História Until Dawn - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jikook, Jimin, Jungkook, Namjin, Vhope
Exibições 53
Palavras 1.589
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Estou de volta!!!
Eu disse que não iria demorar muito rsrsrs...
Enfim, este é o capitulo, e obrigada vcs que acompanham minha fic.
Eu comecei a escreve-la com pouco tempo, mas ela promete ser muito contagiante.
Sobre o ''cadê o jikook?''
Esta é uma fanfic lenta, pois eu gosto de histórias assim. tudo terá o seu tempo, mesmo que demore.
Kissus de açúcar para vcs...

Capítulo 2 - This is the fun side, not?


‘’abri os olhos e, tive que pisca-los por algumas vezes devido ao clarão que me machucava as vistas. Ao me acostumar, pude analisar o ambiente com maior precisão. Era todo branco imaculado e de, alguma forma, eu me encontrava preso. Não conseguia me mover apenas implorar por socorro, enquanto lágrimas escorriam pelos meus olhos, mas que foram interrompidas ao perceber ruídos que não estavam muito longe. Sem ao menos perceber já não me encontrava preso, então apenas corri em direção aos barulhos. Deparei-me com uma porta, e com certo receio a abri, encarando algo horrível.

O ambiente já não se encontrava mais branco, e sim manchado de carmesim por todos os lados.  Só tive tempo de assimilar a pessoa que se encontrava lá depois que se virou e com seus olhos extremamente perturbadores me encarou. Entrei em choque, não reagi quando começou a dar passos em minha direção, como seu simplista sorriso irônico. Uma pequena lágrima escorreu dos meus olhos ao ouvir sua voz rouca sussurrar ao pé do meu ouvido.

- Não me decepcione’’...

Novamente, me encontrava aos prantos na cama, tendo outra crise pela madrugada, com os lençóis molhados e suando frio. Quantas vezes eu teria que desenterrar o passado nos sonhos novamente? Eu estava preso em um ciclo torturante. Apenas eu... Para sempre

***

Ao levantar, fui diretamente ao banheiro, e por cinco segundos, encarei-me no espelho. Estava deplorável. Minha pele, tão pálida que poderia ser comparada com uma folha de papel, olheiras profundas chamavam atenção de todos, mas o que mais era chamativo, os olhos. Os olhos que perderam o costumeiro brilho infantil. Os olhos sem vida, sem calor, os que possuíam apenas o vasto sentimento de dor e sofrimento. Imediatamente sai dos meus absortos pensamentos e terminei o que fora meu objetivo desde o inicio, mas ainda não tinha sido realizado: O ato de apenas escovar os dentes.

Enfiei-me dentro do costumeiro moletom preto, que me servia como uma proteção e, escondia as cicatrizes nos meus pulsos. Apenas cicatrizes... Já não deslizava uma lâmina por meus pulsos á tempos, mas não sentia saudades. Percebi o quão idiota era eu me cortar. Poderia me servir como um alívio momentâneo, e nada mais. Não poderia dizer que nunca tinha tentado me matar, por que já tentara. Mas no calor do momento, me liguei que a covardia era maior. Suicidar-me apenas faria a dor acabar. Mas eu já vivia com essa dor, então eu poderia suporta-la como uma velha amiga.

Senti meu estomago roncar, então apenas andei pela cozinha a fim de encontrar algo decente para comer.   Ao abrir a geladeira, percebi que precisava ir ao mercado, o que apenas se resumia comprar pela internet, pois não ia a supermercados. O que ás vezes me limitava, pois não se encontrava todas as opções pela internet. Mas enquanto tivesse o meu precioso café, tudo estava, dentre o possível bem. Após encontrar nas profundezas do meu armário, meu café da manha foi basicamente torradas e café. Já estava quase na hora de me dirigir ao insuportável ambiente cheio de adolescentes, então calcei os sapatos, tranquei o apartamento e sai andando naquela manha fria, o que era bom, pois se tornava muito mais fácil andar com meu moletom do que no calor.

***

Estava em meu ultimo horário, quando lembrei que não poderia ir embora, porque tinha um maldito trabalho em dupla para fazer. Ao chegar a biblioteca, sentei-me na mesa mais distante possível, no fundo da biblioteca, a fim de não ter ninguém me encarando. Esperei por minutos, sem ver a hora passar. Olhei para o relógio, já era 16:29. Mas o que diabos Park Jimin estava fazendo? Já estava pegando minha mochila, quando um garoto veio em minha direção, me encarando como se já me conhecesse.

- Jungkook, certo? - Apenas o observei concordando com a cabeça. – Sou Kim Taehyung, amigo do jimin. – estendeu a mão para me cumprimentar, que foi apenas ignorada.

- E o que eu tenho a ver com isso? – Não fiz questão de esconder o veneno que escorria das minhas palavras. Mas infelizmente não foi o suficiente para entender que sua presença era indesejada, ou apenas ignorou.

- Enfim... Apenas queria te conhecer, fiquei curioso. Jimin falou de suas teorias sobre o destino, e como era interessante.

Estava quase abrindo a boca para lhe responder quando a porta foi escancarada e ouvimos passos em nossa direção o que tomou nossa atenção. Park jimin, andava calmamente com um sorriso nos lábios, antes de expressar confusão em seu rosto ao me encarar, e encarar o ‘’amigo’’.

- O que faz aqui Tae? – a voz de Jimin era calma.

- Só estou de passagem... Tchau Jimin, tchau Jungkook. Acho que vocês tem coisas para fazer.

Foi á única coisa que pronunciou antes de sair da biblioteca. Estava confuso quanto o que tinha acabado de acontecer. Como pudera conversar de forma tão intima com alguém que nunca tinha visto antes? Sinceramente, esse garoto era esquisito.

- Bom... Vamos fazer o trabalho? – Jimin tentava descontrair o clima, mas suas tentativas estavam indo por agua abaixo. Não respondi, apenas me sentei, puxando a caneta e o caderno.

Ao lhe encarar, seus olhos diziam para eu começar a falar algo, então apenas suspirei fundo começando a falar, caso o contrário o mesmo me encararia a tarde toda.

- Não acho que exista um ‘’amor inocente’’. – Jimin arqueou uma sombrancelha, mas não se atreveu a dizer uma palavra. – Tudo é carregado de desejos, vontades, sentimentos individuais.

- Mesmo um amor infantil? Onde se localiza a impureza nesta relação?

- No infantil. – Respondi simplista. – Todos enxergam o infantil como puro, delicado, mas ainda assim, é humano. No final, o que simplesmente deseja é se sentir bem. É neste momento que não é tudo o mais ‘’inocente’’.

Jimin corria com as palavras no papel, mas ainda assim tinha tempo suficiente para me encarar e argumentar contra.

- Vejamos... O desejo carnal, mesmo sendo amor, no final o que é procurado é o próprio prazer. Não seria tão proclamado pela sociedade, se não favorecesse cada um no final. É neste momento que se entra o egoísmo. Ninguém procura o que não lhe irá favorecer no final. Ninguém procura a derrota, porque isso fere o ego. Todos são apenas carneiros fugindo em temporada de caça. Apenas humanos...

Jimin me olhava incrédulo. Acho que não esperava de mim um, argumento tão sólido, nem eu mesmo acreditei em minhas palavras. Apenas escapuliu da minha boca sem ter noção.

- Mais alguma idéia? – Jimin perguntava.

- você quer dizer, mais algum argumento para ser contrariado?

Jimin apenas riu. Uma risada inocente. Uma risada que á anos não saia da minha boca.  E nunca mais iria sair.

- Este é o lado divertido não?

- É frustrante... –

- Então quer dizer que gosta de contrariar, mas não gosta de ser contrariado?

Apenas o encarei comum olhar de reprovação antes de, responde-lo sem a mínima vontade.

- Touché*.

- Jungkook-ah, você está ficando cada vez mais interessante...

- Desfaça o seu interesse. Não gosto de pessoas curiosas.

- É inevitável.

-É aborrecedor.

Já não queria mais estar ali. Minha dor de cabeça latejante já tinha voltado e apenas queria ir para casa. O silencio era mais reconfortante.

-Tenho que ir para casa. Meus pais já devem estar me esperando. – Jimin dizia meio preocupado ao olhar o relógio, que afirmava estarmos mais de duas horas na biblioteca.

- Ótimo. Você anotou tudo? Estou livre?

- Mas é claro. Eu te acompanho.

- N-Não precisa, prefiro ir sozinho.

- Vamos, minha companhia não é tão ruim assim. – Park Jimin implorava, mas eu não iria ceder tão fácil, não queria a sua companhia.

- Na verdade, sua companhia é horrível, adeus.

Só tive tempo de correr da biblioteca e me infiltrar em um dos corredores. O dia já tinha sido o suficiente, não precisava de uma companhia. Joguei-me no chão, recostado na parede, e esperando por cinco minutos na esperança de que Jimin já tivesse ido embora.

Ao me levantar, fui direto para os portões da entrada, dando de cara com a pessoa que eu menos queria ver no momento.

- Você é inteligente, mas eu não gosto de perder.

- Mas é impossível! – eu exclamava incrédulo com sua presença.

- Já escureceu, não seja responsável por um garoto de cabelo chamativo levar bronca dos pais por não chegar a tempo no jantar. – Seu tom brincalhão já me irritava.

- Você é o único responsável pelos seus atos Jimin. Então vê se não enche, e me deixa voltar para casa ciente de que estou sozinho?

- Nunca.

Bufei fortemente antes de sair andando, pouco me importando com sua presença. A dor de cabeça estava incessante e a única coisa que precisava era ficar sozinho. Ao virar a rua, ouvi passos de alguém que corria, e ao me virar, lá estava aquele mini satanás que não me deixava em paz. Pouco me importei com sua presença, e só segui meu caminho.

Ao chegar a meu apartamento Park ainda me seguia, e entre os míseros segundos que utilizei para destrancar a porta, utilizei para bater com força na sua cara, indicando que sua presença não era bem vinda. Ouvi o gritar um ‘’até mais Jungkook’’ antes de sair correndo, e sumir. Encostei-me, na porta e deslizei até o chão, só sentindo a lágrima silenciosa descer pelo meu rosto enquanto comprimidos de dor desciam pela minha garganta, e depois sentindo o sussurro fraco sair dos meus lábios para até então, apenas eu ouvir.

‘’Até mais Park Jimin’’.

 


Notas Finais


Touché* é uma expressão francesa utilizada como uma '' vitória '' ou '' derrota ''em uma conversa.
É isso minha genteeee.
Espero vcs no próximo capitulo.
Uma dica: vai aparecer novos personagens.
É ISSO CHEGA DE SPOILER
bjssss


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