História (un)lost. - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Quanto antes, melhor.


Na minha vida toda, eu sempre me considerei uma pessoas bastante flexível. Não que eu fosse uma pessoa condescendente, mas eu era bastante razoável com todos ao meu redor. É que as coisas não era 8 ou 80, e eu gostava de pensar nisso na hora de avaliar as situações. Ninguém era só bom ou só mal, ninguém era só falso ou só 100% verdadeiro. Existe sempre um meio termo. Mas é claro que pra tudo isso eu precisava de algo em troca.

Sinceridade. Honestidade. 
 

Duas palavras que prezavam muito para mim. Eu nunca exigi nada das pessoas que me cercavam, a não ser que sejam completamente sinceras e honestas comigo. Aliás, são duas coisas que nem precisariam ser exigidas, levando em conta que é o básico para construir e manter qualquer tipo de relacionamento. Como manter algum tipo de relação - namoro, amizade, coleguismo - com alguém que não é honesto com você? Eu não via como.

A frase "Você está indo para o Bayern!" não se encaixava em nenhum dos preceitos que eu tinha sobre amizade. Sobre lealdade. Sobre Mario e eu. E tenho certeza que eu estava pálida e com uma expressão não muito boa no rosto, a julgar pela cara que Marco Reus estava me olhando no momento.

- Helly! - Marco suspirou profundamente, me chamando pelo apelido que me dera anos atrás.

Olhei no seus olhos com a esperança de enxergar que eu tinha ouvido ou entendido errado, buscando qualquer sinal de que aquilo não era verdade, mas a decepção nos olhos de Marco deram razão aos meus ouvidos e me confirmaram o que eu escutei. 

- Marco, esper - Mario apareceu afobado na porta do vestiário, mas paralisou assim que me viu. - Helene. Há quanto tempo você está aqui? - ele perguntou assim que recuperou a fala. A julgar pela sua expressão, ele sabia muito bem a resposta.

- É verdade? - perguntei diretamente. - Você tá... se transferindo para o Bayern?

Fixei meu olhar nele. Seu rosto estava vermelho. "Diga que não, por favor, por favor, por favor" eu implorava internamente.

- Estou. - ele disse de olhos fechados, e soltou um suspiro alto logo em seguida.

Eu sabia a resposta que ele daria, mas mesmo assim... Ouvir a confissão da sua boca fez tudo doer ainda mais. Eu estava desnorteada, confusa, indignada e perdida. Comecei a andar de um lado para o outro, e escutava as vozes de Mario e Marco falando comigo, mas eu não saberia dizer o que eles falavam. Eu estava ouvindo, mas não escutando. Minha cabeça dava voltas, e só voltei a realidade quando percebi os braços de Mario se aproximarem de mim. Recuei imediatamente. 

- Eu... Eu não posso acreditar - eu estava tentando raciocinar ainda.

- Helene, me escuta, por favor... Deixa eu te explicar. Eu ia te contar... - Mario começou desesperado.

- Quando? - gritei fazendo Marco, que observava a cena, se assustar. - Ia me contar quando, Mario? Quando estreasse com a camisa bávara?

- Deixa eu te explicar, por favor... - Ele implorou.

- Não tem o que explicar, Mario. - falei enquanto as primeiras lágrimas começavam a escorrer pelo meu rosto. - Você vai para o Bayern. Você está indo e... por que mesmo? Por dinheiro? - fiz uma careta de nojo. - Desde quando vocês estão negociando? Semanas? Meses? Você nem teve a decência de me contar. Nem para o Mario você contou, e supostamente nós éramos seus melhores amigos. 

- É difícil, Helene. Tenta me entender, pelo amor de Deus. - Os olhos de Mario brilhavam indicando o início das lágrimas.

Olhei bem o seu rosto. Prestei atenção em cada pinta, cada marca, cada covinha, cada detalhe de seu rosto. Observei suas bochechas, seus lábios, o formato de seu nariz, e a cor de seus olhos. Os olhos. Olhei fixamente no mais profundo dos seus olhos. E me assustei. Me assustei porque, de repente, eu não reconhecia mais aquele olhar. Olhei desesperadamente para ele como um todo em busca de indícios de familiaridade e o que eu encontrei foi um completo estranho na minha frente. E isso foi como uma facada no meu coração.

- Você está deixando o Borussia. E está deixando a minha vida também.  - eu disse com a voz baixa. Suspirei e olhei em seus olhos. - Quanto antes, melhor.

Saí andando em direção a saída sem olhar para trás.

 



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