História United by chance - Capítulo 26


Escrita por: ~

Postado
Categorias Jensen Ackles, Megan Fox, Supernatural
Personagens Bobby Singer, Castiel, Dean Winchester, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Drama, Romance, Supernatural, Suspense
Exibições 263
Palavras 2.366
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá amoras!
Como diria o meu querido Justin Bieber: Yeah, is it too late now to say sorry?
Gente, mil desculpas. Fiquei sem inspiração pra escrever e não quero de jeito maneira entregar qualquer coisa para vocês. Então, aqui esta o capitulo que deveria ter postado ontem e como não tinha concluído ainda deixei para hoje.
CHEGAMOS A MAIS DE 100 FAVORITOS!! Muito obrigada a todas que favoritam e comentam esta fic.
Sem mais delongas.

Boa leitura!

Capítulo 26 - Sinto muito


Fanfic / Fanfiction United by chance - Capítulo 26 - Sinto muito

O som da água saindo do chuveiro caindo sobre minha cabeça é o único som que meu cérebro consegue captar. É surreal o que acabara de acontecer, desde o meu envenenamento até matar o metamorfo. Isso não me surpreende, do contrário. Quando decidi sair dessa vida de caçador achei que realmente conseguiria, por Caroline. O meu medo sempre foi dela acabar crescendo do mesmo jeito que eu, sempre sozinha nos quartos de hotéis baratos com cheiros estranhos e manchas pelas paredes, apenas sentada assistindo TV enquanto meu pai ia caçar. Vivi assim por muito tempo, até os meus 13 anos, que foi quando me impus diante de meu pai e reclamei da vida que vivia, era uma caçadora, sabia tudo sobre caça e porque não ir na prática? Meu pai começou aos poucos me levando e ao completar 15 anos ele me deixava ir para o perigo com o mesmo. Ele sempre tentava resistir aos meus pedidos, nunca conseguiu. Um erro grave dele.

Apesar de tudo meu pai foi um bom pai, foi o melhor que se possa existir. Ele nunca invadiu minha privacidade, sempre foi calmo, bem, tirando a vez em que ele me pegou aos agarros com um garoto muito mais velho que eu. Liam era o seu nome, fazia faculdade 1º ano de psicologia. Eu tinha 16 e Liam 20, quatro anos de diferença que incomodou muito meu pai, ao ponto dele socar a cara do garoto. Lembro-me de gritar com ele pelo o que tinha feito, brigamos feio, numa explosão de raiva disse que o odiava. Os seus olhos mostraram a decepção e a raiva que sentia de mim naquele preciso momento. Fiquei de castigo por um mês, não podia sair do hotel a não ser que ele esteja comigo. Mesmo assim saí, sabendo que poderia ser pior se ele me pegasse mas sempre fui boa em dar umas fugidinhas.

Ele era tão feliz com minha mãe. Posso até dizer que era o amor da sua vida.

Vi minha mãe de novo, depois de tanto tempo com apenas imagens um pouco borradas e as lembranças dela sorrindo e gargalhando pela casa. E pela segunda vez a perdi de novo. A dor que sinto no peito é grande, um aperto desconfortável que faz às lágrimas descerem pelo meu rosto sem nenhum esforço. Me abracei tentando confortar-me, não conseguindo segurar o choro. Me curvei para frente, fazendo o mínimo de barulho possível choro baixo. É tão ruim perder alguém que se ama tanto, e principalmente perder a mãe. Viver sem ela fora muito difícil para mim, do mesmo jeito que foi para o meu pai. E pensar que Caroline ia sentir a mesma dor que eu. Logo a minha princesa que é tão apegada a mim, sofreria demais.

Como seria a vida de Caroline sem mim? Nunca senti tanto medo de morrer. Medo de deixar minha filha sem mãe e, possivelmente, dela acabar crescendo do mesmo jeito que a mim e ao Dean. Dean é um bom pai, não sei se ele conseguiria deixar essa vida de caçador para cuidar e dar uma vida melhor pra nossa filha, melhor do que tivemos.

As perdas só aumentam. Primeiro perdi minha mãe, minha vida toda se desequilibrou. Depois meu pai, não tinha mais motivos para ser boa ou ter uma vida normal. Depois perdi Rebeca, a minha vida antiga que acabou virando pó junto com a casa. E agora perdi um filho.

Estava grávida, mesmo sabendo disso no mesmo dia que o perdi, dói. Dói e muito. Uma dor que não tem descrição. Aquela filha da puta matou meu bebê, e quem sabe o motivo do Dean deixar de ser caçador. Parece que tem uma mão apertando meu coração impiedosamente, sem alguma intenção de parar. A dor é horrível. Meu corpo todo treme, as lágrimas parecem queimar. Seguro na parede, minha mão vai na barriga, se contraindo por causa do choro.

Batidas vindas do outro lado da porta me assustam, fazendo-me parar com o choro. Escuto alguém falar, mas não consigo entender. Desligo o chuveiro e a pergunta é feita. Dean havia chegado com o Sam.

- Estou bem. Já estou saindo –Aviso ao loiro que, provavelmente, me ouviu chorar

Pego a toalha em cima do box do banheiro secando-me antes de sair de dentro. Visto a roupa que trouxe para o banheiro, uma calça e uma blusa fina laranja. Penteio meus cabelos com os dedos mesmo, apenas para não deixá-los embaraçados. Os meus olhos estão vermelhos e meus lábios um pouco roxos denunciando a demora do banho. Suspiro com a mão na maçaneta da porta do banheiro, e abro devagar tentando parecer o mais normal possível. O que não foi possível graças o barulho que a porta fez.

Dean conversava com Sam, Castiel se encontra na frente da TV vendo a série I love Lucy com muita fascinação, como se estivesse apenas ele e a Lucy aqui neste quarto. Liguei a TV antes de entrar no banheiro e encontro ele do mesmo jeito que estava quando entrei para me banhar. Caroline poderia ser um pouco mais assim.

Mordi os lábios reprimindo a vontade de rir. Os olhos de Dean encontra os meus, ele estava preocupado e não era com o Sam. Ele franziu o cenho ao perceber meus lábios roxos. Engoli seco.

- Megan está bem? –Sam perguntou, me fazendo desviar do olhar para ele. Forcei um sorriso assentindo

- Por que está mentindo? –Dean questionou. Sua preocupação é bem visível– Estava chorando?

- Não, estava lavando o cabelo e o xampu caiu nos meus olhos –Falei tentando parecer séria mas saiu como ironia. Ele suspirou, estava mais preocupado do que irritado. Seus olhos estavam em meus lábios. Droga.

- Faz quanto tempo que você está nesse banheiro? –Perguntou ignorando a maneira de como respondi sua pergunta– Cheguei faz uns 10 minutos e você ainda no banheiro

- Vai controlar o tempo em que fico no banheiro agora? –Irritada perguntei, cruzo meus braços encarando o loiro sentado com a cerveja na mão à minha frente

- 47:38 –Cass falou, chamando a atenção de nós três

- O que? –Sam perguntou

- Dean perguntou à quanto tempo ela estava no banheiro. 47 minutos, 39 segundos, 12 milésimos –Falou sem tirar os olhos do seriado

Dean o olhava com o cenho franzido, balançou a cabeça devagar bebendo em seguida da sua cerveja.

- Ok, deixou claro que você é bem estranho –Dean falou

Estava sentado Sam na beira da cama, ele não tinha mais os cortes nem parecia nada com o que vi no hospital, como que se nada tivesse acontecido. Mas ele tem o anjo amigo, então Castiel o curou. Bem, não é tão ruim quanto aparenta, Castiel é uma boa pessoa ou anjo, seja lá o que for.

- Você parece está bem melhor, Sam –Falei, esperando que algum deles me dissesse o que aconteceu. Pra falar a verdade, ele e Dean demoraram muito antes de voltar pra cá

- Castiel me curou –Sam respondeu, olhando de forma carinhosa e agradecida ao anjo sentado no chão. Sorri

- E você nem parece que com a pessoa que matou o metamorfo –Dean provocou

- O que você quer dizer com isso? –Perguntei tomando da mão dele a cerveja, ia começar tudo outra vez

- Você está mal. Seus lábios estão roxos, isso é normal ou é um novo batom seu? –Suspirei, lhe entreguei a sua cerveja

Não estou bem e isso está óbvio até para mim. Dean tem de entender que nem sempre queremos conversar quando estamos mal. Aprendi a conviver com a dor e a não compartilhá-la com mais ninguém, a não ser a solidão das madrugadas frias. Sua intenção é boa, mas não consigo nem por um segundo me esquecer do que aquele monstro me tirou.

- Fui envenenada e morri. É claro que eu estou bem! –Exclamei sarcástica. Dean me olhava com aquele olhar de que não vai descansar até melhorar as coisas.

Revirei os olhos, andei até a cama e me agachei perto da minha bolsa, tirando uma jaqueta de dentro. Não vou ficar em um quarto que mais parece um interrogatório, as intenções dele são boas mas preciso ficar sozinha. Sam se mantinha calado apenas observando nós dois. Ele devia estar mais que cansado de ver nossas brigas, só as vezes ele falava algo.

Quando passei perto do Dean, ele deu um pulo da cadeira ficando na minha frente me impedindo de passar. Dei um passo para o lado, ele fez o mesmo continuando na minha frente. Pedi para ele sair, ele não o fez.

- Dean o que você está fazendo? –Sam perguntou

- Tentando impedir de alguém fazer alguma merda –Ele respondeu

- Me deixe sair, Dean! –Gritei perdendo a paciência. Ele negou com a cabeça

Meu olhar de raiva fitava o seu, ele é muito teimoso e não vai me deixar sair. Minha mão fechada em punho demonstrava o quanto irritada estou com sua atitude, mas parece que pra ele está tudo na maldita calma. Sam falava para ele me deixar ir ou iria piorar as coisas, o loiro o rebate.

Queria muito não estar com raiva nesse momento. É difícil perder algo não é? A dor que senti e que me consumiu por inteira, agora, era raiva. Raiva do Dean tentar me impedir de sair do quarto do hotel, como se ele pudesse me dá ordens e eu fosse obedecê-las. Raiva daquele metamorfo maldito ter conseguido me ferir de um jeito que ninguém pôde. Raiva de não ter tido mais tempo com minha mãe. Raiva por não dar a Caroline a vida que ela merece. Raiva do Dean por não me dá o que preciso. Raiva de mim.

Em um momento Dean respondia o Sam, no outro estava inclinado para o lado com a mão no seu maxilar. Tudo se silenciou no quarto, a não ser a TV que ainda estava ligada ao som de risadas do seriado. Balancei a mão doída, o soco foi certeiro nele. Seu olhar estava vazio.

- Vai se ferrar, Winchester –Disse empurrando-o, andando à porta

Antes mesmo de poder sair do quarto senti um braço forte me segurando. Virei-me para o Dean, que mesmo depois de levar um soco continuava a tentar, e não parecia que ia desistir tão cedo.

- Preciso ficar sozinha, não dá pra entender isso? –Puxei o braço que ele segurava e dei-lhe as costas sentindo as lágrimas descerem pelo meu rosto a cada passo que dou

 

(...)

 

A pequena menina corria pelo parque da cidade no meio dos brinquedos com os braços abertos e fazendo um som pela boca, a sua mãe atrás tentando alcançá-la para a filha não acabar indo para a pista e ser atropelada acidentalmente. As suas gaitadas eram ouvidas em alto e bom som ao ver sua mãe correndo atrás de si. Outras pessoas olham a cena com um sorriso no rosto, é realmente engraçado. Lembrei de quando Caroline tinha a idade dela, corria e sumia da casa rapidinho. Uma hora Caroline estava do meu lado, na outra estava eu procurando ela pela enorme casa. Saudades desse tempo, tudo era tão mais fácil ou eu que estou me iludindo. Faz tempo que não converso com ela, como será que ela está? Procurei o meu celular pelo meu corpo, não lembro de ter o pego. Abro um pouco da jaqueta procurando ele. Alguém senta do meu lado de forma rápida, dou um pulo segurando a arma dentro da jaqueta de couro.

- Sabia que estava aqui –O loiro falou com o olhar perdido, para frente. Minha mão foi no meu coração acelerado pelo pequeno susto que ele me dera

- Quase atirei em você, sabia? –Ele riu, soltei a arma lentamente

- Até parece que você atira em alguém –Brincou, me olhando de rabo de olho com um sorriso

Dean consegue apenas com um sorriso me fazer esquecer das dores. O seu sorriso com as rugas nos olhos com certeza consegue derreter qualquer mulher. E eu sou uma delas. Sorrio para ele revirando os olhos. Meu sorriso se desfez ao lembrar do meu filho morto. A tristeza tomou conta outra vez, e sinto que ela não vai me deixar. Abaixo a cabeça, meus cabelos soltos caem cobrindo um pouco meu rosto. A mão dele leva os meus cabelos colocando por trás da orelha, seco a lágrima que cai.

- Sinto muito –Ele fala, olho para ele surpresa. Seu olhar era de dor, angústia

Como pude ser tão egoísta, ele era o pai da criança e é claro que está sofrendo. Coloco minha mão em cima da sua sobre o meu rosto. Abracei ele que pareceu surpreso, um abraço apertado. Sinto seus braços em volta do meu corpo, ele retribuiu o abraço. Respiro fundo sentindo seu perfume delicioso que me fez sorrir.

- Sinto muito –Digo, engasgada com a dor em meu peito, em seu ouvido fazendo-o se arrepiar

- Pelo o que?

- Por tudo. –Falo saindo dos seus braços, meu corpo implora para voltar para ele– Por ter te feito passar noites acordado preocupado. Pela dor que sente no peito por ter perdido um filho... –Dou uma pausa por não conseguir continuar– Por ter te afastado da sua filha, e ter feito-te perder de ver ela crescer

- Pare de se culpar por isso –Ele falou sério– foram dias intensos mas estamos bem, não estamos? –Assenti sorrindo de leve– Vai ficar tudo bem.

O modo como ele fala realmente me faz acreditar que tudo vai ficar bem, que Caroline vai ter uma vida ótima sem a caça sobre ela, que essa dor vai passar, que um dia vou parar de me odiar por te afastado o pai da filha.

- Vai mesmo?

- Vai sim, você vai ver

Sorriu para ele. Encosto-me no banco deitando minha cabeça no seu ombro, ambos olhando as crianças brincarem e seus responsáveis os olhando. Nunca pensei que o Dean fosse capaz de vir atrás de mim depois do soco que dei nele, na verdade, ele nem pareceu se importar e nem tocou no assunto o tempo em que ficamos sentados naquele banco. Mesmo assim ele cumpriu a promessa de nunca me deixar sozinha, ficarmos sozinhos juntos.

 


Notas Finais


Então o que acharam?
Megan está sofrendo muito, tadinha.
Castiel contando o tempo dela no banho, que isso Cas?
Será mesmo que nosso casalzinho vai continuar felizes assim por muito tempo?
Comentem ai, flores do meu jardim!

Beijos, beijos, beijos x3
Até a próxima!


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