História Universal War - Capítulo 4


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Categorias Dragon Ball
Personagens Androide Nº 17, Androide Nº 18, Bulma, Chichi, Dende, Freeza, Gohan, Goku, Kuririn, Lunch, Mestre Kame, Nappa, Oolong, Piccolo, Raditz, Tenshinhan, Tights Brief, Vegeta, Yamcha
Tags Bulma, Chichi, Distopia, Dragon Ball Z, Ficção Cientifica, Goku, Guerra, Romance, Sci-fi, Vegeta
Exibições 13
Palavras 1.869
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Tentarei postar com frequência porque essa dinâmica de cada personagem ter um capítulo alonga os acontecimentos.

Capítulo 4 - Yamcha e o anel


Fanfic / Fanfiction Universal War - Capítulo 4 - Yamcha e o anel

Ele olhou as próprias cicatrizes no rosto pelo reflexo do vidro. Tentando criar confiança antes de entrar no prédio. Assim que pisou no chão monitorado por sensores de movimento, a porta automática do saguão se abriu e uma bela moça de longos cabelos loiros cruzou o seu caminho. Estava tão absorta na tela de seu celular que Yamcha não conseguiu ver seus olhos por trás dos óculos de grau. Apenas pôde reparar seu conjunto e perceber que era uma beleza exuberante demais para um lugar como a Corporação Cápsula. Parecia mais uma modelo de bikini ou coisa do tipo.

Os seguranças da entrada lhe cumprimentaram, assim como alguns outros funcionários da empresa que já estavam habituados a sua presença no lugar. Desde que sua namorada terminou os estudos e começou a trabalhar ali oficialmente, frequentava a Corporação Cápsula mesmo não sendo nenhum cientista, mas ser namorado de Bulma Briefs lhe concedia alguns privilégios. Não era como se ele tivesse muita escolha, já que ela ficava mais tempo naqueles laboratórios subterrâneos do que na própria casa.

Entrou no elevador tentando conter os tiques nervosos. Amava aquela garota mais do que qualquer coisa que havia tido na vida e não se daria por vencido até que conseguisse reconquistá-la. Não tinha sido uma briga muito grave de qualquer maneira, a dinâmica de relação entre eles sempre foi um tanto... turbulenta. Yamcha reconhecia que para manter dois aventureiros como os dois interessados numa relação de compromisso, a rotina nunca funcionaria como um motor.

— A senhorita Briefs subiu para o auditório de reuniões. — disse o ascensorista ao reconhecer o rapaz.

— Então é pra lá que nós vamos! — disse Yamcha abrindo seu sorriso simpático.

Não havia ninguém naquele lugar que o tratasse mal por conta de suas cicatrizes no rosto. Seria um tanto contraditório, considerando que a futura CEO da empresa se tratava de uma humana mutante de cabelos azuis. Ele encarou o rosto mais uma vez no espelho do elevador, lembrando momentaneamente das milhares de mentiras que já inventou em todas as vezes que lhe perguntaram onde havia conseguido aquelas cicatrizes. Lutando com ursos no Polo Norte, escalando montanhas nos alpes suíços, salvando criancinhas de incêndios, negociações de dívidas com agiotas, eram inúmeras as histórias e sempre o divertia quando as pessoas acreditavam.

As portas abriram no vigésimo quinto andar e ele botou a mão no bolso da jaqueta de couro para ter certeza que seu trunfo ainda estava ali. Depois de ter conversado por longas horas com Oolong e chorado suas mágoas por dias com seu irmão suíno, o porco humanóide deu a idéia de comprar um anel para pedir desculpas à Bulma. Tomado por um impulso digno apenas de pessoas inconsequentes como ele, Yamcha achou que seria o momento perfeito para pedir a mão a sua namorada assim que fizessem as pazes. Eles sempre foram tão espontâneos, tão rebeldes, poderiam perfeitamente se casar a qualquer momento, num súbito passional.

Os seguranças da ala restrita queriam barrar sua entrada no auditório, mas Yamcha possuía as artimanhas de um verdadeiro ilusionista, além de conhecer aquele prédio desde quando ainda nem tinha idade para andar em uma montanha-russa. Era difícil algo pará-lo se resolvia colocar uma ideia na cabeça.

Assim que conseguiu entrar pelos fundos do auditório de reunião, amarrou a jaqueta de couro na cintura para que sua camiseta branca de malha se camuflasse em meio a tantos jalecos e camisas sociais. Ficou surpreso ao perceber o lugar cheio. Parecia uma convenção de todos os cientistas que trabalhavam naquele lugar. No palanque forrado por carpetes de isolamento acústico, seu sogro falava sobre a mudança comportamental do buraco negro ao redor de Saturno.

— Como vocês podem perceber nessas imagens de satélite, a volta do buraco negro estava limpa e muito próxima de um dos anéis de Saturno. — disse Dr. Briefs. —  Agora nestas imagens mais recentes, podemos identificar um corpo sólido girar em torno da matéria escura como sua órbita.

Yamcha ignorou todo aquele papo de cientista, procurando por uma cabeça azulada por entre os presentes. Aquela conversa de buraco negro já preenchia quase todos os diálogos que tinha com Bulma, tamanha a obsessão da garota pelo caso. Sem falar de seu amigo Kuririn que tinha doado a própria vida nos últimos anos para se dedicar àquele projeto insano de viajar pelo espaço.   

— A conclusão das observações de nossos astrônomos é que este corpo desconhecido saiu de dentro do buraco negro. — continuou Briefs dando início a um burburinho de vozes na platéia.

Quando finalmente encontrou a pequena figura de cabelos azuis, foi até ela esbarrando em quem estivesse na sua frente. Bulma estava de pé no fundo de uma das últimas fileiras de cadeiras do auditório. Os braços estavam cruzados e uma linha de preocupação enrugava sua testa. Tentou chegar de mansinho por trás dela para que Bulma não percebesse sua presença.

— Oi, gatinha! — sussurrou ele no seu ouvido.

Ela quase gritou de susto e só conseguiu manter a compostura depois de olhar ao redor e se dar conta da quantidade de gente por perto.

— O que você tá fazendo aqui? — perguntou ela com uma irritação palpável.

— Preciso falar com você! É urgente!

— Não mais urgente do que isso aqui! — falou apontando para o painel apresentado pelo pai. — Eu acho que a matéria escura do buraco negro estava trabalhando esse tempo todo numa potência tão forte que abriu uma outra dimensão no espaço-tempo.

Yamcha não fazia ideia do que a garota estava falando, mas sabia que deveria ser sério, porque há muito tempo não a via tão aflita. Estava tão preocupada que por um momento não teve vontade de brigar com ele por aparecer sem avisar.

— E qual o problema disso? — ele perguntou veemente curioso.

Bulma o olhou com os olhos incrédulos.

— Tá de brincadeira? Se isso for verdade, é a coisa mais surreal que já aconteceu na história da astronomia! — ela sussurrou. — Fora os novos questionamentos que isso traz… Como por exemplo, isso poderia ter sido implantado? E se a aparição desse buraco negro fosse intencional?

— No mais, a expedição continua e teremos novos relatos do fenômeno conforme a nossa expedição se desenvolva. — disse Dr. Briefs finalizando a apresentação. — Obrigado a todos os presentes.

As pessoas começaram a dispersar, mas Yamcha reparou que Bulma não saiu do lugar. Estava com os olhos grudados no painel exibido no palanque e a boca entreaberta.

— Ele falou isso mesmo? A tripulação vai continuar o trajeto até Saturno?

Antes que ele pudesse questionar a namorada, seu sogro se aproximou para cumprimentá-los, sem perceber o quão fula de raiva sua filha estava com ele. Yamcha os acompanhou até a saída dos fundos do auditório, percebendo no quanto os nervos de Bulma estavam à flor da pele.

— Você realmente vai seguir com a expedição? — ela perguntou ao pai.

— Eu sei o que você está pensando, mas não podemos recuar. Agora temos ainda mais motivos para inspecionar o local do fenômeno e--

— É perigoso! — interrompeu Bulma. — E se esse objeto não identificado é algum tipo de ameaça?

— Tipo um OVNI? — perguntou Yamcha achando divertida a possibilidade.

— Minha filha, não temos provas o suficiente para fantasiar! É provavelmente algum pedaço de meteoro. No máximo, um antigo planeta inabitado. Você sabe que no mundo da astronomia e da cosmologia as coisas não são tão interessantes quanto nos filmes.

Os três tomavam rumo para o elevador no fim do corredor enquanto conversavam. Yamcha percebia que Dr. Briefs não tinha tanta confiança no que falava e isso o deixou alarmado.

— É o Kuririn que tá dentro daquela nave! Imagina quando ele souber o que os nossos satélites registraram?

— Infelizmente não temos autorização para avisá-los. — disse Dr. Briefs. — Foi uma votação majoritária para manter o curso da expedição e as comunicações são monitoradas, você sabe, é quem faz os relatórios pessoalmente.

Quando as portas do elevador abriram, Dr. Briefs adentrou sozinho. Bulma estava irritada com as decisões do pai e apertou o botão para as portas fecharem quando seus olhos se encontraram pela última vez. Aquela não era a primeira discussão de família que Yamcha presenciava e assim como suas brigas com Bulma, nunca pareciam ser muito graves. O gênio da cientista era parecido com a força de uma avalanche, mas que logo se derretia por completo nos primeiros raios solares da manhã.

— O que você quer, Yamcha? — perguntou ao direcionar sua atenção a ele.

— Quero meia horinha do seu precioso tempo! — sorriu ele ignorando o humor da garota. — Já almoçou?

— Perdi o apetite com essa história toda.

Ela lhe deu as costas e chamou o outro elevador com pressa, apertando o botão freneticamente antes de cruzar os braços.

— A gente pode ficar um tempo no seu laboratório se preferir. Se pegar na mesa do escritório como nos velhos tempos!

— Velhos tempos, Yamcha? Acho que a última vez que a gente fez isso foi há menos de dois meses!

A porta do elevador de serviço abriu e eles entraram no espaço vazio. Ele não conseguiu deixar de sorrir em nenhum momento. Porque adorava aquelas memórias. Porque achava adorável quando ela ficava brava com alguma coisa. Não conseguia se imaginar ao lado de ninguém mais.

Assim que a porta se fechou, ele se aproximou, deixando a diferença entre seus corpos ainda mais evidente. Chegava a fazer uma sombra escura em sua figura encurralada no canto do elevador. Envolveu sua cintura com um de seus braços e elevou o queixo da garota para lhe dar um beijo. Não havia nada no mundo que tivesse um gosto melhor. Ele poderia ficar horas à fio apenas apreciando o gosto de sua pele. Ela correspondeu com sua língua quase imediatamente e foi como sentir a avalanche derreter em sua boca. Ergueu-a até que ficassem na mesma altura, e então pressionou seu corpo contra os quadris de Bulma espremidos no ângulo do elevador. Mesmo que não se entendessem em diálogos mais prolongados ou em assuntos de comum interesse, quando colocavam as mãos um no outro a sincronia entre os dois era sempre afiada.

Quando o sino do elevador ressoou, indicando que haviam chegado no andar indicado, Yamcha soltou seu corpo no chão sem desgrudar de seus lábios. Pegou sua mão esquerda e, atrás de suas costas, sutilmente lhe colocou o anel no dedo, sentindo o sorriso de Bulma se formar sobre sua boca. Ao se afastar, percebeu o rosto rosado estupefato sem saber o que dizer, analisando o anel de brilhantes no dedo anelar como se fosse um inibidor de movimentos, com a mão petrificada.

— Não precisa aceitar nada ainda. — disse Yamcha ficando entre as portas abertas do elevador parado no térreo.

— Até porque você não fez nenhum pedido! — observou a garota em um sorriso radiante.

Ele sorriu de volta num gesto involuntário ao ver o rosto mais lindo do mundo se alegrar por sua causa.

— Apenas pense a respeito.

Os dois trocaram um olhar cheio de afeição e carinho antes das portas do elevador se fecharem novamente. Através do vidro transparente, Yamcha viu a garota analisar o anel mais uma vez antes do elevador descer para os laboratórios subterrâneos. Foi como se pela primeira vez a sua vida estivesse tomando o rumo certo, pois cada vez mais Yamcha tinha certeza que ele e a cientista estavam destinados a ficarem juntos para sempre.



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