História Until the last bullet - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Luta, Romance, Until The Last Bullet, Violencia
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Palavras 2.041
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


boa leitura ❤

Capítulo 3 - The first step


- Não dá para acreditar que o Stephen trouxe essa garota para cá. – era de manhã, havia acordado em um quarto grande, ao lado de várias camas. Haviam três pessoas no quarto, estavam conversando. Fingi estar dormindo.

- Ela é estranha, pelo o que parece, ela estava sozinha na rua apenas observando Stephen e Nicholas.

- Ouvi Bridget dizer que ele vai treinar ela.

- O que? Eu não quero essa garota perto do Stephen!

- Você não pode fazer nada a respeito, Sofie. O que você teve com o Stephen já acabou faz tempo.

- Cale sua boca! Ele ainda me ama. Eu sei que ama. Só está com medo de assumir isso.

De repente a porta de abre e eu fecho os meus olhos, escuto passos pesados.

- Onde está Segovia? – já havia reconhecido a voz.

- Ali, ainda dormindo.

- Stephen... Oi. Podemos conversar rapidinho?

- Não temos nada para conversar, Maze. – os passos foram se aproximando da minha cama e logo senti sua mão em minha cintura. – Segovia, acorda.

- O que faz aqui? – pergunto me sentando na cama.

- Vim te buscar para o treinamento. – ele falou, carregava uma muda de roupa é uma bota.

- Que treinamento? – pergunto.

- Achei que tivesse sido informada que ficará aqui agora, e eu estou encarregado de te treinar. – ele deu um sorrisinho de canto, por um segundo fiquei o encarando.

- E eu achei que tivesse dito que não ficaria aqui. – me levantei e dei um passo para frente. – Eu vou para casa.

- Não. – ele segurou forte o meu braço. – Você que ficar aqui agora e ser treinada.

- Qual o seu problema? – me virei para ele. – Eu não quero fazer parte desse grupinho.

- Grupinho? – ele deu risada. – Garanto que somos bem mais que um grupinho. Agora vá se vestir ou terá problemas.

- Problemas? Com quem? Você? – ri.

- Aqui você recebe ordens e as segue. Não cumpra e terá problemas com Taylor. – ele me entregou as roupas. – Te espero aqui.

Peguei a muda de roupas depois de alguns segundos o encarando e fui para o banheiro. Todas as peças eram pretas, mas a calça tinha um detalhe dourado, uma linha ao lado, que ia da cintura até o calcanhar.

- Agora está bem melhor. – Stephen disse levantando da cama. – Vamos.

Estávamos caminhando e me lembrei da conversa daquelas três meninas no quarto, não pude ficar curiosa sobre o assunto.

- O que você tem com a Maze? – perguntei enquanto caminhávamos pelo corredor.

- É uma longa história, por que? – ele me encarou.

- Estava ouvindo ela conversar com aquelas meninas no quarto, pelo visto ela não me quer perto de você. – falei olhando para as notas em meus pés.

- O que tivemos está no passado, mas ela insiste em dizer que ainda a amo.

- E ama?

- Não. – ele disse me encarando. – Agora vamos treinar sua habilidade com armas.

- Eu nunca peguei em uma arma antes. – disse enquanto estravamos em uma grande sala repleta de armas nas paredes e prateleiras. – Sem chance!

- Por que você sempre se nega em fazer as coisas? Isso é tão chato. – ele disse pegando uma pistola. – Agora você vai morar bem ali e atira. – ele apontou para uma mira que estava longe o suficiente para eu errar.

Respirei fundo, minhas mãos estavam tremendo. Anda Segovia, é igual nos filmes de ação. Atira! Atirei, meus olhos fecharam na mesma hora e meu corpo foi jogado para trás por conta do impacto.

- Você está bem? – abri meus olhos e percebi que Stephen estava em cima de mim.

- Ahn.. Estou sim. – disse com a boca seca. – Acho que foi o impacto da arma.

- Vamos ter que treinar isso. – ele disse aproximando seu rosto do meu. – não acha?

- Eu... Acho que sim. – o empurro e me levanto rápido.

- Olha só isso... – Stephen olha o alvo. – Você acertou.

- É sério? – olho para o alvo, vejo que acertei bem na cabeça. – Ah, meu Deus! – pulei é o abracei. Logo me toquei do que tinha feito e me afastei – Desculpa.

- Parabéns. Agora vamos treinar com uma metralhadora e depois, artes marciais.

Após passar o meu dia todo treinando armas e lutas, eu fui para o quarto para pegar minhas roupas. Coloquei dentro de uma bolsa que achei embaixo da cama e caminhei até a porta de entrada.

Todos estavam na cozinha então aproveitei e saí. Peguei um táxi e depois de um bom tempo já estava em casa. Entrei e me joguei no sofá, respirei fundo, não dava pra acreditar no que havia passado hoje. Fui para o banheiro e tomei um banho demorado e depois fui comer alguma coisa, mas não tinha nada na minha geladeira. Peguei meu celular e pedi qualquer coisa.

A campainha toca depois de meia hora. Abri e me deparo com a última pessoa que gostaria de ver – O que está fazendo aqui?

- Acho que eu não fui claro quando disse que você não voltaria para cá. – era Taylor.

- Eu só queria pegar algumas roupas e outras coisas minhas. – disse dando um passo para trás. – Mas, mas como vocês me encontraram?

- Eu. – Stephen sai de trás de Taylor e levanta a cabeça para me encarar. – Te segui até aqui.

- Você é um idiota, sabia? – grito.

- Já ouvi muito isso. – ele dá um sorrisinho e sinto vontade de voar no pescoço dele.

- Segovia?! – escuto a voz de Samantha e logo ela entra na sala e me abraça. – Aí meu Deus, eu fiquei tão preocupada com você!

- Oi Samantha, eu estou bem. – disse sorrindo.

- Quem são eles? – ela aponta para Taylor e Stephen, que estão na entrada.

- Ahn... Pessoas que me trouxeram até aqui. Colegas. – disse.

- Ah sim. Que bom que cuidaram de você. – ela disse pegando na minha mão. – Agora vá dormir um pouco, está com cara de cansada. Amanhã conversamos. – e depois saiu.

- Pegue o que precisa e venha conosco. – Taylor disse sério. – E que isso não se repita, ou haverá punições. Estarei esperando no carro.

- Que estresse. – disse logo após Stephen fechar a porta.

- Qual o seu problema? – ele perguntou.

- O meu? Por que essa obsessão por mim? – disse caminhando para meu quarto.

- Você não tem ideia do que ele pode fazer com você! – ele me seguiu e segurou meu braço.

- Eu não tenho medo dele, Stephen. – disse colocando minhas roupas dentro de uma das malas.

- Eu também não tinha, fazia exatamente isso. – ele disse é o encarei – Até que ele me provou do que é capaz.

- O que ele fez? – perguntei curiosa.

- Deu ordem para matarem minha namorada. – ele abaixou a cabeça.

- Eu... Eu sinto muito, Stephen. – disse incrédula.

- Está tudo bem... – ele olhou pra mim. – Depois eu descobri que ela era uma infiltrada da nossa gangue rival.

- Como descobriu isso? – perguntei.

- Depois que o comandante da Destroyers, Patrick, soube que haviam matado sua queridinha, declarou guerra a nós. – ele pegou um cigarro do bolso. – Foi assim que soube. Agora vamos logo.

- Claro. – peguei minha mala, mas Stephen tirou ela da minha mão e começou a caminhar até a porta. – Obrigada.

Entramos no carro em silêncio, fiquei olhando pela janela enquanto Stephen brincava com um canivete e Taylor olhava uns papéis.

- Posso fazer algumas perguntas? – disse de repente.

- O que quer saber? – Taylor largou os papéis ao seu lado.

- Isso aqui é uma espécie de grupo com brigas rivais, uma instituição, escola de treinamento... – comecei a falar mas fui interrompida.

- Nós somos uma gangue, senhorita. E para sua informação, a maior gangue de Los Angeles.

- Isso é sério? – ri olhando para Stephen e ele confirmou com a cabeça. – Certo... E, por acaso temos um nome?

- Gods of Hell – Taylor disse e eu comecei a rir.

- Deixa eu adivinhar, os membros são chamados de anjos infernais? – disse rindo.

- Não, só membros. – ele respondeu.

- Quem foi o idiota que escolheu esse nome?

- Eu mesmo. Algum problema com isso? – eu parei de rir e me arrumei no banco.

- Nenhum, vossa realeza. – disse.

- Não tolero piadinhas, vale lembrar. – ele me encarava sério. Stephen segurava a risada.

- Para um cara grande como você... – olhei pela janela. – Seu senso de humor é bem pequeno.

Entramos na casa e Taylor me parou na escada. – Que isso não se repita, senhorita. – ele colocou as mãos no bolso.

- Claro, vossa realeza.- disse piscando para ele.

- Bom, eu vou para o meu quarto. Até amanhã. – Stephen disse e eu o parei.

- Ah, pera aí. – cruzei meus braços. – Eu sou obrigada a vir pra cá, sou ameaçada e tenho que dividir meu quarto com outras dez pessoas enquanto o senhor que ama perseguir os outros tem um quarto exclusivo?

- Só os melhores dos melhores tem a sua área particular, senhorita. Mas se quiser, pode dividir o quarto com o Stephen. – encaro Stephen e ele levanta as sobrancelhas para mim e dá um sorrisinho.

- Nem pensar! – digo subindo e entrando no quarto.

Haviam várias pessoas, que me encaravam como se quisessem me devorar viva. Respirei fundo e caminhei até minha cama, mas ela estava ocupada.

- Com licença. – disse e a garota me encarou e pude ver que era Maze.

- Pois não, querida? – ela se levantou, colocando suas mãos na cintura.

- Essa cama é minha. – disse educadamente, afinal, não queria brigar com ninguém logo hoje.

- Sua? Você chegou hoje e já está achando que a cama é sua? – Ela riu, assim como todos no quarto.

- Eu não vou cair na sua provocação... Então, onde eu posso dormir?

- Ali. – ela apontou para um canto no chão.

- Normalmente ali é onde cadelas dormem, quer que eu coloque seu cobertor? – sorri.

- Você está ficando louca? – ela se aproximou, ficando centímetros do meu rosto. Percebi que todos se levantaram.

- Segovia. – ouvi a voz de Stephen.

- O que você quer agora? – me virei para ele, estava encostado na porta de madeira.

- Já achei um lugar para você passar a noite por enquanto. – ele disse caminhando até a cama e pegando minha mala.

- Onde? – perguntei curiosa.

- No meu quarto... Claro. – ele disse enquanto caminhava até a porta.

Encarei Maze, que estava espumando de raiva. – Até amanhã, querida. – disse acenando para ela e seguindo Stephen.

- Achei que não quisesse dividir o quarto comigo. – ele falou depois que fechei a porta.

- Mas já que a sua querida ex não me deixa em paz, não tenho escolha. – disse dando de ombros.

- Não tem escolha sobre onde vai dormir ou de querer provocar? – ele me olhou de canto enquanto entravamos em seu quarto.

- Provocar? – dei uma risada. – Por que provocaria ela?

- Por que sabe que ela ainda gosta de mim. – ele levantou uma das sobrancelhas.

- E? – fiz um gesto para ele continuar.

- E porque está doidinha pelo Stephen aqui. – ele passou a mão sobre seu pescoço coberto por tatuagens. Não pude conter a risada.

- Sério? Você simplesmente deduziu isso? – tirei minha jaqueta.

- Olha só, já está tirando a roupa. – ele apontou para a jaqueta jogada no chão. – Ei gata, não sou tão fácil assim.

- Tudo bem, não vou te pressionar... – caminhei até o lado esquerdo da cama. – gato.

- Nem um pouquinho? – ele deitou ao meu lado.

- Não se preocupe com isso, eu nem vou tentar. – sorri e me virei de costas para ele. – Boa noite.

- Quem diria que eu estaria com uma mulher na cama. – ele começou a falar. – E nada vai acontecer a não ser dormir.

- Deve ser muito difícil pra você.

- Você nem imagina o quanto. – ri pela forma que ele disse.

- Se preferir, eu posso sair. – me virei para encará-lo.

- Relaxa, gatinha. – ele falou. – Boa noite.

Eu estava com medo de tudo que poderia e iria acontecer comigo, não estava preparada para usar armas, facas, aprender a lutar... muito menos ter uma gangue rival. Mas parece que não tenho escolha sobre isso, é a minha vida e a vida dos meus pais que está em jogo.


Notas Finais


digam nos comentários o que estão achando sobre a história.

Até o próximo capítulo. Xoxo.


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