História Uniquely Perfect - Clexa - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias The 100
Personagens Anya, Clarke Griffin, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Lexa, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Clexa Octaven Híbrido
Exibições 81
Palavras 3.387
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi , tchau :}

Capítulo 14 - Três mil reais



[Clarke POV]

"Então deixa ver se eu entendi..." Anya começou depois de eu ter resumido o que tinha acontecido, mas deixei de fora a parte em que Lexa e Raven haviam sido levadas. "Você está amarrada no chão da sua própria casa?"

"Sim..." Eu bufei. "Agora eu preciso que você venha desatar a mim e a minha amiga Octavia, para que eu possa descobrir uma maneira de pegar Lexa de volta."

"Espera, o quê?" Anya perguntou, confusa. "Pegar Lexa de volta? Para onde ela foi?"

Fiz uma pausa por um momento antes de responder baixinho: "Foi tudo culpa minha... Dr. Jaha estava procurando por Lexa, daí ele viu a nós duas andando próximo a minha casa. Então ele apareceu de repente aqui e a levou. E levou Raven, também... Raven é outro híbrido. Mas ela não é parte gato, ela é parte cão.

""Alguém pegou Lexa?" Ela parecia assustada.

"É... Um idiota grandão chamado Thelonious Jaha." Eu resmunguei.

"Thelonious Jaha", Anya repetiu categoricamente. "De pele negra?"

"Sim..." Eu disse lentamente. "Como você sabe disso?"

"Oh, eu odeio esse cara!" Anya assobiou.

"Você o conhece?" Perguntei estridentemente, fazendo com que Octavia, que estava sem vida e de bruços sobre o tapete, olhasse para mim rapidamente.

"Ela o conhece?" Octavia suspirou. "Será que Anya sabe onde ele mora? Poderíamos... Raven... E Lexa! Podemos... Podemos encontrá-las!"

"Você sabe onde ele mora?" Exigi.

"Não..." Anya me contou. Eu gemi, deixando minha cabeça bater no chão. Mas então, Anya falou: "Eu tenho um número de telefone que ele me deu..."

Engoli em seco, me contorcendo de volta: "Você tem? Vem nos desatar! Por favor, Anya... Venha nos desamarrar e nos dê o número do telefone dele!"

"Ela tem o seu número?" Octavia chiou, mas eu a ignorei preocupada em ouvir o que Anya estava dizendo.

"Eu já estou andando na direção que vi você e Lexa andando... Isso é assustador?" Ela riu.

"Em qualquer outra circunstância eu diria que sim, mas você está vindo ao nosso socorro e você tem o número de telefone que poderá nos ajudar a ter Lexa e Raven de volta, e-"

"Você vai parar de divagar e me dizer o seu endereço?" Ela suspirou.

Eu rapidamente lhe passei o meu endereço, antes de acrescentar: "Definitivamente eu pensei que ia odiar você, mas tenho certeza que nós poderíamos ser melhores amigas agora!"

"Calma lá", Anya riu. "Não vamos nos apressar."

"Será mesmo que ela tem o número do Dr. Jaha, Clarke?" Octavia repetiu desesperadamente.

"Sim, O!" Eu a acalmava. "Eu acredito que sim!"

"Graças a Deus!" Octavia sussurrou. "Eu posso pegar minha Raven de volta... Eu não sei o que eu faria sem a minha Raven."

"Estou na sua rua", Anya me informou. "Então... Como exatamente eu devo entrar no seu apartamento, se você está amarrada no chão?"

"Você acabou de entrar," eu disse a ela. "Está destrancado."

"Eu adoro entrar em casas de estranhos", declarou ela.

"De alguma forma, isso não me surpreende." Eu zombei.

"Eu estava brincando", ela disse lentamente.

"Ah... Então eu também estava." Eu murmurei.

Eventualmente, depois de ouvir Anya resmungar para si mesma a cada momento, a porta do apartamento se abriu e a garota olhou para nós com uma sobrancelha levantada, "Você não estava brincando... Você está... Bem amarrada."

"Se as circunstâncias fossem outras eu realmente não teria chamado alguém que eu mal conheço para me ajudar." Eu respondi.

"Então eu acho que não devo ajudar..." Ela começou.

"Não!" Octavia gritou. "Não, por favor! Nós precisamos do número do Dr. Jaha, pelo menos..."

Anya pareceu surpresa com a explosão de Octavia, mas foi desamarrá-la primeiro, "Você realmente quer pegar Lexa de volta, hein?"

"Bem, sim." Octavia murmurou, lutando para desamarrar os pés uma vez que Anya tinha desamarrado suas mãos.

 "Mas Raven... Eu preciso pegá-la de volta."Anya veio até mim, desatando minhas mãos. Eu murmurei um obrigada e fui desamarrar meus pés, Anya pegou meu telefone do chão. Eu olhei para ela confusa: "O que você está fazendo com isso?"

Anya pegou seu próprio telefone, ainda segurando o meu: "Shh..."

Ela mexeu em seu telefone por alguns segundos antes de voltar para o meu, digitando algo nele e o entregou para mim. Octavia se sentou ao meu lado, olhando para o meu telefone, "Esse é o número?"

"Acho que sim", Anya deu de ombros. "Já faz um tempo... O número pode ter mudado."

"Vamos torcer para que ainda seja o mesmo número," eu gemi. "Espera... Como você o conhece?"

Anya mexeu no seu cabelo e apontou para suas orelhas: "Ele de alguma forma descobriu sobre elas... Eu não sei como, porque eu não ando por aí vestindo uma camisa dizendo Eu sou parte gato, mas ele veio até mim um dia e perguntou se eu queria ser sua experiência. Eu gentilmente o mandei se fod-... Ok, eu não disse de forma gentil. Ainda assim, mantive o número que ele me deu para o caso de mudar de ideia... Você sabe, se eu quisesse brincar com ele ou algo do tipo.

"Octavia assentiu com a cabeça: "É uma chance, Clarke. Ligue pra ele!"

Eu apertei o botão de chamada e pressionei rapidamente o botão do viva-voz também. Octavia estava praticamente tremendo de ansiedade, e eu coloquei a mão em suas costas para tentar acalmá-la. Para a minha decepção e a de Octavia, uma voz pelos alto-falantes nos informou que o telefone não existia.

Octavia gemeu, deixando cair à cabeça em suas mãos. Eu estava me sentindo muito desesperada mesmo. Esse número foi uma das únicas chances que eu poderia chegar a Lexa e a Raven, e não havia funcionado.

"Eu realmente sinto muito." Anya me disse sinceramente, e apontou para Octavia. "Ela está bem?"

Cheguei até Octavia e afaguei seus cabelos. "Octavia, amiga... Você quer passar a noite aqui?"

"Não", ela sussurrou. "Eu deveria... Eu preciso ir para casa."

"Quer que eu vá com você?" Perguntei-lhe.

"Não, obrigada." Ela chiou. "Talvez eu... Talvez eu te veja amanhã?"

"Eu não tenho que trabalhar amanhã", eu dei de ombros.

A percepção de que eu não teria Lexa se enrolando contra mim no sofá para assistir a televisão, de repente me abateu, e me abateu duramente. Eu só tinha a menina em torno de pouco mais de uma semana, mas eu sabia que me sentiria como se algo estivesse faltando uma vez que ela não estava aqui agora.

Eu não podia sequer imaginar como Octavia estava se sentindo. Ela amava Raven. Raven estava com ela há quase dois anos, e de repente não ter a animada garota deveria ser aterrorizante.

"Certo." Octavia disse com a voz rouca, já de pé e foi colocar o casaco e os sapatos. Enquanto ela estava fazendo isso, acabou congelando, deixando escapar o que soou como um soluço abafado.

Anya já estava de pé também, e sem saber o que fazer, mas eu pulei e corri para abraçar Octavia: "Eu sei... Eu sei, isso realmente é uma droga... Eu sinto muito... É tudo minha culpa."

"Não", ela gemeu, sacudindo a cabeça. "Não, é só que... Elas nem sequer estavam usando seus casacos ou sapatos.

""Eu preciso ir para casa", Octavia se afastou, enxugando os olhos. Eu balancei a cabeça atordoada, "Ok... Eu vou te ver amanhã, O... Nós vamos... Vamos descobrir alguma coisa. E vamos pegá-las de volta."

Dos olhos castanhos de Octavia brotaram mais lágrimas, e ela balançou a cabeça rapidamente antes de se virar e sair do apartamento.

Virei-me para Anya que estava olhando para mim com simpatia: "Ela realmente se importa com essa Raven, né?"

Engoli em seco e balancei a cabeça, "É... Quer dizer, eu cuido de Lexa, por que... Porque sim. Lexa é tão... Eu não sei, ela é tão doce e carinhosa para mim. Como um gatinho... É por isso que às vezes eu a chamo assim... Bem, por isso e porque ela é parte gato. Raven é da mesma forma com Octavia, a diferença é que a relação delas cresceu ao longo de dois anos, e agora elas têm um relacionamento como os seus pais tinham...""

Oh..." Anya pareceu surpresa. "Então vocês não gostam de mantê-las como animais de estimação..."

"Nem um pouco", eu suspirei. "Lexa era livre para fazer o que quisesse realmente... Menos a sair sozinha, porque eu tinha medo de que alguém tentasse falar com ela ou algo assim e... Bem, você já ouviu a maneira adorável que ela fala. Outras pessoas saberiam que ela não é como toda estranha que você encontra na rua."

"Adorável, hein?" Anya riu. "Eu acho que vocês vão acabar exatamente como Raven e Octavia."

Eu suspirei, "Eu só espero conseguir descobrir onde ela está, para saber se eu e Lexa vamos acabar como elas..."

"Desculpe se eu não consegui ajudar mais", ela me disse.

"Não é culpa sua se o número não deu certo", eu suspirei.

"Bem... Eu acho que você sabe como me achar, se precisar de mais alguma coisa", ela deu de ombros, abrindo a porta do apartamento.

"Obrigado, Anya." Eu disse a ela, honestamente.

"Sem problemas." Ela me deu um sorriso de lado. "Tchau."

"Tchau", eu respondi e ela foi embora, deixando-me sozinha em meu apartamento.

Estava começando a ficar escuro do lado de fora, considerando que Raven e Octavia tinham vindo para o almoço e tinham ficado por quase cinco horas antes de o meu apartamento ser invadido.

Eu vagava sem rumo pela sala, verificando as horas no meu telefone.

Oito e meia da noite.

A televisão parecia ser a minha única opção, então eu me afundei lentamente no meio do sofá, pegando o controle remoto e ligando a televisão. Ainda passava os créditos do filme Aristogatas que eu e Lexa assistimos ontem à noite, e eu me mexi para desligar a televisão novamente. Era óbvio que eu não ia ser capaz de assistir a esse filme sem uma menina gatinho escondida contra o meu lado.

Pela primeira vez desde que Lexa e Raven tinham sido levadas, senti uma queimação na minha garganta, o que era um sinal indesejado de lágrimas. Chorar não ia me fazer nada bem. Minha mãe sempre me disse que não valia a pena chorar sobre o leite derramado.

Lexa adorava leite...

Comecei a chorar e enterrei meu rosto no braço do sofá. Acabei por dormir chorando no sofá em vez de jantar e ir para a minha própria cama.

Quando acordei na manhã seguinte, foi porque o meu telefone estava tocando em algum lugar debaixo de mim. Sentei-me atordoada e comecei a procurar pelo aparelho, completamente atrapalhada, até que eu o encontrei e o puxei para o meu ouvido:

"Alô?" Eu resmunguei com a voz rouca.

"Olá!" Veio uma voz agradável. "Clarke, correto?"

"Sim?" Eu disse em confusão. "Quem é?"

"É o Dr. Jaha", a voz riu.

Uma fúria correu através de mim. "Seu idiota!" Eu cuspi. "Eu não acho que você entenda que Lexa e Raven não são apenas criaturas que você pode reivindicar só porque você as criou! Elas são pessoas!"

"Eu poderia desligar..." Dr. Jaha me lembrou.

"Não." Eu sussurrei, a raiva correndo imediatamente para fora de mim. "Não, espere..."

"Eu liguei para informar que Lexa está bem," Dr. Jaha disse em um tom aborrecido. "Ela não acordou ainda, mas ela não está morta. Isso é uma vantagem, certo?"

"Tem certeza de que não está apenas me ligando para jogar na minha cara que a tirou de mim?" Eu atirei.

"Bem..." Dr. Jaha disse lentamente. "Eu acho que essa é uma boa razão também..."

Fiquei em silêncio por um momento antes de dizer: "O que você quer? O que posso fazer para tê-las de volta?"

"O que eu quero?" Ele riu.

"Eu posso te dar qualquer coisa", eu disse desesperadamente.

"Mil e quinhentos reais", afirmou.

Engoli em seco, "Sério? Você vai me devolvê-las se eu te der mil e quinhentos reais?"

"Cada uma", respondeu ele."

Feito!" Eu disse freneticamente. "Ok! Quando você quer o dinheiro?"

"Amanhã ou nada feito." Ele suspirou.

"Meio-dia de amanhã... Hm... Que tal nos encontrarmos naquele estacionamento abandonado a poucos quarteirões de distância do parque perto de onde você mora?" Ele perguntou.

"Ok!" Eu concordei. "Aonde vamos nos encontrar amanhã e a que horas?"

"Perfeito, ao meio-dia!" Eu disse alegremente.

"Três mil reais. Vejo você depois." E antes que eu pudesse pedir para falar com Lexa ou Raven ele encerrou a chamada.

Procurei o número para ver se eu podia retornar à ligação, mas eu não podia. Ele usou um número restrito. Não era como se isso importasse. No dia seguinte, eu teria a menina gatinho e Raven de volta.

E então eu me lembrei de algo muito importante. Eu não tenho três mil reais. Eu e Octavia provavelmente não tínhamos sequer três mil reais juntas. Tudo bem que Octavia fazia muito mais dinheiro do que eu com seus livros, mas sua carreira de escritora tinha apenas começado. Ela ainda tinha muito mais a escrever antes de fazer milhões. Eu tenho que ir ao banco e pedir um empréstimo.

Então, com isso, eu já estava fora do sofá, calçando os sapatos e pegando as chaves do carro. Corri para fora do apartamento com as mesmas roupas que tinha usado no dia anterior. Eu dirigi o mais rápido que pude para o meu banco, correndo para dentro e exigindo falar com o meu gerente.

A secretária da mesa olhou para mim, provavelmente porque eu quase derrubei a plaquinha de bronze com o nome dela. Ela apontou duramente para o escritório na parte de trás do prédio, e eu corri até lá, entrando direto na sala e sem bater. Atirei-me na cadeira em frente à sua mesa de trabalho, fazendo com que o homem saltasse.

"Olá. Eu preciso de um empréstimo." Eu exigi do homem.

Ele estava em seus vinte e tantos anos, tinha seu cabelo raspado e usava grossos óculos de armação.

"Bem, então...", ele riu. "Esse é um pedido interessante. Empréstimos exigem um pouco de burocracia... Por isso, gostaria de me dizer por que você precisa deste empréstimo?"

Eu não tinha pensado exatamente nisso. E se eu não conseguisse o dinheiro?

"Oh... Srta. Griffin!" Meu gerente, Lincoln, disse em uma voz assustada.

Tomei um grande fôlego: "É complicado?!"

O homem me examinou, "Isso não é bom o suficiente, Srta. Griffin."

Eu bufei, "É... Não é para mim. Bem, pra mim também... Mas estará beneficiando três outras pessoas também."

Lincoln riu, "Como estará os beneficiando? Você não está tirando alguém da prisão, está?"

"Bem..." Eu disse, coçando a cabeça. "Em certo sentido... Eu meio que estou."

"Chega de charadas, Clarke!" Lincoln disse, inclinando-se para frente com determinação. Eu fiquei chocada pela maneira que ele disse meu nome. "Fale comigo não como o seu gerente, mas como seu amigo, e então talvez eu possa ajudá-la."

Sentei-me em silêncio por um momento, antes de falar: "Eu tenho uma amiga... Duas amigas na verdade. Uma foi recentemente adquirida e a outra é uma velha amiga. Bem, eu acidentalmente coloquei essas minhas amigas em uma situação que não acho que poderia ajudar, mas acontece que se eu pagar três mil reais, poderei."

"Então, quem é a outra pessoa que seria beneficiada?" Lincoln perguntou curiosamente.

"Minha amiga Octavia.. Ela tem uma espécie de relacionamento com uma das pessoas que eu coloquei nessa situação... A minha velha amiga." Eu disse, voltando o meu olhar para o chão.

"Quando você diz que essa amiga foi adicionada recentemente... Quão recente é isso? Se ela é recente, então por que você se importa tanto?" Lincoln estava inclinado para frente, com o queixo entre as mãos e os cotovelos apoiados sobre a mesa.

"Porque ela só tem a mim..." Eu disse, encolhendo meus ombros. "Lexa é... Bem, tente entender quando eu digo que ela é como um gatinho. Você não pode ajudar, mas gosto dela."

"Um gatinho, hein? Orelhas peludas e tudo mais?" Lincoln riu e eu ri nervosamente em troca. Porém, Lincoln continuou, "Não, honestamente Clarke. Ela tem orelhas?"

"Isso é um absurdo", eu murmurei fracamente.

"Quero que você saiba que eu tinha uma amiga próxima... Uma alma gêmea, por assim dizer... Ela tinha orelhas... E uma cauda, sério." Disse Lincoln, com naturalidade.

Sentei-me em linha reta na cadeira, "Você está mentindo..."

"Eu não estou..." Lincoln me deu um sorriso triste. "O nome dela era Luna. Ela tinha o cabelo castanho, as orelhas pretas, e uma cauda. Luna... Eu a amei muito... E ela me amava."

"E-eu..." eu gaguejei, completamente sem palavras. "Espere, você disse que a amava. Não há mais uma relação, o que aconteceu?"

"Luna está morta." Lincoln me disse em voz baixa. "Mas você está certa, eu ainda a amo."

"Oh..." eu murmurei, sentindo meu rosto pálido.

"Acidente de carro." Lincoln me deu um sorriso forçado e sem pensar, eu estendi a mão para afagar a mão do meu gerente. Lincoln sorriu para mim: "Isso foi há muitos anos... Ainda é doloroso, mas eu aprendi a me concentrar nas boas lembranças. Acredito que Luna quer que eu seja feliz. Ela sempre odiava quando eu ficava triste... Mas ela era muito carinhosa, tinha os melhores abraços do mundo!"

"É assim que Lexa é!" Exclamei em reverência. "Recentemente, as questões de dinheiro me assombraram, e eu só havia conhecido Lexa há oito dias, mas ela ficou no meu apartamento o tempo todo, porque ela é um pouco indefesa e não tem mais para onde ir. Mas de qualquer maneira, ela percebeu que eu estava chateada... E então ela apenas se sentou no meu colo e me abraçou... Acariciando meu cabelo... Basicamente, só fez tudo que podia para me animar."

"Então ela é um híbrido, não é?" Lincoln me perguntou em voz baixa, olhando para a porta, certificando-se de que ninguém estava espiando lá fora.

Eu balancei a cabeça, "Tanto ela como Raven são. Lexa não tem uma cauda, mas ela tem as orelhas. Raven é parte cachorro, ela tem duas orelhas e um rabo."

"Você conhece dois híbridos!" Lincoln sorriu. "Você tem muita sorte! Eles são pessoas maravilhosas de se conhecer!"

"Três", eu murmurei.

"Três!" Lincoln suspirou. "Quem é o terceiro?"

"Anya." Eu disse a ele. "Eu não sei o seu sobrenome... Eu só a conheci há poucos dias."

"Ah, bem..." Lincoln acenou com a mão. "Nós não vamos nos preocupar com isso, vamos falar sobre o empréstimo, ok?"

Eu balancei a cabeça rapidamente, "Yeah... Três mil reais..."

Lincoln se virou para um computador, digitando rapidamente alguma coisa, mas antes ele me disse: "Clarke... Como o gerente do banco... Eu não posso lhe dar o empréstimo."

Meu coração ficou apertado e eu sussurrei: "Entendo... Mas eu preciso de uma maneira que me faça ter três mil reais até amanhã."

"Agora, como um amigo, que acho que você pode me chamar agora, eu posso lhe dar o dinheiro", começou Lincoln.

"Você está falando sério?" Engoli em seco. "Você me daria? Você tem três mil reais?"

"Nós, os gerentes, fazemos muito dinheiro." Lincoln sorriu. "Espere um pouco. Deixe-me pegar meu talão de cheques aqui, e vou escrever para você... Para quem é o dinheiro, exatamente?"

"Basta escrever Thelonious Jaha no cheque", eu disse. "Eu acho que é assim que o Dr. Jaha vai querer."

"Dr. Jaha?" Lincoln perguntou curiosamente, puxando o talão de cheques e começando a rabiscar sobre ele com uma caneta.

"Criador da Lexa e da Raven", eu respondi.

"Sei..." Lincoln terminou de preencher o cheque e o estendeu para mim, fui pegá-lo com entusiasmo, mas ele o puxou para fora de meu alcance. "Você vai me prometer que eu posso encontrar Lexa e Raven?"

Eu balancei a cabeça freneticamente e Lincoln me entregou o cheque. Fiquei olhando para o pedaço de papel que significava que eu tinha conseguido os três mil reais. Lexa e Raven estavam voltando para mim e para a Octavia. Eu decidi que não iria dizer nada a Octavia. Pois a culpa era minha que tudo isso estava acontecendo.

Eu já estava de pé, correndo atrás da mesa de Lincoln e o segurando em meus braços para um abraço, "Como amiga, eu posso abraçá-lo?"

"Eu acho que poderia mesmo sendo o seu gerente." Lincoln riu, de pé para me abraçar.

"Amanhã ao meio-dia eu irei pegá-las de volta!" Eu disse a Lincoln animadamente. "Então, da próxima vez que eu vier aqui, o que provavelmente será em breve, porque vou ter que dizer a vocês que não posso pagar minhas contas... Mas mesmo assim... Eu vou trazer Lexa comigo. Talvez Raven também, se Octavia deixar. E eu vou pagar a você assim que puder..."

"Eu quero conhecê-las, mas você não tem que me pagar de volta." Lincoln riu.

O agradeci mais uma vez antes de sair do banco. Eu não conseguia parar de pensar em como em breve iria ter de volta a garota de cabelos lisos. 

Lembrei-me de mandar a Octavia uma mensagem de texto dizendo que não estava me sentindo bem o suficiente para visitá-la ou receber visitas, não que ela fosse sair de seu apartamento de qualquer maneira.

Imaginei que Octavia deveria estar em sua cama com o travesseiro de Raven contra o seu peito. Eu não me sinto ruim por manter a boa notícia para mim, mas Octavia seria feliz de novo, de qualquer maneira. Eu só tinha que esperar até o meio-dia de amanhã.


Notas Finais


Até :}


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