Agnes aparenta ser bem fria e durona, mas ela é supertranquila. E é engraçada também. O Lee é meio quieto, mas participou da curta conversa e riu das piadas da Agnes.

— Mais uma com um gene forte. – Astra comentou de uma forma brincalhona, olhando para Cassid, que lhe mostrou a língua.

— Parem de fofocar, seus intrometidos! Porque vocês não vão falar com eles? – Filó deu uma bronca não muito séria. – Já viram que gracinha que é o Sorteado do Canadá? Olha só! Está sozinho ali no canto!

— AONDE ELE TÁ? – Disse Cassid, esticando o pescoço para procura-lo.

— Bem, acho que eu vou procurar o Conolly, ele está demorando muito. – Disse Astra, indo até a porta.

Astra parou no meio do caminho quando viu o último Sorteado que estava faltando entrar no salão. Ele era alto, tinha cabelos pretos e olhos castanhos esverdeados, porém não era bonito. Diferente dos outros, ele parava para tirar fotos. Mesmo tentando parecer simpático para a imprensa, Astra havia achado ele intimidador. Como se ela soubesse que ele não era uma boa pessoa.

 

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Assim que a porta do salão fechou atrás de sí, Astra ficou sem saber aonde ir. Não sabia onde ficava os banheiros e também não sabia se realmente encontraria Conolly lá, já que ele certamente estava passando mal, à julgar pelo seu estado. Quando Astra virou um corredor, saiu em um grande hall onde no final viu uma porta aberta, revelando um céu escuro e estrelado. Ela caminhou enquanto segurava a saia de seu vestido para andar mais rápido.

Assim que cruzou as portas, viu Conolly soltando fumaça pela boca.

— CONOLLY? – Disse, mais surpresa do que brigando, enquanto o loiro tossia por causa do susto.

— O que você está fazendo aqui? – Ele perguntou, mantendo as mãos atrás do corpo.

— E vim te procurar para ver se estava tudo bem! – Disse ela. – O que você está escondendo nas mãos?

— Eu? Nada! – Ele disse, enquanto um pequeno rastro de fumaça crescia em linha reta atrás de seu corpo.

— Eu não acredito que você fuma, Conolly. – Astra colocou as mãos na cintura.

— E o que é que tem?! – Ele exclamou irritado, mas soltou um suspiro triste logo depois. – Comecei com treze. É normal na região onde eu moro, no interior, os jovens começarem a fumar cedo.

Conolly tirou a mão de trás do corpo, e Astra pode ver o cigarro entre o dedo indicador e o mediano. Aos pés do garoto, havia outras duas bitucas pisadas. Ele deu mais uma tragada no cigarro acesso e expeliu a fumaça.

— Por isso que você estava se coçando todo lá dentro e não parava de suar? – Perguntou Astra. – Muito tempo sem fumar?

— Ontem não tive tempo e nem privacidade para fazer isso. Hoje também não. Pelo menos até agora. – Ele deu de ombros e deu mais uma tragada no cigarro enquanto Astra observava a ponta queimando.

— Faz isso escondido dos seus pais desde sempre? – Astra perguntou.

— Não exatamente. – Ele expeliu a fumaça e continuou falando. – Com os mais pais foi basicamente a mesma coisa, eles também começaram cedo. Mas eles não fumam mais. Eles sabiam que meus irmãos mais velhos fumavam, e mesmo assim eles procuravam não fazer isso na frente deles. Então eu experimentei o meu primeiro a alguns anos atrás. – Ele deu uma pausa e levou os lábios até o cigarro, dando outra tragada. – Eu não sou viciado, só fumo ocasionalmente, mas os últimos dois dias estavam sendo tão estressantes para mim que o meu corpo estava pedindo, sabe?

— E você trouxe esses cigarros nas malas? – Perguntou Astra, erguendo uma sobrancelha.

— Trouxe o suficiente para não enlouquecer aqui dentro. – Disse ele.

— Achei vocês! – Cassid passou pela porta da varanda animada. – Olha, estão precisando dá gente lá no... – Ela reparou o cigarro nas mãos de Conolly, e após olhar para Astra, continuou falando: - Porque não me chamaram também?

— Que? – Astra pareceu surpresa. – Não, eu não estou fumando! Só o Conolly está!

Cassid riu.

— Estava brincando, eu também não faço essas coisas. Eu acho nojento. – Ela fez uma careta.

— Ah, legal. Reprovação da loira maluca! – Disse Conolly, revirando os olhos e dando uma tragada.

— O único maluco aqui é você! Sua chaminé ambulante! – Cassid revidou, mas Conolly não deu atenção.

— Calem a boca, os dois! – Disse Astra, irritada. – Parecem duas crianças! Conolly, termina logo essa porcaria porque a gente precisa voltar lá para o salão.

— Que seja. – Ele jogou o cigarro no chão e esfregou a sola do sapato nele.

O trio andou pelo longo hall de onde Astra havia vindo, e quando iam virar em um corredor menor, Cassid, que estava na frente do grupo, esbarrou com Evan.

— Achei vocês. – Disse ele. – O que foi? Conferência da Liga da União e não me chamaram? Que grosseria! – Ele mexia a cabeça negativamente.

Astra e Cassid deram uma risada.

— Venham, todos os Sorteados tem que estar lá no salão agora. – Ele explicou. – Acho que chegou a hora de eles nos ‘’apresentarem para o mundo todo’’. – Ele articulou com as mãos enquanto falava num tom meio debochado.

Talvez aquilo fosse mais importante do que ele realmente imaginava, afinal.

 


Notas Finais


Olá novamente!

Sorteado do Canadá - Jeremy Sumpter
Sorteado do México - Keiynan Lonsdale

Tenho quatro coisas para falar com vocês, lindos e xerosos Sorteados.

1- Eu optei por fazer esse capítulo um pouco menos tenso e um pouco mais divertido para dar uma descontraída mesmo. PORÉM, no próximo capítulo, a coisa volta a ficar sinistra e muitos personagens irão mostrar o seu verdadeiro caráter, pessoas começarão a se odiar, outras se tornarão amigas, alianças serão formadas.... (chega q isso tá parecendo até narração da sessão da tarde)

2- QUERO OUVIR TODAS AS TEORIAS QUE VOCÊS FORMARAM NESSAS CABECINHAS!!! QUALQUER COISA, PODE MANDAR PELOS COMENTÁRIOS!

3- Eu não quis estabelecer uma aparência para o sorteado americano e nem para o chines, resolvi deixar a critério de vcs. (no incício o americano seria o Miles Teller e o chines seria o Ki Hong Lee)

4- Comecei uma fanfic nova com o Evan Peter e com os meninos da 5SOS. Quem quiser dar uma olhadinha, esse aqui é o link: https://spiritfanfics.com/historia/bad-boys-6470243


Bem, é só isso mesmo. Um beijo e até o próximo capítulo!!!


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