História Uniquely Perfect - Norminah Book 1 - Capítulo 40


Escrita por: ~

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Palavras 4.615
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


mais uma vez postando tarde pra caralho, eu não tenho solução mesmo.
enfim, sem mais delongas, o cap de hoje.
ah, assim que eu arrumar um tempo, eu vou responder todos os comentários de vocês, eu não parei, só falta tempo.
boa leitura <3

Capítulo 40 - Oh, no! Not you!


Fanfic / Fanfiction Uniquely Perfect - Norminah Book 1 - Capítulo 40 - Oh, no! Not you!

POV Dinah.

Eu recuperei a consciência duas vezes depois que me apagaram: uma foi ainda no carro, mas me deram uma cotovelada e eu desmaiei de novo e agora, minha cabeça latejava. Eu me encontrava numa ampla e luminosa sala, inteiramente feita de cimento, e de alguma forma, eu estava amarrada a uma cadeira, e acho que eu estava com torcicolo devido ao meu estado inconsciente.

— Então, você acordou… — a voz de um homem soou a minha esquerda e eu virei minha cabeça em sua direção.

— Quanto tempo eu estive inconsciente? — perguntei.

— Cerca de um dia. — Arin deu de ombros — Você realmente sabe quem eu sou?

— Arin Ray. — eu disse em um tom debochado e tranquilo.

Eu tinha ganhado, afinal. Eu não era um híbrido, ele não podia fazer dinheiro comigo. Minha gatinha estava segura.

— Você não é muito inteligente, certo Dinah? — Arin cruzou os braços e suspirou.

— Eu me considero na média. — dei de ombros — Mas, certamente mais inteligente do que você. Então… Como você está pensando em conseguir dinheiro com o meu sequestro?

— Porque a híbrida vai procurar por você, é claro. — Arin revirou os olhos.

É claro que elas não vão deixar Normani vir atrás de mim. Lauren, Camila e Allyson vão cuidar da minha gatinha. Elas vão ter a certeza de que a comida não vai estar muito quente, vão se certificar de que ela estará aquecida em seu casaco, e espero que Camila não incomode a garota ou tente educá-la sobre questões sexuais.

— Eu acho que não. — balancei minha cabeça — Ela está a salvo com as minhas amigas. Levaram-na a um lugar que você não conhece, e ela não virá aqui.

— Oh, não. — Arin discordou, em um tom extremamente tranquilo e perturbador — Eu tenho certeza de que a menina gato não vai gostar de ficar sem você. Na verdade, eu sei que ela é muito apegada a você e fica desconsolada quando está longe.

— Eu não sei do que você está falando… — murmurei uma mentira, com minha testa franzida.

— Simon! — Arin chamou.

Não era possível…

— Dinah, estou certo? — Simon Cowell entrou na sala.

— Você não… — eu gemi.

— Sim… Ele conseguirá atrair a jovem Normani para cá. — Dr. Cowell concordou.

— Normani não virá. — balancei a cabeça — Mesmo que ela sinta a minha falta, ela não virá.

— Você não quer ver como ela está, Dinah? Ela provavelmente está com o coração quebrado desde que você se foi… E realmente, a culpa é dela, não é? — Arin ironizou, sorrindo debochadamente.

— Cala boca! — resmunguei, entredentes — Eu estou aqui por vontade própria.

— Inconsciente na parte de trás do meu carro? — Arin riu friamente.

— Mas você ainda não tem a híbrida. — eu pontuei, o relembrando.

O sorriso de Arin sumiu do seu rosto, que foi rapidamente substituído por uma expressão fria.

— Eu vou ligar para a híbrida, pois ainda tenho o número de telefone que ela ligou pra mim. E tenho certeza que ela virá por você. Daí, vou revelar a menina para o mundo e ganhar os milhões que eu mereço.

— E dar a minha parte. — Dr. Cowell o lembrou.

— E depois, matar a menina gato. — Arin sorriu diabolicamente pra mim.

O terror em meu coração e o pânico em minha garganta foram substituídos pela raiva, e eu consegui chutá-lo com força, atingindo seu quadril com tudo.

— Eu gostaria de ver você tentar. — rosnei.

— Eu não faço parte disso. — Dr. Cowell disse, fazendo uma careta — Eu sou um cientista, não um assassino.

— Bem… Eu vou ligar para a híbrida, vou dizer onde estamos e ela virá. Ah! Tenho uma surpresa pra você… Assim que ela chegar, vou expor a aberração que ela é, e você vai me assistir matá-la!

Olhei para o homem em total horror, antes de começar a me debater na cadeira, tentando me soltar desesperadamente.

— Você é maluco! Se você colocar um dedo na minha Manz, eu vou…

— Ah, cala boca! — Arin zombou e saiu da sala, batendo a porta num estrondo atrás de si, e eu voltei meu olhar mortal para o Dr. Cowell.

— Você! Isso é tudo culpa sua! Foi você que contou a ele sobre Normani, não foi?

— Acalme-se, Hansen. — Dr. Cowell suspirou — Se eu não receber o meu dinheiro por isso, então estarei do seu lado. Porque você já me deu dinheiro antes.

— Isso não importa. É o número de Allyson que o Arin tem, e a Allyson não vai deixar Normani usar seu telefone para falar com o Arin, de qualquer maneira. — respirei fundo, tentando relaxar.

— Bem… Então eu acho que vamos ter que encontrar a menina de alguma maneira. — Dr. Cowell franziu a testa, pensativo — Só pra ver se ela vale milhões de dólares mesmo.

— E Camila? — perguntei — Por que não está tentando ganhar dinheiro com ela também?

— Ela não é tão… Animal. Mentalmente, eu quero dizer. Fisicamente ela é, mas Normani é tanto físico como mental. Ela parece muito mais com um gato, do que Camila parece com um cachorro. E é melhor para Camila… — ele divagava.

— Oh, não! Eu não quero que você diga às pessoas sobre Camila, mas também não quero que você diga sobre a minha gatinha. — o repreendi.

— Bem, eu gosto muito de dinheiro. — Dr. Cowell deu de ombros.

— Por que você está tentando vendê-la como experimento? — perguntei, incrédula — Você a criou! Você não deveria ser praticamente o pai dela?

— Não, Dinah! — Dr. Cowell parecia que estava se divertindo com a minha confusão — Não há um único fio de DNA meu na menina. Você gostaria de saber como eu criei Normani?

— Considerando que eu estou amarrada a uma cadeira e já sinto uma enorme fala dela… Sim, conte-me sobre a minha namorada. — bufei, impaciente.

— Bem, pense assim… Uma menina grávida apareceu. Ela era linda, mas não tinha certeza de quem era o pai. E também não queria o bebê, nem sequer passar pelo processo de adoção ou aborto. Ela encontrou um médico, e esse lhe perguntou se ela concordaria em deixá-lo fazer alguns testes com o feto, depois ele ficaria com o bebê e cuidaria bem dele.

— E você fez do bebê da menina, um gato? — levantei minhas sobrancelhas.

— Não, no bebê dessa moça eu usei o DNA de cachorro. E foi uma ótima experiência, o bebê nasceu com cauda e orelhas características. Eu já tinha ouvido falar sobre híbridos antes, então eu criei um. Tanto a mãe como o bebê estavam saudáveis, e ela foi embora. Eu tive que tentar de novo! Dessa vez com o DNA de gato… O tempo não foi suficiente, já que Normani só tem as orelhas. Não tenho certeza do que aconteceu, mas Normani é completamente humana, tirando suas orelhas felinas.

— E então… Você criou Normani e Camila. Em grades. — olhei para o homem que estava encostado casualmente na parede, a poucos metros de mim.

— Oh, Gosh! Em berços, você quer dizer. — Dr. Cowell riu — Como bebês… Eu as tratava como bebês.

— E você não está preocupado? — perguntei, balançando minha cabeça em sinal de descrença.

— Não. — ele encolheu os ombros.

— Eu estaria cobrindo meu rosto agora devido a todo o remorso que eu sinto por você agora, mas eu não posso mover minhas mãos! — eu bufei.

— Por que você se importa se eu estou preocupado ou não? — Dr. Cowell revirou os olhos.

— Porque você criou as duas! — resmunguei.

— Só porque você caiu de amores pela garota não quer dizer que eu a tratava como filha ou algo assim. — ele suspirou, provavelmente pensando em como eu não conseguia entender sua lógica de pensamento — É óbvio isso. Justamente pelo fato de como as duas quase não têm educação.

— Como você sabe que eu me apaixonei pela Normani? — perguntei, confusa — Eu tirei Normani de você antes de nós…

— Acalme-se! — o Dr. Cowell gargalhou — Eu não estou te espiando. Mas antes você a chamava de “minha gatinha” e agora é “minha namorada”. Além disso, o seu olhar modifica sempre que estamos falando dela.

— Você é médico ou psiquiatra? — fiz uma careta.

— Isso é confidencial. — ele se virou, como se estivesse indo embora.

— Espere! — protestei rapidamente — Você pode pelo menos pedir ao Arin para me desamarrar?

— Erm… — ele congelou, voltando a se virar para mim — Acredito que a próxima vez que você ver o Arin, ele provavelmente estará com Normani.

— Não, ele não vai. — respondi.

— Se você diz. — Dr. Cowell deu de ombros.

— Normani não vai vir aqui. — eu disse com firmeza.

— Então você provavelmente não vai sair daqui. — Dr. Cowell abriu a porta — Pelo que tenho observado, Dinah, o Arin é um homem determinado. Se ele quer alguma coisa, ele vai atrás. Ele vai encontrar Normani. Agora, quanto à vida de Normani, acredito que isso vai depender da sua cooperação e comportamento.

E com isso, ele saiu da sala. Logo em seguida, uma mulher estranha entrou carregando uma bandeja de comida e colocou diante de mim em silêncio. Franzi a testa.

— Hm… Oi? Você poderia me soltar?

A mulher deu um passo atrás de mim e desamarrou meu peito e meus pulsos, saltei instantaneamente da cadeira e já me preparei para correr até a porta. No entanto, a pequena mulher sacou uma arma e a apontou pra mim.

Acho que nunca sentei em uma cadeira tão rápido em toda a minha vida. Ela não disse nada, mas saiu do quarto com a arma ainda na mão e trancou a porta atrás de si. Bufando, olhei para a bandeja de comida que tinha sido deixada, havia: biscoitos, três bananas, garrafas de água e cereais. Eu não tinha comido nada desde o dia anterior, então acabei por comer o cereal e me perguntei quanto tempo ainda ficaria nessa prisão.

Ninguém tinha ideia de onde eu estava, e a única pessoa que estava disponível para ter a informação do meu paradeiro, eu não queria que soubesse. O homem tinha que estar errado quando disse que Normani viria atrás de mim, primeiro: porque ela precisaria de ajuda e provavelmente não iria conseguir, e segundo: se ela tentasse fazer isso sozinha, iria se perder.

O que me preocupa ainda mais.

Na realidade, eu já estava preocupada com a garota de modo geral.

Eu sinceramente espero que ela esteja sendo bem cuidada. Espero que tenham afagado seus cachos, que ela tenha comido pizza e que tivessem deixado ela assistir Os Aristogatas quantas vezes ela quisesse.

Sinceramente, eu gostaria de estar no apartamento com a minha gatinha. Ela era a minha pequena Normani Gatinha Fofinha, minha bola encaracolada de alegria. E mesmo que o Dr. Cowell tivesse mencionado que Normani não saberia como lidar sem a minha presença, o que ele estava absolutamente correto sobre isso, eu ainda esperava que a minha bebê gatinho estivesse bem sem mim.


 


 

(…)


 


 

POV Allyson.

— Normani, você quer um pouco de cereal para o café da manhã? — Lauren perguntou desesperadamente, já tendo feito uma lista de alimentos e nada da garota aceitar.

Normani simplesmente virou o rosto e o escondeu no travesseiro de Dinah. Camila gemeu de onde ela estava, que era atrás de mim.

— Ela se recusa a comer até que encontremos a Dinah. Mas não sabemos quanto tempo isso vai levar!

— Espero que não seja por muito tempo… — suspirei — Eu já estou preocupada que a garota fique desidratada.

— Nós só podemos ter a esperança não tenham feito algo horrível demais com Dinah… — Camila começou, mas Normani a interrompeu com um gemido no travesseiro.

— Vamos, Moaney, temos muitas coisas para aprender hoje! — afaguei suavemente as coisas de Normani.

Normani não se moveu para levantar, mas voltou a se encolher para longe de mim, enterrando-se embaixo das roupas de Dinah, que estavam espalhadas ao seu redor. Se alguma coisa cheirava a Dinah, Normani queria que estivesse perto dela.

Era doloroso assistir a isso.

Quando eu conheci a menina mais nova, estava absolutamente certa que era Dinah que mantinha Normani como uma espécie de animal de estimação, ou que ela a usasse para obter dinheiro de alguma forma.

Mas era exatamente o oposto. Dinah amava Normani, e Normani amava Dinah.

E Normani estava realmente começando a me preocupar pela forma como estava agindo. Dinah ainda não havia sumido por um dia inteiro, mesmo que estivesse perto, mas parecia que Normani já havia perdido sua vontade de viver, porque Dinah não estava mais com ela.

Minha testa estava franzida enquanto eu observava a menina mais nova deitada de bruços na cama. Os únicos sinais de que ela estava viva eram os tremores que a assolavam devido aos soluços de seu choro.

Vi Camila se virar e sair do quarto, ela havia feito disso diversas vezes durante a noite, enquanto eu e Lauren vigiávamos Normani. Mas a pobre menina só piorava a cada minuto, por fim, não sendo mais capaz de ficar de pé e esperando que Normani reagisse a Lauren, que suplicava para que a garota se levantasse e fizesse algo, fui até ela e a peguei em meus braços com a ajuda de Lauren e a levei para a sala.

A menina permaneceu inerte nos meus braços durante o caminho para a sala, e acabou deixando que o travesseiro de Dinah caísse no chão.

— N-não! — ela gritou, falando pela primeira vez dentro de doze horas — O travesseiro de Dinah! P-pare!

Ela praticamente se jogou de meus braços, correndo loucamente até o travesseiro que jazia jogado no chão do corredor. Ela o pegou, pressionando seu rosto contra o travesseiro por um momento, antes de se afastar em confusão. Voltou a pressionar seu rosto em outro lugar, e depois em outro, ficando frenética.

— Normani? — Lauren se aproximou atrás dela, colocando uma mão em suas costas.

— Está cheirando a Normani agora! — Normani caiu de joelhos chorando no travesseiro, soltando um gemido de quebrar o coração.

Suas palavras me causaram uma dor física. Era como se duas mãos tivessem agarrado o meu coração e o torceram como se fosse um pano molhado.

Fui até Normani e fiquei a frente dela, colocando uma mão no ombro de Lauren, porque ela parecia que estava prestes a começar a chorar de novo, antes de afagar o ombro de Normani também.

— Vou pegar uma das roupas da Dinah que estão na cama.

— Normani p-pode ter Dinah de volta agora? P-por favor? — a menina mais jovem chorou, levantando a cabeça do travesseiro e olhando pra mim com os olhos castanhos mais tristes que eu já vi.

— Normani, eu não… — comecei a resmungar, e suspirei — Eu não sei onde ela está, mas vou trazê-la de volta pra você… Pra todas nós.

— Normani sente tanto a falta dela! — a menina soluçou — E Normani está p-preocupada com Dinah também…

— Você vai se sentar no sofá e comer alguma coisa enquanto Allyson pega uma das camisas de Dinah? — Lauren perguntou, esperançosamente.

— Normani n-não está com fome… — ela negou, fungando — Normani vai ficar aqui.

— Está com sede? — eu perguntei.

Ela não me respondeu, então eu a peguei nos braços de novo com a ajuda de Lauren, suspirando tristemente. Levei-a para o sofá, Camila pegou o travesseiro de Dinah e se sentou com ela, colocando-o em seu colo, assim Normani poderia descansar a cabeça ali.

Deitei Normani no sofá e Lauren veio atrás de mim com uma das camisas de Dinah, colocando-a sobre o corpo magro a menina mais nova. Normani puxou uma manga da camisa e a colocou no rosto, esfregando o nariz levemente.

— Eu sinto muito, Normani… — Lauren, que assistia a triste cena com os olhos marejados, murmurou — A culpa é toda minha…

— Não foi culpa sua, Lo. — Camila balançou a cabeça para Lauren, enquanto Normani se manteve em silêncio.

— Foi sim, Camz. — Lauren suspirou, abaixando a cabeça tristemente.

— Olha aqui, eu quero um beijo, e se você não parar de falar que foi culpa sua, eu nunca mais te beijo na vida.

— Essa é uma boa maneira de se ganhar uma discussão. — salientei e observei Lauren caminhar até o lado de Camila e se inclinar para beijar a morena, afagando os cabelos entre as orelhas da cor de chocolate da menina.

— Eu me sinto tão mal por ela… — Lauren olhou para Normani, ainda acariciando os cabelos de Camila.

— Eu nunca vi uma pessoa ficar tão triste em toda a minha vida… — concordei, assentindo.

— Pobre Normani… — Camila também concordou, afagando suavemente o braço da garota.

Naquele momento, meu telefone tocou, fazendo com que todos, menos Normani, saltassem pelo susto. Eu o peguei do meu bolso, esperando que fosse o Troy, do banco. Nós estávamos trocando mensagens desde que saímos para tomar chá juntos e ele era… Agradável de conversar.

No entanto, era um número estranho, e eu atendi a ligação completamente confusa enquanto dois pares de olhos me observavam atentamente.

— Eu te conheço? — atendi, desconfiada.

— Existe alguma… Normani Kordei, presente? — perguntou uma voz tranquila.

Olhei para a menina, que mantinha seu rosto pressionado contra o travesseiro. De início, eu pensei que ela estava finalmente dormindo, mas depois vi seus ombros tremerem um pouco, e percebi que ela estava chorando em silêncio.

— É ela… — mordi o lábio inferior nervosamente, fechando os olhos.

— Ah, é mesmo? — a voz perguntou, cética — Aqui é Arin Ray. E eu falei com Normani antes, você não soa como ela.

Arin Ray. O filho da puta que teve a coragem de sequestrar Dinah.

— Eu estava disfarçando a minha voz. — insisti, tentando soar como se eu estivesse dizendo a verdade — Por que eu soaria normal se você só me queria para obter dinheiro?

— Eu vou fingir que isso faz sentido… Se você é realmente Normani, venha para o antigo armazém que está abandonado. Fica ao lado leste da cidade, cerca de trinta minutos. Você sabe de qual armazém eu estou falando?

— Eu acho… — ponderei por um momento — Mas o que você quer de mim?

— Você quer a Dinah de volta ou não? — Arin rebateu.

Ah… Por isso eles pegaram a Dinah, para haver uma troca. E mesmo que eu não fosse Normani, eu era um híbrido. Eu ainda podia dar milhões a eles. Mas se eu pudesse trazer Dinah de volta para suas amigas, e especialmente para a menina chorando no sofá, então eu seria um experimento feliz.

— Sim! — eu respondi automaticamente — Eu quero!

— Então venha aqui. — Arin disse bruscamente — Vejo você em breve.

A chamada se encerrou e eu guardei o telefone de volta no meu bolso.

— Estou indo buscar a Dinah!

Enquanto as sobrancelhas de Camila e Lauren se ergueram, Normani se sentou bruscamente em questão de milésimos de segundos.

— Dinah? Dinah de Normani?

— Sua Dinah! — assenti com a cabeça — Vou trazê-la de volta!

Normani se aproximou de mim e suas mãos agarraram a minha camisa.

— Como? Q-quando? Normani p-pode ir? Dinah, Dinah, Dinah! Dinah de Normani…

— Normani! — eu a interrompi suavemente — Vou sair e buscar o meu carro, então vou pegar a Dinah. Mas você não vai, logo Dinah estará aqui pra você. Ela vai voltar, porque ela está bem!

— Dinah de Normani! — a garota deixou escapar um soluço de alívio.

— Como você a pegará? Onde ela está? — Lauren perguntou rapidamente, quase engasgando de emoção.

— Eu vou explicar quando… Voltar? — cocei a nuca, nervosa.

— Mas eu quero saber agora! — Camila exigiu — Não tínhamos ideia de como iríamos conseguir a Dinah de volta e agora você recebe uma ligação e…

— Sim? — pressionei, ainda mais nervosa.

— Quem ligou? — Camila estreitou os olhos.

— Quem você acha? — bufei, rolando os olhos para Camila.

— Allyson… Era… Os caras que…? — Lauren começou a perguntar.

— Sim. — disse, indo em direção à porta — Agora… Se você me der licença…

— Leve Normani também! — Normani insistiu, limpando uma lágrima e me seguiu quando eu fui pegar meu casaco e meus sapatos — Dinah de Normani! P-para p-pegá-la!

— Eu não acho que você deva ir sozinha, mas você não pode levar Normani ou Camila… — Lauren disse, lentamente — Camila, talvez você pudesse ficar aqui no apartamento com Normani enquanto eu e Allyson…

— Nem pensar! — Camila disse imediatamente — Você não vai e ponto final! Eu não vou passar pelo mesmo que Normani está passando, está me ouvindo? Nem fodendo. Você não pode…

— Camila! — eu ergui minha voz — Lauren não vai comigo. Ninguém vai.

— Normani vai. — a garota franziu o cenho — P-para p-pegar sua Dinah!

— Dinah vai voltar para você. — disse a ela — Quanto mais cedo você me deixar sair, mais cedo Dinah estará de volta.

— Eu não estou gostando nada disso… — Lauren franziu o cenho.

— Vai ficar tudo bem. — eu disse, mesmo não tendo a mínima ideia do que aconteceria.

— P-pegue o carro de Dinah p-para trazer a Dinah de Normani de volta n-nele! — Normani insistiu, apontando para a cozinha — As chaves estão sobre a bancada.

— Acho que pode ser uma boa ideia… — apertei meus lábios. Era uma boa ideia, já que Dinah voltaria sozinha — Yeah, sim… Eu farei isso.

— Normani vai ao banheiro! — a menina mais nova nos informou, e então saiu correndo da sala.

— Ela está se tornando a Normani de novo! — Lauren exclamou alegremente — Não está sorrindo ainda, mas só de pensar o quão feliz ela vai ficar quando Dinah chegar!

— Espero que isso não seja uma armadilha. — eu disse, preocupada — Eu preciso trazer Dinah para a pobrezinha.

— Bem… Pegue a chave, e vá! — Lauren insistiu — Não, espera. Qual é o seu número?

Lauren pegou seu telefone e eu disse o meu número, vendo-a digitar meu número, e guardar de volta o celular no bolso.

— Pode me ligar quando chegar lá? — ela me perguntou.

— Claro, claro. — revirei os olhos — Talvez a Dinah possa conversar com Normani no telefone enquanto eu dirijo de volta. Acho que o telefone dela está na mesa da cozinha, então ela pode muito bem usar o meu.

Camila correu para a cozinha, e eu e Lauren assistimos confusas, então ela voltou de lá, segurando as chaves e o telefone de Dinah.

— Aqui! Vá buscar a Dinah para a pobre menina gatinho!

— Estarei de volta em breve! — eu disse, antes de calçar os sapatos e vestir o casaco, e tirei as coisas da mão de Camila.

Saí do apartamento e corri para o carro que já estava aberto, então entrei no lado do motorista. Coloquei meu celular e de Dinah no suporte de copo no caso de eu precisar ligar para o tal Arin e pedir mais orientações.

Eu estava indo no lugar de Normani, porque, com certeza, eu teria experiências menos dolorosas do que Dinah se soubesse que Normani estava se entregando à Arin. Dei partida e respirei fundo.

A menina confusa queria ir, pensando que fosse pegar Dinah e talvez até conseguir algum dinheiro para ela. Mas Dinah seria a única pessoa a sair do armazém naquele dia, sem dúvida, a menos que Normani usasse uma de suas sorrateiras ideias de gato. Ela era muito astuta, até me enganou com sua história de “surpresa para Dinah” e eu também era parte gato. Suspirei, ligando a rádio para não ter que dirigir no completo silêncio.

Levei bastante tempo para chegar ao leste da cidade por causa do intenso tráfego, onde gradualmente comecei a sair da cidade. Já estava há quase quinze minutos fora e acho que já estava próxima do armazém, até que ouvi um som vindo do banco de trás, soou como um espirro.

Fiz uma careta e virei rapidamente minha cabeça para o banco de trás. E encontrei uma garota de gorro marrom sentada no chão do carro entre o banco traseiro e o banco do carona.

— Normani? — suspirei pesadamente.

— Você n-não p-pode levar Dinah de volta agora. Estamos indo buscar a Dinah de Normani! — a menina disse, alegre e firme. Seu nariz estava entupido de tanto chorar e seus olhos ainda estavam vermelhos e inchados.

— Normani… — gemi — Como você chegou aqui?

— Normani saiu pela janela. — ela me respondeu.

— Você estava tão desesperada assim para vir buscar a Dinah comigo? Você não poderia ter esperado em casa, porra? — bufei, irritada.

— Normani sente falta de Dinah… — ela começou, com a voz falhando — Tanto…

— Eu sei que você sente… — suspirei, vencida — Levante-se e sente aqui na frente comigo, e coloque o cinto de segurança, pelo amor de Deus! Fodeu. Fodeu muito. Agora eu tenho certeza de que a Dinah vai me matar! Ouça, quando eu entrar no edifício para pegar a Dinah, você vai ficar aqui. Está me ouvindo?

— Normani vai também. — ela disse, com firmeza.

— Eu vou dar a volta com o carro, Normani! — ameacei, batendo com a mão no volante.

— Normani vai ficar no carro! — ela assentiu rapidamente — O telefone de Allyson está tocando.

— Você é um sequestrador ou outra pessoa? — eu atendi o telefone em confusão.

— Eu te liguei oito vezes! — a voz em pânico de Lauren gritou ao telefone — Normani está com você? Não a encontramos em lugar nenhum!

— Sim. — eu suspirei — Ela se escondeu no banco de trás.

— Puta que pariu, graças a Deus! — Lauren suspirou alto, aliviada — Eu fiquei tão preocupada…

— Você deixou Lauren e Camila preocupadas, você deveria se envergonhar. — eu informei à Normani.

— Normani só q-queria sua Dinah… — Normani disse lentamente.

— Nós estamos indo buscá-la, girl, acalme-se. — eu suspirei, afagando a perna de Normani.

— Você já está chegando? — Lauren perguntou, apreensiva.

— Sim, tenho certeza que sim. — eu ri fraco.

— Okay. Ligue-me quando você estiver lá, você tem meu número agora. Preciso dizer à Camila para parar de procurar. Oh! Faça Normani ficar no carro quando você for buscar a Dinah… Por segurança. Assim como você disse, não queremos que isso seja uma armadilha. Cuide dela, e cuide-se, por favor. — Lauren disse, e depois desligou.

Finalmente paramos em uma estrada de terra que ficava fora da estrada principal que levava a um comprido edifício. Eu, confusamente, estacionei em frente a ele e não sabia o que fazer. Mas, antes que eu pudesse pegar o meu telefone para poder ligar e pedir ajuda a Arin, quatro homens enormes saíram de dentro do armazém e vieram em direção ao carro.

As portas foram abertas e eu e Normani fomos puxadas do carro, e eu tentei inutilmente lutar contra o meu raptor.

— Não me separem da Nor-Allyson! Não me separem da Allyson! — eu berrei.

Normani pareceu confusa quanto o porquê eu estava a chamando pelo meu nome, mas não disse nada. Os dois homens nos arrastaram para dentro do prédio de cimento e nos levou através de uma porta, onde encontramos um homem sorridente.

— Ah… Olá. — Arin Ray disse.

— Seu filho da put… — eu tentei, mas Arin levantou a mão.

— Se quiser ver Dinah, é melhor calar a boca. — ele suspirou e começou a andar na nossa frente.

Assim como os dois homens forçaram que eu e Normani caminhássemos por um corredor de pedra, e outros dois gorilas estavam ao nosso redor, provavelmente para o caso de tentarmos fugir.

— Dinah! — Normani gritou e parecia que ela ia continuar a falar, mas consegui cobrir sua boca com meu braço livre.

— Não dê mais razão para nos prejudicarem, por favor. — murmurei, tentando impedi-la de revelar quem ela era.

— Provavelmente pensou que só teria que esperar no carro, hein? — Arin Ray gargalhou.

— Onde Dinah está? — Normani perguntou.

— Espero que morta. — Arin fez uma careta de nojo — Meu quadril está com um hematoma por causa daquela idiota.

— Morta?! — Normani gritou, parando abruptamente de andar, mas sendo empurrada para frente, quase caindo no chão — N-não… Ela n-não está… Dinah n-não p-pode estar…

— Não, eu tenho certeza de que ela está bem! — eu a acalmava, desesperada — Está tudo bem… Não perturbe os guardas, por favor…

— Nós podemos colocá-las aqui. — Arin suspirou, entediado, apontando para a porta antes de destrancá-la com uma chave.

— N-não! — Normani guinchou — Dinah de Normani está bem? O-onde…

Mas então, Normani e eu fomos empurradas para dentro de uma sala de cimento. Nós duas caímos, só que eu puxei Normani para ela cair em cima de mim do que no chão duro. Eu caí de costas e Normani caiu por cima de mim. A porta se fechou e a trancaram.

Nós havíamos sido presas. E então, ouvimos uma voz familiar ofegar.

— Ah, não! Você não! 


Notas Finais


por hoje é só, queria avisar que UP tá na reta final, daqui pra frente ou é a solução de todos os problemas delas ( temporariamente, é claro ;) ) ou elas todas vão entrar na merda.
eu amo vocês <3 @fabnizer no twitter


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