História Us. - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Kookv, Namjin, Taekook, Vkook, Yoonmin
Visualizações 26
Palavras 2.516
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Aviso importante:
O próximo capítulo irá demorar! Porque essa semana será minha semana de prova! E eu sou uma aluna "exemplar" (Uhum sei) e irei estudar muito!
A previsão é: Talvez eu poste, não nessa, na próxima quarta. Dia 28. Se eu conseguir posto antes.
Depois do dia 28 eu vou ter todo tempo do mundo, então se preparem!
Tenham uma boa leitura!

Capítulo 5 - Eu era apenas uma criança.


Fanfic / Fanfiction Us. - Capítulo 5 - Eu era apenas uma criança.

Jeon Jeongguk (On)

“Jeon Jeongguk.” Ele sussurra.

Meu corpo é tomado por um arrepio tenebroso.

“Sinto muito,” ele diz de uma forma agitada e desengonçada. Ele solta minha cintura e olha para o chão com um sorriso bobo nos lábios.

E qual foi minha reação com aquela reação? Bom, foi super-ultra-mega-blaster normal.

Eu virei para o lado e vomitei. Sim, isso mesmo. Eu vomitei. De todas as merdas que eu poderia ter feito, acho que essa foi a pior. Por que raios eu vomitei? Isso não deve ser real, é um sonho, sim é um sonho. Só pode ser um sonho.

“Meu Deus! Você está bem?” Sinto a palma da mão de Tae em minhas costas, isso me fez vomitar mais uma vez.

Sabe aquela sensação de querer mudar de planeta, de cavar um buraco e se enfiar lá, de sumir da face da terra, de desaparecer, de se estapear? Então, nunca queira sentir essa sensação. É horripilante.

“Eu não estou me sentindo bem.” Falo com os olhos semicerrados e sentindo meu estomago doer.

“Ai meu Deus! O que eu faço? Socorro! Jin! Hoseok! Jimin!” Taehyung entra em desespero. Ele começou a andar de um lado pro outro e segurar firme seus fios com os dedos.

“O qu-” Jin hyung se interrompeu ao ver meu estado deplorável. “Eita porra! Mas que merda tu fizeste? Como pode vomitar no meu chão recém polido! Seu bosta!”

“Hyung! Ele não está bem! Não grita com ele deste jeito,” Jimin berra enquanto segura meus ombros com força.

“Eca, que cheiro horrível,” o de cabelos escuros de hoje de manhã fala e cobre o nariz com a mão.

“Ai meu Deus! Ai meu Deus!” Taehyung ainda andava de um lado ao outro.

“Aish! Cala a boca!” Jimin berra novamente.

Eu não sei o que me dá dor de cabeça, o fato de eu ter vomitado ou o fato da casa estar barulhenta.

“Não acredito que essa criança fez isso, eu passei muito tempo polindo esse chão!” Jin berra mais alto que Jimin.

“Ai meu Deus! Ai meu Deus!” E novamente Taehyung.

“Acho que também vou vomitar.” O de cabelos escuros de hoje cedo diz e sai correndo.

“Dá para pararem de falar?” Tento gritar e todos se calam, Taehyung para de andar e olha para mim. “Alguém pode me trazer uma toalha?”

“Eu pego.” Jin diz passando por trás de mim e subindo as escadas.

“Você está bem? Quer que eu te leve ao hospital?” Jimin pergunta com a voz mais baixa.

“Não eu estou bem, acho que tive um ataque de  ansiedade.” Respondo ainda parado no mesmo lugar, tentando não olhar para o chão, senão eu iria vomitar novamente.

Jin volta com uma toalha nas mãos e me entrega. Limpo minha boca e rosto. Graças a Deus não sujei a roupa, por que se estivesse suja acho que eu não viveria mais.

“Acho que vou tomar mais um banho.” Falo e subo as escadas com a ajuda de Jimin.

Ao chegar no banheiro Jimin me para antes de fechar a porta. Seu olhar estava sério.

“Esse é o tal garoto?” Ele pergunta e eu respondo com um suspiro pesado. “Se eu soubesse não teria o trazido aqui.”

“Chimchim, não fala assim. Você sabe que eu queria o ver.” Falo manhoso. 

“Eu sei, mas só...” Ele desvia o olhar. “Não quero que se machuque.”

“Eu não sou mais uma criança, hyung. Lembra?” Riu e olho em seus olhos.

“Eu sei. Só que eu não quero nunca mais que aquilo aconteça.”

“Aquilo não vai acontecer de novo, não por causa dele.” Afirmo. “Agora me deixa tomar um banho e escovar os dentes, ninguém merece esse gosto horrível na boca.”

Fecho a porta e tomo mais um banho. Ao abrir a porta vejo Taehyung andando de um lado ao outro, porém para ao me ver. Será que ele fica andando de um lado ao outro direto?

“Oh, você está bem?” Ele pergunta nitidamente preocupado.

“Sim, eu estou bem.” Respondo com um sorriso pequeno aos lábios.

“Que alívio!” Ele solta o ar pela boca.

Sinto uma leve tensão, e o clima ficou silencioso. Eu realmente não sabia o que dizer. E eu tinha quase certeza que Taehyung se sentia da mesma forma. E como se ele pudesse ler meus pensamentos:

“Eu nem sei o que dizer,” ele ri de forma tímida. “Eu imaginei tanto nosso reencontro que agora que aconteceu eu nem sei o que falar, vergonhoso, não?”

“Porque você está aqui?” Finalmente tomo a coragem necessária para esta pergunta, que saiu um tanto quanto grossa.

“Ahn, bem...” Ele pareceu desconfortável com a pergunta. “Acho que eu... Bem, sabe o que é, né?”

Me segurei para não cair na gargalhada. Taehyung envergonhado foi a coisa mais fofa que eu vi até hoje.

“Não sei,” digo segurando o riso.

“Ah, para! Eu estou aqui por que quero estar aqui! Agora para de rir!” Ela fala de modo engraçado e manhoso.

“Eu não estou rindo,” falo com um sorriso no rosto.

E foi extremamente diferente do que imaginei. Eu no fundo sabia que iriamos nos encontrar novamente, mas não desse jeito e nessas circunstancias. Não que eu não tenha gostado de o ver desse jeito, é só que não imaginei que me aguentaria para não rir, entende?

“Ah, Jeon!” Ele revira os olhos.

“O que? É sério eu não estou rindo!” Falo e solto uma pequena risada.

“Agora você riu! Nem vem!” Ele diz e empurra de leve meu ombro.

“Desculpa!” Jogo minhas mãos para cima como se fosse pego no flagra.

E novamente o silencio. E nesse tempo de silencio meu sorriso se foi. Minha mente novamente foi tomada por perguntas.

“Agora é sério, por que você está aqui?” Pergunto de forma calma e séria.

“Eu vim para Daegu para cursar uma faculdade e já que eu me mudei perto daquela escola eu decidi vir te ver.” Ele diz enquanto intercalava o olhar entre eu e o chão.

“Ah.” Olho para o chão.

“Como tem passado?” Ele pergunta com a voz baixa.

“Não muito bem.” Respondo sincero. “Sabe? Não é fácil concertar um coração partido quando se é uma criança.” Olho de soslaio para Taehyung, pronto para ver sua reação, me arrependo na mesma hora.

“Desculpa.” Ele diz com a voz tremula, seus olhos pareciam procurar algo no chão e por algum motivo sua feição me fez sentir mal, mas mesmo assim eu não podia me arrepender do que foi dito, afinal era verdade. Taehyung quebrou meu coração.

“Você simplesmente sumiu.” Digo. Eu estava com medo de dizer tudo o que estava entalado em minha garganta. Porém eu precisava dizer tudo, por mim. Pelo menos por uns minutos, eu faria algo por mim. “Você disse aquilo e no outro dia sumiu! Você nem se despediu! Não me disse nada! Você...” Sinto lágrimas involuntárias caírem e na hora, Taehyung me olha com o olhar perdido e arrependido, cheios de tristeza. Eu queria o abraçar, não o queria fazer ficar assim, mas eu preciso pensar sobre meus sentimentos! Eu quero dizer tudo! “Você disse que me amava!” Berro sem me importar se os outros escutariam.

“Eu não menti.” Ele diz com a voz ainda baixa e tremula.

“Então por que me deixou!? Por que!?” Sinto como se minha garganta fosse rasgada.

“Eu não tive escolha!” Taehyung grita pela primeira vez me fazendo cambalear para trás. “Eu não tive...”

“Nem para dizer adeus?” Abaixo meu tom de voz.

“As coisas foram complicadas.”

“Tão complicadas que demorou dez anos para me procurar? Dez anos!?” Taehyung se calou. “Pois é, Taehyung. Eu fui idiota em te esperar. Em te amar mesmo depois de ter despedaçado meu coração, mais de uma vez.” Ele arregalou os olhos. “Você me deixou em um momento em que eu precisei de você! Você não faz ideia de como eu precisei de você! Eu te amei tanto, tanto! E o que eu precisei a dez anos atrás, era apenas escutar sua voz.”

Eu não queria o ver assim. Eu ainda me importava com ele. Só que, eu precisava dizer aquilo. E a sensação foi ótima. Finalmente disse tudo. E depois de dizer, não me restou nada. Não fazia mais sentido ficar ali na frente dele. Então saí dali. Eu segurei toda minha vontade de matar as saudades, de perguntar como ele estava, de abraçar ele, de perdoar ele por tudo e apenas ficar ao seu lado. Eu já fiz o que tinha que fazer, agora eu apenas quero continuar minha vida, me permitir conhecer alguém e namorar. Agora eu estava pronto, livre.

Desci as escadas e vi Jimin sentado no último degrau. Ele se levantou ao me escutar descendo. Passei reto por ele e sai daquela casa. Meus olhos ainda estavam cheios de lágrimas e não conseguir conte-las.

Por que depois de finalmente falar o que queria eu ainda sinto uma grande dor? Por que eu ainda penso nele? Eu pensei que depois de finalmente soltar tudo eu me livraria dele. Que finalmente estaria livre.

Por que ainda dói tanto?

Kim Taehyung (On)

Foi totalmente diferente do que imaginei. Claro, eu imaginei que ele estaria triste. Não, eu não imaginei que ele viria correndo para meus braços. Eu só não imaginava isso. Ele estava chorando. E eu causei isso. Eu quebrei seu coração, ele tinha razão. Mas tive meus motivos e não fui o único a sair machucado.

“Eu sou um idiota.” Penso em voz alta.

“Sim você é,” me viro e vejo Jimin encostado na parede. “Você é um idiota.”

“É, eu sei.”

“Por que você fez aquilo?”

“Eu não o deixei por que quis.” Falo e encaro Jimin. “Eu era uma criança, não pude imaginar que uma frase destruiria tanto nossas vidas.”

“Afinal, o que aconteceu?” Jimin franziu as sobrancelhas.

“Quer que eu te conte desde o começou?” Pergunto em um tom cansado.

Ele afirma com a cabeça e anda até uma porta a abrindo. Era um quarto, provavelmente de Jin. Entro e sento em uma cadeira perto da escrivaninha. Jimin se senta na cama.

“Eu tinha dez anos quando eu o conheci. Minha mãe era amiga da mãe dele e elas marcaram para nos conhecermos, no intuito de virarmos amigos. Funcionou, mas no meio da nossa amizade algo surgiu. Não foi planejado, sabe? Eu era o mais velho e já estava em uma idade que querer saber mais sobre o mundo. Acabei por fazer a maior besteira de todas,” Enquanto contava Jimin apenas me encarava. E eu tentava dizer tudo sem lembrar, mas foi impossível...

“‘Taetae! Você tem certeza?’ Gguk pergunta fazendo bico. ‘Eu nunca fiz isso antes.’

 ‘Nem eu Ggukie, mas eu vi muitos filmes! Vamos tentar, não vai ser chato, se for eu deixo você pegar meus chocolates!’ Falo confiante.

‘Está bem!’

‘Obrigado, Ggukie!’ Sorrio largo.

Sentamos de forma indiozinho um de frente ao outro. Ggukie cruza os braços e infla as bochechas, e eu riu com o ato. Ele estava tão fofinho!

‘Eu queria brincar!’ Ele fala manhoso.

‘Vai ser rápido’ Falo e dou um sorriso.

Aproximo meu corpo do seu e coloco minhas mãos em seu ombro. Ggukie olha em meus olhos e eu nos dele. Ele é tão fofo e bonito. Eu queria muito fazer isso com ele.

E então selo meu lábio aos seus lábios pequeninhos. Eram tão macios que meu coração pulou. Volto ao meu lugar, separando nossos lábios.

‘O que foi isso?’ Ggukie perguntou.

‘Se chama beijo! Mamãe sempre faz isso com o papai!’ Respondo.

‘Foi muito bom’ Ggukie ri.

‘Não disse que você iria gostar?’

‘Quero mais um!’ Ggukie colocou as suas pequenas mãos no colchão se inclinado em minha direção e me dando um beijo.”

“Espera! Para tudo!” Jimin me interrompe. “Vocês se beijaram?”

“Sim.” Respondo.

“Mas vocês eram crianças!” Ele diz indignado.

“Exatamente, quando se é criança não se sabe o certo e o errado.” Digo. “E também não sabemos as consequências de atos. E a consequência desse foi eu me apaixonar por um garoto, por Jeon.”

“E essa consequência não foi boa?” Jimin pareceu mais interessado no que contava e se sentou na ponta da cama.

“Não. Quero dizer, não exatamente! Não me arrependo de ter feito aquilo, só que... foi um erro, entende? Se aquilo não tivesse acontecido, provavelmente eu não teria ido para Seul.” Falo de forma confusa e Jimin sorri.

“Eu entendo.” Ele diz. “Continue!”

“Tá, depois do nosso beijo eu comecei a me sentir de forma diferente em relação ao Gguk, e como toda criança eu fui pesquisar sobre isso. E encontrei a palavra amor.” Sorri ao lembrar daqueles momentos. “Eu poderia não o amar naquela época, afinal eu tinha apenas dez anos. Uma criança de dez anos não sabe diferenciar amor de gostar. Mas mesmo assim em um dia em que nossas mães se encontraram em um restaurante, eu segurei a mão de Jeon e disse ‘Mamãe eu amo o Ggukie’ e foi aí que tudo desmoronou. E mais uma consequência surgiu. A pior consequência de todas. Minha mãe surtou e sem nenhum aviso gritou com a mãe de Jeongguk, me levou para casa, gritou com meu pai dizendo que a culpa era dele e arrumou todas as minhas coisas em uma mala, e sem dó ela me jogou em um trem para Seul. Fiquei na casa de meus tios até minha mãe arranjar uma casa e um emprego em Seul.” Solto um suspiro. “Ela nem me deixou despedir.”

“Sinto muito, Tae.” Jimin saiu da cama e veio até mim, me envolvendo em um abraço caloroso. “Deve ter sido difícil para você...”

“Ela girou tanto comigo, com meu pai e com todos. Ela enlouqueceu! Não me deixou se aproximar de nenhum garoto, sempre me empurrava para as garotas. Ela foi um monstro comigo. A culpa não foi minha em me apaixonar por um garoto! Eu era apenas uma criança! Eu não sabia de nada! E mesmo assim, mesmo assim, ela me separou dele!” Sinto lágrimas escorrerem por meu rosto e molhar minhas bochechas. Jimin me apertou mais forte e iniciou um cafuné em meus cabelos. “Eu chorei várias noites morrendo de saudade dele. Querendo o ver, querendo sentir seu toque e escutar sua voz.”

“Fique calmo, Tae. Eu vou te ajudar!” Jimin falou na tentativa de me animar. “Olha, eu tenho certeza que se você forçar um pouquinho vai conquistar aquele coração de pedra dele!”

“Você acha?” Separo o abraço e olho para Jimin como se ele fosse minha única esperança, e era.

“Claro que sim! Vai atrás dele! Diz como você se sente! Faça ele entender que ele não foi o único a sair machucado! Tae! Você tem o direito de lutar por ele!” Jimin falou de um modo agitado que me fez rir.

“Ok! Eu vou atrás dele! Mas, não hoje. Ele precisa de um espaço, não acha?”

“Concordo. Foi muito do nada que aconteceu. Ontem Gggukie nem poderia imaginar que te veria, e muito menos vomitaria na sua frente.” Jimin gargalha.

“Sim, sim! Nem eu!” Riu junto com o de fios roseados.

“O tadinho deve estar todo envergonhado!”

Levanto da cadeira em um pulo animado e abraço Jimin.

“Obrigado!” Digo de forma alegre. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Esse capítulo falou a visão de Tae sobre o que aconteceu "naquele dia", mas não vai ser só isso. Pretendo fazer um capítulo mais detalhado sobre "Aquele dia"
Jeon vai ser muito persistente e cabeça dura, mas com o tempo ele vai se soltar, então não fiquem chateadas com o Kookie!
Jimin um amorzinho, não? Ele merece um premio de melhor pessoa!
Jimin vai ajudar Tae :3
Temos um cupido oficial aqui!


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