História Unpredictable Love - Capítulo 39


Escrita por: ~

Postado
Categorias Ariana Grande, Austin Mahone, Becky G, Blake Lively, Elizabeth Gillies, Emblem3, Fifth Harmony, Gregg Sulkin, Ian Somerhalder, Justin Bieber, Lily Collins, Little Mix, Megan Fox, Nick Jonas, Nina Dobrev, Shawn Mendes, Taylor Momsen
Personagens Ally Brooke, Ariana Grande, Austin Mahone, Becky G, Blake Lively, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Drew Chadwick, Elizabeth Gillies, Gregg Sulkin, Ian Somerhalder, Jade Thirlwall, Jesy Nelson, Keaton Stromberg, Lauren Jauregui, Leigh-Anne Pinnock, Lily Collins, Megan Fox, Nick Jonas, Nina Dobrev, Normani Hamilton, Perrie Edwards, Personagens Originais, Shawn Mendes, Taylor Momsen, Wesley Stromberg
Tags Camren, Camren G!p, Lauren G!p, Norminah, Trolly, Vercy
Exibições 1.841
Palavras 7.346
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ecchi, FemmeSlash, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey babys, como vocês estão? Se estou vindo aqui mais cedo do que o esperado, sim, estou, o motivo disso? Vocês! Comentando vocês me fazem tão feliz que escrevo mais rápido um capítulo e ai posso postar outro, então continuem participando mais da fic. Bem, espero que gostem do capitulo e...
Sintam tesão lendo. Opa! Sintam tensão cof cof foi isso que eu quis dizer cof cof kk
Boa leitura! :D

Capítulo 39 - Dentinhos


Fanfic / Fanfiction Unpredictable Love - Capítulo 39 - Dentinhos

 

Quinze dias depois...     

Estava deitada em minha cama, completamente absorta em pensamentos enquanto encarava aquela linda mulher á minha frente, que dormia não como um bebê, porque ela estava pra lá de desajeitada com a boca aberta, os cabelos na frente do rosto e os braços caídos de todo jeito no colchão, além das pernas separadas, isso acontecia quando ela se desgrudava de mim, mas mesmo assim perfeita. Camila podia parecer um anjinho quando se agarrava á mim e colocava sua coxa por cima da minha cintura, grudando nossos corpos, mas quando em alguns momentos me levantava para ir ao banheiro e voltava, lá estava ela, dormindo de todo jeito na cama.

- Hm... Por que está me olhando desse jeito? – Ela resmungou quando nem percebi que havia acordado. Ficara tanto tempo a observando dormir que nem me dei conta de que os pensamentos haviam me tirado toda a concentração.

- Primeiro porque você é linda. – Falei galante e pude ouvir sua linda gargalhada ecoar pelo quarto. – E também porque estava com a mente longe, muitas coisas pra pensar... - Declarei querendo chegar a algum lugar. Camila pareceu entender que o assunto era sério e se espreguiçou, ficando sentada na cama em posição de índio.

- Tudo bem, pode falar. – Ela disse prendendo os cabelos em um coque, deixando que alguns fios soltos caíssem por seu rosto. Linda!

- Amor, eu quero voltar a trabalhar. – Falei firme esperando algum sinal dela. Camila suspirou e fechou os olhos.

- Tudo bem! – Disse me fazendo ficar surpresa.

- Sério? Sério mesmo que você concorda, Camz? - Perguntei incrédula.

- Sim. – Ela disse simplesmente e sorri no mesmo instante, a puxando para meu colo, não se preocupando com minha ereção presente, e a abraçando apertado. – Você gosta de ficar aqui, sei que é importante pra você ficar ao lado de Lua e sei que pediu dois meses de férias ao seu pai pra ficar comigo durante o nono mês de gestação e um mês depois que nossa filha nascesse. Isso já aconteceu, agora você sente a necessidade de se mexer. Ficar em casa te entedia. – Ela explicou compreensivamente e meu sorriso só alargou mais.

- Você é a melhor pessoa do mundo! – Exclamei em êxtase por ela me compreender. – Te prometo que não vou chegar muito tarde e ficarei algum tempo com a Lu também pra que possa ter um descanso. – Ela assentiu em concordância e beijei seu nariz. Foi meio desajeitado, pois acho que Camila pensou que lhe beijaria nos lábios, assim beijei suas narinas e ela o começo do meu queixo, nós rimos. Camila segurou meu queixo e depositou um selinho demorado em meus lábios, nós sorrimos durante o ato. Estava animada agora que podia voltar a trabalhar, pois foi uma coisa decidida por ambas e mesmo que ás vezes odiasse ter que administrar aquela empresa, ficaria perto dos meus tão amados carros. Levantei-me da cama com Camila ainda em meu colo e ela soltou um grito fino por não esperar pelo movimento, lhe coloquei no chão e lhe de mais um selinho, vendo-a confusa. – Preciso me arrumar. Trabalhar! – Expliquei feliz. Nunca havia ficado tão radiante por trabalhar, mas é bem aquele sentimento de quando você tem aulas e quer ter férias, daí quando chega às férias você se sente inútil e não tem nada pra fazer e você quer aulas. Aposto que quando os stress do trabalho voltassem eu ficaria com saudades dos dois meses calmos que tive com a minha família. Fui até o banheiro e Camila me seguiu, escovamos nossos dentes juntas e lavamos nossos rostos, assim que saímos do banheiro, franzi o cenho. – Está escutando isso?

- Acho que nossas hóspedes acordaram. – Camila disse negando com a cabeça, então destrancarmos a porta do quarto e saímos para ver do que se tratava. Passara a trancar a porta enquanto abrigava Mani e Dinah em nossa casa, pois vai saber o que aquela loira maliciosa podia arquitetar, seria melhor para nossa saúde e para o meu pau também, principalmente pra ele. Dinah e Normani estavam em nossa casa desde o que acontecera no nosso antigo apartamento. Minha amiga havia voltado ao normal, ser a mesma encrenqueira e irritante comigo como sempre fazia, mas sabia que ela me lançava sorrisinhos agradecidos quando ligava para delegacia para saber mais sobre o caso dela e de Tom, é claro que depois de chorar em meus braços ela não iria ficar admitindo seu amor por mim a todo o momento, mas me contentava com isso.

Ao descermos as escadas e chegarmos a cozinha de mãos dadas, Camila e eu nos deparamos com uma cena um tanto... Diferente. Um som estava em cima do nosso balcão, ligado e tocando Crazy in Love da Beyoncé, enquanto Mani requebrava pra valer e nossa garota, sim, a Lua, estava em seu carrinho de bebê roxo, agitando as mãos e os pés e encarando séria Dinah que não parava de gritar.

- GO MANI, GO MANI! UHUHUH! – Dinah batia palmas, pulava e ás vezes ajudava Lua a agitar as mãozinhas, nossa filha parecia gostar de se remexer, porém fazia com uma seriedade absurda, como se precisasse de muita concentração pra isso. Talvez não levasse jeito como a Camila, que ela não imagine que eu pensei isso!

- Mas o que é que vocês estão fazendo? – Camila perguntou aos risos e tanto Dinah como Mani nos encararam risonhas.

- Estamos ensinando a Lua a dançar. – Mani declarou indo até o som enquanto desfilava ao som da música e logo depois o desligando. Dinah fez bico por ela ter tirado a música e ela lhe deu um selinho rápido.

- Bom dia, pessoal! – Dinah disse indo até Camila e deixando que minha noiva lhe desse um beijo na bochecha, quanto a mim ela apenas assanhou meus cabelos.

- Como estavam a ensinando a dançar?! Ela não tem nem dois meses! – Questionei risonha sentando-me á mesa e vendo que as duas haviam feito um café da manhã enquanto dançavam feito loucas. Puxei o carrinho de Lua para perto e lhe beijei na testa, Camz apertou sua bochecha. Camila logo colocou um saquinho de chá em minha xícara e passou pra mim enquanto lhe entregava uma única banana que tinha em cima da mesa. As meninas nos acompanhavam com o olhar.

- Ah, qual é, palmita, a bebê estava gostando! – Dinah disse pegando algumas torradas por ali e enfiando-as na boca tudo de uma vez. Alguns costumes nunca mudam!

 - Nós acordamos com o choro dela, pensávamos que iriam lá porque ela podia estar com fome e isso não podíamos resolver... – Mani contava enquanto bebia seu suco, Camila já havia terminado com a banana e eu degustava meu chá de camomila. Divino! – Mas ai nenhuma de vocês acordou, então chamei Dinah para ver do que ela precisava.

- Ela praticamente me obrigou. – Dinah confessou passando geleia em outra torrada. Mani bateu em seu ombro, mas ela não se importou.

- Então quando chegamos lá, ela apenas parou de chorar, acho que queria companhia. – Mani divagou. – Ficamos brincando um pouquinho com ela e como vimos que ela não estava reclamando de fome ou porque a fralda estava suja a trouxemos aqui pra baixo e começamos a dançar, ela pareceu gostar.

- Quem não gostaria de te ver dançando?! – Dinah disse deixando Mani envergonhada. Camila e Dinah riram e neguei com a cabeça.

- Desculpem, meninas, não vimos porque Lauren tem um sono pesado... – Assenti sabendo que minha rotina havia voltado ao normal. Lua quase nunca acordava a noite e quando o fazia era porque estava com fome, como isso eu não podia resolver, sobrava pra Camila. Então voltei a dormir muito e Camila a comer demais, isso estava mais do que evidente pelos dois sanduiches que ela havia preparado, atacando um deles... Por enquanto. – E eu tive que acordar de madrugada pra dar de mamar a ela. – Explicou olhando de relance para Lua que nos encarava com atenção como se tivesse entendendo toda conversa.

- Não tem problema, Mila... – Mani começou.

- Nós adoramos passar um tempo com ela. A Lu já gosta da madrinha, não é mesmo, bebê? – Dinah disse orgulhosa. Ela e Lucy eram as madrinhas de Lua, eu a escolhi depois de Veronica ter meio que recusado, foi uma atitude nobre de sua parte, ela disse que já era tia, então eu poderia passar esse vinculo para uma das meninas, logo, escolhi Dinah e Camila escolheu Lucy.

Dinah passou o indicador no nariz da minha filha, mas seu dedo estava sujo de geleia e acabou sujando o bebê. Mani a repreendeu enquanto Camila ria e Lua fazia uma careta de choro, logo a mulata a limpou e ela voltou a ficar quieta. Ficamos conversando enquanto comíamos e até comentei que voltaria a trabalhar hoje, Dinah disse que aproveitaria para pegar carona comigo, para ir ao trabalho, Mani ficaria com Camila já que ela era dona do próprio negócio, podia se dar férias quando quisesse. Depois de Normani e Mani limparem tudo na cozinha, Camila dar de mamar pra Lua, eu subi para tomar meu banho, assim que o fiz, vesti um macacão preto com um cinto de tiras, coloquei um bracelete e passei batom, joguei meus cabelos pra trás e pronto... Estava arrumada para ir trabalhar. (1) 

- Uau! Parece que você não estava pra brincadeira quando disse que voltaria a trabalhar. – Mani comentou assim que me viu descer as escadas. Camila tinha uma cara boba e Dinah tentava esconder sua admiração por mim porque isso ultrapassava seus métodos de demonstração de afeto comigo.

- Vamos logo, palmita, não quero chegar atrasada. – Dinah disse me puxando pelo macacão, apenas ri e tirei suas mãos de mim para me despedir das mulheres da minha vida.

- Lo, será que você poderia, por favor, trazer mais bananas? As daqui de casa acabaram. – Camila disse ao se aproximar de mim, ri negando com a cabeça. Ela não havia voltado ao seu peso normal, estava com uns 6 quilos a mais que perderia depois que seu corpo acostumasse com a perda do feto, mas isso não queria dizer que ela estava preocupada com isso, parecia feliz em poder comer tudo desregulado como fazia antes, principalmente quantas bananas pudesse, nas minhas contas seu recorde eram oito. Assenti cheirando o pescoçinho de Lua que se remexeu e suas mãos até puxaram meu cabelo de leve e depois me inclinei para dar um selinho em minha noiva. – Aliás, você está linda! – Ela disse baixinho quando nossos lábios já estavam próximos, sorri com o elogio daquela mulher maravilhosa e lhe beijei apaixonadamente. Dinah bateu seus pés no piso, claramente dando o sinal de que deveríamos ir logo, e a contragosto me despedi de Camila, seguindo com minha amiga.

O caminho foi regado a insultos aqui e ali por minha parte já que Dinah não parava de me incomodar como nos tempos da faculdade, ligando o som e cantando alto, depois que a deixei na empresa de moda onda trabalhava, segui para a JT. Nem preciso dizer que foi uma surpresa quando alguns funcionários me viram, a empresa pareceu ficar mais agitada devido a minha presença, talvez estivessem sentindo minha falta, ou papai não os regulava como eu fazia. Nina se jogou em meus braços assim que me viu no andar da minha sala, Sabrina, secretária do meu pai estava com ela e não conseguiu esconder o sorrisinho malicioso que sempre soltava quando me via.

- Que saudades de você. Finalmente voltou a trabalhar! – Nina disse animada depois de se afastar do abraço que demos. – Como anda a Lua?

- Bom dia, Senhorita Rogers! – Apertei a mão da ruiva que fez uma careta por ter dito seu sobrenome, mas não mudaria quanto a isso, ela logo tratou de responder com um simples “bom dia” também. – Bem, sim, finalmente estou de volta, estava com saudades disso aqui e a Lua está ótima, obrigada! – Olhei para sua mesa e Nina percebendo isso logo tratou de explicar.

- Ia te ligar daqui a pouco pra te falar sobre isso... – Falou apontando para os cupcakes dentro de uma cesta de presentes. – Chegaram quase agora, são do Mitchell. – Ela disse fazendo uma careta. Mitchell era meu advogado, um antigo cliente que comprara um carro de mim e que me dera seu cartão, desde então o usei como meu advogado pessoal e ele resolvia muitas das coisas da JT, pois achava o próprio advogado da empresa meio rabugento demais. Inclusive chamara o Mitchell para cuidar do caso da Dinah, precisava colocar aquele bandido atrás das grades. Abri o papel de presente que tinha ali em cima da cesta e peguei um cupcake logo o mordendo. – Ele mandou essa cesta te pedindo desculpas, disse que não conseguiu ir muito pra frente com o caso da sua amiga. – Fiz uma careta que não passou despercebida por Nina. – É uma péssima noticia, não é mesmo?!

- Sim, mas também isso aqui está horrível. – Apontei para os cupcakes, Nina riu dizendo que eram “caseiros”. Mitchell não deve saber cozinhar! – Mas isso é uma droga. Eu preciso que aquele cara vá preso. Ele te disse o motivo de não conseguir nada?

 - O tal Tom não possui antecedentes e ele não chegou a fazer nada concreto com sua amiga. – Graças a Deus por isso! – Então o soltaram. – Mas que merda! – Sinto muito, Laur.

- Não é possível. Puta que pariu! – Falei agitada socando a mesa e fazendo as duas garotas me olharem, assustadas. – Desculpem, é que, porra, isso é inacreditável. Onde está a justiça desse mundo?! Argh! – Continuava resmungando. – O cara quase estupra minha amiga e saí impune assim, ela vai ficar arrasada quando descobrir.

- Se ele tentou estuprá-la, não deve ser a primeira vez que fez isso. – Sabrina disse com convicção. Quase esquecera sua presença ali. – Deve ter algum outro caso ligado a ele, é só investigar. – Parecia saber o que dizia. – Minha irmã já sofreu um estupro do próprio namorado, contratamos um detetive particular pra investigar tudo sobre ele e descobrimos que ela não havia sido a primeira vítima. – Murmurei um “sinto muito” e ela assentiu. Odiava esses casos! – Se quiser posso pedir pra que ele dê uma olhada nesse cara, ele é muito bom no que faz, Lauren. – Seus olhos semicerram-se em minha direção.

- Hm... Você poderia falar com ele por mim, Nina? – Perguntei tentando não criar mais diálogos com aquela mulher.

- Na verdade, Laur, eu to bem atarefada, sua sumida da empresa me deixou atolada de coisas pra fazer, nem com você aqui daríamos conta. – Ela explicou parecendo desapontada. Apenas falei que tudo bem.

- Não será incômodo algum, você só ficará me devendo uma. – A ruiva soltou uma risada forçada tentando fazer com que o clima ali melhorasse. Assenti sorrindo amarelo pra ela, sabia que não tinha como me livrar mais disso e seria pela minha amiga.

- Obrigada, Senhorita Rogers... – Ela me deu um sorrisinho estranho e bufei. – Sabrina... Obrigada, de verdade! – Ela assentiu saindo dali. Depois de passar todas as informações sobre Tom por email para Sabrina e ajudar Nina com todas as papeladas da empresa, almoçamos juntas e ela me contou as novidades da JT e sobre seu relacionamento com Ian que ficava cada vez melhor, além de seu tratamento que avançara bastante. Depois voltamos para a empresa e como prometi á Camila, resolvi me lagar mais cedo, saindo de lá as 16h e meia, passando no supermercado e chegando em casa ás 17h. – Camz, comprei as bananas que você pediu. – Falei assim que pus meus pés em casa, que, aliás, estava muito tranquila e até mesmo bem escura. – Amor? – A chamei novamente e Camila apareceu, logo balancei as sacolas mostrando que havia comprado suas bananas e também algumas outras coisas que faltavam em casa, como barbeadores, sabonetes e creme de cabelo. Sorri assim que a vi. Usava uma calça jeans clara cheia de rasgos nos joelhos e um suéter creme gola alta, porque sim, fazia um pouco de frio. – Você não vai acreditar, vi aquela batedeira que você queria, estava em promoção, só não comprei por que... – Camila se aproximou parecendo não se importar com o que eu falava e logo pegou as sacolas da minha mão, largando em nosso sofá ali perto. – Eu tinha que pegar outra fila e estava muito longa, fiquei com preguiça, mas da próxima vez a gente compra e você pode começar a fazer bolos com a Ally e... – Fui impedida de falar quando seus lábios se chocaram com os meus. (2)

- Shi! – Ela disse quando tentei falar algo e logo voltou a atacar meus lábios com vontade. Meu corpo entrou em alerta no mesmo instante, aquele beijo não tinha nada de inocente. Camila segurou em minha mão, ainda me beijando e serpenteando sua língua em minha boca, me puxou, apenas a segui tentando acompanhar suas investidas. Chegamos á sala de TV e ela praticamente me empurrou na poltrona que ficava no canto da parede, passando suas duas pernas por cima de mim, uma de cada lado no meu quadril, e sentando-se. – Você não sabe o quanto estava esperando por isso desde que vi você assim hoje de manhã... – Ela sussurrou contra meus lábios, voltando a me beijar ardentemente. Segurei em suas coxas, trazendo-a mais pra perto, meu corpo se ascendendo completamente, meu pau já se encontrava semiereto. – Pensei que estivesse lembrada de que dia é hoje...

- É alguma data especial que esqueci? – Perguntei preocupada e a vi morder meu lábio inferior, puxando seu suéter pra cima e me dando a linda visão dos seus seios espremidos num sutiã branco. – Onde está a Lua? Cadê a Dinah e a Mani?

- Você fala demais! – Ela rebateu rebolando devagar em meu colo e arfei, minhas mãos imediatamente foram para seus seios, os apertando com vontade, Camila gemeu. – Lua está dormindo, Mani saiu e disse que voltaria com a Dinah e não, você não esqueceu uma data especial... – Me beijou novamente, dessa vez quase me fazendo ficar sem ar, paramos pra respirar e pude ver o quanto seus olhos estavam escuros. Meu Deus, essa mulher vai acabar comigo! – Mas hoje faz cinco dias que acabou o resguardo... – Franzi o cenho, Camila arranhou minha nuca e rebolou novamente em meu colo fazendo meu pau ficar duro de vez. – Queria te dizer há alguns dias, mas você não pareceu se importar, então hoje de manhã quando ficou me olhando daquele jeito achei que tivesse lembrado... Mas você não lembrou! – Me bati internamente.

- Desculpe, amor, estava tão focada no caso da Dinah que.... – Tentei.

- Esquece isso! – Ela murmurou desviando seus beijos para meu pescoço, me deixando arrepiada, logo minhas mãos foram para sua bunda e depois retirei seu sutiã por completo, vendo seus seios um pouco maiores, ficarem expostos pra mim. Tratei logo de apertá-los, mas Camila soltou um gemido sôfrego, deviam estar doloridos pela amamentação, deixei-os pra lá. – Só achei que estivesse com muita vontade e esperaria que tomasse uma atitude, mas descobri que estou com muito mais vontade que você. – Camila sussurrou contra meu ouvido fazendo meu corpo estremecer. Suas mãos foram para a alça do meu macacão e ela as puxou pra baixo, logo o retirando por completo juntamente com a minha cueca, voltando a nos sentar na cadeira. – Eu to com tanta saudade do seu pau, Lolo, você não faz ideia! – Disse beijando desde meu pescoço até minhas coxas. Já me sentia completamente acesa, uma dor em minhas bolas dizia que eu precisava de atenção o quanto antes e Camz me deu, e ah, como ela me deu atenção.

- Hm... – Murmurei assim que senti sua boca macia deslizar por meu pau desde a cabecinha até a base. Caralho! – Porra, Camila, que boca maravilhosa! – Falava enquanto ela aumentava os movimentos, ficando de joelhos em minha frente e movimentando com as mãos já que nem sempre dava pra ir até o fim.

- Você gosta quando te chupo bem gostoso, gosta? – Perguntou-me lambendo a cabecinha do meu pau e fazendo minhas bolas se apertarem. Puta merda! 

- Eu tava com tanta saudade de você! – Confessei observando seus movimentos, ora lentos, ora rápidos, indo e vindo por meu pau, me deixando em êxtase por poder admirar aquela cena. Ter Camila Cabello me chupando no meio da nossa sala era a coisa mais sexy da face da terra! – I-Isso... Chupa... Assim... Chupa gostoso meu pau, amor... – Num movimento calculado, Camila deslizou sua boca até a base, fazendo seu nariz encostar-se a minha barriga e foi dessa forma que gozei maravilhosamente em sua boca. – Porra, Camila, eu adoro quando você faz isso! – Murmurei quando ela conseguiu com um pouco de dificuldade engolir todo meu gozo. Minha latina escalou meu corpo com beijos e mordidas e constatei que minha ereção não havia abaixado com meu orgasmo, eu já estava pronta pra outra. Assim como o tempo que havíamos ficado sem fazer sexo havia afetado o tempo de duração que levei pra gozar, que havia sido bem rápido, havia afetado o modo como ficava dura de novo, também rápido.

- Eu adoro chupar seu pau, amor. – Confessou abrindo os botões de sua calça e a puxando pra baixo junto com sua calcinha branca. Resfoleguei em ver o quanto aquela peça estava molhada e apenas pra mim.

- Eu quero te chupar também. – Declarei passando meus olhos por cada centímetro do seu lindo corpo. Seus cabelos revoltos, seus olhos castanhos, sua boca carnuda, seus seios maiores, sua barriga que não estava tão definida como antes por causa da gravidez, mas continuava perfeita pra mim, suas coxas morenas torneadas, tudo em Camila me dava água na boca. Ainda mais sentir que ela me olhava do mesmo jeito. Isso não tinha preço! – Você é tão gostosa! – Camila sorriu sentando-se novamente em cima de mim, mas tratei logo de deixá-la por baixo. Comecei depositando beijos em seu pescoço, passei por seu colo, não demorei muito em seus seios que estavam muito sensíveis, mordisquei sua barriga e marquei suas coxas com meus chupões. Camila gemia manhosamente e segurava em meus cabelos, apenas me trazendo para mais perto do seu corpo. Prendi a respiração quando levantei uma de suas coxas e Camila estava ali, bem exposta pra mim, sua intimidade rosada completamente aberta pra mim, esperando que eu fizesse o que quisesse com ela. – Você tá tão molhadinha, Camz.

- Por você, amor. – Ela disse não desviando seu olhar do meu. Arranhei sua barriga e tratei de abocanhar logo sua intimidade. Camila gemeu no mesmo instante quando rodeei minha língua em seu clitóris. Fiz movimentos circulares com o dedo e a lambi de cima pra baixo. – Oh... Deus... ISSO! – Camila chegava a gritar quando fazia mais pressão sobre seu sexo e chupava seu clitóris. Minhas bolas já se apertavam, mas não dei muita atenção para elas. Camila em primeiro lugar, precisava me concentrar nela! – Lolo... Isso... Hm.. Você chupa tão gos-gostoso! – Suas palavras desconexas só faziam meu corpo estremecer mais ainda, passariam anos e os gemidos de Camila seriam sempre meu fim! Dei uma tapa em sua coxa e a apertei ali, direcionando minha língua para sua entrada onde a penetrei com firmeza enquanto meu dedo circulava seu clitóris. Camila gritou, arqueando as costas. Seus gemidos se tornando cada vez mais altos, seu corpo estremeceu um pouco e minhas bolas se apertaram novamente. Meu pau estava tão duro e dolorido que eu não conseguia mais pensar em nada, nem sequer calculei meu próximo ato, simplesmente fiz e deu bons resultados. Adentrei com dois dedos em Camila de uma vez só e lambi seu clitóris, minha latina revirou os olhos e urrou de prazer de uma forma que quando vi meu corpo estava tremendo igualmente ao seu. Gozamos juntas. Puta que pariu! Eu gozei apenas em lhe ver gozar. Respirávamos pesadamente, a intimidade de Camila brilhava por seu gozo e não tratei de limpá-la, queria continuar vendo-a assim. – Amor? – Chamou-me e retirei meus dedos de dentro dela, vendo-a soltar um gemido, escalei seu corpo, sentando em seu colo e colando nossos seios enquanto nossas respirações já normalizavam. Camila me encarou firme antes de descer seu olhar sobre nossos corpos e perceber que meu pau estava flácido e minha barriga estava gozada pelos dois jatos que soltei quando a vi gozar. – Você gozou só de me dar um orgasmo? – Ela perguntou divertida, mas impressionada, levando sua mão até minha barriga e com o dedo médio pegando um pouco do meu gozo e depois provando, aquela cena foi como um tiro certeiro pra começar a me ascender.

- É que fazia tempo que não transávamos, amor. – Expliquei cheirando seu pescoço e sentindo o quão bom era o aroma de morangos da minha noiva. Que mulher cheirosa, meu Deus!

- Você não se masturbou nenhuma vezinha, Lo? – Perguntou com curiosidade, sua mão começando a fazer um movimento lento de vai e vem em meu membro, tornando-o semiereto. Neguei com a cabeça, fechando os olhos e aproveitando a sensação. – Eu até quis... Mas fiquei com medo de doer... – Ela direcionou meu pau pra sua entrada e deslizou pela região que ainda estava lubrificada pelo seu orgasmo. – Mas agora não vai mais doer... – Ela sussurrou em meu ouvido e com a outra mão apertou meus seios. – Eu to louca pra sentir seu pau dentro de mim.

- Mas e se você sentir dor... – Tentei convencê-la de que aquilo podia dar errado, mas não estava nem ao menos me convencendo já que minha ereção se encontrava firme e forte por ela.

- Não vou sentir dor, não se preocupe, Lo. – Ela chupou meu pescoço e direcionou sua mão para minha bunda, a apertando com vontade. – Só me come logo, por favor. – Pediu sedutoramente em meu ouvido. Puta que pariu! Não esperei mais, me levantei da cadeira e estendi a mão pra que Camila a segurasse, ela o fez, ficando confusa.

- Eu quero te comer de quatro, Cabello. – Sussurrei em seu ouvido colando nossos corpos, a senti estremecer. – Encosta os joelhos no chão e a cabeça na poltrona... – Ordenei e Camila assentiu com a cabeça, seus olhos declarando o quanto ela estava excitada. Quando assim ela o fez, senti uma pontada direta no meu pau, com certeza aquela cena ficaria pra sempre em minha memória. – Agora empina essa bunda deliciosa que você tem, amor. – Camila logo tratou de obedecer e empinou a bunda pra mim, me encarando por cima do ombro enquanto mordia os lábios. Maldita latina sexy! – Devia ser um pecado você ser tão gostosa! – Me ajoelhei atrás dela e apertei a carne macia de sua bunda com tanta força que havia ficado a marca da minha mão ali, Camila apenas gemeu.

- Lauren, não demora, eu quero que v... Oh! – Sua fala foi interrompida quando enfiei meu pau em sua entrada de uma vez só. Fechei os olhos sentindo aquela sensação gostosa que havia até esquecido de como era. Camila parecia apreciar o mesmo devido ao seu silêncio. Logo retirei meu pau, sentindo o vazio novamente e voltei a estocar nela com força, suas paredes apertando meu membro e me fazendo ficar quente por inteira. – Amooor... – Ela gemeu manhosa quando dei uma rebolada contra seu quadril, fazendo meu pau atingir os pontos certos. – Amo seu pau ser tão grosso, Lo... – Ela não aguentou e rebolou contra meu quadril, fazendo com que nós duas gemêssemos no mesmo instante.

- Amo você ser tão apertada mesmo depois de tudo... – Confessei referindo-me ao parto. Segurei em sua cintura começando a me movimentar com mais rapidez. – Vou te comer tão gostoso, Camz... – Ela gemia enquanto meus movimentos aumentavam. Segurava em sua cintura com força enquanto Camila também rebolava em meu pau fazendo com que nos movêssemos com tanta rapidez que ela ia um pouco pra frente mesmo comigo a segurando firme.

- Hm... Lo... Não para! – Ela dizia em meio a palavras desconexas. Era tão bom senti-la dessa forma, estar dentro dela novamente depois de tanto tempo. – Você faz tão gostoso!

- Eu te amo tanto! – Rebolávamos uma de encontro à outra, nossos corpos ficando cada vez mais suados e meus olhos hipnotizados vendo a bunda deliciosa de Camila se movendo contra meu pau, sua intimidade apertando cada vez mais meu membro. Camila fez com que eu saísse de dentro dela, fazendo com que eu resmungasse, mas ela logo me puxou pra cima, me dando um beijo de língua que até fez minha mente voar pra longe naquele instante. Ela me empurrou na poltrona e se sentou em minhas coxas. – Eu quero cavalgar em você. – Disse enquanto me encarava. Meu pau até doeu em antecipação. Prendi a respiração quando a vi pegar meu membro e direcioná-lo até sua entrada, descendo com tudo e fazendo com que gemêssemos juntas.

- Tão aper-apertada... – Camila começou a se mover. Suas subidas e descidas cada vez mais frenéticas, nossos gemidos aumentando. – Isso, C-Camz! Rebola gostoso, assim... I-isso. – Murmurava enquanto a auxiliava com os movimentos, quando Camila grudou nossos corpos, seios se roçando e nossas testas coladas enquanto nos encarávamos e ela quicava sobre mim, assim como me movia contra ela, que senti minhas bolas se apertando, a reação tão familiar, mas foi também quando ouvi a porta sendo aberta. – Merda! – Ouvi vozes. Dinah e Mani. Meu corpo gelou, mas Camila continuava a se movimentar, seus olhos fechados, parecia absorta ao que acontecia. – C-Camila... – Sussurrei ofegante tentando avisá-la. Dinah e Mani conversavam alheias ao barulho de corpos se chocando que estava a poucos metros delas, se colocassem a cabeça no outro cômodo nos veriam, mesmo que a cadeira fosse no canto da sala de TV. Me arrependi por ter lhes dado uma cópia da chave.

- Você não ouse parar! – Camila abriu os olhos ainda quicando sobre meu pau, seus castanhos completamente negros devido à excitação, mas pareciam quase desesperados, frenéticos. Senti aquela sensação em minhas bolas aumentar e o corpo de Camila começava a estremecer, ela logo tratou de morder meu ombro para não gemer alto enquanto eu mordia meus próprios lábios me contendo.

- O que será que tem pra comer? To cheia de fome! – Dinah disse passando pelo cômodo que estávamos, provavelmente sendo seguida por Mani, que nem deram atenção a nós. – Ainda bem que a Chancho aprendeu a cozinhar com a Ally, porque a palmita é péssima pra fazer bolo... – Ouvimos alguns ruídos, deveriam estar comendo o bolo que Camila disse que faria hoje.

- Lo... E-eu vou... – Tentei calá-la, mas foi inevitável, Camila rebolou forte em meu pau e suas paredes internas me apertaram de uma forma avassaladora e então, ela gemeu. No começo foi um pouco sôfrego e alto, mas tratei logo de beijá-la para contê-la, o que adiantou um pouco, mas acabamos gemendo juntas no final porque me desmanchei em prazer, sentindo-me explodir em três jatos dentro dela.

- Ouviu isso? – Dinah perguntou claramente com seus ouvidos aguçados. As pernas de Camila tremiam e não sentia forças em minhas mãos pra levantá-la, então ficamos meio perdidas no tempo, respirando pesado e deixando nossos corpos relaxarem por si só.

- Me deixa comer, Dinah! – Mani reclamou, mas ouvimos mais passos. Prendi a respiração quando ouvi que estavam se aproximando, porém os passos se direcionaram para a escada e pareceram subir. Esse foi o sinal que precisávamos para nos recompor. Segurei Camila pelas coxas e ela logo entrelaçou suas pernas em minha cintura, a coloquei no chão delicadamente enquanto suas pernas tremiam um pouco e procurei nossas roupas intimas, quando as achei, joguei em sua direção e começamos a nos vestir. Rapidamente coloquei meu macacão e ajudei Camila a colocar seu suéter enquanto ela colocava a calça, logo ouvimos os passos outra vez e Dinah e Mani foram para a cozinha. – Viu?! Não era nada!

- Credo, a Camila é bem bagunceira, você viu o estado do quarto? – Tive que prender o riso quando Dinah comentou isso e Camila me bateu. Logo me deu um beijo demorado, segurou em minhas mãos e caminhamos até a cozinha. Pensando melhor, confesso que essa coisa de quase ser descoberta só havia aumentando meu tesão, mas ainda bem que não nos pegaram. – Vocês estavam em casa! – Dinah disse assim que nos viu. Mani arregalou os olhos.

- Então eu não sei fazer bolos e o quarto da gente é uma bagunça? – Perguntei a provocando e Mani ficou envergonhada, mas Dinah parecia analisar tudo.

– Eu sabia que tinha algo estranho, tinha sacolas no sofá e... – Ela nos olhou de cima a baixo, provavelmente notando o quão estávamos suadas, tenho certeza que fiquei vermelha e Camila desviou o olhar delas. – Oh meu Deus, vocês estavam transando!

- N-Nós não... – Tentei me defender, mas as palavras morreram.

- Elas estavam mesmo! – Mani levou as mãos na boca escondendo a riso enquanto Dinah nos encarava chocada e ficávamos cada vez mais envergonhadas.

- Só espero que tenham usado camisinha porque agora sabemos que o palmitinho pode fazer filhos. – Fiz careta para o apelido que ela dera para meu pau, mas arregalei os olhos quando notei que não, não havíamos usado camisinha. – Não me digam que não usaram? – Camila negou com a cabeça enquanto me encolhi. – Ok, amanhã mesmo vamos a farmácia te comprar uma pílula. Meu Deus! Já não basta você ficar dando em todos os cômodos da casa ainda pode ter o risco de ter outro fantasminha. – DJ murmurou fazendo com que eu lhe desse um sorriso amarelo enquanto Camila corava. Tão linda!

- Tudo bem, Chee...  Amanhã vamos à farmácia... – Camila disse se recuperando da vergonha. – Outro filho agora não...

- Agora não! – Repeti lhe sorrindo carinhosamente fazendo com que Camila entendesse a mensagem. Agora que descobri que podia ser mãe. Por que não tentar ter outro daqui a alguns anos? Tudo o que eu queria era estar ao seu lado. Ela pronunciou um “eu te amo” sem produzir som, antes de me dar um sorriso que garantia que seriamos uma grande família!

[...]

Três meses depois...

- Ela é sua filha? – Uma senhora me perguntou sentando-se ao meu lado. Estava tentando respirar devagar enquanto meu coração palpitava cada vez mais rápido. Assenti com a cabeça, tentando me acalmar. Não era nada demais. Não podia ser! – Percebi pela cor dos olhos. São lindos! – Elogiou-me novamente e a observei mais atentamente. Notei que ela era mais do que uma senhora, era uma enfermeira daquele hospital e parecia tentar me acalmar enquanto puxava conversa. Sorri demonstrando-a que estava dando certo e ela pareceu ficar feliz por ajudar de alguma forma. Logo Camila saiu da sala e sentou ao meu lado, cruzando as mãos em cima da perna.

- Como você pode estar tão calma? – Perguntei vendo uma enfermeira passar por ai segurando uma seringa, ela entrou em uma sala onde uma criança e sua a mãe a esperavam e logo a garotinha chorou. Odeio hospitais! Odeio agulhas!

- Eu te disse... São só os dentinhos, ela vai ficar bem. – Camila disse tranquila repousando sua cabeça na parede e fechando os olhos.

- E como você sabe disso? – Perguntei aflita. Minha filha estava em um hospital, chegara aqui com febre, eu estava morrendo de preocupação por ela.

- Sua mãe me contou. – Falou me encarando e parecendo ter absoluta certeza do que dizia.

- E você acha que minha mãe sabe de tudo é? – A questionei já voltando a ficar nervosa, notei que a senhora já havia saído dali e entrado da sala da qual Camila saíra.

O que aconteceu foi que desde ontem, quando Camila estava brincando com Lua na cama e a aplaudindo porque nossa filha havia rolado pelo colchão e parecia ficar mais esperta do que nunca, ela deu um chocalho para nosso bebê e ela logo o colocou na boca, como quase tudo que ela conseguia pegar com suas pequenas mãozinhas, e depois disso começou a chorar desenfreadamente, Lua teve diarreia e não conseguira dormir a noite. Hoje de manhã quando as meninas estavam lá para aproveitarmos a piscina, ela chorou e ficou a maior parte do tempo inquieta, agora no comecinho da tarde teve febre e isso foi o bastante para que me preocupasse, mas Camila sabe-tudo parecia tranquila enquanto afirmava que era porque os seus dentinhos estavam nascendo, só porque ligara para minha mãe e Dona Clara havia dito isso a ela.

- Lauren, acho que sua mãe criou três filhos muito bem e ainda a Veronica, ela deve saber algo. – Camila ironizou me olhando despreocupada. Bufei. Meu bebê tinha febre e essa garota fazia piadinhas!

- Aqui está sua filha... – A senhora que estava ao me lado saiu da sala segurando Lua que estava quietinha em seus braços, mas logo que me viu se jogou para os meus braços. Sorri com a cena e Camila fez o mesmo. – Ela está bem, são só os dentinhos querendo nascer. – Encarei Camila que parecia me dizer “eu bem que avisei”. – É normal que a criança fique desconfortável quando eles estão nascendo, geralmente começam a nascer aos cinco ou seis meses, em alguns casos como os da sua filha, nascem antes, mas como ela já vai fazer cinco meses, está tudo normal. – Ela nos sorriu, gentil. – Anotei aqui alguns cuidados que devem ter e é só, se ela tiver febre novamente e não passar em no mínimo em uma hora, tragam ela novamente que podemos passar um analgésico. – Assenti prestando atenção em tudo e pegando o papel com as recomendações anotadas. Ela passou a mão na cabeça de Lua e se despediu de nós. Havia gostado dela! Logo saímos dali, indo direto para o nosso carro. Depois de conseguir colocar Lua na cadeirinha que Taylor deu, fui para frente e Camila já estava sentada no banco do carona, liguei o carro e um silêncio pareceu se instalar.

- Droga! Eu devo ser uma péssima mãe mesmo. – Camila murmurou depois de algum tempo. Franzi o cenho. – Você ficou toda preocupada com nossa filha enquanto não fiquei nem ai. - Continuou enquanto dirigia.

- Camz, não precisa ficar assim, sei que estava preocupada com a Lua também, é só que demonstro mais e sou um pouco... Pirada quanto a isso. – Admiti olhando de relance para ela, mas sua expressão não parecia boa.

- Não é só por isso! – Ela disse olhando para trás, fitei o espelho no carro e vi Lua tentando alcançar os próprios pés, era fofo quando ela fazia isso! – Eu só posso ser muito egoísta mesmo. Nossa filha fica com febre e eu fico pensando no meu mestrado. – Confessou culpada. – É claro que me preocupo com ela, mas sabe, sua mãe disse que eram os dentinhos e que era normal, então relaxei, mas me sinto péssima em pensar em abandoná-la desse jeito. – Continuou tristonha.

- Camila, eu não sabia disso... – Falei mordendo os lábios. – Não sabia que estava pensando em seu mestrado agora, mas isso também não quer dizer que você é egoísta e uma péssima mãe, você não iria abandoná-la, Lua é sua filha, vocês tem um vínculo, não te acho egoísta por pensar um pouco em você. – Disse segura, Camila me encarava. – Amor, eu acho uma ótima ideia você fazer mestrado. – Ela me olhou confusa. – Sim, você também não aguenta ficar muito tempo em casa e foi bastante compreensiva quando quis voltar a trabalhar, você também pode fazer algo... – Expressei minha opinião. Estávamos quase chegando em nossa casa. – Eu posso tirar mais alguns meses de férias da empresa e ficar com nossa filha enquanto você estuda. – Olhei para trás e vi Lua babando a própria mão, ultimamente ela estava produzindo uma grande quantidade de saliva. Estacionei o carro e encarei Camila, ela parecia admirada, seus olhos brilhavam.

- Eu te amo tanto! – Disse abrindo um grande sorriso que me fez sorrir só de olhá-la. Ela se inclinou e tocou meus lábios com os seus, suspirando logo em seguida quando introduzi minha língua, a serpenteando pela sua boca. Meu coração sempre acelerando quando fazíamos esse tipo de contato. Camila sempre seria a mulher da minha vida.

- Nós podemos conversar mais sobre isso depois... Falar sobre babás no futuro, horários, a Lua, tudo bem? – Ela assentiu ainda sorrindo e saímos dali, peguei Lua em meus braços que logo se aninhou em meu pescoço. Quando entramos em casa, fomos direto para o quintal, onde as meninas estavam na piscina, elas haviam ficado aqui quando resolvemos ir ao hospital com Lua.

- Como ela está? – Ally perguntou assim que nos viu, entreguei Lua para ela que ficou a ninando enquanto nossa filha a olhava com seriedade e babava.

- Ela está bem, são só os dentinhos querendo nascer. A enfermeira disse que ela ficaria um pouco desconfortável por isso, mas que podíamos dar alimentos a ela que fossem gelados, ajudava a melhorar a situação e também massagem na gengiva usando uma luvinha. – Ally assentiu sabendo de todo o processo já que ela também era médica. Meu celular tocou e Camila foi falar com as meninas que estavam embaixo do guarda-sol que pusemos na mesa, perto da piscina. Quanto atendi era meu advogado, Mitchell, ele me contou algumas coisas e quando desliguei a ligação, sorri largo para as meninas que logo perceberam minha repentina alegria.

- Vocês não vão acreditar! – Falei sentando-se numa cadeira próximo a elas e Lua logo mexeu suas mãos em minha direção para que eu a pagasse, ela logo o fez, saindo dos braços de Ally. – Tom foi preso! – Anunciei e todas elas gritaram no mesmo instante, Lua ficou meio assustada pelo barulho, mas sorriu depois de babar meu queixo inteiro. – Mitchell me ligou dizendo que o detetive que contratei descobriu que Tom tinha tido mais uma vitima e que ele a estuprou... – As meninas fecharam a cara. Odiava esse tipo de coisa! – E com muita insistência ela resolveu depor contra ele, então a Dinah não seria o único caso e assim o juiz emitiu o mandado.

- Até que enfim uma noticia boa! – Mani disse super feliz beijando a namorada que me agradeceu com o olhar.

Elas haviam comprado uma casa para morarem juntas, Mani concordara comigo quando falei que não era bom ficarem no apartamento, traria más lembranças, então juntaram dinheiro e estavam morando juntas há um mês. Lua mexeu os braçinhos e a coloquei em meu colo, de frente para as meninas, ela observava tudo atentamente.

- E não é a única! – Ally disse com um sorriso largo. Prestamos atenção nela. – Troy e eu vamos morar juntos. – Ela anunciou fazendo com que todas nós soltássemos gritinhos comemorando sua nova fase. Ficamos super felizes por nossos amigos.

- Espera! Então ficaremos só Lucy e eu no apartamento? – Vero perguntou incrédula. Franzi o cenho. Seu tom de voz não parecia bom.

- O que tem ficarmos só nós lá? – Lucy perguntou desconfiada.

- Nada... É só que... Hm... Não vai parecer que somos meio que casadas também? – Veronica questionou relutante e sua namorada fez uma careta.

- E qual o problema com isso? – Lucy perguntou e fechamos a cara. Iria começar! Lua agitava as mãozinhas em meu colo.

- Não quero me casar agora! – Veronica disse cruzando os braços e Lucy a olhou com raiva. Antes que ela pudesse abrir a boca Dinah pegou uma pequena colher que havia ali e colocando um pouco de pudim na mesma deu na boca de Lua.

- DINAH! – A repreendi e ela me olhou como se perguntasse qual o problema. Minha filha babava mais do que tudo agora enquanto tentava engolir o pudim.

- O que foi?! – Ela deu de ombros. – O que tem demais dar a ela um pouco de pudim? A médica disse que ela podia colocar coisas geladas na boca, ué, o pudim é gelado. – Nós negamos com a cabeça enquanto Lua se agitava ainda mais saboreando o ultimo resquício de pudim em seus lábios.

- Da-da!! – Lua exclamou fazendo com que nós arregalássemos os olhos. Sabíamos que não tinha nada a ver com o fato de Dinah dar pudim a ela, mas pareceu se encaixar tão bem naquele momento.

Gargalhamos fazendo o bebê nos encarar confusa, deixando um pouco do clima ruim que se instalara por causa de Vero e Lucy.

Não sabíamos naquele momento, mas aquele começo de discussão fora o bastante para separar Vercy dias depois...

    


Notas Finais


(1) http://67.media.tumblr.com/8b13cbbb3598f74600db608933564593/tumblr_nt9phf86RI1u7erk0o1_1280.jpg
(2) https://66.media.tumblr.com/ea8ad7adc065747c9e44dc5503fc2832/tumblr_nmcz6gMpbm1ta5rh5o1_500.png
Eu sempre morro de rir escrevendo as farofas da Dinah kkk. E não culpo a Camila, a Laur fica um tesão vestida desse jeito... lalalala...
Sobre o Tom... Foi por pouco, a gente sabe que com a justiça não é fácil de lidar.
Sobre o casal Vercy...
P.S: Não me matem!!
Espero que me digam o que acharam. Besos, até semana que vem!


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