História Until Dawn - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jikook, Jimin, Jungkook, Namjin, Vhope
Exibições 56
Palavras 2.443
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aqui minha gente, capitulo fresquinho. Se é hora de postar? eu sei q não, mas eu tava muito ansiosa e não aguentei esperar para o outro dia.
Obrigada por todos que favoritaram a fic

Capítulo 3 - Coffee


O resto da semana fora completamente entediante, assim como todos os dias. Já era sábado, e dentre os meus planos, meu final de semana se baseou em se sentar em minha poltrona favorita acompanhado de um bom livro e uma caneca de café. O relógio marcava um pouco mais das sete horas, quando meus olhos instantaneamente começaram a pesar dando espaço para um sono profundo...

Pov. Jimin

Já passava das onze horas, e lá estava eu, em uma festa de campus que fui chamado, acompanhado da Sun Hee. Tinha bebido um pouco mais que o comum, a fim de tirar coisas da cabeça, mas ainda estava sóbrio. "Não acho que exista um amor inocente". Suas palavras se repetiam como um disco arranhado em minha mente. Oque a vida lhe fez de tão ruim para ser tão gélido e fechado?

- Jimin? Ah PARK JIMIN!

 A voz estridente de Sun Hee me despertou completamente dos pensamentos

- Ahn sim?

Tentei soar o mais convincente possível, demonstrando um sorriso forçado, enquanto a festa já não me agradava. – O que acha de irmos para um lugar mais afastado? Está tão cheio de pessoas aqui... - sua voz demonstrava total malicia, e mesmo sabendo como tudo iria terminar, apenas concordei com a cabeça. - que tal ali? - Sun Hee apontava para a parte não iluminada da festa, na ponte, que por baixo se passava o rio. Era longe, e vazio, como ela planejava. Conhecia Sun Hee Ha muito tempo, sua mente era ágil, mesmo que em grande parte do tempo, fútil.

-Vamos, Jimin oppa...

Sua voz já estava arrastada, quase como um gemido, e não demorou muito tempo para ser convencido, e estarmos caminhando.

Ao chegar com Sun Hee me puxando empolgadamente pelo braço, encostei-me ao batente da ponte, observando o céu. Sun estava atrás, apoiada em minhas costas, com o queixo em meu ombro.

-Jimin?

Virei com leveza a observando intensamente. Procurava a minha Sun Hee. A que passava as tardes assistindo animes e lendo mangás, enquanto me oferecia um enorme pacote de salgadinho. E não a garota a minha frente, que só se importava com si mesma e seu tubo de gloss. Tinha medo de perder a essência escondida da minha melhor amiga, mesmo que isso significasse estar preso em uma relação onde eu não amava mais aquela pessoa. Sun se aproxima mais e mais, me deixando alerto, quando seu hálito já entrava em contato com meu rosto.

- Eu sei que você quer tanto quanto eu Jimin. Apenas relaxe.

Sun Hee roçou os lábios nos meus, e em seguida se aproximou do lóbulo da minha orelha direita, mordendo-a. Suas mãos me empurravam contra o batente,

- Você me quer? Diz que sim. Diz que eu sou melhor que todas as vadias que dão em cima de você. Diz que eu sou só sua...

- Sun...- minha voz já falhava, mas tudo o que eu queria era fugir. - eu não posso...

Suas mãos que já estavam no cós da minha calça foram retiradas quando, se afastou bruscamente, me dando espaço para respirar.

- O que!? - seu tom expressava a total indignação, e começou a limpar o batom vermelho que se encontrava borrado.

- Não Sun, eu não posso fazer isso. Você já está bêbada.

- Park Jimin, você esta me negando? A essa altura do campeonato?

- Não seja infantil. - eu estava irritado com suas atitudes. - E o que “essa altura do campeonato’’ significa? Eu simplesmente não quero.

Minha voz já estava desanimada e fraca. Era tedioso discutir com Sun Hee. Eu dizia algo que ela não gostava, ela começava a gritar, ia embora irritada, e depois toda discussão parecia que nunca existiu quando ela me puxava á força para o vestiário do colégio. Para mim, esta relação não era mais sincera, mas estava preso, e admito, que com medo do que aconteceria, caso terminássemos. Sun Hee me conhecia de frente, lado e dos avessos. Seria bem provável que usaria isso contra mim.

Senti o tapa bem distribuído na minha cara, que doeu como o inferno.

- JIMIN, VOCÊ É UM BABACA!

Apenas a deixei sair vermelha de raiva com os cabelos curtos e ruivos balançando. Provavelmente estava pronta para beber mais algumas doses e fazer ciúme dando mole para qualquer um a sua frente, quando eu estivesse por perto, o que não aconteceu. Não estava mais com vontade de ficar ali, então peguei as chaves do carro que ganhei de presente, e fui embora.

Cheguei em casa de fininho, sem fazer barulho, para não acordar meu irmão, pois nossos pais trabalhavam com muitas viagens, e em grande parte do tempo, só estava nós dois. Era raras ás vezes, em que os encontrávamos em casa, e quando isso acontecia, não tinha todo aquele “amor de família” ao se reencontrar, e sim apenas ficávamos quietos pois os dois precisavam descansar. Tranquei a porta e ao virar, dei de cara com Jin sentado de pernas cruzadas na poltrona da sala com uma carranca que indicava que deu ruim, enquanto acendia as luzes.

- Jin Hyung...

- Park Jimin, você tem ideia de que horas são? Já passa das três da manhã, e você me fez perder duas temporadas da minha série, por preocupação!

Confesso que quase ri diante da situação que me encontrava, com o Jin Hyung bancando uma de mãe, mas no final sabia que se isso acontecesse, minha morte já estava agendada. Então apenas me desculpei e fui para o quarto tomar um banho e me trocar, pois minhas roupas estavam cheirando a álcool, e se Jin percebesse, a bronca se tornaria duas vezes pior.

Com a toalha no ombro, enquanto secava os cabelos, que por sinal já se desbotavam, desci as escadas indo de encontro a cozinha procurar alguma besteira para comer, mas Jin Hyung já estava no fogão cozinhando.

- Você me paga por cozinhar pra você depois das três Jimin.

Sua voz já estava calma como o de sempre, e não estava mais me repreendendo, mas sim brincando. Jin Hyung sabia muito bem bancar a Omma, mas no final, era porque se preocupava muito comigo. Eu era tudo o que tinha e ele era tudo o que eu tinha. Jin colocou o prato na bancada a minha frente, onde eu apenas sentei de frente para ele, em silencio. Mas não era um silencio desconfortável.

- O que foi que aconteceu? Você está tão abatido...

- Uh? Nada Hyung, nada...

- Jimin. Você pode enganar nossos pais, mas eu te conheço como a palma da minha mão. Desembucha.

- É apenas a Sun Hee novamente... – Menti para não prolongar aquela conversa. Realmente não queria falar. Mesmo o conhecendo pouco, muito menos que pouco, acho que não tenho o direto de me meter na vida dos outros.

- Mentiroso.

- O que?!

- Você está mentindo Jimin. Bom se não quer conversar, sinta-se a vontade quando estiver pronto. Boa noite.

O Hyung já tinha tirado os pratos e colocado na pia quando subiu e foi para o seu quarto. Já cansado, subi para o meu e simplesmente me joguei na cama. Acordaria com uma ressaca pesada pensei.

Pov. Jungkook

Não sei como dormi na poltrona da sala a noite toda, mas infelizmente isto aconteceu, e estava com uma dor dos infernos nas costas. Olhei o relógio que afirmava ser pouco mais das seis e meia da manha me levanto e indo direto ao banheiro escovar os dentes e lavar a cara. Fui para cozinha preparar algo decente para comer, e depois, passando a tarde inteira lendo livros velhos. Precisava de livros novos, mas não gostava de sair de casa. O dia tinha se passado rapidamente, e quando percebi já se passava das onze. Novamente me encontrava indo para a cozinha, mas dessa vez para pedir uma pizza, quando ouvi a campainha tocar. Mas que diabos, pensei. Quem em pleno domingo me atormentava depois das onze?

Olhei pelo olho mágico e me espantei em ver a figura Park jimin plantada em minha porta.

-Jungkook? Está ai?

Pensei em fingir que não estava, querendo ir para a cozinha, mas infelizmente, na minha tentativa falha de não fazer barulho, esbarrei na maldita escrivaninha ao lado do sofá fazendo um barulho horrendo quando uma xicara que estava em cima caiu.

- Mas que porra!

- Jungkook? Está ai não está? Abra a porta.

- Vá embora Jimin, não quero você aqui.

- Não antes de abrir a porta.

Eu não ia ceder tão facilmente.

- Não estou para brincadeiras.

- Muito menos eu.

Jimin começou a apertar incessantemente a campainha, o que por fim me fez abrir a porta.

- O que você quer aqui? - disse bem ríspido.

- Apenas te convidando para sair.

- Não gosto de sair. Já se passa das onze e te julgando por aparências você frequenta lugares cheios de pessoas. E eu ODEIO multidões. São tão sufocante e desagradáveis...

- Eii, ninguém te ensinou que julgar os outros por aparências é feio? Mesmo assim... tem uma nova cafeteria na esquina, e como você gosta de café. Ela é vazia, então nós vamos ter privacidade. - Jimin atacou meu ponto fraco. Isso era injusto a meu ponto de vista. - Eu pago.

Bufei fortemente. Mesmo que me arrependeria depois, no momento não liguei.

- Tudo bem...- Jimin abriu um enorme sorriso de vitória no rosto. Um sorriso infantil e bobo. - mas não se dê por vencido, não prometo ser uma boa escolha de passatempo.

Entrei para trocar de roupa, e com certa relutância, o chamei para entrar. Pedi para esperar na sala enquanto tomava um banho. Depois que sairmos pensei ter que enfrentar pessoas na rua, mas Jimin estava de carro.

- Vamos?

A ida inteira foi feita em um silencio, e quando chegamos, percebi que Jimin tinha falado a verdade. A cafeteria não era toda exposta e de vidro como as outras, e sim fechada, o ambiente era meio escuro, dando um aspecto, ao meu ver reconfortante. A porta possuía um sininho que quando aberta emitia um ruido, e mesmo dando apenas alguns passos, eu já estava sendo envolvido pelo harmonioso cheiro de cafeína. Jimin percebeu isso, e deu um sorrisinho de canto, que foi ignorado. Sentamos eu uma mesa bem no fundo da cafeteria. Mesmo com pouco tempo, Jimin sabia respeitar meu espaço pessoal, o que normalmente as pessoas não faziam. Um atendente estava vindo ao nosso encontro, então Jimin começou.

- Bom dia rapazes. O que vão querer?

- Um caramel machiatto e um prato de croinssants, por favor.

- Um expresso - pedido simplista o meu.

- Anotado.

Então o atendente sumiu nos corredores.

- Então... O que achou da cafeteria? – Jimin tentava puxar assunto

- Simples, mas me oferecendo um bom café... - minha análise foi curta, mas quis prolongar um pouquinho a conversa. - caramel machiatto em... Gosta de coisas doces?

- Muito. E você?

- Prefiro as amargas, assim como a vida.

- Realmente...

Apenas observei o atendente aparecer com a bandeja, trazendo nossos pedidos. Beberiquei um pouco sentindo o gostinho da cafeína Impregnar na minha boca. Como poderia ser tão bom?

- Jimin?

- Uwn? - apenas o observei levantar os olhos do seu pedido, com um sorriso que formava um "eye smile".

- Como descobriu que eu gosto de café? - realmente, estava curioso. O que era ruim. Odiava curiosidade, mas ainda era alguém de carne e osso.

Jimin riu antes de começar a falar.

- Sabe Jungkook... Você pode até achar que eu sou o modelo de "bad boy" com a namorada perfeita, vida perfeita, o filhinho o papai. Mas as coisas são diferentes.  Quando as mascaras caem você percebe que nada foi e nunca será como os outros julgam. As vezes posso até parecer desligado, mas acredite, eu presto atenção, nos detalhes mais imperceptíveis.

Jimin pegou um croinssant do prato, e me ofereceu outro. Nunca tinha provado um, e minha cara de que tinha gostado como uma criança, me denunciou.

- Jungkook, me diga que você já tinha comido um desses antes.

- Na verdade não, confesso que não saio muito de casa, o que me limita ás vezes...

- Qualquer dia eu te levo para experimentar coisas novas.

- Já não bastou me atormentar hoje e me tirar de casa depois das onze? - minha voz não estava pingando veneno como o de costume, e sim um pouco, UM POUCO relaxada.

- NÃO. - Jimin dizia entre risos - sua companhia é interessante...

- Eu realmente não entendo esse seu ponto de vista.

- E eu estou tentando compreender o seu Jungkook.

Um silêncio permaneceu pela mesa, enquanto eu terminava meu expresso, Jimin apenas me encarava. Quando terminei, pedimos a conta, e me irritei quando ele não me deixou pagar a minha parte.

Quando já estávamos na porta da minha casa, Jimin se despediu de mim, sem me tocar, pois já sabia sobre eu não gostar de toques, e felizmente me respeitava, caso o contrário, não faria parte da minha pequena lista de pessoas que tinham algum envolvimento comigo. Na verdade até o momento era o único que eu tinha me permitido se envolver superficialmente, e só a ideia me assustava.

Entrei no apartamento me permitindo correr para o quarto e me jogar na cama sem ao menos me trocar. Apenas retirei o meu converse preto, e me joguei na cama. O que diabos eu tinha feito? Sai depois das onze, cheguei em casa depois das duas, e no outro dia tinha que enfrentar o colégio. Mas essa não foi a pior parte. A pior foi que eu tinha gostado. Era algo novo, e coisas novas me assustavam. Estava tão acostumado em viver a minha rotineira vida que coisas assim não eram banais. Por cinco minutos me permiti esquecer de tudo, e meus problemas que sempre me rondavam simplesmente sumiram nestes momentos. Estava abaixando a guarda, mas ainda assim meus muros estavam protegidos. Pela primeira vez estava me sentindo vivo de novo. Mesmo que por apenas umas horas eu senti que estava vivendo, e não apenas existindo. Era um sentimento que não sabia identificar, mas estava me permitindo sentir. Era egoísta da minha parte, me iludir, mas por cinco minutos eu precisava me sentir humano novamente. Park Jimin me serviu como uma válvula de escape dentre o meu mundo gélido e sombrio. Ah Jimin, você esta me fazendo perder a linha tênue entre a loucura e sanidade. Entre o certo e errado. E principalmente, entre ser e não ser.

“Too bad”

Muito ruim

“But it's too sweet”

Mas é tão doce

“It's too sweet, it's too sweet”

Mas é tão doce, Mas é tão doce...

 

 

 


Notas Finais


Bjss minha gente. Vejo vcs no proximo capitulo, e espero que esse capitulo de para vcs entenderem um pouco da relação do jimin com a sun. doeu escrever? doeu, mas algumas coisas precisam ser esclarecidas.
bye bye


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