História Unknown Dimension - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce, Eldarya
Personagens Alexy, Armin, Castiel, Dajan, Dakota, Ezarel, Iris, Jamon, Kentin, Keroshane, Leiftan, Lysandre, Melody, Miiko, Nathaniel, Nevra, Rosalya, Valkyon, Violette
Tags Amor Doce, Brigas, Eldarya, Fantasia, Magia, Mistério, Romance, Violencia
Exibições 209
Palavras 2.253
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Não me matem please.

Capítulo 15 - "Feliz" aniversário, Angel!


 E chegou o tão esperado dia: o dia do meu aniversário.

 Acordei cedo não porque preciso, mas por ansiedade... Faz muito tempo que não comemoro meu aniversário com meus amigos. Senti-me desconfortável e com a impressão de que algo não daria certo. Sentei na cama e afastei esses pensamentos, passei as mãos no rosto e levantei. Troquei de roupa colocando uma bem de casa mesmo. Desci e fui até a cozinha, meu pai estava lá.

 

 - Bom dia, deveria ter dormido mais - Peter deu um gole em seu café enquanto lia o jornal em pé.

 - Não consegui - respirei fundo e ele veio me abraçar.

 - Parabéns Angel - o apertei e não pude segurar as lágrimas.

 - Obrigada.

 - Hoje você me ajuda a arrumar aqui então? - Ele perguntou, mencionei que Rosalya viria ajudar e ele concordou. Comi e subi as escadas.

 

 Olhei para um porta-retrato com uma foto minha e de minha irmã na praia, passei meus dedos delicadamente sobre o rosto de minha irmã.

 

 - Feliz aniversário... - Fechei os olhos e deixei as lágrimas escorregarem pelo meu rosto. Fiquei assim por trinta minutos, abraçada na foto e chorando.

 

 Eu sinto saudades. Onde você está? Eu só queria um dia com você, meu anjo... Onde quer que esteja... Volte... Eu te amo...

 ...

 

 Mais tarde Rosalya chegou para ajudar a arrumar a casa, já que só duas pessoas não conseguiriam, ela ficou com a parte da "decoração", meu pai com a comida e eu fui limpar o jardim. Abri a porta e comecei a limpar retirando folhas secas da grama. Reguei as plantas e depois de ficar muito tempo encarando uma tulipa vermelha, virei meu rosto automaticamente para a casa vizinha. Nevra estava lá, debruçado sobre o portão e olhando fixamente para mim, assim que ele percebeu meu olhar tentou desviar, mas ele sabia que eu já tinha visto. Ele deve estar confuso, mas não disse nada, apenas ficou ali observando eu terminar meu trabalho. Entrei e me impressionei com que metade da decoração estava já na sala.

 Na verdade não é bem uma decoração e sim balões espalhados pela sala e entre outras coisas festivas. Rosalya e eu sentimos o aroma gostoso vindo da cozinha, quase saímos voando até a cozinha como vemos em desenhos animados. Nos entreolhamos e Rosalya fez uma expressão de fome, a imitei e a ajudei com o resto.

...

 - Filha! Seus amigos chegaram... - Meu pai gritou da sala. Eu já havia tomado banho e estava pronta, Rosalya havia voltado para casa para se arrumar.

 Respirei fundo e desci as escadas, meu coração acelerou quando vi quem estava na porta. Ezarel e Nevra estavam ali com um sorriso estampado no rosto. Meu pai deu espaço para que eles entrassem.

 - Acho que chegamos cedo de mais - Ezarel disse olhando para todos os lados.

 - Não tem problema, alguma hora alguém seria o primeiro a chegar - meu pai disse e saiu da sala para se arrumar.

 - Então... Parabéns... - Nevra disse, parecia evitar querer manter contato já que hesitou antes de me abraçar.

 - Obrigada - depois Ezarel me abraçou e me felicitou, os dois entregaram seus presentes. - Eu não...

 - A gente teve vontade de comprar - Ezarel disse dando de ombros.

 - Tudo bem... Hm... Fiquem a vontade - disse envergonhada.

 Subi as escadas e coloquei os presentes em cima da cama, voltei para a sala e comecei a conversar com eles e com o tempo fui me acostumando, meu trato havia terminado apartir do momento em que Nevra tinha colocado os pés ali.

 Com o tempo foi chegando mais gente: Kim, Ken, Armin, Alexy, Iris, Rosa, Lys... e outros, mas não foram convidados tantas pessoas.

 - Mentira que foram só vocês duas que arrumaram isso aqui?! - Alexy perguntou incrédulo olhando a decoração.

 - Não, assim que meu pai terminou na cozinha ele nos ajudou, não é mesmo Rosa? - Eu estava sentada no sofá ao lado de Rosalya e de Alexy, os outros se divertiam dançando, comendo e bebendo refrigerante.

 - Sim.

 A campainha tocou, levantei e andei até a porta, a abri e vi um Castiel que até então achei que não viria.

 - V-você veio? - Perguntei sem perceber.

 - Eu disse a Rosalya que viria... - Ele respirou fundo.

 - Castiel... Eu não quero que se sinta obrigado a ficar... - Eu disse após perceber seu olhar. Ele engoliu à seco.

 - Quer que eu vá embora? - Ele perguntou em tom seco.

 - N-não... Entra... - dei espaço para que ele passasse, mas invés disso ele me puxou para um abraço.

 - Feliz aniversário, Angel - ele sussurrou em meu ouvido com a voz trêmula e me entregou o presente.

 Estava difícil sair daquele abraço, eu não queria e senti que ele também não queria e então o apertei, ele suspirou e se afastou. Saí de sua frente e ele entrou logo atrás de mim. Rosalya piscou para ele que sorriu. Nathaniel chegou e rolou um clima tenso entre ele e Castiel assim que se viram.

 - Por favor. Não comecem - eu disse assim que os dois começaram a se encarar. - Bom Nath, sinta-se a vontade, ok?

 - Muito obrigado - Ele agradeceu, olhei para Castiel que me olhou reprovando, apenas ignorei seu ciúme bobo. Ele foi até Lys e começou a conversar.

 Já fazia bastante tempo que estávamos conversando e rindo de muitas coisas idiotas quando meu pai disse:

 - Bom, já que estão todos aqui. Está na hora de cantar parabéns, não é? - Peter estava empolgado e animado, mais que eu até. Deve ser pelo fato de ser a primeira vez que comemoro depois de anos.

 - É! - Todos disseram em uníssono, exceto eu que tapei o rosto com as mãos de vergonha.

 - Kentin, me ajuda aqui - meu pai pediu para ele que estava mais perto, os dois saíram e depois voltaram.

Eles estavam carregando um bolo com glacê branco e roxo. Nem eu sabia da existência daquele bolo na geladeira. Os dois colocaram o bolo na mesa e meu pai acendeu uma vela comemorativa.

 - Parabéns pra você...

 

 Me senti envergonhada com aquilo, tenho que confessar. Mas para mim todas aquelas palavras estavam no plural e não se dirigindo somente a mim e sim a minha irmã também, já que hoje ela faz a mesma idade que eu. Seja lá onde ela estiver, que esteja comemorando e viva...

 

 Minha querida irmã, quero desejar-lhe muitas felicidas e paz, que seu caminho seja iluminado e que as estrelas te guiem, torço para um dia te reencontrar... Te ter aqui comigo, tudo o que mais quero é estar ao seu lado e nada mais... Podemos ter brigado inúmeras vezes, mas assim que você sumiu... Tudo aquilo ficou como tão idiota, eu queria poder recomeçar do zero...

 Assim que terminaram de cantar, Kim grita do fundo.

 - Faça um pedido!

 Se eu tenho um pedido? Eu tenho sim um pedido, quero estar ao lado de minha irmã.

 

 Assoprei a vela e abracei meu pai que estava ao meu lado e comecei a chorar. Ele já imagina o motivo e então passa as mãos pelo meus cabelos, a essa altura devo estar com a maquiagem completamente borrada. Nem por um minuto larguei meu pai. Todos ali me olhavam querendo ajudar.

 - Ela está bem e agradece... - Peter diz e da um beijo na minha testa. - Vai limpar a maquiagem borrada.

 Fui até o banheiro, Rosalya veio junto.

 - Eu sinto muito - diz ela assim que me vê com as duas mãos apoiada na pia chorando.

 - Está tudo bem... - Funguei e peguei um removedor de maquiagem.

 - Eu te ajudo - Rosalya retirou o pano de minha mão e passou delicadamente abaixo de meus olhos, removendo o preto manchado ali. - Você sabe que ela está bem, bem melhor que nós inclusive. Pronto.

 - Obrigada. Eu sei... - A abracei. - Mas sinto que ela está em algum lugar... - Comecei a chorar novamente.

 - Calma... Melhor não se maquiar novamente - Ela sorriu. Está bonita assim.

 A única coisa que Rosalya deixou que eu reaplicasse em meu rosto foi a base para disfarçar as olheiras e um pouco do escuro causado pela mancha.

 - Obrigada - disse antes de sair do banheiro.

 - Estou sempre aqui... Você sabe... - Ela disse e eu assenti. Voltamos a sala.

 - Está realmente muito divertido, Angel - Iris disse com um grande sorriso nos lábios.

 - Pois é, incrível - Kim concordou.

 - Ah obrigada... Sem a presença de vocês não estaria assim - eu disse, minha voz saiu falha por causa das lágrimas de alguns minutos atrás.

 - Ela está bem... - Violette disse timidamente ao meu lado.

 - Oh... Eu sei, só é difícil aceitar que ela não está aqui em casa - eu coloquei uma de minhas mãos atrás de suas costas e sorri. Ela retribuiu com seu típico sorriso tímido.

 Violette sempre tenta falar algo para me confortar quando me vê triste, por mais que sua timidez não a deixe falar mais do que "vai ficar tudo bem".

 - Você está bem? - Nevra perguntou depois que as meninas saíram um pouco de meu lado, ele segurou meus dois braços e olhou dentro de meus olhos.

 - E-estou... Eu só tive algumas lembranças, sabe? - Eu disse referindo-me a irmã.

 - Sei... Eu fiquei assustado por você começar a chorar - Ele parecia preocupado.

 - Calma, eu estou bem... - Sorri para ele.

 Eu não deveria ter sorrido daquela forma para ele. Nevra continua segurando meus braços e seus olhos pareciam procurar algum diamante dentro dos meus olhos, ele se aproximou rapidamente celando nossos lábios em um beijo caloroso.

 Não consegui me soltar dele, até porque ele não havia percebido que eu o tentava afastar e quando percebeu se afastou tão rápido quanto se aproximou, eu estava assustada e rapidamente procurei por Castiel.

 Quando o encontrei não sabia descrever sua expressão, ele nos olhava de um jeito que... Acho que nem ele conseguiria descrever... Choque? Parecia que alguém havia jogando um balde de água fria nele.

 Nevra continuava me olhando e só olhou para onde eu estava olhando quando eu saí correndo na direção de Castiel. Ele parecia estar pensando e quando eu me aproximei ele pegou o capacete atrás dele no sofá e saiu a passos largos de dentro da casa. Olhei para meu pai que segurava um copo perto da boca boquiaberto com o que acabara de ver e depois olhei para Rosalya que dizia pra mim ir atrás dele.

 Foi o que fiz, ele estava quase colocando o capacete quando fiquei na frente dele.

 - Castiel... - Foi o que saiu, ele parou. - Por favor...

 - O que Angel? - Ele perguntou, sua voz estava em tom alto e trêmula.

 - Me perdoa... - Eu poderia ter dito algo mais convincente.

 - E por que eu faria isso? - Ele perguntou e eu não respondi. - Não tínhamos terminado, que eu saiba.

 - Castiel me escuta...

 - Agora entendi o que Debrah quis dizer quando disse que estava óbvio que sua escolha não seria eu - ele respirou fundo. - Me esquece. Você não precisa mais escolher.

 - Não, deixa eu falar! - Praticamente gritei ali, alguns de nossos amigos estavam ali.

 - Sabe de uma coisa, Angel? Eu não sei porque fiquei esse tempo todo pensando que você ia me perdoar. Eu já devia ter sacado - Ele diz tentando não deixar as lágrimas pularem de seus olhos. - Você só me machucou nesse tempo, você só serve pra machucar as pessoas! Acabou.

 Eu não consegui falar mais nada. Ele tem razão... Eu só machuco as pessoas.

 Lágrimas rolaram pelo meu rosto e Castiel colocou o capacete e subiu na moto saindo rapidamente em seguida.

 Desmoronei em lágrimas e entrei correndo em casa, todos olhavam confusos. Meu pai largara o copo e veio até mim, mas Nevra foi mais rápido e puxou meu braço para trás.

 - Me desculpa... Eu não quis... - Ele estava atrapalhado nas palavras, eu deveria sentir raiva, mas por algum motivo eu não senti.

 - Eu quero ficar sozinha... - a minha intenção não era chamar atenção, mas Castiel conseguiu fazer isso apenas pelo fato de ter falando alto.

 - É sério Angel, se eu puder fazer algo... - Ele diz desesperado.

 - Já não importa mais Nevra - Ele entendeu e então me soltou.

 - Mas... Não chora... Eu sei que o culpado sou eu e que eu não deveria estar aqui, mas... vem aqui - Ele pegou meu pulso e me levou para fora.

 Sentei na grama ainda com os olhos cheios de lágrimas.

 - Você quer saber de onde Ezarel e eu somos? - Ele apenas se abaixou ao meu lado.

 - Por que está perguntando isso? - Perguntei confusa.

 - Você quer saber? - Ele perguntou e eu assenti. - Você vai conhecer...

 Fiz uma expressão confusa.

 - Logo... Olhe, me desculpe...

 - Vamos Nevra - Ezarel disse e logo os dois foram embora.

 Entrei em casa, as pessoas vieram em mim para se despedir, mal consegui fazer isso. Depois que todos foram embora eu fui deitar.

 - Quer conversar sobre o que aconteceu? - Peter apareceu na porta do meu quarto.

 - Não... - Ele não insistiu e saiu.

 Pensei em várias coisas e fiquei olhando a aliança por muito tempo até que adormeci.


Notas Finais




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