História United by chance - Capítulo 29


Escrita por: ~

Postado
Categorias Jensen Ackles, Megan Fox, Supernatural
Personagens Bobby Singer, Castiel, Dean Winchester, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Drama, Romance, Supernatural, Suspense
Exibições 104
Palavras 3.527
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLÁ AMORAS!
NÃO ME MATEM!
É aquele ditado ne: quem ta vivo sempre aparece!
Quem sumiu por três semanas e apareceu do nada? Isso mesmo, eu.
Desculpem, maravilhosas. Se eu for dizer o motivo vai demorar muito e eu detesto as notas ficarem grandes demais.
Então, peço desculpas, muitas desculpas. Não desistem de mim. Voltei. Amo vocês. SZ
Desculpem qualquer erro, as vezes escapam.

Boa leitura!

Capítulo 29 - O príncipe encantado substituto


Fanfic / Fanfiction United by chance - Capítulo 29 - O príncipe encantado substituto

POV. Dean Winchester

 

Minha cabeça balançava de acordo com o ritmo da música, que nesse caso é “rock you like a hurricane”, uma das minhas muitas músicas favoritas. Canto o trecho da música enquanto limpo minhas mãos meladas de graxa do meu impala, que está com o capô levantado. Como já tinha trocado o óleo, baixei o capô vendo Caroline sentada no banco do carona da baby olhando fixamente o som, prestando atenção em cada palavra cantada por Klaus Meine. Sorri ao vê-la escutando música de verdade.

Aproximei-me da pequena loirinha concentrada na música, lhe dando um pequeno susto ao beijar sua bochecha. Ela coloca as mãos no coração rapidamente olhando-me assustada, do mesmo jeito que Megan faz quando leva um susto. Ela é filha de quem é, tão parecida com a sua mãe se não fosse os cabelos, poderia dizer que ela seria um clone de Megan. Estava tão distraída que nem percebeu que eu já não estava mas com o capô levantado e sim ao seu lado observando a pequena apreciar a música. Riu do seu susto o que faz a menina ficar de cara emburrada.

- Por que essa cara, agora? –Perguntei

- Me deste um susto. –A menina responde o óbvio– E eu não gosto de levar sustos –Confessa ela, cruza os braços olhando-me com as sobrancelhas erguidas

Se não a conhecesse diria que está a provocar, porém conheço essa menina, não tanto quanto gostaria, mas o suficiente para saber que está esperando um pedido de desculpas. Sorri vendo-a desviar o olhar, Caroline não consegue ficar tanto tempo emburrada comigo, pelo menos comigo é assim. Agachei-me para ficar na sua altura e poder assim conversar com a pequena.

- Vai ficar com raiva do próprio pai? –Perguntei fingindo surpresa, ela morde o dedo indicador, outra mania sua

- Vou! –Respondeu com firmeza depois de um tempo, soltei uma risada nasal

- Não vai, não. –Ela olhou-me de rabo de olho– Não consegue ficar

- Consigo sim

- Não consegue, te conheço –Ela bufa apertando ainda mais seus braços contra seu corpo

Sento-me do seu lado no banco empurrando-a com minha cintura, o que pareceu irritar ainda mais ela. Caroline começou a mexer suas pernas. Aumentei a música, a menina no mesmo instante abaixou. Semicerrei os olhos fitando-a, vi a mesma esconder um sorriso. Aumentei novamente a música, e ela novamente abaixou, dessa vez riu.

- Não mexa no meu som –Falei, ela deu de ombros refazendo sua cara emburrada

A porta da casa do Bobby abriu-se, Sam saiu de dentro da casa coçando os olhos e bocejando. Quando nos viu no impala, o mesmo se aproximou e sentou-se no banco do motorista e ficou revezando o olhar entre mim e a Caroline. Franzi o cenho.

- O que foi? –Caroline e eu perguntamos em uníssono, ele riu pelas narinas

- Vocês dois, querendo ou não se parecem… nos pequenos detalhes –Respondeu sorrindo

Eu e a loirinha nos entreolhamos.

Já tinha percebido algumas semelhanças entre nós dois, obviamente ela tem mais semelhança com a sua mãe. A teimosia é uma mistura dos dois. Os cabelos loiros que ela tanto exibe por aí enquanto corre, isso é meu. O seu jeito de se portar quando está irritada com algo. Até o modo de agir às vezes. Tudo dentro dessa pequena e bela menina, a minha preciosidade. Minha filha. Faria o possível e o impossível para protegê-la.

- Não pareço, não –Caroline disse

Sam e eu rimos, o que fez com que ela serrasse os dentes irritada. Tem apenas 6 anos e já é desse jeito, nem imagino quando estiver na adolescência.

- Parece sim

- Não sou chata…

- Aí é que você se engana, flor, você é chata –Falei para a menina, que ficou ainda mais brava que antes, se é que é possível

- Vocês que são chatos

- Nós? –Sam perguntou

- Lógico! Ficam irritando a menina pequena, que coisa feia! –Ela falou nos repreendendo, como se fosse a adulta e não nós– Vou contar tudo pra mamãe

Caí na gargalhada sendo acompanhado por Sam, a menina ficou quieta apenas nos vendo rindo com um sorriso irônico no rosto. Está bem, talvez esteja passando dos limites com ela, mas não dá pra segurar. Caroline topou o som do carro o que nos deu um tremendo susto, sem contar na agonia daquele som alto demais. Tirei a mão dela do medidor de volume e abaixei o som, a encarei repreendendo seu ato. Ela nem se importou.

- Não mexa no meu som –Avisei em um tom firme, percebendo que não estou brincando a loira abaixa a cabeça desconfiada

- Loirinha, é só brincadeira nossa –Sam diz a ela, beijando sua testa em seguida– você não é chata, não.

A menina sorri pelo que escuta do Sam.

Ela olha para mim, pisquei para ela que abriu o seu lindo sorriso. Sou privilegiado por ver esse sorriso, sou sim. Sorrio ao ouvir seu pedido de desculpas por mexer no volume do meu som, beijei sua testa. Não sei como vivi sem ela esse tempo todo. Como amo essa menina! E amo o fato dela me lembrar a minha mãe. Na verdade o seu tom loiro é igualzinho ao dela.

 

(...)

 

Balancei a cabeça para um lado e para o outro, a fim de exercitar meu pescoço que doía. Caroline dormiu depois da 7º música, demorei um pouco para perceber que a menina dormiu. Ando com a mente cheia desde a internação da Megan naquele hospital. Vê-la morrer, mesmo que por uma hora, me deixou demasiado perdido. Não sabia mas o que fazer. Senti que meu mundo acabou. E agora de volta ela parece estar mais distantes que antes.

Não vou forçá-la a conversar ou algo do tipo, só queria entender como ela pode mentir sobre algo tão doloroso. Perder um filho é difícil mas não vejo nenhum motivo para esconder a dor que sente, ou mentir da forma como ela mentiu. Megan mentiu pra mim. Eu a escutei chorar no banho. E me doeu, muito.

Ela tem sido uma das razões de querer sair da caça. E vou sair da vida de caçador para poder dar a ela e a Caroline a vida que realmente merecem. Sei muito bem que ela está insegura, acha que vou deixá-las sozinhas mas não vou. Da última vez que as deixei sozinhas, um demônio quase às matou enquanto dormiam. Nunca irei me perdoar por colocá-las em perigo.

As duas viviam uma vida tranquila, sem caça, sem monstros, sem maldições ou bruxas, e no momento em que fui na casa delas entraram em perigo. Megan sempre acaba se ferindo. Antes fora apenas uma facada, agora ela morreu. Até quando vai durar? Não quero que ela firá-se, não quero que ela morra novamente, talvez na próxima não tenhamos tanta sorte de ter o Castiel por perto. Não quero perdê-la, não quero perder nenhuma das duas mas acho que será necessário para não acabar pior.

Cubro Caroline com o lençol. A menina estava exausta, também ficou praticamente a noite toda acordada conversando, achei que nunca ia acabar o assunto até que ela não aguentou e dormiu. Beijo sua testa, saiu do quarto em silêncio, não queria acordá-la. Fecho a porta devagar, a mesma rangeu baixo por ser velha. Espero que ela durma bastante. Desço as escadas em silêncio, ouço as risadas de Megan e Bobby.

Bobby está na sua escrivaninha arrumando os livros em cima da mesma. Com um livro nas mãos Megan está sentada perto da janela, onde tem mais claridade e assim poder ler melhor. Sam sentado no sofá balançando a cabeça, provavelmente pelo o motivo das risadas deles. Sentei-me na ponta do mesmo sofá em que o Sam está, olhando os mesmos cessaram com as risadas aos poucos.

- Cadê Caroline? –Sam perguntou, fazendo-me desviar o olhar de uma Megan aparentemente serena

- Dormiu. –Respondi– Ela não ia segurar por muito tempo –Ele apertou os olhos tentando entender, soltei uma risadinha

- A menina passou a noite toda acordada –Megan explicou-o, sem tirar a atenção do livro

A morena mantém-se sentada em cima de uma das pernas, com o cotovelo sobre a janela a  mesma repousada à cabeça em sua mão e com a outra segura o livro na altura do seu rosto. Consigo ver apenas algumas partes do seu lindo rosto concentrado na leitura. Seus olhos, hoje principalmente, extremamente azuis rolando enquanto lê as linhas do grosso livro de capa dura marrom, o título apagado está ilegível.

Não lembro da Megan ter algum interesse em leitura, na verdade, desde que conheci-a não a vi pegar em um livro para ler, a não ser que seja pelo caso, para passar o tempo nunca. Surpreso. Eu estou muito surpreso. Lembro-me da primeira vez que nos encontramos, ela era literalmente uma versão feminina de mim: bebia, caçava, transava, bebia, caçava, bebia de novo, transava mais e bebia ao mesmo tempo.

É uma nova Megan, uma que pretendo conhecer por completo dessa vez, sem esquecer nada.

Um filho te muda por completo. Nesse caso, uma filha. Nunca imaginei na minha vida toda que Megan Scott recusaria uma bebida. E ela o fez. Foi na primeira semana delas na casa do Bobby. Para fazê-la beber comigo tive que, quase, forçá-la a engolir a cerveja. Só bebeu depois de muita insistência minha.

Acho que sinto falta da antiga versão dela, mas não posso me enganar dizendo que não amo essa mulher madura e ainda mais charmosa que ela se tornou.

 

A morena caiu deitando-se no meu lado na cama. Ambos ofegantes pelo sexo intenso e longo que acabamos de fazer. A mesma tinha um sorriso grande no rosto, na verdade nós dois tínhamos. Ela fitava o teto com a expressão cansada, esperando a respiração se normalizar. Virou a cabeça lentamente para minha direção mordendo os lábios ao lembrar do que fizemos. Ela riu, fazendo-me rir junto.

- O que foi? –Perguntei para a mulher nua ao meu lado. Ela balançou a cabeça

- Isso foi demais –Falou referindo-se a nossa transa. Sorri pelo o que ela disse

- Só demais?

- Você não é o primeiro homem que eu transo, Winchester.

Rir, fitei o teto. Ficamos em silêncio, não era um silêncio constrangedor, ao contrário. A morena aproxima-se de mim, deitando em meu peito. Tirei os cabelos que estavam em seu rosto colocando-os para trás.

Observei a belíssima mulher deitada comigo. Megan pode ser magrinha mas isso não a impediu de ter curvas encantadoras. Passo meu dedo pelo seu corpo como se estivesse o desenhando, senti a mesma arrepiar-se com meu toque. Ficamos um pouco deitado até que ela levantou-se e começou a vestir-se um pouco apressado demais.

- Esqueceu de desligar o fogão? –Perguntei sentando-me na cama vendo-a abotoar sua calça, ela gargalhou

- Idiota –Respondeu em meio às suas risadas enquanto vestia a regata branca– apenas preciso sair daqui

Peguei minhas roupas no chão e comecei a me vestir também, quero descobrir o porquê dela sair tão rápida assim. Estava tudo bem, calmo. Será que fiz algo? Não, nunca faço. Deve ser algo com ela mesmo.

- Por quê? Aconteceu alguma coisa? –Ela negou com a cabeça arrumando os seu cabelos, amarrando-os em um rabo de cavalo alto

- Não, está tudo bem. Preciso de ar, só isso –Explicou pegando a jaqueta do chão caminhando à porta com suas botas nas mãos. Ela saiu do quarto fechando a porta devagar como se não quisesse acordar ninguém

Terminei de me vestir o mais rápido possível e saí do seu quarto à procura da morena. O carro dela ainda se encontra no estacionamento, isso quer dizer que ela saiu à pé. Não pode ter ido longe, vou acabar encontrando-a cedo ou tarde. Tomara que seja cedo, nem sei porque estou correndo atrás dela, talvez seja pelo fato dela ser uma das mulheres mais intrigantes e maravilhosa que já dormi, sem contar que ela ainda é caçadora.

Desisti de procurar por ela quando avistei o bar. A rua, por incrível que pareça, não está deserta. Por ser 2:47 a.m não esperava que estivesse assim, a rua toda iluminada e pessoas andando de um lado pro outro, o movimento é pouco mas mesmo assim está deixando a rua movimentada. Enquanto aproximava-me do bar, vi saindo do beco ao lado Megan. Ela jogou um cigarro no chão e o pisou em seguida, apagando-o. O que diabos ela está fazendo em um beco fumando, a essas horas? Essa mulher é doida.

Um homem aproximou da mesma, acredito que ele tenha feito alguma coisa com ela pois o mesmo recebeu um soco da morena e caiu no chão. O cretino deveria estar bêbado ou Megan tem um soco, realmente, muito forte. Ela caminhou para o bar e adentrou o local sem perceber-me aproximar. O homem começou a levantar-se devagar, segurando-se na parede para não cair. Passei por ele que murmurava algo baixo demais para qualquer ser humano entender.

- Vagabunda! –Ele exclamou depois de juntar todas as forças– Nunca vi uma prostituta com tanto luxo

Voltei para perto do infeliz ao escutar suas palavras e dei-lhe um soco na cara, o homem cambaleou para trás e caiu derrubando por cima dele mesmo a lata de lixo. Ele tocou a onde dei-lhe o soco vendo o sangue em seus dedos, olhou-me assustado.

- Por que fez isso cara? –Perguntou embolado, ainda não acreditando que recebeu outro soco– Ela é só mais uma vagabunda como as outras

Senti meu sangue ferver. Quem ele pensa que é para chamar Megan de tal coisa? Não me surpreendo dele ter levado um soco da morena. Ela é bem esquentadinha. Ouvindo palavras grosseiras dessas com certeza não iria deixar passar. Peguei na camisa do homem bêbado erguendo-o um pouco do chão.

- Não fale assim dela, filha da puta –Falei com a voz cortante. Dei-lhe outro soco, dessa vez ele caiu desacordado. Deixei-o assim mesmo e fui atrás da jovem caçadora

Entrei no bar cheio, varri o local a procura da morena. Encontrei-a sentada no balcão do bar bebendo tranquilamente como se não tivesse deixado-me no quarto do hotel sozinho. Ela está com conversando com um garoto. Não gostei disso. Apressei o passo quando percebi a mão do tal garoto nas costas da caçadora e descendo. Parei bem atrás da caçadora, o moreno olhou-me sorrindo torto, aparentemente tem seus 19 anos. Queria mesmo era dar um soco nesse sorriso torto escroto. Fuzilei o cara e depois olhei para a sua mão nas costas da mulher, ele entendeu o recado e tirou a mão, desconfiado. Megan olhou para mim por cima do ombro e sorriu.

- Oi docinho –Ela falou pra mim, bebendo em seguida um pouco da sua cerveja

As duas cadeiras do lado dela estão ocupada, uma loira de um lado e do outro o atrevido. A loira me encarava mordendo de leve os lábios. Olhei-a dos pés a cabeça. Gostosa. Ele virou-se para Megan aproximando do seu rosto.

- Não quer mesmo ir comigo? –Ele perguntou com um sorriso safado no rosto

Segurei no braço dele e o puxei para sair da cadeira, perdendo a paciência. Megan continuava sentada como se nada estivesse acontecendo. Essa mulher me enlouquece.

- Sai daqui, e se eu pegar você conversando com ela de novo vou quebrar a tua cara –Avisei em tom ameaçador, o garoto assentiu e saiu de perto da gente. Sentei do seu lado, ela tinha no rosto um sorriso lindo

- É tão lindinho com ciúmes... –Ela comentou fitando-me

Dei sinal ao garçom e ele deu-me uma garrafa de cerveja.

- Deixou-me sozinho no quarto, por que saiu daquele jeito? –Perguntei prestando atenção no rosto dela. Ela ficou séria e mordeu os lábios inferiores

- Nada demais. –Respondeu– Não vou falar dos meus problemas com você

 

(...)

 

Megan gargalhou chamando a atenção de quase todas as pessoas que se encontram nesse bar. Os homens a desejavam e as mulheres a invejavam. A sua felicidade era contagiante e isso irritava algumas pessoas. Eu não sou uma dessas.

- Não acredito que você tenha feito isso –Ela falou entre risos sobre a história que lhe contei de ter pego a irmã gêmea da garota com quem ficava, a poucos dias, e as duas me bateram. Revoltadas. Sai da casa delas as pressas

- Não foi culpa minha, elas eram exatamente iguais! –Expliquei e a morena continuava rindo

Ela encostou a cabeça em meu ombro fechando os olhos de leve. Olhei a caçadora com cara de anjo dormindo lindamente. Sorri, bebi o último gole de cerveja que continha no meu copo. Chamei-a e ela despertou, saímos do bar com ela segurando meu braço e a cabeça encostada em meu ombro. Ela praticamente dormindo e eu a guiando.

O dia já se iniciava, o sol nascia no horizonte. E os primeiros raios de sol foram diretos no rosto sonolento da morena que resmungou coçando os olhos.

- Está brigando com o sol? –Perguntei fazendo-a rir

- Talvez… Estava quase dormindo. Você ia ter que fingir ser meu príncipe encantado e me salvar do mal de andar até a cama. –Falou irônica. Gargalhei ao ouvi suas palavras

- Fingir ser? –Perguntei

- Claro, meu príncipe encantado é Tom Cruise, você é só um plebeu –Brincou

Soltei uma risada nasal, andamos em silêncio e parei na frente do quarto de hotel dela. Peguei a chave no meu bolso e abri a porta entrando no quarto com ela, deitei-a na cama e tirei as suas botas. Ela estava bêbada demais para conseguir tirá-las.

- É… até que você é um bom substituto de príncipe –Rir baixo– Boa noite, Winchester

- Boa noite, Scott –Falei antes de sair do quarto


 

Despertei-me das minhas lembranças com o chamado de Megan. Olhei para a morena preocupada a minha frente. Ela tentava decifrar meu olhar e isso me fez rir. Bobby e Sam já não se encontravam na sala. Viajei longe desta vez. A morena senta-se do meu lado e fica me encarando, esperando que eu lhe explique meus desvaneios. Coloquei uma mecha de seu cabelo atrás da orelha, aproximei nossos rostos e lhe dei um beijo na testa. A mesma me olhou desconfiada.

- Terminou o livro? –Perguntei apontando para o livro em suas mãos

- Não –Respondeu receosa

- Desde quando você lê? –Ela riu

- Eu sempre li, Dean –Ergui a sobrancelha– tá, eu não lia sempre. Comecei a pouco tempo. Na verdade uns seis anos. Ler é uma das poucas coisas que dá pra fazer sem que acorde um bebê recém-nascido…

- E tv? Não dá pra assistir baixinho? –Ela negou, franzindo o nariz

- Eu dormia nos primeiros 8 minutos. Ser mãe solteira é horrível, principalmente, quando não se tem nenhuma experiência em cuidar de um bebê.

- Era mãe solteira porque quis –Ela me olhou surpresa com que falei– acho que falei demais

- É, falou mesmo –Ela falou com a voz chorosa, levantou-se e jogou o livro no meu colo

- Megan espera –Pedi, mas foi tarde ela saiu da casa batendo a porta com força

Caralho que merda eu fiz agora.

Não deveria ter dito o que disse. Megan ainda está muito abalada com tudo que aconteceu, e vou e falo tal coisa pra ela. A última coisa que quero é magoá-la, e acabei de o fazer. Que merda, Dean!

Respirei fundo, deixei o livro no sofá e fui atrás dela. Abri a porta e não a encontrei na varanda. Olhei aos arredores, não a vi em lugar nenhum. Andei um pouco na esperança de a encontrar em algum lugar, sentada pensativa ou o mais provável chorando. Chorando por minha causa, pela merda que falei.

Estou me sentindo mal por isso.

Continuei a procurá-la e nada. Megan sabia exatamente como sumir de repente. Passei a mão pelo cabelo. Sou realmente um idiota. Quem é que fala para uma mulher emocionalmente fodida palavras duras como aquelas que falei? Estou com muita raiva de mim. Paro e olhando ao meu redor e nenhum sinal da morena. Vejo meu reflexo no vidro do carro, como você pode deixá-la sumir de novo? Você magoou a mulher que ama. Idiota.

Soquei o vidro que refletia meu rosto com toda força que tinha. O vidro quebrou-se em vários pedaços e alguns deles ficaram em minha mão. O sangue aos poucos começou a descer. Passei a mão no rosto. Talvez ela tenha voltado para a casa do Bobby. Pego meu celular e ligo para o Sam, que atende no 3º toque.

- Megan está aí? –Perguntei direto, assim que ele atendeu

- Não. –Ele respondeu. Suspirei frustrado– Ela saiu? Dean, o que aconteceu?

- Se ela chegar aí, me ligue –Avisei encerrando a chamada, ignorando suas perguntas

Cheguei no final do grande ferro-velho do velho Singer. Caminhei à estrada, ligando para o celular dela o tempo todo, só caí na caixa-postal. “Você ligou para Megan Scott, você sabe o que fazer quando ouvi o bip”. Liguei outra vez, “você ligou pa..”. Suspirei de raiva. Onde diabos ela está? Alguns minutos andando ouvi, finalmente, algo que acredito ser uma pedra sendo jogada em uma árvore. É ela.

Apressei meus passos ao ouvir um grito.


Notas Finais


O que acharam?
Depois de tanta demora, achei melhor escrever um capítulo descente para pedir desculpas. Espero que de certo! kkjks
Qual será o motivo desse grito?
Comentem, quero saber a opinião de vocês. De TODAS vocês, isso mesmo leitora fantasma, isso é pra você.
Quem quiser entrar em contato comigo, falar sobre a fic ou dá sua opinião sobre a mesma, podem me chamar lá no twitter que respondo todas e vamos ser amiguinhas!
My twitter: @maluquinhadoluh

Beijos, beijos, beijos 3x

Até a próxima!
Ps: espero não demorar, vou fazer o possível


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