História UnKiss Me - Suga BTS - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Personagens Originais, Rap Monster, Suga
Tags Min Yoongi, Namjoon, Personagem Original, Rap Monster, Romance, Suga, Yoongi
Exibições 754
Palavras 5.988
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


nem adianta eu pedir desculpa pela demora né? :/

mas foram quase 6 mil palavras, espero compensar um pouco ♥

Capítulo 14 - 12 meses - Reunião de amigos, familiares e... um acidente


Fanfic / Fanfiction UnKiss Me - Suga BTS - Capítulo 14 - 12 meses - Reunião de amigos, familiares e... um acidente

Assim que terminei de fechar o zíper lateral do vestido dei meia volta para mirar meu corpo inteiro no espelho novo que tinha colocado no quarto. Cabelos presos no topo da cabeça, Ok. Maquiagem levinha, Ok. Brincos e pulseira, Ok. Salto e vestidos pretos, Ok. Isso! Tava ótimo. Tudo básico como eu queria desde o começo, principalmente meu vestido tubinho sem nada de atraente. Pego minha bolsinha de mão, coloco o celular dentro e saio do quarto ajeitando uns fios de cabelo na minha testa. Ao descer os três primeiros degraus da escada, encontro com Yoongi preparado para subir.

- Vai sair com o namoradinho de novo? – pergunta, mas seu tom de ironia estava infinitamente mais leve do que de costume.

Ele me olha dos pés a cabeça conforme continuo minha descida.

- Não, hoje eu vou numa reunião na casa do meu pai. Amigos próximos e alguns sócios antigos – dou de ombros.

- Amigos próximos? – não esconde o interesse na sua voz – Meus pais vão estar lá?

- Provavelmente seu irmão também.

- Você vai sozinha? – morde o lábio e eu quase tenho vontade de rir.

Min Yoongi sem jeito. Aquilo era engraçado.

- Vou sim, chamei um táxi agora á pouco.

Faço menção de continuar o meu caminho, mas ele não me da passagem pra sequer descer mais um degrau. Pelo contrário, ele sobe os dois únicos degraus que nos separavam e me olha sereno.

- Eu posso ir junto? Assim você não precisa inventar desculpas sobre o seu marido.

Cruzo os braços, o encarando de cenho franzido. Quando é que eu iria parar de me surpreender com Min Yoongi?

- Achei que você iria querer fugir desse tipo de reunião tigr... Yoongi – me corrijo rapidamente – Ainda mais com seus pais lá.

- Eu quero ver como eles estão – faz uma súplica muda.

Mas quem precisa de palavras e discursos inteiros quando se tem os olhinhos dele? Um olhar, meia dúzia de palavras soltas no ar, sentimentos reprimidos e intensos escondidos por palavras banais. Aquele garoto e sua complexidade maravilhosa.

- Você tem um terno?- ele sorri imediatamente e balança a cabeça em afirmativa – Acho que posso me atrasar um pouco.

- Me visto em um minuto - ameaça me dar um beijo de agradecimento na bochecha, mas desiste no meio do caminho. 

- Não precisa se apressar tanto, você conhece meu pai... melhor que chegue atrasado e bem vestido do que na hora e fedendo.

Faço uma careta que arranca uma risadinha bem humorada dele. Desajeitadamente ele passa por mim na escada e sobe correndo até o banheiro, trancando a porta. Com um sorriso involuntário nos lábios eu pego o celular pra cancelar o táxi.

(...)

Nem precisamos ser anunciados pra chamar a atenção no momento em que pisamos no salão principal de festas na minha antiga casa. Pegava a ala leste do casarão praticamente inteira. As reuniões que fazíamos ali tinham direito a salão principal, salão de jantar, salão de dança mais amplo, uma sala pequena de fumantes e uma sala extra apenas pra pessoas que queriam fugir da música e ter uma conversa com menos barulho. Por mais que tivesse crescido ali, aquilo tudo nunca pareceu ser meu de qualquer forma. Mesmo depois de grande, ainda me sentia minúscula demais e insignificante pra proporções como aquelas.

Antes que eu consiga cumprimentar o primeiro casal de “amigos próximos” desconhecidos Yoongi segura minha mão, fazendo com que eu entrelace meu braço ao dele. Ele era totalmente swag, mas mudava e adotava uma postura imponente só de colocar um terno preto. Min Yoongi tinha uma silhueta elegante por natureza, já eu mal conseguia andar de salto alto sem parecer uma patinha feia. Desfilamos pelo lugar cautelosamente, distribuindo sorrisinhos, sendo educados, trocando meia dúzia de palavras e sendo o casal perfeito em publico pela primeira vez. O tempo todo os olhos atentos dele buscavam pelos rostos conhecidos dos seus pais e irmão no meio daquele bando de gente engomadinha.

Conforme continuamos com aquilo, aos poucos cada uma das vezes que Yoongi citou as banalidades e hipocrisias de todas essas pessoas que nos cercavam me vieram a cabeça, me trazendo uma visão completamente diferente de quando eu era mais nova. Agora eu conseguia entender o que ele queria dizer com aquilo quando tudo que o Sr. Gong Yoo conseguia fazer era se gabar de sua nova propriedade de verão na Europa, como se aquilo o fizesse melhor do que as de mais pessoas naquele circulo.

- Eu preciso de uma bebida – murmuro baixinho pra que somente Yoongi me ouça.

- Você? – ele arqueia uma sobrancelha – Desde quando você bebe?

- Desde quando comecei a sair com a Helena – dou de ombros.

- Essa garota consegue levar qualquer um pro mau caminho – balança a cabeça – Deixo você beber um drink só.

Ele coloca a mão nas minhas costas e passa a me conduzir entre os convidados em direção ao bar instalado bem no fundo do salão.

- Você deixa? – pergunto indignada – Me poupe Yoongi.

Ao invés de ficar bravo ele simplesmente me ignora voltando sua atenção inteiramente ao barman. Ele pede dois drinks que eu não faço questão de saber o nome e enquanto esperamos se encosta no balcão, voltando a procurar seus familiares no meio da festa que só triplicava de gente a cada minuto. Eu estava distraída, batendo as pontas dos sapatos um de cada vez pra que meus pés não ficassem tanto tempo na mesma posição. Voltaria com bolhas pra casa com certeza

Perdida em pensamentos bobos minha atenção é atraída por um rosto especifico que se destaca. Uma mulher de pele quase tão branquinha quanto a do meu marido, usava um vestido vermelho longo e sexy. Ela tinha o caminhar elegante de quem está acostumada a andar no tapete vermelho do Oscar, era de estatura mediana e tinha um sorriso branco e bonito estampado num semblante de matar. Seus cabelos pretos e longos formavam uma cascata de cachos sobre seus ombros e seus olhinhos puxados estavam bem delineados numa maquiagem perfeita de cinema. Não era surpresa que todos os olhares do lugar foram atraídos para sua direção, a garota parecia um comercial de perfume da DIOR ambulante. Espera! Ela não participou de um comercial de perfume já? Talvez eu tenha visto o rosto dela antes, parecia familiar. Eu fico ainda mais perdida quando percebo que ela caminhava na nossa direção. Santo Deus! Seria estranho se eu pedisse um autografo? Uma selca? Umas dicas?

- Senhor Min Yoongi... – ela o chama com um sorriso cheio de charme.

Hein?

- Uau... Quem é vivo sempre retorna pra casa – Yoongi me surpreende ao se dirigir a garota tão informalmente – Ou é a boa filha sempre aparece?

Ele estende um copo de bebida pra mim sem nem desviar seu olhar na minha direção. Eu rapidamente tomo um gole generoso e sinto o liquido quase sem gosto de álcool na minha boca. É claro que ele não iria me dar essa colher de chá e me deixar beber!

- Digo o mesmo a você – até parada ela conseguia ser sexy – O que o verdadeiro filho pródigo faz aqui nessa festa?

- Você me conhece, não consigo ficar longe por muito tempo - os dois trocam uma risada cúmplice – tinha que comparecer na festa do meu sogro.

- Seu sogro? Então é mesmo verdade? – pergunta surpresa.

Eu estava sendo completamente ignorada ali, até aquele momento.

- É sim – ele gira a aliança no dedo sugestivamente e depois me puxa pelos ombros pra mais perto – Essa aqui é a Julia, lembra?

Lembra do que? Como assim?

- De maneira alguma – ela faz uma cara de espanto exagerada – Eu me lembro da Julia bem pequenininha aos dez anos, essa aqui já está bem grande.

- Desculpa, eu não me lembro de você – respondo sincera.

- Ah não deveria lembrar mesmo. Eu não frequentava tanto sua casa quanto o Yoongi. Nas poucas vezes que nos vimos você claramente não conseguia enxergar dois palmos a frente do seu marido – sorri abertamente, logo depois estende a mão pra mim se apresentando – Sou a Yoon-he.

E ali, naquele instante eu engasgo lindamente com o copo em mãos. Como se minha existência perto dela já não fosse vergonhosa o bastante, eu tinha que fazer isso.

- Me desculpe – peço imediatamente, tentando conter a tosse exagerada. Com esforço aperto sua mão ainda estendida.

- Não se preocupe – espreme os olhinhos puxados num eye smile, completamente simpática – Ela é uma gracinha Yoongi, parabéns.

Uma gracinha... ai meu esôfago!

- Você é filha de algum sócio do meu pai? – resolvo perguntar, já que não estava entendendo nada por ali.

- Na verdade meu pai trabalha na diretoria da empresa do pai do Yoongi e em algumas reuniões beneficentes meus pais eram convidados até sua casa. Eu frequentava mais a casa do Yoongi mesmo.

- Entendo...

- Por isso foi natural o Yoongi ser meu primeiro namorado... – ela continua e eu quase engasgo novamente – Nós vivíamos fazendo companhia um ao outro, então namoramos por 2 anos até que meus pais decidiram que eu deveria estudar fora.

- Isso foi com quantos anos? – falo baixinho, olhando diretamente pro meu marido que não parecia estar totalmente confortável com aquele assunto.

- Nós dois tínhamos 17 quando começamos a namorar – ele responde coçando a cabeça levemente – com 19 ela se mudou pra Nova York.

Nova York... era por isso que ele gostava tanto de lá? Que vivia contando histórias e querendo visitar a todo momento?

- E você voltou agora depois de se formar?

- Me formei e fiz uma especialização durante um ano em ciências econômicas – Yoon-he se dirige diretamente para Yoongi – Você sabe, temos que cuidar de tudo pros nossos pais. Era o plano...

- Era... eu fugi de tudo uns dois anos depois de você ter ido embora.

- Você sempre foi rebelde... sempre dava um jeitinho de escapar de tudo – ela sorri com uma certa malicia e os dois dividiam varias piadinhas internas.

Eu ia ser ignorada ali novamente a qualquer instante.

- Eu vou... eu tenho que ir... – me perco nas minhas próprias palavras, procurando por alguma desculpa esfarrapada. Então solto: - Eu tenho que ir fazer xixi.

Yoon-he me olha divertida e os dois riem da minha “honestidade” tão descolada. Eu dou um sorrisinho sem graça, me amaldiçoando mentalmente e saio de perto dos dois o mais rápido possível. 

Como eu pude ser tão burra por tanto tempo? Cega, idiota, estúpida, imbecil, ignorante, pateta, lerda e todos os sinônimos possíveis para TOLA. Como é que eu pude acreditar que um dia Min Yoongi poderia me amar? Fala sério... Yoon-he parecia a Samara do filme “O chamado”, uma garota que tinha acabado de sair direto da televisão. Ela poderia ter algum defeito? Linda de morrer, inteligente, elegante. Uma mulher deslumbrante. Mulher... completamente diferente de uma menininha como eu. Ela era claramente o primeiro amor do Yoongi, assim como ele era o meu. Desde o começo eu nunca nem tive chances. É claro que ele iria se louco por ela pelo resto dos dias. 

Meu estomago revira com aquela sensação amarga do ciúme, mas dessa vez vinha misturado com uma pena enorme de mim mesma. Como me comparar a alguém assim? Acrescenta uma pitada de frustração nessa mistura e bate tudo eternamente pra despejar como cobertura da minha burrice.

Eu estava a ponto de me entregar as lagrimas quando sinto meu celular vibrar dentro da bolsa. Atravesso a sala de fumantes e me dirijo até o jardim lateral. Me encosto na parede e tiro o aparelho da bolsa, contente por ver que era uma mensagem de Namjoon:

Don Juan SIM: espero que esteja se divertindo mesmo sozinha. Eu sei que você foi só pela comida kkk. Aposto que tem aquele oniguiri horrível que você me obrigou a comer da última vez que saímos, então sei que isso já vai fazer valer a pena. Quando chegar em casa me avisa... quero te ligar pra desejar boa noite.

Rio sozinha e boba com cada uma das palavras. Digito rapidamente a resposta:

“saiba que desdenhar de uma das minhas comidas preferidas pode te colocar na minha lista negra pra sempre. Eu sabia que você tinha que ter algum defeito... ninguém pode ser tão perfeito. Você tinha que detestar oniguiri, agora não posso mais confiar no seu bom gosto. Estamos arruinados. Ansiosa pra chegar em casa.”

Menos de um minuto depois sua nova mensagem aparece:

Don Juan SIM: se é um pré requisito eu posso comer oniguiri todos os dias por você kkk. Volte logo e em segurança.

Coloco o celular dentro da bolsa mais uma vez, conseguindo relaxar levemente. Mas meus segundos de paz não duram.

- Quando você vai me deixar ser o motivo desse sorriso hein Julinha? – Yesung pergunta encostando-se na parede ao meu lado.

- Nunca? Já que eu preciso te ver na minha frente pra poder me lembrar da sua existência, se fosse depender de você para sorrir viveria infeliz pra sempre.

- Hmmmmm... está afiada – ri irônico, de um jeito bem nojento – A convivência com o seu marido te ensinou a falar essas coisas? Você não era assim antes amor.

- Eu era uma idiota que aguentava suas brincadeiras calada.

- Quem disse que eu estou brincando? – desliza as costas dos dedos sugestivamente pelo meu braço – A gente podia se divertir muito juntos.

- Você é nojento e desprezível Yesung – seguro sua mão firmemente pra afastá-lo com certa ignorância – Não adianta tentar se dar bem as minhas custas. Você está investindo na pessoa errada, meu pai nunca me dá ouvidos.

- Mas você é filha única, não é? Que mal tem em juntar a minha pequena fortuna com a sua? Achei que você fosse uma garota de perspectiva Julinha.

- Achou muito certo... e eu sei que mais cedo ou mais tarde você vai levar seus pais a falência, não importa o quanto meu pai tente ajudar.  Não é em mim que você vai se segurar e ser sangue suga pro resto da vida. 

- Aposto que vou sim.

Com um sorriso de canto que beirava ao de um psicopata, ele se desencosta da parede pra tentar me segurar, porém, Yoongi aparece bem na hora interrompendo a cena.

- Julia, eu estava te procurando – ele para encarando Yesung, claramente suspeitando do que estava acontecendo ali – O jantar vai ser servido.

- Tudo bem, já estou indo – dou dois passos me distanciando do playboyzinho sangue suga.

- O que está acontecendo aqui? – Yoongi pergunta, segurando minha mão.

- Nada – Yesung da de ombros, sem esconder o semblante problemático – Só estou garantindo meu lugar na família depois que você for embora, marginal.

Yoongi cerra a mão livre em punho e faz uma careta impaciente, mas eu imediatamente me agarro a sua cintura tentando arrastá-lo comigo.

- Tigrão por favor... não faz nada aqui.

A medida que eu conseguia puxá-lo mais uma vez pra dentro de casa, ele aponta o dedo pra Yesung e diz antes de me acompanhar por bem:

- Eu ainda vou quebrar sua cara.

Volta a segurar minha mão, entrelaça nossos dedos e caminha rapidamente ao meu lado indo em direção ao salão de jantar, deixando Yesung falando sozinho. Não sei se ele estava muito agradecido por tê-lo trazido ou se simplesmente era um dia que estava de bom humor, mas o fato é que Min Yoongi estava sendo bem maleável comigo aquela noite. Eu mal tive que insistir para que não começasse uma briga. 

- O que aquele cara queria?

- Deixa ele pra lá, não vale a pena – rapidamente mudo de assunto ao adentrarmos novamente no salão aquecido - Ainda não vi meu pai.

- Também ainda não encontrei os meus – ergue o queixo pra olhar sobre as cabeças dali – perguntei aos organizadores e disseram que os dois estão aqui. Só falta achá-los.

Dito isso nos dirigimos ao grande Buffet situado ao centro do salão. Uma mesa enorme cheia de variedades e com direito até a uma escultura de gelo na parte de bebidas, mas eu ainda não tinha achado o oniguiri. Rio comigo mesma pensando em Namjoon e sua cara de nojo ao provar aquilo pela primeira vez. Escolhemos nossos pratos e bebidas, porém, estávamos perdidos no meio daquele lugar sem saber em que mesa deveríamos nos sentar.

- Você não quer sentar com a Yoon-he? – tento parecer indiferente ao falar, por isso não o olho nos olhos – Onde ela está?

- Não sei, provavelmente sendo entretida por algum ricaço – da de ombros ao meu lado e coloca a mão nas minhas costas – Tem uma mesa mais vazia ali no fundo.

Logo ele me guia até a mesa mais afastada, cumprimentamos o casal sentado na outra ponta e assim que me sento ataco a comida com o máximo de classe que a minha fome permite. Yoongi por sua vez mal da atenção ao seu prato, sua mão agora estava sobre minha coxa e ele ainda olhava pra cada rosto daquele lugar. Parecia estar nervoso, mas estava fazendo o papel de marido perfeito ao meu lado. Ele toma a bebida inteira do seu copo num só gole sem fazer careta nenhuma, apenas aperta levemente meu vestido entre os dedos.

- Quanto você já bebeu? – pergunto prestando atenção em suas bochechas.

- Uns dois copos desse.

- Você não é muito forte com bebidas Yoongi... e de estomago vazio ainda?

Mas ele me ignora completamente e se levanta da cadeira num pulo, agitado como eu nunca tinha o visto antes. Ao seguir a mesma direção de seus olhos, vejo que seus pais e seu irmão estavam sendo acompanhados pelo meu pai e mais um casal de sócios. Rapidamente me levanto também com meu copo em uma das mãos e com a mão livre seguro a mão de Yoongi. O puxo entre as pessoas para cumprimentá-los, a partir daquele momento ele parecia ter ficado estático só me seguindo. Faço uma reverência parando em frente ao meu pai e sorrio abertamente. Na frente dos outros meu pai era muito amoroso e educado, então faz questão de me abraçar, mas sussurra em meu ouvido:

- Vê se controla esse seu marido marginal.

Só aquilo já me faz trincar os dentes de raiva e eu aperto a mão de Yoongi com um pouco mais de força.

- Eu disse a vocês que a Julia passou na Sky em medicina? – ele se vira orgulhoso para os amigos.

- Meus parabéns – um dos homens congratula meu pai como se fosse mérito dele.

Sem paciência eu atravesso a conversa de meia dúzia de palavras:

- Como vão senhor e senhora Min? – pergunto sorridente.

- Muito bem, obrigado – o senhor Min responde com cara de poucos amigos – Nós vamos nos sentar – dirige um olhar mortal a Yoongi, dando a entender que estava se afastando por causa dele.

- A senhora não vai cumprimentar seu filho? – falo indignada e Yoongi puxa meu braço, fazendo sinal para que eu me calasse.

- Eu só tenho um filho – ela responde mais magoada do que raivosa como o senhor Min.

A expressão de Yoongi imediatamente se contorce, como se ele tivesse acabado de levar um soco bem no meio da cara. O outro casal de sócios encara tudo sem entender o que estava acontecendo, enquanto a cara do meu pai transmitia o completo desastre que ele pressentia estar por vir. 

- Não importa o quanto vocês neguem eu vou continuar tendo o mesmo sobrenome – Yoongi responde empinando levemente o queixo.

- Eu não tenho filho que vai pra cadeia por destruir um quartinho de hotel barato – o pai dele carregava as mesmas expressões que o filho no rosto.

Os dois eram muito iguais.

- Eu não teria que estar num quarto de hotel barato se você não tivesse me posto pra fora de casa sem motivos.

- Senhores, isso não é hora nem lugar pra esse tipo de conversa – meu pai tenta se colocar entre a família de forma polida, rindo para o casal de sócios que queria impressionar.

Naquela altura os sócios já deveriam estar horrorizados de qualquer maneira.

- Sem motivos? – o senhor Min ignora completamente o dono da festa – Você desistiu da sua herança e de assumir o seu lugar na minha empresa pra virar um vagabundo que só pensa em música.

- Você deu as costas pra sua família, envergonhou nosso pai – o irmão mais velho completa.

- Envergonhei vocês por querer uma coisa diferente pra minha vida? Me esforçar em fazer o que eu sinto que tenho que fazer?

- Você jogou fora seu futuro e colocou tudo nos ombros do seu irmão. Tudo pra viver uma vida miserável num caminho de fracasso.

Naquela troca de ofensas pequenas e cheias de farpas a senhora Min tinha os olhos cheios de lagrimas e encarava o filho mais novo com um misto de saudade e magoa, mas ainda assim ficava ao lado do marido renegando o próprio filho.

- Eu sei que eu não vou fracassar – Yoongi diz em seu tom mais convicto.

- Você vai morrer de fome muito em breve e vai querer voltar rastejando pra casa – mais uma vez o irmão se intromete.

Aquilo não era uma coisa pra se desejar ao irmão mais novo, ele deveria cuidar do Yoongi e ser um exemplo, estar sempre ao lado dele o aconselhando não tacando pedras e tentando ser o queridinho do papai o tempo todo. Eu já estava quieta demais durante aquilo tudo, minha paciência estava indo embora com Yoon-he e Yesung na minha cabeça e agora mais aquela? Ele não podia falar assim na frente do meu pai nem na frente de ninguém. Com a mão tremendo de ódio eu jogo a bebida do copo que ainda segurava na cara do garoto atrevido, fazendo um splash no senhor Min e em um dos outros sócios.

- EI, toma cuidado com o jeito que você fala do seu irmão – involuntariamente dou dois passos na sua direção, o desafiando – Ele é duas vezes o homem que você quer ser.

Todos me olhavam com cara de espanto e olhos esbugalhados. Kyu agora recuperado do susto e cheirando a álcool, além de sua camisa molhada tinha também uma vontade enorme de me acertar uma bofetada.

- VOCÊS TODOS DEVERIAM TER ORGULHO DO YOONGI SÓ PELA CORAGEM QUE ELE TEVE DE SEGUIR O PRÓPRIO CAMINHO – grito pra quem quiser ouvir, mas olhando fixamente para o senhor Min bem na minha frente. 

- Julia, para com isso... fica quieta – Yoongi segura minha cintura, tentando me afastar dali, mas eu quase me debatia nos seus braços.

- Não... eles precisam ouvir tudo. Você não merece ser tratado dessa maneira – tento me soltar dos seus braços – Senhora Min, seu filho ainda tenta te orgulhar mais do que tudo na vida... ele não fez nada de errado. A senhora também nunca teve um sonho?

- Controle sua filha Byung-Hun – o senhor Min vocifera com sua expressão fria, mas dava pra perceber que ele estava escondendo o nervosismo – Ela está constrangendo minha esposa.

Tal pai, tal filho. De tanto que eu aprendi a ler cada uma das expressões do Yoongi, conseguia reconhecer elas no rosto do pai dele. A diferença é que eu acredito piamente que o tigrão nunca me bateria, já o senhor Min... se pudesse me daria um bom corretivo e me colocaria ajoelhada em um monte de legos.

- Chega Julia – meu pai me pega pelos braços com firmeza e Yoongi me solta na hora – O que deu em você? – fala entre dentes pra que somente eu escute. Logo em seguida se volta as de mais pessoas naquela roda – Com licença, vou levar minha filha pra tomar um ar. Ela bebeu demais e não está acostumada.

Dito isso, me puxa sob os olhares do salão inteiro apertando meu braço com força. Aquilo com certeza deixaria marcas. Ele me leva pra longe da festa inteira, na ala leste mesmo se tranca comigo em um escritório reservado. E lá vem mais ladainha...

- Você ficou maluca? – meu pai tinha o dom de se pronunciar e se fazer temer mesmo sem precisar gritar – sabe o que esse seu showzinho vai me custar? Amanhã eu posso perder um contrato de mais de 2 milhões.

- 2 milhões a mais... 2 a menos... – dou de ombros me soltando do seu aperto.

- Eu sabia que esse seu marido ia acabar com a sua vida também... olha só o tipo de mulher que você ta virando – gesticula na minha direção com desdém – Não te criei pra se virar contra mim agora, você vai me respeitar como se deve.

- Me criou? – pergunto arqueando a sobrancelha – eu mal via você quando era criança. Mal vejo agora.

- Você sempre teve tudo graças a mim e meu trabalho, não me venha com essas palhaçadas ao pé da letra agora. Nunca te deixei faltar nada, inclusive um marido marginal de merda.

- ELE NÃO É UM MARGINAL - elevo meu tom de voz – vocês que são uns hipócritas ridículos

Sem pensar duas vezes meu pai ergue sua mão e acerta meu rosto em cheio, me fazendo cambalear levemente pra trás e meus cabelos se soltarem parcialmente. Na mesma hora sinto minha bochecha queimar e latejar, meus olhos se enchem de lagrimas imediatamente, mas ao encarar meu pai não dou o gostinho dele me ver chorar nem levar minha mão ao meu rosto. Por um segundo vejo uma pontada de hesitação no seu semblante, como se fosse se desculpar... só que não. Lee Byung-Hun jamais faria isso. Sem dizer mais nada eu saio apressada do escritório, querendo desesperadamente encontrar Yoongi, e eu já sabia muito bem onde ele estaria me esperando.

Corro até o salão principal, que agora tinha bem menos gente, e já de longe posso ver sua silhueta no bar virando um copo rapidamente. Me aproximo sem cautela nenhuma e seguro seu braço antes que ele possa pedir mais uma dose.

- Para de beber por favor, vamos embora.

Quando ele se vira pra mim eu tinha certeza que ele já estava pelo menos um pouco alterado, mas ainda assim se espanta ao olhar meu rosto.

- Meu Deus Julia, o que foi que ele fez? – segura meu queixo, analisando com cautela – Seu rosto está inchado.

- Não se preocupa, não foi nada – afasto sua mão levemente e abaixo a cabeça.

- Mas que merda!

Antes que eu possa impedi-lo ele vira mais uma dose, depois pega o gelo da bebida e embrulha no guardanapo de linho me entregando pra por no rosto. Segura meus ombros e saímos apressados sem nos despedir de ninguém. Yoongi parecia estar pior do que eu jamais havia visto. Conseguia sentir sua raiva emanando pelo seu toque.

(...)

- Yoongi você ta indo rápido demais – peço pela centésima vez, segurando seu braço – Diminui a velocidade.

Eu já nem sabia mais pra onde estávamos indo, nem que rua era aquela, só estava morta de medo de sofrermos um acidente de carro. Apesar de ter me enfiado nessa merda de vida, eu ainda não queria morrer, dava tempo de concertar as coisas.

- Encosta o carro – peço mais firme agora – Para essa droga, eu quero descer.

Ele bufa irritado e esmurra o volante, mas acaba diminuindo até parar no acostamento de uma rua qualquer bem arborizada. Suspiro aliviada, soltando o cinto de segurança e assim que me vejo livre os braços de Yoongi me rodeiam, me puxando bruscamente pro seu colo. Fico desajeitada enquanto ele tenta me tocar rapidamente.

- Espera... – seguro a mão dele com firmeza, mas ele tenta subir meu vestido de qualquer jeito – Espera Yoongi! – peço com calma.

Respira fundo e pesadamente, completamente derrotado. Com a pouca luz vinda de um poste de iluminação da rua eu vejo os olhos pequenos dele se encherem de lágrimas.

- Você tem que parar de me amar Julia.

Yoongi apóia a testa no meu ombro e devagar me ajeito em seu colo, com uma perna de cada lado do seu corpo. Levo uma mão atrás de sua cabeça, acariciando seus fios de cabelo fino quase que um por um.

- Por quê? – pergunto.

Eu esperava que suas lágrimas molhassem meu vestido, mas isso não acontece. Ele não começa a chorar.

- Eu não mereço que ninguém me ame.

Meu peito dói ao ouvir aquelas palavras que tinham o peso de uma tonelada.

- Isso não é verdade tigrão...

Ele funga baixinho e solta um risinho erguendo a cabeça aos poucos. Seguro seu rosto entre as mãos, acariciando suas bochechas secas e rosadinhas por causa da bebida.

- Do que você me chamou? – quase vejo um sorriso se formar em seus lábios.

- Ah... me desculpa... eu não consigo perder esse hábito.

- Tudo bem... pode chamar...

Permite, mas aquilo me soou mais como um pedido. Ele parecia tão vulnerável. Lentamente encosta a testa na minha, me encarando de perto, olhando minha íris dentro da escuridão. Aos poucos Yoongi inclina a cabeça pro lado, acercando meus lábios.

Our road is long... Your hold is strong... Please don't ever let go, oh, no

O rádio do carro ecoa baixinho quando o silêncio pesa entre nós e até aquele momento eu não tinha reparado que tinha uma música tocando ao fundo. Erguendo levemente meu queixo, deixo minha própria boca disponível pra que ele toque com seus lábios macios que eu tanto amava. O beijo é lento... lento demais, mas muito sedutor. A língua dele pincelava a minha dentro da boca, dando sensações inexplicáveis no meu ventre. Não importa o quanto estivesse acostumada a amá-lo, Yoongi sempre me fazia sentir coisas novas.

I know I don't know you... But I want you so bad

Ele sela meus lábios, encerrando o beijo. Uma de suas mãos segura meu maxilar com as pontas dos dedos, me fazendo virar o rosto com cautela. Bem lentamente Yoongi começa a beijar meu rosto com seus lábios úmidos, roça seu nariz na minha bochecha vez ou outra e faz um carinho cuidadoso com a boca que me arranca suspiros. Meus braços envolvem seu pescoço.

- Eu nunca mais vou deixar ele fazer isso com você de novo – murmura baixinho.

- Vai me proteger tigrão

- Uhum – responde fazendo que sim com a cabeça ao mesmo tempo – Sempre... minha menininha encrenqueira.

Sorrio abertamente e ele volta sua atenção pra minha boca em outro beijo lento que me leva as nuvens. Enquanto sigo seu ritmo abaixo as alças do meu próprio vestido, deixando meu sutiã preto completamente a mostra. Um pouco mais audaciosa, mordo seu lábio só pra olhá-lo sugestivamente. Eu não sabia de onde aquela confiança tinha saído, só sabia que estava fazendo tudo que eu queria fazer naquele momento. Yoongi sorri de canto, se desfazendo do próprio paletó e afrouxando o nó da gravata. Ajudo-o a livrar-se daquela peça e dou leves beijos pelo seu pescoço, abrindo agora os botões da sua camisa social.

É claro que não íamos nos desfazer de nossas roupas inteiras ali dentro do carro, mas eu queria vê-lo um pouco mais. Alcançar o máximo de pele que podia naquela situação. Yoongi tava um verdadeiro gatinho manhoso de novo, carinhoso e derretido a cada toque e afago. Lindo e apaixonante como eu sempre o vi. Ao mesmo tempo que minhas mãos acariciavam seu peito e abdômen, as mãos dele se enfiam por baixo do meu vestido e começam a puxar minha calcinha pelas minhas coxas. Daquela vez eu não estava tão nervosa, pelo contrario, estava excitada com cada beijo.

I'm driving fast now... Don't think I know how to go slow

Desliza o elástico por uma perna primeiro e depois pela outra, até que eu estivesse livre daquele pedaço de pano que só atrapalhava. Ele joga a calcinha no banco de trás e suas mãos impacientes deslizam pelas minhas pernas até meus seios. Abro o zíper da sua calça, afim de libertá-lo das peças mais chatas, mas não tinha ideia do que fazer ali.

- Acho que vou precisar de ajuda – falo um pouco envergonhada e aquilo parece diverti-lo.

Erguendo o próprio quadril ele abaixa a calça e sua boxer até seus joelhos. Em seguida envolve os braços ao redor da minha cintura, me abraçando apertado e juntando nossos corpos de forma carinhosa. Ao me beijar mais uma vez, parecia bem mais calmo. Yoongi queria tirar meu fôlego com seus lábios e estava conseguindo. Aquele beijo era diferente, cuidadoso, gostoso e perfeito. Quando nos separamos mais uma vez eu estava ofegante e seus lábios estavam vermelhos.

- Vem menininha... devagar – sussurra, segurando minha cintura com força com uma mão e me fazendo erguer o quadril, enquanto com a outra guiava seu membro em minha entrada.

Sinto sua glande inchada forçando passagem aos poucos em meu interior e aquilo ainda doía. Seguro fortemente em seus ombros, sentindo uma ardenciazinha incomoda apesar de suportável. Yoongi segura as laterais do meu quadril, forçando pra que eu o receba por completo dentro de mim. Eu apenas fecho meus olhos com o cenho franzido. Suas mãos fazem um carinho gostoso e caloroso na minha cintura e como da primeira vez não fazemos nada por alguns segundos. Só sinto sua respiração ofegante acertar em cheio minha bochecha e seu olhar atento as minhas expressões.

- Eu cuido de você... – beija minha pálpebra antes de pedir baixinho – abre os olhos Julia.

Deixo um meio sorriso escapar dos meus lábios e procuro seus olhos com os meus. Yoongi me olhava de um jeito... era diferente. Cheio de ternura? Parecia muito ternura e aquilo faz meu coração transbordar acelerado. Um pouco mais relaxada deslizo minhas mãos até sua nuca e movo meu quadril pra frente uma vez, eu ainda não sabia como fazer aquilo direito. Sinto seu membro pulsar em mim, implorando pra que continuasse, então fui pra trás e pra frente de novo. Sentia aquela coisinha incomoda, mas as expressões de puro tesão no rosto de Yoongi enquanto olhava pra mim era minha completa perdição.

- Cuida de mim tigrão – peço com a voz mais manhosa do que pretendia, mas aquilo parece tê-lo aguçado.

Entendendo meu pedido ele começa a guiar meus movimentos, me ensinando.

(...)

- Ah... Julia... – ele geme rouco ao pé do meu ouvido – Está tão quente...

Suas mãos antes acirradas em minha cintura, sobem pelo meu tronco apertando cada centímetro de carne encontrada a medida que nossos movimentos ficam mais acelerados. Os vidros do carro estavam embaçados, o ar ali parecia quente e pesado nos fazendo suar ainda mais. Mas o melhor de tudo era a forma como nos olhávamos e nos beijávamos o tempo todo. Parecia que tínhamos ensaiado uma sincronia perfeita. Sentia um misto de carinho, felicidade e tesão que me fez esquecer todo o resto. 

- E-eu ainda não... cheguei lá... – digo entre ofegos enquanto limpo o suor da minha testa inutilmente – por favor tigrão...

Yoongi parece ficar ainda mais extasiado de prazer com meu pedido, então me aperta contra si com ainda mais força, lambendo meu pescoço de forma sôfrega. Eu já sentia espasmos fortes e um formigamento gostoso, rebolei com um pouco mais de força sobre o membro do meu marido arrancando um grunhido do mesmo.

- Deixa vir menininha... – fala contra minha pele, agarrando meus cabelos com uma mão – goza em mim.

Como se meu corpo atendesse seu pedido, me sinto tremer dos pés a cabeça. E arranhando seus ombros sem cautela gemo arrastado. Então era assim que era um orgasmo? Hmm, aquilo era inexplicável. Yoongi se movimenta sob mim mais uma vez até alcançar o próprio ápice, me fazendo cair exausta com a cabeça em seu ombro. Apesar das nossas respirações insanas, seu carinho era leve no meu cabelo e ele deposita um beijo na minha testa depois outro na ponta do meu nariz.

- Obrigada por me proteger tigrão – murmuro agarrando sua camisa social toda amassada.

Seus braços me abraçam ainda mais apertado e meu rosto se esconde na curvatura do seu pescoço.

- Você que protege e cuida de mim Julia... eu nunca vou te merecer


Notas Finais


muitos acontecimentos, desculpem a narrativa foi me levando. Mas conhecemos Yoon-he finalmente.
A música usada quando eles estão no carro é Secret do Maroon 5. Quem quiser... fica melhor ler ouvindo ela *-*
https://www.youtube.com/watch?v=O4RWQr4f6Iw

~IDKYOONGI meu amor .... e ~MahTaeBTS flor minha... espero que a demora tenha valido pelo menos um pouco a pena.

Podem matar a autora agora, eu deixo
<3


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