História Unrequited Love - (Imagine Jungkook) - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts
Visualizações 25
Palavras 3.636
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Lemon, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Capítulo - 12



-Eu acho que Jeongguk está certo. – eu ouvia essa mesma frase pela vigésima vez naquele dia.
-Você já me disse isso várias vezes, Chunggie. – eu encarava Taehyung e Chunghwa, sentados na minha cama, esperando que eu surtasse e quebrasse algo com raiva.
-Mas ele está certo, _________. Você queria o quê? Que o Jeongguk aceitasse essa sua decisão? Ele diz que te ama, te pede em namoro e você escolhe o outro, que tem uma namorada?
-Tem uma namorada, mas dormiu comigo. – Tentei argumentar com Chunggie.
-E o que ele fez depois disso? Saiu correndo para os braços dela.. _________, você tem que colocar os pés no chão. Você não pode ter os dois e sabe muito bem disso! Isso iria fazer mal a você, a Jimin e a Jeongguk.. Imagina como seria para Jeongguk quando você não estivesse com ele, ele iria pensar que você está com Jimin, o que seria verdade.
-Eu concordo com a Chunghwa. Entenda que para nós, homens, 'dividir' uma garota nos faz sentir impotentes, em todos os sentidos! Se coloque no lugar do Jeongguk, você gostaria que ele saísse com você uma hora e na outra com outra garota? – Taehyung segurou minhas mãos com carinho. Eu sei, Taehyung não poderia saber, mas ele me prometeu que não falaria nem com Jimin e nem com Jeongguk sobre aquilo.
-Não.. – eu tinha que concordar com tudo isso, apesar de que não fui eu quem fiz a escolha. Jeongguk me propôs algo que eu achava que não estava pronta para aquilo, e quem me fez escolher Jimin foi ele mesmo, no momento em que ele disse que não queria mais nada comigo.
(...)
Acordei com o meu celular tocando ao meu lado e olhei as horas. Nove horas da manhã em um feriado. Quem é o maldito?
-Quem me acorda a essa hora, em um feriado? - atendi o telefone com grosseria, não me importando com quem fosse do outro lado da linha.
-Credo, deixa de ser grossa. – ouvi uma risada.
-O que você quer, Jimin?
-Eu não tenho companhia para esse feriado, já tomei café e estou pensando no almoço, mesmo sendo cedo e queria almoçar, mas com alguém, então pensei em te ligar e te chamar para almoçar em casa, o que acha? Podemos fazer um churrasco, ou massa, ou comida ch... - o interrompi.
-Eu entendi.. Que horas?
-Se quiser vir daqui umas duas horas, está ótimo, eu tenho que arrumar a casa ainda.
-Ok, umas onze horas eu apareço por aí.. Até, Jimin. – desliguei o telefone sem dar chance dele dizer algo e virei para o lado, tentando dormir mais um pouco.
Duas horas mais tarde eu estava na porta de Jimin, com um engradado de cerveja e duas garrafas de tequila. Logo que eu toquei a campainha ele abriu a porta.
-Você quer me embebedar? – ele saiu da frente da porta, dando-me passagem.
-Não, só se você quiser. – fui até a cozinha e coloquei a cerveja na geladeira. – O que vamos almoçar? Eu estou com fome..
-O que você quer comer? – Jimin encostou na porta da cozinhaa para fazermos.
-Podíamos fazer cannelone ao molho quatro queijos.. - me virei para Jimin, reparando que ele estava sorrindo de canto para mim.
-Sim, pode ser. – ele foi pegando os ingredientes.
Pouco tempo depois estávamos no seu porão almoçando e conversando.
Jimin havia o transformado em uma sala de jogos, com uma televisão e vídeo game, pebolim e uma mesa de sinuca.
-Esse cannelone está ótimo. - Jimin disse, com a boca suja de molho.
-Limpa essa boca suja, criança. – Joguei um guardanapo nele.
-É impressão minha ou você gosta me chamar de criança? – ele fez um bico me fazendo rir.
-É o que você é.. Uma criança grande. – arrumei os pratos num canto da mesa e me levantei indo até o pebolim. – Vem, vamos jogar.
-Depois eu que sou a criança.. - Jimin revirou os olhos e se juntou a mim.
(...)
-Você roubou, Jimin!
-Tem como se roubar em um pebolim? É meio impossível!
-Não quero mais brincar.. Vamos jogar sinuca. – peguei os tacos e as bolinhas, ajeitando elas na mesa.
-O que acha de melhorar um pouco o jogo? – Jimin me deu um sorrisinho, arqueando uma das sobrancelhas.
-E o que você sugere? - levantei a sobrancelha, o encarando.
-Strip Snooker!
-Strip Snooker? O que é isso? - perguntei curiosa, vendo Jimin pegar um taco, vindo em minha direção e me prensando contra a mesa de bilhar que tinha ali.
-Nós vamos jogar normal, mas cada vez que um acertar, tem o direito de tirar uma peça do outro. - ele me olhou malicioso. - E quem ficar sem nada primeiro, paga algo para quem ganhou.
-Adorei! - disse, empurrando-o de leve e indo em direção do lugar onde ele guardava os tacos. - Que vença o melhor. - sorri maliciosa, voltando para a mesa.
Jimin ia começar jogando. Ele fez uma pose para acertar a bola, mas ele errou. Soltei uma gargalhada e ele me olhou feio.
-Aprenda, Jimin! - eu tinha que acertar, eu tinha que mostrar que eu comando, pelo menos uma vez na vida. Mirei a bola e, tenho quase certeza, que, por sorte, a bola entrou. Soltei um gritinho, dando um pulo e vi Jimin revirar os olhos.
Fui até ele sorrindo, ficando em duvida sobre qual peça tirar.
-Primeiro tira o sapato.. - ele sugeriu.
-O sapato não vale! - falei, vendo-o tirar. Peguei em sua jaqueta, tirando-a devagar. - Também quero que você vire uma dose de tequila. - apontei para a garrafa intacta em cima da mesa dele.
-O combinado era apenas a roupa, mas desde que você aceite tomar também.. - antes que ele terminasse, eu já tava enchendo uma dose para ele. Entreguei, vendo-o tomar e fechar os olhos com força.
Como eu tinha acertado, eu tinha a chance de jogar de novo, mas errei.
-Minha vingança. - Jimin disse, ao ver a bola dele ser encaçapada.
Senti seus dedos gelados tocarem minha coxa e, instantaneamente, meus pelos se eriçaram. Jimin levou a mão até minha calça, a desabotoando e a tirando com pressa, revelando minha calcinha.
Peguei a dose de tequila que ele me entregou e bebi, sentindo a bebida queimar minha garganta.
Ele pegou o taco de volta, indo até a mesa. Percebi que tinha algo faltando ali e me dei conta de que era música. Caminhei até o som, sentindo uma corrente de ar bater em minha perna e me dar frio, coloquei uma estação de radio qualquer e voltei minha atenção para Jimin, que comemorava outra bola encaçapada.
-Você roubou de novo! - eu disse indignada, enquanto ele vinha em minha direção negando com a cabeça e já tirando meu casaco fora.
Tentei protestar, mas aquilo não adiantaria nada.
A brincadeira foi indo, entre erros e acertos, tiração de roupas e algumas doses de tequila até que eu estava de sutiã e calcinha e ele de boxer.
Nós dois já estávamos tudo, menos sóbrios, e era minha vez de jogar e se eu acertasse, ganharia. Tentei focalizar a bola, mas estava difícil. Deixei a sorte me levar e bom, ela estava ao meu lado.
-Pode ir tirando a boxer, Park. Ou melhor.. - me aproximei dele, passando o dedo pelo seu abdômen, sentido ele se contrair. Peguei nas laterais da boxer, tirando-a devagar, até que seu membro estivesse todo revelado.
-Vamos esquecer o castigo?
-Nem pense nisso! Eu estou pensando em algo digno, mas eu não sei o que você tem aqui para eu poder usar. - caminhei até a geladeira, lutando para não tombar ali mesmo, afinal, tudo estava girando.
Encontrei um chantilly perdido ali e várias ideias vieram a minha cabeça.
-O que você vai fazer com isso? - Jimin me olhou receoso, enquanto eu me aproximava com o chantilly.
-Não sei, ainda estou pensando.. - eu disse, mexendo o negócio que estava em minha mão. Jimin começou a caminhar em minha direção. Ele foi, todo delicado, pegando em minha mão, mas logo sua delicadeza foi embora e ele deu um giro com meu corpo, prendendo meus dois braços e ficando atrás de mim.
Senti ele passar o nariz pelo meu pescoço e depositar um beijo ali.
-Deixa que eu uso o chantilly.. - ele sussurrou em meu ouvido, voltando a me virar. Jimin me beijou com força e senti seu membro roçar em mim.
Ele apertou minha cintura, me ajudando a subir na mesa e a ficar sentada, enquanto ele continuava de pé, na minha frente, me beijando. Sua mão procurou o fecho do meu sutiã e ele se afrouxou caindo sobre meus braços.
Alguma coisa gelada tocou um dos meus seios e eu senti calafrios e me dei conta de que era chantilly! Jimin começou a lamber o chantilly do meu peito, fazendo movimentos circulares com a língua, prendi meus dedos em seu cabelo e deixei que ele terminasse o que tinha começado. Ele voltou a me beijar, fazendo com que eu sentisse o gosto doce que estava a boca dele. Senti sua mão tocar a barra da minha calcinha e ir descendo-a, sem parar o beijo.
Ele abriu uma gavetinha na mesa, tirando de lá uma camisinha.
-Você pensa em tudo, não é? - eu disse, pegando a camisinha para abrir.
-Alguém tem que pensar, afinal, se os dois se preocuparem apenas com a diversão, não vai dar certo. - ele riu, maroto.
Ele me segurou pela cintura, me penetrando sem dó. Cravei minhas unhas em seu ombro e seu corpo colou no meu, como se fosse fundir. Prendi minha perna em volta do quadril dele, sentindo a penetração aumentar. Jimin fazia movimentos de vai e vem bem devagar, mas meu corpo pedia por mais pressa. Aos poucos o ar foi faltando e minha respiração falhando. Jimin deu uma estocada extremamente forte e eu gemi alto, fechando os olhos e tentando respirar normalmente. Ele jogou o peso contra mim, indicando que ele ia subir na mesa.
O vi deitar e se aconchegar na mesa e eu sorri de lado. Jimin me puxou pelo braço, fazendo com que eu ficasse por cima. Posicionei minha pélvis na dele e me penetrei, vendo Jimin morder o lábio inferior.
Fechei os olhos quando suas mãos apertaram minha cintura, fazendo eu ficar mais estimulada ainda. Comecei a me mexer em cima dele, enquanto ele me ajudava com as mãos. Nossos gemidos e sussurros tomaram conta do lugar e a única coisa que eu conseguia prestar atenção era no prazer que ia crescendo a cada segundo. Senti as unhas de Jimin quase me perfurarem, mas como não eram grandes, apenas rasparam minha pele. Cheguei ao meu ápice, sentindo meu coração bater freneticamente. Tentei normalizar minha respiração, mas era quase impossível, porque Jimin ainda não tinha chegado ao ápice. Ele continuou se mexendo embaixo de mim e me puxou, me abraçando com força e me fundindo totalmente contra seu corpo. Ele continuou com os movimentos e eu peguei minhas ultimas forças para ajudá-lo, pouco tempo depois, ele deu um gemido alto e suas pernas se contraíram contra as minhas e seus movimentos foram diminuindo. Ele tirou meu cabelo do rosto, me dando um selinho. Nossas respiração se normalizaram e eu me joguei para o lado, entrelaçando minhas pernas nas suadas dele.
O tecido que cobria a mesa era totalmente desconfortável e pinicante, mas aquilo não importava muito.
Jimin me abraçou mais forte e eu enterrei meu rosto eu seu pescoço, sentindo seu cheiro.
-Jimin.. - cutuquei sua barriga com meu dedo, fazendo com que ele me olhasse. - Eu não quero ser a outra, a das horas vagas..
-Mas você não é.. - ele levantou rapidamente, ficando sentado.
-Então, eu sou o que, Jimin? - fiquei na mesma posição que ele, o encarando. Jimin abriu e fechou a boca alguma vezes e eu apenas me aproximei dando um selinho. - Shh, não fala nada.. - pisquei. - Vou tomar um banho, posso?
-Claro que pode. - ele sorriu. Pulei da mesa, sentindo uma leve tontura. O efeito da tequila ainda não havia passado totalmente. Peguei minha bolsa, indo em direção do banheiro, deixando Jimin pensar sobre o que eu era.
(...)
Voltei ao porão, mas nenhum sinal de Jimin por ali. Fui até o lavabo que tinha ali, mas nada. Quando pensei em subir e ver se ele estava em algum cômodo de sua casa, uma coisa me chamou atenção.
Uma de suas paredes tinha uma parte pintada com tinta de lousa, onde havia um recado para mim.
'Fui até o mercado.. Taehyung ligou que está vindo até aqui e falei para ele trazer a Chunghwa. Desculpe por te deixar sozinha, mas acho que você se vira melhor do que eu.'
Passei pela TV, ligando-a, e o vídeo game também. E me joguei no sofá, ouvindo a música do jogo dominar o local.
Depois de umas cinco fases, comecei a me entediar e ficar impaciente por esperar. Quando concluí meus pensamentos, a campainha tocou. Subi correndo as escadas, abrindo a porta principal e dando de cara com Taehyung e Chunghwa.
-Mas quem diria, _________ abrindo a porta da casa do Park Jimin! - Taehyung exclamou, entrando com algumas sacolas na mão, e me dando um beijo na bochecha.
-Oi, amiga. - eu disse e Chunghwa me olhou com a sobrancelha arqueada. - O que foi, Chunggie?
-Nada, eu apenas estava com saudades. - ela sorriu e me abraçou.
-Eu também estava, parece que me esqueceu.. - ela deu ombros.
-Cadê o Jimin? - Taehyung perguntou.
-No supermercado.. Foi comprar algo para comermos, já que acabamos com o estoque de comida dele. – disse, descendo para o porão de novo, sendo seguida pelos dois.
Chunghwa foi em direção à mesa de sinuca, sentando nela.
-É.. Chunghwa, se eu fosse você eu não sentaria aí não, só avisando. – sorri de canto esperando ela falar algo.
-Você está de brincadeira comigo? Não diz que vocês dois tran.. - a interrompi.
-Desculpa, mas sim.. – ri vendo Chunggie sair de cima da mesa, fazendo cara de nojo.
-E ainda usaram chantilly? – Taehyung estava com o chantilly na mão.
Ficamos mais uns quinze minutos esperando por Jimin, que chegou com várias besteiras e bebidas alcoólicas.
Resolvemos assistir à um filme qualquer, e em dez minutos de filme eu já estava ficando deprimida em ver Taehyung e Chunghwa se abraçando e trocando carinhos. Me mexi desconfortavelmente no sofá, tentando ficar longe deles e Jimin me olhou com uma sobrancelha arqueada.
-Estou tentando ficar longe do casal ali.
-Está com inveja da Chunggie? – Jimin sorriu de canto.
-Por que eu estaria? Não quero o Taehyung para mim.
-Mas, você está com ciúmes porque ela tem alguém para abraçar e ficar junto. - ele respondeu.
Isso me magoou profundamente e eu olhei incrédula para Jimin, que percebeu que havia falado o que não devia.
-Eu não quis dizer isso, _______.. Me desculpa. – ele me puxou pela mão, abraçando-me forte. Me deixei ser abraçada por ele, deixando uma lágrima descer pelo meu rosto. Limpei-a rapidamente.
-Tudo bem, Jimin, eu só estou meio sensível esses dias. – forcei um sorriso e senti Jimin depositar um selinho na minha boca e logo depois sorrir.
-Pararam com o drama aí? – ouvi a voz de Taehyung e olhei para eles. - Você também, Jimin.. Se falar algo que faça a _________ chorar de novo, eu te mato. E por favor, não use chantilly perto da mesa quando forem fazer coisinhas.. Isso mancha a mesa!
Jimin me olhou com uma cara de quem perguntasse como ele sabia do chantilly, mas dei ombros, voltando minha atenção para o filme.
(...)
Senti um peso contra meu corpo me jogar para fora do sofá, fazendo com que eu fosse direto pro chão. Eu estava dormindo, por causa daquele filme que estava passando, e acho que Jimin acabou dormindo também. Chunghwa e Taehyung gargalhavam, enquanto eu e Jimin levantávamos do chão.
-Desculpa, quando eu durmo não controle meus movimentos. – Jimin disse, sem graça, passando a mão por minha cintura e me apertando contra ele.
-Tudo bem. – sorri o abraçando pela cintura também, mas com os dois braços. Senti Jimin passar o nariz pela minha bochecha até chegar perto da minha boca. A língua dele pediu passagem e eu cedi. Jimin levou a mão até meu cabelo, entrelaçando uma das mãos ali e puxando de leve, apertei sua cintura, o puxando mais contra mim, enquanto ele aumentava a velocidade do beijo. Levei minha mão ao cabelo dele também, passando a mão por ali.
-Então, Chunggie.. – a voz do Taehyung ecoou pelo lugar inteiro, e ele fez aquilo de propósito. Me soltei de Jimin, vendo sua boca toda avermelhada pulsar. Ele se aproximou de novo, mordendo meu lábio inferior e o puxando, fazendo com que eu soltasse um gemido de dor. – Acho que eles não se tocaram ainda! – Taehyung disse, para Chunghwa. Me virei para ele, fuzilando-o com o olhar, enquanto os dois riam.
-Vamos ao banheiro comigo, __________? – ela levantou, esticando a mão para eu pegar. Concordei, esticando a minha e pegando a mão dela, entrelaçando nossas mãos. Tenho certeza que às vezes as pessoas acham que eu e a Chunghwa somos mais do que amigas, porque sempre andamos assim pela rua.
Terminamos de subir a escada, entrando no banheiro que ficava bem de frente para a porta. Chunghwa preferiu ir naquele, alegando que era maior do que o que ficava no porão, mas tinha uma leve impressão que esse não era o motivo. Encostei meu corpo na pia, enquanto ela fazia o que tinha que fazer.
-O que você quer falar comigo? - perguntei, já tendo uma ideia.
-Como sabe que eu quero falar com você? – ela enxugou a mão, apoiando o corpo na pia também.
-Você não me chamou para vir ao banheiro à toa! – conclui, cruzando os braços e esperando ela falar.
-É que eu queria falar com você sobre o Jimin.. – ela mordeu o lábio inferior, me olhando.
-Sobre?
-Eu estou com medo de você se machucar com tudo isso. Pronto, é isso. – ela desviou o olhar, mirando o chão.
-Chunggie. – a chamei apoiando minha cabeça em seu ombro. – Eu estou apenas vivenciando um..
-Um? – ela me incentivou, mas não consegui definir. – Viu, nem você sabe o que é! - ela me olhou de canto. - Eu só estou preocupada com você.. Tenho medo de você se envolver mais do que deve com o Jimin, e ele tem.. - a interrompi.
-A Soyeon! Eu já sei disso. – voltei a minha posição inicial, cruzando os braços.
-Exatamente por isso que você tem que tomar cuidado, porque a gente não escolhe quem gosta.
-Mas eu acho que não gosto dele assim, do jeito que você está pensando.. Ele é meu amigo faz tempo, é normal você amar um amigo.
-‘Acho’ é uma palavra que eu realmente não queria ouvir. - ela arqueou a sobrancelha.
-Eu sei que você queria ouvir que eu estou apaixonada pelo Jeongguk, porque ele me ama e o Jimin tem a namorada, noiva ou sei lá o que dele, mas eu não posso escolher entre os dois, entende?
-Mas você e o Jeongguuk...
-Eu não escolhi, eu fui obrigada, porque ele quis assim.. Mas se ele quisesse, estaria de braços abertos para ele.
-Pernas também. – ela comentou, e eu olhei para ela com a maior cara de indignação.
-Acho que eu só seria capaz de escolher entre um deles se algo me provasse que eu não posso ou que ele não é a pessoa certa para mim.
-Então isso não descarta a possibilidade de você gostar do Jimin, não como amigo. - ela concluiu e abriu o trinco da porta. - Eu só quero que você seja feliz, como eu sou! - ela sorriu sincera e senti meus olhos enxerem de lágrimas e a abracei.
Logo que ela abriu a porta, em um momento de desatenção minha, a ouvi fechar de novo, e dei de cara com Jimin ali.
-Oi. – ele disse, e caiu na gargalhada depois. Arqueei a sobrancelha, não entendendo nada. – Era para eu te cantar, mas a cantada era horrível! - neguei com a cabeça, rindo, e senti a mão dele apertar minha cintura e seu nariz passar levemente pelo meu pescoço.
Minhas costas bateram contra a parede gelada do banheiro e Jimin pediu passagem com a língua, penetrando a mesma em minha boca. Ele passou de leve a unha na minha coxa e todos os meus pelos arrepiaram rapidamente.
-Não quero que você fique pensando naquelas coisas que comentou mais cedo. – ele disse, e eu abri os olhos para encará-lo, mas ele ainda estava com os olhos fechados.
-É que... - ele me interrompeu.
-Você foi a primeira. – abri os olhos de novo, agora olhando nos dele, enquanto ele mordia o lábio inferior. – Antes de conhecer a Soyeon, você era a primeira..
-Eu era? – senti meu coração acelerar. E por mais que eu soubesse que agora eu não era mais nada, aquilo me fazia sentir melhor.
-Eu gostava de você, mas você nunca ligou para mim. – ele arqueou a sobrancelha, afastando um pouco o rosto de mim.
-Eu? – o olhei indignada. – Você quem nunca ligou para mim.
-Eu sempre tive olhos para você, mas meu amor nunca foi correspondido. – ele fez bico, cruzando os braços.
-Você sempre estava com várias garotas enroscadas em seu ombro, nem vem, não.
-Também, depois da minha primeira paixão de verdade frustrada.. – tampei a boca dele e ele apertou meu braço de leve, para que eu tirasse.
Jimin me abraçou e voltou a me beijar. Eu me sentia bem mais leve e feliz depois de ouvir aquilo. Por mais que eu fui a primeira, em algum momento Jimin já gostou de mim daquela forma, e eu me sentia bem, porque, afinal, nunca ouvi alguém dizer que um amor antigo não pode voltar.
 



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