História Unidos pela música - Capítulo 20


Escrita por: ~ e ~AnaJu247

Postado
Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Maxon Calix Schreave
Tags A Seleção, Fotografia, Musica, Romance
Exibições 55
Palavras 1.127
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá! Como sempre, demorei demais, né?
Eu sempre demoro, mas dessa vez foi beeeem mais do que o comum...
Desculpa mesmo!
Ok, ninguém deve ler isso mesmo, mas se estiver lendo: Boa leitura! :)

Capítulo 20 - Porque eu te amo.


(Pov: America)

-America, ele merece saber... - Maxon olha para mim, com pena, tanta pena que partiria meu coração, se ela não estivesse direcionada a mim. - Ela estava tendo um encontro duplo, comigo e com você ao mesmo tempo.

Olho para o chão, decepcionada comigo mesma. Sinto o olhar de todos em volta pesarem sobre mim, mas não ligo. Os únicos olhares que me preocupam são os de Maxon e Aspen.

-Como assim?- Aspen pergunta, mas não consigo reunir coragem o suficiente para reponder.- America?

America, ele me chamou de America.

Levanto a cabeça e encaro Aspen. Qualquer um conseguiria identificar a tristeza e confusão no seu olhar. Finalmente, consigo reunir forças:

-Desculpe... Eu...- Começo a gaguejar.- No dia do par...

Sou interrompida por Aspen, que me puxa para uma outra área vazia.

-Pronto, pode falar.- Ele me encara, ríspido.

-No dia do parque... o Maxon estava lá, eu...

-Como assim ele estava lá, America?

America.

-Lembra das vezes em que eu saí? Quando eu fui ao banheiro... Eu fui me encontrar com ele, eu...

-Não entendo.- Ele olha para o chão.

-Eu estava em um encontro com você e com ele ao mesmo tem...- Sou interrompida mais uma vez.

-Isso eu entendi.-Ele fala, seco.- Mas... por quê? Por que fez isso?

-Porque vocês marcaram ao mesmo tempo e eu não sabia como cancelar, eu... Desculpe, eu não sabia como cancelar, não sabia o que fazer, eu...- Esfrego o rosto, olhando para cima, como se eu fosse receber alguma luz, como se algo pudesse me ajudar. Mas, claro, nada pode.

-Eu queria ficar um pouco com você, queria passar um tempo à sós! Queria... falar com você...falar que... Eu queria te falar o que eu sinto!-Quando ele percebe o que falou, começa a entrar em pânico.- Você podia ter cancelado! Ou... podia ter falado a verdade de uma vez.

Ele sai andando com passos firmes. Estico a mão e chamo seu nome, mas sei que ele não ouviu. Ouço o som de seus passos ficando cada vez mais distantes, assim como sua figura, que já saiu do meu campo de visão. Desabo no chão, com o peso da realidade sobre meus ombros. Sei que provavelmente perdi uma das pessoas mais importantes da minha vida com um simples ato descuidado e desalmado.

-America!- Ouço a voz de Maxon. Ele se aproxima e senta ao meu lado.

Abraço as pernas e apoio a cabeça nos joelhos, desabando em lágrimas. A voz de Aspen ecoa na minha cabeça: “Podia ter falado a verdade de uma vez.” Podia, mas não o fiz. Eu menti para ele. Despedacei seus sentimentos.

-Você fez a coisa certa.- Ele tenta me consolar.- Ele merecia saber.

                                                                                       **********************************

(Pov: Aspen)

Saio o mais rápido que consigo do prédio. Passo pelas pessoas, ignorando seus rostos curiosos. Passo, também, por Maxon, evitando seu olhar. Devo odiá-lo ou agradecê-lo? E quanto à America? Por que ela faria algo do tipo?

Volto para a mesma lanchonete em que estava antes, como se pudesse voltar no tempo, voltar para quando eu ainda tinha sentimentos.

-O que o senhor vai querer?- A garçonete pergunta.

Apoio os cotovelos na mesa e passo a mão pelo rosto, ainda não acreditando em minha atual situação.

-Um sorvete. De chocolate, se tiver.

-Ok... O senhor está bem?- Ela pergunta, curiosa.

-Ah, sim, estou, obrigado.

Sua expressão muda para uma de incerteza misturada com confusão. Além disso, deve ter percebido que eu menti.

Cinco minutos depois ela volta com uma taça cheia de sorvete e a coloca sobre a mesa.

Ela checa o relógio em seu pulso, olha de um lado para o outro e senta na cadeira em frente à minha. Encaro ela, questionando o por quê disso.

-Você está mal, alguma coisa está errada, certo?

Desvio o olhar e murmuro um “não” quase inaudível.

-O que aconteceu?- Ela pergunta, simpática.

-Nada... E por que você iria querer saber?- Continuo na defensiva.

-Não gosto de ver as pessoas mal. Você está mal.

-Não, eu to bem, juro.

Ela inclina a cabeça, ainda insistindo:

-Mentir é feio, sabia?

-Não estou mentindo.

Ela levanta uma sobrancelha. Sabe que estou mentindo.

-Ok, eu te pago esse sorvete, se falar,- Ela aponta para a taça no meio da mesa, a qual eu ainda não toquei.

Pego a taça e começo a comer o sorvete, tentando fugir do assunto. Mas sei que não vou conseguir evitar suas perguntas e que ela não vai desistir.

-Eu tenho um amigo...- Começo. – Esse amigo tem uma amiga, a qual ele conhece desde criança. Essa amiga conheceu, há um tempo, um outro... garoto. Er... Ela, agora, está namorando esse garoto.

-E por que você está mal se é o seu amigo quem está com esse problema?

Ela me pegou agora... Claro, a melhor mentira que eu pude contar foi pior que a de uma criança escondendo o vaso quebrado da mãe.

-Eu... estou... pensando numa solução para esse problema dele. Também... estou sofrendo por ele...

-Ok...- Ela finge acreditar.- Se essa amiga dele esta namorando, qual é o problema? Digo, já que ela é só amiga dele... Né?

Não digo nada em resposta. Ela está parecendo uma psicóloga, seguindo a minha linha de raciocínio e fingindo acreditar em tudo o que falo.

-A não ser que ele goste de uma maneira diferente dessa amiga.

-E ele gosta.- Murmuro tão baixo que seria quase impossível de ouvir uma sílaba sequer.

-Quer outro sorvete?- Ela pergunta, apontando para a taça vazia em minhas mãos.

E o pior é que nem percebi que tinha acabado. Pelo menos ela conseguiu me distrair.

-Er... Não, obrigado.

-Então, qual é o seu nome?- Ela pergunta, sorrindo.

-Aspen.

                                                                                           *************************

(Pov: America)

Levanto o rosto e encaro Maxon e sua expressão preocupada.

-Eu... fiz...- Falo entre soluços.-Eu... sou uma pessoa horrível.

Desabo mais uma vez em meus joelhos.

- America.- Sinto os braços de Maxon me envolverem, em sinal de consolo.- Não precisa se culpar tanto assim.

Levanto o rosto mais uma vez e o encaro. Ele parece estar criando coragem para falar algo.

-Se acalma, vai dar tudo certo. Se ficar se culpando tanto assim, não vai conseguir ficar de bem consigo mesma nunca. Acredite em mim, tudo vai melhorar. Sabe, tudo acontece por um motivo.

Ok, se acalma, vai dar tudo certo, penso.

-Não consigo me acalmar.- Murmuro, ainda chorando.- Não consigo me acalmar sabendo que magoei alguém.

-Olha, mesmo se você ficar triste com ele e estiver passando pelos piores momentos da sua vida, saiba que vou estar sempre ao seu lado, vou estar aqui por você sempre que precisar e  sempre irei te proteger, não importa do quê. Pode contar comigo para qualquer coisa, nunca vou te abandonar.

-Por que está fazendo isso por mim?

-Porque eu te amo. 


Notas Finais


Obrigada por ter lido!
Beijos :**


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