História Unindo Corações - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter, Hermione Granger, Luna Lovegood, Ronald Weasley
Tags Harry Potter, Trio, Universo Alternativo
Exibições 233
Palavras 3.396
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Magia, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, eu voltei! Boa leitura!

Capítulo 2 - Capítulo 1


Se tinha uma coisa que Draco Malfoy não estava esperando aquela tarde era que um de seus elfos viesse e dissesse que Hermione Granger estava à sua porta. O jovem pensou por alguns momentos em não recebê-la, mas logo deixou essa ideia de lado. A posição de Granger depois da guerra era muito melhor que a dele, era uma das grandes personalidades do mundo mágico, inclusive, trabalhava em um cargo importante do Ministério enquanto ainda estudava. Se lhe fazia uma desfeita, ela poderia ela poderia fazer com que sua vida tivesse muitos entraves com só uma palavra nos ouvidos corretos. Só por isso, Draco respirou um par de vezes para acalmar seu coração, foi até o espelho e arrumou sua túnica e cabelo até que estivesse tudo perfeito. Se ia aguentar sua zombaria e humilhação, o faria de uma maneira que deixaria seu pai orgulhoso, impecável e com o rosto altivo.

Quando desceu as escadas, a viu em sua sala, olhando para a nova decoração com o cenho franzido e imaginou que era devido a suas recordações de tortura e perigo ali. Para ele, a mansão era seu lar, a casa onde cresceu, onde brincava e ria a maior parte do tempo, ainda com as lembranças de Voldemort e sua tia Bella, nada poderia fazer que odiasse aquele lugar. Cada parte da mansão era uma parte dele, seus primeiros passos, a primeira explosão de magia... mas, para ela, só eram recordações ruins. Isso, ele podia entender, às vezes, ainda lutava contra os fantasmas escondidos dentro dele.

- Boa tarde, Granger. Em que posso ajudá-la?

Ela se virou para ele e ergueu uma sobrancelha depois de analisá-lo de cima abaixo. O que esperava? Que a atendesse de pijamas ou algo assim?

- Boa tarde, Malfoy. Na verdade, eu vim te ajudar e pedir desculpas. Me comportei muito mal no Ministério, fui muito sarcástica e nada profissional.

Draco ficou boquiaberto, esperava tudo, menos isso. Ficou sem reação, mas manteve a expressão em branco, não queria demonstrar como o afetava que alguém se desculpasse por tratá-lo mal. Ele mesmo foi um perfeito idiota com ela por muitos anos, e nunca chegou a pedir perdão por isso. Coisa que agora o envergonhava mortalmente.

- Esqueça isso, Granger. - Disse, por fim. - Já ouvi coisas muito piores, te garanto. E já te disse coisas infames também, não foi tão mal assim.

Ela o olhou feio.

- Isso foi quando éramos crianças. Realmente, você era um idiota mimado e um espinho na minha bunda, mas tão imaturo quanto Harry e Ron. Colocava seus insultos no mesmo patamar que as idiotices dos dois.

Isso deixou Draco mais deslocado ainda.

- Você me deu um soco. Certamente não coloco isso junto com as idiotices de Greg e Vince.

- Isso você mereceu. - Ela disse, sorrindo, e pegando algo de seu bolso que aumentou com um feitiço murmurado. - Deixou isso cair quando esteve no meu escritório. É um panfleto de uma universidade muggle. Queria documentos, não é?

Draco assentiu, lutando para conter a emoção que ameaçava aparecer em sua cara.

- Sim, era para estudar ai.

- Aqui estão eles. Já pode se matricular. - Ela disse, estendendo o envelope.

Draco a olhou com incredulidade.

- O que quer em troca?

Hermione deu um sorriso positivamente sly e ergueu uma sobrancelha.

- Nada que me desse de boa vontade... por agora. - Disse, com ar de mistério. - Só é a coisa certa a fazer, Malfoy. É meu trabalho, só pegue os documentos e faça sua matrícula. Minha função também é ajudar os magos que desejam se aventurar pelo mundo muggle, ajudá-los a se misturar e evitar problemas. Não deveria ter deixado uma rivalidade infantil atrapalhar isso.

Draco pegou o envelope, ainda desconfiado, coisa que a fez rir.

- Não está enfeitiçado, te garanto. Os documentos são idênticos aos normais. Faça sua matrícula. - Disse com voz firme.

- Vou fazer. Obrigada. - Ele disse, formalmente, mas por dentro, estava nervoso. A primeira vez que foi a universidade o tinham olhado estranho sempre que fazia perguntas perfeitamente normais.

- Bem, acho que agora já posso ir. - Hermione disse, fazendo com que Draco se lembrasse de seus modos, sua mãe estaria horrorizada com ele.

- Aceita um chá? Estava a ponto de pedir um aos elfos. Podemos ir lá fora, os jardins estão preciosos nessa época do ano.

Hermione sabia que a convidava por educação e que o loiro estava louco para que recusara o convite e fosse embora, mas estava muito enganado se pensava que faria sua vida fácil. Se soubesse o quanto se via atrativo quando estava todo formal e cheio de não-me-toques elegantes, não faria convites que não desejava serem aceitos.

- Claro que sim, sempre ouvi dizer que os jardins da sua mãe são os mais bonitos da Inglaterra. - E soube que disse a coisa errada quando o viu ficar tenso como um cabo de vassoura. - Sinto muito, não quis ser cruel...

- Não foi nada. Foi ela que desenhou os novos jardins da ala sul e fez as renovações que os tornaram famosos. - Draco explicou, e chamou um elfo para ordenar que o chá fosse servido naquele local. - Se puder me acompanhar...

Hermione assentiu e o seguiu, pensando se estava ultrapassando os limites ao aceitar o convite, a ideia era seduzir o homem, não persegui-lo.

- Como é que soube desse curso? Está conhecendo o mundo muggle por conta própria? - Perguntou, curiosa.

- Foi Sarah quem meio que me ordenou que me matriculasse. - Draco contou. - Ela é uma... amiga. Sabe que gosto de ler muito e que tenho projetos para escrever ficção.

A menção da garota não agradou a Hermione, claro. Todos sabiam que era ciumenta, mas também era racional e disse a si mesma que o loiro ainda não era seu, que podia e devia ter relações de amizade e amorosas, inclusive poderia deixar de tentar seduzi-lo se estivesse feliz com essa Sarah, mas ela duvidava. Ainda que estivesse totalmente arrumado e elegante, se via que tinha perdido peso e que estava mais pálido que o normal. Sorriu mentalmente, pensando em como havia criticado a Harry por ficar obsessivo com ele no sexto ano e agora era sua vez de não tirar os olhos e os pensamentos de Malfoy. Era um belo chute em seu orgulho.

- Já leu ficção muggle? É muito interessante, nessas aulas provavelmente falarão de livros e conceitos muggles. - Disse, para afastar-se de pensamentos perigosos.

- Eu sei. - Draco disse, um pouco ofendido. Por acaso pensava que ele era idiota? - Sarah é muggle, não sou tão ignorante como você pensa.

- Não acho que é ignorante. - Hermione disse, se sentando na cadeira que ele puxou para ela. - Sei que é um dos magos mais inteligentes da nossa geração.

- Perdi em todas as matérias pra você. - Draco disse, e ela se perguntou se ele percebeu que fez um beicinho.

- Sou um gênio, Draco. E não faça essa cara, é a realidade. - Ela explicou. - Tenho o que os muggles chamam de memória fotográfica. Depois de ler alguma coisa, não posso esquecer, sei todos os livros que li de cor e salteado, letra por letra.

Draco a olhou com incredulidade. Agora tudo fazia sentido, já tinha ouvido sobre isso, seu padrinho contou de  magos e bruxas assim. Eram muito poderosos e jamais esqueciam um feitiço.

- Isso é trapaça. - Murmurou, mais para ter algo para falar do que por realmente acreditar nisso.

Hermione riu abertamente.

- Não posso evitar, nasci assim. É o mesmo que te dizer que é injusto que seja tão loiro e bonito.

Draco levantou uma sobrancelha ao ouvir o elogio, mas era bom poder falar com alguém que pudesse acompanhar seu raciocínio e sarcasmo.

- Sei que é injusto para os demais. Não espero que alguém possa competir com a minha beleza, ninguém com dois neurônios esperaria. - Disse, com cara séria.

- Convencido. - Ela o acusou, mas com um sorriso.

- Realista. - Ele replicou, e logo se perguntou se deveria tentar contactar com seus amigos no continente, porque era muito estranho que fosse tão agradável para ele ter um duelo verbal com Hermione Granger, de todas as pessoas.

Os elfos o tiraram do devaneio, aparecendo para servir o chá. Com isso, pôde se refugiar no papel de anfitrião perfeito, e falar só de temas seguros, como as rosas de sua mãe.

 

X~x~X

 

Draco gostava de ouvir elogios, sempre gostou de ouvir como era bom em alguma coisa, por isso, quando seu professor muggle disse logo no primeiro dia que ele tinha a melhor caligrafia que havia visto em seus muitos anos de ensino. Isso o deixou radiante, estava gostando muito dessa coisa de curso muggle. Sentiu uma calidez em seu peito que não sentia há anos, e quando chegou ao café de seus amigos tinha várias sacolas com livros novos e a cabeça cheia de ideias.

- Olhem só, se não é nosso novo estudante. - Sarah disse, com um sorriso enorme no rosto. - Ah, meu deus, você tem mais livros, certeza que ainda cabem na sua casa?

Draco sorriu.

- Sim, tenho um monte de espaço. E me mandou fazer um curso sobre escrita, é claro que imaginava que eu ia ter que comprar mais livros. - O loiro explicou. - E acho que sou o aluno preferido do professor.

Sarah revirou os olhos.

- Claro, além de lindo, tinha que ser um nerd.

- Pode culpar meus pais por me fazerem passar horas treinando caligrafia. - Draco disse alegremente. - Agora, seja boazinha e peça ao Jake que me faça dois cafés enormes para viagem, com todas aquelas coisas doces que ele gosta de colocar.

Sarah o olhou com carinha de cachorro sem dono.

- Não prefere um chá? É sério, Draco, tanta cafeína e tanto açúcar vão estragar seu lindo cérebro.

- Jake! - Draco chamou, com um tom de voz alto que faria sua mãe olhá-lo com horror. - Sua namorada não quer me dar café.

- Sarah, pare de tentar arruinar os negócios, por favor. - O rapaz cheio de tatuagens pediu, fazendo sinal para que Draco fosse até o balcão.

O loiro deu uma olhada de vitória para a garota e foi até ele.

- o que posso fazer por você hoje, menino bonito da minha namorada?

Draco sorriu, um pouco encabulado.

- Dois cafés enormes cheios de açúcar e... bem, aquelas coisas exóticas que você põe.

- Boa escolha. - Jake disse, girando o corpo para colocar a máquina muggle brilhante e cheia de botões para funcionar. Como o café estava vazio, permitiu-se voltar para perto de Draco para conversar. - Não pensei que fosse um cara de tatuagens.

Draco seguiu seu olhar e quase teve um troço ao notar que estava tão animado com o curso que tinha se esquecido de desenrolar as mangas da camisa ao sair da faculdade.

- Eu... isso foi... não é o que parece.

Jake viu como o loiro empalidecia e entendeu tudo. Para ele, era uma tatuagem que claramente o loiro tentou apagar, e como ficou tão envergonhado, só poderia ter um motivo.

- Vamos lá, Draco. Você não é o primeiro, nem será o último idiota que se mete numa gangue e se arrepende depois. Não conseguiu tirar tudo, não é? - Jake perguntou, com ar profissional, passando o dedo pelo que tinha restado da marca negra. - Se quiser, posso fazer algo para cobrir, assim está feio.

Draco o olhou com olhos muito abertos, totalmente chocado. Seria possível que tinta muggle cobrisse aquela coisa pavorosa? Poderia voltar a mostrar o braço sem que tivesse um ataque de vergonha?

- Acha que é possível? É tão feia... e grande. - Disse, com dúvida. A esperança era quase dolorosa, só a ideia de não ter que olhar para isso... Merlin, seria uma bênção.

Jake sorriu para ele.

- Claro que posso desenhar alguma coisa para cobrir isso. Não é tão grande quanto algumas coisas que eu tive que cobrir. - Disse, enquanto despejava uma série de misturas nos cafés fumegantes que o loiro tinha pedido. - Vou desenhar algo muito bonito para você, afinal, a tatuagem tem que combinar com o dono.

Draco sorriu para ele.

- Obrigada! Não imagina como isso é importante para mim. - Terminou de dizer, lutando para não ter lágrimas nos olhos. Sabia que Jake não o julgaria, mas ficar todo emocional no meio da rua era algo que ia totalmente contra sua criação. Não conseguiria viver com a vergonha depois.

- Claro que eu sei. Por que acha que meu pai me mandou para o outro lado do atlântico para cuidar da herança do irmão? - Jake perguntou, com um sorriso sarcástico. - Quase fui para a cadeira por umas besteiras. Sei o que é ter problemas.

Draco não teria imaginado. Realmente, o mundo era cheio de surpresas e coincidências.

 

X~x~X

 

O primeiro dia de aula esteve mais emocionante do que Draco esperava, porque quando chegou em casa, com os dois cafés enormes com feitiços de conservação, encontrou uma coruja que não conhecia. Receoso, se aproximou e lançou alguns feitiços para maldições, quando viu que não havia nada perigoso, pegou o pacote e deu alguns petiscos para a ave. Seu queixou caiu ao ver que era uma encomenda de Hermione Granger. Pegou a nota colada ao embrulho e começou a ler.

 

Caro, Malfoy,

Espero que seu primeiro dia de aula tenha sido proveitoso. Para finalizar minhas desculpas pelo incidente e pedir uma oportunidade para começarmos de novo, te envio um livro muggle que acho que vai gostar, é uma trama bastante slytherin se me perguntar. E, se me permite, me ofereço para ajudar com a sua vida acadêmica ou com qualquer ajuda que precise para transitar no mundo muggle sem envergonhar a si mesmo ou ir parar num hospital para malucos. Lembre-se que essa é minha função no Ministério, e nesses casos é sempre mais fácil prevenir do que remediar.

Saudações cordiais,

Hermione Granger.

 

O loiro mordeu os lábios, sem entender porque uma das mulheres mais promissoras e eminentes do mundo mágico se interessava por ser educada e simpática com ele, menos ainda quando a tinha espezinhado na escola. Mas, mesmo desconfiado de tanta boa vontade, um livro era um livro e merecia atenção. Abriu o pacote como se fosse uma manhã de natal e se deparou com O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas, que resolveu folhear enquanto tomava seu primeiro café.

 

X~x~X

 

 

Hermione estava nervosa, Harry podia perceber por seus movimentos ansiosos em Grimmauld Place. Ela estava andando entre a janela que dava para a rua e a cozinha, alternando períodos pensativos com agitados, onde esfregava as mãos nas calças ou enrolava os cabelos. Suas observações foram cortadas por uma peça de xadrez acertando sua testa.

- Se estou te entediando é só dizer, mas não fique olhando pra Mione e suspirando enquanto me ignora. - Ron, reclamou.

- Ei, isso doeu! - Harry disse, mas sorrindo. - Sinto muito, Ron, mas ela está muito ansiosa com alguma coisa.

O ruivo revirou os olhos.

- E por que não pergunta? Não seja complicado. Mione! - Gritou pela amiga, ganhando um olhar de reprimenda dela. - Não olhe assim pra mim, pare de ficar andando de um lado para o outro, está tirando a atenção do Harry, e assim não podemos jogar.

Ela sorriu em vez de dar-lhe uma bronca. Só de ver seu amigo bem o suficiente para reclamar de alguma coisa, já era o bastante para deixá-la satisfeita. Foi se sentar no braço da poltrona de Harry.

- Pronto, me desculpem, mas nenhum dos dois estava me dando atenção também. - Disse, acariciando o cabelo do moreno. - Harry sempre te monopoliza quando vem aqui.

- Reclama se eu venho, reclama se eu sumo... mulheres, quem entende? - Ron disse, erguendo as mãos e fazendo os amigos rirem.

- Ah, quando você some sabemos que é a Luna querendo exclusividade. Não podemos culpá-la por querer te manter longe da sua ex super linda e sexy. - Harry disse, provocando o amigo. - Sua coleira é mais curta que a minha.

Ron riu.

- Luna não tem nenhuma parte ciumenta no corpo... só que ultimamente está superprotetora, não gosta que eu fique longe de seus olhos depois disso. - Disse, apontando para os pulsos, onde tinha cicatrizes de sua tentativa de suicídio.

Ouvi-lo falar do tema ainda fazia que Harry tivesse vontade chorar e bater no amigo ao mesmo tempo. Quase tinha matado a todos de preocupação, mas finalmente o tratamento com os psicomagos e ele estava liberado dos feitiços de vigilância.

- Além disso... não tive muita diversão enquanto estive sumido. - Ron continuou. - Só faz duas semanas que a convenci a ter uma cena.

Hermione assentiu, concordando com a atitude cuidadosa da amiga. Tinha sido Luna que a tinha apresentado a esse mundo quando ela estava no sexto ano, Harry estava ocupado perseguindo Draco e ela lendo e conhecendo sobre  esse mundo pecaminoso. Só os hormônios adolescentes fervendo explicavam que tivesse encontrado tempo e interesse para isso no clima horrível de pré-guerra. Claro que seus interesses entraram em hiatus depois da morte de Dumbledore, mas depois da guerra, esse mundo tinha sido sua válvula de escape, tudo ao lado da loira, que era cheia de surpresas. Luna parecia delicada, mas era mais resistente que muitos magos veteranos da primeira guerra, ela tinha ficado furiosa com Ron. A enlouquecia que ele não houvesse confiado seus sentimentos conflituosos e depressivos com ela, quando entregava seu corpo com tanta facilidade, quase terminou tudo entre eles quando ele se recuperou, só desistiu e ficou quando a fez ver que era vergonha e não falta de confiança que o tinham feito sofrer sozinho. Luna podia ser brilhante, mas os bruxos em geral subestimavam a depressão, felizmente ela estava lá para colocar juízo na cabeça da amiga.

- Você realmente nos assustou. - Harry disse, com voz fraca. Ele tinha ficado arrasado ao saber do ocorrido.

- Eu sinto muito, Harry. - Ron disse de novo, segurando a mão do amigo

- Eu sei, realmente está tudo bem. Só nunca pense em fazer isso de novo... - Harry sorriu. - Concentre-se em reaprender a ser um bom menino para Luna, assim vai ganhar recompensas.

Ron ficou ligeiramente corado, mas olhou Hermione com malícia nos olhos.

- Acho que Harry quer que você o empreste para Luna para poder brincar comigo.

Ela ergueu uma sobrancelha, olhando os dois com atenção.

- Falarei com ela, não sei se vai querer lidar com dois meninos problemáticos. - Ela brincou. - E um precisando de treino ainda por cima...

- Ei! Eu não sou problemático... mas, Ron deve ter se esquecido até de como ajoelhar. - Harry provocou.

- Sou um natural, sempre me comporto bem. - Ron disse, jogando outra peça de xadrez no amigo.

Hermione sorria enquanto via os dois trocando provocações e risos. Esse tipo de coisa aquietava seu coração. O incidente com Ron deixou a todos fora de seu eixo normal, e realmente pensava que um pouco de contato físico faria bem aos dois, para sanar o que tinha restado de insegurança entre eles. Harry sempre foi uma coisinha carente por abraços, toques e amor demonstrado fisicamente, ele amava ser tocado e tinha um gosto por caras bonitos, mas, não tolerava ser tocado por estranhos ou sem alguém com quem tivesse uma forte conexão emocional. Esse foi um dos motivos para fazê-la tomar uma atitude sobre conquistar Malfoy, tinha aprendido que a vida era muito curta, em um dia podia perder alguém... e claro, Harry e Draco juntos seriam fogo puro. Com Ron já era inusualmente erótico, e os dois compartilhavam um vínculo calmo e confortável, com Draco iria ser tormenta e paixão.

- Vou falar com Luna, e nós pensaremos se os dois meninos merecem um encontro para jogar. - Disse, sentindo-se subitamente animada, decidindo que se Draco não respondesse sua nota enviada com o livro, arrumaria outro jeito de vê-lo. Já fazia dois dias desde que enviara o presente, o silêncio a estava matando.

- Obrigado, Mione. - Ron e Harry disseram ao mesmo tempo, fazendo-a sorrir. Quando estavam interessados, eram uma dupla perfeitamente comportada e obediente.


Notas Finais


E foi isso, o que acharam?
Pessoas, estou fazendo uma tradução de uma fic linda que é minha atual preferida do coração! Já está com 3 capítulos, e pretendo postar um por semana.
Podem lê-la aqui:
http://laslagrimasdelfenix.foroactivo.com/t31-merlin-traga-me-um-anjinho-harry-potter-e-a-pedra-filosofal


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