História Until eternity - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais, Suga
Tags Bangtan Boys, Bts, Jeon Jungkook, Jikook, Jimin, Jungkook, Park Jimin, Suga
Visualizações 597
Palavras 2.245
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Depois de mais um mês sem att aqui estou eu com uma surpresa linda e maravilhosa para vocês, além de anunciar que estamos no penúltimo capítulo da fanfic, ou seja... O próximo será nosso encerramento rsrsrs

Eu espero que estejam tão felizes (porém tristes) quanto eu para ver o desenrolar do nosso final.

Obrigada pelos comentários e favoritos, mas deixamos isto para quando precisarmos nos despedir de Until Eternity, enfim, espero que gostem <3

Capítulo 10 - You haunt me through my dreams at night


Fanfic / Fanfiction Until eternity - Capítulo 10 - You haunt me through my dreams at night

Os poucos raios de sol invadiam o quarto pelas frestas das cortinas, onde se podia ver as partículas de poeira dançando junto com a luz suave e amarela. Jimin acordou com pontadas um pouco fortes em sua cintura, principalmente nas regiões intimas de seu corpo. Lembrou-se da noite anterior com Jungkook e sorriu bobo apenas de rememorar cada segundo daquela loucura sem fim. Não se arrependeu de nada, mesmo que tivesse que lidar com uma dor um tanto chata, aquilo não apagaria nada do que sentia. Pelo contrário, o incentivava a querer um pouco mais.

Buscou com as curtas mãos pelo calor do mais alto, tateando o abdômen desnudo do mesmo, alisando a pele morena com os nós dos dedos. O observou resmungar e puxar mais o cobertor para sua presença, se acomodando e voltando ao sono gostoso. Park sorriu ainda mais largo quando notou as marcas feitas por si em suas costas inconscientemente, com arranhões bem trilhados na tez.

Decidiu que estava morrendo por dentro por não ter se alimentado naquele espaço de tempo, sendo assim levantou calmamente, calçando os chinelos de pano ao lado da cama, pondo-se de pé, esfregando os olhos com os dígitos e caminhando sorrateiramente até a cozinha no andar abaixo.

O vento soprava e a residência comportava um frio que se alastrou por cada cômodo, trazendo a sensação do inverno com a mesma, fazendo com que o louro se acomodasse em um pijama quentinho e o roupão que o amorenado tanto gostava de usar na cor azul escuro. O cheiro amadeirado de Jeon seguia as linhas costuradas da veste e o pequenino ficou cada vez mais apegado a ele, apenas por ter seu aroma grudado no próprio torço.

Assim que desceu as escadas ouviu o barulho familiar da televisão tocar. Passava algum noticiário e cheiro de cigarro era bem marcado perante a sala. Estranhou o imprevisto, mesmo que ainda estivesse com aquele filme maldito de terror lhe pairando sobre a mente. Na ponta dos pés e com muita coragem lhe estufando o peito rastejou até o local, onde no sofá se escorava uma silhueta de cabelos bagunçados, acarretando a fumaça da droga em seus lábios e um belo copo de bebida alcoólica ao lado na mesinha de centro. Quem estava ali? Com muita curiosidade puxou o sofá de rodinhas, onde pode ver totalmente a face do tal estranho que invadira a casa do moreno.

O que está fazendo aqui?! — O rosto familiar faziam-no querer vomitar apenas de lhe fitar os olhos escuros. A cabeleira colorida e as manchas de sangue no rosto diziam que a pessoa que estava ali, bem apoderada da moradia de Jungkook era seu próprio irmão, Yoongi.

Em um piscar de olhos o outro se lançou contra o corpo do aloirado, o prendendo contra a parede mais próxima com o antebraço, enquanto a outra palma estava ocupada apontando uma faca bem afiada para o pescoço de Jimin, onde este se viu sem chão, com a respiração desregulada pelas duas surpresas indesejadas e inesperadas. Engoliu em seco e esperou seu coração desacelerar. Os orbes completamente perdidos na psicopatia do outro eram de amedrontar qualquer um. A diferença de tamanhos não era grande, porém, Park se encolhia ao máximo em seu lugar.

— Quem é você... Garoto? — A voz se tornou rouca no exato instante que a faca lhe pressionava ainda mais a pele do lugar escolhido para o colorido atacar.

— Esta não deveria ser a sua pergunta, Yoongi. — Citou o nome do mesmo sem pudor algum, como se não tivesse nem se quer o medo da morte.

— Então você sabe meu nome, huh? — Decifrou cada canto do louro, olhando-o dos pés a cabeça enquanto lançava seu braço para o lado oposto, jogando o miúdo no chão com toda a sua força, o ouvindo gemer pelo incômodo.

Como ousou voltar para cá? — Questionou impositivo, limpando a saliva que escapou dos lábios cheinhos. — Como teve a coragem de colocar os pés nesta casa por mais uma vez?! — A raiva era evidente no aloirado, lembrando-se de cada palavra de Jeon sobre seu irmão rabugento e grotesco.

Quando se tratava do passado do amorenado era claro que, deveria colocar toda sua potência para levar aqueles males para longe da visão do maior, já que sabia que o mesmo veria seus fantasmas novamente e que aquilo o incomodaria para sempre. Yoongi seria um avanço para mais um ataque de loucura para o seu tão amado Jungkook. Ainda mais que havia seu próprio motivo por sentir nojo do garoto ali posto. Depois de ouvir tão mal sobre si, de descobrir do abandono perante uma situação tão critica, como poderia aceitar por mais uma vez sua presença naquele lugar?

Não, de maneira alguma deixaria que chegasse perto de seu amante.

Ouviu a risada esganiçada e sem humor do homem de cabelos tingidos de verde-água, retirando ainda os resquícios do liquido viscoso vermelho de seus lábios, deixando a faca descansar sobre o piso, indo de encontro com a gola do roupão de Jimin, o puxando para mais perto, quase o enforcando. Olhou bem dentro de seus olhos e socou a bochecha carnuda do pequenino, tendo o riso rouco e ridículo do outro em seus tímpanos.

— Eu vim pegar o que é meu por direito, não acha? — Mais uma vez se pôs a analisar o mais baixo, serrando o cenho com as sobrancelhas finas, fazendo com que seus olhos sumissem de sua face. — Eu me lembro de você de algum lugar. — Ajeitou o cigarro nos lábios, tragando um pouco e logo lançando a fumaça para fora de seus pulmões. — Oh sim, como poderia esquecer do queridinho de Min Hee? — Embasbacado a boca do miúdo se abriu em um perfeito ‘’o’’. Como aquele ser poderia conhecer alguém tão dócil como sua ex-chefe da personalidade bonita? O que estava realmente acontecendo ali? — Você não é o garoto que ela cuidava por estar morando no beco ao lado do restaurante? Que bonito não? Meu irmãozinho está fazendo caridade aos necessitados. —  O ódio consumiu a mente de Park ao ouvir aquela frase, fazendo com que empurrasse o corpo um tanto maior que si para frente, vendo-o ir de encontro ao chão.

— Como a conhece?! Como acha que pode vir aqui, entrar e me dizer coisas tão cruéis e sem volta? Como pode dizer coisas de Jungkook desta forma?! —  As lágrimas salgadas do louro se formavam em seus globos oculares, descendo para sua tez ao longo que desapareciam em seu queixo.

— Min Hee? — Riu anasalado, sádico. — Pelo visto aquela mulher não te conta nada mesmo, pequeno. — Engoliu o vômito quando ouviu o pequeno apelido carinhoso que apenas o amorenado lhe denominava. — Ela é minha noiva. — Os olhinhos castanhos de Jimin se arregalaram, quase saltando para fora de seus lugares. Como poderia ser possível? Como eles eram tão próximos? Aquilo não lhe cabia e apenas sentiu a ânsia tomar ainda mais conta de sua garganta, travando um grito de ajuda mudo. — Se não se recorda eu já morei aqui, já vivi com aquele seu namoradinho neste mesmo teto.  Não acha que está sendo rígido demais com alguém que pertencia a este ciclo? Afinal, desde que eu saiba você não chega a ter um vínculo forte com meu irmão. — Aproximou-se perigosamente do pequenino, segurando o pescoço do mesmo e o puxando para dar de encontro com a boca em seu ouvido, mordendo o lóbulo e soprando ali, o observando se retorcer ao contato. — Ele é incapaz de te amar.

Mentira! — Gritou escandalosamente, sendo cercado nos lábios pelos dedos esguios e gélidos alheios, impedindo-o de protestar ainda mais.

— Largue-o Yoongi. — A entonação marcante e forte de Jeon estava na sala, trazendo a atenção de ambos para si, que se manteve de pé, com os punhos cerrados e os cabelos ainda embrenhados por conta do sono recente. O esverdeado largou Park no chão, o fazendo bater de cabeça no piso um pouco sujo pelas violências.

— Meu querido irmão! Quanto tempo! — Levantou os braços na altura do peito, pedindo um abraço indireto com um sorriso extremamente grande, onde mostrava parte de sua gengiva.

— Largue a calúnia nas suas palavras sarcásticas. — Retrucou o moreno de forma dura, cuspindo as palavras para o parente a sua frente, indo direto para o amado que ainda estava estirado no mesmo lugar. — O que está fazendo aqui? — Acariciou os cabelos claros do outro, beijando a bochecha ferida pelo soco em sua boca.

— Ora, ora, não posso nem visitar o meu irmão caçula? Não vê que eu estava com saudades sua? — Como uma pessoa poderia guardar tanta melancolia e ainda por cima mentir descaradamente sobre seus sentimentos daquela forma? Que tipo de maníaco Yoongi era?

— Poupe-me. — Riu seco o maior enquanto ajudava o miúdo a ficar de pé, segurando-o pela cintura de lado.

— Não se preocupe, estou de saída, apenas vim buscar um pouco de minhas coisas. O garanhão aqui está indo para fora da cidade com a mulher de sua vida. — Suspirou apaixonado enquanto colocava uma de suas mãos no peito falsamente, aparentemente jogando mais uma de suas desculpas esfarrapadas. Ele não tinha dó alguma. Já Jimin ficou surpreso por Jungkook ainda estar se controlando.

Você não a merece. — Ditou o Park enquanto fitava-o com raios nos olhos, fuzilando-o com seu ódio mortal. — Logo vai perceber que não vale nada do que tanto pensa, pelo seu passado tão bem escrito. — Tentou ao máximo impor o que tanto sentia pelo esverdeado, buscando a ira em seu peito e despejando-o sobre o mesmo, mostrando o quanto precisava descontar a história de seu amado como forma de culpa.

— Ah, olhe quem fala não é mesmo mendigo? — Dedilhou as costas de Jeon, o abraçando mais forte e cada vez mais se entregando aquilo. Lances de seus tempos morando na rua acabaram por passar em sua cabeça como um filme, agarrando-se ainda mais no outro. — Você está ao lado da pessoa que é incapaz de amar. Acha que este menino pode mesmo gostar de você? Que grande insulto a palavra amor. Ele está te usando meu caro. Está lhe usando como fonte para sugar suas energias até que ele possa estar curado de seus fantasmas do passado. É impossível alguém como Jungkook carregar algum sentimento bom por alguém. Como é bom viver no poço de mentiras, não é irmão? — A face do amorenado se pôs para frente como rendimento.

Então era verdade? Toda a história, beijos, abraços, frases bonitas, o sexo gostoso que fizeram na outra noite e cada segundo eram planos para safar-se dos demônios nas paredes? Como ele pode?

— Nada a dizer? Eu já sabia. Eu não falo asneiras, pequeno. — Riu vitorioso quando as lágrimas desciam incessantes dos orbes de Jimin, manchando o carpete da casa enquanto se soltava do corpo musculoso do maior.

— Está certo. Eu não posso amar. — Concluiu em seguida, cravando as unhas curtas nas próprias palmas enquanto mordia o lábio inferior até a pele se romper e sentir o gosto amargo de sangue. — Eu não posso amar alguém que me deixou, alguém que me traiu e me abandonou quando eu mais precisava. Eu não posso amar alguém que não me amou de volta, que me enganou e me fez de pano de chão até os últimos segundos. Eu não posso amar alguém que me force e acabe com tudo o que tinha, inclusive colocando monstros na minha cabeça. — Cuspiu as palavras enquanto se aproximava de Yoongi e o jogava contra o concreto da parede ao lado da porta, em seguida a abrindo, dando espaço para que o esverdeado fosse embora logo dali. — Eu não posso amar meu próprio irmão que saiu de nossa moradia sem mais nem menos. Porém, eu posso amar o anjo que me salvou de toda a calamidade que você criou. Jimin me salvou e me deu um novo sentido para a minha vida, me fez esquecer de cada gota de desespero que você me fez tomar, com toda a certeza ele espantou a escuridão de meu coração frio e sem sentimentos. Deu espaço para eu ter uma nova chance e sim, eu o amo mais do que minha própria vida e devo-a para ele. Afinal, depois de ser tão rejeitado por minha própria família eu pude descobrir o sentido de amor, com ele e apenas com ele.

Naquele exato momento não se mediam letras para expressar a gratidão e a chama viva que se formava no coração do louro, onde os olhos brilhavam ao perceber que realmente havia ajudado uma alma perdida no meio de tanto caos. Não apenas isso como recebeu a declaração mais bonita de todas, tendo certeza que seu futuro com o mais alto seria certo, como um tiro certeiro em um jogo de dardos. Nada era mentira e sim uma real verdade que se estampava belamente no rosto apaixonado do moreno.

— Se quer tanto fugir daqui e ter sua vida feliz e se quer lembrar-se de meu nome, vá em frente e pegue suas coisas logo. Pois, lhe aviso irmão, meu futuro está bem desenhado em minhas telas, e uma das pessoas que está delineado junto comigo sobre a pintura é Park Jimin e isso você jamais tirará de mim.


Notas Finais


1º Que afronta é essa com o Yoongi?
2º Pq ele tem que falar tanta bosta?
3° NOIVO DA MIN HE? ( vocês se lembram dela? )
4º QUE DECLARAÇÃO MAIS AMORZINHO!

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