História Unique Over All - o filho da profecia - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Mitologia Celta, Mitologia Japonesa, Mitologia Nórdica, Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Elfos, Guerra, Magia, Magos, Medieval, Romance, Rpg, Terra Media
Exibições 7
Palavras 2.487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Fantasia, Ficção, Harem, Magia, Saga, Sobrenatural
Avisos: Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Bem vindos a um mundo de fantasia medieval, sigam o nosso protagonista em aventuras, romance e muita, muita magia.. ( dica ouça alguma música medieval, para aproveitar mais ainda essa imersiva viagem)... De fan para fan, boa leitura...

Capítulo 1 - A estranha e o menino


Fanfic / Fanfiction Unique Over All - o filho da profecia - Capítulo 1 - A estranha e o menino

   O frio alcançava agora cidade de Valis o coração de Dimitrya, Senhor do Norte, o Reino mais frio do continente;

Um garoto magricela de aparência estranha andava agora sem rumo por uma dessas ruas, sem pensar nada além do que seu corpo não podia negar.

    Era por volta de meia noite e Cora andava de cabeça baixa com as mãos no bolso; Usava uma blusa de frio velha e larga deixando mais que claro que já teve muitos outros donos, o garoto sempre quis roupas decentes, mas mal tinha o que comer e roubar algo como uma blusa... – Pare – pensou ele, os guardas nunca ligaram para as queixas dos comerciantes e cidadãos. Sempre pequenos roubos não chamavam atenção, mas um garoto de rua usando agasalho caro. Adivinhou facilmente os problemas que isso traria a ele.

    O menino pequeno sem nada de especial tinha por volta de uns 14 anos agora, mas não se lembrava de seus pais ou de sua vida antes dos orfanatos– ele fugiu de todos claro. Dizia para si mesmo que era um homem e não dependia de ninguém, dizia que sua importância era ele mesmo. Estava sem comer direito fazia dias, e tentava distrair a mente com pensamentos idiotas para evitar que seu corpo reclamasse mais ainda do frio, fome, dor e seja lá o que mais ele tinha.

      O frio naquela noite era insuportável, ele já não agüentava mais, suas articulações, sua cabeça doía tudo, caminhou até o canto da rua, um lugar pútrido e esquecido coberto de neve e fedendo a urina, como não podia feder? Ele escolheu morrer bem na esquina de uma taberna –Droga –pensou ele. Mas não adiantava, ele já havia sentado e não tinha forças para se levantar. Tentou abrir a boca e pedir por ajuda –Mas – quem iria ajudar um moleque de rua; Ele não tinha nada e sabia que era seu fim. Aceite. O garoto sentiu sua vida ficando tão fria quanto aquele céu sem sentimentos, sua vida patética passou como um flash diante dos seus olhos - Decidiu. Se o anjo da morte viesse, ele o abraçaria , seria seu primeiro abraço – Seu ultimo.

Cora acordou com a luz do sol passando pela janela. Com certo esforço sentou-se na cama. E seu cérebro voltou a funcionar; Estava vivo, espera alguém o salvara, ou será que ele morreu?Olhou a sua volta, e pelo raro sol naquela época do ano e o cheiro de terra e flores... Por Deus ele estava vivo... E pela cama de casal luxuosa e o quarto Cinco vezes maior que qualquer lugar que já tenha dormido... Que o Deus da Guerra Njor o ajudasse, ele havia sido salvo, e conhecendo as pessoas como ele conhecia, sabia que seja lá quem tenha o salvado, aquilo não ficaria de graça; Já tinha ouvido rumores de traficantes de escravos, casas de prostituição, Guilda de assassinos... Afastou esse pensamento e tentou levantar, mas seu corpo não o obedecia, estava exausto e faminto; Claro que estava, há algumas horas ele quase morreu. Naquela hora uma calma assassina veio a sua mente, seja lá quem o salvou, cuidou para que ele não morresse então ele previu que essa pessoa deve em breve aparecer e lhe alimentar; uma vez forte ele fugia novamente – era perito nisso. Cora respirou fundo para pensar mais um pouco e um cheiro delicioso o atingiu como uma pedra, quase sem pensar ele virou-se para o outro lado só para encontrar uma bandeja recheada, tinha pão, uvas, cereal, leite e um pedaço de carne duvidoso, antes qualquer reação, agarrou tudo e enfiou goela a baixo, mal sentiu o gosto, pois a dor na sua garganta era lacerante após isso engoliu leite que estava em uma moringa e parou subitamente com a tontura que lhe veio a cabeça, estava atordoado sua visão falhou novamente; Será que era... Veneno! Tentou enfiar o dedo na garganta dolorida, mas falhou em vomitar seu corpo mal recebera nutrientes por meses, ele não ia desperdiçar essa gratificante oferenda –ouviu passos – Uma silhueta magra e cumprida entrou pela porta do quarto e deu passos ligeiros para a cama:

      - Droga garoto, nunca ouviu falar em modos? Quer tanto assim morrer, não valeu nem as moedas que gastei por você...

Disse uma voz feminina dura e severa.

Moedas. Sabia uma senhora de prostituição talvez... Sua mente foi deixando seus sentidos falhando... Apagou.

    Agora ele sabia, não era veneno na comida, mas sim alguma droga para fazê-lo dormir, malditos escravistas. Pensou. Sua mente ia aos poucos voltando...

- Pretende dormir até que horas meu rapaz? Disse a mulher em um tom áspero.

  

   Sua visão era de uma mulher sentada à borda da cama de costas, aliás, de costas nuas, colocando algo como uma bota. Com uma visão ainda embaçada ele notou que suas antigas roupas estavam no chão logo do lado da cama, e ele agora trajava um pijama um pouco maior que seu corpo.

-Você e durão em moleque! Já vi homens feitos não sobreviverem a isso. Disse a mulher vestindo algo como uma blusa.

       Ela virou para encará-lo; o que Cora viu foi diferente do que imaginava; uma mulher jovem, aos seus 21 anos, cabelos negros, olhos esmeralda, curvas bem acentuadas e musculosas para uma mulher, ela sorriu e disse com calma:

-Relaxe moleque! Não fiz nada, não sou do tipo papa anjo, só tirei a roupa para aquecê-lo, porque mesmo embaixo de três cobertores você morreria de frio se eu não tivesse feito.

        A mulher levantou andou até o lado da cama dele, pegou umas uvas e caminhou em direção a porta.

−Vou buscar mais comida.  

Disse a mulher, deu uma piscadela ao sair e desceu o que parecia ser pelo som, escadas.

      Cora não pesou duas vezes, tentou se levantar... Sem sucesso, ainda não estava forte, então pensou um pouco para decidir se aquela estranha moça era sua salvadora ou motivo de sua desgraça; Ele decidiria no seu próximo encontro, já que não conseguia sair dai; o menino olhou em volta do imenso quarto e logo um exausto sorriso surgiu em seu rosto. Havia do lado da bandeja em cima de um criado mudo uma faca, de pão, simples não servia para perfurar, mas com a força certa, cortaria com certeza. Escondeu a lâmina entre os panos. Ele decidiu só comer as uvas, pois ela também tinha comido então não havia drogas nelas. Enquanto comia suas uvas sem sabor, Cora refletiu um pouco sobre a noite anterior como acabara sendo salvo por uma mulher e nem se lembrava disso. Droga. Pensou ele, se ao menos pudesse dar o fora dali...

A porta abrindo o interrompeu.

− Você deve estar morto de fome moleque, olhe para isso mal respira... – Ela parou bruscamente e observou um pouco e disse:

  – Olha rapaz  não comer o que deixei para você me ofende mais do que a faca que esta escondida ai embaixo.

Disse a ela em um tom sério.

− Como soube?

Perguntou ele com uma cara um pouco surpresa.

−Serio? Para começar sua cara de otário lhe entregou, e depois eu trouxe aquela bandeja... Você não é dos mais inteligentes, mas tem bons instintos.

Cora não sabia o que faria agora, sua chance de fugir... Espera ele nunca tivera chance, aquela mulher não era uma simples mocinha ou senhora de luxo.

      Sua visão estava nítida agora, ele enxergava claramente aquela mulher:

Mãos calejadas e um braço musculoso, porém escultural, pescoço com lindas curvas, cintura fina e definida, e mesmo embaixo de uma calça feia demais para descrever aquelas pernas...  Pelos Deuses aquela mulher era uma máquina de guerra brutal;

Seu sangue gelou... Uma vez Amara, sua amiga de orfanato à muito perdida, lhe disse que órfãos que não viram escravos se aventurando por ai, acabam como assassinos, levados desde criança e treinados para serem maquinas de matar. Como aquela mulher. Pelos deuses, Pensou um pouco... Não ele não, Preferia morrer a ser igual ela, ser um destruidor que levou tantos deles naquele dia... Aquele dia em que perdera tudo. Assassinos lhe tomaram seus amigos, inclusive Amara.

Antes de terminar seu pensamento, um rompante de fúria tomou conta do garoto, em um movimento mais rápido do que seu corpo suportara, agarrou a faca e investiu contra a mulher, que a propósito permaneceu parada e segurando a bandeja cheia de comida. Ele agora a meio passo dela segurava a faca de pão na horizontal de modo a desferir um golpe cortante, mirava um pouco acima de sua própria cabeça, o pescoço dela.

      Foi quando algo surpreendente aconteceu, a mulher, que agora estava prestes a morrer abriu um tímido sorriso, equilibrou a bandeja em uma das mãos, esquivou-se, virando corpo para o lado, como quem permite à passagem a outra pessoa, e com sua mão livre acertou o ombro do garoto com um golpe simples.

Cora imediatamente caiu e novamente perdeu a consciência.

      Ele acordou novamente naquela cama, dessa vez amarrado com tiras cortadas de sua antiga blusa. Olhou em volta, seu corpo havia absorvido a pouca comida que ingeriu, estava agora tudo claro tudo visivelmente bem com ele.

− Que bom que acordou garoto, pelo que vejo está calmo, isso e bom! Podemos conversar sem você tentar me matar?

Ele permaneceu em silencio.

−Só está amarrado porque investiu contra mim, caso contrário estaria livre e sem amarras. Disse a mulher com uma cara de tédio.

−Você é uma escravista ou assassina? Disse Cora, meio emburrado.

Ela caiu em gargalhadas estridentes.

−Por acaso uma escravista estaria com apenas um garoto? Ou uma assassina estaria na principal estalagem da cidade? Você tem bons instintos, mas e bem burrinho. A mulher o encarou um pouco e depois voltou a gargalhar.

Ela mal conseguia respirar enquanto ria, e Cora apenas observava aquela estranha mulher diante dele.

Ele reparou naquele lindo sorriso e percebeu na hora, ela não era nada mal, passara tanto tempo vendo só o lado ruim das pessoas que esqueceu de que elas podem ser boas. É mesmo, existem boas pessoas. Ele se permitiu dar um sorriso junto com ela, que retribuiu rindo mais loucamente.

−Meu nome e Coraliel, obrigado por salvar minha vida e pode me chamar de Cora. Ele disse baixinho.

Ela parou de rir

−Disponha! Sou Evangeline, me chame de Eva.

Ela levantou, caminhou até ele e o desamarrou.

−Nada de facas ok?

Ela disse antes de se afastar e sentar em uma cadeira.

−Tudo bem, me desculpe por aquilo Eva, Achei que fosse...

−Uma escravista...

Ela completou com ironia.

−Eva... Se você não e nada assim, porque me salvou?

Perguntou cora expressando-se pela primeira vez como um menino que era.

Ela olhou para ele, levantou e andou até a cama em seguida sentou sobre uma das pernas na beirada.

- Um dia Cora, você entenderá muitas coisas inclusive isso, mas eu lhe salvei, principalmente porque você precisava de ajuda.

Ela deu mais um largo sorriso para o garoto, e virou – se pegou a bandeja de comidas que trouxera , colocou sobre a cama, e eles comeram e conversaram sobre muitas coisas, até ambos adormecerem.

      Pela manhã Cora acordou primeiro, pois ainda estava acostumado com a vida das ruas e seus instintos que o levantavam sempre à primeira luz do dia. Deu uma boa olhada em sua bem feitora ela era de longe a mulher mais bonita que já tinha conhecido, antes, devido a tensão ele  não notara, mas se tratava de uma pessoa gentil e amável. Observou  enquanto ela dormia, imóvel parecia ainda mais jovem assim, Cora então decidiu, se pudesse seguiria aquela mulher, para agradecer, para pagar sua dívida... Pois devia a vida à ela.

      Eva acordou com a claridade do dia em seu rosto, e um cheiro agradável de carne assada ao se levantar se deparou com o garoto que salvara no dia anterior ele estava patético naquele pijama de seda, ela iria comprar roupas para ele e... Pelos Deuses... Não podia mandar ele de volta para as ruas, sabia que a vida que levava não dava o luxo de criar um jovem, mas mesmo assim, era impensável, ela iria dar um jeito. Afastando esse pensamento, levantou-se foi até a pequena mesa no canto do quarto, no qual ele se fartava com aquelas carnes, sentou e depois de um breve diálogo com o menino descobriu que seu café da manhã nada mais era do que um saque a cozinha da estalagem, os dois gargalharam, terminaram o café e ela saiu para comprar roupas  enquanto ele jogava fora as evidências do roubo, quando retornou, ele se vestiu e os dois se foram. Descendo aquelas escadas ela pela primeira vez em muito tempo, sentiu-se feliz, ela sabia não podia deixar aquele garoto.

Cora agora estava sentado em uma banheira com duas velhas resmungonas esfregando e batendo nele com tapinhas irritantes, cada vez que ele se batia na água, Evangeline estava a ponto de se mijar rindo como uma louca, só observando de longe. Ao sair da estalagem ela disse que tinham de ir num lugar importante, mas nada como duas velhas mal humoradas e um banho forçado; Mais cedo ela tinha dito que o garoto precisava se limpar, pois só as roupas estavam descentes ele em si continuava sujo como um porco. Ao ouvir a proposta, Cora recusou de imediato claro, ele odiava banhos; Pois bem a espertinha tinha dado duas moedas de prata para cada velha, como suborno.

     Eva sentia-se disposta esta tarde, caminhando ao lado de seu companheiro de aventuras, um menino de aparência sofrida, mas mesmo assim alto demais para a idade; Cora possuía certo ar de delinqüência e desafio, como ela já fora um dia, tratava-se de um garoto magro, cabelos negros e lisos, olhos azuis como se fogo celestial se movimentasse dentro deles, sua pele era branca, mas havia tomado um tom mais escuro (talvez por causa do tempo nas ruas), Eva sabia com certeza ele se tornaria um homem formidável, não que ela mesma fosse velha, tinha só 21 anos; imersa nesses pensamentos ela nem se deu conta que chegaram ao destino que ela anunciara mais cedo.

       Cora agora estava diante de um castelo, a Fortaleza Sombra da Alvorada, chamado assim, pois era tão grande, que quando o sol nascia, boa parte da cidade ficava sob sua sombra, era o mais alto da cidade de Valis e provavelmente do país inteiro, abrigava o rei e sua corte em tempos passados, agora quem morava lá eram só os ministros e outras pessoas de enorme influência.  Ele olhou para o topo da estrutura que era tão alto que confundiu sua visão; pensara naquele instante que Eva fosse entregá-lo aos responsáveis das cidades para que fosse a outro orfanato, mas essa idéia logo saiu da sua cabeça ao ver ela ter uma conversa um tanto descontraída com um dos guarda-sentinelas ( que normalmente não se mexem, não importa o que você faça), após isso ela voltou colocou a mão sobre seu ombro e disse:

−Vamos entrar Cora.

−O que viemos fazer aqui? Perguntou o Garoto.

−Coisas chatas como mudar seu nome, pegar mais dinheiro pra gente... Sei lá... Ah sim claro, bem vindo a minha casa.


Notas Finais


Próximo capítulo... a verdadeira identidade de Evangeline ( O lobo do norte )


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...