História Unpredictable Love - Capítulo 47


Escrita por: ~

Postado
Categorias Ariana Grande, Austin Mahone, Becky G, Blake Lively, Elizabeth Gillies, Emblem3, Fifth Harmony, Gregg Sulkin, Ian Somerhalder, Justin Bieber, Lily Collins, Little Mix, Megan Fox, Nick Jonas, Nina Dobrev, Shawn Mendes, Taylor Momsen
Personagens Ally Brooke, Ariana Grande, Austin Mahone, Becky G, Blake Lively, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Drew Chadwick, Elizabeth Gillies, Gregg Sulkin, Ian Somerhalder, Jade Thirlwall, Jesy Nelson, Keaton Stromberg, Lauren Jauregui, Leigh-Anne Pinnock, Lily Collins, Megan Fox, Nick Jonas, Nina Dobrev, Normani Hamilton, Perrie Edwards, Personagens Originais, Shawn Mendes, Taylor Momsen, Wesley Stromberg
Tags Camren, Camren G!p, Lauren G!p, Norminah, Trolly, Vercy
Exibições 1.113
Palavras 6.779
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ecchi, FemmeSlash, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey babys, como vocês estão? UHUH! Espero que bem, gente tenho coisas importantes pra falar pra vocês, então vamos lá.
Pra quem queria saber (acho que ngm) finalmente terminei meu trabalho. YAAY. Sobre o capítulo anterior, bem, eu recebi pouquíssimos comentários e gostaria de saber o que está acontecendo? Estão deprimidas por causa de Laucy e não querem mais ler fics camren? Eu desisto dessa e faço uma laucy, tudo por vocês, mentira, nem que implorassem eu desistiria dessa aqui haha. Estão odiando a fic? Querem que eu diminua o numero de capítulos que planejei pra cá e termine logo com a fic é isso? Só dizer, meus amores, a tia Vic tá aqui pra ouvir :)
Sobre a felicidade que eu senti quando fui procurar fics GP!s pra ler e encontrei essa qui e só então percebi o tanto de coments que há no geral e os 1181 Favoritos, gente, eu surtei, vocês são demais, obrigada mexmooo.
Sobre alguns de vocês estarem achando que a Lua vai namorar com algum dos amiguinhos dela, bem, só digo que, façam suas apostas, quem vocês acham que vai ser? A Claire? Nop? O Rich? Não? O Zac? Não? Com os três? Qual é? To viajando? Tô, então falem ai haha
Enfim, boa leitura, amoris. <3

Capítulo 47 - Sorrisos


Fanfic / Fanfiction Unpredictable Love - Capítulo 47 - Sorrisos

No mês seguinte...

- E então como se sente? – A enfermeira me perguntou depois de conferir minha pressão.

- Estou bem, só arde um pouco. – Respondi. Ela assentiu enquanto encarava Camila e Vero sentadas próximo á cama do hospital.

- Fique aqui um instante que logo voltarei pra liberar sua saída. – Ela disse gentilmente e depois saiu do quarto.

O que acontecera fora o seguinte. Vero convidou Camila, Lua e eu para irmos a um haras com ela e Lucy, lá havia todo tipo de diversão envolvendo cavalos.  Corridas, apostas, esportes que eu nem fazia ideia que existiam, um local com pôneis onde as crianças pequenas podiam montar, o que incluiu uma Camila que queria subir no bichinho e tudo mais, mas o ponto alto do dia foi quando Lua decidiu subir em um cavalo.

Lucy e eu tentamos convencê-la de que ela não deveria ir nem nada do tipo, mas minha filha foi teimosa o suficiente para nos acalmar dizendo que não iria e quando menos esperamos, ela apenas subiu no animal e ele saiu galopando com ela em cima dele. Como Camila estava grávida e não iríamos correr o risco dela cair de cima de um cavalo, então, rapidamente subi em cima de outro cavalo e corri atrás de Lua, ignorando as regras que o instrutor gritava pra mim.

Podia dizer que fui uma heroína e salvei minha pequena garotinha dos olhos verdes, que saltei do meu cavalo para o seu e parei o animal antes que ela se machucasse, ou que dei a volta com Lua agarrada as minhas costas como um príncipe salvando uma princesa, mas não foi isso que aconteceu, afinal de contas eu nunca havia montado em um cavalo em toda minha vida, essa tinha sido a primeira vez, infelizmente, para Lua também.

A garota não conseguiu comandar bem o animal e em um galope mais intenso, ela foi praticamente jogada pra trás, caindo com tudo do cavalo enquanto o bicho corria para mais longe. O que eu fiz para ajudá-la? A coisa mais idiota que alguém podia fazer, mas simplesmente me desesperei, assim como quando não calculei as minhas ações e subi no outro cavalo para ir atrás dela. Basicamente me joguei para socorrê-la, sim, eu me joguei do cavalo, não passando pela minha cabeça nem por um segundo que eu podia apenas tentar puxar as rédeas para o animal parar. Então, como minha sorte não era das melhores, simplesmente caí de joelhos em cima de uma pedra, o que ocasionou em me ralar toda no joelho e também no queixo, já que caí com tudo de cara no chão depois de bater na pedra. E aqui estou eu, em um hospital, terminando de ser examinada pela enfermeira mesmo sabendo que não foi nada demais e poderia apenas colocar remédio em casa no meu queixo ralado, joelho e cotovelo, sim, cotovelo também. Olhei para a Camila que me encarava com um pouco de pena, uma ruga de preocupação aparecia em seu rosto.

- Ela está bem, você vai ver. – Falei referindo-me á Lua. Se a minha queda causou isso, a de Lua foi muito pior, já que ela caiu com ás costas no chão e havia sido levada para outro quarto para que fosse examinada. Como a gravidez de Camila havia sido dada como contendo um pouco de risco por causa dos stress que ela andava tendo, graças á Alexa, sim, ainda não havíamos superado todo esse assunto e até brigamos mês passado por conta dos enfeites de Natal. A culpa não foi minha se Camila logo tratou de perguntar como eram meus Natais com Alexa e minha família e quando disse que havia sido bom, porque fora, já que só passei um Natal com ela e ainda não havia descoberto o quanto ela era uma cobra, falei a verdade e Camila se irritou. Então, ela não podia se preocupar por coisas assim.

Logo, Lucy, assumiu as rédeas da situação e acompanhara Lua no outro quarto enquanto Ally a examinava, já que fizemos questão de virmos para o hospital que hoje a baixinha fazia plantão enquanto Troy cuidava da pequena Vivian. Como não pude acompanhar Lua porque tinha que ser examinada também, fiquei no quarto com Vero e Camila.

- Mudando de assunto... – Veronica começou dando de ombros. – Eu tenho uma noticia importante pra contar á vocês. – Ela disse estufando o peito.

- Você e Lucy decidiram ter filhos?! – Camila revirou os olhos depois de falar e Vero semicerrou os olhos em sua direção. Não era surpresa nenhuma que Vero queria ter filhos, na verdade, desconfiávamos que ela não quisesse de verdade, e sim que era algo apenas pra alegrar Lucy, mostrar á ela que estavam numa relação firme já que todos seus amigos já tinham uma família, o problema era que Lucy não queria filhos, mas Vero não parecia perceber isso, e ficava forçando a barra pra assegurar esse medo bobo que tinha de perder a Vives.

- Não. – Disse nos surpreendendo. – Não vamos mais adotar ou fazer inseminação. – Explicou muito calma e me sentei na cama para vê-la melhor, grunhindo um pouco por meu cotovelo ter ardido. – Não acho que seria uma boa mãe e a verdade é que nem queria ter filhos mesmo.

- Ah, não me diga, nem percebemos isso. – Camila satirizou fazendo Vero dar língua pra ela.

- É só que ás vezes Deus dá sinais pra gente que não somos muito boas em determinadas tarefas. – Ela suspirou. – Acho que ele me deu bons sinais de que eu não sou boa com crianças. – Sorriu largo.

- Ah, é?! – Falei sarcástica. – E quando foi que você percebeu esses sinais? Vamos pensar... Hm... – Coloquei a mão no queixo de forma teatral e Camila prendeu o riso. – Será que foi quando levou o Chris pra jogar futebol ano passado e ele voltou com a perna quebrada? – Vero fez uma careta. Dinah havia quase a matado por isso, mas agora o garoto já se encontrava bem. – Ou será que foi quando você fez a pequena Vivian chorar quando a levou pra noite do terror de um parque de diversões que não foi feito para crianças? – Camila não aguentou e riu alto enquanto Vero revirava os olhos. – Ou pode até ter sido quando você levou a Lua a uma lanchonete semana passada e a desafiou a tomar o maior número de milk-shakes que ela conseguisse? – Camila agora já não aguentava mais e desatava a rir, secando algumas lágrimas de seus olhos que já saía enquanto Vero se encolhia na cadeira de acompanhante. Nesse dia nossa filha apareceu com uma dor de cabeça forte por ter tomado muita coisa gelada de uma vez só e ainda ficou com dor de barriga. – Talvez hoje tenha sido o ultimo sinal, Veronica. – Vero arregalou os olhos. – Sabemos que a Lu só subiu naquele cavalo porque você a desafiou a fazer aquilo. – Dei de ombros, agora a merda já estava feita. Camila parou de rir e a olhou séria, negando com a cabeça. Vero sorriu amarelo.

- Bem, talvez Deus tenha me dado sinais demais. – Ela admitiu envergonhada. – Bem, o que eu queria falar era que Lucy e eu decidimos que vamos adotar um cachorro.

- Um cachorro? – Camila fez cara de confusa. – Jura, Vero?! – Minha melhor amiga/irmã assentiu, muito empolgada. – E quando pretendem fazer isso?

- Daqui a um ano. – Vero disse dando de ombros e abri a boca em descrença.

- Como assim daqui a um ano, Veronica? – Perguntei incrédula e Camila me olhou, fiz biquinho e ela se levantou, vindo até mim e me abraçando de lado, me passando o conforto de estar em seus braços enquanto avaliávamos aquela situação pela qual minha amiga passava.

- Ué. Vocês demoraram nove meses pra esperar a Lua. – Vero disse como se não houvesse a mínima diferença entre um cachorro e um bebê. Camila logo direcionou suas mãos para sua barriga como se pensasse a mesma coisa que eu. – Nós estamos apenas indo com calma, quer dizer, como você sabe que está pronta pra algo? Como vamos tratá-lo depois que ele não for mais tão fofo quando era quando filhote? Onde ele vai dormir? Quem ele vai chamar de mamãe? Qual raça vamos escolher? Ou será que devemos apenas pegar algum da rua mesmo já que estaremos fazendo uma boa ação? – Começou a questionar, indo longe enquanto filosofava. Camila e eu a encarávamos como se ela fosse louca. – Vamos ter três meses pra decidir se queremos isso mesmo e depois partiremos para as outras etapas, teremos mais tempo do que vocês em uma gravidez. – Deu de ombros relaxando na cadeira.

- Mama, mamãe. – Lua entrou no quarto, um pouco confusa, sendo seguida por Ally e Lucy, e ficou um pouco perdida na hora de escolher quem abraçar primeiro, atrapalhando que Vero continuasse com seu raciocínio pirado.

- Viu? Esse tipo de coisa que podemos evitar se não tivermos um cachorro. – Vero comentou como se tudo aquilo fizesse sentido e apenas ignoramos sua loucura.

- Nós ficamos com tanto medo, princesa. – Falei assim que Lua resolveu me abraçar primeiro, provavelmente por ter me machucado como ela. – Prometa que nunca mais vai fazer aquilo. – Ralhei com ela e Lua apenas me abraçou mais apertando, assentindo logo em seguida.

- Gente, do que elas tão falando? – Ally perguntou confusa enquanto Lucy e Vero explicavam para ela sobre o lance dos prós e contras de ter um cachorro.

- Apenas ignore. – Camila rebateu deixando pra lá todo aquele papo de casal louco, porque era isso que elas eram, duas loucas que se completavam. – Como ela está, Ally?

- Ela está bem. – Camz e eu suspiramos depois que Lua finalmente foi abraçar minha esposa. – Achávamos que ia dar algum problema na coluna dela, mas felizmente foi apenas uma queda de mal jeito, nada que tenham que se preocupar. – Assentimos. - E você, Laur? Como está? – Expliquei calmamente que meus arranhões estavam apenas ardendo e Ally recomendou uma pomada pra que eles se curassem mais rápido. A agradecemos por tudo e agora, Camila, Lua, Lucy, Veronica e eu nos encontrávamos no meu carro, finalmente indo para casa.

- E então, Mila, como anda as coisas no trabalho? – Lucy perguntou quando começamos a falar da sua carreira como atriz e depois sobre a loja de Veronica e minha empresa.

- Tudo tá bem legal. – Camila respondeu logo abrindo o maior sorriso, sabia como ela ficava orgulhosa ao falar do seu trabalho. – Continuo dando aulas e não sou mais responsável pelo grupo de pesquisa, porque ando me sentindo um pouco cansada demais e os coordenadores da faculdade acharam melhor que eu ganhasse uma folguinha, então fui liberada e também só estou dando aula á tarde. – Explicou pacientemente. – Mas a minha maior paixão é a orientação do TCC, juro, não podia ter escolhido alunos melhores para ajudar. – Lucy e Veronica assentiram, esperando que ela continuasse. – Bethanny e Gordon são muito inteligentes, mas ninguém barra a Aaren. – Sorriu mais largo. – Ela e o pai se mudaram para cá há dois anos depois da morte da mãe.

- Que nome diferente... Aaren. – Lucy comentou pensativa.

- É sim. É árabe, seu pai me explicou quando nos encontramos um dia desses quando ele a levou para ter uma reunião comigo. – Explicou extasiada. – Normalmente é um nome masculino, mas seu pai decidiu ir contra toda essa coisa de regra de gênero e colocou o nome dela assim mesmo. – Completou sorrindo largo.

- Parece ser uma boa garota pelo que fala. – Vero comentou. – Tomara que seja bonita também. – Revirei os olhos e Lucy bateu em seu ombro com força fazendo com que nós ríssemos. Aaren. TCC. Ficava apenas feliz por Camila estar bem com tudo isso. Do jeito que ela falava dessa garota, deveria ser especial, ainda mais por ter um pai tão culto desse jeito. Com certeza ele era algum velho babão ex professor de história que se ligava muito a pequenos detalhes.

- E você Lua... Como vai á escola? – Lucy perguntou depois de discutir alguns segundos com a namorada e logo engatamos em mais um assunto até que chegássemos em casa e aquele dia acabasse...

[...]

Em fevereiro...

- E então, como estava a água? – Perguntei estendendo a toalha em sua direção e Camila me deu um sorriso simples, saindo da banheira e me fazendo encarar seu corpo nu. Havia preparado um banho pra que ela se sentisse melhor já que nos últimos dias estava sentindo-se muito cansada.

- Mal consigo acreditar que estou ficando gorda de novo. – Ela disse alisando sua barriga e meus olhos acompanharam o movimento. Camila grávida era minha perdição! Seu corpo latino completamente nu a minha frente, com seus cabelos molhados cobrindo apenas um pouco dos seios que estavam bem volumosos graças á gravidez, sua barriga de 5 meses, suas coxas torneadas com um sinal em específico acima de seu joelho chamando a atenção, uma pintinha linda que me dava vontade de me ajoelhar agora mesmo e beijá-la ali. – Lauren, para de me olhar assim. – Camila percebeu que acompanhava o caminho que as gotas faziam por seu corpo molhado por ela ter acabado de tomar banho.

- É que você fica muito sexy grávida. – Mordi o lábio sentindo uma pontada em minhas partes baixas. Camila corou, mas logo revirou os olhos desfazendo todo o clima, se é que havia ali. – Se você quisesse, podíamos trancar a porta do quarto e ficar aqui no banheiro... – Me aproximei dela, segurando em sua cintura descoberta enquanto Camila ficava paralisada. – Então, trancaríamos essa porta também pra que a Lua não nos atrapalhasse e podíamos tomar um banho juntas. – Sussurrei em seu ouvido vendo seu corpo estremecer.

- Mas eu acabei de tomar banho. – Camila disse com a voz um pouco afetada e sorri vitoriosa sabendo que lhe causava algumas sensações quando falava assim tão próximo de seu ouvido.

- Mas podemos tomar outro. – Capturei o lóbulo de sua orelha e ela conteve um gemido.

- O-obri-gada pelo banho, querida. – Ela disse fechando os olhos para buscar forças e me empurrando de leve. – Você é maravilhosa. – Completou pegando a toalha de minhas mãos e cobrindo aquele corpo magnífico, saindo do banheiro em seguida. Suspirei. É, não foi dessa vez, Lauren!

Encostei na pia, encarando meu reflexo. Hora de ajudar Camila a ficar confortável com o próprio corpo. Assenti para mim mesma e joguei um pouco de água no rosto, o secando logo em seguida e saindo do banheiro. Camila já estava vestida com suas calças largadas de pijama e uma camiseta minha que ficava um pouco grande nela. O cheiro de morangos reinava muito forte naquele quarto já que ela acabara de tomar banho. Sorri da cena ao ver Lua deitada de bruços em nossa cama, mexendo em seu celular, parecendo muito entretida em sua tarefa, um óleo de massagem próximo a suas mãos, que ela pegara para que pudéssemos iniciar o processo para relaxar sua mãe.

- Como está se sentindo, mãe? – Lua perguntou preocupada, assim que Camila se jogou na cama ao seu lado e soltou um gemido de dor. Odiava vê-la desse jeito.

- O banho de banheira me relaxou muito. – Camila sorriu para mim, agradecida. Fiz uma continência para ela fazendo-a rir e me joguei na cama perto de onde Lua estava. – Mas o bebê anda muito inquieto. Minha barriga dói às vezes. – Confessou alisando a região por cima da camisa larga. Lua se inclinou e depositou um beijo casto na barriga de Camila, nos fazendo sorrir orgulhosa por ela ser extremamente carinhosa com todos a sua volta, principalmente com o bebê.

- Então... Pronta pra relaxar? – Perguntei pegando o óleo de massagem e Camila sorriu largo com o gesto. Lua soltou o celular em qualquer canto e fez um coque em seus cabelos, pronta pra começar a sessão massagem. A imitei, fazendo um coque em meus próprios cabelos e minha filha encarou um ponto especifico em minha nuca.

- Doeu pra fazer? – Perguntou referindo-se á tatuagem de libélula que havia naquela região. Neguei com a cabeça. – O que vocês acham de eu fazer uma? – Lua perguntou abrindo o óleo e despejando no pé de Camila. Os tornozelos estavam um pouco inchados e Camila até parara de usar saltos para ir trabalhar. Esses eram um dos contras da gravidez. Fiz o mesmo no outro pé enquanto Camila aproveitava a sensação.

- Você é de menor. – Camila retrucou com uma expressão de “você nunca vai fazer isso!”. Lua a encarou incrédula enquanto massageava seus dedos do pé. Sabia que havia ganhado a reputação de mãe reclamona enquanto Camila era a mãe divertida, mas nesse quesito eu sabia bem ao que ela se referia. Camila era muito medrosa e nunca ousaria fazer uma tatuagem, mas mesmo eu tendo medo de agulhas, ela era quem achava que doía como um inferno. Nunca que deixaria Lua fazer uma.

- Eu sei, mas pensei que... – Lua fez uma careta pensativa. – Que quando completasse 16 vocês poderiam me dar autorização, então eu poderia fazer. – Ela disse e dei de ombros sabendo que não me importaria em autorizar caso fosse realmente muito importante pra ela. Camila gemeu assim que apertei um ponto especifico em seu tornozelo.

- Nem pensar. – Rebateu olhando séria pra Lua. – Por que todo esse interesse por tatuagens agora? – Perguntou interessada. Continuei a massagem em seu pé direito.

- Daqui a pouquinho Zac vai ter 18 anos e quer comemorar fazendo uma tatuagem. – Lua explicou e assentimos. – Então pensamos que caso ganhássemos autorização dos pais podíamos fazer o símbolo do infinito. Rich, Claire, Zac e eu. Simbolizando a nossa amizade. – Ela explicou e suspirei encarando número 27 em algarismos romanos em meu braço. Minha segunda tatuagem.

- Mi amor, no tienes que hacer una tatuaje por causa de eso. – Camila disse olhando-a atentamente, Lua pareceu prestar atenção, continuando a massagear os pés da mãe, mas parecia confusa.

- O que sua mãe quer dizer é que... Vocês são muito novos e admiro que queira demonstrar seu afeto e carinho por seus amigos, mas uma tatuagem é um símbolo que durará sua vida toda. Algo que ficará marcado em sua pele para sempre. – Expliquei pacientemente. – Você precisa ter muita certeza do que quer. – Ela assentiu parecendo compreender.

- O que suas tatuagens significam, mama? – Perguntou mesmo já tendo contado essa história um milhão de vezes.

- Bem... – Camila me encarou também. – A libélula foi por conta da minha abuela Angelica... – A pequena assentiu. Seus olhos verdes atenciosos me deixavam calma pra explicar o que ela precisasse saber. – Era seu animal favorito. – Lua sorriu e uma pontada de saudade atingiu meu coração. – Queria que tivesse a conhecido. Iria adorá-la. – Suspirei. Camila me sorriu sincera. – E a outra... – Encarei meu braço novamente. – Simboliza o dia em que me casei com sua mãe. – Os olhinhos de Lua brilharam. – Fiz um pouco depois do nosso casamento e não me arrependo. Olhar para o número 27 e pensar que além de ser o dia em que comemoramos nosso tempo juntas foi também o dia de nosso casamento, isso me deixa... – Comecei a explicar balançando as mãos sem nem conseguir me expressar direito.

- Tudo bem, mama, eu entendi. – Lua segurou em minha mão. Nossas mãos meladas de óleo e completamente escorregadias.

- Ainda quer fazer uma tatuagem? – Camila perguntou erguendo uma sobrancelha pra ela.

– Talvez... Hm... Talvez devêssemos só esperar um pouco mais... Sabe... Tipo uns mil anos... – Ela riu baixinho com sua ideia de momentos atrás e a acompanhamos. – Seus tornozelos estão melhores?

- Sim, estão sim, obrigada, meus amores. – Camila se inclinou, deixando um beijo demorado na testa de Lua que logo depois se levantou para lavar suas mãos no banheiro e Camila me puxou pelo ombro depositando um beijo sincero em meus lábios. A campainha tocou e franzi o cenho. Quem seria uma hora dessas? Afinal já estava tarde.

- EU VOU! – Lua gritou saindo do nosso banheiro, deixando suas mãos molhadas pingando água por aí. Camila e eu negamos com a cabeça vendo a afobação de nossa filha. Deixei um beijo simples na perna de Camila, mesmo que coberta pela calça do pijama, e me levantei para lavar minhas mãos no banheiro. Quando passava sabonete liquido e esfregava bem minhas palmas para que não ficasse nenhum resquício de óleo nelas, ouvi o barulho no quarto e curiosa para saber quem era, enxaguei as mãos de todo jeito, passando-as na toalhinha que tinha ali para secá-las. Mas foi quando avistei Lua em pé no quarto, segurando um buquê de flores vermelhas e Camila as encarando com expressão de surpresa que tive ainda mais curiosidade de saber o que estava acontecendo. – São pra mamãe. – Entortei a boca. Quem daria flores pra minha mulher?

- Posso ler? – Perguntei não querendo ser invasiva nem nada quando peguei o cartão, mas já sendo. Camila assentiu dando de ombros e Lua e eu nos sentamos na cama novamente enquanto a Cabello examinava as flores. Pigarreei abrindo o cartão, pronta pra ler, mas quando o abri parecia mais uma carta de tão grande que era.

“Cara Camila, quero agradecer por tudo que tem feito pela minha filha, ela anda progredindo muito com o seu trabalho e meu coração se enche de orgulhoso quando ela vem de mais uma de suas reuniões com a orientadora e diz que tudo deu certo, sei que ela é inteligente o suficiente para fazer isso sozinha, mas também gostaria de agradecer a você. Receba as flores como sinal de paz e luz para o bebê que Aaren me disse que estava carregando. Que a deusa Eileithyia, responsável pelo parto e nascimento esteja ao seu lado. Como antigamente costumavam cultuar a deusa com manifestações onde as pessoas levavam tochas para á caverna dela, mandei-lhe então esse buquê de kalanchoe vermelhas que de certa forma até se assemelham ao fogo, assim seu bebê ficará protegido. Mais uma vez, obrigado!” – Mendes.

- Hm... Certo... Quem é esse cara? – Perguntei deixando o “cartão” de lado e vendo Camila com um sorriso enorme no rosto. Lua se deitou ao meu lado, esperando pela resposta também, enquanto levantava a camisa de Camila e alisava sua barriga.

- Ah, esse é o Shawn... Pai da Aaren, a garota que falei á vocês. – Assenti esperando mais explicações. – Não foi adorável da parte dele mandar essas flores? Como é o mesmo nome delas? – Franziu o nariz.

- Kalanchoe... Kalanchoe vermelhas. – Repeti entortando a boca e a encarando séria. Então o pai da Aaren, o professor velho de história mandava flores para a minha esposa? E que papo era aquele de deusa do nascimento e flores que pareciam chamas? Ele é gay? Só pode! Eca! Um velho historiador gay. Não tem nada pior. Abri a boca pra perguntar se ele realmente era gay, porque Camila parecia toda derretida por aquelas flores vermelhas, tomara que elas pegassem fogo de verdade e se queimassem ali mesmo, mas fui interrompida pelo grito de Lua.

- O BEBÊ CHUTOU. – Ela nos encarou com os olhos arregalados. – Mamães, o bebê chutou, chutou mesmo... – Contou afobada. – Eu tava aqui bem tranquila alisando a barriga da mamãe e ele chutou, ele chutou! – Ela completou alisando a barriga de Camila novamente. Todo aquele momento tornando-se apenas único e exclusivamente dedicado ao bebê. Camila e eu colocamos as mãos perto de onde Lua estava com a dela e nos entreolhamos esperando algo. Não demorou muito e uma movimentação na barriga de Camila nos fez gritar fino e gargalhar porque todas agimos iguais.

- Nosso bebê chutou. – Falei sorridente. Sabendo que em algum momento aquela vida ali dentro pôde reconhecer as vozes da sua família e finalmente dar um sinal a mais de que estava presente mesmo que dentro da barriga da minha esposa.

- Oh meu Deus, você é inteligente. – Lua disse colocando a boca perto da barriga de Camila como se estivesse falando com o bebê. – Quando sair daí aposto que vai me ensinar os deveres de gramática. – Nós rimos enquanto nossa pequena parecia muito animada com toda aquela agitação. Então me aproximei e depositei um beijo na barriga de Camila, apoiei minha cabeça ali e a encarei, vendo pelo canto do olho Lua fazer o mesmo do outro lado. Senti o afago de Camila em meus cabelos conforme, ela nos encarava sorrindo boba. E foi naquele sorriso que percebi algo. É, aquela ali era nossa família.

[...]

No final do mês seguinte...

Terminei de me arrumar, vendo meu reflexo no espelho e ficando satisfeita com ele. Usava uma blusa preta com discretos pontinhos brilhantes nela, uma calça preta de cintura alta com um cinto ali para dar certo charme. Havia uma maquiagem destacando meus olhos e um batom nude em minha boca. Bem, eu estava bonita. (1) 

- Meninas? – Chamei por elas enquanto descia as escadas e pegava o buquê de rosas vermelhas em cima do balcão da cozinha, direcionando-me até o nosso quintal onde achei que elas estivessem. Sorri ao vê-las com seus shorts e biquínis enquanto aproveitavam a piscina. Assim que me viram, Lua e Claire saíram da piscina, pegando toalhas para se enxugar e sentaram-se nas cadeiras ali perto. – E então, como estou? – Perguntei afastando um pouco o buquê para que elas pudessem ter uma visão melhor da minha roupa.

- Está linda, mama. – Lua elogiou-me e encarou Claire que ficara tímida de repente e não respondeu minha pergunta, apenas dei de ombros. – Essa calça não está muito justa?

- Mas o que tem de errado nisso? – Perguntei olhando para minha própria calça, que sim, podia estar um pouco justa e marcando a região abaixo do meu quadril, mas era uma ocasião especial, não era como se eu estivesse mostrando meu pau por aí.

- É que está marcando seu... Seu... Hm... – Ela apontou para baixo e corou.

- Tia, com todo respeito, mas a senhora tá gata demais. – Claire falou pela primeira vez ali, corando logo em seguida e sorri largo ignorando até mesmo o “tia” que ela dissera.

- Tem certeza que vão ficar bem? – Perguntei ajeitando o buquê em minhas mãos. – A Normani vai dar uma passadinha aqui mais tarde pra ver como estão se comportando. – Lua fez uma careta, mas não me importei. Ela ficaria sozinha, com Claire, é claro, mas já tinha idade suficiente pra saber o que devia ou não fazer, dessa forma, Normani chegaria com Chris mais tarde pra ver o que estavam aprontando enquanto eu aproveitava com Camila.

- Por que não podemos ir com você? – Lua perguntou fazendo um biquinho e os olhinhos de Claire brilharam em expectativa.

- Bem, porque sua mãe quer você bem longe das Universidades. – Respondi calma e Claire soltou uma risadinha.

- Mas por quê? – Lua cruzou os braços, frustrada.

- Primeiro porque ela não quer que você vá pra faculdade tão cedo, isso significaria sair de debaixo das nossas asas mais cedo. – Expliquei com paciência e Lua bufou, Claire riu. – E, bem, também sabemos que nas Universidades costumam ter... Muitos garotos... – Lua arqueou a sobrancelha para mim. – E, hm... Sua mãe é meio...

- Neurótica?! – Lua completou.

- Lu! – A repreendi e Claire gargalhou prestando atenção na nossa interação. – Ela pode ser um pouco neurótica mesmo, mas ela... Só tem bastante ciúmes de você. – Lua assentiu agora rindo. Sabia que sua mãe não queria que ela tivesse um namorado tão cedo e que se dependesse de Camila evitaria passeios a lugares com garotos mais velhos e “safados” que pudesse colocar as “garrinhas” em nossa filha. – Sabe, que estou com você nessa, não é?! – Ergui meu punho e ela o dela, batendo no meu logo em seguida, em um cumprimento. – Mas hoje é um dia especial, não quero que ela se estresse comigo. – Confessei.

- Nesse caso... Melhor ir agora, mama. A mamãe vai acabar a aula daqui a vinte minutos e você leva 10 pra chegar lá de carro. – Ela disse com todo o cronograma de aulas de sua mãe decorado.

- Me admira você ter quase reprovado matemática ano passado, em?! – A questionei e ela revirou os olhos.

- Eu sou boa em cálculos, mas função ai já é demais. – Sorriu. - Feliz aniversário de namoro, mama. – Lua desejou com animação.

- Isso aí, tia, faz a tia Mila ficar bastante feliz. – Claire desejou sendo uma tão shipper de “camren” quanto minha querida amiga Dinah Jane. Lua dizia que ela vivia falando da gente, em como éramos fofas e tudo mais e que ás vezes ficava com vergonha, porque meus olhos a “intimidavam” desde pequena, a explicação era que eles eram muito bonitos e ela gostava de olhos verdes, Lua preferia os castanhos, mas quem sou eu pra contestar algo?

- Obrigada, meninas. Lua, não se esqueça de tomar suas vitaminas e... – Avisei lhe dando as costas e começando a sair do quintal.

- Tá, tá, tá, mama, vou tomar. – Aposto mil dólares que ela estava fazendo uma careta pelas minhas costas e que se esqueceria de tomar suas vitaminas. Ela só as tomava quando Camila estava presente.

- Comportem-se! – Gritei ouvindo um som de água sendo espalhada.

- AQUI VOU EU! - Preferi ignorar e peguei a chave do carro, saindo logo de casa.

Deixei o buquê do banco do passageiro ao meu lado e liguei o som do carro, deixando que Girls, a primeira música da playlist de The 1975, tocasse enquanto coloquei as mãos no volante, batucando meus dedos no ritmo da música e percorria o caminho até a Universidade onde Camila dava aula. 21 anos juntas não era pra se brincar não, mas Camila e eu preferimos fazer algo mais discreto esse ano. Eu trabalharia até depois do almoço e Camila daria apenas metade das aulas da tarde, seu horário era mais flexível por conta da gravidez, mas como ela adorava trabalhar continuava ensinando até que não pudesse. Então, esse ano, não queríamos nada programado, a única coisa que combinamos essa noite é que entraríamos no carro e seguiríamos pra onde desse vontade. Esse seria nosso programa de aniversário juntas. E agora eu estava fazendo minha parte de ir buscá-la, mesmo ela não sabendo disso.

Após 15 minutos por causa do pouco trânsito, cheguei finalmente á faculdade como Lua previra, a aula de Camila acabara há poucos minutos. Suspirei quando levei meu carro até o estacionamento, olhei para o buquê, o peguei e saí do carro. Hora de começar o plano “Feliz aniversário de namoro, querida!”. Enquanto entrava na Universidade, chequei discretamente meu cheiro e sim, o perfume amadeirado que Camila tanto gosta está por toda parte do meu corpo.

Conforme caminhava pelos corredores um pouco cheios, lembrei-me das festas das quais participávamos. Como a faculdade era de Artes, Design e tudo mais, sempre tive uma ideia de como ela seria, toda natural e bem de humanas, mas ela tinha um aspecto mais sério do que a que estudei, e nada havia mudado, ela continuava assim, com prédios espelhados e poucas árvores aqui e ali. Os estudantes pareciam cada vez mais apressados, alguns atrasados, carregando vários livros, outros com telas e tintas, os corredores pareciam mundos particulares conforme aquela enorme quantidade de gente se misturava.

Cheguei ao terceiro andar onde sabia que ficavam as salas do curso de Letras, porém não fazia ideia de onde começar a procurar minha esposa. Havia poucos estudantes por ali, um grupinho de garotas em um canto, alguns caras do outro lado e dois casais namorando discretamente. Estava perdida demais e não tinha vergonha de pedir ajuda, então... Me dirigi ao final do corredor na direção do grupinho de garotas, tendo ideia de que o buquê de rosas em mãos chamava bastante atenção pra mim, mas não me importei, era um presente pra minha tão adorada Camz, ela valia o esforço.

- Boa tarde, meninas. – Falei educadamente assim que elas estavam bem em meu ponto de vista, elas pararam de conversar. Sabe quando você saí de um local e quando volta as pessoas que estavam conversando param? Como se estivessem falando de você? Era exatamente assim que me sentia agora porque elas riram baixinho e ficaram caladas como se estivessem comentando sobre mim desde que saí do elevador. Hm. – Desculpe, atrapalhar vocês, mas vocês sabem onde posso encontrar Camila Cabello?

- Você é Lauren Jauregui, não é? – Uma das loiras perguntou parecendo muito interessada. Sua amiga, ruiva peituda e outra loira de olhos castanhos me olharam com atenção. Sentia-me despida com os olhares delas. Eu em?!

- Sim, sou. Como sabe? – Perguntei curiosa ajeitando o buquê em minhas mãos e trocando o peso da perna.

- Ah, então você é a esposa da Professora Cabello? – A outra loira perguntou com um sorriso afetado. – Ela fala muito de você... – A ruiva sussurrou algo pra ela como se a repreendesse.

- Hm... Falou é? – Perguntei confusa. Por que Camila falaria de mim para aquelas garotas?

- Desculpe a Sidney, o que ela quis dizer foi que quando a Senhorita Cabello nos deu uma aula para substituir a nossa professora, ela acabou mencionando seu nome. – A loira da frente disse me encarando séria. – Nós somos da turma de Administração, do andar de cima, e ela teve que repor a aula de Inglês conosco, então acabou mencionando que você era dona de uma importante empresa. – Explicou me fazendo franzir o cenho. Ué, agora aqui dava aula de administração também? Pois é, muita coisa tinha mudado! – Então por curiosidade fomos procurar sobre você na internet e a reconheci quando perguntou sobre sua esposa. – Ela terminou me olhando de cima a baixo e parando um pouco em minha calça. Ok, ela me assustava!

- Sabíamos que você era linda, mas é ainda mais pessoalmente. – Senti minhas bochechas corarem com o comentário da outra loira, a ruiva a acotovelou para que ficasse calada.

- Bem, hm, fico feliz que me conheçam então, meninas, mas como fazem administração, devo ter errado o andar. – Entortei a boca tentando pensar onde seria o andar de Camila.

- Mas temos muitos amigos neste curso então estamos aqui, você acertou o andar, não se preocupe. – A ruiva sendo mais simpática explicou enquanto as outras me olhavam de uma forma que... Deveria ser proibida. Meu pai!

- Certo, certo... - Passei a mão pelos cabelos e elas acompanharam o movimento. – Então, sabem onde está a Camz? Digo, a Senhorita Cabello? – Perguntei coçando a nuca pelo deslize e elas sorriram largo.

- Última sala do corredor por onde você veio. – A ruiva respondeu e sorri agradecida.

- Obrigada, valeu mesmo. – Falei virando as costas e começando a andar para chegar ao meu destino.

- Você ouviu? Camz... Que bonitinho! – Ouvi a loira de olhos castanhos dizer baixinho enquanto as outra riram. Olhei sob o ombro e elas encaravam a minha... bunda. Oh meu Deus! – Tchau! – Disseram as duas loiras levantando as mãos enquanto a ruiva se encolhia parecendo envergonhada pelas amigas. Ergui minha mão e acenei para elas, voltando a andar em seguida. Essas garotas de hoje, meu Deus! Fico imaginando se Lua e Claire também são assim. Sei que a diferença de idade entre elas e essas garotas são de pelo menos 5 ou 6 anos, mas... Tomara que não se comportem desse jeito nunca. Camila ficaria uma fera!

Falando em Camila, ouvi sua voz e quando cheguei próximo à sala pude ter sua visão completa. Estava magnífica. Tinha acabado de completar 7 meses de gravidez e sua barriguinha estava uma graça naquele vestido. Usava um vestido branco justo que marcava sua barriga, ele tinha listras pretas e chegava até o final de suas pernas, assim como cobria por inteiro seus braços e além de sua barriga, também marcava outra coisa fundamental, sua bunda. Por Deus, aquilo deveria estar maior!  Seus cabelos desgrenhados se agitavam graciosamente conforme o vento batia e ela mexia a cabeça enquanto mexia a boca. (2) 

- Olá! – Saudei sorridente. Mas foi quando entrei totalmente na sala que vi que Camila não estava sozinha. Não estava mesmo! – Ah, olá! – Falei chegando ao seu lado e encarando o rapaz á sua frente. A sala estava vazia a não ser por ele. Ok, quem era esse? O homem não era muito velho, na verdade, se parecia mais com um estudante que passara tempo demais na faculdade. Deveria ter uns 30 anos, mas com cara de 25. Era branco, olhos castanhos um sorriso claríssimo. Usava uma calça preta justa, camisa roxa escura e uma jaqueta charmosa de couro. Seu cabelo tinha um topete bem alinhado que o fazia parecer bem limpinho e cuidadoso com a aparência. E quando bateu um vento e sua camisa roxa grudou um pouco ao corpo, eu sabia que por debaixo de todo aquele pano, ele tinha um corpo escultural. Agora é serio. Quem é esse cara?

- Lauren, que bom que está aqui. – Camila disse animada me dando um beijo na bochecha enquanto o homem me encarava sorridente. Ele era estranho! – Oh, você trouxe flores pra mim?! – Ela pegou o buquê, cheirando as rosas, completamente inebriada com o perfume que emanava delas. Sorri.

- Oh, rosas! Adoro rosas. – Ele disse parecendo feliz demais com todos aqueles dentes brilhantes. – Rosas para a mitologia grega simbolizam á morte, digo... – Pausou. - Segundo o mito quando Afrodite viu Adônis ferido, pairando sobre a morte, a deusa foi socorrê-lo e se picou num espinho e seu sangue coloriu as rosas que lhe eram consagradas. Dessa forma as rosas passaram a ser colocadas nos túmulos. – Começou um monologo me deixando perplexa e Camila prestando atenção a ele. – Mas as rosas vermelhas significam o ápice da paixão, o sangue a carne. Para os romanos eram uma criação de Flora, a deusa da primavera e das flores, e quando uma das ninfas da deusa morreu, Flora a transformou em flor e pediu ajuda para os outros deuses... – Camila se agarrava as suas palavras como se estivéssemos numa missa e esse cara fosse um tipo de padre ou sei lá. Eu só conseguia me conter em não revirar os olhos para ele conforme continuava. – Apolo deu a vida, Bacus o néctar, Pomona o fruto, as abelhas se atraíram pela flor e quando Cupido atirou suas flechas... – Ele fingiu ter flechas em sua mão e as atirar como um verdadeiro idiota faria, mas Camila riu baixinho. – Elas se transformaram em espinhos e, assim, segundo o mito... Diz ter sido criada a Rosa... – Terminou sorrindo largo e Camila assentiu parecendo alegre demais. Rum! – Então, qual o sentido das rosas, digo, a ocasião? O que simbolizam? – Ele perguntou não reparando o quanto aquilo soara mal educado.

- Hm... São só rosas... – Falei meio atônita pela quantidade de informações que ele dissera e pelas várias outras que passavam pela minha cabeça. – Digo... Hm... Não sei... Rosas são... Sabe... Bonitas. – Cocei minha nuca sem saber como me sair dessa situação.

- Aniversário de namoro. – Camila explicou pacientemente, mas o tal cara parecia apenas não ligar.

- E de casamento também. – Completei caso ele não soubesse que ela era casada. Fez-se silêncio.

- Oh, me desculpe se fui um pouco rude... – Ele disse segundos depois. – Nada a ver eu perguntar o que as rosas significavam, nem todo mundo se apega a forma como me apego aos símbolos e emoções de um gesto... – Não pareceu querer ofender, só estava sendo sincero, mas... Eu já não gostava muito dele e ainda mais agora... Se desfazendo das minhas rosas, de mim... – Desculpem também pela aula, é só que me empolguei bastante. Haha! – Ele sorriu como um bobão e Camila sorriu de volta. Ok, o que está acontecendo?

- Ele é o pai da Aaren, a aluna que te falei... – Camila começou a explicação. – Também é professor de História na Universidade onde você estudou. – Todas as minhas suspeitas acabaram ali. Ok, esse era o tal professor de história idoso que achei que também fosse gay?

- Perdão. Me empolguei tanto com a história que até me esqueci de me apresentar. – O rapaz olhou de mim para a Camila e por uma fração de segundos percebi algo que jamais imaginaria acontecer. Aquele sorriso. Era o meu sorriso. Aquele que eu dava cada vez que via Camila passar pelo corredor da escola há anos, aquele que me fazia acreditar que um dia a teria, aquele que me fazia sentir orgulho dela, quando ela ainda não me pertencia (não que ela me pertencesse agora, mas me refiro ao seu coração), quando tinha apenas orgulho por ela ser quem era e que ninguém no mundo a mudaria. Um gesto que me assegurava que um dia o meu sorriso teria o seu como resposta. O sorriso que conforme o tempo foi passando ficou cada vez mais bobo e trouxa por ela. Eu me referia aquele tipo de sorriso específico. E adivinhem só? Ele não estava no meu rosto agora, mas estava no rosto de... – Prazer em conhecê-la, me chamo Shawn Mendes!

 


Notas Finais


(1) http://stealherstyle.net/wp-content/uploads/2013/08/lauren_jauregui4.jpg
(2) http://data.whicdn.com/images/155845578/large.jpg

Hey, não me matem, plys. Eu dei dicas ao longo do capítulo, haha, então, o que acham desse novo personagem ai? Até inclui ele na lista da fic, esperava que tivessem notado esses dias, mas... hahaha, surprise!
Lua querendo fazer tatto, bebê chutando (own <3), Camz recebendo flores e não sendo da Laur. Sobre as flores, procurem no google, elas são lindas, pelo menos eu acho :D.
Espero que tenham gostado e, por favor, comentem, pequenos, é importante <3
P.S: eu adoro esse vestido da Camila.
Até mais! Besos!


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