História Unpack Your Heart - Capítulo 2


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Categorias Sons of Anarchy, The 100
Personagens Anya, Bellamy Blake, Clarke Griffin, Echo, Emori, Harry "Opie" Winston, Indra, Jackson "Jax" Teller, Jasper Jordan, John Murphy, Juan Carlos "Juice" Ortiz, Lexa, Maya Vie, Octavia Blake, Personagens Originais, Raven Reyes
Tags Anya, Clarke, Clexa, Gangue, Lexa, Sons Of Anarchy, The 100
Exibições 54
Palavras 1.749
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Ecchi, Famí­lia, FemmeSlash, Luta, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente, a música do capítulo não é obrigatória mas ajuda bastante no clima da leitura se escutarem junto. :)
A música chama Till It's Gone do Yelawolf, como não dá para colocar link nas notas iniciais vou colocar lá embaixo.

Capítulo 2 - II - Till It's Gone


POV NOAH WOODS

Noah estava parado numa longa fila com outros presidiários, aguardando para usar o telefone. Não tinha nem um ano que estava ali dentro e já estava ficando louco. A rotina era tediosa, especialmente para um homem que foi era líder dos Mayans a pelo menos vinte e cinco anos. Ele estava acostumado a ir onde queria, quando queria. A última vez que ele conseguiu ter um tipo de rotina normal foi quando estava no ensino médio e mesmo assim quando ficava muito tedioso ele matava as aulas.

Noah estava perdido em pensamentos quando sentiu um violento empurrão vindo das suas costas. Enquanto seu cérebro ainda estava associando que ele estava sob ataque, o metal de um cordão de telefone foi colocado ao redor de seu pescoço. A adrenalina estava preparando para fazê-lo brigar de volta. Então do nada, um homem se aproximou.

Numa voz com um sotaque carregado o homem disse: — Nada pessoal "chico", só negócios. - e então ele sentiu uma dor lancinante em seu peito conforme o homem enfiava uma faca improvisada em seu peito diversas vezes.

A dor era demais e seu sangue começou a sair das feridas. Noah caiu contra a parede e escorregou para o chão. Ele podia sentir o sangue saindo de seu corpo e formando uma grande poça no chão. Noah estava lutando para ficar acordado, sua mente focou na imagem de sua filha: Alexandra. Ela estava esperando por sua volta em menos de dois meses.

— Prisioneiro caído! Prisioneiro caído! - Noah pode ouvir a voz de um guarda gritar. Soava distante, como se viesse de outra parte da prisão. Um minuto passou e ele sentiu mãos tentando fazer pressão nos ferimentos. — Fala comigo Woods. - ordenou o guarda. Ele conhecia essa voz. Era de um dos guardas regulares por ali, e esse era um dos bons; se preocupava e tentava conhecer seus prisioneiros.

Noah usou quase toda sua força restante para segurar o ombro do homem. — Irlandês. - ele sussurrou antes de sentir a escuridão tomar conta de sua vista.

POV CLARKE

Clarke se sentia livre ao deixar sua criatividade fluir do pincel para a tela, sabia que daqui a pouco algum de seus amigos invadiria a sala. Enquanto a maioria dos alunos usava o tempo pós aula para fazer algum esporte, incluindo seus amigos... ela preferia ficar escondida na sala de artes para expressar o que sentia. E naquelas últimas semanas só uma coisa saía de sua mente.

— CLARKE! AINDA TÁ ENFIADA NESSE BURACO? - gritou Octavia ao invadir a sala e parar atrás dela. Clarke suspirou e usou um pano para tirar o excesso de tinta antes de colocá-lo no solvente. — Meu deus Clarke, quando que vai parar de medo e ligar para a garota? Já faz um mês! Liga logo pra essa mulher. - reclamou Octavia ao olhar para a pintura e ver a figura que se repetia nos desenhos da loira: Lexa.

Clarke se levantou e virou-se para a amiga, o rosto mostrando uma leve irritação. — Vamos embora. Meu irmão e Gemma estão me esperando. - respondeu ao pegar sua mochila e ir para a porta da sala, disse ao ignorar a fala de Octavia.

...

Ela saiu do carro de Bellamy e deu tchau para ele e para Octavia antes de descer na frente da Oficina Teller-Morrow. Ela acenou para os dois antes de entrar no estabelecimento. — Oi Opie. Sabe onde meu irmão e a Gemma estão? - perguntou para o homem que estava embaixo de uma caminhonete. Ele empurrou o carrinho para fora de lá e sorriu para a loira. — Eles estão te esperando no escritório. - disse apontando com uma chave de boca para o lugar.

Ela continuou seu caminho e cumprimentou Juice e Half-Sack antes de entrar no escritório. Seu sorriso sumiu imediatamente do rosto ao ver as feições extremamente sérias de sua família. Até mesmo o colete de couro que Jax sempre tomava o maior cuidado estava amassado, seu rosto parecia extremamente cansado. — Nós precisamos conversar Clarke. - ele disse, apontando para ela sentar no sofá que tinha no canto da sala.

Clarke se sentou e esperou por eles. Jax passou a mão pelo rosto antes de encarar sua meia-irmã. — Você conhece os Sons. - ele começou. Ela olhou para ele como se tivesse crescido uma segunda cabeça nele, é óbvio que ela conhecia o clube de motoqueiros que ele era o presidente. — Mas tem uma coisa que não falamos, não somos só um clube de motoqueiros. - ele completou.

Clarke se recostou no sofá e precisou de alguns segundos para associar o que o irmão falara com o que os outros falavam dos Sons Of Anarchy. — Então é verdade o que falam por aí. Vocês são bandidos... - ela sussurrou enquanto colocava as mãos no rosto, desapontada com sua família e principalmente com sua imbecilidade por acreditar que eles eram só motoqueiros. — E porque estão me falando isso? Depois de esconder por anos? - perguntou com irritação.

Gemma tomou a iniciativa e se levantou antes de olhar nos olhos de Clarke. — Nós escondemos de você porque não queríamos que você se envolvesse nesse meio. Mas Clay fez uma merda muito grande e você pode correr perigo por causa disso e queremos que preste mais atenção… É perigoso Clarke.

Ela concordou com a cabeça antes de sair do escritório sem nenhuma outra palavra, foi diretamente para casa e não olhou uma segunda vez para os funcionários da oficina que carregava o símbolo dos Sons nas roupas. Buscou o celular em seu bolso e seus dedos a levaram até um contato em específico.

POV LEXA

Lexa não estava simplesmente com raiva, ela emanava pura ira. Queria ir para Charming e estrangular todos os Sons um a um. — AQUELES FILHOS DA PUTA. - ela praticamente rosnou na frente da mesa que reunia o conselho do Mayans M.C da cidade de Fairhaven. A algumas horas atrás ela tinha enterrado seu pai e recebido o distintivo de presidente e seu colete agora exibia ‘Presidente — Heda’. Anya era a nova Vice-presidente, Indra a Conselheira, Gustus o Sgt. at Arms, Lincoln seu Road Captain e Raven como tesoureira.

— Eu quero nomes! Quero o desgraçado que matou meu pai morto e quero saber quem ordenou. - ela disse antes de olhar para Indra, que tinha alguns guardas da prisão comprados. Lexa estava sentada na cadeira do líder e rodava uma faca na mão, faca que queria enfiar no pescoço de alguém.

— Nossos colegas na prisão disseram que Noah disse Irlandês como última palavra. Sabemos que alguém atacou um prisioneiro qualquer no lado oposto da prisão pra distrair os guardas e matar seu pai. Nós sabemos que os Sons tem ligações com os irlandeses e Clay Morrow está na mesma prisão. Então ele é o provável mandante. - ela disse e entregou alguns papéis para Lexa, que continham fotos de seu pai.

Ela respirou fundo e fez uma pausa para pensar, isso exigia uma retribuição naquele instante mas precisavam ser cuidadosos ou poderia resultar na destruição dos Mayans. — Quero que tenha uma conversa com nossos amigos guardas e consiga uma visita particular para Clay Morrow... Teremos que esperar um ou dois meses antes de eliminar esse irlandês para não ficar nada estranho, então ele pode sofrer um acidente ou acabar numa briga de facções. - ela disse para Indra que acenou e anotou diversas coisas em sua agenda.

— Anya e Lincoln. Quero que vocês reúnam o máximo de Mayans que conseguirem dos outros M.C’s. Anya como é mais experiente vá nos clubes mais antigos, sei que os presidentes do de Los Angeles, Las Vegas e San Diego eram amigos próximos do meu pai. Lincoln vai para os outros, pode usar nossos fundos para o avião, não temos tempo para que vá de moto. - disse para os dois. E o resto do conselho conseguia ver mais ou menos onde ela estava querendo chegar.

— Gustus e Raven, vocês vão para Los Angeles junto com Anya mas ao invés de ir para o clube de lá quero que ache Marcus Kane e compre o maior número de armas que eles tiverem disponíveis. Se precisar fazer um acordo para trocar as armas por drogas aceite. Vocês tem uma semana... Lincoln tem duas. - concluiu antes de usar o martelo na mesa para encerrar a reunião oficial.

...

Lexa estava em seu terceiro copo de Whisky, Raven de vez em quando olhava para a amiga com preocupação. Apesar disso a mais nova líder dos Mayans estava bem sóbria, e mesmo querendo ficar de luto por seu pai tinha que mostrar pulso firme. Os membros do clube que não eram do alto conselho já sabiam da situação e preparavam suas armas e suas motos.

A jaqueta de couro pesava em suas costas... Virou o resto do copo em um gole só e se levantou. — Só me procurem se for uma emergência. - falou para a amiga antes de sair do bar. Subiu em sua Harley Forty-Eight 2017 Vivid Black (http://www.harley-davidson.com/content/dam/h-d/images/motorcycles/my16/sportster/forty-eight/overview/hdi/16-hd-forty-eight-1.jpg) e colocou seu capacete 3/4(http://www.motorede.com.br/wp-content/uploads/2014/05/capacetes-harley-davidson-no-brasil-02.jpg) da própria Harley antes de dar a partida.

Dez minutos depois tinha atravessado a cidade e estava na parte mais afastada da praia. Estacionou e levou o capacete consigo. Ela precisava pensar e não conseguiria fazer do jeito certo se estivesse cercada do resto do clube.

Lexa sentou na areia e ficou observando as ondas quebrarem na praia e o sol dar espaço para a lua. Algumas lágrimas já tinham passado por sua face ao lembrar de bons momentos com seu pai, mas aos poucos a tristeza abriu espaço para uma sensação de saudade.

Seu telefone tocou perto das oito horas da noite e ela suspirou antes de pegar o celular no bolso interno da jaqueta. Era bom ser uma emergência, ela arqueou a sobrancelha ao ver um número desconhecido. — Alô? - disse.

— Alô? Lexa? - disse a voz. Lexa soltou uma risadinha e sorriu verdadeiramente antes de responder. — Clarke Griffin. Achei que tinha jogado meu número fora. - respondeu para a garota que conheceu um tempo atrás no seu bar.

— Como sabe que sou eu? - perguntou a loira pelo telefone.

— Chute de sorte. - respondeu para ela. Não ia dizer que sabia que era Clarke porque poucas pessoas a chamavam de Lexa e com a exceção da loira, todos tinham o número salvo no celular. E nenhum desconhecido ousaria usar seu apelido.

Elas passaram alguns minutos conversando sobre nada em específico até que Lexa resolveu tomar a iniciativa. — Clarke, está livre amanhã? - perguntou.

— Sim.

 


Notas Finais


:)
https://www.youtube.com/watch?v=Ndpryp2OlUQ
Não revisado.
O que acharam guys?


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