História Unpredictable Love - Capítulo 38


Escrita por: ~

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Categorias Ariana Grande, Austin Mahone, Becky G, Blake Lively, Elizabeth Gillies, Emblem3, Fifth Harmony, Gregg Sulkin, Ian Somerhalder, Justin Bieber, Lily Collins, Little Mix, Megan Fox, Nick Jonas, Nina Dobrev, Shawn Mendes, Taylor Momsen
Personagens Ally Brooke, Ariana Grande, Austin Mahone, Becky G, Blake Lively, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Drew Chadwick, Elizabeth Gillies, Gregg Sulkin, Ian Somerhalder, Jade Thirlwall, Jesy Nelson, Keaton Stromberg, Lauren Jauregui, Leigh-Anne Pinnock, Lily Collins, Megan Fox, Nick Jonas, Nina Dobrev, Normani Hamilton, Perrie Edwards, Personagens Originais, Shawn Mendes, Taylor Momsen, Wesley Stromberg
Tags Camren, Camren G!p, Lauren G!p, Norminah, Trolly, Vercy
Exibições 1.785
Palavras 6.641
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ecchi, FemmeSlash, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello, my babys, como estão vocês nesse lindo dia? Yaaay! Sobre esse capitulo, bem, adorando todos esses momentos cutes com a nossa mais nova integrante da família Cabello Jauregui uhuhh ><. Lua lindaaa!
Responderei todos os coments do capitulo anterior, logo logo, mas eu já li todos, então, obrigada, vocês são sempre demais comigo. GRACIAS <3
Preparados para as tretas?
Boa leitura!

Capítulo 38 - Amigos


Fanfic / Fanfiction Unpredictable Love - Capítulo 38 - Amigos

 

Quinze dias depois...

O mais novo campeão da fórmula Um, Mack Bill estava chegando a concessionária e tinha acabado de me deixar dar uma olhada no carro que ele usava nas corridas, não tinha como isso ficar melhor, esse cara era simplesmente sensacional e o carro que ele usava também. Meus olhos brilharam quando me aproximei do carro e quando estendi minha mão para tocá-lo ouvi uma espécie de sirene, algo bem longe, mas que ia se aproximando...

- Vamos lá, Lauren... Você precisa fazer isso! – Mack disse feliz, mas não parecia mais sua voz. – Lauren... Lauren... Acorda! – Ele quase gritou e pisquei os olhos, quando os abri estava em meu quarto com a luz do abajur ao lado de Camila incomodando meus olhos.

- Oi? – Perguntei um pouco desorientada. Pisquei novamente para tentar descobrir o que estava acontecendo. Descobri que a sirene na verdade, era o sono da nossa filha soando através da babá eletrônica que havia em nosso quarto. – Você quer que eu vá lá? – Perguntei sentando-me na cama e esfregando os olhos. Olhei a hora. 3h15 da madrugada.

- Na verdade eu queria... Que fossemos juntas... – Camila mordeu os lábios ficando com aquela linda expressão que eu tanto amo, seus cabelos bagunçados ao redor do rosto.

- Quer aprender a trocar a fralda? – Perguntei sorrindo de canto e ela assentiu. – Ok. Vamos lá, amor. – Levantei da cama e esperei que ela fizesse o mesmo, logo estávamos andando pelo corredor para chegar ao quarto de Lua. Desde que Camila saiu do hospital que ela havia feito boa parte das coisas, havia aprendido a amamentar e a tentar se adaptar aos horários de Lua, mas graças ao parto ela também tinha que descansar, assim como nossa querida menininha, então fiquei responsável pela troca de fraldas, banho, entre outras coisas, Camila ainda não tinha feito isso, mas agora parecia pronta e interessada, era até bom, não porque estivesse cansada, mas porque ela aprendendo seria bom para criar ainda mais laços entre ela e Lua.

- Como sabe que ela está suja? – Perguntou quando chegamos ao quarto, logo avistei Lua chorando no berço e mexendo de leve as perninhas, claramente agitada.

- Porque você deu de mamar a ela a algumas horas, não pode ser fome, pelo menos foi isso que a mamãe me disse... – Expliquei com dúvida. Clara havia me ensinado boa parte das coisas, ainda estava aprendendo, mas sabia que o primeiro passo era ficar calma para passar isso para o bebê. – Só se ela quiser brincar.

- Lo... Ela tem quinze dias... – Camila disse me dando um beijo na bochecha e se afastando para que eu pudesse olhar nossa filha. Os horários de descanso dela e de Lua não batiam, quando Camila estava disposta, Lua estava dormindo, quando Lua queria mamar, Camila estava exausta, eu era a mediadora da relação das duas e me sentia gratificada em poder participar desses momentos. A tirei do berço com cuidado e cheirei próximo a sua fralda.

- Parece que ela realmente não tá pra brincadeira. – Camila soltou uma risada sonolenta. Tentei ninar nossa bebê um pouco para que ela se acalmasse, mas Lua estava realmente incomodada e só de pensar em estar com as cuecas sujas já me fazia entender que a situação pela qual ela passava não era das melhores. – Tudo bem, vamos deitá-la aqui... – Deitei Lua num compartimento que estava ali, especificamente para a troca de fraldas, e ela reclamou mexendo as perninhas novamente. – Agora você precisa tirar a fralda. – Segurei as mãos de Camila e as guiei para nossa filha. Camila colocou uma expressão de determinação no rosto e assentiu. Logo estava retirando cuidadosamente a fralda da nossa filha e entrouxando a cara, pois o cheiro não era bom. – Sempre fique com as mãos nela. – Repeti todos os passos ensinados pela minha mãe. – Agora tire o excesso com a própria fralda e depois enrole. – Ela fez o que mandei, retirando um pouco e deixando o bumbum de Lua menos sujo. Logo descartou a fralda no lixo e me olhou com expectativa. Sorri e ela revirou os olhos.

- Lauren... – Chamou-me para que pudesse lhe dizer qual o próximo passo, mas era tão divertido vê-la realmente concentrada apenas pra trocar uma fralda, não que fosse fácil pra mim, eu não havia pegado o jeito ainda, mas sabia mais que Camila, que me dava vontade de sorrir apenas de vê-la tentando de forma desajeitada. Ela bufou e pegou uma nova fralda ali perto, indo já levantar as perninhas de Lua que ainda tinha seus olhos fechados e havia diminuído o choro um pouco.

- Você precisa limpar a bebê antes... – Avisei bem-humorada e ela parecia se praguejar por ter se esquecido dessa parte. Ela pegou um lencinho umedecido e ia começar a limpar o bumbum do bebê, mas a impedi, segurando sua mão. – Tem que ser de cima pra baixo, assim não trás bactérias do bumbum para a vagina dela. – A ensinei e ela de novo se praguejou por ter esquecido algo importante. – Tá tudo bem, é a primeira vez que está fazendo isso, normal errar essas coisas. – Ela me olhou com expectativa e sorri, vendo-a sorrir logo em seguida, mais confiante e agora fazendo a tarefa direito. Ela limpou toda região com vários lencinhos e depois lhe dei um paninho para que secasse a nossa filha, não a deixando com assaduras, Camila fez tudo direitinho até na hora de passar a pomada em Lua, mas quando chegou a hora de colocar a fralda não me aguentei e soltei uma gargalhada.

- Do que você está rindo, Lauren? – Ela perguntou fechando a cara pra mim o que só aumentou minha risada. – Anda, fala... Idiota! – Ela bateu em meus ombros e arregalei os olhos.

- Camila, não tire as mãos do bebê. – A repreendi e ela parou de me bater, voltando a colocar as mãos em Lua que a essa altura já havia parado de chorar, mas não abria os olhinhos de jeito nenhum.

- Do que você estava rindo? – Perguntou envergonhada pelo deslize. Tentei não sorrir.

- Amooor... – Cheguei por trás dela e falei bem em seu ouvido, ela pareceu se arrepiar. – Você colocou a parte de trás da fralda pra frente. – Expliquei tentando não rir e a vi revirar os olhos e empinar a bunda, me dando praticamente uma bundada para que saísse de perto dela, sorri, me afastando para melhor observá-la. Camila mudou o lado da fralda e logo colocou embaixo de Lua, assim fazendo todo o processo de modo certo e atacando no final. – Só está um pouquinho apertada... – Observei, afrouxando mais a fralda e finalizando nosso trabalho. – Agora, você precisa lavar suas mãos antes de pegar nela... Te espero aqui. – Ela foi até o banheiro do  nosso quarto e lavou as mãos enquanto isso observava minha pequena garotinha soltar murmúrios manhosos porque gostaria de dormir mais. Essa era mesmo minha filha!

- Voltei! – Camila disse animada, provavelmente por ter feito tudo certo, fiquei feliz por ela. – Meu bebê quer dormir agora, quer? – Assenti com a cabeça e ela revirou os olhos soltando uma gostosa gargalhada. Pegou Lua em seus braços e com carinho começou a niná-la, eu ficava do seu outro lado alisando a mãozinha da nossa princesa, que em determinado momento até segurou de leve meu dedo indicador. Camila e eu sorrimos com o momento. – Ela já ama você!

- Ia te dizer a mesma coisa. – Sorri. – E também quem não amaria, não é mesmo? – A olhei intensamente enquanto proferia minhas palavras. Os olhos de Camila marejaram. – Sério, Camz, eu sou a mulher mais sortuda do mundo por ter você em minha vida e agora Lua também... – Ela alargou o sorriso. (1)

- I'll give you all I have

(Eu vou te dar tudo que tenho)
And nothing less I promise

(E eu prometo nada menos)
Love me and don't look back

(Me ame e não olhe para trás) – Começou a cantar uma música de sua amiga Ariana e meu coração acelerou ainda mais por aquela mulher.

- I want you with me on this road to the Sky

(Eu quero você nesta estrada para o céu)
We'll be shining every night I promise you

(Nós vamos brilhar todas as noites eu prometo a você)
Just me and you

(Só eu e você) – Completei a letra e a vi morder os lábios enquanto me olhava e ninava nossa garotinha.

- E a Lua... – Ela disse vendo que nosso bebê havia dormido.

- E a Lua... – Repeti vendo-a colocar nossa filha no berço.

- Oh, I promise you... – Ela cantarolou me dando a sua mão que logo peguei e juntas caminhamos para nosso quarto.

- Ah, eu também prometo...

[...]                      

Mais quinze dias depois...      

Escutei o despertador de Camila tocar e sorri. Estava no banheiro, tinha acabado de acordar e lavar o rosto, escutei Lua chorando, mas fui lá em seu quarto e brinquei um pouco com ela que logo se acalmou, mas sabia que era por pouco tempo. Estava acabando de escovar os dentes para ir lá novamente, pegar sua banheirinha para que lhe desse banho. Enxuguei meu rosto e saí do banheiro, ainda vendo Camila na cama, desta vez, se remexendo por escutar o barulho irritante do alarme. Ri baixinho e saí dali. Camila tinha uma forte relação com a comida e eu com o sono, porém com isso de acordar para trocar Lua, ver porque ela estava chorando e tudo mais, Camila trocava suas horas de comer pra dormir e eu vivia sempre fazendo um lanchinho quando acordava para ver se estava tudo certo com o bebê.

Comecei a assoviar, meu humor até que estava bom para uma manhã de sábado, onde eu nem dormi até mais tarde. Ainda vestia minha cueca branca e meu top da mesma cor e havia certo volume em minhas partes baixas, tudo por conta da maldita ereção matinal que resolveria depois que pegasse a banheirinha de Lua e ajeitasse tudo no banheiro. Minha filha sempre em primeiro lugar.

- Como você está meu amorzinho? – Perguntei fazendo aquela típica voz de quando você conversa com um bebê assim que entrei em seu quarto. As paredes estavam pintadas de lilás porque Camila adorava essa cor, e desde que não fosse tudo rosa, eu concordei. Havia seu berço, o lugarzinho especial para a troca de fraldas, um guarda-roupa, um abajur e uma prateleira na parede com objetos decorativos. – A mamãe daqui a pouco acorda... – Tentei me comunicar com ela mais uma vez e Lua agitou os bracinhos e as perninhas, seus olhinhos abertos encarando o teto. E que olhos lindos! – Mama já volta pra te pegar, você precisa de um banhinho... – Sorri vendo-a se remexer mais. O ser mais fofinho que já vi na vida! Peguei a banheirinha azul e me direcionei para o quarto, não escutei mais o barulho do alarme, Camila já deveria ter acordado. Foi quando tudo aconteceu muito rápido... Abri a porta do banheiro e não esperava que ela estivesse ali, na verdade, nem esperava que quando abrisse a porta ela bateria em Camila e minha noiva tivesse praticamente sido jogada ao chão pela pancada, mas não antes de segurá-la pela cintura e puxá-la para mim. Como Camila estava de costas e a porta a jogou pra frente e a segurei com força, o movimento que fiz simplesmente colou nossos corpos, acabando com a bunda de Camila contra meu membro ainda duro na cueca.

- Unf! – Ela arfou no mesmo instante e a virei, deixando-a de frente para mim, nossos corpos colados. Nossas intimidades juntas, separadas apenas por minha cueca e por sua calça de pijama, fez com que eu me sentisse um pouco nas nuvens ali mesmo. Desci meu olhar para nossos corpos e gemi baixinho sentindo meu membro ainda mais duro. Quando olhei para Camila, ela estava mordendo os lábios, uma cena totalmente erótica em plena manhã. Meu Deus do céu! - L-Lauren... – Sua voz saiu carregada de desejo, enviando ondas de luxúria para meu corpo inteiro. Não esperei muito, a beijei ali mesmo sem se importar por ela ter acabado de acordar. Camila não se fez de rogada, praticamente se derramou em meus braços, deixando que sua língua percorresse cada canto da minha boca. Tinha total consciência de que ainda estava segurando a banheira de Lua com uma mão só, mas a outra apertava a cintura de Camila contra mim. Minha língua circundou todo o contorno dos seus lábios e ela gemeu contra minha boca. Minha mão desceu um pouco mais e apertou sua bunda com vontade, fazendo o atrito entre nossos corpos apenas aumentar. Uma das mãos de Camila arranhava minha nuca e a outra meu ombro. Nossas respirações estavam cada vez mais pesadas e nossos corpos mais colados. – Hm... – Quando ela gemeu novamente e afundou suas unhas em meu ombro, não aguentei, simplesmente a puxei mais pra mim e como consequência Camila deu impulso, circulando minha cintura com suas pernas. Ela era ótima em fazer isso!

Não sei como estava conseguindo fazer isso, mas enquanto nossas línguas lutavam, tudo que conseguia pensar era que precisava tirar aquela calça do pijama dela sem demora e foi o que tentei fazer. Mesmo segurando a banheira em uma mão e uma Camila na outra, me certifiquei de que suas pernas estavam bem presas ali e comecei a tentar tirar aquela peça de roupa que estava me incomodando... E foi quando tentei fazer isso e remexi meu quadril um pouco pra frente em busca de contato que algo pareceu ascender em Camila e ela parou de me beijar no mesmo instante. Só então pude ouvir que nosso bebê estava chorando novamente. Abri meus olhos e vi os seus arregalados enquanto sua boca ainda estava grudada a minha, mas sem se mexer. Franzi o cenho e ela segurou em meus ombros, colocando-se no chão e ruborizando logo em seguida.

- O q-que aconteceu? – Perguntei não entendendo nada. – Você não quer? – Minha respiração estava pra lá de descompassada e meu coração acelerado.

- Não... É que... Bem... – Ela juntou as duas mãos e mordeu os lábios, o que só fez minha ereção começar a doer em minha cueca, como se sentisse o mesmo ela olhou para aquela região e suas bochechas ruborizaram mais. – Hm... Eu não posso, amor... O resguardo... – Então uma luz se ascendeu em minha cabeça. Ah, agora tudo estava esclarecido! O médico dera 40 dias depois do parto para que Camila pudesse voltar a manter relações sexuais comigo, sendo que como já havíamos parado um mês antes de Camila ter Lua, pelas contas ficaríamos 2 meses e 10 dias sem sexo. Sim, eu estava contando sem arredondar. Problema? Como viver, Deus?

- Tudo bem... – Lhe dei um sorriso amarelo e joguei meus cabelos pra trás, tentando não demonstrar o quanto queria que fossemos em frente.

- Você não vai ficar com raiva, né? – Ela me perguntou receosa, colocando um sorrisinho triste logo depois no rosto.

- Claro que não! Desculpe, eu só queria muito... – Esclareci com mais firmeza e ela assentiu.

- É que pode doer e... – Tentou se explicar mais me aproximei dela, colocando um dedo em seus lábios.

- Não precisa se explicar, eu juro, eu entendo... Sua saúde e bem-estar vêm em primeiro lugar sempre. – Ela sorriu largo com minha declaração. Acariciei sua bochecha de leve e lhe dei um selinho demorado. Mas Lua parecia insistir que fossemos lá logo já que seu choro só aumentava. – Acho que ela percebeu que sua mãe acordou... – Camila sorriu de leve e aproveitei para beijar a pontinha de seu nariz. – Eu estava pra dar banho nela, quer nos acompanhar?

- Melhor não... – Ela desceu seu olhar para minha cueca e ruborizei. – Apesar de que adoraria dar banho nela.

- Você pode fazer isso se quiser, eu faço nosso café... – Deixei claro que poderíamos muito bem dividir as tarefas.

- Seria muito bom. Adoro suas panquecas... – Camila beijou meu maxilar e apertou minha bunda me fazendo segurar o riso. – Mas acho que precisa tomar um banho mais rápido do que eu. – Afirmou e concordei devido ao meu estado. – Vejo você lá embaixo então...

- Certo. Melhor eu ir, nossa princesa parece desesperada... – O choro de Lua só aumentava.

- Lauren? – Me chamou assim que depositei com cuidado a banheirinha dentro da nossa banheira, ficando de costas pra ela, me virei e Camila fitava minha bunda. Respondi com um som nasal e ela se aproximou, seus lábios preencheram o meu em um carinho matinal maravilhoso. – Bom dia!

– Bom dia pra você também, amor. – Falei em seu ouvido e a vi sorrir, logo saímos daquele banheiro e fomos cada um fazer nossas devidas tarefas. Depois de encher a banheira de Lua, fui até seu quarto e a encontrei ainda chorando. – Meu amor, você chora muito, não é?! – Ela pareceu se agitar mais e prolongar o choro. Meu Jesus! – Ok, a Mama vai parar de te incomodar. – Mais choro. Suspirei. Tirei toda sua roupinha com cuidado, o que a fez chorar ainda mais pelo provável frio que estava sentindo. Limpei seu bumbum que estava sujo e depois a enrolei totalmente com uma toalhinha, deixando-a totalmente “empacotada”, apenas com a cabeça de fora. A coloquei no braço e peguei os materiais que precisava para dar-lhe banho, chegando ao banheiro apenas inclinei o corpinho de Lua para perto da banheira e com um algodão, o molhei na água e passei por todo seu rosto, no mesmo instante o bebê parou de chorar. – Você está gostando, filha? – A perguntei com aquela típica voz de quem fala com bebê e mesmo que não recebendo resposta, fiquei feliz por ela ter parado de chorar, apenas fechando os olhinhos para facilitar o processo e fungando de vez em quando. Coloquei um pouco de shampoo em seus cabelos castanhos ralinhos e enxaguei a região tendo cuidado para não bater em seus olhinhos, muito menos entrar em seus ouvidos. Quando terminei ali, a coloquei com cuidado na pia ampla que tínhamos ali e a sequei com cuidado. Depois retirei a toalha envolta do seu corpo e segurei-a em meus braços, levando-a até a banheira novamente. Lua protestou chorando, seus olhos verdes me encarando quase que com raiva por estar deixando-a descoberta novamente, mas assim que a coloquei na banheira e segurei em sua barriga e pescoço com delicadeza, sentindo a água morna, ela parou de chorar. – Ufa! Isso mesmo, Lu, você precisa me ajudar. – Tudo parecia bem enquanto me comunicava com ela e Lua apenas fungava de vez em quando, mas fechando os olhinhos para absorver meus toques, foi quando decidi lavar seu pescoço que ela começou a chorar novamente. – Que Deus me ajude! Allyluia. – Murmurava tentando ser delicada mais do que eu já estava sendo. Tenho certeza que Camila deveria estar escutando toda a barulheira mesmo de lá de baixo. – Fica quietinha, filha. EI! – Reclamei quando ela chutou com a perninha e água caiu sobre minha cueca. – A mamãe não vai tomar banho agora, primeiro é você. Rum! – Reclamei logo depois soltando uma risada, por estar reclamando com um bebê. – Mas que força você tem em?! E eu achando que bebês com apenas um mês não tinham tanta habilidade com as pernas. - Lua fungou como se me respondesse. Comecei a ensaboar seu corpinho, passando por seu umbigo delicado e suas partes íntimas. – Será que você vai ser boa com chutes quando crescer? – Ela choramingou. – A mama aqui poderia te ajudar com isso. O que me diz? – Lua voltou a chorar e suspirei. – Ok, nada de chutes, talvez você não seja uma garota violenta. – Ela chorou mais. – A mama pode lidar com isso. – Escutei a campainha soar enquanto jogava água cuidadosamente sobre seu corpo. – Mas não me responsabilizo se algum marmanjo ficar em cima de você. Ai, eu que serei violenta! – Lua parou de chorar e me olhou curiosa. – Isso mesmo, mocinha. Nada de namorados. Rum! – Reclamei pincelando seu nariz. Ela pareceu sorrir de canto. – Ih, já vi que você vai me dar um trabalhão. – Ouvi alguns barulhos no andar de baixo. Minha noiva poderia estar precisando de mim. – Depois acertamos os detalhes, mocinha, não ache que escapou dessa não. – Ela riu mais e a retirei da banheira, logo a secando. Depois que acabei meu banho, levei Lua até seu quarto e vesti uma roupinha cinza nela bem quentinha e meias pretas de panda que comprei em uma loja de bebês. Ela havia ficado extremamente fofa! A coloquei em seu carrinho e o arrastei até o banheiro para que pudesse tomar banho e ainda sim olhá-la. Ela ficou quietinha. Depois que terminei, apenas resolvi pegá-la no colo e levá-la até sua mãe e quem mais estivesse por ali. Estava vestida com uma calça preta rasgada e uma camisa também preta. Assim que desci as escadas, escutei vozes vindo da cozinha e me direcionei até lá. Quando coloquei meus pés no cômodo, imediatamente me assustei.

- SOFIA! – Camila gritou assustando até mesmo Lua que estava um pouco quieta em meus braços e se remexeu em confusão pelo grito tão de repente. Só então pude notar do que se tratava. Basicamente, estavam Camila, Taylor e Sofi na cozinha, e a Cabello menor acabara de fazer um movimento já conhecido por mim para vir em minha direção, mas com o grito de Camila, ela ficou parada no lugar. Sorri sabendo do que se tratava. – Nem pense em pular na Lauren enquanto ela estiver com a Lua nos braços. – Camila ralhou com a irmã e Sofi lhe deu um sorriso amarelo.

- Eu não ia fazer isso! – Se defendeu com uma falsa declaração. Me aproximei de Camila e lhe entreguei Lua, minha noiva encarou a sua irmã com os olhos semicerrados. – Bem... Hm... Talvez. – Ela mudou de ideia baixando a cabeça e escondendo o sorriso sapeca que ainda pude ver. Taylor riu.

- Bom dia, mana. – Falei dando a volta no balcão e lhe dando um beijo na testa que Taylor correspondeu com um na bochecha e logo depois me aproximando de Sofia que me encarava ansiosamente. – Agora sim, pequena. Pode vir! – Abri os braços e aquela criança meiga de 10 anos praticamente se jogou em cima de mim que agarrei e a abracei apertado fazendo com que nós ríssemos e Camila e Taylor também.

- Saudades de você, Lolo. – Sofi disse carinhosamente enchendo minha bochecha de beijos. Ah, como eu gostava dessa criança!

- Também estava de você, pequena. – A coloquei no chão e puxei uma cadeira para que me sentasse. – Já comeu, amor? – Ela apenas assentiu com a cabeça e procurou se sentar também, logo levantando um pouco sua blusa de dormir e oferecendo o seio á Lua que logo aceitou, parecendo faminta. Sorri com a cena, ver minha noiva dando de mamar para minha princesa, era a coisa mais linda do mundo! – E vocês, garotas, já comeram? – Sofi assentiu e Taylor apenas concordou encarando o ato, abobalhada.

- Vero me disse que ela estava parecendo com uma ratinha... – Taylor disse brincalhona fazendo Sofi soltar uma risada. – Mas com essas meias de panda, tenho que duvidar da Vero. – Eu sorri. Adorava aquelas meias! Tanto Taylor como Chris não puderam ir visitar Lua assim que ela nasceu, o que não aconteceu com Sofi que acompanhara os pais, então sempre que tinha uma folguinha da faculdade, Taylor vinha nos visitar, já Chris costumava ligar para saber como andavam as coisas.

- A Vero não vê limites na hora de apelidar minha cria. Rum! – Comentei divertida enquanto pegava algumas bolachas por ali e passava nutella, Taylor riu. Camila e Sofi pareciam absortas em Lua mamando.

- Ela disse que graças a Deus a Lua estava puxando os traços da Camila...

- Então ela estava chamando minha noiva de ratinha? – Perguntei questionadora.

- Bem, ela disse que melhor do que se puxasse a você e ficasse igual a um fantasma de cabelos castanhos. – Dei língua para Taylor que ria cada vez das palavras de Veronica.

- Bem, só posso dizer que cada dia ela fica mais linda puxando os traços da Camz. – Camila me olhou carinhosamente. – Traços cubanos são sempre bem-vindos.

- Como se você também não fosse cubana, meu amor. – Camz me soprou um beijo.

- Você me entendeu! – A pele latina da minha noiva era muito mais bonita que a minha, pelo menos assim eu achava, além de que adoraria ter uma segunda latina em casa pra admirar. – Mas e sobre você, Tay Tay... Como andam as coisas na faculdade? Está gostando do curso? Achou alguém... Interessante? – Perguntei continuando a comer.

- Sim, estou adorando o curso, cada vez mais empolgada se quer saber. – Declarou pegando uma das maçãs que estavam em cima da mesa e a jogando no ar e depois a pegando, repetindo o processo em seguida. – Mas quanto aos garotos, bem... Não estou afim de ninguém...

- Nem daquele cara que você tinha me falado? – Perguntei curiosa. Ela negou com a cabeça. – E quanto ás garotas?

- LAUREN! – Taylor quase engasgou com a própria saliva, ri baixo e Camila pareceu prestar atenção em nossa conversa. – Não gosto de garotas. – Dei de ombros. – Nada contra, vocês sabem... – Camila e eu sorrimos. – Só não consigo achar ninguém interessante... – Pareceu chateada. – Mamãe vive me perguntando isso!

- Não acho que precise de garotas... Ou garotos pra ser mais mulher ou algo assim. – Declarei. – Só perguntei por questão de curiosidade mesmo, afinal, você é minha irmãzinha... – Ela me deu língua, mas concordou. – Mas se a mamãe anda te enchendo por causa disso, bem, peça ajuda ao papai e fale com ela. Se não quer alguém, não precisa arrumar porque a mamãe quer. – Taylor mordeu a maçã e acabei meu café.

- Acredite, pedir ajuda ao papai seria horrível, pra ele, ninguém pode tocar em mim. – Disse revirando os olhos. Fiquei um pouco confusa com sua resposta. – A mamãe diz que está na hora de arrumar um namorado já que você está praticamente casada e o Chris namora a Ashley e parece seguir o mesmo rumo, mas o papai protesta quase todos os dias dizendo que sou a garotinha dele e que ele me quer sempre pura e intacta.

- Mas por que disso agora? Ele nunca foi assim comigo! – Questionei confusa e Camila riu.

- Lauren, isso é porque você tem um pênis! – Taylor disse me fazendo arregalar os olhos.

- Mas continuo sendo garota! – Protestei.

- É! Mas mesmo assim você ainda tem um pênis, o que faz o papai pensar que é ótimo que você tenha feito coisas com ele... – Taylor disse naturalmente enquanto mordia a maçã.

- Os pais nunca vão perder essa ideia de que a garotinha deles já fez as mesmas coisas que eles fizeram com nossas mães. – Camila declarou prendendo o riso. – Veja o papai, por exemplo, faltou te matar quando descobriu que eu estava grávida. – Gelei. Isso era verdade!

- Foi assim que você teve a Lua? – De repente surge uma pergunta de onde menos esperávamos. Sofi que para mim parecia totalmente alheia à conversa, perguntou alternando os olhares de mim para Camila. – Foi porque a Lauren tem isso ai que vocês falaram?... Tudo bem, eu já tive aulas sobre isso na escola. – Disse parecendo até mais velha.

- Se já teve aula sobre isso, você pode dizer o nome, Sofi. – Taylor a encorajou e engoli em seco, perguntas assim me deixavam nervosa.

- É que não gosto desse nome, parece nome de um monstro. – Fez uma careta ao pensar na palavra “pênis”, Taylor riu baixinho.

- E como você prefere chamar? – Perguntei com cautela.

- Hm... De pintinho. – Declarou fazendo Taylor cair na gargalhada e Camila tentar prender o riso. – Então... – Ela continuou firme em sua pose curiosa. – Foi assim que a Lua nasceu? Por causa do pintinho da Lauren? – Fiz uma careta no mesmo momento enquanto Camila mordia os lábios segurando o riso e se acomodava melhor na cadeira já que Lua parara de mamar. Taylor continuava gargalhando e eu tentava ficar quieta pra não dizer na frente da minha pequena cunhada que meu amigo aqui não era dos maiores, mas ser chamado de pintinho já era sacanagem.

- Sim, Sofi... Foi exatamente por isso! Por causa do... Pintinho da Lauren que o nosso bebê nasceu. – Minha noiva provocou me olhando risonha, revirei os olhos e Taylor riu ainda mais. – Mas o resto você vai descobrir quando estudar mais e conversar com nossos pais, Sofi. – Sofia pareceu ficar satisfeita com a resposta. – Bem, agora eu preciso tomar um banho já que vocês duas estão limpinhas. – Camila disse levantando-se da mesa e piscando o olho pra mim que apenas bufei. Ela levou Lua consigo provavelmente para olhá-la enquanto tomava banho e Sofi as seguiu. Taylor e eu ficamos na cozinha enquanto eu terminava de limpar tudo e conversávamos. Era bom ter um tempo com minha irmã. Minutos depois Camila desceu ás escadas já de banho tomado. Usava botas, calça jeans rasgada e uma blusa xadrez. – Lauren, me empresta o carro, preciso comprar algumas fraldas. Estava pensando em levar Lua comigo. – Disse ninando a bebê em seus braços. (2)

- Foi até bom você falar isso, eu trouxe fraldas caso estivessem precisando. – Taylor disse feliz por ter ajudado. – E também trouxe um presente pra vocês.

- Camz, não poderia levar a Lua com você, ainda não temos cadeirinha de bebê pra isso. – Argumentei depois de dar um beijo na bochecha da minha irmã por ser tão prestativa.

- E por que não? – Minha noiva perguntou parecendo confusa. – Eu iria colocar o cinto nela. – Tanto eu como Taylor arregalamos o olhos com as palavras de Camila.

- Meu Deus do céu! Você ia matar nosso bebê. – Cheguei perto de Lua e a peguei nos braços. – Amor, não se pode sair por ai com um bebê no carro... – Tentei soar como se não tivesse a repreendendo. Camila sempre seria a descuidada com relação a algumas coisas, sabia que ela não fazia de propósito, mas tinha horas que ela me deixava preocupada com seu jeito de pensar, principalmente em relação à Lua. – Tá vendo, Lu, a mamãe ia te levar com ela sem a cadeirinha... – Brinquei com as mãozinhas da nossa filha e ela me lançou um sorriso de leve parecendo gostar do carinho. – Ainda mais do jeito que ela dirige... – Falei sem pensar e senti Camila me batendo no ombro, fazendo Lua rir, mostrando as gengivas. - Ai!

- Sem brigas, pessoal, a tia Taylor trouxe uma cadeirinha pra ela, venham ver. – Taylor disse animada e fomos até seu carro, ela havia comprado uma cadeirinha vermelha, o que só me fez ficar mais feliz, pois gostava dessa coisa de não escolher cores especificas de meninas e meninos, não havia isso, todas as cores serviam para os dois. Agradecemos a Taylor e voltamos para a casa conversando mais um pouco.

- Amor, to pensando em ir à casa das meninas, quer ir junto? – Perguntei já colocando minha jaqueta preta por cima.

- Não, Lo, vou ficar um pouco com a Sofi, faz tempo que a gente não brinca juntas. – Ela disse olhando para a irmã. Sorri.

- Quer que eu leve Lua comigo? – Perguntei para que ela pudesse curtir mais da irmã.

- NÃO! – Sofi gritou recebendo um olhar repreensivo de Camila porque Lua já estava dormindo no carrinho de bebê. – Deixa ela aqui, Lolo, quero brincar com ela depois. – Assenti sabendo que a mini Cabello gostava muito da sobrinha. Taylor disse que como havia tirado o dia pra ficar comigo e com Lua, me seguiria para a casa das meninas, então me despedi de todas, dando um beijo na testa de Lua, que dormia tranquilamente, outro rápido na boca de Camz e um abraço apertado em Sofi. Logo saímos dali em meu carro. Quando chegamos a meu antigo prédio, não consegui segurar o sorriso, esse lugar me trazia muitas lembranças. Taylor e eu saímos do carro depois de estacioná-lo e subimos para o já costumeiro andar. Franzi o cenho ao chegar próximo a porta, antes de bater, Taylor pegou em minha mão e me olhou, alarmada.

- Laur, você escutou isso? – Ela sussurrou com os olhos arregalados. Fiz que não com a cabeça e levantei a outra mão pra bater na porta, mas parei no meio do caminho, ouvindo a mesma coisa.

- Agora você vai ter o que merece... – Uma voz masculina soou pelo lugar, era baixa e firme como se calculasse cada palavra. Ouvimos um som alto de tapa e depois um grito, então não esperei mais para agir. Não bati na porta, apenas a empurrei vendo que estava aberta, Taylor me seguiu e assim que entramos avistamos o apartamento completamente vazio. Estranho! – Sua putinha! – Ouvi mais uma vez a voz e segui para onde achei que devia. 

Ao chegar a nossa antiga área de serviço com Taylor em meu encalço, arregalei os olhos vendo uma cena que surpreendeu até o ultimo fio dos meus cabelos. Ali vi Dinah jogada no chão de frente para nós, assim que nos viu arregalou os olhos, e o sujeito mais repugnante de frente para ela e de costas para nós, com a calça até a metade de suas pernas e já iria abaixar a cueca quando vi minha amiga se encolhendo. Não consegui lidar muito bem com o choque que senti no momento. Dinah Jane conseguia ser a criatura mais independente e dona de si que conseguia imaginar e só de vê-la ali no chão, encolhida, sem saber como agir, porque o idiota do nosso antigo porteiro Tom, estava tentando algo com ela que nem queria imaginar, aquilo me ascendeu por inteira e resolvi agir. Sem esperar por isso, Tom sentiu-se surpreso ao ver minha mão pegando com força em seu ombro e o puxando para trás, o movimento foi com tanta força que ele caiu de vez no chão e por não ser tão jovem, ficou lá com uma careta de dor em seu rosto, provavelmente sentindo suas costas queimarem com o impacto. Assim que me viu arregalou os olhos, mas logo sua expressão se substituiu por uma de raiva.

- Que porra você acha que ia fazer com ela? – Perguntei completamente tomada pela raiva e rapidamente sentando em cima de sua barriga, segurando em seus braços e o imobilizando. – O que ia fazer com ela seu idiota imundo?!

- Eu iria dar o que ela merece. – Ele falou com aquela voz baixa e firme como se não se envergonhasse dos seus atos. Taylor passou por nós indo até Dinah e a levantando dali. – Essa puta imunda iria ver o que é um pau de verdade. Você e suas amigas vadias deveriam ter provado disso faz tempo. – Ele falou e senti apenas a dor em meu punho por ter lhe socado no rosto. Era acostumada apenas a me defender, quando atacava era um pouco desajeitada apesar dos treinos.

- Você é um imbecil e vai ser preso por isso. – Murmurei lhe socando novamente. Aquele homem podre estivera esperando todo esse tempo para ter uma boa oportunidade de ficar a sós com uma de nós, o azar havia sido de Dinah. – Taylor leve a Dinah lá pra baixo e ligue pra polícia. – Ordenei vendo minha irmã passando por nós levando Dinah consigo. Ela me olhou preocupada. – Ficarei aqui até que a polícia chegue. – Ela não se mexeu.- TAYLOR, VAI! – Gritei e ela pareceu acordar de seu transe. Logo saiu dali com Dinah.

- Confessa que tava a fim de ficar comigo pra ter um pouco do que sua amiga teria se você não tivesse impedido. – Tom disse enquanto cuspia o sangue de seus lábios pelos meus dois socos. Sentia meu punho doer muito, mas se precisasse o socaria quantas vezes tivesse vontade.

- O que? Você ia colocar esse pau sujo em mim? – Ele assentiu rindo e mostrando os dentes melados de sangue.

- Porque não senta mais embaixo, boneca? Adoro uma mulher por cima! – Ele disse me dando mais ânsia de vômito. – Você e suas amigas sapatões precisam de um pau de verdade pra se curar.

- E é você que vai nos curar disso? – Perguntei sarcástica, apertando mais seus braços. – Um homem velho, completamente machista e imprestável vai nos dar a salvação? – Ele fez uma careta. – Escuta bem, seu idiota, não é você nem nenhum outro homem que vai fazer com que nós gostemos do sexo oposto porque nos deram uma surra ou nos estupraram. Isso é quem somos! Nascemos assim. – As palavras saiam com tanta raiva que mal as controlava. Só conseguia pensar que se não chegasse a tempo ele poderia ter feito algo a mais com minha amiga. – E se estamos falando de pau e se você acha que precisa disso pra que mude algo, que tal se eu enfiar o meu pau no seu rabo pra ver se você vira gay? Hm? – Ele arregalou os olhos. – Sim, eu tenho um pau, seu estúpido. Sou menos mulher por causa disso? Você iria dar pra trás porque tenho o mesmo que você?! Você é tão porco como parece. Quem sabe na cadeia você comece a gostar de paus porque é o que vão fazer com você, te estuprarem tanto até você gostar. Hm? Não é nisso que você acredita?! – Murmurei não me controlando outra vez e dando-lhe um murro no nariz. No mesmo momento senti mãos me puxando pra trás, era a polícia, logo pegaram o homem e o algemaram.

- Isso se me prenderem, sua vadia! – Ele rebateu antes de ser levado. 

Suspirei, deixando que todo ar escapasse de meus pulmões, havia passado muito tempo segurando a respiração. Alguns policiais me perguntaram se eu estava bem e depois desci com eles encontrando um bom número de gente na portaria vendo Tom que já estava na viatura. Não me importei quando um policial se aproximou com um caixa de primeiros socorros para minha mão que estava roxa, apenas corri até minha amiga que estava nos braços de Normani, cujo Taylor deveria ter chamado, e se desprendeu da namorada para me abraçar.

- Laur! – Dinah se apressou em me apertar mais. – Ele... Ele me ofereceu ajuda para colocar um parafuso na parede... Disse... Disse que pegaria uma furadeira que tinha guardada... Então... Quando... Quando voltamos, ele me empurrou... E me bateu... – Ela contava mesmo que não precisasse de explicação alguma. - E eu sabia que tinha forças pra bater nele se quisesse, mas eu... Eu congelei... E ele iria continuar se você... Não tivesse chegado. – Ela escondeu o rosto em meu pescoço e chorou. Nunca vira Dinah assim, aquilo realmente tinha a abalado, mas também, quem não se abalaria?

- Eu sei, eu sei! – Era tudo que conseguia falar tentando acalmá-la enquanto ela soluçava em meu pescoço. Normani me disse que ela já havia contado a um dos policiais dali o que havia acontecido, porém eles precisariam do depoimento dela lá na delegacia. Quando finalmente minha amiga se acalmou, me separei dela e busquei seu olhar, a encarei firme, com todo carinho e compreensão que tinha em mim para com ela. – Escute o que vamos fazer! Vamos á delegacia, você prestará depoimento contra aquele covarde e o veremos atrás das grades, me entendeu? – Ela assentiu parecendo uma criança desconsolada, uma criança bem grande. – Depois você e Mani irão para minha casa, ficará lá conosco o quanto precisarem, mas não quero nenhuma das duas pisando nesse prédio por enquanto, tudo bem? – As duas assentiram e puxei Mani para se juntar ao abraço. Tudo ficaria bem agora.

Eu estava aqui por elas porque somos amigas. Nem de mais, nem de menos, nem tão longe, nem tão perto, mas na medida mais precisa que eu pudesse. Mas as amava sem medida e ficaria na vida delas da maneira mais discreta que eu conseguisse. Sem tirar sua liberdade e sem jamais sufocá-las, nem as forçar a nada. Em horas como essa, sem falar quando for hora de calar e sem calar quando for à hora de falar. Nem ausente, nem presente por demais. Simplesmente e calmamente, sendo sua paz.

 


Notas Finais


(1) https://www.youtube.com/watch?v=gQHU6ZAvJB4
(2)https://secure.static.tumblr.com/57b5f39f0bda468c142bcd276ba7a46b/ojbdoiv/kSzo45ypi/tumblr_static_filename_640_v2.png
Pra vocês que especulavam sobre como elas seriam como mamães, hahaha, advinha quem acaba sendo a mãe mais responsável? kkkk.
Bem, sobre a treta... Pra vocês que acham que não existe gente machista por ai... Lembram-se do Tom, né? De novo... Nenhum personagem é colocado por acaso, chega essas horas na fic pra vcs perceberem isso, então... Parece que o Tom se deu mal... Ou vocês acham que ele vai se safar?
Sobre ter sido a Dinah, bem... Coloquei assim porque ninguém imagina aquela mulher enorme passando por isso, mas por que não imaginar? Todas passamos por coisas assim todos os dias, sejam lá como forem, somos mulheres, e sempre existe aquele babaca achando que soltar um PSIU na rua não é ser machista, a questão abordada pela fic só foi colocada de uma forma mais ampla...
Sobre as partes finais do capítulo, isso foi retirado do poema Amigo Aprendiz de Fernando Pessoa <3, espero que tenham gostado...
Sobre o que eu falei antes, fica a dica...
"A cada três horas uma mulher é estuprada neste país. O número de estupros no Brasil é impressionante: oito por dia ou um a cada três horas, em média. Isso só dos que são denunciados pelo telefone 180."
Imaginem este percentual fora daqui. E os números estão aumentando...
Reflitam!


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