História Universal War - Capítulo 3


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Categorias Dragon Ball
Personagens Androide Nº 17, Androide Nº 18, Bulma, Chichi, Dende, Freeza, Gohan, Goku, Kuririn, Lunch, Mestre Kame, Nappa, Oolong, Piccolo, Raditz, Tenshinhan, Tights Brief, Vegeta, Yamcha
Tags Bulma, Chichi, Distopia, Dragon Ball Z, Ficção Cientifica, Goku, Guerra, Romance, Sci-fi, Vegeta
Exibições 21
Palavras 1.315
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


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Capítulo 3 - Goku e o sacerdote


Fanfic / Fanfiction Universal War - Capítulo 3 - Goku e o sacerdote

O barulho calmante do mar devia ser um de seus sons favoritos naquele planeta. Em todos os outros que já tinha visitado não havia um oceano como aquele, que batia nos bancos de areia e voltava em ressaca, fazendo o vai-e-vem constante de ondas que ressonava como uma espécie de calmante para os seus ouvidos. Fazia tempo que não visitava o velho Kame, mas era como se nunca tivesse deixado aquela praia para trás. Não tinha uma memória naquele lugar que não fosse boa e se pudesse escolher um único dia da sua vida para voltar no tempo, escolheria o dia em que chegou à casa de Kame pela primeira vez. Lembrava-se perfeitamente que a primeira coisa que avistou foi uma menina de cabelos azuis montando um castelo de areia na beira do mar. Ela tinha todas as cores do oceano em seu corpo e ele nunca no resto da vida viu algo tão fascinante que pudesse se equiparar à imagem de Bulma Briefs.

— Perdido em pensamentos, garoto? — perguntou Kame ao seu lado.

— Tava lembrando da primeira vez que cheguei aqui…

— Ah, eu também me lembro de ver o Dr. Briefs te trazendo pela mão como um pequeno chimpanzé. — riu o velho. — Tive que convencer a criançada de que você era igual a eles, você sabe, resultado do experimento!

— O senhor sabe o que aconteceu com a nave que me trouxe até aqui? — Goku quis saber. — Nunca encontrei nenhuma prova da minha origem na casa dos Briefs.

— Na casa dos seus pais, você quer dizer.

Goku ainda olhava a paisagem praiana, fitando o horizonte, mas não quis concordar nem discordar com Kame sobre seu grau de parentesco com a família de terráqueos que lhe adotou. Aquele era uma assunto delicado demais para tratar naquele momento, mas não havia um momento na sua vida em que não tivesse se sentido um forasteiro naquele planeta.

— Eles não são meus pais, Kame.

— Ora essa! Até onde sei eles te adotaram junto com Tights e Bulma.

— Você sabe do que eu to falando, Kame! Eu sequer sou deste planeta, quanto mais irmão da… Irmão delas.

— Eu sei dos fantasmas que te assombram, garoto. — disse o velho senhor com sabedoria. — Não precisa representar papéis comigo.

— Kame, o senhor é cheio de mistérios às vezes! Até parece que sabe de alguma coisa que nós mortais não sabemos. — riu o rapaz simpático ao ancião.

Os óculos escuros de Kame tapavam seu olhar, mas sua pose também apontava para o horizonte do mar.

— Eu sei que por um simples acaso você foi adotado pela mesma família que a dela, se tornando portanto irmãos. Sei que movido pela mesma coincidência, a adoção de Yamcha foi feita pela Uranai e não pelos Briefs, permitindo que ele e a garota se envolvessem amorosamente. — disse ele encarando o mar. — Sei que você, Goku, é uma pessoa que amaldiçoa o acaso e as coincidências da vida.

Aquilo não poderia ter sido mais desagradável. Ele já tinha se conformado há muitos anos atrás que Bulma jamais seria nada dele além de uma irmã e essa história já tinha sido superada por ele.  

— O senhor vê coisas que não existem, velho Kame. — repreendeu Goku voltando para a varanda. — Agora, não vai me dizer por que esse tal de Dende quer me ver?

Mestre Kame o seguiu, ignorando o pequeno surto de irritação de Goku, mas preferiu manter os pés na grama, olhando de baixo para o rapaz que ajudou a criar.

— Como bem sabe, você não é o primeiro extraterrestre com quem temos contato. Desde a área 51 da N.A.S.A, até núcleos especializados da Corporação Cápsula, o ser humano sempre teve meios para se comunicar com alienígenas e digamos que o Dende é um velho amigo da Corporação. — explicou ele com a voz calma. — Seu planeta de origem, Namek, foi invadido por piratas espaciais e logo seu povo viverá como refém. Dende é um sacerdote de Namek, está escondido nos templos subterrâneos de seu planeta e apenas quer a sua ajuda.

— Como ele pode saber que eu posso ajudá-lo?

— Ele sabe de você. De todos esses seus anos de treinamentos, da sua busca pela sua origens, da sua busca para recuperar as memórias que perdeu desde que sua nave caiu aqui e você bateu a cabeça. E agora que já dominou a arte do teletransporte…

— Eu achei que tinha vindo aqui justamente porque você tinha informações sobre o meu passado, Kame! E na verdade você só tá querendo um favor político!

Depois de ter ido embora, sem mesmo ter ido no velório de Tights, Goku partiu em uma jornada de autoconhecimento, onde pôde desenvolver seu treinamento em artes marciais e sua capacidade de força como alienígena. Visitara outros planetas, mas sem nunca encontrar qualquer pista da origem de seus poderes sobrehumanos. A única coisa que sabia era que sua nave tinha caído no planeta Terra quando ainda era uma criança e os cientistas da Corporação Cápsula se apropriaram do caso e o tornaram sigiloso, criando Goku como um terráqueo.

Ele já estava se levantando para dar as costas quando algo que o velho Kame disse lhe fez parar novamente.

— Esses piratas espaciais possuem cauda de macaco assim como você, além de terem características físicas muito semelhantes às suas. — disse Kame. — Outra coisa importante de pontuar é que, o planeta de Dende está neste momento orbitando em nosso sistema solar, então creio que seja de interesse global que você o ajude nesse problema.

O rapaz não poderia estar mais confuso.

— O planeta Namek é um planeta vizinho?

— Não, mas o buraco negro de onde saiu o planeta Namek orbita por um de nossos planetas vizinhos.

Imediatamente o rapaz lembrou de quando descobriram a existência de um buraco negro ao redor de Saturno e de que dois de seus melhores amigos estavam envolvidos nesse projeto científico. Parecia algo urgente demais para que Kame ficasse ali lhe falando tudo na maior calma.

— A tripulação de Kuririn tá indo pra lá!

— Exatamente. — confirmou Kame tranquilamente.

Goku lembrou da empolgação do amigo e da irmã ao se envolverem naquela expedição espacial no dia que foram selecionados. Aquela havia sido a última vez que tinha visto seus amigos de infância, na cerimônia de batismo de Gohan. Antes de Bulma e ele brigarem novamente. Antes que Goku pudesse perceber que era um péssimo pai e que aquele tipo de vida não o satisfazia. Antes de seu ímpeto por treinar lhe chamasse mais uma vez, levando-o a novas buscas por sua verdadeira identidade.

— Eu não consigo me teletransportar para um lugar onde nunca vi ou nunca estive.

— Mas já esteve em Saturno, não? — lembrou o velho olhando em um relógio no pulso. — Creio que você deva se apressar se quiser chegar antes que a nave de Kuririn.

De início, teve o ímpeto de avisar aos outros, caso alguma coisa acontecesse com o pequeno Kuririn, mas sabia que só causaria pânico, além de que a sua relação de amizade com seus amigos de infância já não ser mais como antigamente.

— Lembre-se que você precisa proteger o sacerdote! — disse Kame ao ver o rapaz dar as costas para ir embora.

O velho sábio viu da sua varanda o jovem alienígena evaporar no ar como mágica, assim que se teletransportou para longe dali. Havia crescido tanto, seu rosto já visava o amadurecimento de um homem feito, carregado de responsabilidades. Ao mesmo tempo que seu semblante e modo de viver sempre foram de uma criatura tão diferente aos seus demais. Sempre pareceu mais estranho. Mais forte. Mais selvagem. De modo que havia algo intrínseco em Goku com uma enorme capacidade destrutiva. Tentava manter-se leal a ideia de que aquele rapaz tinha uma criação humana, que era como um membro da família, portanto os protegeria quando fosse necessário. Sua segurança só se abalava quando pensava que essa busca incessante pela própria origem poderia fazer Goku sucumbir à fraquezas em momentos mais que inapropriados.



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