História Uniquely Perfect - Clexa - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Anya, Clarke Griffin, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Lexa, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Clexa Octaven Híbrido
Exibições 93
Palavras 2.379
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, :)

Capítulo 12 - Não somos mais amigas?


[Clarke POV]

De alguma forma eu consegui dormir mais do que havia planejado e acordei porque alguém estava me cutucando e sussurrando:

"Clarke? Clarke! Clarke?"

"Mais cinco minutos", eu gemi.

"M-Mas alguém está b-batendo na p-porta." A voz de Lexa sussurrou em pânico.

Esfreguei meus olhos, grogue de sono, encontrando-me caída sobre o colo de Lexa e usando seu suéter como um travesseiro. Sentei-me rapidamente: "Desculpe..."

Outra batida soou na porta, e as orelhas de Lexa desapareceram em seus cabelos e ela me perguntou: "Q-quem será?"

"Provavelmente é apenas a Octavia," eu assegurei a ela. "É melhor colocar o seu gorro em todo o caso..."

Eu peguei o gorro da menina no cabide e o joguei para ela. Ela o puxou para baixo sobre as orelhas e se arrastou para o meu lado, escondendo-se parcialmente atrás de mim enquanto eu abria a porta. Octavia estava com as mãos nos bolsos, olhando para os seus pés: "Oi..."

"Octavia?" Eu ri em confusão. "Por que você não entrou logo no apartamento? Onde está Raven?"

"Eu só vim pedir desculpas... Eu meio que fugi antes, enquanto nós estávamos conversando com Anya." Ela murmurou.

Lexa enfiou a cabeça em torno de mim, "O-oi Octavia!"

"Olá, Lexa..." Octavia respondeu.

"Ela não era grande coisa... Eu achei que você queria dizer a Raven que havia outro híbrido." Dei de ombros, tentando abrir a porta para que Octavia pudesse entrar e quase tropeçou em Lexa.

"D-desculpe", disse Lexa rapidamente, e eu ri, puxando-a para o meu lado, a fim de que ela não ficasse mais escondida atrás de mim.

"Na verdade", começou Octavia. "Eu fui perguntar a Raven se ela se lembrava de alguma Anya enquanto ela morou com Dr. Jaha... Porque Anya parecia..."

"Diferente?" Eu sugeri. "Você poderia ter perguntado a Lexa... Ou a própria Anya. Ela não foi feita por um cientista. Seu pai era híbrido, mas sua mãe não. Ela era uma pessoa normal... Que se apaixonou com um híbrido e, em seguida, Anya nasceu. Ela é... Ela é realmente uma cidadã do Reino Unido, também."

Octavia olhou com os olhos arregalados para mim: "Você ficou presa com ela o suficiente para ter uma conversa assim?"

Eu suspirei, "Bem... Lexa pareceu pensar que ela era boa e eu percebi que Anya poderia ser um pouco de um exemplo para ela."

"M-mas Clarke é um exemplo m-melhor." Lexa protestou.

Eu sorri para a garota: "Obrigada, gatinha."

Octavia me deu um sorriso estranho, quase como se ela soubesse de alguma coisa e eu não. Eu estreitei os olhos para ela, e Octavia disse rapidamente: "Ok... Bem, eu estou perdoada, certo? Por... Bem, tudo que eu estraguei hoje?"

Eu acenei com a mão, "Hm... Sim, com certeza."

Octavia riu: "Tudo bem... Eu posso voltar para o meu apartamento e dormir agora. Só tinha de ter certeza de que ninguém estava com raiva de mim."

"Dormir é o que eu estava fazendo até que você bateu na porta e Lexa ficou em pânico." Disse a Octavia.

"Você tirou uma soneca até agora? Você sabe que são nove e meia da noite, certo?" Ela disse confusa.

"Adeus, Octavia." Eu corri para frente, agarrando a cabeça dela para que eu pudesse dar um beijo violento sobre a sua testa. "Bons sonhos."

Octavia me afastou, irritada: "Argh, Clarke! Você praticamente babou toda a minha testa!"

"Você deixa Raven fazer isso!" Eu disse, fingindo uma careta.

"Eu a amo." Octavia fez uma careta para mim. "Adeus, sua idiota."

"Tchau!" Eu ri, fechando a porta e a trancando. Lexa estava me dando um olhar estranho, então eu levantei minhas sobrancelhas para ela.

"Clarke b-beijou a testa de Octavia?" Lexa parecia extremamente confusa.

"Não é como os beijos que Raven e ela dão." Eu expliquei. "Mas sim, eu beijei sua testa. Um beijo amigável, acho que poderia chamá-lo assim. Era uma espécie de piada para ela, porque eu sei que ela odeia quando faço isso."

"C-Clarke beijou Octavia p-porque Octavia é a-amiga de Clarke?" Lexa perguntou, seguindo-me enquanto eu caminhava de volta para o sofá.

"Sim." Eu peguei o controle remoto e desliguei a televisão, já que ele não estava no modo de leitor de DVD mais.

"N-não s-somos a-amigas?" Lexa chiou, parando a poucos metros atrás de mim.

"É claro que nós somos amigas", fitei a garota, minha testa franzida. "Por que não seríamos amigas?"

Lexa corou, baixando o olhar para o chão: "C-Clarke n-nunca beijou Lexa na t-testa..."

Fiquei chocada com a aparência de dor no rosto de Lexa. Como sempre quando alguém estava triste, meu cérebro gritou imediatamente para animar Lexa. Cuidadosamente avancei para ela, e inclinei a cabeça para que ela que me olhasse nos olhos. Tirei o gorro de Lexa, deixando seus cabelos livres.

Como algumas mechas de seu cabelo caíram sobre sua testa, eu as escovei para fora do caminho e pressionei suavemente os lábios na pele acima de suas sobrancelhas. A sensação de um calor estranho me encheu dos meus dedos do pé até o meu rosto, algo que nunca aconteceu quando eu beijava Octavia ou Raven. Conforme eu puxei os meus lábios de sua testa, seus cabelos voltaram a cair sobre a mesma, dei-lhe um sorriso amável: "Vê? Amigas."

Lexa me deu um grande sorrisos e, em seguida, jogou seus braços em volta de mim, aninhando-se no meu peito: "A-amigas."

Eu ri, abraçando-a de volta, mas eu ouvi um so de resmungado entre nós. Eu me afastei, levantando uma sobrancelha: "Você... Resmungou?"

Lexa corou: "Não... O estômago de L-Lexa que resmungou."

"Oh!" Eu disse, a culpa me enchendo. "Isso é a maneira de me avisar que a hora do jantar já passou e eu estava dormindo... Sinto muito! Sente-se aqui e assista a televisão, eu vou fazer um pouco de comida."

Lexa franziu a testa, "Lexa irá a-ajudar..."

Eu ri, sabendo que Lexa estava realmente indo só para me seguir em torno da cozinha e fazer perguntas. Eu era desajeitada, ela era desajeitada, e eu definitivamente não era a melhor cozinheira... Por isso provavelmente o melhor seria que ela ficasse aqui enquanto eu cozinhasse, "Eu irei fazer sanduíches, é rápido. E então logo estarei de volta."

Lexa fez beicinho, mas se permitiu sentar no sofá e me deixar colocar o controle remoto na sua mão. Uma vez que eu tinha certeza que ela estava sentada e quieta, corri para a cozinha para fazer a comida da menina gatinho.

Corri em torno da cozinha tentando fazer sanduíches tão rápido quanto possível, a minha mente reproduziu sobre o quão feliz Lexa olhou para mim quando beijei sua testa. Com toda a honestidade, eu me senti muito feliz também. Era uma coisa que se ela me pedisse para fazer de novo, não me oporia.

Eu tinha os sanduíches feitos e estava despejando leite em dois copos, estava dispersa em meus pensamentos felizes, até que ouvi a voz de Lexa, que soava extremamente angustiada: "Clarke!"

Eu quase deixei cair o leite na minha pressa de sair da cozinha, quando me virei para correr de volta para a sala de estar. Lexa não estava sendo atacada, nem parecia ferida, mas ela estava olhando com horror, as orelhas achatadas, a televisão com os joelhos puxados para o peito. Eu esperava que houvesse alguma cena de algum filme de terror, mas em vez disso, passava um comercial de animais indefesos em abrigos que parecia sempre arrancar seu coração e jogá-lo no chão.

Eu afundei no sofá ao lado da garota, e ela se encolheu para perto de mim. Gentilmente, eu acariciei seu cabelo e peguei o controle remoto para mudar de canal fazendo com que a música triste, os cachorrinhos e gatinhos parassem de aparecer na tela, "Qual é o problema, gatinha?"

"E-esse comercial! Isso é t-tão triste! P-por que a-alguém n-não os ajuda em vez de f-fazer t-tristes c-comerciais sobre isso?" Lexa fungou contra meu peito.

"Eu sei que parece muito triste, gatinha." Eu a acalmava. "Mas as pessoas que os ajudam, só querem mais pessoas que possam encontrá-los para ajudar. Assim a vida desses animais podem melhorar, ok?"

Na verdade, eu não tinha ideia se o que eu estava dizendo era verdade ou não, mas eu queria que a menina se acalmasse. Ela se afastou do abraço para olhar para mim, e eu fiquei chocada ao ver lágrimas correndo pelo seu rosto, "L-Lexa está triste. L-Lexa se s-sente triste p-pelos c-cães! L-Lexa n-nem gosta de c-cães!"

Olhei com simpatia para a menina, eu balancei a cabeça e limpei suavemente as lágrimas de seu rosto, e murmurei baixinho, amaldiçoando a famosa cantora e palestrante que forneceu a informação e música para o comercial específico: "Maldita Sarah McLachlan!"

Lexa me deu um olhar confuso em meio às lágrimas, então eu rapidamente acrescentei: "Eu sei... Os cães e gatos realmente parecem tristes, mas tenho certeza que os animais desse comercial têm casas já."

"V-Verdade?" A menina de orelhas de gatinho fungou, olhando para mim com seus grandes olhos cor de esmeralda.

Eu não pude resistir. Eu só tinha que me inclinar para frente e pressionar os meus lábios na sua testa novamente, tentando conseguir o mesmo sorriso de antes. Funcionou, porque assim que eu puxei de volta, Lexa me deu um grande sorriso com lágrimas, eu cutuquei seu nariz, "Sério!"

"Ok", ela gemeu, voltando a se aconchegar no meu peito para que eu pudesse abraçá-la. Assim que eu passei suavemente meus braços em torno dela, ela envolveu seus próprios braços em volta de mim. Mais uma vez, como no nosso abraço de mais cedo, seu estômago roncou.

Eu sorri, fazendo mais uma tentativa de vê-la rir, "Você deveria miar pra mim."

Lexa se afastou para olhar, mas depois ela deu uma risadinha quando eu dei um sorriso, e mexeu suas as sobrancelhas. Eu ri, decidindo que faria mais um trocadilho antes de terminar, "Já que você está com suas patas aqui..." eu cutuquei a mão dela. "Eu vou trazer o seu alimento."

Lexa se lançou para mim, me fazendo ficar contra o braço do sofá. Eu ri e a abracei com força: "Mas gatinha... É muito divertido fazer piadas de gato!"

"C-Clarke é uma c-chata às vezes," Lexa bufou, mas se aconchegou no meu peito, desde que ela me tinha presa debaixo dela. "L-Lexa ainda gosta de você... Apesar de tudo."

"Bem, isso é bom." Eu baguncei seus cabelos. "Eu gosto de você também, gatinha. Agora me deixe pegar a sua comida!"

Lexa se soltou de mim e correu para a cozinha. Eu ri e corri atrás dela. Ela estava pegando seu prato e leite de cima da bancada e já estava o levando para a mesa. Eu peguei meu próprio prato, sentei-me ao lado dela para que eu pudesse virar e jogar os meus pés sobre seu colo.

Como meus pés estavam em cima de suas pernas, ela olhou para baixo em aborrecimento e suavemente beliscou um dos meus dedos. Eu decidi não abusar muito da garota e então abaixei uma das minhas pernas. Lexa usou isso como a oportunidade de copiar as minhas ações, e então apoiou os pés em cima de mim.

Bati o pé: "Eu sou uma pessoa legal, então vou deixar você manter seus pés no meu colo."

Lexa mastigou um pedaço de seu sanduíche e disse: "L-Lexa sabe que C-Clarke é legal."

"Você pode ser bastante atrevida, sabe disso?" Eu ri.

Lexa sorriu, tomando um gole de leite. No entanto, com a testa franzida e ela perguntou: "L-Lexa p-pode ter um b-banho depois disso?"

Eu suspirei, "Pela última vez, gatinha boba! Você pode tomar banho sempre que quiser!"

"L-Lexa ainda gosta de se c-certificar. Ela n-não q-quer que Clarke fique c-com raiva."

Revirei os olhos, "Eu não acho que poderia ficar com raiva de você."

"C-Clarke estava antes", ela ressaltou.

"Não, não." Eu a assegurei. "Eu não estava realmente brava."

Lexa terminou seu sanduíche e o leite e se levantou, "L-Lexa vai tomar um banho agora..."

Eu balancei a cabeça para que ela soubesse que entendi, porque eu ainda mastigava o meu sanduíche, e ela saltou para o quarto. Enquanto ela se banhava, eu terminei de comer e usei sua ausência para lavar pratos. Eu estava com medo de lavar pratos com ela por perto desde que joguei água em seu rosto por acidente da última vez.

Eu tinha acabado de arrumar os pratos e estava no meu caminho para o meu quarto quando Lexa veio correndo, apenas de camisa e calcinha, até mim. Peguei a menina antes que ela caísse no chão, e então se agarrou a mim.

"Whoa, gatinha, onde está o fogo?" Eu ri.

Lexa parecia um pouco em pânico quando ela ergueu a mão "Uma das cores de L-Lexa saiu!"

"Deixe-me ver." Eu cuidadosamente peguei a mão dela, examinando o dedo mindinho, onde seu band-aid roxo tinha saído. Eu balancei a cabeça, "Eu acho que já está melhor."

"Clarke vai colocar outra c-cor em todo o c-caso?" Ela chiou, ainda olhando petrificada.

Eu dei uma risada, "Sim, gatinha. Vai vestir uma calça ou algo assim e eu vou te dar outra... Você ainda quer roxo?"

"Sim, p-por favor." Lexa respondeu timidamente.

Peguei um band-aid roxo para Lexa, então voltei para o quarto para encontrá-la sentada na minha cama em um par de calças de pijama, usando outro suéter meu. A menina gatinho com toda a certeza gostava de usar os meus suéteres. Fui até ela e me sentei a sua frente na cama, pegando sua mão. Uma vez que eu tinha substituído suavemente o band-aid, eu acariciei sua mão, "Pronto."

"O-obrigada, Clarke." Ela murmurou, olhando-me sonolenta. Sem demora ela já estava com a cabeça apoiada em um dos travesseiros, eu ri e a cobri.

"Cansada?" Eu a provoquei.

"Aham", ela murmurou, batendo de leve no espaço do outro lado dela.

"Você vai dormir... Eu não estou cansada. Vou assistir a televisão um pouco eu acho", eu baguncei seus cabelos.

Ela franziu a testa, sentando: "L-Lexa não quer f-ficar sozinha... Lexa v-vai também."

Eu suspirei, empurrando delicadamente a menina de volta para a posição de antes, caminhei para desligar a luz e retornei para o meu lado da cama, ficando próximo a Lexa: "Eu vou ficar aqui até você adormecer. Vá para a cama, gatinha."

Lexa se contorceu, de modo que quando ela se virou, meu braço estava tocando suas costas. Eu deslizei meu braço um pouco mais para ver o que ela faria, e ela se inclinou para trás de modo que meu braço estava quase tocando sua cintura.

Eu sorri sozinha, por algum motivo me senti convencida de que Lexa queria saber que eu estava ali. Eu nunca me senti necessária antes, mas com a gatinha de cabelos longos e lisos, eu sentia como se ela precisasse da minha ajuda e atenção. E eu não me importo de ser necessária... Eu não me importo mesmo.


Notas Finais


Gente que minhas provas começaram só posso postar os caps nas sextas :(


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