História Unknown Love - Capítulo 28


Escrita por: ~

Postado
Categorias Cúmplices de um Resgate
Personagens André Alencar, Joaquim Vaz, Julia Vaz, Manuela Agnes, Omar Ferraz
Tags Judre
Exibições 107
Palavras 3.519
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Famí­lia, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gostam de capítulo de dois pov? Ai tem um.😊

Capítulo 28 - Julia/André


Eu: Não, esquece.

Esperei que ele esperasse pra insistir no que ia perguntar, mas ele não fez.

Ele estava Online. Tinha visualizado. Mas nada falou.

1 minuto...

2 minutos...

3 minutos...

4 minutos...

5 minutos...

Mas nada respondido. Respirei pesadamente. Ele estava online, porque não insistiu em querer que eu fale, como sempre faz?

Não sei qual foi da minha cabeça, pensar que poderia o chamar pra ir comigo no baile dos dias dos namorados. Nem éramos namorados, óbvio. Mas eu pensei que poderia ser uma ótima ocasião, pra ele se revelar.

Já tinha pensado em tudo. Eu irei o convidar. Se ele aceitasse, ele iria poder se revelar. E eu não iria precisar ficar sempre curiosa pra saber quem é.

Não. Eu não estou mim iludindo, pensando que nós somos namorados pra chegar a esse ponto. Não, nunca iria pensar algo do tipo. Mas porque realmente, eu quero o conhecer. Saber quem é. Abraçar o grande amigo que eu ganhei nesses tempos.

Bloqueie o ecrã, quando desisti de que ele não vai responder. Quardei no bolso o celular, e empurrei a porta da entrada. Franzi a testa, quando vir as pessoas tudo encorada nos armários enquanto olhava pro lado. Resolvi olhar pro final do corredor, e mim arrependi não sabendo o real motivo por ter se arrependido.

André e uma loira, estavam abraçados no final do corredor enquanto todos olhava a cena. Só via seus cabelos ondulados, que batia quase na bunda e o rosto de André, que estava com os olhos fechados enquanto aproveita o abraço.

Senti uma ardência em meu peito a cada segundo que o abraço durava.

O que ela seria dele? A namorada? Não sei. E também não sei o porque que eu estou mim preocupando com isso.

André desenrolou os braços de seu corpo, e acho que levou ao seu rosto. O que poderia está fazendo? Se beijando? Não faço ideia. Ela depois de alguns segundo, vir sua cabeça confirmar com algo que foi dito por ele. Ao redor do corpo da garota, percebi André se abaixar pra pegar algo no chão e depois se levantar. Só vir o André a puxar correndo entrando no corredor, e os cabelos da garota balançando. E todos se discrudaram dos armários ainda murmurando, ai e eu ouvia muito bem quais são.

- Será que eles voltaram? - Uma garota ao meu lado falou pra a outra.

Voltaram? Como assim? Era a ex?

- É estranho. A Priscila sumiu, e quando volta, volta do nada. - Outra pessoa do meu outro lado falou. Olhei era um grupo de três que falavam.

Priscila? Sumiu? Voltou da onde?

- Priscila, já era bonita, ficou melhor ainda com esse sumiço. Quem está com sorte é esse garoto. - Um grupo de garotos falaram.

- O que será que eles conversava? - Outra pessoa perguntou. - Estavam falando tão baixos.

- Eu quase não a reconheço. - Outra pessoa falou.

Minha cabeça com um giro, começou a doer.

Eu estava confusa, com tudo isso. Era muitas perguntas de cada vez só.

Será que eu nunca reparo ao meu redor, e nunca sei de nada que acontece nesta merda de escola?

                 André Alencar

Separei de seu abraço, levando minhas duas mãos no seu rosto. Porque ela não tira essa droga de sorriso?

- Eu vou te levar longe daqui está bem? - Perguntei ela concordou com a cabeça. - Você irá mim contar muitas coisas.

Novamente ela concordou com a cabeça. Abaixei pra pegar o celular do chão, e bloqueie a tela não fazendo questão de ler o que Julia iria falar. Apertei meu celular na palma da mão pra não soltar. Peguei seu braço, puxando-a pra longe de todas aquelas pessoas curiosas. Corriamos o mais rápido que possível pra algum lugar afastado que não possa ter ninguém. As novas pessoas que apareciam, olhava parecendo que nós éramos loucos e outros pareciam em choque por ter percebido que era ela ali depois de tanto tempo.

Tentava abrir as portas quando cheguei no corredor que não permitia ninguém, mas estavam todos trancadas. Na última porta, ela se abriu. Empurrei seu corpo pra dentro da sala e entrei fechando a porta. Ela estava parada me encarando sorrindo. Trinquei os dentes.

- Eu só vou perguntar uma vez. - Levantei o dedo indicador pra ela. - Porque está aqui?

- Eu já disse, por nós dois André. - Revirou os olhos.

- NÃO EXISTE NOS DOIS PRISCILA. - Gritei irritado. Ela pareceu surpresa que recuou pra trás batendo na mesa. - Desculpe, não queria assusta-la. - Pedi passando a mão no cabelo.

- Tudo bem. - Ela abaixou a cabeça.

- Só... - Parei pra respirar. Ela olhou novamente. - Só me responda. - Pedi. Ela ficou em silêncio mas começou.

- Eu voltei, porque eu sinto falta de você. De ficar ao seu lado a cada momento. Eu realmente senti saudades dos tempos que vivíamos juntos. - Admitiu arrependida.

- Se você. - Pausa. - Se você não tivesse sumido por tanto tempo, não estaria sentindo saudades agora.

- Me desculpe por isso André. Eu só queria esfriar a cabeça.

- Esfriar cabeça do que? - Perguntei confuso. Ela não respondeu, só desviou o olhar. - Você sabe o que eu passei todos esses anos? - Pausa. - Eu quase fui acusado por seu sumiço. - Seus olhos arregalaram, surpresa. - As pessoas pensavam coisas, que nunca passou pela minha cabeça fazer. Então se você fez isso só pra esfriar a cabeça, você quase mim colocou no reformatório pela sua droga de ato. - Cuspia as palavras com desgosto.

- Eu não sabia. - Sussurrou com os olhos lagrimejados. - Eu não sabia que iria ter dado tantos problemas pra você por causa disso.

- É mais deu. - Falei grosso e frio.

- Mas... Mas... Eu postei fotos dizendo que não eram pra se preocupar que eu estava bem. - Tentou se explicar.

- DEPOIS DE 10 DIAS DE SUMIÇO. - Berrei. Ela encolheu os ombros. - Eu passei dias, querendo saber onde você estava. Eu passei dias, preocupado com a sua pessoa e você estava aonde?! Viajando pelo mundo feliz; sem se importar com as preocupações que as pessoas davam.

Ela estava com a cabeça baixa. Posso ter sido um pouco grosso com ela, mas ela tem que saber que o que ela fez, só fez pensado em si mesmo.

- Eu já te pedir desculpas. - Sussurrou levantando o rosto. Seus olhos estavam cheio de água, mas mim mantive. - Eu fiz isso, só pra ter um pouco de paz e poder está ao lado da minha mãe. Eu queria só ter um pouco de tempo com ela, já que ela sempre viaja por causa do trabalho... E agora eu voltei, pra ficar ao seu lado, ficar como sempre fomos. Eu... - Pausa. - Eu só quero que tudo possa voltar ao tempo. A gente voltar a ficarmos juntos.

- Não. Não dá mais pra ficarmos juntos como antes. - Neguei com a cabeça. Ela andou até mim, me abraçando mas eu estava rígido.

- Por favor, me dê mais uma chance? - Pediu contra meu peito. - Não irei mais desperdiçar essa. - Não respondi e ela continuou mim apertando. - Eu te amo ainda André. Me dê essa chance de mudar o seu mundo.

                  Julia Vaz

[...]

- Priscila Meneses. A garota que antes era invejada, agora em 40 minutos está sendo mais ainda. - Bruno falou. Meu olhar ainda era confuso.

- Não entendo.

- Será que você nunca presta atenção ao seu redor Julia? - Perguntou rindo. Bufei. - Priscila entrou no colégio, a 4 anos atrás. Ela era uma das meninas mais inteligentes do colégio. A gente está no século 21, se você procurar algum nerd que tire nota dez em todos as matéria, ela será a única que ira aparecer. Não existe mais aqueles nerds, nenhum deles mais tem essas animações todas pra estudar. Mas ela é diferente, não existe uma matéria se quer, que ela não saiba.

- Não entendo. - Ele olhou pra mim risonho por ter dito sempre a mesma coisa. - Perdão. - Ri.

- Irei explicar melhor. - Riu também. Eu amava essa calma que meus amigos tem comigo. Que pena que eu não posso retribuir. - Priscila era uma das garotas mais inteligentes, a nerd mais popular e bonita dessa época que ela estudava aqui. Ela e o Alencar, se apaixonaram e tal começaram as fofocas de que eles estão se pegando ou namorando não sei. E todos como já julgavam o coitado, os julgaram mais ainda dissendo que ele só está com ela pra ganhar fama e tal, mas não é verdade, porque o André também É inteligente. Mas todos gostam de uma boa mentira né?! - Ele tinha dado ênfase no "É" - Eles se assumiram completamente, e as fofocas aumentaram mais ainda. Eles nada fizeram, pra não criar mais conflitos do que já tem, e as coisas começaram a se acalmar e acabaram esquecendo todo o ocorrido. Pelo o pouco que eu os via, eles pareciam bem felizes juntos e se amavam bastantes. Só bem no começo do namoro seu com o Omar. - Revirei os olhos por citar dele. - Eles não andavam mais juntos, e ninguém sabia o motivo mais ainda sim sabia que eles não tinha terminado um com o outro. Mas ai, um dia, simplesmente ninguém a viu. Passou mais dias, e ninguém a viu. Todos até pensaram que tinha acontecido algo e tal, mas tudo se acalmou quando em suas redes sociais ela postou que estava tudo bem consigo e que não era pra se preocuparem. Ela postava várias fotos em vários lugares conhecidos ao lado de sua familia. E agora, simplesmente, voltou abalando geral com sua aparência mais linda do que já era.

- Uau. - Falei impressionada pela a história de vida dessa garota. - Só que... não entendo. - Falei mais pra mim do que pra ele.

- Julia, eu estou começando a mim irritar com isso. - Ele avisou.

- Não é sério. Tipo... por que eu nunca parei pra reparar ao meu redor? É algo surreal. Será que isso é um problema meu, que eu tenho que cuidar? - Perguntei preocupada.

- Na boa Julia, você não bate bem da cabeça. - Ele riu.

Revirei os olhos sentando na calçada. Irônico não? E olhe que não é a frente a minha casa, e bem na frente de uma lanchonete. Tínhamos resolvido entrar, só que quando começarmos a conversar sobre isso paramos de andar.

- Você na verdade, sempre foi desatualizada nas notícias. É distraída, e nunca olha ao seu redor. E sua situação piorou mas quando se apaixonou por Omar. Caracas Julia, você não ligava mais pra nada. Só Omar, Omar, Omar, sempre. E isso gerou que você ficou cega de amor por ele, e esqueceu que tinha uma vida pra cuidar. - Ele continuou.

Abaixei a cabeça. Realmente, o que ele disse foi verdade. Suspirei. Que pena que Omar não mereceu todo amor que dei a ele.

- Mas, porque ficou assim, querendo tanto saber quem é ela? - Ele perguntou sentando ao meu lado.

- Na real, na real mesmo?! Eu não sei. - Falei olhando a frente. - Eu vir o Alencar, abraçado com uma garota, e quando eles saíram todos começaram a falar tudo de uma vez só. E os poucos que eu ouvi, foi tudo relacionado a garota e se eles voltaram e tal, e isso mim deixou intrigada pra saber quem é ela. - Ele não respondeu, só percebi ele concordar com a cabeça e olhar pra frente.

Observei os carros passarem voando enquanto meu cabelo voava. Os carros e motos buzinavam, e por um momento, gostei de ouvir e ver a vista. Era tão natural, e lindo. A gente sempre teve essa mania de sentar na calçada, mas nunca fora de frente a casa. Olhei pra Bruno, e percebir. Ele não estava bem, e eu sentia dentro de mim que ele não estava bem. Seu olhar se encontrou com o meu, e ao redor estava lacrimejando. Tinha algo que ele não contou. Eu amava a conexão que todos os meus amigos e eu, temos. Podíamos ver a alma, em só um olhar. E o dele no momento, estava triste e sofrido. Me deu um aperto no coração de só ter percebido isso agora, sendo que dês de cedo ele estava triste.

- O que foi? - Perguntei pegando seus dois lados do rosto.

- Nada. - Ele falou sorrindo amarelo.

O puxei pra um abraço. Ele afundou seu rosto em meu pescoço suspirando.

- A Cianna. - Ele disse em um fio de voz. - A Cianna terminou comigo, Juh.

E comecei a sentir meu pescoço ser molhado. Afaguei suas costas em total consolo. Poxa. Porque? Eles eram tão fofos e lindos, porque terminaram? Eu sabia que ele precisava de um ombro amigo, e se eu estou aqui eu nunca iria deixar ele passar isso sozinho. Sussurrava palavras de calmaria e conforto, enquanto ele ainda colocava tudo pra com suas lágrimas. Depois de muitos minutos quando não teve mais lagrimas pra rolar, ele se separou de mim, limpando seu rosto, e suspirou desviando o olhar.

- Tudo começou, na noite de sábado. - Ele começou quando eu ia perguntar o que aconteceu. - A gente tínhamos brigado por uma besteira sem nexo algum. E na hora da raiva, a única coisa que passou pela minha cabeça era aliviar o estresse com bebidas. - Ele olhava um ponto fixo, parecendo se lembrar de cada cena. - Eu bebi tanto, que não me lembro do que aconteceu, e... - Ele suspirou, e olhou pra mim. - Apareci ao lado de uma mulher totalmente desconhecida. - Minha boca abriu supreso. - No domingo a manhã, ela apareceu em casa de surpresa pra pedir desculpas, mas ai me viu na cama com outra.

- Bruno... - Perdi a fala.

- Eu sei Julia. - Ele concordou com a cabeça. - Eu sei que foi mancada com a Cianna, mas... mas... eu não lembro de nada. Eu não sei se realmente a traí, eu só sei... - Deu mais outra pausa. - Que eu a perdi completamente por um capricho meu. - Levantou da calçada. Levantei também, o abraçando.

- Calma, tudo pode se resolver. - Falei a ele. Separei dele pegando seu rosto dos dois lados. - Dê a ela um tempo, pra processar todo ocorrido. Depois você ver o que pode dar.

- Quanto tempo mais ou menos?

- Não sei, você irá saber quando vai ser. Vocês foram feitos um pro outro, logo vocês vão voltar a ser aqueles casais grudentos e amáveis. - Ele revirou os olhos mais sorriu.

- Obrigada. - Agradeceu. Sorri junto.

- Amigos servem pra isso não? - Beijei sua bochecha deixando uma mordida de leve no local.

- Por que você sempre tem que morder a pessoa quando a beija? - Ele riu pegando minha cintura de lado.

- Não sei, deve ser mais uma de minhas maluquices. - Ri abraçando seu tronco ele empurrou até a porta da lanchonete.

- Concordo com você.

[...]

- Vocês são um idiotas. - Tentei fazer cara de brava.

Estávamos novamente na calçada, só que na frente da minha casa e todos os meninos estavam juntos.

- Só porque falamos a verdade? - Rafael perguntou rindo.

- Eu não sou baixinha. - Falei incredula. Eles riram mais ainda. - São vocês que cresceram demais. - Cruzei os braços deviando o olhar pro outro lado.

- Ah sim. Então todos os seres humanos da face da terra cresceram demais e você foi a única, formiga?! - Carlos falou rindo.

- As vezes eu fico mim perguntando, o porque que eu fui ter só idiotas na minha vida. - Resmunguei rolando os olhos.

- Você fala isso, mas ama nos todos. - Bruno debochou. Um sorriso brotou no meu rosto.

- Boa tarde. - Olharmos pro lado, vendo um André com cara de desespero. - Julia, seu irmão está? - Sua voz era puro desespero.

Era a primeira vez que ele vinha em minha casa, e eu estava surpresa por isso. Ou será que ele já veio aqui antes, e eu nunca vir?

- Sim, quer que eu o chame ou quer ir lá ver ele? - Perguntei.

- É melhor eu ir lá.

- Claro, eu te levo até a porta. - Levantei ele concordou com a cabeça. Virei pra ir a porta sendo seguido por ele. Abri a porta dando passagem pra ele entrar. - JOAQUIM, O ALENCAR ESTÁ AQUI. - Gritei segurado a maçaneta. André olhou pra mim, talvez se perguntando como descobri seu sobrenome já que desde daquele dia, eu o chamava assim. Enquanto ele não descia, meu olhar era envergonhado que nem o dele. - Er. - Quebrei o silêncio ele levantou a cabeça mim encarando. - Desculpe, por mais cedo. É esses últimos dias eu estava estressada com o Joaquim. - Pedi sentindo meu rosto queimar de vergonha.

- Tudo bem. - Murmurou. Assenti.

Ficamos nos encarando um bom tempo. Seus olhos castanhos, estavam mais intenso que antes. Tinha medo, insegurança, desespero. E por um momento, me bateu uma curiosidade pra saber o porque dele está aqui sendo que nunca veio. Ele respirava pesadamente enquanto não focava mais em meus olhos por uma mania dele. Eu odiava isso. Olharmos pra escada, quando passos se aproximaram.

- André?! - Joaquim perguntou confuso parando a nossa frente.

- Cara, eu preciso falar contigo urgente, e provavelmente você sabe do que se trata. - André falou. Era minha deixa.

- Bom, irei deixar vocês a sós. - Eles concordaram. Fechei a porta, indo de volta pra meus amigos que olhava tudo curiosos. Sentei no meio novamente eles mim olhavam esperando algo. - O que é?

- O que foi que aconteceu? - Rafael perguntou confuso.

- É eu que sei?! - Ironizei rolando os olhos. - Eu hein. - Agora quem rolou os olhos foi eles.

              André Alencar

- Ela pediu uma chance Joaquim. - Falei desesperado andando em todo o seu quarto. - Uma chance. - Repeti olhando ele.

- E? - Perguntou óbvio.

- E que eu não sei o que fazer Joaquim. - Passei a mão no rosto nervoso. - Ela volta assim do nada, depois de muito tempo. Ela disse que mim amava. Ela disse isso, entendeu agora?

Eu estava desesperado. Sem rumo pra onde ir. Minha cabeça doía com todo esse acontecimento.

- Sim, se ela disse, é problema dela. Ela sumiu, agora quando volta acha que você tem o direito de volta a ser como antes. - Joaquim falou. - E sem contar que ela virou uma pessoa fria e chata, extremamente chata e egoísta. - Concordei com a cabeça sentando a sua cama colocando a mão no rosto respirando pesadamente. - E agora? O que irá fazer?

- Não sei. Realmente não sei de mais nada. - Admitir o olhando. - Ela voltou. E eu não posso fazer mais nada.

- Você ainda gosta dela? - Ele perguntou incerto.

- Óbvio que não. - Levantei da cama novamente incrédulo. - Apesar de tudo, eu gosto da Julia. - Sussurrei.

- Você sabe que essa história da volta da Priscila, não vai mexer só em você né? - Ele perguntou, antes de eu responder ele continuou. - Ou esqueceu que tem todo o plano do anônimo? Que tem a minha irmã também em toda essa história?!

- Claro que sei. - Murmurei andando até a sua janela. Olhei ela ao lado de seus amigos conversando animadamente. - Eu sinto que a Julia possa gostar de mim também. - Sorri duro. - Mas com esse pedido da Priscila, eu posso mim afastar completamente dela do anônimo e não irei saber se ela irá gostar de mim. - Virei pra ele. Encarei um ponto fixo na porta encostado na janela. - Tenho medo de perde-la por causa de um ato que não sei nem se vou aceitar.

- Cara, eu acho que você não deveria voltar com a Priscila. - Olhei ele, ele continuou. - Não porque a Julia é minha irmã, mas sim porque é você quem sofreu com o sumiço. E agora você voltar com ela, não irá saber se ela pode fazer novamente. - Suspirei baixo. - Se quer voltar? Volte, mas estou te avisando e aconselhando. E por favor. - Assenti lentamente. - Se for aceitar, não continue com a história de ser anônimo pra Juh. Não quero que a engane e ela sofra.

- Não irei desistir de tentar, só porque mais um obstáculo chegou na minha vida. - Ele sorriu agradecido. Virei novamente pra janela. - A Julia, é uma pessoa incrível, não quero deixar passar essa oportunidade bem na hora que bateu na minha porta. - Observei ela se despedir de seus amigos, abraçando-os. - A minha história que tive com a Priscila, está no fundo da terra, e não faço questão de cavar pra pegar...


Notas Finais


Hoje não está laaaa essas coisas, mas deu pra saber o porque do sumiço da Priscila. Ou será que tem outro motivo que ela não quer contar? 😱

Priscila, vou logo avisando! Se você encostar no MEU André, pode se considerar morta 🔫

Ele é só MEU e da JULIA ouviu? Só MEU e da JULIA!!! 😠😠


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