História Unintentionally loved you - Capítulo 51


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Debrah, Kentin, Leigh, Lysandre, Melody, Nathaniel, Rosalya
Tags Armin, Castiel, Dakota, Festa, Kentin, Luta, Lysandre, Nathaniel, Romance
Exibições 479
Palavras 5.471
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Crossover, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpem qualquer erro. <3

Ainda vou responder os comentários anteriores. ! Boa Leitura e espero que gostem ...

Capítulo 51 - "Plano em ação"


Melissa Campbell

 

Ver Castiel levando Nicolle de moto sabe sei lá para onde me deixou extremamente irritada, era muita cara de pau dele, isso tudo era por causa de Nathaniel? Eu não acredito que ele seria infantil a esse ponto.

Sabia que Nicolle estava desconfiando e custaria ela acreditar que Castiel gostava dela, mas um dia só era pouco, por isso dei um mês, mas sei que Nicolle e Debrah vão querer beija-lo dentro desse um mês e isso será inevitável, talvez ali acabasse o nosso plano, mas eu sei que Castiel não faria isso, ele realmente gosta de mim e não vai ser nenhuma das duas que vai me tirá-lo.

- Que cara é essa, Mel? – Rosa perguntou me olhando preocupada.

- Você não viu que o Castiel passou aqui ao lado daquela cobra? – Alexy disse cruzando os braços. – Acho que esse seu plano está indo um pouco longe, daqui a pouco ela agarra o Castiel e você fica sem.

- Alexy!! – Rosa o repreendeu e deu um beliscão nele.

- Ai! – Ele esfregou o lugar. – Estou falando a verdade ué.

- Eu sei disso, mas Castiel ama ela e não vai trocar a Mel por aquelas duas invejosas.

- Eu confio no Castiel, Alexy. Tenho a certeza de que ele não fará nada disso. – Disse mais para mim mesma do que para ele. – Além do mais, Castiel sabe muito bem como as duas são.

- Espero que saiba mesmo, e que você também com essa cabeça oca de dar essa ideia maluca para ele.

- Eu sei o que estou fazendo. – Sorri.

- Assim espero. – Rosa disse. – Eu tenho que ir... Leigh me espera, hoje completamos 2 anos de namoro.

- Hoje tem. – Alexy disse me fazendo rir.

- Claro que tem, assim como nos outros dias também. – Falou esperta e riu enquanto saia pelo portão da escola.

- Então ... agora sobrou nós.

- Estou indo para casa, quer ir?

- Não sei se é uma boa ideia.

- Alexy, o Du está trabalhando agora, não tem o porquê você querer evitar. – Olhei para ele semicerrando os olhos. – Além do mais eu sei muito bem o que aconteceu no sábado.

- Nada demais. – Falou tentando disfarçar.

- Sei...

Alexy revirou os olhos e saiu andando na frente me deixando para trás, comecei a rir e andei de pressa para acompanhar seus passos...

...

Abri a porta de casa e encontrei Emma sentada, comendo um prato de doces e assistindo televisão. Caminhei até ela e retirei o prato de suas mãos o levando para cozinha sobre reclamações dela.

- Ei isso é meu. – Disse zangada.

- Emma, você sabe que não faz bem, nem para você nem para o Arthur. – Disse guardando dentro da geladeira.

- Mas estou com desejo.

- Acho que essa fase de desejos já passou a muito tempo, você está enorme e quase para ganhar.

- Eu odeio sua amiga. Sinceramente. – Ela disse olhando para o Alexy que se encontrava parado no portal da cozinha.

- As vezes eu também. – Respondeu com um sorriso.

Emma saiu da cozinha reclamando e voltou para a sala, arrumei o almoço para mim e Alexy colocando sobre a mesa.

- Então, você e Rosa já decidiram como vai ser o baile?

- Não sei o que a Rosa quer. – Respirou fundo. – Ela disse a fantasia, mas eu prefiro que seja normal sabe, e o resto do dinheiro podemos fazer o que quisermos, tipo viajar ou outros afins.

- Aconselho que se decidam logo, temos menos de um mês para resolver isso. – Disse e Alexy me analisou. – O que foi?

- Estou tentando procurar a verdadeira Melissa. – Riu. – O que está acontecendo? Está super protetora hoje.

- Não sei. – Ri. – Talvez eu sempre fui assim só não gosto de demonstrar.

- Mostrando seu lado mais durão, não é? – Sorriu.

- Talvez. – Levantei assim que acabei de comer. – Você quer mais?

- Não, estou satisfeito, obrigado. – Alexy levantou e foi até a pia. – Eu te ajudo lavando a louça.

- Ótimo, porque eu não iria lavar. – Ri.

- Sabia que isso não duraria muito tempo. – Riu.

Enquanto Alexy lavava os pratos e copos peguei meu celular e mandei uma mensagem para o Castiel pedindo que viesse a minha casa assim que lesse a mensagem. Estava muito estranho, ele tinha levado Nicolle em casa, ou pelo menos eu acho que sim, e não deu notícias nenhuma, estou começando a achar que a ideia de fazer com que ela se apaixone pelo Castiel seja terrível.

- No que tanto pensa? – Alexy perguntou enquanto enxugava suas mãos na toalha.

- No Castiel e na Nicolle. – Suspirei.

- Porque você está fazendo isso? Você sabe que se elas descobrirem não vão deixar barato não é?

- Eu sei, mas eu preciso de uma vingançinha, pelo menos uma pequena, só para ter o gostinho de estar por cima. – Revirei os olhos.

- Não acho boa ideia, você sabe.

- Ok voz da consciência. – Sorri. – Vamos para meu quarto.

Antes de sair da cozinha estourei um pacote de pipoca no micro-ondas e peguei uma barra de chocolate no armário, Alexy saiu da cozinha na frente, mas parou no mesmo instante me fazendo chocar em suas costas.

- Ai! Porque parou Alexy? – Disse tentando entender o motivo.

- Mel eu vou embora. – Olhei para frente e vi Edward parado na porta nos olhando. – Depois nos falamos.

- Não. – Segurei seu braço. – Fala sério, Alexy. – Sussurrei em seu ouvido. – Até parece que vocês não se conhecem, é só falar oi e subimos para meu quarto.

- Não é tão fácil assim. – Sussurrou de volta.

- É mais fácil do que parece. – O encarei. – Oi Du, não sabia que iria voltar tão cedo.

- É ... – Ele disse olhando para Alexy. – Vim almoçar em casa enquanto o Dake fica no estúdio.

- Tudo bem. – Sorri. – Vamos subir.

- Oi Alexy. – Edward o cumprimentou.

- Oi ... – Alexy respondeu baixo vendo Du passar por ele e ir para a cozinha.

Puxei seu braço e subi as escadas para meu quarto, entrei e fechei a porta. Liguei a tv e coloquei um filme de suspense para a gente ver, estava fora de cogitação assistir um filme romântico e que sinceramente eu não gostava, mas faria de tudo para ver Alexy feliz, ele amava filmes românticos.

- Então, você vai deitar aqui ou vou ter que fazer um convite? – Disse batendo ao lado vazio da cama.

- Desculpa. – Caminhou até a cama e sentou-se ao meu lado. – O que vamos ver?

- Um filme de zumbi, tudo bem para você?

- Claro. – Sorriu.

- Então deita. – Disse colocando a pipoca e a barra de chocolate entre nós dois.

Alexy se ajeitou na cama e começamos a assistir ao filme, era algo sobre apocalipse zumbi, até que interessante o filme. Depois de comermos bastante a pipoca fomos para o chocolate, e para ser sincera eu amo chocolate, do amargo ainda.

Não sei por quanto tempo ficamos assistindo ao filme, só sei que dormi, e acordei com meu celular tocando, abri os olhos e forcei a vista para ver quem era, mas não adiantou, atendi mesmo sem saber de quem era a ligação.

- Mel ... – Ouvi a voz do Castiel e sorri automaticamente. – Você estava dormindo?

- Sim... – Respondi um pouco sonolenta. Mas rapidamente me lembrei onde Castiel estava e uma raiva tomou conta me fazendo despertar. – Onde você estava Castiel? – Retirei o celular da minha orelha e vi as horas, já passava das sete horas da noite.

- Calma. – Respondeu tranquilo. – Não sei porque está gritando.

- Será porque eu te mandei uma mensagem a tarde e só agora você me responde? Desculpa se eu sou uma namorada ciumenta e só quero cuidar do que é meu. – Disse irritada. – Você levou a Nicolle de moto para casa e eu não mereço explicações?

- Eu amo você. – Ele me cortou me calando imediatamente. - Só você, consegue entender? – Fiquei muda no telefone. – Mel? Melissa?

- Que? – Respondi nervosa. – Olha, se você acha que dizer que me ama vai mudar alguma coisa você está muito enganado. – Ouvi ele rir.

- Abre a janela. – Levantei da cama e fui até a janela, afastei a cortina e olhei pelo vidro, vendo Castiel no meio da rua olhando para onde eu estava. – Você é linda, mesmo quando esta descabelada. – Sorriu. – Passei a mão em meu cabelo arrumando ele rapidamente.

- Você é ridículo, se você teve com a Nicolle todo esse tempo tomara que um carro passe por cima de você nesse exato momento.

- Você irá sentir muita falta de mim. – Riu. – Pode descer aqui?

- E o que eu ganho com isso?

- Um beijo do seu namorado gostoso, quer mais que isso?

- Porra, você é um belo de um convencido. – Olhei a última vez pela janela. – Estou descendo.

Desliguei o celular e o joguei na cama, só agora percebi que Alexy tinha ido embora, a cama estava sem pipocas e a televisão desligada. Abri a porta do quarto e notei que a casa estava muito quieta, desci as escadas e fui para a sala, abri a porta e encontrei com Castiel escorando o braço ao lado dela.

- Oi.

- Oi. – Respondi olhando ele seriamente. – Acho bom você ter uma bela desculpa. – Dei espaço para ele. – Entra.

Castiel entrou e sentou no sofá, fechei a porta e me aproximei dele ficando bem a sua frente de braços cruzados esperando que ele falasse logo a tal demora de me responder.

- Pode começar, eu não ligo. – Ironizei.

- Meu celular descarregou. – Eu acabei rindo deixando Castiel nervoso. – Estou falando sério.

- E porque não passou aqui em casa?

- Porque eu estava com o Lysandre, fui conversar com ele sobre a ideia maluca que você teve, ele é meu amigo esqueceu?

- Não. – Desviei o olhar do seu fazendo biquinho.

- Se estiver desconfiando de mim pode falar com ele. – Segurou em minha cintura.

- O que aconteceu depois que você levou Nicolle para casa?

- Ela tentou me beijar.

- E você deixou?

- Claro que não, Melissa. – Ele bufou. – O que pensa que eu sou.

- Meu namorado, mas a Nicolle não sabe disso.

- Vamos esquecer ela por enquanto.

Castiel me puxou para seu colo me fazendo sentar em suas coxas enquanto ele acariciava com uma mão minha cintura e a outra alisava minha nuca bem perto do cabelo, me fazendo ter alguns arrepios.

- Eu odeio quando você faz isso.

- Isso o que? – Sussurrou perto do meu ouvido.

- Quando estamos discutindo e você muda de assunto para me beijar.

- E você gosta. – Passou a língua pela minha orelha e mordeu levemente o lóbulo.

- Por isso eu odeio. – Falei baixo sentindo arrepio pelo meu corpo.

Castiel apertou minha bunda fazendo com que nossas intimidades se roçassem uma na oura acendendo a faísca e fazendo o fogo se alastrar por todo nosso corpo, levei minha mão ao seu cabelo e puxei forte fazendo ele abrir os lábios, enfiei minha língua ali de encontro com a sua.

- E eu odeio ter que estragar o momento íntimo dos dois. – Edward estava parado na escada nos encarando. Rapidamente sai do colo do Castiel e ajeitei minha roupa.

- Pensei que estava sozinha em casa. – Disse sem graça.

- Certifique-se antes. – Terminou de descer as escadas. – Onde está Emma?

- Lá em casa. – Castiel limpou a garganta e levantou-se do sofá. – Está com o Cássio e minha mãe.

- Hum. – Ele nos olhou uma última vez e saiu indo para cozinha.

- Acho melhor irmos lá para casa. – Castiel disse ainda olhando em direção a cozinha. – Sabe, será melhor.

- Você é um pevertido. – Dei um tapa no braço dele. – Eu vou só pegar uma blusa de frio e já desço...

 

Emma Campbell

 

A mãe do Cássio era muito gente boa, mas eu estava odiando ela falando da gravidez do Castiel e do Cássio, eu não me sentia pronta para ter que enfrentar tudo que ela me falava, eu sinceramente estava ficando nervosa e com medo, ela parecia não perceber isso, e se percebia parecia não se importar.

Já fazia mais de meia hora que eu estava sentada no sofá ao lado dela escutando seus casos, Cássio tinha ido tomar banho e até agora não voltou, e eu estava rezando para que ele voltasse e me tirasse disso aqui.

- Já decidiu como vai ser o parto? – Valérie perguntou passando a mão em minha barriga.

- Quero que seja normal. – Respondi sorrindo forçadamente.

- Você tem certeza? Normal é pior. – Me alertou.

- Não quero ficar com cicatriz de parto.

- Mas a cicatriz te fará lembrar que deu a luz a uma linda criança, ao seu amor. Sempre carregará com você. – Sorriu.

- Eu sei, mas por enquanto não. – Sorri.

- Mãe, está enchendo o saco da Emma? – Cássio chegou e eu agradeci mentalmente.

- Não amor, ela não está. – Sorri.

- Eu sei que está. – Ele sussurrou em meu ouvido assim que sentou ao meu lado. – Vejo pela sua cara.

- Está tão nítido assim?

- Pior que isso. – Riu. Cutuquei ele com o cotovelo para que ficasse quieto.

Estava me sentindo cansada e desconfortável sentada horas no sofá conversando, realmente vida de gravida não é fácil. O bom era ter sempre alguém te ajudando em algo.

Levantei do sofá e fui para a cozinha junto de Valérie, ela tinha feito um bolo de chocolate com cobertura e eu amava bolos, sentei na cadeira e esperei ela servir, bem ao longe escutei voz da Melissa e do Castiel até entrarem na cozinha.

- Mãe estou subindo pro quarto com a Mel. – Olhei para Melissa e ela sorriu sem graça.

- Cuidado. – Disse olhando para os dois. – Não queremos mais um integrante na família, não agora.

- Emma! – Melissa falou me encarando envergonhada.

- Estou falando sério.

- Levem um pedaço de bolo. – Valérie disse rindo.

- Eu não gosto desse bolo mãe.

- Mas eu gosto. – Melissa disse pegando dois pedaços.

- Desçam daqui a pouco, vou pedir pizza. – Disse antes deles saírem da cozinha. – Acho que agora eu aceitei o fato de Castiel não namorar mais Debrah. Ela não fazia bem para ele.

- Sim, nós aceitamos Melissa namorar com ele, no começo pensei que ele iria fazer mal a ela, mas quem vê agora ...

- Realmente, eles são um casal lindo juntos. – Valérie sorriu.

Assenti e também sorri, Cássio se juntou a nós duas na cozinha e ficamos conversando até chegar a pizza que Valérie encomendou, duas tamanho família, portuguesa e calabresa.

Se o médico disse que eu não podia mais engordar eu realmente sinto muito, porque eu vou comer até dizer chega. Cássio pegou dois pratos e copos, me serviu e eu comecei a comer, logo Melissa e Castiel chegaram para se juntar a nós.

***

Depois de tomar banho deitei na cama, com toda a certeza meu dia foi cansativo, sentir Arthur se remexendo em minha barriga me dava uma alegria enorme, e parecia que ele já conhecia o pai, porque sempre que Cássio alisava minha barriga era como se ele dançasse dentro de mim o que causava um pouco de desconforto.

Eu estava doida para poder ver o rostinho do meu bebê, mas ao mesmo tempo sei que iria sentir falta dele dentro de mim, eu recebia muitos mimos e quando ele nascesse os mimos seriam todos dele, egoísmo da minha parte, mas eu queria meu filho só para mim mesmo antes de ele nascer eu já estava com ciúmes.

- Amor tenho uma noticia para te dar. – Cássio me tirou dos pensamentos e olhei para ele curiosa.

- Boa ou ruim?

- Boa. – Sorriu. – Me chamaram para uma entrevista de emprego.

- Sério? – Abri um grande sorriso.

- Sério. – Ele engatinhou na cama e deu um beijo na minha testa. – Vou fazer a entrevista na segunda feira. Estou ansioso.

- Como conseguiu?

- Um amigo meu conseguiu para mim, eu nem sei do que se trata direito, mas sinto que vou gostar e tem a ver com o que eu me formei.

- Que ótimo meu amor. – Sorri envolvendo seu rosto com minhas mãos. Eu te amo.

- Eu te amo ainda mais. – Sorriu. – Vamos dormir.

 

Castiel

 

Eu sentia falta de ter ela o dia inteiro comigo demostrando o quanto ela era minha, e principalmente por causa de Nathaniel, essa história doida de querer dar o troco em Nicolle e Debrah não daria nem um pouco certo.

Puxei o lençol que nos cobria e sai da cama indo em direção ao banheiro, só quando cheguei no banheiro que notei que não tinha peça de roupa nenhuma sobre meu corpo, sorri me olhando no espelho e vendo a marca de chupão que havia em meu pescoço, lembrar de cada detalhe do corpo de Mel me fazia inteiramente feliz, não tinha dúvida de que era ela quem eu queria ao lado para toda a minha vida.

Lavei meu rosto e voltei para meu quarto, Melissa ainda dormia coberta pelo lençol, puxei e fiquei a observar seu corpo perfeito que assim como o meu estava nu, sentei na cadeira do computador e a vi se remexer e logo depois abriu os olhos sorrindo em minha direção.

- Bom dia. – Disse ainda sonolenta, levantou-se e com o rosto marcado por dormir demais e os cabelos bagunçados ela se juntou a mim sentando em meu colo.

- Sabe que estamos pelados, não é? – Perguntei só para ter certeza.

- Sim. – Ela sorriu roucamente por causa do sono e bagunçou meus cabelos. – E também sei que temos aula, então vamos tomar banho.

- Juntos? – Me animei rapidamente.

- Claro. – Ela saiu do meu colo e pegou suas roupas indo para o banheiro, mas antes de entrar me deu um sorriso sugestivo por cima do ombro. – Se demorar mudo de ideia.

Rapidamente eu peguei minhas roupas e fui para o banheiro, quando entrei Melissa já estava debaixo do chuveiro de costas para mim lavando seus cabelos. Coloquei minhas roupas no gancho que tinha colado na parede e entrei no box junto dela.

***

 

- Eu vou primeiro e depois você entra. – Melissa disse assim que chegamos em frente à escola.

- Tá, vou esperar uns dez minutos aqui fora, já estamos atrasados mesmo, dez minutos não fará diferença, entro na segunda aula. – Dei um beijo em sua testa.

- Claro você demorou no banho.

- Porque alguém me fez demorar. – Disse e ela sorriu maliciosamente.

- Claro só eu sou a culpada. Vou entrar.

Esperei que Melissa entrasse e me joguei no banquinho do pátio, o dia estava nublado e começou a ventar frio, fechei os olhos sentindo a brisa bater em meu rosto, eu amava o tempo assim.

Senti uma sombra em minha frente, por mais que estivesse nublado dava para perceber, abri os olhos lentamente e vi Debrah a minha frente com um sorriso sugestivo, suspirei e desviei o olhar dela para o lado vazio do banco pedindo silenciosamente que ela se sentasse.

- Pensei que estivesse na sala. – Disse sem olhar para ela.

- Não, estava passeando pelo pátio. – Sorriu.

- Tem muito tempo? – Perguntei preocupado que ela visse eu e Melissa.

- Não... – Ela me olhou procurando por algo em meus olhos. – Está tudo bem?

- Claro. – Tentei sorri maliciosamente, talvez tenha dado certo, porque ela se aproximou ainda mais de mim. – Podemos sair hoje? Queria conversar com você.

- Posso ir na sua casa se quiser. – Passou a unha pelo meu pescoço descendo até o meu peito, mas segurei antes que fizesse o caminho da minha barriga e descesse até minha calça.

- Eu te pego as oito na sua casa. – Falei e a vi sorrir.

- Ótimo, vou estar te esperando. – Tentou me beijar, mas desviei. – Adoro te provocar, não se esqueça as oito horas vou estar te esperando. – Piscou e se levantou para entrar à escola novamente.

Decidi não entrar para a escola, ter Nicolle e Debrah no meu pé só complicaria as coisas e as duas desconfiariam de algo, sei que também não vou ficar fugindo o tempo todo delas, mas o que tem a fazer no momento é isso.

***

Depois de tomar banho, vesti uma calça preta com uns rasgados nos joelhos, coloquei meu coturno preto e uma blusa da banda que eu amava, decidi prender meu cabelo, sei que Debrah não gosta, mas Melissa ama ver meu cabelo preso e isso faria eu lembrar dela, não que eu não lembre, mas é sempre bom.

Escutei a campainha tocar inúmeras vezes seguidas, como eu estava sozinho em casa não tinha quem atender. Não podia ser a Debrah, eu tinha dito que a buscaria em casa. Peguei a chave da moto em cima da cama, meu celular e a jaqueta de couro, coloquei e desci as escadas rapidamente com a vontade de matar a pessoa que não tirava o dedo da campainha.

- Que é por... – Abri a porta rapidamente pronto para xingar quando vi uma baixinha de cabelos ruivos. – Mel, o que você faz aqui?

- Sei lá, vim ver meu namorado talvez? – Ela me analisou da cabeça aos pés e voltou seu olhar diretamente em meus olhos. – Posso saber onde vai ou não tenho esse direito?

- Está com ciúmes? – Sorri sacana e ela revirou os olhos.

- Faça-me o favor Castiel, me poupe. Anda logo.

- Eu ia agora na sua casa te falar, estou indo encontrar Debrah.

- O que? – Ela pareceu irritada por um momento. – Quer dizer ... vocês marcaram algo?

- É estou indo colocar o seu plano em ação. – Dei ênfase no “seu”. Eu fazia questão de lembra-la que ela quem quis esse plano ridículo funcionasse, então não adiantaria ficar com ciúmes, Certo?

- Não precisa ficar me lembrando toda hora. – Bufou.

- Ótimo, já estou atrasado. – Dei um selinho em seus lábios e sai pela porta a trancando.

- Espero que você saiba o que está fazendo. – Ela me encarou.

- Te garanto que sim. – Sorri e abracei sua cintura a levantando e colocando em meu colo. – Eu te amo.

Melissa passou as mãos pelo meu rosto e eu fechei os olhos sentindo o toque de suas mãos macias deslizando lentamente até dedilharem meus lábios e em seguida beija-los. Foi um ótimo beijo o que me ocasionou o fogo dentro de mim, decidi descer ela para que não acontecesse nada demais naquele momento, além do mais estava atrasado, na verdade eu nem queria ir encontrar com Debrah, só que fazia tudo pela Melissa.

- Tenho que ir... – Sussurrei em seu ouvido assim que coloquei ela no chão.

- Tá, eu te amo. – Ela sorriu e deu mais um selinho.

Esperei ela atravessar a rua e seguir para casa, assim que a vi entrar montei na moto, coloquei o capacete e coloquei a chave na ignição, girei e acelerei arrancando com a moto pela rua, não demoraria para chegar na casa da Debrah já que ela não morava muito longe da escola.

Entre um carro e outro eu parei no sinal vermelho e fiquei pensando em como eu iria escapar das investidas da Debrah sem que ela perceba. Quando namorávamos era pegação o tempo inteiro, ela com certeza vai desconfiar de algo, não quero ter ela passando a mão em mim ou algo do tipo, mas sei que isso não vai dar certo, tenho que descobrir alguma coisa para me livrar dela.

Quando o sinal abriu acelerei e em minutos já estava à frente da casa dela, tirei o capacete e suspirei, tinha que entrar logo e resolver esse problema. Olhei para o relógio e marcava oito e quinze da noite, horário certo já que eu sempre me atraso para tudo.

Toquei a campainha e em poucos segundos a porta foi aberta. Debrah estava usando um vestido branco que mostrava toda as curvas de seu corpo, olhei para ela de cima a baixo e vi um sorriso malicioso brotar em seus lábios, eu queria sorrir para manter meu disfarce, só que vendo ela assim me lembrava como eu gostava que ela vestia roupas curtas para foder ela em qualquer lugar que eu fosse, e o pior de tudo é que ela gostava, ela gostava ainda mais quando os caras olhavam para ela e eu tinha que brigar por ela.

Só de pensar que eu fazia isso sentia um nojo enorme, com certeza eu estava maluco, obcecado ou coisa do tipo, na verdade, nunca tinha conhecido uma mulher de verdade, e para mim Melissa era a mulher de verdade, não se comportava como Debrah e muito menos me trai, temos confiança um no outro mesmo que role alguns ciúmes de vez em quando. Olhar Debrah me fez sentir vontade de vomitar e ir embora na mesma hora, e pensar que eu teria que atura-la mais três horas.

- Vai entrar ou vai ficar parado na porta? – Perguntou me olhando.

Entrei sem dizer nada, a casa estava do mesmo jeito de quando eu me lembrava, a última vez que eu tinha vindo aqui foi quando descobri que ela me traiu e sinceramente não queria vim nunca mais, suspirei e lembrei que estava fazendo isso tudo por causa da Melissa.

- Você está sozinha em casa? – Perguntei olhando para os lados.

- Sim, minha mãe saiu, e ela não vai demorar, vamos ser rápidos ... – Pegou em minha mão e me puxou. – ... antes que ela chegue.

Subi de mãos dadas com ela até o seu quarto, Debrah encostou a porta e sentou-se na cama me chamando para ficar ao seu lado, sentei ao lado dela e a vi levantar pegando algumas coisas no armário e colocando no criado mudo, olhei rapidamente e vi que continha camisinhas e lubrificante.

- Debrah ...

- Shhh. – Ela disse colocando o dedo em meus lábios. – Isso vai ser rápido.

Debrah subiu por cima de mim me fazendo deitar com as costas na cama, encarei ela sem nenhuma expressão, eu queria empurra-la e sair dali imediatamente, mas ela desconfiaria. Em minha cabeça se passava rapidamente várias alternativas de sair fora, mas nenhuma que fosse convincente para ela.

- Eu sinto sua falta. – Ela sussurrou em meu ouvido. – Sinto falta de você tocando meu corpo.

Não disse nada, apenas fiquei a observando, ela tirou minha jaqueta e meu coturno, logo depois desfivelou meu cinto, em nenhum momento eu a impedi, afinal ela estava apenas tirando minha roupa extras e nada que fosse me deixar nu.

Quando ela ia desabotoar a minha calça a porta do quarto se abriu e vi a mãe de Debrah aparecer e olhar para nós dois com um misto de surpresa e raiva. Agradeci mentalmente por ela ter impedido o momento, eu não conseguia formular uma desculpa para parar já que eu amava sexo, e se Melissa soubesse disso iria me matar.

- É só eu sair que você quer aprontar Debrah? – A mulher perguntou e rapidamente Debrah saiu de cima de mim e eu pude arrumar minhas roupas.

- Mãe eu pensei que a senhora voltaria mais tarde. – Vi que Debrah respeitava sua mãe só por chama-la de senhora.

Enquanto elas discutiam vesti minha roupa e meu coturno, levantei da cama e vi que elas nem notaram a minha saída, desci as escadas e sai da casa de Debrah, coloquei o capacete, montei na moto e dei partida acelerando rapidamente, eu tinha que ver a Mel, ou então eu me sentiria culpado por deixar Debrah me tocar.

Acionei a buzina assim que cheguei em frente à casa dela, retirei o capacete, olhei para o relógio e marcava nove e meia, fiquei na casa da Debrah apenas uma hora, o que era uma tortura. Melissa pareceu na janela e logo sorriu.

A porta da sala se abriu e Melissa apareceu apenas de pijama, ela sorriu e eu rapidamente sai da moto e andei com passos largos até ela, a peguei pela cintura e dei um beijo em seus lábios. Melissa parecia surpresa, mas logo envolveu seus braços em meu pescoço.

O beijo foi ficando quente e eu caminhei beijando ela até a parede da varanda, a imprensei e rocei meu quadril junto ao dela, eu já estava duro e com uma puta vontade de foder e gozar, mas eu sei que Melissa não é do tipo de garota que eu faço o que quero, primeiramente eu a respeito.

Separei nossos lábios e Melissa ainda continuava de olhos fechados com a boca entreaberta e a respiração ofegante assim como a minha, vê-la assim fez com que meus pensamentos fossem longe, seus lábios rosados estavam me instigando me chamando para mais um beijo de tirar o fôlego, meu baixo ventre contraiu em resposta e eu soltei um gemido baixo que não passou despercebido por ela.

- Que porra aconteceu aqui? – Ela perguntou pausadamente com um sorriso nos lábios.

- Desculpa. – Suspirei. – Eu não queria ...

- Tudo bem ... – Ela me olhou, parecia um pouco desnorteada o que me fez rir, era bom saber o efeito que eu causava nela. – O que aconteceu na Debrah? Você voltou cedo.

- Ela tentou fazer sexo comigo. – Melissa fechou a cara na mesma hora. – Mas não fizemos nada, a mãe dela chegou na hora.

- E se a mãe dela não tivesse chegado? – Ela arqueou a sobrancelha.

- Eu ia arrumar um jeito de ela não fazer nada, confia em mim. – Pedi e ela respirou fundo.

- Tudo bem... – Disse não muito confiante.

 

Alexy

 

Eu me sentia inquieto em relação ao Edward e a Kentin, eu tinha traído meu namorado tendo ciúmes de outro homem bem na frente dele e me arrependia por isso, não tinha um dia que eu não pensasse na burrada que tinha feito.

Mas Edward também não era o santinho da história e ele sabia muito bem disso, o caso é que nenhum dos dois quer dar o braço a torcer, sei que ele sente falta de mim como eu sinto dele, mas o orgulho está atrapalhando tudo entre nós.

Depois de tomar café peguei minha mochila e com o Armin fui para escola, mesmo não me sentindo bem mentalmente eu precisava ir, estávamos em reta final, semanas de provas e eu nem sequer tinha pegado no material de estudos. Eu literalmente estava fodido.

- Posso saber no que tanto pensa? – Armin perguntou sem tirar os olhos do seu jogo. Suspirei e ajeitei minha mochila nas costas.

- Em nada, estou bem. – Sorri.

- Alexy se não fossemos irmãos gêmeos ou até assim eu reconheceria o que está acontecendo. – Ele guardou o jogo e me olhou. – E o Edward?

- Talvez. – Desviei o olhar agora mantendo minha atenção na calçada em que passávamos.

- Pode confiar em mim para contar tudo que quiser, somos irmãos. – Ele sorriu e bateu em meu ombro devagar. – Quando estiver pronto para desabafar eu vou estar sempre aqui, não quero te forçar a nada.

- Obrigado. – Sorri. – Eu te amo.

- Eu também amo você.

Continuamos nossa caminhada até a escola, quando chegamos vi Kentin e Pietro conversando animadamente na entrada. Ultimamente eles estavam muito juntos mais do que antes, sorri quando vi eles e passei direto para a entrada dos corredores.

- Alexy. – Escutei a voz de Kentin me chamar e virei. – Preciso falar com você.

- Eu vou entrando. – Armin disse e saiu.

- Pode falar.

- Então eu queria te dizer que eu e o Pietro estamos namorando. – Falou sem graça passando a mão atrás da cabeça. – E ele já sabe de tudo que aconteceu entre nós dois até agora.

- Felicidades. – Sorri. – Ele não disse nada sobre isso?

- No começo ele ficou um pouco enciumado, mas depois ficou de boa. – Sorriu. – Acho que não tem problema quanto a isso, não é?

- Não está tudo bem. – Sorri. – Eu também queria conversar com você sobre isso, mas deixa para lá.

Pietro chegou por trás de Kentin e abraçou a cintura dele depositando um beijo em seu pescoço, eu me senti desconfortável, não pelos dois estarem namorando e sim por Pietro saber de tudo mesmo que ele tivesse levado tudo numa boa.

- Oi Alexy. – Pietro me cumprimentou sorrindo.

- Oi. – Sorri de volta. – Parabéns para vocês dois.

- Obrigado. – Pietro sorriu e beijou a bochecha de Kentin. – Agora só falta você se acertar com o Edward.

- É ... isso é mais complicado do que parece. – Disse.

- Vocês se amam, da para ver. – Pietro disse e eu suspirei.

- Não é só o amor que conta, conta também a confiança e a sinceridade, coisa que faltou entre a gente.

- Uma hora vocês vão se acertar.

Sorri e ouvimos o som da campainha indicando que a aula já começaria. Todos entraram para a sala e logo depois o professor de matemática entrou para aplicar a prova do último bimestre.



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