História Unthinkable - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Sehun, Xiumin
Tags Elfo, Viajando Na Maionese, Xiuhun, Yatoviagem, Youaretheone
Exibições 73
Palavras 2.221
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Fluffy, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


EU AMEI, AMEI MT ESCREVER ESSA FANFIC, DE TODO O PROJETO ESSA FOI A MINHA XODÓZINHA. Deem amor à ela e a mim também. q
Mas sério, amei mt escrever essa xiuhun e eu fiquei amando o Sehun por um período curto de tempo qq

Boa leitura.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Nunca contei aos meus netos a história sobre um elfo que conheci, na colina perto do rio em que costumava me banhar. Mas contaria para quem quisesse ouvir que ele foi o meu grande amor e sempre seria, apesar de tudo.

Eu costumava a viajar bastante. De lugar para lugar. Era um verdadeiro mochileiro e meu pai enchia minha carteira com bastante dinheiro, o que não me deixava a desejar. Eu fazia tudo o que queria. Inclusive viagens para muitos lugares.

E um deles fora para a Holanda. Haviam contos sobre duendes e elfos no lugar, falavam que todos eles ficavam na floresta e que não se podia ver com o coração fraco. Só aqueles que tinham corações puros podiam vê-los. E eu arrisquei tentar ver aquelas coisas, escalei a colina que havia próxima ao meu chalé, entrando entre as árvores e caçando algo parecido com seres estranhos.

Fora difícil para eu achar algo ou alguém entre as diversas árvores, mas entre um abismo e outro achei um rio que percorria boa parte do pasto esverdeado. Eu achava lindo e me banhava nele sempre que voltava para procurar os seres que só os de corações puro podiam ver. À certo momento                   eu achava que não tinha o coração nobre para ver o que tanto desejava.

Mas entre as árvores avistei um corpo nu, orelhas pontiagudas e marcas pelo corpo que parecia formar uma flor, era quase que... Brilhante, como luzes de led. Ele se banhava no rio que eu ficava, ele brincava com os animais que ali estavam e suas orelhas se mexiam com qualquer barulho meu. Quando apareci subitamente em sua frente, ele arregalou os olhos e balbuciou algo que eu desconhecia, em uma linguagem que não me era reconhecida. Eu tentei me aproximar do tal elfo, mas ele se afastava quando me aproximava, o que me deixava meio receoso.

Enfim ele se aproximou de mim, tocando em meus  cabelos que estavam ruivos e achando estranho. Seu cabelo era loirinho e ele tinha uma expressão que parecia de confusão. Seus olhos eram azuis claros e ele tinha sardas pelo rosto. Não iria mentir que era lindo.

Muito lindo. Estava invejando sua beleza e admirado por tal.

Suas mãos de unhas grandes desceram pelos meus ombros, tocando em meu peito e descendo até a minha cintura.

Eu fiquei, mesmo sem querer, muito assustado. Eu não sentia alguém tocando em meu corpo há anos e ver aquela coisa, sentir aquilo era... Absurdamente estranho. O elfo sorriu e eu fiquei ainda mais encantado. Eu queria que tivesse alguma matéria para que eu estudasse aquela criatura incrível. Ele estava nu em minha frente, tocando em meu corpo com curiosidade. Eu sem entender e ele também.

Toquei em seu cabelo e ele se afastou subitamente. Ditei calmo e baixo para que se acalmasse, ele deixou com que eu tocasse em seus fios sedosos e loiros, deleitando com o meu cafuné. Ele esfregou o rosto em minha palma e eu achei aquilo magnífico.

Ele sorriu e foi embora, me deixando sozinho ali.

Não consegui dormir direito na noite, passei em claro pesquisando sobre aquela espécie e descobri que não falava nossa língua. Era uma língua élfica que eu não sabia decifrar. Pesquisei sobre suas relações com outros elfos e descobri que eles eram leais àqueles que os prendem.

Quando um morria, o outro se matava para que pudessem viver junto em outro lugar. Acreditavam naquilo, eles nunca podiam ficar sozinhos.

Aquilo me deixou mais excitado para saber sobre aquele elfo.

Voltei no dia seguinte para me banhar no rio e ter a sorte de ver aquela criatura que havia tirado meu sono e me dado um sonho. Ele não estava lá como no dia anterior e por alguns segundos pensei que tinha sonhado com aquele elfo e que ele não era real. Porém eu tinha a certeza que ele me tocou e ainda tentou conversar comigo apesar das diferenças.

Caminhei mais um pouco pela floresta, catando diversas flores por onde andava, fazendo um arranjo que ligo virou uma coroa. Vestia-a, achando a coisa mais incrível do mundo que eu já havia feito e logo adiante avistei o elfo, nu e com os cabelos loiros bagunçados. Eu caminhei até ele com um sorriso no rosto e ele me olhava confuso, mas eu logo peguei sua mão e coloquei em meu cabelo para que sentisse a maciez deste. Ele sorriu e eu também.

Não falávamos ou sequer tentávamos pronunciar algo, apenas... Apenas trocávamos sorrisos e era desse jeito que conversávamos.

“Minseok. Eu me chamo Minseok.” Tentei falar com ele e ele ficou confuso novamente, suspirei pesadamente e apontei para meu peito. “Minseok.”

“Minseok.” Ele repetiu um pouco embolado e eu dei risada, apontando para o peito dele. “Minseok.” Ele disse e eu neguei com a cabeça.

“Não, eu sou o Minseok e você?” Indaguei e ele me olhou confuso, apenas assenti com a cabeça e o elfo sorriu.

“Se...” Foi o que murmurou, tocando em meu corpo e empurrando com um pouco de força. “Hun.”

Sehun.

Foi assim que comecei a chama-lo, mesmo não sabendo se seu nome era esse ou se elfos tinham nomes. Eu só sei que tentava a qualquer custo ensinar aquele elfo a falar minha língua, ao dizer tudo o que sabemos. Ele aprendeu poucas coisas. Sabia falar biscoito quando queria comer algo doce, aliás, ele havia amado os doces que lhe trouxe.

Tinha aprendido a falar "gosto de você" apenas porque eu não queria me sentir sozinho e mandava ele dizer aquilo para me confortar.

Eu criei um laço com aquele elfo mesmo não falando sua língua, mesmo não entendendo nada. Ele era meu amigo. Ele era a única coisa que eu tinha em vida, pois eu viajava muito, não tinha tempo para namoros, para sair com amigos. Eu tinha tempo apenas para ficar junto dele. E era tudo o que eu mais gostava de fazer.

Também falava com ele sobre minha vida, pedia conselhos e ele não falava nada, apenas me entregava insetos mortos como se fosse me ajudar. Eu não o xingava e nem reclamava, era o jeito dele. Simplesmente pegava em sua mão e colocava sobre o lado esquerdo de meu peito lhe dizendo que machucava conversar com ele e não ser respondido.

Ele gostava das coroas de flores que eu fazia para ele e eu gostava de apreciar como ele ficava bonito com elas. Também resolvi levar algumas roupas para ele, já que não me era confortável vê-lo nu andando com aquilo que havia no meio das pernas balançando de um lado para o outro. Eu queria que ele fosse alguém normal também para que pudesse traze-lo para o meu mundo, porém, Sehun não se sentia confortável com aquelas roupas apertadas. Ele ficava toda hora tirando, como uma criança rebelde e eu sabia que deveria entender aquilo.

Mas não era só porque eu gostava dele que estava fazendo aquilo. Estava fazendo, também, por mim.

Eu era uma pessoa sozinha. Meu pai só me mandava dinheiro, nem um abraço ele dava. Minha mãe era uma mulher de espírito jovem e preferia ficar o dia todo no salão. Por aquele motivo eu virei mochileiro. Queria conhecer o mundo, viajar sem fronteira e conhecer alguém que me entendesse.

Sehun não me entendia, mas era a melhor coisa que eu tinha.

Quando pude leva-lo ao chalé onde eu estava hospedado, eu percebi que ele estava assustado, como um cachorrinho que foi adotado há pouco tempo. Ele ficava encolhido na cama, comia os doces apavorado e sempre queria sair para ficar na floresta. Foi a pior coisa do mundo.

Ele só precisava de um pouco de ar, respirar o ar puro e nadar nu no riacho. Eu entendia seu lado por isso havia deixado ir. Mas sempre ia visita-lo, ensinar uma palavra ou outra. Porque eu gostava dele. Porque eu, adorava vê-lo feliz. 

Só que Sehun começou a não aparecer mais no nosso local de encontro. Era bizarro e eu ficava preocupado com ele, com medo de que alguém tivesse o encontrado e sabe-se o que fizera com ele.

Eu comecei a entrar em depressão. Sehun era a única pessoa que eu conversava e desabafava e sabia que não iria reclamar ou sequer contar para alguém. E ele me fazia um cafuné bom, pois eu bem sabia que ele adorava mexer no meu cabelo e brincar com os fios rosados.

Meus filhos e netos nunca saberão o que foi ter uma adolescência conturbada, o que foi conhecer um elfo e se sentir apaixonado por algo ou alguém que nem sequer entende o que é "eu te amo".

Sehun era meu elfo, mas ele só gostava daquilo que tinha orelhas pontiagudas.

Foi então que o encontrei. Banhando-se no rio. Corri em sua direção desesperado, mas logo vi uma criança. Um pequeno elfo que agarrou em suas pernas e ele o segurou. Logo atrás havia uma mulher, nua, peitos fartos e cabelos azulados em um tom misto com o preto. Ela era linda e era de sua espécie.

Eu desatei em chorar.

Porque aquilo podia ser o ciclo de reprodução dele, aquela mulher podia ser a sua outra metade e o pequeno elfo sua cria.

E eu era apenas um ser humano que não parava de viajar, que não tinha todo o privilégio que um elfo teria. Aliás, eu não teria Sehun, nem se tivesse orelhas pontudas, andasse nu e entendesse sua língua. Nem que, em outra vida, ele me pertencesse assim como dizia na profecia dos.

Pois quando um elfo encontrava seu outro alguém, ele era fiel à esse. E, na minha cabeça, ele deveria gostar daquela elfa e seu filho.

Eu comecei a me embebedar, sair um pouco do chalé e ignorar a montanha. Nunca contei sobre o tal elfo para ninguém, nem para os amigos que fiz durante aquele pouco tempo.

Então eu voltei para minha casa na Coréia. Viajei mais um pouco para outro países. Tentei esquecer o meu elfo e depois de alguns anos, três mais ou menos, resolvi voltar para aquele chalé, ver se encontrava outra criatura por entre a colina cheia de barro, ou me banhar no rio que eu tanto gostava.

Apenas tinha me esquecido da ilusão que fora o elfo Sehun em minha vida.

1648

Quando fui me banhar no riacho onde a água era parada e calma, encontrei com olhos famintos que me encontravam naquele lugar, olhos claros e sardas nas bochechas. Cabelo loiro e orelhas pontudas. Eu quase perdi o ar quando o vi. Perdi dois compasso do coração e levantei de supetão da água, o encarando com a incerteza de que era Sehun.

Ele se aproximou de mim correndo, tocou meu cabelo e eu me derreti em seu toque, sorrindo ao tocar em sua face.

“Min... Seok.” Ele murmurou embolado, mas me fazendo feliz, pois ainda lembrava de meu nome apesar dos anos longes.

Ele pegou minha mão e colocou sobre seu peito, me fazendo encara-lo confuso.

“Machucou...”

Recordei-me de todas as vezes que desabafei com ele, dizendo que queria que ele pudesse me dar conselhos, mas não falava a minha língua e eu fazia justamente aquilo para que ele entendesse.

Ele tinha compreendido que aquilo significava alguma coisa dolorosa, algo que tivesse algum sinônimo disso. Ao menos aquilo me deixou melhor de uma angústia de quase quatro anos.

“Gosto de você, Sehun, gosto de você.” O elfo disse sem largar minha mão, como se gostasse da sensação que era ter ela sobre sua pele branca e marcada com símbolos de nascença.

“Eu também gosto de você, Sehun...” E mesmo que eu não tivesse compreendendo nada do que ele tentava me dizer, ainda sim fiquei naquele clima com ele até conseguir lhe explicar o que era um beijo. Porém ele havia gostado depois de resmungar e empurrar meu rosto na primeira vez, pois na segunda ele partiu pra cima, me fazendo ficar envergonhado.

Sehun me levou para um lugar mais afastado do começo da floresta, onde o riacho ficava, onde ele me levou era florido, tinha cabanas de bambu e muitos, muitos elfos. Todos eles tocavam em minha orelha espantado por não ser igual à deles e eu apenas ria caminhando junto com Sehun.

Ele gritou algo como "Zyra" e logo aquela elfa apareceu com o menino nos braços, atrás de si tinha outro elfo grande e forte. Sehun, pelo menos para mim, tentou explicar que os dois se pertenciam; ele juntou os três e colocou a mão no peito dos dois, como se dissesse que eles compartilhavam o mesmo coração. Eu assenti com a cabeça e ri junto com ele.

Coloquei a minha mão sobre meu peito e depois o dele, tentando mostrar que ele me pertencia também, mas Sehun pendeu a cabeça para o lado confuso e eu deixei para lá.

Eu tentei novamente fazê-lo ir para o mundo humano, Sehun aprendeu um pouco mais sobre meu idioma, conseguia se virar comigo e realmente não gostava de usar camisa, fazia birra toda hora e reclamava como uma criança.

Eu apenas assentia com a cabeça e dizia que tudo bem, ele não precisava ser daquele jeito para que eu lhe amasse.

E bem, meus netos nunca saberiam o que acontece com os elfos, nem se eles existem, eles apenas saberão que um dia já amei um deles. E foi-se tão cedo quanto imaginava.

 

 

 

 

 


Notas Finais


E ENTÃO? O-O GOSTARAM? ESPERO QUE SIM <3


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