História Unknown Love - Capítulo 27


Escrita por: ~

Postado
Categorias Cúmplices de um Resgate
Personagens André Alencar, Joaquim Vaz, Julia Vaz, Manuela Agnes, Omar Ferraz
Tags Judre
Exibições 112
Palavras 1.808
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Famí­lia, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Nada a declarar!

Capítulo 27 - André


Três dias depois...

Desci as escadas correndo, pra chamar minha vó. Olhei a sala, não tinha ninguém. Andei em passos silêncios mais rápidos, até a cozinha. Encontrei ela colocando o cesto de pão na mesa, enquanto conversava no celular.

- Vó. - Ela olhou pra mim quando a chamei. - A Lola, está tendo febre novamente. - Suspirei. Ela afastou o celular, colocando-o na mesa, e foi pegar a maleta de remédios.

- Tome seu café, e vá pro colégio. Não irei trabalhar hoje. - Pegou a maleta e saiu em passos longos da cozinha. Fiquei a vendo ela correr em cada degrau da escada até sumir de vista.

Eu sei que não deveria fazer isso, sendo que Lola novamente estava com febre, mas eu quero saber de quem é essas ligações que ela tanto recebe. Me inclinei na mesa pra pegar seu celular. Xinguei mentalmente, por a chamada ter encerrado. Porque Dona Rosa, foi ser tão esperta a ponto de que desliga a ligação ainda com o celular no ouvido?
Maldito celular de botão!

[...]

- Não deve ser nada, André. - Joaquim falou dando de ombro, comendo sua maçã.

- Claro que é algo, Joaquim. - Insistir. - Faz dois meses que ela vem recebendo essas ligações. - Admitir frustado. - Quando eu chego perto dela, que ela está no celular, ou ela sai ou ela desliga. Eu conheço minha vó, e sei que ela está me escondendo algo.

- O que você sugere, que ela tanto faz? - Perguntou dando um tempo em sua maçã pra ver minha reação.

Desviei o olhar dele, pra minhas mãos na mesa. Era uma pergunta duvidosa. Muito duvidosa!

Peguei todo o oxigênio, pra responder e olhei ele novamente.

- Minha mãe. - A voz saiu trêmula. Muito trêmula. Ele apertou os olhos, pensando no que falar.

- Por... porque? Não pode ser André. - Se ajeitou na cadeira colocando a maçã na bandeja. - Sua mãe te abandonou. Por que, logo agora ela irá resolver aparecer? Não tem sentido.

- Claro que tem sentido... espie. - Mim ajeitei na cadeira desconfortável. - Ela vem recebendo essas ligações a dois meses. Naquele dia que você estava lá em casa com a Julia, eu atendi aquela chamada, e quando eu atendi eu posso jurar que ela ia falar, Alô mãe, mas parou no meio do caminho... quando eu apareço, ela desliga, sendo que quando Lola aparece ela continua... já chamei a Lola, pra ver se ela ouviu algo do tipo, e ela disse que já ouviu minha vó chamar a pessoa de filha que chega pensou que era com ela, mas não era, era com a pessoa no celular. Lola também disse, que já ouviu a vó citar meu nome em uma de suas conversas. - Ele mim olhava atentamente. - Então isso o torna, que pode ser sim, minha mãe que voltou e está querendo se aproximar de mim.

- É uma explicação muito boa essa, André. Mas você não pode achar uma coisa dessas, sendo que não sabe a verdade. Na verdade, pode ser só uma amiga mesmo, nada que venha se preocupar.

- Meu Deus, Joaquim. Está óbvio. - Falei incrédulo. - Se fosse só uma amiga mesmo, ela não sairia quando eu entrava. Se fosse só uma amiga, ela deixaria eu no mesmo cômodo que ela, como ela faz com a Lola. Se fosse só uma amiga, ela não iria colocar aquele nome no contato. Se fosse só amiga, ela iria deixar eu atender o celular. Se fosse só amiga, essa mulher já deveria ter ido lá em casa, mas nunca apareceu lá.

- Ok, isso está óbvio mesmo... - Revirei os olhos por ele só ter descoberto agora. Quando ele ia abrir a boca pra falar, alguém o interrompeu.

- Joaquim. - A Julia chegou parando na frente da mesa, olhando ele. - Me dê sua chave do armário, faça me um favor. - Era uma ordem, não um pedido.

- É assim que se pede? O armário é meu se você não percebeu. - Ironizou.

- Adianta. Já não estou muito bem com sua cara, ainda vem de papinho pro meu lado. - Respondeu seca.

- Pra quê, você quer? - Pegou sua maçã novamente comendo.

- Não é da sua conta. - Bufou.

- Então não vou lhe dar. - Ele deu ombro. Uma voz impassiente chamou a Julia.

- PORRA, JÁ VAI CÁTIA. - Ela gritou estressada. Bebi meu suco. - Adianta Joaquim, estou com pressa. - Bateu os pés nervosa.

- Você vem aqui, não dá nem um bom dia pra mim e o André. Já vem pedindo com grosseria minha chave do armário, e não quer explicar o porque? - Joaquim falou estressado.

- É pra pegar a droga do trabalho pra entregar a professora de aula extras.

- E porque logo no meu armário foi aparecer? - Joaquim perguntou confuso.

- Foi eu que coloquei no seu caderno, antes de sair de casa. - Seu corpo subia e descia nervosa, que provavelmente, estava batendo os pés como sempre faz quando está nervosa. Joaquim se entortou pra pegar sua chave no bolso, e entregou a ela que pegou. Quando ela ia sair, Joaquim a chamou novamente. - O que é?

- Está vendo esse garoto. - Apontou pra minha direção. Franzi o cenho confuso. Ela olhou pra mim e depois pra ele.

- O que tem eu?

- O que tem ele? - Perguntarmos juntos.

- Ele, é um humano, se você não percebeu. Então seja educada, e dê um bom dia. Porque eu sei, que os nossos pais deram educação suficiente, pra isso. - Joaquim falou sério. Ela olhou pra mim novamente. Eu estava surpreso/confuso/envergonhado/COMO ASSIM JOAQUIM?

- Oi, André. - Sorriu forçada piscando os olhos frequentemente. - Como vai?

- Eu... eu... - Não achei as palavras certas. - Eu, vou bem. Eu acho. - Falei confuso a última parte.

- Que bom, muito bom. - Falou sarcástica. Mandou um último sorriso forçado e saiu em passos longos até a professora que estava parada. Encarei Joaquim raivoso.

- Como assim, Joaquim? - Perguntei incrédulo.

- Pelo amor né André. A Julia está precisando de limites. Se ela viu você aqui, porque não falou? Eu não ia deixa passar em branco. - Resolvi não discutir.

[...]

Eu: Aleluia, Julia.

Eu: Quando você disse que iria mim bloquear, não sabia que iria ser três dias.

Amor: Probelma é teu.

Amor: Se você mim contasse antes, que seu amigo da Inglaterra, era meu irmão eu não teria te bloqueado.

Eu: Perdão.

Amor: Não, eu não te perdoou.

Eu: Amor...

Amor: Não me chame assim!!

Eu: Esqueceu que eu posso chamar você assim na hora que quiser?

Eu: Chega ficou sem resposta u.u

Eu: Continuando...

Eu: Não faz isso comigo... eu sei que era pra mim ter contado, mas eu não queria que você desconfiasse quem eu seja.

Amor: Taaa

Eu: O que ele disse?

Amor: Que pensou que tinha contado. Viado!

Amor: Vou infernizar a vida dele, pra contar quem você é.

Eu: Nem irá adiantar, Joaquim nunca quebraria uma promessa minha.

Amor: Eu sou a irmã dele. Ele tem que quebrar.

Eu: E eu sou amigo dele. Ele não irá quebrar.

Amor: Bora ver.

Amor: Pior que Joaquim sabe guardar bem um segredo.

Eu: Sim. Joaquim é tipo uma caixinha de segredo, de todos e todas.

Amor: É mesmo.

Amor: Como foi esses dias sem falar comigo?

Eu: Você está rindo né?

Amor: Sim ^-^

Eu: Eu mim senti no passado. No tempo que eu não conversava com você ainda.

Amor: Como eu queria ver essa cena.

Eu: Você não só viu, como sentiu ;)

Amor: Você é um idiota.

Eu: Só porque disse a verdade?

Amor: Quando você se revelar, eu vou matar você por está fazendo isso comigo.

Eu: Quer uma arma? Irá precisar quando eu me revelar.

Amor: Sim. Eu quero AK-47.

Eu: Vou procurar se eu tenho essa em casa.

Amor: Kkkkkkkkk

Amor: Você já reparou, que nunca temos uma conversa séria?

Eu: Já. Eu acho que a única que tivemos foi de quando você quase se declarou pra mim.

Amor: Nossa! Meu Deus kkkkkkkk

Amor: As vezes eu me pergunto, o porque eu falei isso.

Amor: Eu acho que tinha bebido e nem sabia.

Eu: Misericórdia kkkkk

Amor: Pensei que iria ficar irritado pelo o que falei agora em cima.

Eu: Que nada.

Amor: Estava aqui pensando.

Eu: Você sempre pensa, Julia.

Amor: Não é verdade.

Amor: Okay, só um pouco.

Amor: Mas voltando.

Amor: Eu quero te pedir algo.

Cruzei o corredor, olhando por um minuto, mas que logo durou uma eternidade quando entrou pela porta da entrada a garota. Parei de andar de frente pra a mesma.

Meu celular caiu de minha mão. Eu não estava acreditando nisto. Seu olhar se cruzou com o meu, cada passo que ela dava em minha direção. As pessoas olhavam ela, com a boca aberta e outros murmuravam, mas eu estava estático. Odiava admitir, mas ela estava mais linda do que já era. O corredor, todos estavam nos armários abrindo passagem pra ela passar, eu era o único que estava parado, e sabia, que ela vinha em minha direção. Seu andar, seus cabelos, tudo era diferente, menos seus olhos extremamente chamativos. Ela parou a minha frente com o seu sorriso de sempre. Todos olhava curiosos e murmuravam querendo saber, o porque agora!

Eu também quero muito saber, o porque agora!

- Quanto tempo, André.

Sua voz tinha engrossado um pouco, mas continuava a mesma. Seus lábios, estava com um batom nude, perfeitamente desenhados em seus lábios. E por um momento, pensei em saber se seus beijos era o mesmo de antes.

Ela com uma certa empolgação, mim abraçou pelo tronco encostando seu ouvido contra meu peito. Meu corpo estava rígido, surpreso, e estou ouvido até as batidas do meu coração no ouvido que pulava rapidamente.

Eu não tinha palavras pra responde-la, estava em completo choque, como todos estavam ao me encarar.

Ela se separou de mim só que suas mãos ainda estava em meu tronco e seu sorriso o mesmo.

- Que bom saber que seu coração ainda acelera quando eu o abraço. - Ela falou timidamente.

Era cínica! A pessoa mais cínica que eu conhecia. Ainda tem cara de pau de dizer isso.

- Porque voltou, Priscila? - Minha voz saiu em um sussurro irresistível.

Aliás? Porque ela voltou agora?

- Eu voltei por nós dois André. - Mim abraçou novamente.

Não existe nós dois!

Acabou o nós dois!

Por algum motivo desconhecido, retribui o abraço.

E fui um complemento idiota por isso.

- Não existe mais nós dois Priscila. - Falei ainda abraçando ela. Ela mim apertava e não fez questão de saltar. - Acabou faz tempo.

- Eu prefiro acreditar que possa ressuscitar das cinzas...


Notas Finais


😱 Priscila?! É você sua loira azeda? 😂😂

Boa tarde pra vocês que estão com a saúde boa ^-^ pois eu não estou nem conseguindo escrever direito no celular 😷


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