História Upside Down - Capítulo 1


Escrita por: ~, ~_Melany_ e ~lindaa_s2

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Comedia, Melhores Amigas, Originais, Romance
Exibições 11
Palavras 3.975
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


~Oe pessoas~
Essa é minha primeira Fanfic postada e eu escrevo ela junto de duas amigas.
Eu espero que vocês gostem, porque eu já postei essa história (e exclui) umas duas vezes... '-'
Enfim
Sem enrolação, aí está o capítulo

Capítulo 1 - Totalmente Opostas


Fanfic / Fanfiction Upside Down - Capítulo 1 - Totalmente Opostas

Ella Swan, 17

Acordei sem saber exatamente o que estava acontecendo, levantei meio assustada e me deparei com o meu celular ao lado da minha cama. Olhei as horas e ainda eram 06h40min. Ótimo, a cafeteria só abriria às 08h00min. Notei um sorriso no canto da minha boca, afinal, finalmente não acordei atrasada, e aquele emprego era a melhor coisa do mundo.

Tomei um banho, vesti um jeans e um moletom cinza. Prendi meus lindos cabelos loiros num coque meio despojado.

Fui para a cozinha e vi minha linda mãezinha preparando meu café da manhã, dei um beijo nela.

- Mãe, eu já disse que não precisa acordar cedo por minha causa, você precisa descansar! – disse num tom doce e simpático.

- Bom dia pra você também! E eu sei que você ama quando eu preparo seu café. Ah, e você também anda muito cansada e é nova demais para trabalhar tanto assim – disse ela dando uma de mãe preocupada.

- Mãe, a senhora está parecendo a Bailley! Eu dou conta, gosto de me manter ocupada.

Tomei meu café e comi uma panqueca caramelizada, depois fiquei conversando um pouco com a minha mãe. Me ofereci para lavar a louça, mas como sempre, ela “dava conta”.

Voltei para o quarto, abri a janela e notei o quanto o dia estava ensolarado. Em seguida, arrumei minha cama e dei uma ajeitadinha na minha escrivaninha, já que ontem passei a madrugada estudando.

Retornei para o banheiro, fiz minha higiene e passei um gloss rosa e um blush suave.

 Arrumei minha bolsa e notei no meu celular uma mensagem da Stella, dizendo: “E aí Loira, depois dessa porra de aula vamos direto tomar um café aí no seu trabalho”. Como se eu já não soubesse disso, Aff... Essa menina tem uma boca suja... 

Peguei um táxi e chegando à cafeteria, fui direto colocar meu uniforme, que era uma camisa polo preta e um avental branco com a logo e os dados do local. Ajeitei o meu coque e deixei minhas coisas no armário (todos os funcionário tinham seu armário, onde guardavam suas coisas pessoais), coloquei meu celular e o fone no bolso e fui arrumar as mesas, pois dali a 20 minutos a cafeteria estaria aberta.

Já estava terminando de arrumar as coisas, quando ouço vozes da cozinha.

- Bom dia Loira, sentiu minha falta?

Era o Lucas, meu melhor amigo. Corri que nem uma louca e simplesmente dei o maior abraço nele, ficando na ponta dos pés. Eu estava radiante, depois de um ano sem vê-lo, ele estava bem ali, em meus braços. Dei um tapa em seu ombro, dizendo:

- Mano, por que não avisou que havia voltado do intercâmbio? Eu te esperaria no aeroporto!

- Assim não seria surpresa, né!? – disse fazendo uma careta.

- Quero saber tudo sore Londres, mas agora vamos ao trabalho! – eu disse retribuindo a careta.

Ele concordou e quando fui em direção à cozinha, ele chegou por trás, me deu um beijo no rosto e disse:

- Você não faz ideia do quanto eu senti sua falta...

- Ainda não caiu a ficha que você está aqui – disse colocando a mão no rosto.

- Garanto que não sou um fantasma! – disse rindo da minha cara.

Ficamos conversando enquanto arrumávamos tudo, até que deu 08h15min, o local já estava aberto e o resto dos funcionários já havia chegado. O lugar estava lotado e muito animado.

O Lucas tinha dado a ideia de colocarmos patins para chegarmos mais rápido às mesas. Ele disse que em Londres faziam isso e dava muito certo.

Quando me dei conta já estávamos de patins (eu nem sabia que na cafeteria tinha patins) e realmente o atendimento se tornou bem mais rápido, o que tornou o trabalho mais divertido também.

Já era quase meio-dia, daqui a pouco as meninas iriam chegar e eu não queria contar a elas que o Lucas voltou. Como eu sou a mais nova entre elas, as meninas acham que tem o direito de me zoar falando que eu gosto do Lucas, e sério, “ser inocente” já é um grande motivo para implicarem comigo, não preciso ter outros.

Eu quanto eu (tentava) organizava meus pensamentos, ia de um lado pro outro entregando alguns milk-shakes e quando vi, tropecei em um dos patins e dei de cara no chão, e isso fez as bebidas caírem em cima de mim. Quase todos riram, e quando estava tentando juntar as coisas que derrubei no chão, uma garota que estava sentada na mesa ao lado com os amigos se aproximou de mim.

- Minha querida, antes de você andar com esses patins, aprenda a usá-los primeiro, ok? – Ela dizia enquanto ria junto com seus amigos.

- Tadinha gente, a garçonete é desastrada – Disse uma morena no meio do grupo, fingindo que eu não estava ouvindo.

Vi lágrimas caírem sobre meu rosto e logo em seguida, uma mão em meu ombro. Era Lucas.

- Ella, tá tudo bem? – Ele perguntou enquanto colocávamos as coisas que caíram no chão de volta na bandeja.

- Você quase nunca me chama de Ella... – murmurei enquanto enxugava algumas lágrimas.

- Vai ficar tudo bem – Disse ele erguendo meu queixo e olhando no fundo dos meus olhos.

Nós levantamos e logo chegou uma funcionária dizendo que terminaria de limpar a bagunça que eu tinha feito. Enquanto isso, Lucas me conduziu até os fundos para eu tentar tirar o milk-shake do meu cabelo e da minha roupa.

- Seu cabelo está rosa, haha – disse enquanto me dava outro avental.

- Só você pra me animar numa hora dessas...

- Ella, por que você não se defendeu daqueles comentários? – Lucas perguntou assumindo um tom sério.

- Não quis ser grossa – respondi dando de ombros.

- Ella, se você não se defender as pessoas sempre vão te humilhar! E além do mais, ela também foi grossa contigo!

- Eu não retribuo o mal com o mal, lembra?

- Se você não começar a se defender, as pessoas vão continuar a pisar em você - eu já estava nervosa devido àquele acidente, mas quando Lucas disse isso pra mim, parecia que a raiva havia aumentado.

- Olha, eu não preciso que ninguém diga o que eu devo ou não fazer, já tenho minhas amigas me irritando com isso. E outra, se você queria tanto que eu me defendesse, por que não foi lá e fez isso por mim? – eu estava quase gritando.

- Porque eu não sou nada seu! Namorado, ficante... Nada! Eu não tenho a obrigação de fazer nada por você.

- É claro que é por isso... Parece que a nossa amizade não significa nada pra você, e se o motivo é porque não somos namorados,  nem amigos nós precisamos ser.

Saí correndo, me mantendo forte para não chorar. Entrei no banheiro e lavei meus cabelos, tirando o melado dele. Quando voltei, as meninas já estavam todas lá, mas eu resolvi que não contaria nada a elas.

 

Millena Finley, 18

Estava sonhando estar nas nuvens – Senhor, não tinha um sonho melhor, não? -, quando senti algo felpudo passando sobre os meus pés. Sabia exatamente o que era. Mantive-me de olhos fechados na esperança de que o sono fosse embora, até que ouço uma batida na porta.

- Srtª Millena, eu poderia entrar? – Era Jennifer, a empregada de casa.

- Claro, eu já estou acordada. – Disse abrindo os olhos e me sentando na cama, pegando o meu lindo gatinho raivoso no colo. Jennifer entrou no quarto e deixou meu café da manhã na mesa ao lado da minha cama. 

Retirei a bolinha de pelos do meu colo – até porque eu estava toda arranhada – e peguei a bandeja colocando-a sobre mim. Vejamos... Suco de morango, torradas, bolachas... Ai Meu Pai, para tudo! Tem pão com Nutella! Aí sim, hein Jennifer...

Comi aquilo como se nunca tivesse comido na vida. Quando terminei, coloquei a bandeja de volta na mesinha. Joguei minhas pernas para a lateral da cama, calcei minhas pantufas e cambaleei até o banheiro. Adentrei a porta e liguei a torneira da banheira, esperando-a encher. Aproveitei para ficar me olhando no espelho para admirar minha beleza – sqn. Quando vi que o meu banho já estava pronto, entrei na banheira e enchi a água de bolhas (eu amo bolhas). Apliquei no meu rosto um creme para pele e me acomodei, fechando os olhos. Acho que acabei dormindo, porque quando me dei conta, a água estava quase transbordando e minha pele estava toda enrugada. Desliguei rapidamente a torneira e me levantei colocando meu roupão. Lavei o meu rosto retirando o creme e logo após, enrolei meu cabelo em uma toalha.

Andei de volta para o meu quarto olhando as mensagens no meu celular, a maioria do grupo da minha família desejando “bom dia”. Sério, como eles acham tantas dessas mensagens ridículas da época do Orkut?

Reparei que Drake me mandou uma mensagem também:

“Oi amo vamos nós econtra na kafeteria?”

 Meu Pai amado... '-'

“Claaro, vamos ir à CAFETERIA, né amor?”

“Vc entendeu”

Dou um sorriso de lado e começo a me arrumar. Primeiro iria fazer uma escova. Como eu tenho muito cabelo, meu braço começou a doer logo depois e eu ainda estava na metade. Então fiz o que qualquer pessoa faria: Chamei minha empregada para me ajudar.

Jennifer chegou ao banheiro logo em seguida, terminando meu cabelo em - exatamente - nove minutos. Eu a agradeci e logo ela saiu. Andei até o meu closet pensando se as roupas novas que eu comprei já haviam chegado. Abri a porta e vi várias caixas empilhadas. Dei pulinhos de alegria e fui correndo as abrir, ansiando pelo conteúdo, mas infelizmente – não, pera – eram meus sapatos. De certa forma fiquei feliz, mas eu não posso ir num encontro com o meu namorado, vestida apenas nos pés. Ou posso?

Ouvi alguém abrir a porta do meu quarto e quando me virei, vi que era Jean, meu motorista, com o corpo escondido por várias sacolas. Ele as põe no chão e me observa agachada no chão, apenas de roupão. Jean, seu safado.

- Senhorita Millena, entrega pra você.

- Ah sim, obrigada – disse me levantando do chão – Só por curiosidade, são as minhas roupas?

- Bem senhora, provavelmente sim.

- Jean, nada de senhora. Estou me sentindo uma idosa agora! - Reparei que ele deu uma risada de lado ao se retirar.

Abri as sacolas espalhadas pelo meu piso e desfrutei daquela linda visão. Tinha um vestido maravilhoso que eu me apaixonei à primeira vista. Vesti a roupa que era verde água – minha cor favorita – com detalhes em preto. Olhei para o relógio e percebi que já estava quase na hora da minha aula de teatro. Coloquei uma sapatilha, penteei meus cabelos e desci até a sala, onde meu pai estava lendo o jornal.

- Olá querida! Onde você está indo? – ele pergunta me olhando de cima a baixo.

Fiquei meio surpresa por ele não estar na empresa dele. Ele passa umas 20 horas por dia lá.

- Oi pai. Por que você não está na empresa?

- Bom, hoje é meu dia de folga e o seu tio assumiu o meu lugar. – ele respondeu voltando os olhos para o jornal – Ah, e você sabe onde está a sua mãe?

- Trabalhando, talvez – fico surpresa por essa pergunta. Faz tanto tempo que ele não fica em casa que simplesmente esqueceu que a minha mãe é dona da melhor loja de roupas de NY?

- Ah sim, havia esquecido. Mas você não respondeu para onde está indo.

- Eu estou indo na casa da... Cristina - inventei um nome qualquer – pra estudar para o vestibular – dei um sorriso amarelo.

Ele pareceu suspeitar no começo, mas voltou a ler seu jornal. Dei um suspiro de alívio e andei até a porta, saindo até o quintal. Chamei por Jean, que apareceu abrindo a porta do carro pra mim. Entrei no automóvel e fiquei mexendo no meu celular durante todo o trajeto. Ao chegar à frente da escola, desço rapidamente do veículo.

- Por favor, Jean, não conte pra ninguém que eu estou tendo aulas aqui.

- Pode deixar senhora – ele diz piscando de um olho. Dou um forte abraço nele e me despeço, dizendo que a aula acabaria dali à uma hora.

Entrei na escola toda empolgada, até que a recepcionista me barrou.

- Senhorita Finley, o seu boleto está quase vencendo. A senhora tem que pagar amanhã, sem falta – ela disse com aquela voz irritante.

- Por que não pagar agora? – disse retirando duzentos reais da minha bolsa e colocando em cima do balcão. A mulher me olhou  meio confusa e meio surpresa e eu simplesmente saí desfilando até a minha sala, porque eu sou diva. Só que não. Eu estava dez minutos atrasada.

Entrei na minha sala e a atenção toda ficou voltada pra mim. Acho que eu fiquei vermelha de vergonha, mas ainda assim entrei na sala de cabeça erguida. A professora - que até então estava com cara de bunda, como sempre – voltou a falar sobra a dinâmica da voz usada nos teatros, ou sei lá sobre o que ela estava falando.

Quando a aula teve fim, peguei o meu celular e vi as horas. 11h40. Resolvi ir para o café andando mesmo, já que era bem perto, e aproveitei para ligar para Jean, avisando que não precisava mais ir me buscar.

Chegando lá, já pude avistar Drake sentado em uma mesa mexendo em seu celular. Cheguei por trás dele e tampei seus olhos. Ele começa a perguntar quem é, mas se eu abrir a boca e soltar alguma coisa, ele já vai saber que sou eu.

- Millena - ele fala depois de uns 10 segundos nessa posição. Destampo seus olhos e olho no fundo deles, viajando na sua beleza. Parecia que eles me convidavam para um beijo, que meus lábios aceitaram rapidamente. Nos separamos depois de um tempo e olhei novamente nos olhos dele, sorrindo ternamente para ele.

Sentei na cadeira à sua frente e procuro por uma garçonete. Achei uma encostada em uma pilastra com um bloquinho de anotações nas mãos e a chamo para anotar nossos pedidos. Pedi um milk-shake de morango e Drake um de chocolate.

Quando percebi, eu e Drake estávamos conversando sobre futebol há uma meia hora – sim, eu gosto de futebol –, tomando nossas bebidas e reclamando sobre os péssimos técnicos dos times do último jogo. De repente, Drake dá uma olhada no relógio do celular e parece se espantar com as horas e se levanta apressado.

- Mih, eu tenho que ir, o time está me esperando. A gente se vê – e quando ele estava quase indo, ele ainda pronuncia algumas palavras – Eu te amo.

Uma onda de choque elétrico passou pelo meu corpo e eu me arrepiei todinha. Nunca achei que ouviria isso dele. Meu coração acelerou e um sorriso se formou automaticamente em meu rosto.

- Drake, espera – eu elevei meu tom de voz para chama-lo, me levantando – Eu... – meu coração deu uma leve acelerada - Eu também te amo.

Ele sorriu de modo acolhedor, o que me fez acalmar um pouco, se despediu mais uma vez e foi embora, me deixando completamente feliz e atordoada.

***

Já havia passado algum tempo que eu estava ali, mas eu resolvi esperar as meninas diretamente, já que eu não tinha nada melhor pra fazer.

Estava quase morrendo de tanto tédio, quando eu percebi um alvoroço mesas à frente fui ver o que era. Quando vi a cena, quase tive um ataque do coração: Ella estava sendo humilhada por uma vadiazinha qualquer e ainda estava coberta de milk-shakes. Resolvi que iria ajudá-la, mas outra pessoa tomou o meu lugar. Era um rosto familiar... Pera. Para Tudo. Rotação e Translação, um minutinho, por favor. É. O. LUCAS.

SENHOOORRRR! Ele não estava em Londres, ou sei lá onde? O que a criatura tá fazendo aqui? E porque a Ella não contou que ele voltou? Eu vou dar tanto naquela vaca loirinha... E no Lucas também, que nem pra avisar que tá voltando!

Cof, Cof... Pera, foco aqui Millena, sua miga está sofrendo Bullying.

~Voltando à realidade~

Reparei que Lucas levou Ella para outro lugar, talvez para se limpar, e que a menina que estava a provocando ficou irritada com tal gesto. Seu grupinho retornou a falar mal da “garçonete desastrada” e eu tive que me segurar muito para não ir tirar satisfação com aquela garota. Decidi então, voltar para o meu lugar e esperar pelas meninas.

Depois de ficar mais ou menos quinze minutos mexendo no celular, vi Bailley e Stella entrando no Café e andando até mim.

 

Bailley Becker, 19 e Stella Mills, 19

Acordei com um barulho conhecido muito bem por mim, o som que eu mais abominava. O despertador do meu celular. Gemi em descontentamento e peguei o aparelho debaixo do meu travesseiro e olhei as horas.

05h50min AM.

Deveria ser proibido acordar cedo assim. Muito a contragosto, me levantei a andei cambaleando até o banheiro. Parei em frente ao espelho e observei a minha linda carinha amassada, que se passaria facilmente por um zumbi. Meus olhos azuis (sim, eu tenho olhos azuis. Chupem) estavam totalmente inchados e meu cabelo parecia um exu. Sei lá, eu estava muito zoada. Resolvi fazer minha higiene matinal e vestir uma blusa de moletom preta com um desenho de um gatinho na frente. Penteei meus cabelos e coloquei um caderno e uma caneta na minha bolsa. Sim eu só levo um caderno e uma caneta para a aula. Julguem-me o quanto quiserem.

Estava quase saindo pela porta quando meu estômago me lembrou de que ainda faltava alguma coisa. Andei novamente até minha cozinha, abri o microondas e encontrei a visão do paraíso. Sim, lá estava ela: uma coxinha amanhecida. Peguei em minhas mãos e a levei até a boca. Estava quase a mordendo quando olhei no relógio da cozinha e vi que estava atrasada. Revirei os olhos e saí correndo de casa. Tranquei a porta, desci as escadas e saí deixando a portaria do meu prédio.

***

Cheguei à minha faculdade apressada, limpando as mãos, que estavam cheias de gordura. Ao parar na frente do prédio, quase tive um ataque do coração ao ver que o portão estava sendo fechado. Corri em desespero e parei em frente ao porteiro, que acabava de guardar as chaves no bolso.

- Tio, pelo amor de Deus, me deixa entrar! – disse afobada me ajoelhando aos pés dele.

- Não acha que é um pouco tarde pra chegar, Srtª Becker? – ele perguntou levantando uma sobrancelha.

- Eu sei, mas... Por favor, abre pra mim, você sabe que eu sou legal! Eu até te dei paçoca semana passada – exclamei, quase chorando. Fazer drama às vezes ajuda.

O tiozinho suspirou derrotado e puxou a chave do bolso, abrindo o portão.

- Vê se não se atrasa de novo, mocinha!

- Pode deixar Tio!

Corri igual a uma maratonista em direção à minha sala e abri a porta lentamente. Vi o professor e os alunos com a atenção toda voltada para mim. Ri, meio sem graça e caminhei rapidamente até meu lugar.

- Isso por acaso são horas de chegar? – o professor me perguntou.

- Me desculpa professor, eu tive um imprevisto e...

- Bem, isso não interessa. Continuando... – e ele voltou a explicar a matéria.

- Grosso... – sussurrei, pegando meu caderno e minha caneta da minha bolsa.

- Olha, como eu sei que você vai copiar tudo, eu posso pegar com você depois? – ouvi uma voz feminina ao meu lado. Virei minha cabeça lentamente e vi uma garota de cabelos ruivos e roupas coladas se olhando em um espelho portátil. Suspirei e revirei os olhos. Essa puta sempre se aproveita da minha boa vontade.

- Stella, você sabe que sempre copia tudo o que eu faço. Você nem precisa avisar.

- Ai, que bom que você sabe! – ela exclamou feliz, fechando o espelho e se virando pra mim.

- Ei, depois da aula nós vamos nos encontrar na cafeteria. Tudo bem pra você?

- Stella, será que você podia falar coisas que eu não saiba? – perguntei meio estressada.

- Nossa que mau humor, amiga. Então você sabia disso também?

- Eu nem vou responder...

O resto da aula foi bem entediante. Só coisa que eu já sabia. Suspirei aliviada quando finalmente deu o horário e o professor nos dispensou.

- Estudem as anotações que fizeram hoje, serão importantes para a prova. Estão liberados, tenham um bom dia.

Arrumei minhas coisas e estava quase saindo da sala, quando me lembrei do encontro com as meninas e que eu iria junto com a biscate ruiva. Virei-me para poder chamá-la e a avistei fazendo o que ela sabe de melhor: dar uma de puta.

Andei até ela meio enraivecida e a puxei pelos ombros, fazendo-a afastar do menino que ela estava beijando.

- Querida, eu não tenho a vida toda pra te esperar chupar a boca de um boy – falei a puxando pelo braço até a porta.

- Ihh, tá bravinha só porque não pega ninguém há um ano? – perguntou em um tom de deboche.

- Ao contrário de você, eu preservo minha virgindade. Além do mais, pra que eu vou namorar alguém que eu não goste?

- Não é só pelo amor Bailley, mas sim por se sentir mulher, entende?

- Afe, você só se importa com prazer carnal, Stella! Isso é pecado, sabia?

- Nossa você pareceu a Ella falando agora – disse rindo – “Ai Stella, não posso me comportar como você se eu quiser ir para o céu” – falou imitando a voz de Ella.

- Tadinha da garota – disse a empurrando de leve – Ela ainda é menor de idade e muito inocente, mas tem um coração puro e sabe o que quer da vida. Se ela é religiosa ou não, é apenas um detalhe, não deveria se meter nisso.

- Tá, tá... Mas pelo menos ela não se ilude com os boys, como a Millena. Não sei como ela consegue ficar com aquele cara! O rapaz só tem tanquinho, porque de cérebro, nada.

- Meu Deus, isso está acontecendo mesmo? – perguntei dando leves risadas, fingindo estar surpresa – Stella Mills está mesmo se importando com inteligência?

- Ei, eu sempre me importei com inteligência! – ela esbravejou.

- É, sei...

- Ah, cala a boca, sua virgem! – ela me empurrou de leve.

Quando vimos nós tínhamos andado um quarteirão e estávamos em frente à cafeteria.

- Vamos entrar logo – disse a puxando pelo braço, entrando no lugar.

- Você adora me puxar, não é? – ela disse irônica.

A ignorei e continuei mesmo assim. Estramos no estabelecimento e logo avistamos uma mesa mais ao fundo, onde Millena estava sentada, mexendo em seu IPHONE 6.

- E aí, Mih – disse a abraçando.

- Oi amiga – ela respondeu retribuindo o abraço.

- Santa falsidade... – Stella sussurrou fingindo tossir.

- Como se você não praticasse desse mal – Millena retrucou.

- Que seja – Stella deu de ombros – Onde está a Ella? – perguntou se sentando.

- Onde você acha? – disse Mih, se sentando também – Está trabalhando igual a uma condenada.

Suspirei e me sentei junto a elas. Não sei como Ella consegue trabalhar tanto. Ela ainda nem terminou o Ensino Médio ainda!

Ficamos conversando mais um monte de baboseiras por uns dez minutos, até uma voz fina soar atrás de mim.

- Olá, meninas! Desculpe pelo atraso – Ella riu sem graça.

- Que isso amiga, a gente já se acostumou – Stella disse e eu a repreendi com o olhar.

- E aí, como vai minha novinha predileta? – Millena a puxou pelo braço, fazendo-a sentar na cadeira ao seu lado.

- Vou cansada – ela deu uma leve risada – Mas nada que eu não possa lidar.

Após isso, ficamos conversando sobre nada e ao mesmo tempo sobre tudo. Aquelas garotas me faziam muito bem... Éramos totalmente opostas, mas dizem que os opostos se atraem, certo? 


Notas Finais


Genteeeee!!
Por favor, comentem o que acharam, vocês fazem a vida de três autoras muito feliz, sério <3
Ahh e um recadinho pra _Melany_: Filha, eu ri igual a uma hiena parindo na parte da Millena. Te amo.
Beijosss e até o próximo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...