História Until eternity - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance, Suspense, Viagem No Tempo
Exibições 7
Palavras 1.618
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá....boa leitura ^^

Capítulo 9 - A casa


Fanfic / Fanfiction Until eternity - Capítulo 9 - A casa

Portland 24 de Junho de 2012

Acordei eram por volta das 11 da manhã, papai e mamãe tinham ido viajar para a praia, nossa como gostavam de sair e passear e conhecer lugares e gente nova..Anna não trabalhava aos finais de semana, então estava sozinha.

-Uhu.-gritei pulando na cama de pijama.

Desci abri a geladeira e lá estavam elas, as minhas palhas italianas.Peguei o pote e fui direto ao sofá, liguei a Tv coloquei no canal de filmes que por sorte passava meu filme favorito, Piratas do Caribe...

Se os acontecimentos da noite passava me aborreciam? Bem, sim mas especialmente hoje estava feliz, não sei porquê...nada poderia estragar o final de semana perfeito..Ok não tão perfeito, sem Terry era nostálgico mas vou superar.Beijar dois garotos no mesmo dia? Auto-estima maravilhosa, mesmo um deles sendo um assassino filho da puta que iria confrontar talvez segunda ou terça...

Batidas na porta me fizeram revirar os olhos e sair dos braços do sofá.As batidas era rápidas e intensas..

-Mas quem é a porra que está batendo assim?

-O que você quer?-perguntei meio grossa.Ele estava estranho, todo suado e ofegante parecia ter corrido uma maratona, sua expressão era de assustado ou sei lá de que...usava uma blusa branca e calça jeans azul clara.

-Eu acho que..-ele abaixou a cabeça para respirar-Achei algo que interessa você..

-Olha se for uma das suas brincadeirinhas, pode esquecer..-falei o convidando para entrar.

-Eu acho, que vi uma raposa.Ela tinha a calda menor, parecia com a sua, lembro desde a noite que a vi.-quando ele acabou de falar ofereci um copo de água que logo ele matou.Mas como eu não tinha pensado nisso...a calda era menor, nem chequei na hora que vi.Tinha uma pequena possibilidade de ser ele, mas será que deveria confiar nele?

-Ok, vou me trocar já venho.

(...)

Coloquei um short jeans e uma blusa de meia manga preta, prendi o cabelo em um coque e fui seguindo Nathan para dentro da floresta.

-Sei que vai achar estranho mas...-ela fez uma pausa e abriu um arbusto gigantesco com os braços para que eu pudesse passar...A vegetação em volta da casa era toda seca e retorcida, era como um cenário de filme de terror...

-Nossa, que bizarro..-falei encarando a enorme casa caindo aos pedaços.

-Sua raposa entrou lá dentro..-ele disse meio receoso.

-Quer entrar? Ou tem medo?-ri e fui em direção a casa "sombria".

-Espera.-ele segurou meu braço.-Não acha perigoso? Se alguém morar ai dentro?

-Quem gnomos? Duendes?-gargalhei e me soltei dele.

-Você é louca....se é tão corajosa o quanto diz entre lá sozinha..-ela me desafiou cruzando os braços.

Apenas sorri e fui caminhando até a entrada da casa, ela tinha três andares e zero segurança, dei mais alguns passos e adentrei a construção velha e rangedora, senti um calafrio percorrer minha coluna e arrepios súbitos me fazendo ficar tonta.
Quando fui subir as escadas senti que alguém segurava meu pé, gelei e não quis olhar o que era apenas gritei.

-Que foi?-ele falou entrando na casa e me segurando.

-Tinha alguma coisa...s-segurando  m-meu pé, eu juro.-falei quase chorando.

-Senhor galho...-ele riu e retirou um galho preso ao meu tênis.Ri com ele e logo subimos juntos até o segundo andar.

-Vamos nos separar eu subo mais um, e você procura nesse, ok?-aumentei o tom de voz, já que estava quase sussurrando.

-Cuidado, isso aqui está aos pedaços...

(...)

Chamava, chamava e nada da raposa, entrei em todos os possíveis cômodo e só tinha insetos, folhas e restos de construçoes.

-Ei olha o que eu achei.-Nath falou me alcançando.Um objeto brilhante e dourado na mão do garoto, era uma chave, parecia nova.

-Tem que haver um cômodo vazio...-fiz uma pausa e caminhei até o buraco onde deveria ter uma janela.-Porão?

-Pode ser.-ele falou vasculhando o quarto.Olhei novamente pela janela e vi um indivíduo parado bem perto do arbusto onde nós estávamos, vestia uma capa preta que batia até os pés, ele percebeu que eu o observava e levantou a cabeça, mostrando um enorme sorriso macabro.Dei dois ou três passos para trás e tropecei, caindo, senti minha mão latejar.

-Maggie.-Nathan falou se ajoelhando perto de mim.

-Eu vi alguém..lá fora.-falei olhando minha mão,tinha a enfiado em um prego.

-Quem? Como ele era?-ele disse analisando o estado de minha.-Aí Mag, vou ter que puxá-la.Acha que aguenta?

-Aí, aí espera ta machucando...-tentei não me mover.

-No três eu puxo..-ele passou a mão em volta do meu pulso e a outra ele segurava meu ombro.-Um, dois.-ele puxou de uma vez e eu não esperava gritei.O sangue começou a escorrer, pingava e pingava.

Ele se levantou e rasgou a parte de baixo da camiseta, se sentou ao meu lado e pegou minha mão delicadamente.Embrulhou no pano branco e fez um laço meio apertado.Apenas sorri e me levantei com a ajuda dele.

-Como ele era?-ele me encarou mais sério agora.Não entendi a preocupação e nem o porquê dele acreditar em mim, ele deveria estar me zuando, ou fingindo.

-Alto, não sei, usava uma capa preta.-disse segurando minha mão enrolada no pano branco.

-Temos que ir.-ele falou me puxando para porta.-Olha sua mão.-Nath apontou para o pano que já estava todo tingindo de vermelho.

-E o Terry?

-Vamos ver se achamos mais um cômodo.-ele desceu até o último anda e procurou por portas até que..encontramos uma, estava entreaberta.

-Alí, olha Nathan.-apontei para a porta que ainda tinha a cor original, bege.

-Vou entrar e você fica.-ele me olhou sério.

Concordei com a cabeça e logo peguei meu braço para ver se o sangue parava de escorrer, não ajudou, agora o pano já pingava e sujava o chão inteirinho.

Olhei para fora da casa e o céu já estava meio escuro, senti novos arrepios percorrerem meu corpo.Mas como havia escurecido tão rápido? Aquilo não fazia sentido algum..

-Maggie, corre aqui.-Nathan gritou lá de baixo.Desci as escadas tortas e estreitas até virar em um cômodo, que por mais incrível que pareça estava limpo.-Olha, acho que o Terry está machucado.-ele saiu da frente para que eu pudesse ver.

-Ai meu deus.-disse ao ver a raposa deitada lambendo a pata ferida.-nem precisou chamar logo ela farejou e levantou a cabeça me encarando e  correndo com dificuldade em minha direção, pulando em minhas pernas.-Ai deus.-disse abraçando a pequena raposa que lambia meu rosto freneticamente.Nathan ficou parado observando a cena e rindo.

-Eu também mereço esses carinhos aí..-ele fez biquinho e se abaixou fazendo carinho na raposa.-Ele deve ter cortado em algum espinho ou pedra..vai ficar bem.

-Obrigada Nathan, e-eu nem sei como agradecer..-disse já chorando.Me levantei e o abracei forte.-Desculpe ter desconfiado de você..-ele nos separou e me encarou com uma expressão confusa.

Antes que eu pudesse responder meu corte na mão começou a doer de forma descontrolada.Pressionava o local mais só piorava, ouvimos um barulho e nos encaramos.Logo vimos uma pequena pedra azul cair da escada.Nathan se levantou rapidamente tirando suas mãos de minhas costas e indo buscar a pedra ele a fitou e disse.

-Não saí daqui, eu já volto.-seu tom de voz era realmente sério e tinha mesclas de preocupação.

-Não me deixa sozinha aqui..-disse tentando me levantar.Nathan gardou a pedra no bolso da calça e veio até mim.

-Não vou.-beijou o topo da minha cabeça e segurou minha mão-Vamos, temos que ir logo.-o moreno pegou um cesto de palha que havia encontrado pela casa e colocou Terry.

(...)

Estava completamente escuro agora, e já tínhamos andado mais da metade do caminho, nem tinha percebido o quão era longe, talvez a afobação de encontrar Terry me fez esquecer de perceber a distância.Me joguei de joelhos no chão e segurei minha mão novamente que latejava de uma forma estrondosa.

-Nathan....eu não aguento mais.-falei abaixando a cabeça.

-Maggie, não podemos parar agora.-ele falou colocando o cesto no chão e segurando minha cabeça com as mãos.
A todo momento que caminhávamos ele sempre procurava olhar de todos os lados, como se verificasse  que não estava sendo seguido.

Ele me ajudou a levantar e quando viramos um vulto passou por nós, nossos cabelos se movimentaram com o vento feito.Novos arrepios e calafrios tomaram conta de mim.Uma pedrinha azul bateu no pé de Nathan que olhou assustado para mim e chutou a pedra para longe.

-Estou com medo agora.-falei sussurrando.Ele se virava para todos os lados como se procurasse algo.A floresta era quieta, até de mais, e uma brisa fria veio ao nosso encontro em milésimos de segundos.

-Mag, você vai correr naquela direção quando eu mandar ok?-ele apontou para um clareira perto de uma pedra grande.-Eu levo o cesto..mas só corre.

A floresta conseguiu ficar mais quieta ainda, parecia morta, nem a brisa voltou, apenas o barulho de um galho quebrando...

-Corre.-ele disse em meu ovido, apenas obedeci e corri na direção que ele mandou.

(...)

Entrei em casa e tranquei as portas, estava muito assustada, de que estávamos fugindo? Era humano? Será que era a mesma pessoas que vi outro dia na cerca de casa? Minha mão já não latejava tanto agora, apenas um pouco retirei o pano e o corte tinha aumentado.Coloquei minha mão debaixo da água gelada e gritei, baixo mais gritei. Ardia tanto, mais tanto que eu amputaria só para parar de doer...Senti um aperto no peito e pensei em Nathan, será que ele estava bem? Por que ele me mandou correr?

Ouvi alguém bater na porta, era Nathan pelo jeito.Corri e girei a chave na fechadura.Lá estava ele, suado e ofegante novamente, com a cesta de palha na mão.

-Que bom que você está bem.-disse o abraçando.Ele simplesmente se jogou no chão em meus braços.-O que foi Nathan?-falei levantando seu rosto.

-Estou cansado...de fugir, quero paz.-ele olhou para mim e beijou minha testa.

-Fugir de quem?-perguntei o ajudando a se levantar.

-Deixa pra lá....







Notas Finais


Espero que tenham gostado...sonhem com o cara da capa negra.... U.u


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