História Untrue Butterfly - Capítulo 13


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Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Kai, Personagens Originais, Reita, Ruki, Uruha
Tags Akira, Ansiedade, Aoi, Aoiha, Borboleta, Bts, Bullying, Butterfly, Depressão, Drama, Efeito, Fanfic, Gazette, Kai, Matsumoto, Mistério, Reita, Reituki, Romance, Ruki, Shiroyama, Shounen Ai, Sobrenatural, Suícidio, Suspense, Suzuki, Takanori, Takashima Kouyou, Tempo, Tragedia, Uke, Uruha, Visual Novel, Yaoi, Yutaka, Yuu
Visualizações 27
Palavras 3.428
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Lírica, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sobre o momento em que a hipótese mais estranha e coerente (?) surgiu hehe
Outra música da fic: Baby Don't Cut (B-Mike).

Boa Leitura!
Desculpem os erros'

Capítulo 13 - Baby, Dont Cut


Fanfic / Fanfiction Untrue Butterfly - Capítulo 13 - Baby, Dont Cut

Pérfida borboleta de asas oblíquas...

Por que desampara tuas natas?

*

Notas sobre mim: sei nem o que proferir.

Num dia, minha vida sem sentido persiste da mesma maneira, só que é cômodo. No outro surge um ciclone de novas questões e nenhuma com réplica, apenas suposições e mais suposições – as quais abrem mais e mais perguntas. Ponderei que Ruki fosse um garoto sem amigos, solitário, depressivo, que escrevia e incisava-se na escuridão do aposento: sou idiota. Julguei-o como todos, provavelmente, faziam – e, decerto, ninguém conhecia-o verdadeiramente.

Nem eu.

Não conheço-me nada.

Senti-me privilegiado por amar Akira e apreciar momentos extraordinários ao lado dele e, de certa forma, senti-me superior ao que um dia fui: superior a Ruki, dando-me liberdade para julgá-lo, contudo... Talvez Ruki soubesse mais sobre amor do que eu. Quiçá ele passou por todos os melhores e piores estágios de um relacionamento, enquanto eu ainda penso que tudo é um eterno conto de fadas. Será que ele sofreu com a relação que nutriu com Kai e, por isso, deprimiu-se? O que será que houve entre eles e por que Kai abandonou-o?

Afinal: namorei Uke Yutaka mesmo?

- Tudo bem, é só outra suposição e podemos estar precipitando-nos, entretanto, faz sentido... – Akira apertou as baquetas quando apanhou-as. – Ou nem tanto... – negou incrédulo. – Nunca ponderei que Yuta tivesse tantos segredos, sendo você um deles. Era meu amigo e pensei que conhecia-o, contudo... – suspirou, fitando-me seriamente. – Afinal, quem conhecemos verdadeiramente?

- É... – sequer conhecia-me. – Não dá para termos certeza?

- Talvez. – Akira ergueu-se e acudiu-me a levantar. Peregrinamos apressados ao meu dormitório e ele, ainda empunhando as baquetas, marchava de um lado ao outro, enquanto eu sentava-me no chão, exatamente no mesmo local onde vi Ruki abraçado à guitarra. – O que está fazendo?

- Checando. – encarei a amálgama do local. – Tentando observar o que Ruki observou.

- Boa. – assentiu. – Vou ao sanitário. – anuí, ainda fitando meu aposento daquele cantinho: parecia um abismo que engolia-me e creio ser por isso que Ruki quase estilhaçava a guitarra ao abraçá-la em minha visão. – Taka, venha cá! – gritou Akira e, instantaneamente, ergui-me e corri ao lavabo, encontrando-o frente ao espelho aberto, um armário, brandindo um vidrinho numa das mãos. – Olhe isto.

- O que é? – apanhei e, lendo o rótulo, encrespei meu cenho. – Anorexígeno?

- Tem mais. – mostrou-me outros vidros de outras marcas, além de uma garrafa quase vazia de licor de Cassis. – E encontrei isto também. – um maço de cigarros. Recuei um passo. – Ruki afundava-se nisso tudo?

- Não sei, porém, proferem que o corpo não olvida-se da nicotina, mesmo que detenha de fumar. – apanhei o cigarro, trêmulo. – Confesso que desde que despertei no hospital, quando sinto odor de tabaco, sinto vontade de fumar...

- Nunca fumou? – neguei. – Por quê?

- Sei lá... – suspirei, retornando o maço ao armário. – É errado.

- Não é errado fumar, mas faz mal à saúde. – Akira volveu o olhar às baquetas em suas mãos. – Ruki incisava-se, fumava, bebia, entupia-se de medicamentos, porém, o mais surpreendente é que ele deve ter ligação com Yuta.

- Mais importante: se tínhamos ligação... – pensei. – Se Ruki era ligado a Kai, o que incidiu entre nós?

- Caso confirmemos tais hipóteses, há outro problema: se existia alguém que saberia descrever sobre você era Yuta que, por acaso, esvaeceu. – cruzou os braços. – Assim como a senhora que fora assassinada. Seus dados foram extintos do banco da prefeitura, denota que, possivelmente, há alguém que não deseja seu bem e anseia vê-lo como inexistente de todos os modos. – Akira baixou os olhos. – Droga, Yuta... – fitou-me seriamente. – Yuu pode ajudar, já que é amigo de infância e foi “amante”. Pode saber algo que auxilie-nos.

- Verdade. – minha ansiedade e cabeça emulavam para ver quem explodiria primeiro. – Ruki namorava... Por que sentia-se sozinho então? – Akira negou.

- Não há fotografias de vocês juntos, porém, sabe se há algo para tentarmos revelar a verdade sobre Kai e Ruki?

- Um notebook que não funciona. – bufei. – Talvez contenha algo, mas não liga.

- Não precisa. – Akira sorriu quase vitorioso, enquanto eu piscava dúbio. – Se a memória estiver intacta, consigo restaurá-la sem precisar que o computador ligue. A frustração de não conseguirmos revides já temos, então vale à pena tentar.

- Obrigado. – desejava arriscar. – Perdoe-me pelo trabalho...

- Não diga isso. – largueou o sorriso e, sem perceber, sorri. – Vou ajudá-lo no que desejar e te socorrerei, afinal, gosto mesmo de você, Taka. – meu coração perdeu o compasso naquele segundo e meu rosto abrasou. – Talvez mais do que “gostar”...

Era abstruso expor a ele que sentia-me análogo, todavia, seria mandatório declarar-me quando preparasse-me. Não ansiava rematar igual Ruki e desabar numa possível relação flagelante – se essa for a verdade que penso ser. De todas as coisas que ali desvendamos, apenas uma não acarretava-me qualquer angústia: o licor de Cassis, que ocasionava-me um deleitoso sentimento agridoce, assim como senti naquela vez que bebi com os meninos no refúgio.

Cassis, é...?

Bebíamos junto, Kai?

*

Segunda-feira de manhã: Akira e eu jazíamos imóveis no corredor do edifício de Música. Discorríamos sobre o processo vagaroso que era reaver a memória de meu notebook e sobre a dissipação da única pessoa que talvez pudesse revelar-me sobre mim: o garoto de bochechas furadas, Uke Yutaka. Yuu chegou nesse momento, já que auferira domingo à noite a missiva de Akira sobre encontrar-nos para uma conversa séria. Antes mesmo que pudéssemos saudá-lo, Kouyou adentrou o edifício, auferindo assobios e vocábulos vulgares à sua pessoa.

Ignorava, mesmo que doessem.

- Retornou agora de viagem, Kou? – indagou Akira quando ele parou frente a nós.

- Não. – ríspido e deprimido contrapôs, fuzilando Yuu com o olhar. – Regressei ontem à noite.

- Ah, certo... – Akira e eu desviamos o olhar a Yuu, percebendo que os olhos dele jaziam enrubescidos e os lábios comportavam um sorriso cínico. – O que—

- Indague a ele. – Kouyou cruzou os braços, redarguindo hostil antes mesmo de Akira findar a interrogação.

- Já disse que não é o que pensa. – Yuu evadiu.

- Se sabe o que penso, óbvio que é. – respirou fundo. – Yuu passou a noite com Kath, a louca apaixonada do Yutaka. – baixei meus olhos aos braços do Yuu: continham alguns furinhos, sinal de que empregara toxinas novamente. – “Por que” é algo que ainda não replicou-me.

- Já articulei: cobiçava saber do paradeiro do “ídolo” dela e, sabendo qual fora nossa relação, tentou seduzir-me e—

- Conseguiu, certo? Jaziam os dois bem abraçadinhos e nus. – riu, contendo as lágrimas, perplexo. – Espero que tenha aproveitado a transa, as drogas e os peitos dela, assim como a língua. Talvez seja mais macia que a minha, que já degustou tantos outros caras.

- Kou, qual é... – Kouyou passou por nós marchando duro. Enquanto eu estava titubeante, Akira emanava uma áurea colérica. – Que foi? Não olhem-me assim.

- Traiu-o novamente? Por quê? Diversão, solidão ou idiotice mesmo, já que combina contigo? – espere: Yuu atraiçoara Kouyou outras vezes? Aquilo era novidade.

- Não traí, ok? Endoidei porque ela levou umas drogas novas e experimentei quando o assunto sobre Yuta intensificou-se. Não recordo-me dos instantes seguintes, tampouco se proferi algo, só que Kou não permite-me elucidar isso. – Yuu tentou evadir e Akira prensou-o na parede, o que espantou todos os que passavam no corredor, bem como eu. – Solte-me, bastardo!

- Kou é meu melhor amigo e conheço-o desde criança. Não pondere que te pouparei caso debulhe-o novamente, ouviu? Não é porque é meu amigo, guitarrista ou namorado dele: fira-o só mais uma vez e verá quem sou, Yuu. – soltou-o brutalmente, franzindo o cenho. – Resolva isso, custe o que custar, e retorne aqui. Precisamos conversar.

Yuu adequou suas vestes, enquanto Akira puxava-me ao refeitório.

- Estão olhando o quê, babacas? – gritou Yuu aos universitários que fitavam-no, marchando agressivo. Akira não virara-se como eu. – Circulando, bando de cretinos!

*

- Yuu pensa que só porque a mãe fugiu com outro cara e o pai relaciona-se com universitárias pode agir igual, mesmo em um relacionamento. – articulava-me Akira, arreliado, quando já estávamos sentados lado a lado à mesa do refeitório. – Proferiu que apenas Kou ocasionou-lhe um sentimento intenso e, por isso, pediu-o em namoro. Porém, não é a primeira vez que ele sai da linha. Uma das vezes, dormiu com Yuta e a desculpa foi: “não solicitei Kou em namoro ainda, logo, não é oficial e não estou amarrado a ele. Posso transar com quem desejar”.

- Por isso Kou não gosta muito do Yutaka? – indaguei e Akira meneou a cabeça, incerto.

- Kou gosta do Yuta e até ficaram muito amigos, tanto que enciumei-me com a proximidade deles, porém, é fato que não gosta desse ponto do Yuta com Yuu e dou razão a ele. – suspirou, rodando o sal da mesa.

- Então a conjuntura atual debulha-te, não é? – Akira encarou-me seriamente. – Pensar que talvez eu tenha namorado Yutaka e que fôssemos mais íntimos do que nós.

- Não nego: machuca, mas aloquei em minha cabeça o seguinte... – largou o sal e virou-se para mim, sorrindo. – Ruki namorou Kai. Takanori não e, portanto, não há problema. – meu rosto ferveu. – Só estou colidente: almejo que Yuta regresse e acuda-nos a desvendar seu passado, mate nossas saudades, porém... – a interrupção difusa fora o bastante para que avistássemos Yuu e Kouyou ingressando no refeitório, rumando a nós. Akira rematou em cochicho. – Não almejo perder-te para ele.

- Pronto, chegamos. – Yuu anunciou e ambos sentaram-se à nossa frente. Tentei disfarçar a leve vermelhidão de minhas maçãs do rosto. – Qual o assunto?

- E no que podemos auxiliar? – meus olhos fitaram algo que fez-me tombar a cabeça: Kouyou dava as mãos com Yuu, sendo que guerrearam há escassos minutos. Afinal, como ajeitavam-se tão facilmente?

- Nesse fim de semana, fomos à casa do Taka investigar novamente, só por garantia... – eles não sabiam de meu dom e, portanto, não expomos sobre a visão que tive de Ruki. – E encontramos isto. – Akira pôs as baquetas na mesa, aliciando os olhos ambíguos deles. – O título grafado nelas é “Kai”.

- Pseudônimo do Yuta? – indagou Yuu, contraindo as baquetas. – É dele mesmo. O que faziam lá?

- Como tem certeza? – indaguei, sentindo minha ansiedade viajar.

- Sempre talhava esse codinome nas baquetas, nunca viram? – Kouyou e Akira negaram. – Era o modo de pertencer somente a ele e estas daqui eram suas favoritas. – Yuu mostrou algumas marcas de arranhões. – Veem? Utilizava-as desde criança e foram as primeiras que ganhou dos pais.

- O que faziam em sua casa, Taka? – Kouyou fitou-me curioso, todavia, fora Akira que elucidara tudo: desde o que ouvira do próprio Yutaka na festa, aquela que beijaram-se, até nossas hipóteses recentes. – Senhor...!

- Desculpe-me, Kou. – deprecou Akira. – Menti quando proferi que não recordava-me de ter ficado com Yuta, então—

- Esqueça. Fui rude contigo naquele dia em que visitamos a delegacia. – rimos, embora eu tenha me arrepiado por recordar-me. – Kai namorava Ruki?

- É a hipótese mais coerente, porém, não temos certeza. Estou terminando de readquirir a memória do notebook do Taka para ver se há alguma pista. – os olhos de Akira desabaram em Yuu, que parecia-me desconfortável com o diálogo. – Recorda-se se um dia Yuta comentou algo sobre o namorado dele, Yuu?

- Bem... – os olhos sérios e fuzilantes de Kouyou cravaram Yuu e arrazoei que assassiná-lo-ia. Virou-se para fitá-lo. – Não gostará de ouvir isso, Kou.

- Ultimamente não estou gostando de nada que ouço. Mais uma péssima notícia não me chacinará agora. – a alocução doeu em mim.

- Parando para raciocinar: é, já tinha ouvido “Ruki” em algum lugar e fora da boca do Yuta numa noite em que transávamos sob efeito alcoólico. – Kouyou enxotou o olhar, enquanto eu atentava-me completamente aos versos de Yuu. – Não recordei-me antes, entretanto, foi dele que ouvi. Se não engano-me, deprecava perdão ao Ruki enquanto transávamos, ou coisa parecida, não recordo-me exatamente. Estávamos chapados.

- Ótimo... – Akira franziu o cenho e meu coração doeu. Era excelente confirmar algo, contudo, aquela informação desejava que estivesse errada. – Algo mais?

- Hã... – Yuu sorriu cínico e negou com a cabeça.

- Que raiva...! – Kouyou mordeu o lábio inferior. – Parece que nossa história gira somente em torno dele. Yuta era um ótimo amigo e líder, mas ferrou tudo sumindo assim. – alisou os cabelos para trás. – Semelha que vivemos para encontrá-lo, pois ele é a peça a todos os problemas.

Talvez Kouyou tivesse razão.

Superestimei-me, afinal, agora percebo que, quiçá, esta história não seja minha ou sobre mim: é tudo sobre Uke Yutaka ou Kai, se preferir. Amigo de puerícia e amante do Yuu, “ficante” do Akira e amigo íntimo do Kouyou. Mais importante: meu remoto namorado...

- Meu pai discursará sobre segurança, sabem por quê? – Yuu encetou um assunto que, primeiramente, parecia não ter relação ao nosso caso, até que... – O assassino em série da cidade trucidou três estudantes daqui, sendo que Yuta está sumido há um bom tempo. – debruçamo-nos sobre a mesa quando ele baixou o tom de voz. – Não fora divulgado, entretanto, perceberam que alguns esportistas cretinos esvaeceram também? – assentimos, afinal, eram pessoas conhecidas por serem ótimas no esporte e por praticarem bullying conosco. – A polícia não estava aqui somente pelo Yuta outro dia: era para avisar-nos de que os corpos foram localizados e eles foram vítimas do tal homicida.

- Não divulgaram para não acarretar pânico? – indaguei e Yuu assentiu. – O que expuseram aos amigos deles?

- Os amigos já sabem o que houve, mas só. O fato é que esse assassino parece interessado em valentões desta universidade, pessoas daqui. – Yuu recolocou as baquetas na mesa. – E, meses atrás, esse homicida proclamou que assassinou duas pessoas, cujos corpos não seriam localizados jamais e, igualmente, não revelaria a identidade. Ou seja—

- Yuta pode ser um deles? – Akira engoliu em seco quando Yuu assentiu. Riu nervoso. – Fala sério...

- A notícia fora dada dias após o sumiço do Yuta, contudo, os Uke não anseiam crer que o filho fora uma dessas duas vítimas, assim como eu. – franziu o cenho. – De qualquer forma, se ele foi mesmo, talvez não tenhamos como descobrir mais à fundo sobre seu passado, Taka.

- É como se alguém aspirasse livrar-se de tudo sobre você, assim como todas as pessoas que conheceram-te antes do acidente. – comentou Kouyou e, mesmo que execrasse, concordei: alguém detestava-me a ponto de matar-me, mesmo que eu ainda esteja vivo. Assim como àquela senhora, quiçá Yutaka estivesse mesmo morto e não obteria qualquer réplica sobre mim. – Não recorda-se de mais nada, Yuu?

- Não, por quê? Não acreditam em mim? – Kouyou fuzilou-o com o olhar e arrazoei, novamente, que trucidá-lo-ia. – Mesmo comigo, Yuta não expunha sobre si, ora! Parecia todo aberto, mas era mais fechado que pernas de virgens religiosas.

- E disso você entende bem, não é? – Yuu bufou com o rebate de Kouyou. Akira e eu alternávamos nossos olhares aos dois.

- Ah, pare! Já ajeitamo-nos, não foi?

- Terá de perpetrar mais do que aquilo para ajeitarmo-nos completamente, Shiroyama Yuu. – Kouyou esputou aquela elocução, que emudeceu-nos. – Algo mais? Ultimamente ouvir o nome do Yuta causa-me muita enxaqueca.

- Ah, não... Acho que mais nada. – Akira suspirou. – Se é só o que Yuu sabe, então não fomos muito longe, embora tenhamos certeza de que as baquetas pertencem a ele.

- Averiguei o banco de dados de meu pai quando tentei furtar a prova de Harmonia e não encontrei nenhuma informação coerente ao Yuta e seu sumiço, então não poderei ajudá-los mais que isso. Não por mim mesmo, todavia, talvez os pais dele possam. – aquilo interessou-me. – Posso marcar uma reunião com eles e vocês conversam.

- Boa! – Akira assentiu. – Virá conosco? É o queridinho deles.

- Não, mas certeza que aceitarão recebê-los para uma conversa, caso eu solicite. Não negam-me nada, já que era a excepcional pessoa que Yuta levava para casa, o único amigo. – ergueu os ombros. – Não sei se servirá de algo, mas se estiverem interessados—

- Estou. – enfim pronunciei-me. – Talvez descobrir sobre ele possa auxiliar-me a descobrir quem fora Ruki e qual era a relação deles. – fitei as baquetas, vergando a cabeça. – Mas estou irritado...

- Com o quê? – Akira piscou confuso.

- Yutaka, se namorava-me, por que traía-me com tanta gente? – eu fazia mal a ele, decerto, então por que não deixava-me terminantemente? Por que proferia amar-me tanto? – Não entendo-o.

- Bem-vindo ao clube. – Kouyou referiu-se a Yuu e suas traições, que permaneceu silencioso. – Então vão: conversem com os Uke e tentem tirar alguma informação útil, aí avisem-me.

- Olhem lá! A mesa dos perdedores! – gritou um dos estudantes de Música, apontando para nós. Yuu ergueu-se, contudo, Kouyou empunhou seu braço com odiosidade que até eu senti.

- Se for lá, juro que termino contigo. – Yuu sentou-se com a advertência, porém, os ultrajes persistiram e pioravam a cada segundo.

- Kou-chan! Kou-chan! – avocaram vários. – Ei! Está a fim de um pirulito? Temos alguns aqui!

- Ferrem-se sozinhos, idiotas! – devolveu Akira. – Yuu, marque com os Uke uma reunião, beleza? – Yuu assentiu.

- Qual é, Kou-chan! – gritou outro, arremessando uma camisinha de menta em nossa mesa, o que espantou Kouyou e fê-lo arregalar os olhos e estremecer, assim como eu. – Vem cá! A menta ficará mais refrescante e aliviará a coceira em minha virilha se o carinho vier da sua boca!

- Desgraçados! – Yuu ergueu-se e, ignorando a ameaça anterior do Kouyou, partiu para cima dos garotos que gritavam coisas alarmantes.

A briga mal começara quando a roda de estudantes constituiu-se em volta de Yuu e o líder dos imbecis para estimular o prélio. Akira franziu o cenho, todavia, meu olhar desmoronou em Kouyou, que fitava a camisinha na mesa com os olhos esbugalhados e o sopro ofegante. Certeza que recordava-se do dia da festa – aquele em que a vida dele tornara-se um pesadelo.

Talvez o pesadelo de todos nós.

Funesto dia.

- Que circo é esse? – gritou o diretor Shiroyama. Incrível como ele só abrolhava em momentos de confusão do filho. – Separem já!

- Droga, Yuu... – Akira alçou-se da mesa e ponderei que embarcaria no prélio, todavia, para meu alívio, somente fora auxiliar Yuu a içar-se e apartar a briga.

- Taka... – Kouyou avocou-me com a voz tremulante e os olhos fundos baixos. – Sendo o remoto namorado do Yuta ou não, aviso: não embarque num navio que sabe que naufragará.

- Como assim...? – do que ele articulava?

- Se for verdade e você mantinha uma relação com Yuta, essa é a hora de desatar-se de tudo. Não adentre novamente num relacionamento que, provavelmente, debulhava-te. – Kouyou alçou os olhos para mim. – Se ele estiver vivo e ama-te verdadeiramente, tentará tê-lo de volta, porém, tenha em vista tudo o que Ruki sofreu e pondere que pode ter sido culpa dele. – suspirou. – Não entenda-me errado: gosto do Yutaka, entretanto, ele sempre foi muito egoísta e só pensava no bem dele. Eventualmente arrazoava no bem da banda.

- Mas não foi ele que juntou você e Yuu...? – isso fora o que Akira contara-me.

- Foi. – franziu o cenho. – Também foi ele que transou com Yuu quando estávamos saindo e não desculpou-se comigo: agiu naturalmente e eu devia entendê-lo. – alisou os cabelos. – Se ele está morto, então não atenha-se a um relacionamento antigo que, provavelmente, fez-te muito mal. Estou num relacionamento assim e asseguro-te que não é bom.

- Se não é bom... – engoli em seco, fitando-o veementemente. – Por que ainda está com Yuu?

- Sou idiota... – fitamos Yuu expurgar o sangue que dimanava dos lábios com as costas da mão. – Amo-o tanto que prefiro sofrer com ele a ser feliz com outro. – sorriu macambúzio. – Não seja imbecil como eu, por favor...

Kouyou fez um gesto que avocou minha atenção: puxar as mangas alongadas para acobertar os punhos. Meu coração perdeu o compasso e minha ansiedade volveu, quase explodindo minha cabeça. Quando abri a boca para proferir algo sobre aquele gesto suspeito, Yuu regressou e, rudemente com o braço, varreu a camisinha que jazia sobre a mesa, estendendo a mão a Kouyou – que, hesitante, apanhou-a e ergueu-se sorrindo, asseando o canto dos lábios do Yuu, que sangrava.

- Vamos. – sinalizou com a cabeça e Akira fitou Kouyou do mesmo modo que eu: seriamente e com um toque de ansiedade. – Meu pai discursará no ginásio.

Ruki: você era análogo ao Kouyou? Preferindo sofrer com alguém que traía-te e que, provavelmente, não fazia-te bem a ser feliz com outro? Sabia o que “Kai” fazia contigo – ou com os outros – e persistia na relação ou será que não? Ele abandonava-te sempre ou minha visão fora um episódio singular? Das súplicas por socorro que marcou em mim, quantas foram por causa dele?

Se eu pudesse retroceder mais no tempo...

Será que conseguiria proferir-te: “ei, por favor, não corte-se”?

Adiantaria algo, Ruki...?


Notas Finais


Então, gente, houve uma ligação muito importante agora: Kai e Ruki. O que será que houve entre eles, afinal? E esse assassino, hein?

O que acharam do cap? Comentem!

Kissus! *3*


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