História United as one - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Os Legados de Lorien
Visualizações 15
Palavras 2.599
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Fiquei sem internet, de novo 😢
Espero que gostem.

Capítulo 17 - Capítulo 17


Não vi o momento em que Seis, Sam e John se encontraram, estava andando por aí com Dani, Nove e Ella, quando voltei as coisas pareciam bem, os três estavam sentados na sala comendo pipoca e assistindo filme como se nada tivesse acontecido. 
Claro que eles mudaram, todos nós mudamos, a guerra costuma mudar as pessoas e parece que o fim dela também. Seis parece mais calma e aparentemente demora mais pra ficar com raiva de algo, acho que as férias ajudaram ela com o controle das emoções, Sam parece o mesmo de antes só que com menos medo de morrer a qualquer momento e John, bem, ele parece o mesmo de quando eu o conheci só que sem a obrigação de ser líder e salvar o mundo, parece que a raiva dele depois da morte de Sarah começou a se dissipar e se tornar aceitação já que não podemos mudar nada o que aconteceu, digo o mesmo sobre mim. 
John me contou, depois que chegamos e depois que Nove parou fazer piadinhas sobre os três, que foi estupido ter ficado nervoso e adiar falar com eles, já que nós vamos ser sempre uma família. 
"Você está sendo clichê de novo." Eu disse e ele sorriu, "Talvez você devesse sair mais com Nove, aprender umas gírias." John sorriu ainda mais me fazendo rir junto. 
Os dias iam se passando normalmente, Nove passava algum tempo na Academia, Seis e Sam foram com ele uma vez pra conhecer, John não parece querer voltar lá nem tão cedo exatamente como eu, Ella, que está de férias da escola, leva Daniela pra passear já que segundo Dani nos não somos aliens tão interessantes assim. 
Eu não uso meus legados a não ser que seja realmente necessário, já Nove usa o tempo todo pra irritar e dar susto na gente, mas a única pessoa que parece irritada com isso é John que parece prestes a dar um soco nele a qualquer momento. 
Especialmente hoje Nove resolveu me acordar e pedir para que eu fizesse o café da manhã já que ele é incapacitado de fazer algo que preste na cozinha. Eu vou pra cozinha ainda de pijamas e começo a cozinhar eu não me importo, na verdade eu até gosto de fazer algo, de ajudar, mas o único problema é o horário, cedo demais. 
"Sério, eu tenho uma sala agora." Ele diz sentando na minha frente do outro lado da bancada, "Agora eu sou uma pessoa seria." 
"Tipo um homem de negócio." Digo ironicamente. 
"Isso." Ele ignora a ironia e continua falando sobre a sala maravilhosa dele na academia quando de repente ele para e levanta, "Vou acordar alguém." 
"Nove…" ele sai me ignorando e escuto ele subir as escadas. 
Alguns minutos depois escuto um barulho de alguém reclamando e Nove rindo, a pessoa desse a escada fazendo barulho e claramente irritada, eu torço pra que não seja Seis e minhas preces parecem ter sido atendidas porque quem aparece na cozinha vestindo uma calça de dormir e sem camisa é John, ele estava claramente dormindo e Nove o acordou. John cortou o cabelo nos últimos dias e agora parece bem mais novo, nós tentamos convencer Nove a cortar o cabelo também mas claramente não deu muito certo. 
John olha pra mim e faz careta, sentando e deitando a cabeça na mesa fechando os olhos. "Quer comer?" Pergunto, ele levanta a cabeça bem devagar e abre um dos olhos. 
"Porque você deixou ele me acordar?" Ele diz claramente indignado e com sono. 
"Eu não deixei," digo "Ele também me acordou." Falo tentando fazer ele se sentir melhor. 
"Ele está extremamente irritante hoje." Ele diz se encostando na cadeira e olhando pra mim pela fresta dos olhos. 
"Você sabe que ele não vai parar de irritar você. É da natureza dele." Falo, rindo da situação dele. Ele não está realmente com raiva também já aprendeu a conviver com Nove e que pra isso você tem que ter paciência assim como eu tenho. 
"Ei, isso não é verdade." Nove diz entrando na cozinha, ele passa atrás de John e cutuca o pescoço dele que o afasta com uma tapa, "Eu costumava ser sério, tipo a Marina!" Ele revida. Eu paro de cozinhar e olho pra ele com as sobrancelhas franzidas. John da uma leve risada quando vê minha reação. 
"Ela tá cozinhando seu café da manhã, não seja ruim ela pode fazer você cozinhar da próxima vez," John revida, "E qual é Nove, você pode ser tudo menos sério." 
"Eu concordo." Digo voltando a cozinhar e ignorando a cara feia de Nove. 
John volta a se deitar na mesa e fechar os olhos. 
"Claro, você sempre concorda com ele." Nove diz, eu dou língua pra ele e ele devolve. 
"Vocês são tão maduros as vezes." Seis diz entrando na cozinha, ela parece com sono mas ainda sim disposta, ela vem ao meu lado olhar o que eu estou fazendo, "Hum, torrada, faz pra mim também?" Ela diz fazendo uma cara meiga tentando me convencer.  
"Ta bom, senta aí." 
Antes que ela sente John se levanta com um pulo, perceptivelmente ele vai voltar pra cama torcendo pra Nove não acorda-lo de novo, ele sai devagar sem querer chamar atenção e Nove não percebe já que está do meu lado comendo o que já está pronto, escuto John subir a escada correndo e Nove também escuta porque levanta a cabeça e olha pra porta, Seis senta no lugar de John e finge que nada aconteceu. 
"Ele subiu." Nove fala o óbvio, "Vou lá…" 
"Você ainda não contou da sua sala pra Seis." Digo tentando mudar o foco dele. 
E parece que funciona porque ele se senta do lado dela e começa a falar sobre como a sala dele é legal e a repetir as mesmas coisas que eu já escutei, Seis não parece escutar, ela só concorda com a cabeça e olha pra mim com um olhar cansado claramente me questionando porque eu tive que mandar ele falar pra ela. 
Depois de alguns minutos só escutando a voz dele eu começo a achar que talvez já tenha convivido com ele tempo de mais pra uma vida, questiono o que Sandor fazia pra conviver com alguém tão hiperativo, provavelmente tirava todas as energias dele até não restar outra opção a não ser dormir. Penso nessa possibilidade. 
Nove se levanta passa por mim, que estou sentada mais próximo dele do que Seis, bagunça meu cabelo e vai até a porta. 
"Tchau pra vocês." 
"Já foi tarde." Seis diz. 
"Eu sei que você me ama." Ele volta tentando dar um beijo nela e ela revida dando um soco nele.
Ele claramente não queria dar um beijo nela e só fez isso pra irrita-lá, o que funcionou. Nove vai embora rindo e Seis levanta colocando o prato na mesa e resmungando, "Tão infantil…" 
Eu só riu e balanço a cabeça, mesmo que por dentro eu concorde com ela. 
"Então…" ela diz sentando ao meu lado e olhando pra mim, "Tenho uma coisa pra perguntar." 
"Diga." 
"Sam me chamou pra ir conhecer a mãe dele em Paradise." Ela diz, claramente não estando muito feliz. 
"Achei que já conhecesse ela," Prossigo, "Você não quer ir?" 
"Não sei," Seis parece dividida ou como se estivesse com medo de ir pra lá, ela coloca os cotovelos na mesa e cobre o rosto com as mãos, "E se ela não gostar de mim?" 
"É sério isso?" Pergunto chocada com o problema dela, começo a rir e ela me olha com cara feia. 
"Tô falando sério, Marina. O que você acha que eu devo fazer?" Ela pergunta. 
"Eu não sei, eu nunca nem estive em uma situação parecida." Digo também sem saber o que fazer. 
"Porque namorar tem que ser tão complicado?" Ela pergunta tristemente. 
Eu sorrio pra ela e seguro a mão dela, "Seis, ela vai gostar de você. E se não gostar não importa, porque Sam gosta de você e é com ele que você namora, não com ela." Digo tentando fazer ela se sentir melhor mas ela ainda parece em dúvida, "Qual é seis, desde quando você é assim? Levanta dai e vai conhecer sua sogra!" Falo mais alto e ela olha pra mim espantada. 
"Certo, você sempre sabe o que dizer." 
"Obrigada." Sorrio e levanto, "Vou voltar pra cama." 
Ela sobe as escadas comigo e vai pro quarto que divide com Sam, vou pro meu e assim que entro vejo que tem alguém na minha cama, levanto a mão pra acender a luz mas a pessoa fala antes que eu faça isso, "Não acende!" John diz deitado na minha cama como se fosse a cama dele. 
"Você tá fazendo o que aqui?" Pergunto meio constrangida por ter alguém na minha cama ou por ter um garoto só de calças deitado nela ou talvez pelos dois. 
"Pra Nove não me achar." Ele diz cobrindo a cabeça com meu edredom. 
"Ele já foi embora." Digo andando pelo quarto, sento em uma poltrona no canto entre a janela e a parede e olho a paisagem pela brecha da cortina. 
"Agora eu já tô confortável aqui." Ele murmura parecendo uma criança. Olho pra ele que já está acomodado de novo e fecho meus olhos tentando dormir enquanto escuto a respiração sincronizada dele que me diz que ele já está dormindo.  
O dia passa com todo mundo com preguiça até de sair de casa, Nove volta da academia com a mesma energia de sempre, tento convencer ele a ir comprar pizza do outro lado da cidade pra gastar toda a energia que ainda resta, ele concorda em ir se alguém for com ele, depois de uma grande discursão sobre quem merecia passar mais tempo com ele, Sam perde a luta e vai mesmo relutando. Quando eles voltam Sam parece casado e diz que já ouviu coisas obscenas de mais pra uma vida e que da próxima vez ele prefere ficar com fome do que ir com Nove, todos nós rimos até mesmo Nove. 
Quando vou dormir a noite, surpreendentemente volto a ter sonhos estranhos com lorien, isso não acontecia fazia um ano e eu já estava ficando acostumada, os sonhos sempre me deixam com um mal estar, mas eles sempre ajudam a ver minha vida anterior à terra.  
   
    Quando o sonho começa estou em Lorien e sei disso pois a paisagem é muito bonita e as luas no céu deixam os tons de azul e laranja do céu misturados, vejo a minha versão criança sentada na borda da piscina ao lado de um garoto talvez um pouco mais novo que eu, não sei quem é mas tenho uma sensação familiar olhando pra ele, ele parece estranhamente com alguém que já conheço ou conheci. 
Os dois olham pra água e riem quando dois animais em forma de peixes pulam e derramam água neles. Olho ao redor e percebo que estou na minha casa, ou o que era minha casa em Lorien, minha vó está sentada na cadeira conversando com uma outra mulher, talvez a vó do garoto ao meu lado. 
A porta dos fundos da casa se abrem e dois casais entram conversando e rindo, a mulher que entra na frente é a minha mãe, e acredito que o homem que vem atras dela seja meu pai? Nunca o tinha visto antes em sonhos, ele não parece visualmente comigo mas chegando perto deles vejo que ele é bem alto, talvez eu tenha puxado a altura dele. 
O outro casal é desconhecido pra mim então ignoro eles e foco nos detalhes, eu não vim aqui por nada, esse sonho tem que significar alguma coisa. 
De repente como se soubesse o que eu estou pensando minha mãe me chama e eu corro até os braços dela, "Mamãe!" Grito, ela me segura e sorri pra mim, o sorriso mais bonito do mundo. 
O garoto que brincava comigo também corre e abraça a outra mulher, a mãe dele. 
"Está se divertindo querida?" Minha mãe pergunta a pequena eu. 
"Sim mamãe!" Digo alegremente pra ela e então ela me solta, abraço o homem que agora sei ser meu pai e volto a brincar na piscina. 
Os quatro adultos ficam ali olhando as crianças e meu pai diz em um tom brincalhão, "Eu já disse a vocês que eles vão terminar juntos." Os quatro riem como se fosse uma coisa falada frequentemente e se sentam na mesa junto as idosas. 
"Tom, meu filho, você tem que parar de olhar o futuro." Diz minha vó olhando para meu pai. 
"Faz mal querer saber o futuro dela?" 
"Você sabe que sim." Ela retruca e meu pai fica quieto olhando para as crianças brincando. 
Ele abre a boca pra falar mas antes a porta dos fundos se abre de novo e dessa vez Adelina entra olhando vergonhosamente ao redor, antes que ela se desculpe por ter entrado  sem avisar minha mãe a chama e ela se senta na mesa com eles. 
"Você vai tomar conta dela, não é Adel?" Meu pai pergunta olhando seriamente pra ela. 
"Sim." Adelina diz com receio. 
Minha mãe lança um olhar irritado pro meu pai e ele sorri pra ela a abraçando, "Era só pra ter certeza meu amor." Ele diz e ela volta a sorri. 
As crianças ainda brincando começam a correr pelo quintal e rir, me sinto mal por saber que se não tivesse vindo pra terra e Lorien não tivesse sido destruído talvez eu tivesse tido chances de ter a vida como a dos meus pais, com filhos brincando e amigos ao redor. 

O sonho foi mais estranho do que devia mas foi bom rever minha mãe e conhecer meu pai, os dois pareciam tão apaixonados que eu sinto até um pouco de inveja deles. 
Sinto vontade de chorar por querer está com eles hoje, por querer ter aquilo que a guerra me tirou. Depois de um tempo coloco meus pés no chão e levanto da cama, sinto a boca seca e resolvo beber água. Ando devagar e silenciosamente até a cozinha mas quando chego lá, já tem alguém sentado na mesa, John está com um olhar perdido focando em algo no centro da mesa, pensando. 
"Oi…" digo tentando não dar um susto nele, mas não funciona, ele pula da cadeira e levanta dando de cara comigo, "Foi mal." Digo me afastando dele que estava próximo de mais de mim que se eu ficasse na ponta dos pés ficaria cara a cara com ele. 
"Certo." Ele diz baixando o olhar e incerto do que fazer. 
"Ahm, não conseguiu dormir?" Pergunto aleatoriamente enquanto dou a volta por trás dele e pego um copo d'Água na geladeira. 
"Consegui." Ele diz estranhamente como se não quisesse que eu estivesse aparecido e interrompido o que quer que ele tivesse fazendo, "Vou pro quarto." 
"Não precisa, eu já tô indo dormir." Digo sabendo que ele quer continuar ali sozinho e não comigo, "Aconteceu alguma coisa?" Pergunto antes de ir embora. 
"Não, nada." John diz rápido e alto mostrando que claramente aconteceu alguma coisa. 
"Ok." Fico ali um tempo parada esperando caso ele queira me falar algo mas ele parece querer muito que eu vá suma no momento, "Boa noite." Digo rápido e subo correndo as escadas, me sinto constrangida e chateada, ele nunca foi tão grosso comigo desde que nos conhecemos, talvez eu devesse voltar lá mas acho melhor não me meter. 
Não consigo dormir pensando no sonho que tive e no que pode ter acontecido com John. Eu não chorava algum tempo e parece que minha mente não aguentou segurar mais o choro e tantos questionamentos pois só apago de vez quando já estou entre soluços. 


Notas Finais


Acho que esse é o capítulo mais importante até agora, o final vai depender muito disse.
Beijos.


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