História Until Your Last Breath - Capítulo 38


Escrita por: ~

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Categorias Batman, Esquadrão Suicida
Personagens Bruce Wayne (Batman), Coringa (Jack Napier), Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Pamela Lillian Isley
Tags Drama, Esquadrão Suicida, Romance, Suspense
Exibições 424
Palavras 1.686
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem.

Capítulo 38 - Sortudo


Fanfic / Fanfiction Until Your Last Breath - Capítulo 38 - Sortudo

Faltava duas horas para amanhecer, Harley Quinn estava ignorando toda a sua dor de cabeça e ânsia de vômito para continuar bebendo e dançando. Claro que aquilo era errado, mas não era para isso que ela estava ali? Para se divertir?

— Uhul! — Harley gritava balançando a cabeça, enquanto estava na pista de dança, segurando um copo de bebida nas mãos

Ela estava no meio de um monte de pessoas, que pareciam nunca se cansar de dançar. Tudo estava embaçado, ela sabia exatamente onde estava, porém era impossível identificar os rostos das pessoas e os movimentos que aconteciam ao seu redor.

Sua bebida derramava a medida que ela se movia, todas as luzes estavam piscando e todos pulavam conforme as batidas. Inesperadamente, Harley sente seu estômago se retrair e uma forte vontade de vomitar. Soltando seu copo, que bate no chão e derrama tudo que havia dentro, ela aperta uma das mãos contra a boca e sai correndo, em direção ao banheiro feminino, que não fazia a menor ideia de onde era. Graças a uma iluminação e um fluxo de mulheres que entravam e saíam, ela empurrou a porta e entrou depressa.

Por muita sorte, havia um banheiro desocupado. Algumas mulheres percebem Harley correndo com a mão na boca e se afastam, evitando de se sujarem. Harley se abaixa no vaso sanitário e sente seu estômago se limpando, havia uma sensação de alívio nesse meio.

Harley passa a mão pela boca, notando que abusou de seu limite. Ela estava tão acabada que foi louca o bastante para se entregar ao sono, no chão, ao lado do vaso sanitário.

(...)

Os olhos dela se ardem após ela tentar abri-los. Ela sente um conforto em suas costas e sorri, supondo estar em sua cama. Sentindo-se aliviada, ela se move para o lado, em uma tentativa de se ajustar a "cama". Um barulho de metal em movimento impede suas mãos de saírem do lugar.

Imediatamente assustada, ela abre seus olhos rapidamente. Uma luz forte estava a alguns metros de seus olhos, mas eles se esforçam para se focarem. Uma tremenda dor de cabeça rapidamente se faz presente, principalmente ao sentir que estava algemada a algum lugar.

Ela ainda estava com o vestido da noite anterior, sua maquiagem estava borrada e seu cabelo não estava na melhor forma. Havia um gosto de menta, porém metálico em sua boca, como se alguém tivesse feito ela ingerir balas e remédios.

— Olha quem acordou! — A voz do Coringa enche o ambiente, o coração de Harley se aperta

— Pudinzinho? — Ela tenta novamente abrir os olhos, dessa vez com sucesso

Assim que a luz para de incomodar sua visão, ela reconhece o ambiente. Estava com as duas mãos algemadas a cadeira que horas atrás, era usada para as pessoas que estavam recebendo tatuagens. O primeiro andar da boate, palco de toda a festa.

— Por que estou presa? — Harley pergunta movendo seus pulsos, fazendo as algemas chacoalharem

— Você se divertiu tanto na noite passada, é justo se eu também me divertir. — Ele gira uma pequena faca entre os dedos

O coração de Harley se acelera.

— Pudinzinho, eu não... Eu não fiz nada demais.

Joker pega uma garrafa de whisky que havia deixado na bancada, ela estava quase cheia. Ele toma uma grande quantidade, enquanto ainda girava a pequena faca. Harley olha ao redor, estava tudo vazio, não saberia ao certo quantas horas eram.

Ao se cansar do álcool e se afastar da garrafa devagar, ele sorri enquanto algumas gotas pingam em sua própria roupa. Com seu íncrivel sorriso, ele caminha em direção a Harley, tombando a cabeça.

— Como não sou o único a apreciar o amargo sabor do álcool... Me permita. — Ele segura a cabeça da Harley contra a cadeira, derramando o whisky em sua boca

Harley aperta os olhos devido ao forte sabor, quase se engasgando. A medida que o whisky queimava sua boca e garganta, Harley tosse, expulsando-o.

Coringa revira os olhos.

— Beba. — Ele diz, repetindo toda a mesma ação anterior

Harley Quinn se engasga novamente, derramando boa parte da bebida em seu próprio corpo e roupa. Coringa ri, levando a garrafa a sua própria boca, tomando outra parte dela.

— Sabe... Eu sou muito bom com essas coisas... — Ele levanta o pincel da máquina de tatuagens, deixando a faca em seu lugar — Antes da sua ex-amiga entregar nossa casa para a polícia, eu tinha feito uma coisa para você. Ah, era uma linda jaqueta. E sabe qual era a melhor parte? A escrita... — Ele se abaixa, próximo ao rosto dela — Estava escrito seu lugar no mundo.

Harley Quinn dobra as sobrancelhas.

— Mas por que uma jaqueta... Se pode ter na pele? — O sorriso dele faz Harley estremecer

Em um rápido movimento ele se vira, pegando novamente o pincel de tatuagens e sua garrafa. Ele dá a volta na cadeira, por trás. Harley tenta acompanha-lo com os olhos.

— Pudinzinho, o que vai fazer? 

— Eu gostei dessa tatuagem... — Coringa puxa devagar o plástico que cobria a tatuagem de palhaço recém-feita nas costas de Harley — ... Mas eu acho que ela pode melhorar. Não se preocupe, querida... Ela ficará linda. E se não ficar, bem... Basta retirar a pele.

Ele sorri, jogando o whisky na tatuagem. Harley grita de dor, devido a forte ardência. Ela se mexe na cadeira, as algemas impondo limites.

— Eu sugiro que fique parada. — O barulho da agulha sendo ligada assusta Harley Quinn

Ele encosta a agulha na pele dela, que libera sua tinta. Harley aperta seus lábios de dor, tentando ficar parada. Coringa sorri, enquanto ele escrevia na pele sensível dela. Os minutos parecem que ficaram mais longos, mas Harley se mantém parada, aceitando as ações do Coringa. Era como arranhões de gatos, que ficavam se repetindo.

Ao devido tempo, Coringa solta o pincel, admirando sua "arte". Harley se pergunta se ele havia terminado, esperando que sim.

— Ficou linda, amor. — Coringa dá um beijo na testa de Harley, que suspira aliviada

Ele bebe mais de seu whisky, enquanto cortava parte do plástico na bancada. Ele retorna até ela e cobre sua tatuagem, a pele dela estava bem vermelha.

— O-o que você escreveu? — Harley pergunta, a dor de cabeça competia com a dor da tatuagem

Coringa se abaixa no ouvido dela, afastando seus cabelos.

— Propriedade do Coringa. 

Harley Quinn pisca algumas vezes, inesperadamente satisfeita com a resposta. 

— Isso é incrível. — Harley ri, tentando inutilmente olhar a tatuagem

Coringa recolhe um grande espelho que estava em uma das divisórias da bancada, afim de lhe mostrar a tatuagem. Harley se surpreende com o resultado, a escrita se dividia ao redor do desenho, era realmente uma arte.

— Sim, incrível. — Ele joga o espelho no chão, que produz um barulho alto e se quebra em diversos pedaços

— Acho que não precisava ter me prendido para isso, amorzinho.

— Quem disse que eu terminei? — Coringa diz sorrindo, pegando novamente a pasta de desenhos

Harley engole em seco, lamentando ter comemorado antes da hora. Sua preocupação volta, suas mãos começam a suar.

— Como estou de bom humor hoje, te deixarei escolher. — Ele coloca a pasta próxima ao rosto dela, abrindo-a

Ele passa as páginas, a maioria eram frases escritas a mão.

— Vou precisar escolher? — Coringa diz impaciente devido ao silêncio dela

— Essa! — Harley exclama, indicando sua escolha

Coringa olha para a tatuagem, em seguida olha para ela. Eram as palavras "Lucky You", que os dois entendiam muito bem o significado, "Sortudo". Harley dá um sorriso vitorioso.

— Você disse que poderia escolher. — Ela se justifica

— Verdade. — Ele sorri para ela de uma maneira medonha

Joker analisa a tatuagem e olha para ela, pensando em uma região que se adaptava. Ele dá uma volta na cadeira, enquanto Harley permanecia calada, afinal a área ele não a permitiu escolher. Ele sorri largo ao concluir sua dúvida.

Ele recolhe sua faca que estava em cima de uma pequena e circular bancada, onde ficava o pincel. Após trazer consigo sua garrafa de whisky, Harley se assusta quando ele começa a se aproximar dela com a faca.

— Pudinzinho? — Ela se encolhe 

— Shhhh, não há motivos para se preocupar. — Ele faz sinal de silêncio com a faca

Caminhando lentamente até as pernas descobertas de Harley Quinn, ele bebe mais uma tose.

— Eu ficaria parado. — Os olhos dele brilham ao levantar a faca

Ainda receosa, Harley observa os movimentos dele. Coringa segura o vestido dela e passa a faca, de baixo para cima. Forma-se uma linha reta, separando o vestido ao meio.

Após tomar outra dose, ele joga a bebida na barriga dela, que se escorre rapidamente em várias direções. É óbvio que ele usava esse "meio" pois não ia procurar anti-séptico nessas gavetas.

Coringa deixa a garrafa no chão junta a sua faca. Ele estala os dedos e pega novamente o pincel de tatuagens. O "resto" do vestido de Harley cobria apenas seus seios, o resto estava caído na cadeira. Ela usava uma calcinha preta, que em breve marcará a linha da tatuagem.

Após se posicionar e ligar a agulha, Coringa começa novamente a escrever na pele de Harley Quinn. Por dessa vez ser uma área "intocada" a dor é mais fraca, além de Harley estar mais concentrada em estar semi-nua, observando Coringa sério, fazendo a tatuagem.

Ele checa o desenho original algumas vezes, repetindo os mesmos traços.

Após quase meia hora no completo silêncio, as palavras ficam prontas e o resultado se torna pronto.

— Voilá. — Coringa sorri, se afastando

Harley se movimenta para frente, analisando a nova escrita em sua pele. Ela também sorri com o resultado, verdadeiramente feliz. Ela se deita novamente, as algemas fazem barulho.

— Ficou ótima, pudinzinho. 

Coringa retorna com o fino plástico e cobre a tatuagem. Ele aproveita para pegar de volta sua bebida e tomar mais uma dose.

— E agora, pudinzinho? Terminou? — Harley diz calmamente

Ele olha para ela, olha para seu corpo quase descoberto. 

Em um movimento forte ele joga sua garrafa de whisky no chão, que se quebra e espalha seu conteúdo. Ele caminha em passos fortes até ela, que arqueia sua sobrancelha.

Usando as algemas como vantagem, ele retira o resto de vestido de cima da Harley. Em beijos violentos, ambos se esquecem das tatuagens. 

Sim, ele era sortudo.


Notas Finais


Até o próximo. ( ͡° ͜ʖ ͡°) <3


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