História Universe and U - Capítulo 38


Escrita por: ~

Postado
Categorias Rizzoli & Isles
Personagens Jane Rizzoli, Maura Isles
Tags Rizzles
Exibições 82
Palavras 1.319
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 38 - Capítulo 37


Eu não queria brigar. Eu não queria chamá-la de egoísta e tão pouco tive a intenção de mandá-la voltar para Paris. Eu não tive a intenção, mas eu fiz.

- O que você está fazendo aqui? – Minha voz saiu mais áspera do que eu esperava.

- Eu vim pela Angela. – A voz de Maura despertava uma enorme mistura de sentimentos que eu não fazia ideia de como nomeá-los.

- Ela não precisa de você. – Seus olhos ficam ainda mais opacos e eu me sinto uma idiota.

- Alicia precisava visitar a avó. – O olhar dela instintivamente desvia e para na direção do quarto da minha mãe, o quarto em que eu mandei a menina entrar.

- Avó? – Eu arqueio a sobrancelha.

- Angela sempre esteve presente na vida de Alicia como uma avó, elas tem um relacionamento de avó e neta, ninguém pode contestar isso. – Maura começa a perder a paciência que ela com muito esforço tentava demonstrar.

- Você é inacreditável, Maura! – Os olhos dela estavam diferentes, Maura não tinha mais o mesmo olhar de superioridade, não parecia mais tão rainha dos mortos quanto antes, era quase como ver a frieza que ela sempre trouxera em seu olhar desaparecer.

- Eu não vou ter essa conversa. – Maura se afastou, se afastou com classe e delicadeza, algo tipicamente de uma Maura que eu costumava conhecer tão bem.

Eu a vi se afastar. Outra vez. Eu a deixei se afastar. Eu fiquei parada enquanto ela se afastou. Maura continuou se distanciando e então ela desapareceu do meu campo de visão, é claro que ela não havia ido embora, Alicia ainda estava com a minha mãe, Maura não a deixaria para trás, nem mesmo em seu maior pesadelo, ela vivia pela garota. Ainda assim, Maura havia se distanciado de mim, outra vez. Era como continuar vivendo o dia em que ela pegou Alicia e entrou naquele maldito avião, eu correndo por Boston, chegando muito tarde ao aeroporto, eu vi seu avião partir, eu a vi deixar minha vida num piscar de olhos.

Sem pensar, eu estou andando, estou a sua procura. Maura está encostada em uma parede, escondida. A Maura que eu conheci jamais se esconderia, ela está diferente, mas eu também estou. Não sou mais a mesma Jane de sete anos atrás. Seus desviam do chão e ela me vê e tão rapidamente quanto eu me aproximo, ela seca suas lágrimas, cruza os braços, sustenta meu olhar. Por impulso, eu a abraço. Não é um abraço delicado. Não é reconfortante. É desesperado, saudoso. Seu perfume invade minhas narinas, o mesmo perfume. Sua pele quente. Seu corpo perfeitamente encaixado ao meu. Maura não se afasta. Não me abraça. Eu inspiro. A seguro mais próxima de mim. Meu coração está disparado. Ela continua sem me abraçar. Isso começa a me machucar. Sua frieza ainda faz parte dela. Ainda é a mesma Maura. A minha Maura. Eu a solto. Ela se afasta. Maura arruma as roupas, não diz nada, me dá as costas e anda na direção oposta a que eu estou. Simples assim, ela não está mais lutando contra mim, não está mais se importando. Eu não significo mais nada para Maura. Eu me deixo tomar por outro momento de pura imprudência e a puxo pela mão, a puxo para longe dali, a faço entrar em uma sala que eu não sei de quem é e em uma sala qualquer, de um hospital sem nome, eu a tenho nos meus braços, por um breve momento, eu a tenho para mim. Meus braços a envolvem, seus olhos me questionam, meus lábios formam um breve sorriso, que ela não retribui e antes que ela se solte, eu a estou beijando.  Eu a beijo com devoção, com saudades, com paixão. Tudo parece desaparecer. Nada parece importar. Apenas Maura e eu. Éramos novamente apenas Maura e eu. Sem pudores, Maura me empurra contra a parede, me beija com a mesma intensidade, suas mãos se perdendo entre os meus cabelos, meus lábios descendo pela pele do seu pescoço. Eu a ouço gemer. Um gemido abafado, roubado por outro beijo desesperado. Eu a devoro, a toco, a sinto. Maura desabotoa minha camisa, eu abro o zíper do seu vestido. Toda a excitação, o desejo e a saudade, tudo está misturado.

- Eu senti sua falta... – Me ouço sussurrar.

Minha voz parece despertar Maura, ela se afasta abruptamente, fechando o zíper do vestido agora amarrotado, colocando os cabelos no lugar. Ela se afasta e toda a frieza está lá outra vez. Ela me olha, os olhos tão verdes quanto os das minhas lembranças, sempre verdes quando sua excitação está no ápice e rapidamente, Maura sai da sala, deixando evidente sua irritação ao bater a porta. Quando eu finalmente estou apresentável, eu a procuro, mas ela não está mais ali, não está em parte alguma. Vou ao quarto da minha mãe e Alicia também não está mais ali. Minha mãe sorri ao me ver e eu sorrio também.

- Alicia está tão grande. – Ela parecia feliz.

- Ela é incrível. – Eu concordei enquanto puxava uma cadeira para perto da cama.

- Ela me falou que Maura havia ficado com você do lado de fora. – Eu reviro os olhos, essa é a minha mãe, com acidente ou não, com uma lesão craniana ou não, essa era dona Angela Rizzoli. – Vocês conversaram?

- Podemos dizer que algo assim. – Eu desconverso.

- Jane Clementine Rizzoli, não me diga que vocês brigaram! – Ela se alterou, o suficiente para que os aparelhos começassem a apitar.

- Ma! Não me chama assim. – Ela não deu atenção e logo o quarto estava cheio de enfermeiras verificando o motivo dos aparelhos apitarem daquela maneira e minha mãe continuou a reclamar, isso não mudaria pelos próximos dias.

Dias que foram torturantes. Que poderiam ter sido considerados os piores da minha vida. Frankie e eu revezávamos com Korsak para que ela não ficasse sozinha em momento algum e até mesmo Alicia voltara para ver a avó mais algumas vezes, sem Maura. Alicia sempre dizia a mesma coisa, a mãe estava ocupada, a deixara ali e logo voltaria para buscá-la, mas eu não a encontrei mais. Não a vi e nem pude falar com Maura, ela estava em Boston, mas continuava tão distante quanto estava em Paris. Entretanto, as visitas de Alicia pareciam ser a única coisa que animava minha mãe, ela reclamava o tempo todo e depois de quase uma semana na mesma lamúria, os médicos a liberaram e com uma animação quase infantil, eu a levei para casa outra vez.

Ter minha mãe em casa novamente foi um evento que eu não estava preparada, ela estava sempre falando sobre algo ou reclamando por não estar trabalhando. Sentia falta da própria casa e da rotina que ela e Korsak construíram nos últimos anos desde que haviam se casado. Ainda uma coisa estranha para mim, ter Korsak como padrasto. Ela sentia falta de muitas coisas e eu não conseguia parar de imaginar o que Maura estaria fazendo. Não conseguia parar de pensar em Maura, nem mesmo por um minuto, eu estava ficando louca com isso. Depois de longos três dias com ela em casa, Korsak a levara de volta a casa deles e eu, mesmo não devendo, me senti aliviada, finalmente teria minha casa só para mim.

- O que você esqueceu? – Eu corri para abrir a porta, a toalha na mão, os cabelos molhados.

- Você não vai me convidar para entrar? – Sua voz suave acompanhada de um sorriso tímido nos lábios.

- É claro... – Eu parecia patética perto dela. – Entra.

- Obrigada.

- O que você... – Eu estava gaguejando. Ótimo.

- Acho que precisamos conversar. – Ela não parecia com nada a Maura que me deixou no hospital dias antes, ela estava calma, tranquila e eu não sabia explicar o motivo, mas isso me assustava.

- Precisamos? – Eu cruzei os braços, não fazia ideia do que isso significaria.

- Precisamos. 



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