História Untitled - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Rafael "CellBit" Lange
Personagens Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange
Tags Drama, Mistério, Romance
Exibições 48
Palavras 2.833
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey bebês chorões!

Nem passou uma semana ainda e eu tô postando, que autora legal que vocês têm!

Na verdade, isso tem dois motivos: a) não vou poder postar nos outros dias e b) quero divulgar minha nova fanfic porque sou dessas jfnfidndid.

SIM, tem fanfic nova na área. É uma shortfic e ficaria feliz se vocês dessem uma lida.

BOA LEITURA!

Capítulo 16 - Você não sabe o que te aguarda, Maria Julia.


06 de Abril, 2016 | 13:31 | São Paulo, SP, Brasil.

Vesti uma calça jeans de lavagem escura e uma camiseta da banda Paramore. Calcei meu tênis favorito e peguei minha bolsa.

Saí do quarto com o celular e a chave nas mãos. Assim que saí do apartamento, tranquei a porta e guardei a chave.

— Eu disse que não ia comemorar, mas basicamente estou sendo obrigada. — disse para a câmera do celular e enviei o vídeo — Lembro que também disse que não era obrigada a nada, mas a Gabs é boa em convencer. — mandei mais esse e saí do elevador.

Logo que saí do prédio, encontrei o Uber que havia chamado e entrei.

[...]

Caminhei pelo shopping rolando os olhos por todas as pessoas procurando as duas garotas. Acabei encontrando-as na frente de uma livraria.

— A gente pode entrar? — perguntei olhando para dentro do lugar.

— Quer passar seu aniversário na Saraiva? — Maethe perguntou.

— Não seria uma má ideia. — falei.

— Podemos até entrar, mas não ficaremos o dia inteiro. — Gabs falou.

— Então qual a graça? — perguntei indignada — Ok, eu volto outro dia. O que querem fazer afinal? — Maethe e Gabriela se entreolharam.

— Vem. — Mae segurou meu braço e me puxou.

Fui arrastada durante mais tempo que pude perceber. Gab e Mae conversaram durante o percurso enquanto eu apenas olhava para os lados tentando me localizar.

De repente, Maethe fez uma curva e entrou em uma loja de roupas.

— Não. Não mesmo. — falei parando.

— Ah, fala sério. — Maethe resmungou.

— Não quero passar meu aniversário fazendo compras, pelo amor de Deus. Eu pareço o tipo de pessoa que faz isso? — cruzei os braços e as garotas me analisaram.

— Definitivamente não. — Gabs falou — Você basicamente só usa calça jeans e blusas de bandas. Te vi uma única vez de saia.

— Porque eu gosto de camisas de bandas e calças jeans. É o meu jeitinho. — respondi.

— Não vamos mudar "seu jeitinho". — Maethe fez aspas — Mesmo porque Gabs disse que as roupas que você tem são lindas, mas você só usa camisetas simples e calças jeans. Nós apenas vamos acrescentar algumas peças diferentes e te obrigar a usar.

— Não gente, que aniversário entediante. Preferia estar na minha cama afogando minhas mágoas em pizza como todo aniversário. — menti. Primeiro, eu não comia mais que metade de um pedaço de pizza; segundo, eu nunca havia feito isso.

— Todo aniversário? Mente pra mim mesmo. Mariana não te deixaria passar um aniversário dessa forma. — Gabriela falou.

Movi meu olhar das duas garotas para o chão. Por que tudo sempre acabava na Mariana? Não que eu não quisesse falar sobre ela, eu só não gostava de lembrar o que havia acontecido com ela.

De qualquer forma, vasculhei minha mente procurando resquícios do meu último aniversário.

06 de Abril, 2015 | 12:44 | São Paulo, SP, Brasil.

— Festa! — Mariana gritou abrindo a porta do meu quarto.

Abri os olhos devagar e os esfreguei, tentando me acostumar com a claridade. Sim, eu estava dormindo.

— Não acredito que estava dormindo, sua preguiçosa. — Mari sentou-se na ponta da minha cama e puxou meu pé levemente.

— Me deixa. — respondi revirando-me na cama e tentando voltar a dormir.

— Não mesmo. — falou e me chacoalhou.

— Caralho Mariana, eu tô com sono. — resmunguei.

— Não me importo. — senti a garota sentar em cima de mim.

— Vai a merda, sério. — a empurrei, jogando-a no chão.

— Eu só estou fazendo meu papel de melhor amiga, sabia? Levanta, vai! — Mariana puxou meu braço e me jogou no chão junto com ela.

— Quando foi que você ficou forte assim? — perguntei me recuperando da queda.

— Não fiquei, você é leve. — respondeu.

— Posso dormir? — pedi.

— Nããão. — falou se deitando no chão e me puxando para fazer o mesmo, ficamos ambas olhando o teto.

— O que quer fazer? — perguntei.

— Festa! — gritou animada e se sentou rapidamente — Vem! — Mariana tentou me levantar, mas eu não me mexi — Fala sério, Majuzinha.

— Boa noite. — murmurei.

— Não aceito. — a garota segurou meu pé e começou a me arrastar.

— Você tá louca? Eu não limpo esse chão há semanas, meu pijama vai ficar todo sujo! — gritei vendo a garota ainda me puxar.

— Não veio por bem, vem por mal. — falou.

Mari parou e soltou minha perna. A garota virou-se de costas para mim e eu entendi que era para eu levantar.

Fiquei de pé e olhei para frente. Um bolo estava na mesa junto com dois pratos, dois copos e um refrigerante.

Abracei Mariana e consegui deduzir que ela estava sorrindo.

— Surpresa! — exclamou — Não é uma festa enorme, mas é de coração. Acho que a companhia uma da outra é a melhor coisa que temos.

— Sim, sem dúvidas, sim. — respondi rápido — Quando eu tenho você, eu não preciso de mais nada. — falei sorrindo.

— Eu também não. — sorriu de volta — Agora vamos comer esse bolo que eu tô com fome. E trate de comer hoje, não quero cara feia.

— Idiota. — lhe empurrei de leve e me dirigi até minha cadeira.

— Vai ser um grande dia, Maju. Confia em mim.

— Sempre. — sorri.

Senti algumas lágrimas se acumularem em meus olhos e pisquei deixando-as caírem. Sequei todas elas com os polegares e recebi um pedido de desculpas da Gabs.

— Não peça desculpa, por favor. — pedi e ela assentiu.

— Sabemos que a Mari faz falta, mas estamos aqui. — Mae disse colocando a mão em meu ombro.

— Eu não precisava de mais nada naquele tempo. Agora eu preciso dela. Tudo mudou. — murmurei mais para mim do que para elas e recebi um abraço coletivo.

— Hoje não é dia para chorar, vamos nos divertir. Eu prometo. — Gabs disse depois de sair do abraço. Assenti fraco e entramos na loja.

| Rafael Lange |

Andava de um lado para o outro com o celular na orelha. Era a terceira vez que ligava e não obtia resposta.

Então ela atendeu.

— Palavra-chave, Gabriela? Como assim? — gritei, irritado.

Sim. — disse baixo revelando que ela estava por perto.

— Como é que quer que eu adivinhe algo desse tipo?

Achei que conviviamos há tempo suficiente para você saber. Não é muito difícil, sabia?

— Só deixou a dica de que é algo que você gosta. Você gosta de milhares de coisas!

Sério que não faz ideia?

— Sim, sério.

Fotografia, Rafael! A senha é fotografia.

— Você tá fazendo um jogo comigo, garota? — falei e ela soltou uma risadinha — Como eu ia saber que era algo tão óbvio?

Oras Rafael, por que eu colocaria algo difícil? Para você estragar todo o plano? Não mesmo.

— Como mesmo que você conseguiu a chave? — perguntei mudando de assunto.

Um mágico nunca revela seus segredos. — Gabs soltou uma risadinha e eu revirei os olhos.

— Ok então, Gabriela. Tchau e obrigado.

Disponha. — falou e desligou.

Respirei fundo me lembrando do olhar sarcástico da caixa da loja.

O plano era Gabriela pegar a chave e dizer para elas que apenas iria ver uma camiseta para o Felps na ala masculina. Então, ela a deixaria com a caixa número dois, que já estava ciente de tudo que deveria fazer.

Mas em nenhum momento combinamos que teria uma senha e só quem soubesse poderia pegar a chave.

Quando a caixa disse "qual a palavra-chave?", eu respondi "por favor" recebendo uma risadinha como resposta.

— Não essa. — riu — Aquela que sua amiga deixou, só pode pegar se souber. A dica é: a palavra é algo que ela ama.

Confesso que a primeira coisa que me veio em mente foi o Felps. Então foi o que eu disse.

— Felipe. — falei e ela riu negando com a cabeça.

— Volte quando souber. — murmurou e fez um sinal para eu me afastar, pois tinha um cliente para atender.

Fiquei irritado logo de cara. Nós não tínhamos falado nada sobre senhas. Era uma puta sacanagem o que ela estava fazendo.

Agora eu percebo o quão óbvio era e o quanto eu fui idiota por não pensar nisso.

Fotografia. É claro que era isso.

Esperei a fila dos caixas ficar vazia e me aproximei mais uma vez da mulher de cabelos negros.

— E aí, bonitinho? Descobriu? — falou com um sorriso de lado e as sobrancelhas arqueadas.

— Muito engraçado. — ri falsamente — A senha é fotografia. — falei.

— Bingo! Sabia que conseguiria, loiro. — seu sorriso se tornou maior e ela se abaixou — É toda sua. — jogou a chave e eu peguei.

— Obrigado. Bom trabalho e tenha um ótimo dia. — disse com um pouco de ironia.

— Igualmente. — respondeu com o tom igual ao meu.

Subi a escada rolante que separava a ala feminina da masculina. Andei tranquilamente até ver as três garotas encarando uma camiseta.

Me escondi atrás de uma arara e esperei que elas saíssem. Fiquei cinco minutos e nada. Elas estavam em uma discussão incessante sobre o estilo dela.

Rafael:

eu preciso sair daqui

Gabs

estou vendo vocês, por favor, leve-a para outro lugar.

Gabs:

Caramba, eu tenho que fazer tudo?

Espere um pouco, essa camiseta ficaria linda nela.

Rafael:

estou falando sério

Gabs:

Eu também, é muito bonita mesmo.

Rafael:

Gabriela!

Gabs:

Só um segundo.

Sorte sua, acabei de ver um vestido lindo e vou arrastá-la para lá.

E, olha que legal, nós vamos levar a blusa!

Rafael:

muito legal mesmo.

Observei Gabs segurar o braço de Maria, e Maethe segui-las.

Andei ainda abaixado até elas se afastarem completamente. Levantei-me e caminhei até a saída.

Fui para o estacionamento e encontrei Felps me esperando no seu carro.

— Caralho, por que você demorou tanto? — perguntou quando eu entrei.

— Culpe a sua namorada. — respondi colocando o cinto.

— O que ela fez?

— Inventou uma senha para eu pegar a chave e ainda ficou enrolando para afastá-la para eu poder sair.

— Senha? — indagou já dirigindo o carro.

— Sim. A dica era: é algo que eu amo.

— Fotografia. — respondeu rápido e eu revirei os olhos — Você respondeu isso, certo?

— Não. Eu respondi Felipe. — falei e ele riu.

— Eu não sou algo, sou alguém. Qualquer um responderia essa pergunta facilmente. — zombou.

— Não achei que fosse algo tão óbvio, ok? — ele riu mais — Apenas dirija logo.

| Maria Julia |

Revirei os olhos quando as meninas me levaram até mais uma arara cheia de camisetas.

Não podia negar que eram bonitas e até dentro do meu estilo, eu apenas odiava fazer compras.

— O que acha dessa, Gab? — Maethe perguntou esticando uma camiseta branca com milhares de pequenos abacaxis estampados.

— Camiseta com comida, que ótimo, não? — falei com as sobrancelhas arqueadas e Maethe pareceu ficar envergonhada — Estou brincando.

— Eu sei. — ela colocou a camiseta de volta no lugar e me puxou para outro lugar — Olha essa calça. Ia ficar linda em você!

— Sim. Ia ficar maravilhosa. — Gabs disse.

Segurei a calça em minhas mãos. Era uma simples calça, de algo como couro, preta. Gostei dela pela simplicidade da peça.

Gab se virou para a manequim que estava ao nosso lado. Ela estava vestida com a calça em questão, uma blusa branca e uma xadrez vermelha e preta comprida. Era o tipo de coisa que eu usaria, e elas pareceram perceber.

— Amei. Você tem que provar. — Maethe pegou as peças e jogou em mim. Em seguida Gabs foi para trás de mim e me empurrou até o provador.

Sorri para a mulher que ficava na porta e mostrei as peças. Ela me entregou um cartão com o número quatro — por eu também estar levando um vestido que elas insistiram para eu provar — e me deixou passar. Gabriela e Maethe vieram junto e se sentaram em um banco comprido que ficava perto das cabines.

Entrei na de número seis — por motivos óbvios —, e tranquei a porta.

Vesti primeiro a calça e as outras peças. Me olhei no espelho durante um tempo e sorri fraco. Não estava assim tão mal.

Abri a porta e saí, indo até a frente das garotas. Ambas sorriram e se entreolharam. Gabs fez um joinha e eu voltei para a cabine.

Tirei tudo e coloquei o vestido. Ele era de um tom de rosa bem claro, ou talvez fosse salmão — eu não tinha certeza se rosa claro e salmão eram a mesma coisa. Ele tinha uma listra preta quase na barra dele. Tirando isso, era totalmente liso. Ele era justo em cima e rodado embaixo.

Não imaginei que fosse me sentir bem com ambas as roupas. Claro que a primeira me agradou mais, mas não podia dizer que odeiei a segunda.

Saí do provador e Maethe me olhou de boca aberta. Gabriela dizia algo para a câmera do celular. Mae deu uma cotovelada na outra e ela também me olhou.

— Ai meu Deus. — Gab sussurrou — Você está linda! — falou sorrindo.

— Sim. Muito linda! — Maethe concordou.

— Sério? — perguntei insegura.

— Claro que sim. — disseram juntas e se entreolharam.

— Me deixa tirar uma foto sua, por favor. — Gabs pediu.

— Não, obrigada. — respondi.

— Chata. — revirou os olhos.

— Tira o vestido. — Maethe falou.

Fiz o que ela pediu e voltei a me encontrar com elas do lado de fora. Entreguei o cartãozinho para a mulher que perguntou se eu levaria todas as peças. Eu ia responder, mas Mae foi mais rápida.

— Sim.

— Não. — falei em seguida.

— Sim. — as duas disseram juntas mais uma vez.

— É seu aniversário e esse é nosso presente. — Gabs disse.

— Não mesmo. Não vou aceitar. Se for para levar, eu pago. — falei.

— Não. — Maethe falou — Para com isso, Maria Julia. — respirei fundo.

— Aceite isso, aposto que você ficou linda nessas roupas. Te vi com o vestido, ficou incrível. — a mulher falou sorrindo.

— Tudo bem então. — suspirei.

— Ótimo. — Gabs falou e foi em direção ao caixa.

— Tem boas amigas. — disse a mulher — Feliz aniversário, viu? —  agradeci baixo e acenei indo atrás das garotas.

Amigas. Eu tinha amigas. Eu consegui mesmo depois da Mariana.

Será que em algum lugar ela estava orgulhosa de mim?

| Rafael Lange |

Entrei no apartamento dela com o bolo em mãos. Felipe vinha logo atrás.

— Cadê o DVD? — perguntou.

— Na minha mochila. — levei o bolo até a geladeira e vi Felps colocar o DVD para rodar. Em seguida ele pausou o vídeo quando a frase "Oi Maju" estava aparecendo.

— Vai dar tudo certo. — ele disse.

— Não tem noção do quanto planejei tudo isso. — falei.

— Eu tenho sim. Passou a noite acordado planejando tudo nos mínimos detalhes.

— Obrigada por me ajudar.

— Somos amigos, cara. E eu também sou amigo da Maju. — assenti e me levantei. Ainda não estava tudo pronto — Cadê os balões?

— Mochila. — respondi como se fosse óbvio.

— Não vai ser meio infantil? — neguei com a cabeça.

— Ela ama bexigas. Violetas, principalmente, é a cor favorita dela. Só comprei dessa cor.

— Ok então. — Felps pegou o pacote dentro da mochila e começou a enchê-las.

— Vou preparando o resto. — ele assentiu.

Arrumei as coisas na mesa. Coloquei os dois pratos, os dois copos e os talheres, além de estender uma toalha na mesa.

— Gabs me mandou uma mensagem dizendo que ela já quer voltar para cá.

— Diz para ela enrolar. Precisamos ajeitar o resto.

— O que? — perguntou e começou a encher mais uma bexiga.

— Só diz para ela enrolar mais, Felpolino.

| Maria Julia |

— Quero ir embora! — disse.

— Não, Maju. — Mae respondeu.

— É um dia especial, temos que comemorar mais. — Gabs completou.

— Que tal comermos?

— Não. — respondi — Estou sem fome.

— Hum... — Gab murmurou — Já sei.

— O que? — Maethe perguntou animada.

— Sigam-me.

Andamos pelo shopping fazendo o que ela pediu. Gabriela nos guiava com o ar de quem sabia exatamente onde estava indo.

Foi quando eu reconheci, parecíamos estar indo para a saída e eu senti-me relaxada em saber que ia enfim ir embora.

Mas Gab fez mais uma curva naquele dia e entrou em algum lugar. Antes de eu poder revirar os olhos, eu analisei o lugar que era.

— Amo você por me trazer na Saraiva. — disse, abraçando-a.

— Só por isso? — murmurou.

— Você sabe que sim. — Maethe deu risada e andou dentro da livraria.

— Sei que é difícil pensar que tem amigas, Maju. Mas nós estamos aqui. Aproveita um pouco e esquece a Mari. Sei que não tem feito isso com frequência.

Virei-me para ela sem entender. Ou Gabs tinha entendido a brincadeira da forma errada ou ela era uma ótima leitora de mentes, porque eu realmente havia pensado naquilo, na forma que era estranho ter mais de uma amiga — ainda mais depois do que a vendedora disse.

Sorri fraco para ela e fui até os livros.

Eu não vou e nem posso te decepcionar de novo, Mariana.

| Rafael Lange |

— Pronto. — me joguei no sofá ao lado de Felipe.

— Finalmente. — suspirou.

Olhei em volta. Vários balões violetas estavam espalhados pelo chão. A mesa estava arrumada. A televisão ainda estava pausada naquela frase e uma carta estava em cima do móvel.

— Eu tenho que ir buscá-las. — falou se levantando e eu fiz o mesmo.

— Não esquece a chave. — entreguei a mesma para ele.

— Boa sorte, cara. — disse me cumprimentando com um toque de mão.

— Obrigado.

Ele saiu e trancou a porta. Olhei tudo em volta e sorri.

"@cellbit: espero que o dia termine bem"

"@cellbit: tem que dar certo"

"@cellbit: fiquem ligados no meu snap"

"@cellbit: altas emoções vão rolar por lá"

Sentei-me novamente no sofá e respirei fundo.

Você não sabe o que te aguarda, Maria Julia.


Notas Finais


Tudo que tá em itálico ou é pensamento, ou é lembrança.

Gente, tava formatando o capítulo e minha mãe falou para a minha tia: olha o vestido da Maju, eu não gostei não.

Até me assustei.

Escrever essa cena em lojinha de roupas foi bem chata e eu não gosto muito desse capítulo. Mas eu gosto do próximo. GOSTO MUITO. E do depois também.

Enfim, espero que tenham gostado. Não esqueçam de comentar para me deixar feliz — e me digam o que acharam desse tipo de formatação das mensagens — e de favoritar se for novo na família.

Beijos e queijos.

FUI!

Shortfic novinha em folha que também é do Cray Cray: https://spiritfanfics.com/historia/after-midnight-7186015


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