História United by chance - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Jensen Ackles, Megan Fox, Supernatural
Personagens Bobby Singer, Castiel, Dean Winchester, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Drama, Romance, Supernatural, Suspense
Visualizações 175
Palavras 4.762
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá amoras! Como estão?
Feliz dias dos estudantes!
Devia ser um feriado, trabalhamos feito desgraçados, mas ta.

Aqui está mais um capítulo novinho cheio de tretas.
Espero que gostem.
Foca na beleza do nosso Dean nesse gif, Jesus não to bem.

Boa leitura!

Capítulo 6 - Cinza


Fanfic / Fanfiction United by chance - Capítulo 6 - Cinza

Você está em casa? –Julia me perguntou assim que atendi o telefone

– Estou sim. Na verdade tava tentando terminar um livro que nunca comecei –Disse, olhando o meu pé coberto pela meia, mexendo os dedos

Já, já chego aí. Beijos. –Ela diz e encerra a chamada

Sempre assim, nunca espera responder. Com essa ligação só posso ter certeza de uma coisa: Julia tem muitas coisas para me contar e não falará pelo telefone. Talvez seja pela noite de sexta, a ruiva sempre sai para curtir com alguns amigos, ela sempre tenta me fazer ir, mas nunca me interessei o bastante. Da última vez que eu fui tive que dar uma de babá para ela, pois bebeu até perder o sentindo e se eu não tivesse impedido teria se fodido. Nos dois sentidos da palavra. Literalmente.

Fechei o livro que li apenas o primeiro parágrafo e o joguei na mesa de centro, na TV está passando um filme de animação que Caroline assistia, pois, a mesma adormeceu com os pés em cima das minhas pernas encolhidas para que nós duas coubéssemos no mesmo sofá já que nem eu e nem ela queria sair daqui.

Não demorou muito para que a minha amiga batesse na porta descontroladamente, ansiedade a mil. Abri a porta e deixei bem clara a minha irritação pelas suas batidas, mas ela me ignorou e entrou na casa sem dizer nada, olhou para os lados a procura de Caroline, quando a viu dormindo mordeu os lábios. Respirei fundo ao ver sua feição preocupada.

– O que aconteceu agora? –Eu a perguntei

A ruiva virou-se para me olhar nervosa pela minha pergunta.

– Não é nada demais, acho que estou exagerando. Desculpa –Ela disse, sua voz chorosa

– Não parece nada, Ju.

A olhei preocupada, a mesma está suada e ofegante. Ela está segurando o choro. Dificilmente vejo-a assim, sinto que é meu dever cuidar dela, tenho a ruiva como se fosse minha pequena e inconsequente irmã mais nova, e ela me vê como sua irmã mais velha. Suspiro, pego suas mãos e faço carinho nas mesmas olhando fundo nos olhos castanhos cor de mel dela, mostrando a ela que pode confiar em mim. Minha amiga não aguenta e desaba a chorar, eu a abraço forte.

– Ele me traiu. Me traiu com a Veronica, como fui tola! –Ela contou, baixo quase sem voz

– Aquele cretino! –Disse com a raiva transbordando em minha voz

Eu até gostava do seu namorado, Leon. Os dois juntos formavam um belo casal, ele demonstrava gostar dela, muito mesmo. Até mesmo Caroline estava começando a gostar do mesmo, era divertido, legal, simpático. Estou muito surpresa em saber que o mesmo fora capaz de fazer uma barbaridade dessas com Julia que tanto gosta dele, deixou de fazer muitas coisas por ele. A raiva que sinto agora sou capaz de quebrar a cara daquele nojento.

A ruiva fungou e se separou do meu abraço. Seus olhos estão vermelhos igualmente como suas bochechas, seu rímel borrou-se todo, passei o dedo para limpar suas lagrimas e logo vi suas sardas escondidas pela sua maquiagem. Detesto vê-la chorar.

– Não se preocupe, eu mesma vou acabar com ele está noite –Eu arranquei dela algumas risadas, que foram substituídas pelo seu choro novamente

– Dói tanto, Megan. –Ela desabafou– Eu fiz de tudo por ele e o que eu recebo em troca?

– Eu já disse que vou acabar com aquele desgraçado. Nunca gostei dele.

Julia me olhou e eu finalmente vi seu sorriso, em meio a tanta dor. Ela balançou a cabeça e enxugou o rosto com a manga do casaco cinza, que ficou com uma pequena mancha preto por causa do rímel. Visivelmente estou mentindo e ela sabe, esse foi o primeiro namorado que a mesma arrumou que eu não fiquei desconfiada do mesmo a ponto de criar paranoias para me enlouquecer. Entretanto isso não quer dizer que eu baixei minha guarda por ele, longe disso.

– Mentirosa –Ela afirmou. Eu sorri para ela– Preciso beber álcool. –A mesma se dirigiu a cozinha, eu a segui um pouco lenta ainda

Minha perna melhorou bastante de ontem para hoje, ela ficou no estado que estava antes por causa do salto que tive que usar o dia inteiro, isso acabou piorando a situação. Como estou apenas usando meias e sandálias baixas a dois dias ela melhorou incrivelmente rápido, coloquei gelo na parte roxa que está sumindo cada vez mais. Entretanto, isso não me impede de andar lento o bastante para que a minha amiga ria de mim.

Observei Julia a procura de bebidas pela cozinha, sentei no banco escorando meus braços na bancada da cozinha, a frustração que ela demonstra enquanto tenta encontrar seria engraçado se a mesma não estivesse tentando segurar o choro. Ela abre o armário onde costumo guardar os vinhos, mas não encontra nenhum vinho lá, nenhum dos cinco que deixava de estoque. Julia me olhou confusa.

– Eu acabei com todos na sexta e esqueci de comprar. –Expliquei para ela

– Até as cervejas? –Ela me perguntou e eu assenti. Julia para pensativa e me fita. Um sorriso suspeito nasce do seu rosto, o que me deixou intrigada– Você bebeu todas com o Dean Win-alguma-coisa? Ah, porra. Esqueci de te perguntar sobre o jantar! –Ela exclamou, sentando-se no banco ao meu lado, parece até que a mesma se esqueceu o que veio fazer aqui e com certeza não é sobre a minha noite de sexta

– Hoje era para eu te consolar lembra? –Ela revirou os olhos

– Você quer me ajudar a esquecer, não é? Então faça sua mágica e me diga o que aconteceu no jantar. –Eu suspirei, cocei a testa olhando fixo a mulher a minha frente– O que ele falou quando você contou?

– Ele desconfiava. Dean foi levar Caroline para escola e o pouco tempo que passaram juntos foi o suficiente para que ele desconfiasse disso. –Contei

E, também a contei sobre a noite, omitindo, claro, as partes em que se refere à caça. A mesma me olhava com toda atenção, prestando atenção em cada palavra minha, ela está pensativa demais para meu gosto. Me lembra Caroline quando me pede para eu contar uma história, quer dizer, A história. Júlia conseguiu lembrar-se do dia em que eu tive a coragem de contar sobre o Dean. Ela bebericou o seu café, colocou a xícara em cima da bancada da cozinha, seu olhar analisou meu corpo.

– Vocês transaram?

A pergunta dela não tem nada de ironia, surpresa ou sarcasmo. Ela parece estar neutra, como se tratássemos de assuntos de negócio extremamente serio sem espaço para alguma brincadeira. Caralho, estou surpresa.

– Sim –Confirmei e ela sorriu

– Oh Deus, o que você vai dizer para o Jasper? –Ela perguntou-me voltando ao seu estado de alegria extrema para tentar esconder a dor– Não estão namorando ou só transando, nem sei mais o que são!

– Ficamos casualmente, querida. –Esclareci tomando um gole de meu café em seguida– Não devemos nada um ao outro.

Julia riu balançando a cabeça. Para a ruiva sentada em minha frente, transar com alguém casualmente era a pior decisão do mundo, toda essa conclusão tirada de filmes. Segundo ela, os filmes são reais até uma grande parte e devemos toma-los como exemplos a serem seguidos. Todavia está sendo ótimo até agora. Não extrapolei os limites e nem Jasper, o que faz com que nossos encontros fiquem como são de verdade, apenas sexo entre duas pessoas. Nada mais que isso.

 

POV. Dean Winchester

Jornais estão jogados em cima da mesa, junto com alguns livros que eu e o Sam pegamos emprestado na biblioteca da cidade, duas garrafas de cervejas esvaziadas por mim e o notebook fechado do meu irmão completam o pequeno espaço que a mesa nos dar. Sammy não se encontra mais de frente à tela do seu computador portátil, ele está jogado em sua cama temporária dormindo depois de um longo dia a procura do Pietro que sumiu do mapa. Como diabos ele fez isso? Eu não sei, mas irei saber. Esfreguei as mãos em meu rosto desistindo da procura, pelo menos por hoje. Agora o que me resta é apenas dormir e recuperar as forças para que amanhã volte a busca do retardado que fez um ritual chamando um demônio.

Eu dei um longo suspiro. Observo Sam adormecido na cama, é tão bom vê-lo novamente, o vazio e a dor pela sua perda foi, quase, totalmente esquecida com a sua volta. Fiquei sem chão em o ver sumir naquele buraco no chão sendo puxado pelo Miguel/Adam, tentei me manter forte e segui seu pedido antes de dizer sim a Lúcifer, e fui me encontrar com a doce Lisa Braeden à procura de um refúgio e ela me aceitou em sua casa. Em sua vida. A culpa que sinto agora é terrível.

Fui um completo babaca em ficar com Megan, ela estando bêbada. Sou um filho da puta por trair uma mulher maravilhosa como Lisa que fez muito por mim nesse último ano.

Escutei de longe meu celular tocar, procurei de imediato nos bolsos das minhas roupas, levantei-me ao lembrar que estava ainda dentro da bolsa coloquei lá e esqueci de pegar de volta. “Lisa”. Bato de leve o aparelho vibrante na minha testa em um modo de manter o controle. Saí do quarto sem olhar para trás, encostei-me na parede.

Dean? –Ouvi Lisa me chamar assim que atendi a ligação

– Oi Lisa –Falei

Você não me ligou. Achei que estava dormindo a essa hora, desculpa.

Eu rir nasalmente balançando a cabeça, Braeden me ligou mesmo achando que eu estaria dormindo. Enfiei uma mão no bolso para esquentá-la, está fazendo um frio mediano, mesmo assim ele me obriga a arrumar um jeito de esquentar minhas mãos.

– Está tudo bem, você não me acordou.

Insônia? –Respondi com um “urum” – Eu também estou. Como está o seu irmão?

– Ele está bem, é bom tê-lo de volta. –Contei, a linha ficou muda apenas o som da respiração dela– Você está bem?

Estou sim. Ben fez amigos por aqui na vizinhança.

– Ben é um bom garoto. –Falei de um modo orgulhoso. Parei e suspirei exausto– Sinto muito você estar passando por isso.

Sinto que estou destruindo a vida pacata dos dois. Lisa e Ben não merecem nada do que está acontecendo agora, me sinto culpado por obriga-los a mudar-se por causa da minha vida de caçador. É extremamente irritante não conseguir poupá-los disso tudo. Apenas queria superar a decisão do meu irmão e tentar recriar minha vida tendo uma família, mesmo que isso não dure mais do que já durou. Acredito que Lisa não será capaz de me perdoar por tal erro. E se eu fosse ela me daria logo um pé na bunda antes de dizer qualquer coisa. Ela não merece isso.

Querido, eu escolhi ficar com você. Eu e o Ben. Nós dois sabíamos aonde estávamos nos metendo. –Ela disse da forma doce e calma de sempre– Bom, eu tenho que ir dormir. Amanhã começo no emprego novo. Sinto sua falta, Dean.

Suas palavras foram como facas sendo lançadas direto para o meu peito. Enquanto ela sentia minha falta e me esperava o que eu fiz? Traí sua confiança e acabei com tudo o que nós construímos juntos. Fechei meus olhos e respirei fundo. Não direi isso a ela pelo celular.

– Também sinto sua falta, Lis. –Disse. Mesmo pelo telefone consigo saber que ela está sorrindo– Boa sorte amanhã. Durma bem.

Tchau. Tome cuidado.

– Irei tomar. Tchau. –Encerrei a ligação

 

*     *     *

Pietro estava vestido com uma jaqueta preta, colocou um boné para tentar cobri o rosto das câmeras, mas não fora o suficiente para passar despercebido. Percebo a grande cicatriz que o mesmo tem em sua bochecha esquerda. Ele foi visto a última vez em Bronx, indo em direção à Stanford. Nos vídeos gravados pelas câmeras de segurança do posto de gasolina o pegaram matando um homem, que a polícia local descobriu ser o tio dele, ele esfaqueou o mesmo pelas costas enquanto o caminhoneiro enchia o tanque do seu caminhão. Pietro Flores derrubou um homem de cima da sua moto, logo depois, o empurrando com tal força que o motoqueiro bateu as costas violentamente na parede, o que é fisicamente impossível se tratando da distância que eles estavam para a parede. Mas não para nós.

Sam e eu nos entreolhamos quando o vídeo acabou.

– Por que ele mataria o tio dele? –Sam jogou a pergunta no ar

– Marcos não se conteve e matou a família em um piscar de olhos. O demônio que o possui não escolhe, Sammy, só mata. –Disse para ele

– Mas Lessa amava sua família e convivia com eles. Pietro fazia anos que não conversa com o seu tio, o que o faria procurar ele agora só para o matar.

– Ele está remoendo a raiva dentro de si para matar as pessoas que o tratam indiferentes. A versão surfista do Macaulay Culkin tinha nos dito que Pietro brigava muito com o Holden. É esse o nome, não é? –Indaguei pegando os papeis em cima da mesa do delegado conferindo o nome da nova vítima. Sam está com sua cara de paisagem, me olhou em busca de respostas, ele não sabe a quem me referir chamando de Macaulay Culkin– Jason, Sam, qual é essa foi fácil. –Meu irmão revirou os olhos

– Marcos disse que teve uma briga com sua esposa antes de a matar, seus filhos assistiram tudo. Ninguém se intrometeu, então ele os matou.

Eu concordei com a cabeça percebendo que meu irmão entendeu o que eu queria dizer com essa teoria. O mesmo fica pensativo, fitando a imagem pausada do Pietro no notebook do delegado. Saímos da delegacia em silencio discutindo em quem poderá ser a próxima vítima do homem possuído. Estávamos chegando a Stanford, Sam recebeu um telefonema do delegado. Pietro atacou novamente.

 

POV. Megan Scott

O transito, por incrível que pareça, está tranquilo hoje. Bom, tem seus 10 minutos de atraso, mas nada comparado com horas e horas ouvindo buzinas e pessoas xingando. A música que toca em meu carro é numb do linkin park. Cantarolo baixo enquanto tento voltar para o meu trabalho corrido, depois de muito tempo consegui almoçar com Caroline, ela ficou tão feliz, mas não tanto como quando ela recebeu a ligação do seu pai. Ela soube que Dean a levaria para sorveteria depois da escola, os pulos que ela deu não só surpreendeu a mim como também a Julia.

Noto na calçada Leon a conversar com a mesma mulher com quem trabalha e traiu com a mesma a minha amada amiga. Estacionei meu carro e desci do mesmo andando a todo vapor em sua direção, eu sei muito bem que não devo fazer nada, mas não consigo, não depois de ter passado uma tarde toda com Julia chorando e tentando não parecer abalada, mesmo ela sabendo que nunca vai conseguir esconder nada de mim.

Veronica para de conversar com ele quando me ver. Leon virou-se e quando me viu não demonstrou surpresa como eu esperava que ele fizesse. Seu olhar de desdém me irritou e muito.

– Nós dois vamos conversar, agora mesmo. –Eu falei cheia de autoridade

– Não tenho nada com que conversar com você, Megan.

Dei passos retos em sua direção, estamos de frente um para o outro. O famoso cara-a-cara. Controlo minha respiração para não o atacar no meio da rua, desde quando eu comecei a trabalhar no escritório fui obrigada a aprender a me controlar, as vezes tenho que lidar com clientes e se meu pavio curto não tivesse melhorado, estava trabalhando em outro lugar ou estava desempregada.

– Eu não estou te pedindo, idiota. –Disse grosseira– Preste bem atenção, estou pouco me fodendo para o que você faz com essa cadela, se afaste de vez da minha amiga e peça bastantes desculpas se a vir novamente. Ou nem isso, mantenha uma distância entre vocês, para a porra do sempre. –Ele deu pequeno sorriso debochado. Segurei-o pela gola da sua camisa social preta, imprensei o mesmo na parede batendo com força suas costas. A surpresa misturada com medo dele, me fez sorri pelo feito– Tente fazê-la sofrer só mais um pouquinho e eu mesma vou te levar para o hospital depois que ferrar com você. O otário parte o coração dela, e eu quebro a sua cara.

 – Quem você pensa que é para o ameaçar? –Veronica perguntou, cheia de pose, se sentindo a superior

– Eu sou Megan Scott. Dou aulas na escola de vadias más que você estuda.

Ele ficou calado igualmente como sua colega de trabalho. Soltei o mesmo e mostrei a eles meu sorriso mais irônico, dei as costas para os dois idiotas. As ruas começam a esvaziar depois do horário do almoço ter acabado, os restaurantes aqui sempre estão cheios. Meu costume de ficar olhando para as pessoas em busca de alguma ameaça fez-me encontrar um homem de cicatriz na bochecha e usando um chapéu azul fixar seu olhar em uma garçonete de um dos restaurantes da rua, que atende distraidamente. O mesmo segura em sua mão uma faca de um modo em que ele possa a tirar rapidamente. Peguei uma muleta que estava ao lado de uma senhora que come distraidamente, sem desviar o olhar do homem suspeito, eu já o vi antes.

Os olhos deles ficaram cinza por um segundo, eu nunca vi isso em toda a minha vida, a faca que antes estava escondida tem em volta da mesma um tipo de fogo, ele se prepara para esfaquear a mulher de costas para ele. Segurei fortemente a muleta em minhas mãos e acertei sua costela, ele se encolheu para o lado com o impacto, seus olhos encontraram os meus e ele veio em minha direção cheio de fúria, pois a sua quase vitima havia corrido para um lugar seguro.

Ele me derrubou com o pulo que deu em cima de mim, segurei seu braço que segura a faca impedindo que ele enfie o pedaço de metal em minha testa. O desequilibrei e fiquei por cima do mesmo, depositei vários socos em seu rosto depois de jogar longe sua faca. Ele conseguiu desviar de um soco e me jogou com força para a janela de vidro de uma das lojas, o som dos vidros se quebrando fixaram em minha mente, minhas costas batem impetuosamente na mesa que se quebrou com o impacto do meu corpo.

– Achei que tinha despistados vocês, caçadores de merdas. –Ele falou entrando na loja

O mesmo levantou-me do chão apertando meu pescoço fortemente. O ar começou a escapar aos poucos, o sorriso que ele tem no rosto, é a satisfação em tirar a vida de alguém, e novamente vi o cinza dos seus olhos.

– Pena que você foi mais esperta que os outros e vai morrer. –Ele me disse baixo, em um tom provocador

Tentei chutá-lo, porém não consegui. Com um esforço consegui pegar o sapato que estou calçada, acertei o salto diretamente em seu ouvido, o mesmo gritou ao senti o pedaço de madeira em seu canal auditivo. Suas mãos apertaram ainda mais meu pescoço e eu puxei o sapato para baixo, o sangue começou a descer, entretanto ele não se importava. Puxei novamente com mais força, obrigando o salto a entrar mais fundo, e ele fora obrigado a me soltar. Ele me deu um tapa na cara que me fez desequilibrar e cair no chão. Minhas mãos arderam assim como meu joelho ao sentir os cacos de vidros da janela espalhados no chão entrando na carne dolorosamente. O moreno pegou sua faca e esfaqueou meu abdômen, aproveitando minha fraqueza pelo seu estrangulamento. Ele retirou do meu corpo a faca com o mesmo tipo de fogo que vi anteriormente, depois de eu o impedir de atacar a garçonete, e antes que acertasse novamente meu corpo fraco no chão, o mesmo correu ao sentir os tiros dos policiais.

 

*     *     *

Meu braço está esticado e a enfermeira tira com um tipo de pinça os pequenos cacos de vidros dentro da minha mão, a mesma já havia acabado com a mão esquerda e os joelhos, que ficaram quase intactos apenas alguns furinhos, nada para se preocupar o bastante. Tive de levar 9 pontos no abdome por causa da facada, pedi para que não me anestesiassem durante o processo, as duas enfermeiras se surpreenderam ao ouvi meu pedido, mas fizeram o que pedi. Suportei a dor receosa da criatura de olhos cinzas me seguir e tentar acabar com o que começou, dopada com os remédios não teria muito o que fazer além de encarar a morte e lutar com as poucas forças que tivesse.

– Te achei, linda –Desviei o olhar da enfermeira cutucando minha mão para porta quando ouvi a voz de Jasper, ele está em pé com uma feição preocupada, mesmo assim força um sorriso

Como sempre ele está vestido elegantemente de terno preto e gravata cinza. Sua postura é totalmente invejável, mesmo sem perceber está ereto. Sua barba está crescida, da última vez que o vi não a tinha, estava lisinho. Sorri para ele. A beleza de Jasper e seu porte físico de surfista fazem uma perfeita combinação.

– O que diabos está fazendo aqui? –Perguntei

– Nos contos de fadas é essa a hora em que o príncipe busca a princesa em um cavalo branco. –Eu gargalhei com o que ele disse

– Isso está errado, os príncipes sempre aparecem depois das princesas terem se fodido toda e vencido a parada. E ainda recebem o credito. –Disse fingindo desdém

Ele sorriu para mim se aproximando da cadeira onde estou sentada, o mesmo acariciou meu rosto com carinho.

– Soube que estava aqui por Julia, seu outro amigo não queria me dizer parecia irritado.

– Jacke te odeia. –Jasper assentiu e riu balançando a cabeça– Ele não confia em você, e tem bastante razão.

– Você confia em mim para te levar para a casa, não é? Ou me enganou esse tempo todo?

– Primeiro preciso busca Caroline com o pai dela. –O moreno olhou-me impressionado– Pois é. Só uma carona para ir até lá.

Ele assentiu.

Assim que cheguei no hospital liguei para o Dean e perguntei se o mesmo podia pegar Caroline com a babá. Eu podia ligar para Julia ou Jacke, mas eles estão atolados de trabalhos e coisas para fazer, e ela estando com o pai dela sinto mais segurança em deixar que os médicos costurem minha pele. O caçador estava voltando para a cidade depois de ter sido enganado pela criatura de olhos cinzas.

Depois de alguns minutos longos e beliscados a enfermeira acabou de tirar todos os cacos que tinham. Para minha sorte Jasper ficou comigo, me distraiu o bastante para não concentrar toda a minha atenção naqueles olhos cinzas que quase me matara. Nunca vi aquilo na vida, e olhe que eu cacei a muitos anos da minha vida, já descobrir bastantes criaturas, mas essa é totalmente diferente. Primeiro que tinha me confundido com demônios, talvez seja, todavia, acho difícil.

Bati na porta do quarto que Dean tinha me dito que estava, mas não fora ele que atendeu. Sorri tímida para o moreno bonito alto sentindo minhas bochechas queimarem ao perceber que bati na porta errada, ele parecia me analisar.

– Desculpa, bati no quarto errado. –Tirei o celular do bolso, cansada, procurando o número do Dean pronta para o xingar pelo feito de me dar o número errado do quarto onde está

– Megan? –Levantei meu olhar para o dele, ergui uma sobrancelha– Eu sou o Sam, irmão do Dean. Pode entrar
Ele me deu espaço para entrar no quarto, apesar de terem voltado a pouco tempo o estado de bagunça é grande, e o pior é que eu sei quem é a culpada. Caroline com certeza ficou entediada o bastante para pular na cama descontroladamente. Me sentei em uma das cadeiras e fui conferir a ferida que ganhei hoje à tarde. A gaze está com uma pequena mancha de sangue, vai ser muito difícil isso se curar rápido, não consigo ficar parada por muito tempo.

– Dean teve que sair com Caroline para comprar a torta que ele prometeu se ela ficasse quieta. –Sam explicou a ausência dos dois antes que eu perguntasse, assenti e sorri de lado

– Não é como se ela conseguisse ficar quieta por muito tempo. –Falei e ele riu

– O que aconteceu lá no restaurante? –Ele me perguntou

– Impedi que a criatura matasse uma garçonete. –Respondi– O que me deixou bastante intrigada é que ele tem olhos cinzas. Eu nunca tinha visto algo assim.

– Olhos cinzas? –Assenti– Então não é um demônio, se não é um demônio o que diabos é aquilo?

– Ele é bastante forte também. Sem contar que tinha uma faca que fica em chamas antes dele atacar alguém. Vocês terão mais trabalho do que imaginou.

O celular do Sam começou a tocar, o mesmo pediu licença e saiu para atender o telefone que pela sua reação deve ser bem importante. Respirei fundo prestando atenção nos detalhes do quarto pequeno com 2 camas de solteiro. Outro telefone começou a tocar e não é o meu. Procurei com pressa irritada pelo som, estou com uma tremenda dor de cabeça. Encontrei o celular dentro da jaqueta do Dean, sei que é dele por causa do perfume, atendi sem nem olhar o nome na tela.

– Alô?

Quem é? –Uma voz feminina invade meus ouvidos bem autoritária

– Megan. –Respondi sem paciência alguma– Dean saiu rapidinho depois volta e te retorna. Ah não ser que seja urgente.

Oh, não, não é. Quando ele volta peça para retornar à ligação.

– De quem?

Lisa, a namorada dele. –Paralisei ao ouvir o que ela me dissera

Durante toda a noite de sexta eu e o Winchester conversamos sobre todas as porras existentes na terra, mas ele se esqueceu de dizer que tinha uma namorada e ainda por cima deitou-se comigo e ágil como se não estivesse comprometido. Quem caralhos esquece que tem uma namorada? Me sinto usada agora, suja por ter sido a puta da sua historinha, como ele pode fazer isso. Apesar de que o mesmo demonstrou que estava incomodado com algo durante o café/lanche da manhã, o álcool saiu de todo seu corpo e ele recobrou a consciência e a memória de que tem uma namorada. O que ele me contou está incompleto, o mesmo estava com ela enquanto pensava que seu irmão estava morto ou a conheceu agora, que seja, ele me enganou e usou da mesma forma.

– Ok, Lisa. Irei avisar com certeza. –Encerrei a ligação, encarei a tela do celular e o papel de parede é dela com ele, mas seu rosto está embaçado para que veja melhor

Devolvi o celular para o mesmo lugar que tinha o encontrado. Sam voltou da sua ligação, voltei a contar sobre o que aconteceu e ele me contou sobre o que os dois sabem sobre a criatura de olhos cinzas. Estamos perdidos no meio dessa história, o que diabos essa criatura é então? Suspirei tomando um gole da cerveja oferecida pelo moreno. Dean adentrou o quarto com Caroline, ela veio até mim e abraçou-me forte começando a contar do que aconteceu a tarde que passou com seu pai. Sorri para a mesma.

– Como você está? –Dean me perguntou, procurando dentro da geladeira cerveja

– Bem, já estive pior. Não tenho do que reclamar –Os dois caçadores riram

Olhar para a cara cínica do Winchester mais velho está sendo difícil quando tenho que controlar a vontade de o socar. Levantei-me de supetão, estiquei minha mão em direção da loirinha que a pega se preparando para sair do quarto comigo e voltar para a casa.

– Eu levo vocês –Dean disse

– Não precisa. Pedi para um amigo vim me buscar –Falei me referindo a Jasper, que respondeu de imediato minha mensagem e disse que estava a caminho. Caroline soltou minha mão e foi tentar tirar um salgado na máquina ao lado do quarto, longe o suficiente para que ela não me ouvisse xingar o seu pai– E antes que eu me esqueça, Lisa, sua namorada, ligou para você. –Dean olhou-me surpreso por saber que eu sei, Sam também suas sobrancelhas erguidas mostram isso– Não se deve esquecer o celular, pode ser importante.

– Megan, eu...

– Cala a porra da boca. –Falei controlando as emoções, o interrompendo– Não quero ouvir nada das suas desculpas esfarrapadas, foi completamente nojento. Estou me sentindo bem suja agora, graças a você. Então, vai se foder, Dean.

– Sinto muito. –Ele disse

– Claro que senti idiota. –Fechei a porta do quarto com força

Sinto a raiva tomando controle do meu corpo. Respiro fundo, ponho um sorriso na cara e vou de encontro com Jasper, que está fumando encostado no seu carro, e segurando a mão de Caroline.


Notas Finais


O que acharam? Comentem aí e diga o que acha que irá acontecer?
Caralho Dean que vacilão.

Beijos, beijos, beijos
Até a próxima!


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